Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Dia: 7 de novembro de 2022

Caritas Coari realiza Assembleia diocesana: formação, orientação, fortalecimento dos trabalhos

A Caritas da Diocese de Coari realizou nos dias 4 e 5 de novembro sua assembleia na Paróquia Nossa Senhora das Graças, onde foram acolhidos pelo Padre Filipe, administrador paroquial. Segundo Márcia Maria Miranda, “a Assembleia foi um momento de formação, momento de orientação e também na busca do fortalecimento dos trabalhos que já existem da Caritas”. A Articuladora Regional da Caritas Norte1 destaca que “vale lembrar que a Diocese de Coari tem hoje 7 Caritas paroquiais, todas atuando em favor daqueles mais necessitados”. A Assembleia diocesana da Caritas da Diocese de Coari foi momento para a escolha da nova diretoria. O Presidente da Caritas diocesana de Coari é Dom Marcos Piatek, bispo diocesano, sendo sua Secretária Executiva a Ir. Elza Spoleto. Junto com isso, os representantes das diversas paróquias da Diocese de Coari presentes na Assembleia, “eles também renovaram o seu compromisso para estar ao serviço da Caritas testemunhando Jesus Cristo a través das ações sociais que são exercidas por cada um e cada uma nas bases”, segundo Márcia Maria Miranda. Uma Assembleia que foi “momento para avaliar e momento de orientação para o planejamento para o ano de 2023”, segundo Marcia Maria. Ela destaca que como Caritas diocesana da Diocese de Coari, “eles têm o objetivo de que em 2023, eles possam renovar várias atividades, fortalecer as que já existem e ter novas estratégias de atuação com as famílias vulneráveis”. A Articuladora Regional destacou que “ainda tem um desafio muito grande, que é a presença de agentes”, insistindo na necessidade de “pessoas que tenham coragem de assumir esse desafio de ajudar nas ações da Caritas”. Mesmo assim, ela ressaltou que “aqueles corajosos e teimosos que estão, eles fazem a diferença no seu serviço nas paróquias e nas comunidades, atuando e acreditando nesse serviço”. É importante destacar que a Assembleia diocesana da Caritas da Diocese de Coari foi um momento que os representantes da Caritas vivenciaram junto com a paróquia que está celebrando sua festa de 152 anos. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Encontro da REPAM em Manaus busca respostas como Igreja diante do processo de empobrecimento dos povos

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) está se reunindo em Manaus, onde está atualmente sediada, durante toda esta semana. O Núcleo de Direitos Humanos e o Comitê ampliado se reunirão de forma híbrida, com um grupo presencial e outros participantes virtualmente, de 8 a 11 de novembro. No caso do Núcleo de Direitos Humanos, o encontro pretende responder a dois desafios, de acordo com o Padre Peter Hughes. Como membro da coordenação, ele considera que desde o início, a REPAM compreendeu a necessidade de “estabelecer um caminho para poder acompanhar os líderes e grupos indígenas da Amazônia, a fim de alcançar mudanças efetivas“. Neste sentido, o missionário columbano, que mora no Peru, enfatiza que “o trabalho com direitos humanos é básico, porque os direitos são a base para produzir mudanças”. Padre Hughes enfatiza que “nos últimos dois ou três anos, a REPAM deu um enorme passo em frente, com o reconhecimento cada vez mais importante por organismos internacionais, como as Nações Unidas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, mais recentemente, a Organização dos Estados Americanos”. Isto é visto como algo que “a REPAM, com base em sua experiência, tem significado apoio a estes organismos internacionais”. Com relação à própria REPAM, o membro da Coordenação do Núcleo de Direitos Humanos pede que isso seja “internalizado pela própria REPAM”. Isto porque “os direitos humanos são a espinha dorsal da REPAM“, insistindo em “trabalhar cada vez mais sobre o significado dos direitos humanos na própria evangelização, no coração do trabalho pastoral e da mensagem cristã”, superando a ideia de que os direitos humanos não fazem parte do nervo central da mensagem cristã. O religioso fez um chamado a não esquecer que “biblicamente, os direitos dos pobres são os direitos de Deus“, o que nos leva a entender que “uma leitura da Carta Fundamental dos Direitos Humanos de 1948 também deve se basear na revelação das histórias bíblicas”, algo muito importante para avançar com base no que o Sínodo para a Amazônia declarou, que vê que os direitos humanos “não é apenas uma coisa política importante ou um dever social, mas é uma exigência de fé”. Ele também destaca “a percepção de que a ecologia integral, que é responder ao grito da Terra e ao grito dos pobres, está integrada”, descobrindo que “este não é apenas mais um caminho, mas o único grito que existe para a Igreja”. O Núcleo de Direitos Humanos da REPAM assume o desafio de “acompanhar o território a partir de suas necessidades e realidades“, e junto com isso “articular todos os esforços de todas as igrejas, instituições que estão neste caminho de defesa das comunidades indígenas, trabalhando em equipe, em rede, todas com a mesma visão”, afirma Lily Calderón. Em nível pessoal, a membro da Coordenação do Núcleo de Direitos Humanos da REPAM considera que é “uma perspectiva diferente e um profundo compromisso com uma opção preferencial para as comunidades, o que não é fácil nesta globalização”. Os povos amazônicos são os principais atores dos direitos humanos no território amazônico, “por eles, para eles e com eles”, insiste Lily Calderón. Neste sentido, ela enfatiza que a defesa da dignidade da pessoa humana é algo presente nas Constituições dos países que fazem parte do território amazônico, lembrando que “em Querida Amazônia esta ideia também se repete e deve ser a base central, o eixo principal de todas as atividades a partir de uma perspectiva de direitos humanos na Amazônia”. A partir daí, entende-se que “nosso objetivo, nosso caminho, todos os nossos esforços visam assegurar que estas comunidades tenham sua identidade reconhecida, que seus direitos e dignidade sejam defendidos, mas eles são os principais atores. Nós vamos atrás deles, promovendo-os, acompanhando-os, mas são eles que finalmente decidem seu desenvolvimento a partir de suas realidades, de sua cultura. E todas as propostas de desenvolvimento têm que ser implementadas e desenvolvidas a partir deles”. A Caritas Espanhola faz parte deste núcleo, “um compromisso que a Caritas Espanhola tem tido desde sua fundação, sua presença na América Latina”, diz Sonia Olea, que vê isto como algo histórico. Neste sentido, “quando começamos a sonhar com a Rede Eclesial Pan-Amazônica e a forma como trabalhamos, foi também um compromisso de mudança interna para nós”, e Olea destaca que “fazer parte da Rede Eclesial Pan-Amazônica mudou nossa forma interna de trabalhar“. Uma presença que é consequência do fato de que “historicamente a Cáritas quis estar onde os direitos são violados na América Latina, mas também porque viu o momento histórico de outra Igreja, e foi um privilégio poder estar lá naquele momento”. Nas palavras de Sonia Olea, “esta é a razão pela qual eles continuam a se envolver com o pessoal liberado para estar neste espaço”. Um comité executivo da REPAM que acontece de modo presencial depois de um longo período de pandemia que fez com que tudo fosse em modo virtual. Nesse sentido, o Irmão João Gutemberg Sampaio destaca que “o encontro é sempre algo maravilhoso e depois de tanto tempo de jejum de encontros, nos traz uma motivação muito grande querermos encontrarmos”, mesmo sendo um grupo reduzido, dado o alto custo que representa o deslocamento, algo que se acentua neste momento de crise que vive a humanidade. Segundo o Secretário Executivo da Rede Eclesial Panamazônica, o encontro é motivo de alegria e oportunidade de “poder continuar essa caminhada sinodal de discernimento, que vem a partir dos diálogos, do encontro, do reencontro, de celebrar juntos”. Um encontro que tem como desafios o fato de “vivermos um grande processo de empobrecimento dos povos e de evasão das culturas, de sofrimento, e a Igreja é a grande defensora da vida”. Nesse sentido, o Irmão Marista insiste em que “nosso compromisso é com a vida, é estar muito mais conectado com as propostas de vida”, algo que vê como custoso, desafiador, “porque nem sempre vai com o pensamento social dominante, que muitas vezes é de exploração, sobretudo na Amazônia, onde é muito forte o tema do extrativismo a todo custo para o esgotamento dos recursos naturais, que nós…
Leia mais

Encontro dos Secretários Regionais na sede da CNBB: momento de formação e partilha

Acontece de 7 a 9 de novembro de 2022 na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, o Encontro dos Secretários e Secretárias Regionais. Ao longo dos três dias de encontro, os participantes terão momentos de formação, contando com a assessoria de Dom Joel Portela Amado, Secretário Geral da CNBB, mas também de partilha das realidades regionais, sendo colocados em comum os desafios e possibilidades. Durante o encontro serão abordados temas relacionados à gestão e ao departamento de pessoal. No programa aparecem momentos para encontro com os diversos setores que fazem parte da estrutura da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil, buscando ser uma oportunidade para visita e conversa com os responsáveis por cada um desses departamentos. Igualmente, as Secretárias e Secretários dos 19 Regionais em que está dividida a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil poderão departir com os Assessores da CNBB Nacional em relação com o Estatuto da CNBB, o regimento, a música litúrgica e o simpósio ecumênico. Em representação do Regional Norte1 participa a Ir. Rose Bertoldo. Segundo a Secretária Executiva do Regional, “o encontro dos secretários e secretárias é sempre um momento forte de partilha, de troca de experiências”. A religiosa destaca que “este encontro tem uma característica especifica, é mais técnico, nos possibilita conhecer melhor os espaços da CNBB, especialmente os setores, com os quais temos uma relação direta no dia a dia no que se refere à gestão institucional”. Em relação com a análise da realidade social, política, eclesial pós-eleições, o encontro está sendo uma oportunidade para estabelecer uma troca de saberes. Nesse sentido, a Ir. Rose destaca a pergunta colocada por Dom Joel Portela: “O que este momento pede de nós?”. Um questionamento que tem ajudado os secretários e secretárias a aprofundar na atual conjuntura que o Brasil vive em todos os níveis. Na conversa foi colocado em destaque a importância do papel dos secretários e secretarias nos Regionais, “no grande desafio da construção de pontes, frente a um país polarizado, onde o ódio, as violências foram institucionalizados”, afirmou a Secretária Executiva do Regional Norte1. Segundo a Ir. Rose, “Dom Joel insiste em trabalharmos pela democracia, uma democracia que implica a justiça social”, e junto com isso na necessidade de “pensar nossa presença eclesial que seja a base para a amor, a fraternidade e a justiça”. Finalmente, a religiosa destaca que “para mim esse encontro contribui para me apropriar mais de toda dinâmica da CNBB que perpassa as diversas dimensões, eclesial, de gestão”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

COMIRE Norte1 realiza Despertar Missionário em São Paulo de Olivença

A missão é elemento constitutivo na vida da Igreja. É na missão que vamos testemunhando como discípulos missionários a Boa Notícia do Evangelho e ajudando às pessoas a conhecer Jesus. Na Igreja do Brasil a missão se organiza em torno aos conselhos missionários, articulados em diferentes níveis: Conselho Missionário Paroquial (COMIPA), Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), Conselho Missionário Nacional (COMINA), existindo conselhos missionários específicos, como é o Conselho Missionário dos Seminaristas (COMISE). Querendo impulsar esse trabalho missionário nas dioceses que fazem parte do Regional Norte1 da CNBB, o Conselho Missionário Regional Norte1 realizou nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2022, na Paróquia de São Paulo Apóstolo do Município de São Paulo de Olivença (AM), o Despertar Missionário 2022. A assessoria foi realizada pelo vice coordenador do COMIRE José Kennedy. Segundo ele o Despertar Religioso abordou todas as dimensões da missão e contou com a participação de 53 agentes missionários, representantes da Vida religiosa e do Laicato. Durante o encontro foi estudado o tema e o lema do Ano Missionário 2022, que é um Ano Jubilar Missionário.  “A Igreja em estado permanente de missão”, é o tema e o lema: “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8). O vice coordenador do COMIRE Norte1 agradeceu ao coordenador do Setor, Padre Carlos, e ao Pároco da Paróquia São Paulo Apostolo, Padre Marcelo, pela acolhida durante o encontro. José Kennedy pede que Deus abençoe aos participantes do encontro pelas partilhas, disponibilidade e entusiasmo na missão. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1