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Dia: 25 de janeiro de 2026

Prelazia de Itacoatiara encerra Semana de Animação Bíblico-Catequética

A Prelazia de Itacoatiara concluiu, no sábado, 24 de janeiro de 2026, a Semana de Animação Bíblico-Catequética. Com o tema “Catequese: Educação da Palavra de Deus”, mais de 300 catequistas, das paróquias urbanas e comunidades rurais, estiveram no Centro Educacional Municipal Jamel Amed, em Itacoatiara. A formação busca fortalecer a missão catequética à luz da Sagrada Escritura, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus na Ação Evangelizadora da Igreja. A programação iniciou na terça-feira (21), contou com momentos de espiritualidade, oração, escuta e formação. As reflexões voltadas à prática pastoral e ao compromisso evangelizador dos catequistas, conduzidas pelo Pe. Josué Nascimento, SDB, reforçam a importância da formação contínua para os agentes de pastoral, aprofundando a comunhão e a vivência catequética. A expressiva participação dos catequistas reafirma o compromisso da Igreja local com uma catequese viva, encarnada na realidade amazônica e fundamentada na Palavra de Deus, fortalecendo a missão evangelizadora nas comunidades. Aprofundar as Diretrizes Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, bispo da Prelazia de Itacoatiara, e de Padre Gracimar Fernandes, assessor do Setor de Animação Bíblico-Catequética da Prelazia, participaram da semana. Durante o encerramento, Dom Tadeu destacou a relevância do aprofundamento das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, tema estudado na última noite do encontro. Segundo o bispo: “Nós estamos hoje, na quarta noite, no encerramento da nossa semana catequética, estudando e aprofundando as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Esse momento torna-se importante porque, aprofundando um instrumento de trabalho, desse texto que será aprovado na próxima Assembleia Geral da CNBB, nos ajuda a ampliar nossos horizontes sobre a dimensão da ação evangelizadora. O catequista é um dos principais agentes de evangelização nas nossas inúmeras comunidades. O conhecimento dessas diretrizes os ajuda a desenvolver novas metodologias e, ao mesmo tempo, a refletir sobre o contexto cultural e social que estamos vivendo.” Informações e imagens: Assessoria de Comunicação da Prelazia de Itacoatiara.

Seminaristas do Regional Norte 1 finalizam participação na Experiência Missionária Nacional

Os seminaristas do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concluíram sua participação na 2ª Experiência Vocacional-Missionária Nacional. Realizado em Palmas (TO), o evento reuniu seminaristas de diversas regiões do país para um período de formação e vivência missionária e encerrou no sábado, 24 de janeiro. Representaram o Regional os seminaristas Adrian Francescoli, do 4º ano de Teologia, da Diocese de Parintins; Geovane Batista e Arlison Malaquias, do 3º ano de Teologia; e Fernando Levati, do 4º ano de Teologia, ambos da Arquidiocese de Manaus. No dia 13 de janeiro, Dom Pedro Brito, Arcebispo Metropolitano de Palmas, acolheu os missionários. O arcebispo desafiou os seminaristas a estarem atentos à realidade e disponíveis para a missão. Dom Wellington Queiroz, bispo de Cristalândia, apresentou a realidade eclesial e geográfica do Regional Norte 3. Ele interpelou uma abertura sincera dos participantes diante das realidades do regional. Foto: Acervo pessoal Fernando Levati. Corações disponíveis O Padre Rafael Lopez, secretário nacional da Pontifícia União Missionária (PUM), apresentou o Programa Missionário Nacional. Com intuito de refletir sobre a vida missionária da Igreja no Brasil, destacando a necessidade de vivência do concreta do programa nas dioceses e casas de formação. Pela tarde, Frei Felipe da Cruz, OSA, conduziu uma reflexão sobre a missão à luz da Sagrada Escritura e da Cristologia. Ele recordou que “a missão não é um apêndice, mas natureza da Igreja”, ou seja, uma dimensão constitutiva da identidade eclesial. No segundo dia (14), o Pe. Rafael Lopez abordou a perspectiva da ação do Espírito Santo como protagonista da Evangelização. Ele explicou que desde Pentecostes até os dias atuais, é o Espírito que impulsiona, guia, fortalece e capacita os missionários para o anúncio do Evangelho em todas as situações e culturas. Além disso, Dom Giuseppe Andreozzi, Bispo de Grajaú, ofereceu uma catequese sobre a espiritualidade da missão, com orientações práticas para “ser missão” e para cultivar a vida de oração. Novas realidades pastorais Entre os dias 15 e 22 de janeiro, os seminaristas se dividiram entre diferentes realidades pastorais do Regional Norte 3. Fernando Levati atuou no município de Aparecida do Rio Negro, na Arquidiocese de Palmas; Arlison Lima desenvolveu sua missão na Prelazia de São Félix do Araguaia; Geovane Batista esteve em São Félix do Tocantins; e Adrian Gomes realizou sua experiência missionária no município de Mateiros, também na Arquidiocese de Palmas. O seminarista Fernando Levati partilhou suas percepções sobre a missão vivida: “Ao visitar as casas, celebrar com as comunidades e escutar as histórias de fé do povo, compreendi que a missão se realiza no encontro fraterno, onde partilhamos não apenas palavras, mas a própria vida. Foi uma experiência que renovou em mim o desejo de ser pastor próximo do povo, capaz de reconhecer em cada rosto a presença viva de Cristo. Voltei com a certeza de que a missão não é algo que fazemos sozinhos, mas que se constrói na comunhão e no caminhar junto com o povo de Deus.” Foto: Acervo pessoal Fernando Levati. Experiência única e desafiadora O seminarista Adrian Francescoli, da Diocese de Parintins, também compartilhou um pouco de sua experiência na Região de Mateiros. Os missionários iniciaram o percurso no dia 16 “entre asfalto e terra” num percurso muito longo passando cidades e vilarejos. “Saímos de Palmas às 18h e chegamos em Mateiros às 22h45. Uma experiência única e desafiadora”, destacou o seminarista. “Mateiros é conhecido como a porta de entrada para o Jalapão, que é famosa por seus atrativos turísticos e pelo comércio artesanal do Capim Dourado, bastante conhecido também. Essa região fica ao sudeste de Tocantins, aproximadamente 300 a 320km de Palmas, que é a capital. Essa região recebe esse nome por conta dos animais, dos veados mateiros, que é muito comum na região”, explicou o Adrian. Foto: Acervo pessoal Adrian Francescoli. Aprender com as pessoas O seminarista também partilhou que no dia 17 participou da Celebração da Festa de São Sebastião em uma fazenda distante “50, 60 quilômetros da sede de Mateiros”. Na ocasião, conheceu as famílias que residem na fazenda, os trabalhadores e algumas pessoas da região. Pela manhã, dia 18, ele participou da celebração dominical na matriz paroquial, onde aconteceu a despedida de uma irmã e envio de dois missionários para uma outra comunidade. “Estamos em um período chuvoso aqui na região, então as estradas também têm um difícil acesso. Quando chove, o desafio de chegar a certos lugares é grande, porque a estrada fica encharcada e esse é um desafio que também se enfrenta missão, mas é algo importante, algo muito prazeroso para uma experiência missionária de uma região diferente da nossa, que a maioria dos caminhos é por estrada mesmo, então é uma experiência, uma experiência muito boa, muito rica, muito positiva, crescimento vocacional e aprendendo com as pessoas da região, aprendendo um pouco a partir das realidades que nos é apresentado no dia a dia” enfatizou Adrian. Foto: Acervo pessoal Adrian Francescoli. Fé e acolhimento Por mensagem, o seminarista Geovane Batista contou que durante a missão visitaram as famílias, com partilharam momentos de “vida, cultura e fé”. Além disso, ele destacou que celebrar a Palavra de Deus nas comunidades “fortalece “os laços de comunhão e a vivência eclesial”. Para Geovane, essa experiência missionária ultrapassa o limite da etapa formativa contribui para o amadurecimento do caminho vocacional em direção ao ministério ordenado. “Fui designado para viver a missão na Paróquia Imaculada Conceição, no município de São Félix do Tocantins, que atende cinco comunidades situadas ao redor da cidade. O acesso a essas comunidades é desafiador, especialmente no período chuvoso, devido às estradas de chão. Contudo, tais dificuldades não impediram a vivência missionária junto ao povo, marcado por profunda fé e grande acolhida”, explicou Geovane. Foto: Acervo pessoal Geovane Batista. A participação dos seminaristas do regional nessa experiência demonstra o compromisso missionário das Igrejas Particulares amazônicas com a formação integral dos seminaristas. Por fim, Fernado Levati destacou que “esta experiência proporcionou aos formandos o contato direto com diferentes realidades eclesiais do Brasil, ampliando horizontes e…
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Diocese de Coari realiza formação da Campanha da Fraternidade 2026

