Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Dia: 9 de novembro de 2025

Cardeal Leonardo Steiner celebra seus 75 anos de vida

Na manhã deste domingo (9), às 10h, o Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1) , cardeal Leonardo Steiner, presidiu a missa de comemoração aos seus 75 anos de vida. A celebração Eucarística aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus com a presença dos bispos auxiliares e emérito, padres, vida religiosa, seminaristas e grande número de fiéis. O arcebispo agradeceu o carinho dos participantes e, brevemente, recordou sua trajetória de vida. “Eu queria agradecer essas palavras todas, os gestos de afeto, de carinho, de proximidade. Mas especialmente gostaria de agradecer as orações de cada, de cada uma. Assim nos sentimos mais igreja, sentimos mais igreja. Eu sou muito grato a Deus, sou muito grato a Deus” enfatizou o arcebispo. Semente da vida comunitária O cardeal Steiner recordou que seu crescimento familiar é marcado pela profunda religiosidade de seus pais. Sendo o décimo terceiro de dezesseis irmãos, onde todos foram ensinados desde pequenos a rezar uns pelos outros. Essa característica religiosa também é presente em sua comunidade de origem, que mesmo pequena, gerou muitos frutos vocacionais. “Quando nasci, os mais velhos já estavam fora de casa, mas a nossa mãe todo dia à noite rezava por aqueles que já tinham saído de casa, e também pelos dois que já haviam falecido. Esse senso de família, esse senso de comunidade: nesse ambiente que eu cresci. Venho de uma comunidade pequena, de origem alemã, onde todos os cantos e orações naquele tempo ainda eram em alemão. Uma comunidade muito pequena, mas uma comunidade muito ativa, profundamente religiosa. Dessa comunidade vieram muitas religiosas, muitos padres”, explicou. Confrontar-se com a vida de comunidades Ao comentar sobre o processo formativo, o arcebispo disse que o seu tempo de seminário “foi um tempo muito rico”. E sublinhou que teve “grandes formadores, grandes pensadores, grandes teólogos, filósofos”, que o introduziram “numa vida acadêmica muito profunda”, além da oportunidade de fazer especialização fora do país. Ao retornar, foi nomeado bispo de São Félix do Araguaia, uma experiência que possibilitou um novo olhar sobre a organização comunitária. “Me ajudou demais. Eu que vinha de um ambiente apenas formativo, fui confrontado com a vida de comunidades, comunidades eclesiais de base, que abriu os olhos e me fez perceber quão grande é a igreja que está ali presente nessas pequenas comunidades, nessas expressões religiosas que eu nem sequer conhecia, de gerações e piedades que mantiveram vivas essas comunidades”, explicou. Formar-se um templo bem construído Em sua fala, o cardeal Steiner reforçou sua gratidão a Deus por tudo que recebeu, “recebi e recebi muito, talvez tenha correspondido pouco”. Para enfatizar seu pedido de orações por sua conversão, relembrou que ao passar por dois procedimentos cirúrgicos, os médicos garantiram mais 50 anos de vida, mas que, para ele, “tanto tempo eu não preciso, mas eu ainda preciso um tempo para ver se eu me converto”. E terminou associando essas dinâmicas ao texto do Evangelho do dia. “Esses textos do Evangelho de hoje são tão bonitos. Nós somos casa de Deus, somos templo de Deus. E desses templos é que deveriam jorrar a justiça, a bondade, o consolo, a fraternidade, a vida de comunidade, a experiência de Evangelho. E ainda estou tão longe de tudo isso. Mas com a ajuda de vocês, com as orações de vocês, espero poder me apresentar diante de Deus como um templo bem construído e poder participar da vida do reino definitivamente”, finalizou. Transmitir vida é a missão O arcebispo emérito de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, destacou em sua homilia que “sem o bispo, a igreja perde os caminhos”. E por isso, é preciso compreender-se como “uma igreja que transmite vida. Por onde passa, vai transmitindo a vida. Quem é essa vida? Jesus disse, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Jesus é a vida”. É o modo de vida de Jesus que permeia caminho de trabalho da Evangelização. “A igreja de Jesus Cristo é uma igreja que transmite vida, que tem vida e transmite vida. Você vê como é importante no mundo de hoje. Nós estamos num mundo marcado muito por guerras, por mortes, por tantas coisas que estão acontecendo, são mortos, não são de Deus. E nós temos de dizer para o pessoal, olha, minha gente, nós temos uma boa notícia para vocês, uma boa notícia. Nós temos a solução para tudo isso que está acontecendo de desgraça no mundo. É Jesus Cristo”, pontuou Dom Luiz. Em relação a segunda leitura, tirada da primeira carta de Paulo aos Coríntios, Dom Luiz recorda que “cada cristão, cada cristã é um tijolinho nessa construção”. E que “o alicerce é Jesus Cristo, portanto Jesus deve ser realmente a razão do nosso ser, do nosso agir, do nosso pensar. Jesus é, portanto, o fundamento, o alicerce de nós, dessa comunidade, dessa arquidiocese”. Dessa maneira, a igreja permanece em construção até completar sua missão dinâmica quando chegar ao final dos tempos. Quanto ao Evangelho, ele reflete que Jesus é o templo, Jesus é nossa cabeça, nós todos formamos um corpo”. Por isso, é necessário que a comunidade se abra ao Espírito Santo e não perca o estilo de vida ao modo de Jesus de transmitir vida. E quando a natureza humana foge dessa dinâmica, é preciso ter pessoas que chamem atenção e apontem o caminho que conduzam a comunhão, e a figura do bispo luta para que essa comunhão não desapareça. “Então, o bispo é aquele que fica atento, fica atento e mostra caminhos, e mostra, minha gente, é por aqui, Jesus está aqui, olha, vamos atrás dele, vamos atrás de Jesus. Ele que é tudo para nós. Então, Dom Leonardo, a sua missão é muito importante, sabe disso, né?”, recordou Dom Luiz. Caminhar juntos como Igreja O Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus e a Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil, Regional Amazonas e Roraima estiveram presentes e prestaram homenagens ao arcebispo. Seus representantes destacaram a importância de seu testemunho profético e…
Leia mais

