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Dia: 13 de julho de 2026

Formação, espiritualidade e missão marcam Jornada Formativa da Diocese de Borba

A Diocese de Borba reuniu mais de 600 lideranças para uma intensa Semana Formativa, com atividades ao longo de 10 dias, em uma série de encontros simultâneos em diferentes comunidades da diocese. A programação se encerrou na noite do dia 11 de julho, com a celebração da Santa Missa na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba. Na comunidade da Imaculada Conceição, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, aconteceu o encontro dos secretários executivos das paróquias e áreas missionárias da diocese. A abertura contou com um treinamento voltado ao sistema do site da Cúria Diocesana. Em seguida, o psicólogo e diácono Leonardo Lucas Cunha, da Arquidiocese de Manaus, conduziu uma formação voltada à dimensão humana dos secretários, trabalhando métodos de aprendizagem e o modo de agir em relação ao outro no atendimento ao público na secretaria.O formador destacou a importância do cuidado de si mesmo para um bom atendimento, reforçando que o secretário deve zelar por uma vida equilibrada nas dimensões espiritual, física e humana. Os trabalhos também abordaram o relacionamento no ambiente de trabalho e as dificuldades no contato com os fiéis, ressaltando a importância de momentos de fraternidade na Igreja para um trabalho frutífero e bem estruturado, que promova a paz. A linguagem no atendimento também foi tema da formação com a orientação de que o secretário deve atender sempre com respeito aqueles que procuram os serviços da secretaria. Setor Juventude Já no auditório da Cúria Diocesana, aconteceu o encontro do Setor Juventudes, com assessoria de Giovanni Sampaio, da Arquidiocese de Manaus. Participaram representantes da Juventude Missionária, da Pastoral da Juventude (PJ), do Movimento Juvenil Orionita (MJO) e da Renovação Carismática Católica (RCC). A abertura contou com os símbolos da fé a Cruz, a Palavra de Deus e a Vela acesa. O grupo se dedicou ao tema “Formar para Servir, Fazer Comunhão e Evangelizar”, refletindo sobre o papel dos jovens na vida da Igreja a partir do exemplo dos discípulos de Emaús. No segundo dia, o formador destacou que o Setor Juventude precisa viver a sinodalidade, caminhando junto com as demais pastorais e movimentos da diocese, e apresentou a estrutura do setor, criado para integrar, articular e acompanhar os grupos juvenis das paróquias e comunidades. Dom Zenildo Luiz Pereira, Bispo da Diocese de Borba, destacou que os jovens são o presente e o futuro da Igreja e reforçou a importância da formação e do protagonismo juvenil. “A juventude não pode caminhar sozinha. Precisa caminhar com os padres, com as pastorais, com as familias”, afirmou o bispo, que encerrou sua fala incentivando os jovens: “Vão e anunciem que Cristo vive!”. Centralidade da Eucaristia No auditório da Paróquia Santo Antônio, aconteceu a formação voltada aos ministros e leigos, com o tema central da Eucaristia. O teólogo Matthias Grenzer trabalhou a centralidade da Eucaristia a partir da Ceia Pascal de Jesus. Além de abordar a presença dos Salmos na Liturgia da Palavra, aprofundando sua importância na vida litúrgica e espiritual dos fiéis. Na Matriz de Cristo Rei, aconteceu o encontro da Infância e Adolescência Missionária (IAM), assessorado pelo coordenador estadual Jairo Assunção. Participaram assessores e coordenadores que atuam junto às crianças e adolescentes na diocese. A abertura contou com a presença de Dom Zenildo Luiz, que refletiu os fundamentos da missão, a espiritualidade missionária e o papel dos agentes missionários. Em sua fala, Dom Zenildo Luiz destacou a relação entre discípulo e missionário: “o discípulo é o seguidor, o aluno, o aprendiz; já o missionário é aquele que evangeliza, que anuncia”. Segundo o bispo, as duas dimensões caminham juntas na vivência da missão. Ele também reforçou aos assessores presentes a importância de não esquecer o amor de Deus como base de toda ação missionária. Pastoral familiar Na comunidade São Miguel Arcanjo, da Paróquia Cristo Rei, aconteceu a formação da Pastoral Familiar, com o tema “Espiritualidade Conjugal: a família como Igreja doméstica, testemunha do amor de Deus”. O encontro foi conduzido por Dom Zenildo Luiz, que iniciou destacando que a familia deve ter Cristo sempre como centro da vida, sendo a cruz o compromisso da aliança e da responsabilidade que a família é chamada a viver. Dom Zenildo Luiz afirmou que a família é uma igreja, o lugar onde a Igreja nasce, e que a mesa da casa deveria ser espaço de partilha, um momento pascal, tendo Jesus como hóspede. Segundo ele, a oração é o ponto principal da vida familiar, que deve buscar sua consolação não nos objetos, mas no amor de Deus pois onde há amor, há espiritualidade. Ele destacou ainda que a familia luta pela santificação dos filhos e dos pais, com a missão de educar para a fé, para a oração e para a cidadania, acolhendo e ensinando as crianças nesse caminho. O bispo também abordou o tema do aborto, reafirmando a posição da Igreja contrária à prática, pois a vida começa desde a fecundação do óvulo e é Deus quem dá a vida, que não pode ser tirada por ninguém. Encerrando a sua participação, Dom Zenildo Luiz trabalhou a encíclica “Deus Caritas Est (Deus é Amor), do Papa Bento XVI, refletindo sobre a família à luz do documento e destacando que o amor cristão não é apenas um sentimento, mas um mandamento. Entrega das DGAE Durante a celebração de encerramento, o bispo entregou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032 para as lideranças presentes. O documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientará a caminhada pastoral da Diocese de Borba nos próximos anos. No momento do envio, o bispo reforçou que as lideranças de voltam para as suas comunidades com o compromisso de colocar em prática todo o aprendizado adquirido ao longo dos dias de formação, à luz das novas diretrizes. Em clima de alegria e gratidão, a Diocese celebrou esse grande corpo de missionários, reafirmando o compromisso com a Evangelização e a comunhão em toda a Igreja Particular de Borba. Fotos: Pascom Diocese de Borba Texto modificado de Italo Soares, Assessoria de Comunicação Diocese de Borba

Pré-Congresso Vocacional: horizontes vocacionais na Amazônia

No último final de semana o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Pré-Congresso Vocacional para refletirmos os horizontes vocacionais na Amazônia. Durante três dias vivenciamos um estudo dedicado ao Texto-Base do 5º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida (SP), 4 a 6 de setembro de 2026. O pré-congresso é uma oportunidade de nossas Igrejas Locais partilharem suas impressões, seus desafios e modo como a cultura vocacional se apresenta diante dos diversos contextos pastorais. É sabido que nossas realidades são tocadas por profundas e sofridas experiências humanas, mas mais ainda, transbordamos a esperança vivificante do Evangelho em um Igreja que acolhe a todos e todas. Nossas comunidades são uma expressão do tema escolhido para 5º Congresso Nacional: “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, com o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”. Dentro do processo sinodal, as igrejas particulares trouxeram suas contribuições que serão enviadas para a preparação de subsídios para o Congresso Nacional. Integralidade da pessoa humana A Igreja na Amazônia está inserida em locais com regiões de garimpo, de comunidades abandonadas, de famílias com outras configurações. Esses espações são marcados por violações de direitos fundamentais, seja por violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. Por isso, a presença da Igreja Católica, com a Iniciação à Vida Cristã, deve olhar para essas realidades buscar construir caminhos que devolvam a integralidade da pessoa humana. Para a Ir. Florizete Maria Moreira, das Irmãs Franciscanas de São Félix de Cantalice (CSSF), que atua na Prelazia de Tefé, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) necessita olhar para as realidades da prostituição, do garimpo e do tráfico de drogas. Ela destacou que lá se encontram “muitos colombianos, muitas mães solteiras, muitas crianças, muitas viúvas de maridos vivos. Então, é uma realidade muito dura”. “A gente tem que mostrar essa pessoa que Deus o ama como ela é. Não os dogmas, o que a gente traz nos nossos livros, mas acolher. Eu acho que um dos principais aspectos da pastoral vocacional, do SAV, é acolher esse jovem na sua realidade. A família que a gente compõe hoje, há 20 anos atrás, já não é mais esse modelo de família que a gente tem nos interiores”, destacou a irmã sobre a realidade encontrada nos interiores do Amazonas. Centrados na pessoa de Jesus A sua fala nasceu depois de um dia dos trabalhos em grupo que refletiram o Texto-base. Ela também enfatizou que a vida religiosa se sustenta nessas realidades desafiadoras estando “24 horas centrada na pessoa de Jesus”. Viver esse segmento da pessoa de Jesus e apresentá-lo para os outros requer “tirar um pouco do que está na nossa mente, de tudo certinho, de tudo perfeito”. “Até o jovem que vem hoje para os seminários não é perfeito, gente. Às vezes ele sabe quem é a mãe, mas não sabe quem é o pai. É criado por avô. Então, esse que são as famílias. A gente, ah, vamos começar a iniciação cristã. Bonito, nós vamos fazer isso, mas com a família que ele tem. Tem jovens que querem ser um padre, mas tem lá os processos que não deixam. Tem uma jovem que quer ser uma religiosa, mas quando vai ver a vida que a igreja cai em cima, nós religiosas mesmas, você não pode. Você não pode ser padre, você não pode ser irmã, você não pode”, refletiu a irmã. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, refletiu que essas realidades “devem encontrar em nós um desejo, uma motivação de animação vocacional”. Elas fazem parte da “vida e missão neste chão” e “nós temos uma grande contribuição para dar”. Em sua intervenção, o bispo expressou sua preocupação com a necessidade fazermos frente à essas realidades. Isto é, conduzir nossos corações para uma disponibilidade que não ofereça apenas respostas pontuais perante “uma avalanche estrutural que vem esmagando as pessoas”. Questionar as identidades O texto-base traz quatro partes fundamentais: a Exegese, partindo do capítulo 2 dos Atos Apóstolos, Encontro, Testemunho e a Missão. Essas partes nos ajudam a compreender a identidade das comunidades eclesiais como comunidades vocacionais. O estudo das partes norteou o trabalho dos grupos no questionamento vocacional dessas identidades, e assim contribuiu na construção de indicações para a animação vocacional nas igrejas locais do nosso regional. O pré-congresso é um convite a olhar as realidades de encontro, de testemunho e de missão em nossas comunidades eclesiais. Os dias de encontro realizados Centro de Treinamento Maromba, em Manaus, foram destinados a uma reflexão da Igreja de Manaus e do Regional Norte 1. O estudo do texto nos confronta em nossas realidades cotidianas, nos revela a beleza e a dignidade da vocação. Processo vocacional Dom Zenildo Lima fez memória de um período em que havia uma contraposição de ideias vocacionais. De um lado, uma resposta imediata de cada um de nós a um apelo de Deus, e de outro um vislumbrar do processo vocacional “como uma disponibilidade profética para responder aos desafios gritantes de uma realidade”. “Na época em que a gente refletia a partir da teologia latino-americana da libertação, a gente levava muito isso em conta no aspecto vocacional. A gente queria ser padre, a gente queria ser religiosa, a gente queria se consagrar para poder responder a questões tão gritantes. Essas sensibilidades não se opõem. O aspecto subjetivo da nossa liberdade diante do apelo compassivo de Deus não se opõe à capacidade de indignação”, recordou o bispo. Esse panorama social, levantado durante as exposições, que toca a questão da família, da juventude recordam a figura de Maria. Segundo bispo, “uma jovem, aparentemente, podia se parecer frágil lá em Nazaré, e como teve uma capacidade de leitura absolutamente transformadora da realidade”. Ela “conseguiu vislumbrar diante de um cenário aparentemente tão impossível de se combater, a possibilidade de derrubar os poderosos dos tronos e elevar os humildes” e isso deve nos encorajar vocacionalmente. Alcançar todos Como referencial nacional para vocações, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, destacou a beleza de celebrar…
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