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As taxas de Trump: Uma conta que sempre pagam os mais pobres

As taxas de Trump: Uma conta que sempre pagam os mais pobres

Uma das notícias que acaparam as manchetes nos últimos dias é a taxação que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem imposto sobre o Brasil. Aumentar em 50 por cento o preço dos produtos brasileiros no território estadunidense, uma prática que, com diversas porcentagens, também atinge outros países, tem consequências graves, que irão pagar os mais pobres, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos.

Intromissão na política interna

Ainda mais surpreendente do que a medida são as motivações que estão atrás dessa decisão. Uma disposição que é uma intromissão na política interna do Brasil e que pretende defender interesses pessoais de um réu, para assim reverter as decisões da justiça brasileira. Uma atitude inaceitável para um país democrático, um sistema político que seria claramente prejudicado se o governo brasileiro aceitasse pressões externas.

A Igreja católica, através de documentos como Populorum Progressio, uma encíclica do Papa Paulo VI, e Caritas in Veritate, encíclica do Papa Bento XVI, oferece uma perspectiva sobre o uso de taxas e seu impacto nos países em desenvolvimento e as populações. Taxas que também têm um forte impacto nas bolsas e no comercio internacional, provocando uma guerra comercial a grande escala que irá atingir a economia mundial, existindo a clara possibilidade de uma recessão econômica e de aumento dos preços dos produtos.

Desenvolvimento das economias locais

Paulo VI, em 1967, insistia em Populorum Progressio na importância de umas relações comerciais justas. De fato, a doutrina católica promove os preços justos nas relações comerciais para garantir que os países recebam ingressos suficientes para respeitar sua dignidade. Por sua vez, o Papa Bento XVI escrevia em 2009 na encíclica Caritas in Veritate, que as taxas são um problema que obstaculiza o desenvolvimento econômico dos países pobres. Ele defendia o desenvolvimento das economias locais, algo que se consegue na medida em que os produtos podem ser comercializados nos mercados do mundo, o que dificulta claramente a imposição de taxas.

As atitudes colonialistas dos Estados Unidos com relação a América Central e América do Sul é algo evidente nos últimos cem anos. O país tem se intrometido militarmente, economicamente, religiosamente e culturalmente. A tentativa de dominação tem sido uma constante na política estadunidense, uma atitude que não pode ser aceita do ponto de vista moral.

Defender interesses pessoais

O cuidado daquilo que é comum a todos é uma dinâmica que não pode ser deixada de lado no exercício da política. Quando aqueles que exercem o poder executivo se deixam levar por interesses pessoais ou de grupos de poder, nos deparamos com personagens que estão traindo sua função primeira como governantes. Uma atitude que aparece como pano de fundo nas medidas adotadas pelo presidente estadunidense.

No final das contas, a conta das decisões erradas dos que mandam é paga pelos mais pobres, que sofrem as consequências no bolso e no recorte dos direitos trabalhistas. Para quem tem muito, o sofrimento sempre é menor do que para aqueles que dependem do pouco que eles têm para garantir seu sustento e suas condições de vida. Mais um capítulo de uma história que se repete ao longo dos anos.

Editorial Rádio Rio Mar

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