A Diocese de Coari realizou, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2026, a formação da Campanha da Fraternidade 2026 por áreas, com a participação de mais de 100 lideranças e agentes pastorais. O encontro aprofundou o tema “Fraternidade e Moradia” e promoveu a reflexão sobre o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), destacando a importância do cuidado com o direito à moradia digna. A vivência quaresmal da campanha recorda o mistério da Encarnação, onde a “Igreja em saída” convida à concretude da fé por meio do compromisso com a vida digna e transformação da realidade habitacional brasileira. As formações buscam engajar o cuidado, a solidariedade, o respeito ao território e a defesa do direito à moradia como expressão do amor de Deus que caminha conosco. A formação na diocese foi dividida em três áreas: Na Área I, com abrangência dos municípios de Coari e Codajás, estiveram presentes membros das paróquias Sant’Ana e São Sebastião, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Pedro e Nossa Senhora das Graças, com assessoria de Marcela Amazonas, em Coari; A Área II, correspondente aos municípios de Anori, Beruri e Anamã, reuniu as paróquias Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Nazaré e São Francisco, assessorada por Francisco Meireles, coordenador da Comissão Regional de Articulação do Laicato, em Anamã, e Na Área III, com os municípios de Manacapuru e Caapiranga, participaram representantes das paróquias Nossa Senhora de Nazaré, Cristo Libertador, Santo Afonso e São Sebastião, com a assessoria do Pe. Alcimar Araújo, em Manacapuru. Informações e fotos: Jucimara Corrêa.

Dom Zenildo Lima: “convidados por Jesus a participar da sua missão”

Na manhã deste domingo, 25 de janeiro de 2026, Dom Zenildo Lima da Silva, bispo auxiliar de Manaus presidiu a celebração do 3° Domingo do Tempo Comum, às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. O bispo iniciou sua homilia dizendo que a Palavra de Deus “sempre nos envolve como participantes dos acontecimentos da vida de Jesus“. Este envolvimento transmitido pela liturgia deste domingo faz com que nos sintamos “convidados por Jesus a participar da sua missão”. “A atuação de Jesus alcança a nossa vida, nos liberta, nos transforma. A atuação de Jesus nos envolve e nos faz participantes dos seus gestos que alcançam outros e promovem também libertação”, explicou Dom Zenildo. A experiência da humilhação Ao comentar a primeira leitura da profecia de Isaías, o bispo recordou que este mesmo trecho foi lido na noite de Natal. Na ocasião, as regiões de Zabulon e Neftali foram apresentadas como uma região humilhada e sob às trevas de onde “vai brilhar uma grande luz”. Essa ideia introduz a acolhida do menino que chegará e será a luz que ilumina as nações. Já no Tempo Comum, Dom Zenildo apontou que a leitura nos situa “numa geografia” onde Jesus começa o exercício de ministério assumido no Batismo. Em continuidade, explicou que esses dois territórios pertenciam a duas das doze tribos de Israel, e eram cobiçadas pela sua localização próxima ao Mar, que favorecia o comércio. Por essa razão, o território foi tomado pelos assírios, um episódio que remente a tantos outros onde um império decide ocupar outra região. O domínio exercido pelos assírios submeteu “o povo a uma experiência de humilhação” como relatou o profeta. “Este povo que foi humilhado. Agora é justamente nesse espaço, neste ambiente, neste território, nesta vivência humana, neste contexto de história, marcado pela humilhação, que a ação de Deus, que a intervenção de Deus, vai apresentar, vai gerar, vai possibilitar ao povo experimentar uma novidade. E de repente uma história vergonhosa e humilhante, um lugar que foi chamado até lugar dos pagãos, agora vai ser reconhecido como lugar da morada de Deus. Mais tarde, neste território, ali mesmo próximo de Cafarnaum, é onde Jesus vai se estabelecer e o lugar vai ficar conhecido como a cidade de Jesus”, enfatizou Dom Zenildo. O Projeto Salvífico do Pai Ao iniciar a liturgia com essa profecia, Isaías indica que a presença de Jesus na região “faz parte de um grande projeto salvífico do nosso Deus” que ultrapassa o acaso. Essa perspectiva é acentuada pelo evangelista Mateus, que apresenta a tomada de consciência de Jesus do ambiente ameaçador no qual se encontra, no contexto da prisão de João Batista, e mesmo assim opta pela continuidade da pregação iniciada: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. “Então somos convidados agora a esta experiência de conversão, a esta experiência do Reino. A primeira parte do Evangelho mostra Jesus situado neste lugar, situado nesta região, para fazer acontecer essas mudanças que são próprias do projeto de Deus, da proposta de Deus, da promessa de Deus. A vida, a luminosidade, a abundância, a plenitude na existência de cada homem e de cada mulher. Zabulon e Neftali pode ser o nosso território. Zabulon e Neftali pode ser pedaços de nós, pedaços da nossa história, pedaços da nossa geografia, pedaços do nosso trajeto. Zabulon e Neftali podem ser também experiências humilhantes que porventura tenhamos passado. Mas é justamente nesses lugares, nesses tempos, nestas experiências, que a presença de Jesus vai ser profundamente inovadora e provocadora de novidade”, enfatizou o bispo. Jesus potencializa tudo em nós A compreensão da segunda parte do Evangelho categoriza o convite de Jesus a “não ter medo de colocar o dedo nessas feridas”. Dom Zenildo Lima explicou que a novidade desse convite é olhar os espaços da vida e “assimilar e a transformar” as memórias e mágoas de humilhações. Por isso, ao se estabelecer em Cafarnaum, região de Zabulon e Neftali, Jesus envolve pessoas com “necessidade de sentido”, potencializando as “experiências de busca de cada homem e de cada mulher”, pois “é aquele que não apaga o pavio que ainda fumega, nem quebra a cana rachada”. “Jesus se aproxima de homens que estão pescando. É a atividade deles, é o sustento deles, é onde eles se realizam, é a experiência que eles conhecem para viver e para sustentar a própria existência. Jesus agora propõe, a partir da experiência deles, uma existência mais profunda. Venham comigo, homens que vivem de pesca. Venham comigo, pessoas que fazem da pesca a sua subsistência, a sua existência. Venham comigo, pessoas que descobriram no ato da pesca o próprio sentido. E eu vou ressignificar essa experiência de vocês. Eu vou fazer de vocês pescadores de homens. Eu vou dar sentido novo, eu vou agregar valor novo à experiência que está em vocês”, evidenciou o bispo. Ao salientar esse chamado de Jesus, o bispo sublinha que os outros dois pescadores (Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João) consertando a rede, expressam uma certa resistência para “tentar ajeitar as coisas para ficar na mesma”. No entanto, o Evangelho destaca que “imediatamente eles aceitaram esta proposta de Jesus que ressignifica a vida da gente”. Com essa atitude, o Evangelho explicita que “João Batista sai de cena, não necessariamente como ruptura, e agora a centralidade é da pessoa de Jesus” que “ressignifica as nossas buscas”. A centralidade de Jesus desfaz as divisões “Não há porque haver divisões. As divisões só existem na comunidade quando se perde a centralidade de Jesus. Paulo escreve a uma comunidade que está marcada pela divisão. É uma comunidade que está fascinada com discursos novos”, explicou Dom Zenildo sobre a segunda leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios. Para ele, nossas comunidades se encontram dividas porque optam por tirar de foco a “existência divina que convive conosco e se coloca no centro os discursos que se fazem atrativos”. Daí a necessidade de resgatarmos o convite de “acolher a pessoa de Jesus, que dá um novo sentido a tudo” e molda um jeito de “ser e existir…
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