Encerrada a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus de Alto Solimões com novos caminhos para a missão   

Entre os dias 5 e 9 de novembro de 2025, o Centro Diocesano de Formação Frei Ciro, em Tabatinga, acolheu a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus da Diocese de Alto Solimões, um importante momento de oração, escuta, partilha e discernimento sobre os rumos da caminhada pastoral da Igreja nessa Igreja local. Quatro grandes caminhos pastorais A assembleia contou com a participação de representantes de todas as paróquias, movimentos e pastorais da diocese. O objetivo era avaliar o caminho percorrido nos últimos anos e definir as prioridades que orientarão a missão evangelizadora nos próximos anos. Após dias de intensa reflexão e diálogo comunitário, os participantes definiram quatro grandes caminhos pastorais que deverão guiar a ação da Igreja do Alto Solimões: consolidação da Iniciação à Vida Cristã (IVC) em todas as paróquias, buscando fortalecer a formação e o amadurecimento da fé desde o primeiro anúncio até a vida comunitária; Fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e da ministerialidade, promovendo a corresponsabilidade e o protagonismo dos leigos e leigas na vida da Igreja; Cuidar das fragilidades das pessoas e da Casa Comum, assumindo o compromisso com a vida, a justiça social e a ecologia integral, em sintonia com o magistério do Papa Francisco; Acompanhamento da juventude, favorecendo espaços de escuta, formação e engajamento dos jovens na comunidade e na sociedade. Um caminho que continua nas paróquias A Assembleia encerrou-se em clima de esperança e comunhão, reforçando o compromisso de cada comunidade com a missão evangelizadora. A partir de agora, cada paróquia realizará sua própria assembleia paroquial, para discernir e escolher as ações concretas necessárias para trilhar esses quatro caminhos definidos em nível diocesano. O bispo diocesano, dom Adolfo Zon Pereira, destacou no encerramento que “a Assembleia é sinal de uma Igreja viva, participativa e missionária, que busca caminhar unida, escutando o Espírito Santo e servindo com alegria o povo de Deus no Alto Solimões”. Com esse espírito sinodal e comprometido, a diocese segue firme em sua missão de anunciar o Evangelho e promover a vida plena para todos. Um espírito que se fez presente na Eucaristia de encerramento celebrada na manhã deste domingo, 9 de novembro, momento em que foi realizado o encerramento do Ano Jubilar Diocesano pelos 115 anos da criação da Igreja Local de Alto Solimões.

Cardeal Steiner: “A Igreja nascida de Jesus é hoje o testemunho vivo da presença de Deus na história”

