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Dia: 3 de março de 2026

Dom José Albuquerque: Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado

Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado. Foi o convite de Dom José Albuquerque de Araújo, bispo da Diocese de Parintins, na celebração do 2º Domingo da Quaresma (1), na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Parintins. Ao manifestar preocupação com a escalada da guerras pelo mundo, principalmente entre Irã, Israel e Estados Unidos (EUA), ele reforçou o apelo da Igreja pela paz entre as nações. Dom José Albuquerque destacou que os conflitos armados contrariam o projeto de Deus e atingem, sobretudo, os mais vulneráveis. Ao refletir sobre o Evangelho da Transfiguração, Dom José Albuquerque lembrou que todos são filhos e filhas de Deus e irmãos e irmãs uns dos outros, independentemente de nacionalidade, cultura ou religião. Para ele, a guerra é consequência do afastamento dos valores divinos e da perda do reconhecimento da dignidade humana. “Como é que a gente pode viver tranquilo? Como é que a gente pode, sendo filhos de Deus, dizer, isso não me interessa, que se matem, que morram, o que eu tenho a ver com isso? Meus irmãos, Deus nos criou seus filhos e nos fez irmãos dos uns dos outros. […]Nós somos irmãos dos ucranianos, dos russos, dos venezuelanos, dos norte-americanos, dos israelenses, dos iranianos. Mesmo que a gente não saiba nem o que isso significa, a gente não pode estar feliz e contente”, disse. Dom José também recordou o ensinamento dos papas recentes, como Papa Francisco, ao afirmar que “nas guerras todos perdem” e que os que mais sofrem são crianças, idosos e populações empobrecidas. “Eu recordo que todos os nossos papas e os últimos, Papa Francisco, agora Papa Leão XIV, sempre nos dizem, nas guerras todos perdem. Quem mais sofre são os mais vulneráveis, crianças, idosos, os empobrecidos. Só quem ganha na guerra são aqueles que fabricam armas, que estão felizes da vida, porque enquanto existem guerras no mundo eles estão vendendo mísseis, tanques e assim por diante”, refletiu o bispo. Impactos dos conflitos O bispo chamou atenção para os impactos globais do conflito, como a alta do preço do petróleo e o aumento da inflação, consequências que atingem inclusive países distantes da zona de guerra. Ao mencionar a Terra Santa, região onde Jesus nasceu, viveu e morreu, Dom José lamentou que o território continue sendo palco de confrontos que desrespeitam direitos humanos e o mandamento bíblico “não matarás”. O bispo enfatizou que a resposta cristã diante da violência não pode ser o ódio ou a vingança, mas a oração e o compromisso cotidiano com a paz. “Todas as vezes que a gente escuta a voz de Jesus, a gente continua trilhando o caminho do bem, da paz, da justiça. […]Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado, que a força, a sabedoria, o Espírito do Ressuscitado conduzem a nossa vida, nos ajude a fazer boas escolhas e que possamos, cada um no seu lugar, fazer a diferença, ajudar o mundo a ser melhor”. Por fim, Dom José convocou os fiéis, especialmente neste tempo de Quaresma, a rezarem pela paz mundial e a transformarem a fé em atitudes concretas de diálogo, respeito e fraternidade. Por João Carlos Moraes / Alvorada Parintins

Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 celebra seus 14 anos

Na manhã do dia 03 de março de 2026, o Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, celebrou os 14 anos do Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 – COMISE Labonté. A celebração em Ação de Graças reuniu seminaristas, formadores, padres, religiosas e representantes de diversos organismos eclesiais, todos unidos em memória e gratidão pela caminhada iniciada em 2012. Em sinal de comunhão e fortalecimento da missão, participaram representantes de importantes organismos eclesiais. Dentre os quais, o COMIRE (Conselho Missionário Regional); COMIDI (Conselho Missionário Diocesano); CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil); SAV (Serviço de Animação Vocacional); CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil); Faculdade Católica do Amazonas (FCA) e Seminário São José. A presença de cada um reafirmou que a missão não se faz sozinha, mas no corpo eclesial, onde todos colaboram para que o Evangelho chegue a todos os povos. “Vamos começar de baixo, uma coisa bem pequena, para depois chegar aonde queremos”, foram as palavras de Pe. Guido Labonté, missionário canadense da Sociedade Missionária Estrangeira de Quibéc (SME). No ano de 2012, um grupo de seminaristas, movidos pelo sonho de uma Igreja mais missionária, acolheu o desafio lançado pelo Pe. Guido. Com olhar acolhedor e coração incansável, ele nos ensinou que a missão se constrói na humildade, começando de baixo, com paciência e confiança. Hoje, sua semente frutifica em tantas vidas e vocações espalhadas pelas igrejas de nosso regional. Um chamado à humildade e à missão encarnada A celebração foi presidida pelo Pe. Gutemberg Gonçalves, coordenador do COMIRE Norte 1. Ele recordou figuras marcantes da caminhada do COMISE, como Dom Sérgio Castriani, “homem próximo, que amava os seminaristas e caminhava conosco”. Fez memória também de Pe. Marciney Marques, da Diocese de Parintins, cujo testemunho de vida simples e entrega generosa inspira tantos jovens a dizerem “sim” à vocação sacerdotal.À luz da liturgia do dia, ele fez um forte apelo à autenticidade: “Nós também queremos colocar fardos nos outros. Queremos nos exibir, usar roupas para chamar atenção. Precisamos ter os pés no chão. Na pastoral, ser seminaristas que visitam, que se aproximam, que servem. Vivamos o que pregamos e professamos”. Em sua reflexão, Pe. Gutemberg também evocou a memória das convivências com muitos seminaristas. Dentre estes, citou Rolisson Afonso, seminarista da Arquidiocese de Manaus, que nos trabalhos simples do seminário, testemunha que a missão se faz no cotidiano, na discrição, no serviço escondido, mas fecundo. “Tudo na humildade”, reiterou, “porque ser missionário é ser humilde“. “A missão é daquele que se coloca como servidor. Hoje celebramos 14 anos de história, de partilha, de cuidado, de memórias. Que sigamos humildes, como aprendemos com o Pe. Guido e com tantos que construíram essa caminhada”, finalizou o padre. Palavra da coordenação Ao final da celebração, o seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões, coordenador do COMISE Labonté, dirigiu-se aos presentes com palavras de gratidão e esperança. Ele destacou a beleza desse caminho memorável construído ao longo de 14 anos, lembrando quantos se dedicaram a esse processo, muitas vezes na discrição, mas sempre com amor, como o papel essencial da missionária Esther Chaco que colaborou no início deste processo. Em suas palavras, Leonan enfatizou que “a missão deste conselho se concretiza em caminhar juntos, em comunhão com o Seminário São José e com os demais organismos missionários, mantendo-nos unidos à Igreja e ao nosso Regional”. O coordenador também apresentou a equipe de coordenação regional para o triênio 2026-2029, composta por seminaristas das diferentes dioceses. Na vice-coordenação – Gilson Ribeiro (São Gabriel da Cachoeira); 1º secretário – Jocimar Marinho (Arquidiocese de Manaus); 2º secretário – Adalberto Peres (Diocese do Alto Solimões); Assessor financeiro – Hilton Silva (Diocese de Coari). A equipe conta com o a Assessoria Eclesiástica de Pe. Odílio Gentil (Membro da Equipe Formativa) e Irmã Rosanna Marchetti (Missionária da Imaculada) e concluiu com um convite fraterno a caminhar juntos “pois só não somos capazes. Que sigamos unidos, com os pés no chão e o coração na missão.” A semente continua a germinar Para a coordenação, a celebração dos 14 anos do COMISE Labonté “não foi apenas um olhar para o passado, mas uma renovação do compromisso missionário para o futuro”. Em cada canto da igreja deste regional, onde um padre formado nesta casa formativa e missionária – Seminário São José, e exerce seu ministério, ali está presente a semente plantada por Pe. Guido e regada por tantos seminaristas, formadores e agentes de pastoral. Que São José, patrono do seminário, continue a nos ensinar a ser pequenos, a começar de baixo e a confiar: a missão, quando vivida com amor, sempre dá frutos. Informações e imagens: Coordenação do COMISE Labonté

Conselho de Leigos e Leigas refletem participação do laicato na Igreja e na sociedade e elegem nova coordenação para 2026-2029

No último sábado de fevereiro (28) aconteceu nas dependências da Cúria Metropolitana a Assembleia Formativa e Eletiva do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) da Arquidiocese de Manaus. O encontro iniciou com um momento de acolhida e mística conduzida por Francisco Meireles e Mercy Soares, seguido da exposição da Cartilha da CNLB assessorado por Diego Aguiar, da comissão de Formação para o Laicato no Regional Norte 1 e pela Irmã Sônia Matos, religiosa da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo (ASC). Participaram da assembleia os leigos das coordenações das pastorais, comunidades, movimentos, dos setores e das regiões episcopais da Arquidiocese de Manaus, ou seja, todos aqueles que estão dentro da nossa igreja a serviço e nos diversos carismas. Sujeito eclesial Para Francisco Meireles, que esteve à frente da presidência do Laicato na Arquidiocese de Manaus nos últimos três anos, foi um importante momento de comunhão, formação e discernimento, com escuta, partilha e renovação do compromisso dos cristãos leigos de serem uma Igreja em saída, testemunhando o Evangelho com esperança. “Foi um dia de formação, estudo e aprofundamento sobre a identidade, a vocação, a missão e a espiritualidade do cristão leigo, com a assessoria do Diego Aguiar, e a tarde com a irmã Sônia, falou do papel do(a) cristão(ã) leigo(a) como sujeito eclesial, falando do sínodo para a sinodalidade, a partir dodocumento final da XVI Assembleia Geral Ordinária dos Sínodo dos Bispos ‘Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão’, trabalhando o cristão leigo como sujeito eclesial. Cristãos leigos e leigas, sal da terra e luz do mundo, a serviço da nossa igreja de Manaus”, explicou Francisco Meireles. Sal da terra e luz do mundo Diego Aguiar conduziu reflexões a partir da Cartilha Vocação, identidade, espiritualidade e missão, “elaborada com o objetivo principal de ajudar as arqui/dioceses a criarem seu Conselho de Leigos”, contribuindo para um “laicato consciente de sua identidade, vocação e missão, vivendo a espiritualidade do seguimento de Jesus, para continuar sendo sal da terra e luz do mundo nas diversas realidades”. Para Diego, é importante conhecer a história da caminhada dos cristãos leigos e entender o papel que têm assumido na Igreja e na Sociedade. “Trabalhamos a questão do Leigo dentro do contexto da história da Igreja, a sua participação e missão enquanto sujeito eclesial, como vê sua participação dimensão da Igreja e para além, também na sociedade. Trouxe o Conselho do Laicato, desde a dimensão nacional e a dimensão arquidiocesana, como o CNLB consegue atingir as bases, fazendo o processo de fortalecer em cada leigo e leiga a sua identidade, a sua missão, dentro da dinâmica da cartilha trabalhada que está disponível no site da CNLB, alinhando a perspectiva do que é ser um cristão leigo e leiga, e pra que, no processo de planejamento, de elaboração de calendário, podemos ter de forma clara a visão da igreja e as escrituras vão norteando o caminho do laicato”, destacou. Durante a assembleia ocorreu a eleição da nova presidência local do Conselho de Leigos, sendo escolhidos: • Presidente: Josiel Coelho• Vice-Presidente: Ivanir Jacaúna• 1ª. Secretaria: Helen Prestes• 2ª. Secretaria: Adenira Sousa• 1º. Tesoureiro: Humberto Souza• 2ª. Tesoureira: Lucia Cleide Ao final, houve um momento de agradecimento ao trabalho realizado pelos leigos que estiveram à frente do CNLB/Manaus no último triênio. Por: Ana Paula G. Lourenço