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Dia: 6 de novembro de 2025

Comissão de Proteção do Regional Norte 1: Formação para prevenir os abusos

O cuidado e proteção das crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis deve ser assumido como prioridade na Igreja católica. De fato, pode se dizer que esse cuidado é a forma de evangelização mais bela que a Igreja pode realizar. Uma constatação que se fez presente na reunião da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, realizada de modo virtual no dia 06 de novembro de 2025, com a participação de representantes das igrejas locais. Importância da formação Se busca, movidos pela misericórdia, propagar o direito e a justiça. Nesse caminho, tem se dado passos ao longo do presente ano, segundo foi constatado pelos participantes da reunião. Nessa perspectiva, a formação em diversos níveis é colocada como algo de grande importância. Dentre os desafios, dada a realidade geográfica do Regional Norte 1, é destacado as dificuldades que muitas igrejas locais experimentam para chegar nas paróquias e comunidades do interior. O trabalho que está sendo realizado ajuda a Igreja católica e a sociedade a acordar diante do sofrimento. É por isso que essa formação, que colocou nas mãos das pessoas uma ferramenta que ajuda a falar com mais propriedade sobre essa realidade, está possibilitando o envolvimento não só da Igreja católica, mas da sociedade civil, dos conselhos tutelares e outras instituições e organismos, aumentando o conhecimento com relação aos abusos. Um aprendizado que está ajudando a multiplicar o conhecimento e assim avançar na proteção. Consciência do cuidado e da responsabilidade como Igreja As igrejas do Regional Norte 1 estão assumindo essa dinâmica de formação, trabalhando na catequese, com os catecúmenos e com os pais, essa realidade. Uma formação que ajuda a criar vínculos em nível regional e identificar situações presentes nas comunidades. De fato, no Regional Norte 1, essa consciência do cuidado e da responsabilidade como Igreja já é um processo. Isso faz com que as pessoas se sintam seguras nos espaços eclesiais. O desafio é que essa temática seja refletida e aprofundada nas assembleias diocesanas, nas paróquias e nos diversos níveis. Para isso, se faz necessário que em cada paróquia possa ter uma equipe que possa ajudar à equipe diocesana. Ao longo do ano, o Manual de Proteção tem sido apresentado nos diversos espaços e realidades eclesiais, ajudando no aprofundamento por parte do clero, da Vida Religiosa, das comunidades de vida, do Seminário, das diversas pastorais. Uma abordagem que foi realizada desde a dimensão da Psicologia. Um trabalho que deve ser constante e contínuo, em vista de incidir e motivar para que o processo de formação se torne permanente em todos os espaços da Igreja do Regional Norte 1. Ainda mais, diante da realidade de algumas igrejas locais, que não conseguiram fazer um trabalho mais sistemático de formação. Ser cada vez mais espaço de proteção A Comissão insiste na importância de registrar tudo aquilo que é realizado. Sempre em vista de fazer com que a Igreja católica seja cada vez mais espaço de proteção. Para isso, se enfatiza que é preciso tornar conhecido o Manual de Proteção nos ambientes de Igreja e na sociedade civil, sobretudo na Rede de Proteção, assim como tornar conhecida a equipe Regional e diocesanas, possibilitando o fácil acesso à comissão, ser acessíveis às pessoas. Para o próximo ano cada igreja local fará um planejamento que ajude a continuar os processos de formação iniciados, bem como criar mecanismos de avaliação. Para ajudar nesse caminho, foram reproduzidos oito mil exemplares do Manual de Proteção para ser trabalhado com os agentes de pastoral e as lideranças, e materiais pedagógicos para serem trabalhados com as crianças e adolescentes. Sempre buscando atingir a todos e avançar no caminho do cuidado e proteção.

IV Assembleia Diocesana em Alto Solimões: Fortalecer a missão enraizada na realidade amazônica

