Fraternidade presbiteral e escuta do Espírito marcam retiro do clero Arquidiocesano de Manaus

A Arquidiocese de Manaus reuniu cerca de 90 padres no retiro anual do clero. De 23 a 26 de março no Centro de Formação Maromba, os participantes refletiram sobre a Missionariedade na vida do presbítero, conduzidos pelo Pe. Antônio Niemiec, CSsR. O arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, e os bispos auxiliares da arquidiocese Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson Ribeiro e Dom Samuel Ferreira, e o emérito Dom Mário Pasqualotto participaram integralmente. Pe. Manoel Rubson Vilhena, pároco da Área Missionária Divina Misericórdia, na zona Norte de Manaus, destacou o retiro como forte momento de “intimidade com Cristo, de escuta do Espírito, também de fraternidade presbiteral”. Além disso, ele apontou a oportunidade de retomar os fundamentos vocação presbiteral, considerando os cuidados como saúde mental. Um momento integrador e vivificante. “Ouvir sobre a configuração, a nossa configuração a Cristo, a nossa doação de vida, se assemelhar a Ele, voltar a essas fontes, revivificar de novo a nossa vocação, o espírito sacerdotal, o serviço de Cristo, e aquela consciência de que o sacerdócio é dom de Cristo para a igreja”, explicou o padre. Cristo Palavra  O coordenador da Pastoral Presbiteral, Pe. Gilson Pinto, destacou a presença de alguns padres da Prelazia de Itacoatiara.  Ele enfatizou que os padres estavam reunidos em oração pela igreja e pelo povo na dimensão da fraternidade, da missão, do serviço escuta da Palavra de Deus. Segundo o coordenador, esse retiro no tempo da quaresma aprofunda o convite a “escutar a Palavra”, renovar as forças e preparar “nosso coração para a grande semana, a Semana Santa”. O presbítero explicou ainda que todo o retiro foi programado e planejado na perspectiva “de fazer essa experiência com Cristo”. Em suas palavras, “Cristo que vem a partir da palavra, o Cristo que serve, o Cristo que nos convida a sermos novas criaturas”. Este horizonte, de reconhecer Cristo nas relações, permite que o retiro cumpra a finalidade de ter “uma relação, uma comunhão com o clero, estar mais perto, mais juntos, e vendo essa dinâmica de oração, da escuta, da partida”. Pe. Michel Carlos da Silva, que participa pela primeira vez como presbítero, enfatizou o retiro como “encontro fecundo com a Palavra”. Para ele, o aprofundamento da dimensão do silêncio recorda que “é no silêncio de todas as coisas que Deus fala”.  O presbítero acentuou que a Palavra é uma Pessoa, o próprio Jesus, e compara a força geradora de vida da Palavra a uma semente. Portando  “O ministro ordenado é aquele que é movido pelo Verbo encarnado, porém é necessária uma intimidade com Deus para que diante de tantas vozes que ressoam em nosso meio poder discernir a voz de Deus em nossas vidas. Nessa dinâmica o conhecer é sinônimo de amar. O conhecimento na dimensão da relação com Deus gera a comunhão de sentimentos com Ele e a missão está na identidade do presbítero que a partir da Palavra é chamado e enviado” disse o padre. Eucaristia, caridade e missão O período de retiro do clero foi marcado pela oração permeada da Palavra de Deus. O pregador do retiro, Pe. Antônio Niemiec, CSsR, trabalhou a importância da Palavra de Deus na vida do presbítero e na vida de cada cristão.  Além da identidade missionária do presbítero, enraizada no “nosso ser de presbíteros”. Outro ponto abordado foi a ligação entre Eucaristia e o serviço caritativo, com ênfase nas pessoas mais empobrecidas e abandonadas. De acordo com o pregador, essa reflexão segue aquilo que o Papa Leão XIV escreveu na exortação “sobre o amor para com os pobres”. Em suas palavras, Pe. Antônio apresentou que “o presbítero esse homem que deve dinamizar dentro da comunidade, dentro da paróquia, esta sensibilidade para com as pessoas mais vulneráveis”. Informações: Pe. Matheus Marques e fotos: Pe. Hilton Brito e Pe. Humberto Vasconcelos.