Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Dia: 4 de abril de 2024

Diretoria da Adveniat visita Regional Norte1: Gesto de solidariedade e intercambio de Igreja

O Regional Norte1 da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB Norte1) está recebendo a visita da direção da Adveniat, com a presença de quatro bispos, o diretor e alguns dos funcionários, uma organização da Igreja católica da Alemanha que tem apoiado projetos de evangelização, também projetos sociais no Brasil e em toda América Latina. No Regional Norte1 a Adveniat tem apoiado diversos projetos nas dioceses e prelazias e tem apoiado o Seminário São José, onde se formam os seminaristas das nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1. Igualmente, apoia o trabalho pastoral que as irmãs realizam na arquidiocese de Manaus. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 agradeceu a visita da direção da Adveniat, lembrando que alguns dos bispos participantes da visita não conheciam a Amazônia, sendo a visita uma oportunidade para conhecer a região e perceber as necessidades, “onde eles podem continuar a apoiar, onde eles também podem pensar em apoiar outros projetos”, enfatizou o cardeal Steiner. Isso tudo, segundo dom Leonardo, “é um gesto de solidariedade, é um intercambio de Igreja, é uma evangelização, uma Igreja que evangeliza a outra, uma Igreja que apoia a outra”. O presidente do Regional Norte1 destacou que “é por isso que tem um significado muito importante para nosso Regional a presença da direção da Adveniat”. Ingrid Schuchhardt, responsável pelos projetos no Brasil na Adveniat, é quem acompanha a comitiva da diretoria da Adveniat, destacou que é uma oportunidade “para conhecer a realidade da Amazônia, de Manaus, e também conhecer os desafios que as pessoas têm aqui e mostrar nossa solidariedade com os povos da Amazônia”. A visita iniciou na quarta-feira 03 de abril e será encerrada na segunda-feira 08 de abril. No programa está previsto uma visita à Rádio Rio Mar; encontro com a Pastoral Indigenista e visita a uma comunidade indígena Moiray, no Município de Autazes; visita do trabalho pastoral na periferia de Manaus e da Casa de Francisco e Clara; visita a uma comunidade ribeirinha; encontro com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), abordando o contexto econômico, social, ecológico, cultural, eclesial e político, sobretudo no que faz referência aos povos indígenas; a realidade da violência, abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas; implementação do Sínodo para a Amazônia e desafios atuais para as igrejas locais. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ser ressuscitado: difundir o que é vida, o que é bom

A Páscoa, tempo em que celebramos a ressurreição do Senhor, é uma oportunidade para refletir sobre a necessidade de espalhar vida numa sociedade onde tudo o que tem a ver com a morte parece querer tomar conta. Os discípulos e discípulas de Jesus se tornaram testemunhas da vida, se empenharam em anunciar, em dar a conhecer tudo o que tinha a ver com a vida. Quando a gente olha para nossa realidade social, descobrimos que todas essas coisas que têm a ver com a morte, tudo o que é ruim, rapidamente é espalhado, enquanto aquilo que é sinal de vida, não é dado a conhecer aos outros. Se nos empenharmos em testemunhar tudo o que de bom temos e enxergamos nos outros, nossa vida seria diferente e o mundo em que vivemos seria melhor. A bondade, os sinais de ressurreição, os sinais de Deus, iriam tomando conta da nossa vida e desterraríamos tudo o que faz com o pessimismo tome cada vez mais conta da nossa sociedade, da nossa vida, da vida das nossas famílias. Quando nós difundimos esses sinais de morte, quando temos medo de apostar na vida, nossa vida vai se apagando, deixando de ser luz para os outros, nos afastando daquilo que nos plenifica como pessoas, daquilo que nos aproxima de Deus. Deixar de lado essas atitudes têm que ser visto como uma necessidade em nossa vida e somos chamados a nos empenharmos nisso, nos empenharmos em ser sementes de vida para a humanidade, sementes de vida para aqueles com a gente convive, com as pessoas com as quais nos relacionamos em nosso cotidiano. Nunca podemos esquecer que nós podemos fazer a diferença, como tantos homens e mulheres tem feito ao longo da história. Mesmo com posturas contrárias dos outros, mesmo com tentativas de boicotar nosso empenho, não podemos perder a esperança em espalhar o bem, em espalhar tantos sinais de vida que vamos descobrindo em nosso dia a dia. O que eu vou fazer para apostar na vida, para testemunhar o novo modo de viver como ressuscitados? Como eu vou me implicar para que a verdade seja testemunhada, espalhada e tudo o que tem cheiro de morte, tudo o que é ruim seja desterrado da sociedade? Como ser consciente de que na medida em que eu me implico nas mudanças, a realidade pode ser diferente? A ressurreição de Jesus é algo que tem implicações em nossa vida, é bem mais do que um sentimento, é um motor que nos impulsiona em nosso testemunho e nos compromete para fazer realidade um mundo melhor para todos e todas, um mundo onde cada um de nós, cada ser humano, difunda o que é vida, o que é bom. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar