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Dia: 9 de novembro de 2022

Núcleo de Direitos Humanos da REPAM: “Uma Igreja que nos dá instrumentos para nos defendermos”

A Rede Eclesial Pan-Amazônica tornou-se o rosto de “uma Igreja que nos dá instrumentos para nos defendermos“, palavras pronunciadas por uma indígena equatoriana ao bispo Rafael Cob, que o presidente da REPAM lembrou na reunião do Núcleo de Direitos Humanos, ressaltando que “os povos originários pedem à Igreja para ser sua companheira, sua aliada, daí a importância do Núcleo de Direitos Humanos”. Um núcleo que, como foi repetido durante os dois dias do encontro, 8 e 9 de novembro, que reuniu representantes de vários países em Manaus, é um instrumento de empoderamento, que dá voz aos que estão na Amazônia, tornando-se uma forma de encontrar, plantar e encorajar as pessoas a serem agentes de mudança. O Centro de Direitos Humanos da REPAM ajudou a Amazonianizar os organismos internacionais e gerar novos processos que transcendem as fronteiras, buscando direitos que vão além das fronteiras nacionais, estando presente nos locais onde as decisões são tomadas. Podemos até dizer que ele conseguiu oferecer uma face diferente da Igreja nos órgãos de decisão política, algo que beneficia os favoritos de Deus, que também deveriam ser os favoritos da Igreja, os pobres, os vulneráveis e os excluídos. Foram dados passos que ajudaram a procurar modelos que ao longo do tempo se tornaram caminhos a seguir, fonte de inspiração para plataformas mais amplas, para fazer novas exigências, com projeções de longo prazo a fim de gerar impacto duradouro, pois as pessoas sempre pediram que esses espaços pensassem nas gerações futuras. Não podemos esquecer que a REPAM, especialmente com o nascimento da CEAMA, a Conferência Eclesial da Amazônia, que pode ser considerada duas faces da mesma moeda, tem se concentrado em questões sociais e de incidência, não tanto eclesiais. Uma defesa política que é ainda mais importante em vista do fato de que “a religião está sendo utilizada como um instrumento político“, segundo o Padre Dário Bossi. O provincial dos Missionários Combonianos no Brasil fala da manipulação da religião no Brasil, algo que apareceu fortemente nas últimas eleições, ” sem nenhum tipo de envasamento com a Doutrina Social da Igreja, com o seu Magistério, com o ensinamento do Evangelho”. Daí a importância de que quando os agentes pastorais “se reúnem para pensar os direitos humanos, o fazem em nome do Evangelho e dão uma contribuição para indicar qual é a missão da Igreja, o papel da Igreja, em uma Amazônia devastada por violações de direitos”. Daí a importância destes encontros “ajudam a sintonizar cada vez mais a missão da Igreja no eixo dos direitos humanos, que é um campo que nos pertence”. No trabalho da REPAM, as alianças são fundamentais, algo destacado pelo Padre Peter Hughes e que está presente desde a fundação, destacando neste sentido o Celam, a CLAR e a Cáritas. As experiências do Sínodo para a Amazônia e da Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe ajudaram a avançar nos processos de renovação. Neste sentido, destaca-se a nova primavera da Vida Religiosa, o novo compromisso com a Amazônia, superando esquemas clássicos. Estas são alianças importantes neste processo eclesial que está ocorrendo, um processo no qual a América Latina tem feito contribuições decisivas. Peter Hughes destaca a importância do Documento da Etapa Continental do Sínodo, “um documento muito importante que quer falar do grande empenho das conferências episcopais na etapa diocesana, um reflexo da espiritualidade encarnada, tentando discernir o pulso do Espírito”, afirma o missionário no Peru. No documento, ele destaca “as citações muito simples, mas muito importantes que reúnem o que está acontecendo na Igreja em diferentes latitudes, mostrando coincidências nos sentimentos“. Alianças que vão além dos limites eclesiásticos e que têm levado as organizações da sociedade civil, especialmente as organizações indígenas, a ter grandes expectativas em relação à REPAM. Ele também destacou a importância das redes eclesiais que nasceram depois da REPAM, na bacia do Congo, na América Central, no Aquífero Guarani e no Grande Chaco, na Oceania e na Ásia, nas Igrejas europeias desde Laudato Si’. Realidades que mostram que “as lideranças e o caminho da REPAM se cumprem no que todos esses aliados estão propondo”. Representando a Secretaria de Pastoral Social da Cáritas Colombiana no encontro se fez presente seu diretor, Padre Rafael Castillo Torres, que destacou três razões para a Cáritas se envolver seriamente na defesa e na luta pelos direitos humanos. “Primeiro, porque a dignidade humana é um princípio, um valor e um bom critério da Doutrina Social da Igreja e é parte da realidade da evangelização”, diz o padre colombiano. Em segundo lugar, “porque a primeira notícia que temos de Deus foi de um conflito trabalhista“, como relata o Livro do Êxodo, onde Deus vê a aflição de seu povo e desce para libertá-lo. Por isso ele insiste que “diante da experiência de Deus Criador, há a experiência de Deus Salvador, de Deus Libertador”. Para o Padre Rafael, “é muito importante ter em mente como no Antigo Testamento a experiência fundadora da História da Salvação começa com uma dor sentida como própria de Deus“. A partir daí ele insiste que “aqueles de nós que lutamos pelo Evangelho e o carregamos nas mãos, não podem fazer menos do que assumir esta opção fundamental de Deus para aqueles que têm menos e mais precisam”. Finalmente, “porque Jesus em sua ação evangelizadora na Galileia, no estabelecimento do Reino de Deus, acalmou fundamentalmente o sofrimento no coração do povo, e enfrentou todas as estruturas que atacavam as mulheres, os estrangeiros, os pobres, os excluídos, os marginalizados”. Destas razões, o Diretor da Secretaria de Pastoral Social da Cáritas Colombiana conclui que “seremos a Cáritas em legitimidade na medida em que o bom critério de dignidade humana e o trabalho em prol dos direitos humanos faz parte de nossa motivação fundamental“. Ainda mais, considerando que “em contextos como o da América Latina, uma sociedade pode ser verdadeiramente democrática se tiver os direitos humanos como indicador, porque os direitos humanos são os direitos de Deus, um direito violado ao ser humano é um direito violado a Deus”. Luis Miguel Modino, assessor de…
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Dom Altevir agradece a presença dos Presbíteros no Encontro Regional, “tão importante para nossa Igreja da Amazônia”

Um desejo de um encontro frutífero envia Dom José Altevir da Silva aos presbíteros participantes do Encontro Regional dos Presbíteros que acontece em Coari de 8 a 11 de novembro. O bispo de Tefé inicia sua mensagem cumprimentando Dom Marcos Piatek, Bispo da Diocese de Coari, e Dom José Albuquerque, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, presentes no encontro. Dom Altevir deseja igualmente que o encontro seja “marcado pela graça do amor de Deus, tantas vezes expresso, na comunhão vivida nos Presbitérios de nossas Arquidiocese, Dioceses e, Prelazias!”. Ao mesmo tempo, ele agradece aos presbíteros presentes “por suas presenças num encontro tão importante como este para nossa Igreja na Amazônia, nos dias de hoje!”. O Bispo da Prelazia de Tefé deseja aos Presbíteros no início deste encontro, “toda abertura de coração, de modo que todos possam, fazendo jus ao tema do encontro, deixar ser cuidado pelo próprio Mestre!”. Segundo o Bispo, “quem cuida com amor, de certo modo finda amando o ser cuidado”. Por isso, ele pede “que todos possam fazer a experiência dos cuidados de Jesus Cristo em suas vidas”. Na sua mensagem, Dom Altevir afirma que “ao refletir sobre questões importantes a respeito da vida e do exercício do ministério dos presbíteros, é tão importante aprofundar sobre a questão da saúde integral, sob a ótica do cuidado que devemos ter para conosco mesmos e para com os irmãos de ministério”. Ele insiste em que “no exercício do nosso ministério, descobrimos cada vez mais a necessidade de estarmos a serviço do povo de Deus, nos entregando a cada dia, nos consumindo junto às comunidades dos centros urbanos e periferias, rios e igarapés de nossas Igrejas Locais”. Nesse sentido, o Bispo destaca que “ao refletir sobre ‘o cuidado com a saúde integral dos presbíteros’, desejo que cada um se perceba que como todo ser humano; o presbítero deve estar sadio físico, psíquico e espiritualmente para que a sua ação evangelizadora seja eficaz e produza frutos segundo o coração de Deus. É por isso que devemos cuidar de todas as dimensões da nossa existência, buscando a saúde e o equilíbrio tão necessários para a nossa realização pessoal e para a nossa missão!” Para todos que lutaram para participar deste encontro, Dom Altevir deseja um bom aproveitamento! Ao clero da Prelazia de Tefé, que meio as enormes distâncias e outros desafios, seu Bispos diz que “com a graça de Deus um bom número de Presbíteros se fez presente”. Finalmente, pede a benção de Deus para todos os participantes e paro o encontro, lembrando que “não esqueçam, melhor do que a maneira como fizeram a preparação deste encontro, vai ser o  que este encontro vai fazer com cada um de nossos presbíteros”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1