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Dia: 19 de novembro de 2022

Diocese de Roraima realiza sua Pré-Assembleia, momento para “avançar no processo da evangelização”

A Diocese de Roraima está realizando neste final de semana, de 18 a 20 de novembro de 2022, a Pré-Assembleia Sinodal Diocesana. O encontro conta com a participação de coordenadores de comunidades, pastorais, movimentos e serviços da Diocese. Uma Pré-Assembleia que segundo Albanira Cordeiro, representante da Pastoral da Pessoa Idosa vê o encontro como uma forma de crescimento humano e espiritual para cada liderança presente. Em relação com o encontro, o Padre Vanthuy Neto, destaca que a cada assembleia, o coração da Igreja se desperta, principalmente daqueles que participam do encontro. Segundo ele, “a expectativa de sempre avançar no processo da evangelização. No fundo a assembleia e o Cristo nos empurram para ir e lançar as redes em águas mais profundas. Descobri que juntos somos iluminados pelo Espírito Santo”. Os participantes da Pré-Assembleia da Diocese de Roraima refletiram sobre a atual conjuntura, com a assessoria de Marcelo Seráfico. O professor Doutor em Sociologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), acredita ter sido uma oportunidade de estabelecer uma conexão entre o momento político, econômico e social do país do passado com a atualidade. “Primeiro com processos que vêm se desenrolando há décadas e, em segundo lugar, pra gente começar a fabular alternativas para construção de um país que seja justo, igualitário e livre”, insistiu o sociólogo. O professor destacou a importância da Igreja Católica e dos coordenadores de movimentos, pastorais e comunidades, saberem dessa conjuntura. Marcelo Seráfico ressaltou o fato de ser fundamental “para a Igreja e para todos os segmentos da sociedade organizados, ou que pretendem se organizar, situar as concepções sobre a realidade pautadas por essa perspectiva histórica e vinculada também ao jogo das forças políticas”. As palavras do professor da Universidade Federal do Amazonas motivaram a discussão em grupos para refletir sobre a relação entre a conjuntura atual do Brasil, a experiência de vida atual e quais os grupos e camadas sociais comprometidos com a democratização da sociedade e do Estado, no Brasil, como também, saber sobre estes grupos que resistem à essa democratização. No final da Pré-Assembleia, a Diocese de Roraima celebrará o Jubileu de Ouro da Catedral Cristo Redentor, agradecendo pelos 50 anos da construção do templo. A celebração será presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus, e será transmitida pela Rádio Monte Roraima e pelo YouTube da Diocese de Roraima. Com informações e fotos da Rádio Monte Roraima

3º Ano Vocacional: “Falar desses carismas que Deus dá a cada um”

