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Dia: 23 de abril de 2026

Um novo documento para Evangelização da Juventude

A atualização do “Documento 85: Evangelização da Juventude” também foi um dos temas trabalhados na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O documento é fruto de longo processo sinodal com participação de mais de 11 mil jovens de todo Brasil ao longo de 1 ano e meio de escutas e diálogos. Dom Zenildo Lima comentou a densidade do texto proposto para caminhos para a juventude. “Com uma riqueza extraordinária, fruto de um processo de escuta muito intenso, mas a Assembleia achou por bem que, mais do que atualizar um documento, o ideal seria propor um novo documento sobre a Evangelização da juventude. Evidentemente, a partir do trabalho que a comissão já havia realizado”, disse o bispo. Escuta das juventudes A escuta da realidade das juventudes aponta para uma grande complexidade. Nele são consideradas as transformações sociais, a expansão do mundo digital, as emoções e vulnerabilidades experimentadas, além de destacar a potencialidade encontrada entre os jovens. A estrutura do texto acompanha a metodologia de: Ver, Julgar e Agir. Ao ouvir os jovens, a Igreja considera dados concretos da juventude no Brasil com base na escuta nacional. Essa realidade concreta passa pelo discernimento à luz fé e do magistério da Igreja. E por fim, o documento busca desenvolver ações concretas para a Evangelização da Juventude favorecendo a vida pastoral de nossas igrejas particulares.

Aprovado o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja

A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aproxima-se do encerramento. Na manhã de hoje, 23 de abril, os bispos reunidos em Aparecida (SP) aprovaram a criação o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica. O objetivo da é CNBB é “captar recursos para restaurar e manter bens sacros”. Embora a expectativa da Assembleia fosse a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, os bispos consideraram a proposta conceitual dedicada ao tema do patrimônio. O grupo de trabalho responsável, desde 2025, realizou diversas reuniões de estudo técnico e viabilidade do projeto considerando que mais de 50% do patrimônio tombado no país pertence à Igreja Católica, como afirmou Dom Gregório Paixão, presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB na Coletiva de Impresa. A iniciativa contribui para a manutenção da memória histórica e sacra de diversas regiões do Brasil que mantêm um forte vínculo com a igreja na construção de seus espaços. Segundo a CNBB, o fundo auxiliará as dioceses na “elaboração de projetos e na captação de recursos”. Para isso, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Ministério Público forneceram uma assessoria técnica. Foto: Fabio Nutti. Acesso: https://idd.org.br/iconografia/interior-do-museu-da-catedral-de-nossa-senhora-da-conceicao/

Dom Zenildo Lima comenta aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Na manhã desta quinta-feira, dia 23 de abril, o episcopado brasileiro reunido na 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), aprovou as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil para os próximos seis anos (2026-2032). O Bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, destacou o extenso trabalho para a construção das diretrizes considerando os acontecimentos na Igreja e no mundo. “As últimas diretrizes tiveram o seu tempo prorrogado. Nós tivemos toda a dificuldade de implantação das diretrizes até então vigentes por causa da pandemia. Tivemos a mudança no pontificado, tivemos o Sínodo sobre a Sinodalidade, o que fez com que a construção do processo das atuais diretrizes aprovadas na manhã de hoje se estendesse por um período de pelo menos uns quatro anos”, disse o bispo. Diretrizes: sinal de convergência Ele aponta que o texto das diretrizes aprovado traz “as principais linhas nas quais a igreja deve se concentrar na sua ação evangelizadora”, numa “convergência da Igreja do Brasil”. Essa perspectiva foi construída considerando as análises de conjuntura, a questões da Sinodalidade e da “compreensão de quem são os sujeitos da missão, partindo do reconhecimento de uma necessária conversão pastoral”. “Para que nós tornemos uma Igreja mais sinodal, apontamos os caminhos para a nossa missão. Inicialmente, a força da Palavra de Deus, a animação bíblica da vida e da pastoral, reconhecendo a força da Palavra para a animação das nossas comunidades, para a fundamentação da nossa ação evangelizadora e com uma série de pistas concretas de como cada vez mais animar e como cada vez mais perfilar a nossa pastoral a partir da palavra de Deus”, explicou Dom Zenildo. Comunidade de discípulos-missionários Dom Zenildo destacou que um dos caminhos para a missão de toda a Igreja no Brasil “diz respeito à vida na comunidade eclesial, destacada como comunidade de discípulos-missionários”. Por isso, a iniciação à vida cristã é um dos caminhos para “o desenvolvimento dessa ação evangelizadora”. Além disso, ele enfatizou que o documento recupera a contribuição das comunidades eclesiais de base, um “modelo eclesiológico muito marcante na história de evangelização do nosso país”. Por fim, o auxiliar de Manaus reforçou o compromisso de toda a Igreja no Brasil com o serviço à vida plena, a defesa da vida em todas as suas circunstâncias e com a Ecologia Integral. Esse compromisso, considera as linhas de ações propostas pelo documento final do Sínodo da Sinodalidade no horizonte da conversão das relações, dos processos e dos vínculos. O texto final será publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e busca “orientar e iluminar o caminho das nossas igrejas particulares”.