A diocese de Alto Solimões realiza de 5 a 9 de novembro de 2025, no Centro de Formação Diocesano Frei Ciro, de Tabatinga, a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus. Com a participação de delegados das paróquias, comunidades e pastorais de toda a diocese, a assembleia marca um momento importante de escuta, avaliação e planejamento pastoral. O tema é “115 Anos peregrinando na fé, esperança e caridade neste chão”, tendo como lema “A esperança não decepciona” Rom 5,5, seguindo a linha do Ano Jubilar. Objetivo da assembleia Um encontro que quer “reafirmar e fortalecer a missão da Igreja no Alto Solimões como comunidade de discípulos missionários, enraizada na realidade amazônica, comprometida com a evangelização integral e sinodal, a partir da fé, da esperança e da caridade, à serviço da vida e da dignidade dos povos, da Casa Comum e da construção do Reino de Deus neste chão”, de acordo com o objetivo geral. Para ser concretizado, a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus da diocese de Alto Solimões irá refletir e discernir os caminhos da evangelização à luz da Palavra de Deus, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2023-2027), das prioridades do V Encontro da Igreja Católica da Amazonia Legal (agosto 2024) e do processo sinodal, considerando os desafios e as potencialidades da realidade sociocultural, eclesial e ecológica da região do Alto Solimões. Formação dos agentes Junto com isso, fortalecer uma Igreja sinodal, em saída e profética, que caminha junto com os povos da Amazônia, especialmente com os povos originários, ribeirinhos e migrantes, valorizando seus saberes, culturas e espiritualidades, em sintonia com os apelos da Exortação Apostólica Querida Amazônia. Um encontro que ajude a reforçar a formação integral dos agentes de pastoral, promovendo lideranças comprometidas com a missão, com a justiça socioambiental e com o cuidado da Casa Comum, conforme o apelo da ecologia integral. A assembleia pretende fomentar redes de comunhão, participação e corresponsabilidade pastoral, através da escuta mútua, da articulação entre paróquias, áreas missionárias, pastorais e serviços eclesiais, à luz da sinodalidade. Do mesmo modo, inspirar novas práticas pastorais enraizadas na realidade local, alimentadas pela espiritualidade da fé, da esperança e da caridade, que promovam a dignidade humana, a justiça e a fraternidade, como expressão viva de uma Igreja samaritana e encarnada. Um tempo de graça e discernimento No início da assembleia, os participantes foram acolhidos pelo bispo diocesano, dom Adolfo Zon Pereira, que expressou sua gratidão pela presença e pelo testemunho dos representantes das diversas paróquias e áreas missionárias. Em suas palavras, dom Adolfo destacou que a assembleia é um tempo de graça e discernimento, no qual todo o Povo de Deus é chamado a refletir sobre os caminhos da Igreja no Alto Solimões. “Estamos aqui para escutar o que o Espírito Santo quer nos dizer como Igreja missionária e sinodal, comprometida com a vida, com os povos e com a Amazônia”, afirmou o bispo, motivando os delegados a viverem esses dias com abertura, diálogo e oração. Uma acolhida que foi precedida pela celebração de abertura, onde foi recordado com emoção os 115 anos de evangelização no território diocesano. Durante a celebração, foram relembrados os principais marcos pastorais dessa caminhada, desde a chegada dos primeiros missionários até a consolidação das paróquias e comunidades que hoje formam a diocese, que tem como identidade ser “Casa de Comunhão e Missão”. Traçar novas diretrizes para a ação evangelizadora A IV Assembleia segue nos próximos dias com momentos de oração, escuta comunitária, partilhas pastorais e trabalhos em grupo, assessorados pelo bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima, buscando traçar novas diretrizes para a ação evangelizadora nos próximos quatro anos. Segundo o bispo diocesano, “mais do que um evento administrativo, a assembleia se revela como uma verdadeira experiência de sinodalidade, onde cada voz é valorizada e cada comunidade tem seu espaço para contribuir na construção do futuro da diocese”. Tendo como ponto de partida a escuta da realidade diocesana e paroquial, assim como a realidade social, será realizada uma iluminação que ajude no discernimento dos caminhos de evangelização a partir das diretrizes do Regional Norte 1, da Igreja da Amazônia e do Brasil, em vista da elaboração das propostas pastoreis para o quadriênio (2026-2029). Um processo que será encerrado com a celebração final no dia 9 de novembro, momento em que será realizado o Jubileu diocesano pelos 115 anos de Igreja Local.

COP 30: tomar medidas para mitigar as consequências das mudanças climáticas

A Amazônia, uma região fundamental na preservação do Planeta, se torna nos próximos dias o foco da mídia mundial. A COP 30, que será realizada em Belém do Pará, de 10 a 21 de novembro, deveria representar um avanço na toma de consciência sobre a necessidade de adotar medidas que ajudem a mitigar as consequências das mudanças climáticas. Uma urgência diante da atual realidade planetária, que provoca graves catástrofes ambientais, que aumentam cada dia. Fenómenos desconhecidos em muitas regiões do Planeta se tornaram cotidianos, ocasionando situações que geram sofrimento na população, especialmente nos mais pobres. Não podemos esquecer que o grito da Terra e o grito dos pobres é o mesmo. O negacionismo climático é uma atitude presente em algumas pessoas. Essa atitude resulta mais preocupante quando essas pessoas têm poder político, poder de decidir o futuro da humanidade. Nesse sentido, a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resulta inquietante. Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada na sede dessa organização em setembro de 2025, ele definiu as mudanças climáticas como a maior farsa. No mundo científico se tornou doutrina comum que as mudanças climáticas são reais e que elas são causadas pelos humanos, se agravando a cada ano. Diante disso, todos nós, mas também cada pessoa, você, eu, somos chamados a refletir e nos questionar sobre as atitudes que podemos adotar. Junto com isso, como sociedade, somos desafiados a lutar para que sejam adotadas políticas públicas que exijam a todos os países o cuidado da Casa Comum. A grande questão é se a humanidade está disposta a assumir mudanças estruturais em vista da preservação do Planeta. Em palavras de Papa Francisco em Laudato si´, se faz necessário entrar no caminho da conversão ecológica como único caminho para superar a atual crise, que provoca milhões de mortes mundo afora em consequência da degradação planetária. Que a COP seja realizada na Amazônia tem uma importância decisiva. A preservação das florestas tropicais, que tem na região amazônica seu maior expoente, é um caminho que deve ser assumido por todos os países do mundo. Se faz necessário o incremento de investimentos que ajudem na preservação, mas também é urgente a defesa dos povos originários e das populações tradicionais, verdadeiro exemplo de convivência harmoniosa com o bioma amazônico. O perigo é deixar passar mais uma oportunidade para enfrentar essa problemática. Sabemos que das decisões tomadas, mas sobretudo de sua implementação, depende o futuro do Planeta e da humanidade. Ficar olhando para o outro lado, não se comprometer com a ecologia integral, pode nos levar a um caminho sem retorno, o caminho do sofrimento e da destruição. Editorial Rádio Rio Mar