A Igreja do Brasil inicia neste domingo 20 de novembro, seu 3º Ano Vocacional, que tem como tema “Vocação, graça e missão”, e o lema “Corações ardentes, pés a caminho”. Um ano que em nível nacional iniciou-se com a celebração da Eucaristia no Santuário Nacional de Aparecida, precedido por uma coletiva de imprensa que contou com a presença de Dom João Salm, Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ir. Maristela Ganassini, Assessora do Setor Juventudes e Vocações da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), e a Presidenta do Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB), Sônia Gomes de Oliveira. Um Ano Vocacional 2023 surgiu do IV Congresso Vocacional do Brasil, posteriormente aprovado por unanimidade pela Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Com o tema e o lema se procurou “refletir aquilo que a Igreja neste momento precisa, aquilo que pudesse ser de fato resposta e inspiração para essa experiência tão especial, todo um ano dedicado à questão das vocações”, segundo Dom João Salm. O Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada destacou que nos elementos recolhidos apareceu “uma Igreja de comunhão, uma Igreja de sinodalidade, que fosse uma Igreja do Vaticano II, que houvesse o espírito de uma Igreja missionária, uma Igreja em saída, uma Igreja aberta aos pobres, uma Igreja que se colocasse ao serviço de Jesus Cristo na vida D´ele doada à humanidade hoje, de acordo com as necessidades do nosso tempo”. O Bispo de Novo Hamburgo destacou a importância de trabalhar a vocação como “uma experiência, uma realidade que diz respeito a toda vida humana”, insistindo em que todo batizado, “cada um, cada uma, vive uma vocação específica”. Lembrando a exortação do Sínodo da Juventude, o Bispo definiu a vocação como “um entrelaçamento entre Deus que toma a iniciativa e a pessoa humana na sua resposta livre”, ressaltando a dimensão de liberdade presente em toda vocação. Daí surge a visão da vocação como graça, como dom, como algo que tem uma dimensão de Mistério, presente no tema, e o encontro com Jesus, que faz arder o coração e nos põe a caminho, elemento presente no lema, insistiu Dom Salm. Os outros dois anos vocacionais, realizados há 40 e 20 anos, “traziam a perspectiva do caminho para a cultura vocacional, algo que tem como objetivo este terceiro ano, buscando “oportunizar às nossas juventudes o despertar vocacional”, segundo a Ir. Maristela Ganasini. A religiosa destacou que a primeira vocação é à vida, o que depois leva a fazer uma escolha a uma vocação específica. A religiosa das Filhas do Sagrado Coração de Jesus destacou a importância de esta ser “uma temática transversal, que vai perpassando nas nossas comunidades, nas nossas famílias”. Junto com isso, “nos tornarmos sensíveis, olhar para todas as vocações”, sem ficar só no ser padre ou irmã.   Também destacou a importância da Teologia da graça, de ser missionários, igreja em saída, do acompanhamento personalizado das juventudes e fazer o convite direto às vocações específicas. Isso com o exercício diário da oração, em espírito de comunhão que nos conecta com Deus e com os irmãos. Um outro elemento que deve, segundo a religiosa, são as equipes vocacionais, buscando incentivar uma dinâmica que perpasse todas as pastorais e movimentos. A vocação laical nos remete ao “verdadeiro sujeito eclesial, maduro na fé, testemunha do amor à Igreja, a serviço dos irmãos, permanece à escuta da Palavra de Deus, obediente à inspiração do Espírito, que tenha coragem para dar testemunho na defesa dos irmãos”, segundo Sônia Gomes de Oliveira, lembrando as palavras do Documento 105 da CNBB. A partir daí, a presidenta do Conselho Nacional do Laicato Brasileiro refletiu sobre o que é um sujeito maduro na fé, afirmando que “a partir do Batismo, nós fomos chamados a ser corresponsáveis na evangelização”. O olhar da vocação laical, segundo a Presidenta do Laicato, “tem que ser para o interno da Igreja, olhando o ministério, mas a missão específica nossa é na sociedade”. Ela insistiu no testemunho do amor à Igreja, “que vem a partir daquilo que nós recebemos a partir do nosso chão, a partir da catequese, da vida na comunidade, a partir da vida nos espaços onde nós estamos”. Junto com isso destacou o serviço aos irmãos, nas periferias, onde a vida está ameaçada, sendo bálsamo e alento. Para isso se faz necessário escutar a Palavra para entender que estamos ao serviço de Jesus Cristo e evitar que cada um se anuncie a se mesmo. Aí dar testemunho, em espaços que precisam da presença do cristão leigo, suscitando vocacionados para cada espaço, partindo do fato de assumir o Batismo, de ser Igreja. No trabalho vocacional, a Ir. Maristela fez um chamado a aprender com as juventudes, a estar com eles, a sentir, viver o que eles vivem. Junto com isso, o desafio de estar no mundo virtual, nas redes sociais, de evoluir na linguagem, de ressignificar as relações internas dentro da Vida Religiosa, a espiritualidade. Ela chamou a não se preocupar com quantidade e sim com que os vocacionados tenham o ardor missionário. Sempre em um trabalho organizado e contando com os materiais que ajudam a vivenciar o Ano Vocacional. Falar de vocação é segundo Dom Salm, “falar desses carismas que Deus dá a cada um”. Em um tempo de transformação, em que o mundo vive uma grande crise, em uma mudança de época, o Bispo de Novo Hamburgo fez um chamado a “descobrir a pessoa de Jesus, nos encontrarmos com Ele, e a partir d´Ele começar a fazer um outro trabalho de renovação das nossas vidas”. Isso em um mundo que não é mais de Cristandade e que desafia a fazer cristãos, recordando as palavras de Tertuliano, a partir do testemunho de vida, destacando a importância de saber apresentar o modo de viver de Jesus, levando o jovem a uma experiência, onde a gente reflete, encontra respostas e faz seguir um caminho novo. Diante da crise,…
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Verônica Rubi: “Não é só falar do Amor de Deus, é viver Nele muitas vezes sem dizer uma palavra”

No domingo de Jesus Cristo, Rei do Universo, em que a Igreja do Brasil comemora o Dia dos cristãos leigos e leigas, e que inicia o Terceiro Ano Vocacional no Brasil, com o tema: “Vocação: Graça e Missão”, e o lema: “Corações ardentes, pés a caminho”, as palavras de Jesus na passagem do Evangelho de Lucas: “ainda hoje estarás comigo no Paraiso”, é uma “preciosa afirmação que nos enche de esperança e nos permite celebrar esta Festa de Cristo Rei do Universo”, segundo Verônica Rubi. A missionária leiga na Diocese de Alto Solimões destaca que “com olhos humanos, o momento da cruz, não passa de uma condena, do fim de uma etapa”. Ela insiste em que “os olhos humanos e o coração de pedra podem fazer acreditar que a morte é solução para acabar com alguém que incomoda”. Uma realidade ainda presente, pois “o ódio provoca essa intolerância visceral, que não é só do tempo de Jesus, lamentavelmente no Brasil deste tempo também o percebemos”. Daí Verónica pergunta: “Quantas situações hoje em dia são provocadas pelo ódio? Quantas mortes são efetuadas para desaparecer, silenciar, eliminar alguém?”. Ela responde que “igual que aconteceu com Jesus… Cuidado com o ódio que se instala em nossas vidas! Ele nos cega e nos faz justificar qualquer opressão”. A missionária relata que “em Jesus o ódio não tem lugar, ele que desde um olhar humano tinha motivos para o ressentimento, por tudo o sofrimento experimentado, só teve mansidão e palavras de misericórdia ‘ainda hoje estarás comigo no paraíso’”. Frente a isso destaca que “o Amor vence o ódio, sabemos que o ódio é forte mais o Amor sempre é maior. O Amor venceu a morte, ela já não tem a última palavra, Jesus com sua morte e ressurreição nos deu a Vida Eterna, este é o grande presente, esta é a Boa Nova… Jesus Ressuscitou!”. Algo que leva a proclamar: “Jesus Cristo Rei do Universo, Senhor de tudo o criado, Cabeça do corpo que é a Igreja, Messias anunciado, Filho amado de Deus. Ele é o nosso Mestre e Senhor, Nele estamos chamadas e chamados a pôr toda nossa atenção para aprender a viver em Seu Amor”. Isso porque “o Reino de Deus não fracassou com a morte em cruz, pelo contrário, com a força do Espírito Santo continua a espalhar-se até os confins da terra”, segundo a missionária. Ela faz ver que “esta é a missão de todos os batizados, especialmente dos cristãos leigos e leigas, levar o Amor de Deus a nossos lugares de trabalho, ao convívio de nossas famílias, as situações da rua, do trânsito, do mercado, das redes sociais. Não é só falar do Amor de Deus, é viver Nele muitas vezes sem dizer uma palavra”. Finalmente, Verônica pede “que nesta Festa de Jesus Cristo Rei do Universo reconheçamos a força do Amor de Deus em nossas vidas e tenhamos a coragem de viver nele com todos e todas”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1