Na comemoração da Dedicação da Igreja do Latrão, a catedral do bispo de Roma, do Papa, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Leonardo Steiner, iniciou sua homilia recordando que “construída pelo imperador Constantino, no tempo do Papa Silvestre I, foi consagrada no ano 324. Ela é chamada ‘a igreja-mãe de todas as igrejas da Urbe e do Orbe’. Mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo, símbolo das igrejas de todo o mundo, unidas ao sucessor de Pedro. No fontal da Basília pode-se ler: ‘Papa Clemente XII, no quinto ano de seu pontificado, dedicou este edifício a Cristo, o Salvador, em homenagem aos Santos João Batista e João Evangelista’. A Igreja do Latrão foi dedicada inicialmente a Cristo Salvador e somente séculos depois é que foi codedicada aos dois outros santos”. A morada de Deus “A Festa da Dedicação da Basílica de Latrão que se celebra no dia 9 de novembro, convida-nos a perceber que a Igreja nascida de Jesus é hoje, no meio do mundo, a ‘morada de Deus’, o testemunho vivo da presença de Deus na história dos homens. Ao celebrarmos a dedicação, a consagração, dessa igreja, renovamos a unidade, a comunhão e a sinodalidade da Igreja Católica. Na celebração de hoje expressamos a nossa comunhão com todas as comunidades em unidade com o Papa Leão XIV”, disse o cardeal Steiner. Segundo ele, “na Festa de hoje, meditemos as leituras que nos remetem para o templo: Igreja templo; nós como templo”. A experiência de Israel Na primeira leitura, ele enfatizou que “o profeta ‘vê’ brotar um rio de águas correntes, vivas. Símbolo de vida, de fecundidade, de abundância, de felicidade, a água tem sua fonte no templo na morda de Deus. Para o Povo marcado pela experiência do deserto, onde a falta água, a ervas são escassas, as frutas não abundantes, água traz vida, o verdor, a frutificação, a vida em abundância; é a experiência da vida, da terra da promessa.  O ‘rio’ de que o profeta fala brota da casa de Deus, a sua água evoca o poder vivificante e fecundante de Deus que, de Jerusalém, se derrama sobre o seu Povo, uma vez que transforma até as águas do mar morto”. “O profeta nos anuncia a sua visão de vida: rio de água viva e abundante que brota do Templo de Deus desce para a região mais desolada e árida do país até o Mar Morto. A água do templo de Deus que desce caudalosa e viva, fecunda a aridez do deserto, a tudo de vida, faz frutificar. As águas fazem nascer o verdor nas margens, fazem crescer árvores de toda a espécie, carregadas de frutos saborosos e levam vida fazendo submergir a morte. Os seus frutos servem de alimento e suas folhas são remédios. As águas fecundam e transformam a vida em todas as partes”, comentou o arcebispo. Continuando com a reflexão, ele ressaltou que “durante os anos sombrios da deportação, nas terras estrangeiras, esta promessa animou os exilados, despertando a esperança. De olhos postos em Jerusalém, no Monte do Templo, os exilados sonhavam de olhos abertos com esse novo templo prometido a partir do qual a vida de Deus voltaria a derramar-se abundantemente sobre toda a terra e em todo o povo. Do templo que renasce a vida, tudo se transforma, tudo é fecundado, e há abundância de bens, de vida e saúde” inspirado em Dehonianos, Festa da Dedicação. Nós somos templo de Deus São Paulo, na segunda leitura, segundo o cardeal, “a nos recordar que nós somos o templo de Deus, somos a casa do Espírito, Deus habita em nós. ‘Vós sois edifício de Deus… Veja cada um como constrói: ninguém pode colocar outro alicerce além do que está posto, que é Jesus Cristo. Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é santo e vós sois esse templo’ (1Cor 3, 9-17)”. “Somos templos em Cristo! Pela sua morte e ressurreição nos tornamos templos, morada! Fomos atraídos por Cristo, pertencemos à comunidade dos redimidos, dos libertados, dos esperançados. A comunidade que recebe o seu corpo e seu sangue, fonte abundante que conduz sempre à vida.  Fazemos parte de um Corpo do qual Cristo é a cabeça (cf. Rm 12,5; 1 Cor 12,27; Ef 1,22-23), a fonte que tudo transforma e vivifica. Somos templos que podem visibilizar o rosto bondoso e terno de Deus. Na partilha, solidariedade, serviço, reconciliação, consolo, gratuidade, se manifestam as águas que saem do templo e transformam os vales desérticos e secos em fertilidade, verdor, saúde! Fecundam com a justiça, a paz e o amor os desertos existenciais dos homens”, sublinhou o presidente do Regional Norte 1 da CNBB. Lugar de negócio Na passagem do Evangelho, ele destacou que “Jesus encontra os vendedores de bois e ovelhas no templo e os expulsa; convida os vendedores de pomba a retirarem seus animais. Limpa o templo, não deseja que o templo seja um lugar de comércio, de negócios. O templo tornara-se um lugar de compra e venda. O lugar do encontro, da oferta, da oferenda, transformada em negócio, em lucro. A templo de Deus, lugar da doação, do encontro, feito lugar de negociação. O lugar das águas fecundas e abundantes transformado no deserto da compra e venda”. Ele recordou que “Mestre Eckhart comentando a expulsão dos vendilhões do templo ensina”, citando o texto: “Quem eram as pessoas que compravam e vendiam, e quem eram elas? (…) todas elas são pessoas que compram (…) que desejam ser pessoas boas e fazem as suas boas obras como jejuar, dar esmolas e rezar e tudo o mais possível de boas obras (…) para que o Senhor lhes dê algo em troca ou Deus lhes faça alguma coisa que para eles fosse bom: Esses são compradores” (Deutsche Predigten und Traktate). É por isso que “a purificação do templo, a desobstrução do templo, possibilidade ser…
Leia mais