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Dia: 3 de março de 2022

Destacada presença de profissionais da educação no lançamento da CF na Diocese de Coari

Com uma Celebração Eucarística na catedral de Sant’Ana presidida pelo bispo diocesano, Dom Marcos Piatek, a Diocese de Coari lançou na Quarta-feira de Cinzas a Campanha da Fraternidade 2022, que tem como tema “Fraternidade e Educação”, e como lema “Fala com Sabedoria, ensina com amor”. Na celebração, segundo o bispo local, foram convidados os gestores e gestoras das 35 escolas municipais e estaduais, juntamente com as instituições do ensino particular. Dom Marcos Piatek mostrou sua satisfação diante da grande presença de profissionais da área da educação na celebração. Segundo o bispo da Diocese de Coari, essa presença mostra “o grande interesse pelo tema da Campanha da Fraternidade deste ano”. Na sua homilia, o bispo apresentou o significado da Quaresma, sua espiritualidade e compromissos, e junto com isso refletiu brevemente sobre o conteúdo do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2022. Seguindo o pedido do Papa Francisco, que convocou a Jornada Mundial de Oração e Jejum pela Paz na Ucrânia, Dom Marcos Piatek convidou todos para orar pela paz no mundo, especialmente pelo fim do conflito no país do Leste da Europa. Na hora da imposição das cinzas, querendo valorizar os profissionais da educação, a primeira pessoa que recebeu as cinzas das mãos de Dom Marcos foi a gestora de uma das escolas, que depois impus as cinzas na fronte do bispo. No final da celebração o bispo da Diocese de Coari agradeceu a presença dos professores e servidores da área da educação e mostrou o desejo de “colaborarmos juntos pela educação integral das pessoas no mundo atual”. Para ajudar a trabalhar a Campanha da Fraternidade na cidade de Coari, todos os gestores e gestoras receberam o Texto Base da Campanha da Fraternidade e o Cartaz. Junto com Dom Marcos Piatek, participaram da celebração de abertura da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, os padres que trabalham na cidade de Coari, a Vida Religiosa, os seminaristas e numerosos fieis. Finalmente, o bispo diocesano pediu “para que esta Quaresma seja copiosamente abençoada por Deus e para que saibamos ‘falar com sabedoria e ensinar com amor’”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

A necessidade e a urgência de não nos cansarmos de fazer o bem

A Carta aos Gálatas nos diz: “Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos”. Esse texto tem inspirado o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma de 2022. Quem participou da celebração das Cinzas escutou: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. É um chamado pessoal, mas também comunitário. Somos chamados a mudar de vida, mas também de horizonte social, uma necessidade mais do que urgente em um mundo enfrentado pelas guerras, fruto do ódio cada vez mais presente na vida da humanidade.  O texto da Carta aos Gálatas nos fala de colheita, algo que é consequência da semeadura. Mas o que a gente está semeando, será que temos semeado o bem? Quais atitudes se fazem presentes na nossa vida? Em que valores educamos as futuras gerações? O Papa Francisco nos faz ver que “muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir”. Daí o chamado da Quaresma “à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo”, afirma o Papa. Muitas vezes nós reclamamos do que vemos em volta, mas esquecemos que isso é consequência do plantio em tempos passados. Pouco temos nos preocupado de semear o bem para os outros, nos deixando prender pelas “lógicas mesquinhas do lucro pessoal”, deixando de lado toda atitude de gratuidade, segundo nos diz a mensagem pontifícia.   A pandemia nos lembrou que estamos todos no mesmo barco, que ninguém se salva sozinho, algo que muitos não querem entender. Por isso somos desafiados a cada dia a não nos cansarmos de extirpar o mal da nossa vida, e assumir a necessidade de não nos cansarmos de fazer o bem, de praticar a caridade, de cuidar de quem está próximo de nós, especialmente de quem está ferido “para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão”, insiste o Papa Francisco. Essa mudança pessoal e comunitária deve ser constante, aos poucos, juntos, porque juntos somos mais e chegamos mais longe. Porque no cuidado mutuo encontramos os melhores caminhos para alcançar os frutos. Porque o amor fraterno é sinal de alegria e presença na vida da gente de um Deus que sempre ama, que sempre se doa, que nunca cansa de fazer o bem. E a gente, será que vai cansar? Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar