A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco