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Dom Leonardo: “Caminhar até Belém e mais uma vez fazer a experiência de ver Deus entre nós na nossa fragilidade”

Como um tempo bonito y significativo definiu Dom Leonardo Steiner o Advento que começou neste domingo. Um tempo em que “a nossa Igreja toda deseja caminhar até Belém e mais uma vez fazer a experiência de ver Deus entre nós na nossa fragilidade”. O Arcebispo de Manaus definiu o Advento como “o tempo da criança de Belém”, e junto com isso como “caminho da admiração pelas manifestações de Deus em nossa humanidade”. Segundo o cardeal Steiner, “o Filho do Homem está por vir, Ele é um Advento”, fazendo um chamado, seguindo o Evangelho, a estarmos preparados, pois “o Senhor veio e se tornou uma presença inefável na nossa humanidade, fragilidade, e nós estamos a caminho para admirar esta presença de Deus no meio nosso”. Isso é celebrado na Liturgia, que “visibiliza a visitação de Deus, e para que Ele possa se tornar audível e visível, nós entramos em compasso de preparação, de vigília”. Dom Leonardo mostrou a importância de estar preparados, permanecer vigiantes, “pois pode acontecer que Ele venha, nasça e nós não nos demos conta que celebramos o Natal do Senhor”. Nesse sentido o Evangelho chama à atenção, à preparação para vermos, afirmou o cardeal, chamado a não correr o risco de perder o essencial, o nascer de Deus, em consequência dos nossos interesses pessoais ou coisas insignificantes que nos rodeiam. Um chamado a vigiar, preparar, que “é esperar, não se deixar dominar pelo desânimo, pelas frustrações”, mas viver na esperança da vinda do Senhor, insistiu o Arcebispo de Manaus, fazendo um chamado a preparar-se com alegria. O cardeal destacou a oração como caminho de preparação, “rezar é acender uma luz na noite. A oração desperta da frieza de uma vida superficial”. Segundo Dom Leonardo, “na oração deixamos que Deus se aproxime de nós. Ele deseja estar sempre perto, assim nos liberta da solidão, nos devolve a esperança, a cordialidade. A oração oxigena nossa vida”. Uma oração que deve ser de agradecimento, de silêncio diante de deus, reverente, auscultativa, de adoração. Diante da pergunta por como estarmos preparados, vigilantes, o cardeal responde que com a vigília do amor e da caridade. Segundo Dom Leonardo, “o amor é sempre vigilante, atento, vive procurando o serviço. A caridade é o coração pulsante do discípulo, da discípula de Jesus”. Daí afirmou que “não se pode ser cristão sem o amor, sem a caridade. Caridade como um sair ao encontro do outro, caridade como serviço”. Lembrando as palavras do Papa Francisco, Dom Leonardo disse que “é com as obras de misericórdia que nos aproximamos de Jesus”. Como franciscano que ele é, Dom Leonardo refletiu sobre o presépio, algo que fez pela primeira vez São Francisco, que “diante da criança de Belém, se extasiava”, compreendendo assim que Deus entrou na nossa história, se fez um de nós, algo que não é coisa do passado, pois “é sempre um presente, é sempre um Advento”. E seguindo o pensamento do Santo de Assis, convidou a colocar-se no Advento a caminho de Belém, e assim evitar o que aconteceu com Israel que depois de séculos de espera, não viram Deus: “Quanta rogação, quanta imploração e não viram Deus!”. Um Deus que sempre quer vir, considerando extraordinário o fato de “um Deus que se propõe e não se impõe. Ele se oferece, não nos obriga, ele se revela, não se esconde”. Um Deus que neste tempo de Advento somos chamados a pedir sua vinda, a dizer “Vem, Senhor Jesus”, uma oração que “nos coloca a caminho, alimenta nosso desejo de encontro, alimenta nosso desejo de admiração”, enfatizou o cardeal. Nas leituras do dia, ele destacou na passagem de Isaias o chamado a ir à casa de Deus, que é o presépio, a se deixar guiar no caminho de Belém para trazer a presença inefável de Deus. Na Carta aos Romanos destacou que nos faz ver que “tempo de Advento é tempo da despertação, tempo da acordação” e o fato de que “fomos aprendendo a proximidade de Deus, a sua misericórdia, o seu acolhimento, a sua consolação, a sua salvação, fomos aprendendo a necessidade de nos despojarmos das ações das trevas, nos deixarmos revestir da luz de Belém, estarmos revestidos da transparência encantadora de Deus na nossa humanidade”. Finalmente, o Arcebispo de Manaus insistiu em que “a Liturgia não é uma repetição, recordação sim, recordação do sempre novo, do estar a caminho, de entrar na Casa do Senhor e nos deixarmos encontrar pela criança de Belém”. Por isso, pedia “que o Advento nos desperte, despertemos, que não aconteça no nosso descuido dele nascer e nós não o vermos. Não acontecer o Natal passar e não termos visto o amor de Deus”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ir. Cidinha Fernandes: “Precisamos ser pessoas anunciadoras de vida, esperança de um novo tempo”

A Liturgia da Palavra desta última semana foi um convite a olharmos para a finitude dos tempos, nos lembra a Ir. Cidinha Fernandes em seu comentário para o Primeiro Domingo do Advento. “Como pessoas humanas, muitas vezes temos dificuldade em lidar com o fim de um tempo, de uma era, de uma fase da nossa vida, com a morte. Queremos tornar eterno o que não foi feito para durar. E quando nos deparamos com o banzeiro, as tempestades, os vulcões provocados pelas mudanças, as perdas, muitas vezes choramos, nos desesperamos, e até brigamos com Deus. Tudo isto é muito humano e precisamos acolher como parte de nós”, afirma a religiosa. Segundo a missionária na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, “o que não podemos é parar nisto, precisamos seguir em frente, dar novos passos. Como está na leitura do profeta Isaías precisamos olhar para o ponto mais alto, subir aos montes do Senhor, a casa de Deus para que Ele nos mostre o Caminho e nos ensine a cumprir seus preceitos”.  A Ir. Cidinha destaca que “ao experienciarmos Deus podemos contemplar uma mudança: as espadas em arados, as lanças em foices, a ausência das armas, das guerras e das batalhas”. Por isso recebemos um convite: “Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor!” Em relação com a segunda leitura, “a carta de São Paulo aos Romanos nos alerta para o tempo que estamos, a necessidade de despertar, pois a salvação está mais perto de nós, o dia vem chegando, vistamos as armas da luz, sejamos pessoas da luz, vencendo nossos instintos que nos levam para a bebedeira, a comilança exagerada, as orgias e imoralidades, brigas e rivalidades para sermos pessoas revestidas do Senhor Jesus, o que quer dizer, sermos seus discípulos”, destacou a religiosa. Na passagem do Evangelho de Mateus, “Jesus fala sobre a vinda do Filho do Homem, antes dele as pessoas viviam o seu cotidiano, sem se atentar para sua presença. O convite é para estarmos atentos porque não sabemos o dia em que o Senhor virá. Ele usa uma metáfora, se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Daí nos vem um alerta, ficai preparados!” Em relação ao Primeiro Domingo do Advento, ele “nos convoca a estarmos em oração e vigilância, isso tanto em nossas vidas pessoais, na comunidade e no mundo. Precisamos ser pessoas anunciadoras de vida, esperança de um novo tempo”, afirma a Ir. Cidinha. Daí a religiosa pede “que possamos abrir o nosso corpo, o coração para o novo que se anuncia. Deixemo-nos nos encantar pela vida, sejamos vigilantes para que as trevas, a desesperança, o medo, a intolerância, a dor não nos tire a possibilidade de crer e lutar por um mundo em que Jesus seja o centro de nossas vidas”.  Junto com isso, ela pede “que a luz da primeira vela se acenda dentro de nós para esperar em vigilância o novo que vem com o nascimento do Menino Jesus que aguardamos. Sejamos pessoas iluminadas!” Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

“Igreja Sinodal: Vocacionada pela Palavra a Construir Comunidades Eclesiais Missionárias”: VII Assembleia Diocesana de Coari

A Diocese de Coari realiza a VII Assembleia Diocesana de Pastoral de 25 a 27 de novembro com a presença de 165 representantes das paroquias, comunidades, movimentos e pastorais. O tema da Assembleia, que acontece na Paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro de Coari, é “Igreja Sinodal: Vocacionada pela Palavra a Construir Comunidades Eclesiais Missionárias”. A Diocese de Coari realizou sua primeira Assembleia de Pastoral em 1975, uma Igreja que caminha junto, sinodal, como comunidade, insistiu Dom Marcos Piatek. No III Ano Vocacional, o Bispo da Diocese de Coari destacou que todos somos vocacionados para a vida, para a existência, para a fé a partir do Batismo. Uma Igreja que se alimenta com a Palavra e existe para evangelizar. Dom Marcos vê a Assembleia como três dias para realizar, refletir, avaliar e planejar a missão evangelizadora da Diocese de Coari. Uma caminhada missionária que tem como fundamento e luz a fé. Uma evangelização que se torna ainda mais necessária, segundo o Bispo, diante da globalização da indiferença, que leva a fechar os olhos diante de tantas realidades presentes na sociedade. Diante disso, ele ressaltou que o discípulo tem que ler os sinais dos tempos. Como metodologia para a Assembleia, que disse ter que se inspirar no Livro do Apocalipse, se faz necessário reconhecer as limitações, mas sem desanimar-se, e reconhecer a fé e esperança para chegar na vida plena. Para isso, chamou a colocar a Assembleia Diocesana nas mãos do Espírito Santo e de Maria. A Diocese de Coari é uma Igreja que vive a sinodalidade há muito tempo, uma Igreja que caminha junto no desafio de evangelizar as diferentes realidades e comunidades que fazem parte da Diocese, uma Igreja pé no chão que tem compromisso com a vida, sobretudo com quem tem menos condição, com quem não tem voz, nem vez. Uma Assembleia que quer reforçar a corresponsabilidade e fazer com que os participantes e a Diocese como um todo possa sair da VII Assembleia Diocesana mais entusiasmados, motivados, renovados e apaixonados para caminhar juntos. A Assembleia está sendo momento para que as paróquias, pastorais e movimentos da Diocese partilhassem sua caminhada, mas também para refletir sobre a conjuntura sociopolítica e eclesial. Os participantes da Assembleia irão estudar documentos da Igreja da Amazônia e do Brasil. O “Documento de Santarém 50 Anos: Gratidão e Profecia”, o Documento “E a Palavra habitou entre nós”, e o Texto Base do III Ano Vocacional. Ao longo da Assembleia, que será encerrada com uma celebração eucarística onde será feita a memória dos 100 anos do nascimento do primeiro Bispo da Diocese de Coari, Dom Mário Anglim, e dois seminaristas receberão o Acolitado, serão programadas as atividades para o ano 2023. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação Regional Norte1

PJ a caminho do II Encontro de Espiritualidade Libertadora Amazônica em Parintins

A Pastoral da Juventude Regional Norte1 se reúne em Parintins de 25 a 27 de novembro de 2022 para realizar o II Encontro de Espiritualidade Libertadora Amazônica. Um grande puxirum com juventudes que chegam de longe para participar da Festa do bem viver. Boa parte dos participantes viajaram desde Manaus de barco, um momento que quer ser oportunidade já a partir da viagem, para “poder viver essa experiência de espiritualidade, começar a pedir permissão dos seres da floresta para que a gente possa encarnar essa nossa espiritualidade amazônica”, segundo Raely Cardoso, Secretária da PJ Regional Norte1. Em relação com a temática do encontro, o Padre José Roberto da Silva Araújo afirmou que “falar de espiritualidade libertadora da Amazônia é a gente poder perceber a maneira que nosso povo daqui vive e busca resistir”. Segundo o assessor da Pastoral da Juventude Regional Norte1, “é isso que nós com certeza vamos partilhar, como é que a gente vê, como é que a gente pode fortalecer mais ainda, de maneira mais específica a juventude amazônica”. Segundo o religioso da Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada, “o Encontro Regional Norte1 vai nos ajudar e a gente vai poder partilhar toda essa riqueza que contêm essa nossa região. A juventude vai caminhar junto em busca desse Reino que a gente chama de utopia e também de civilização do amor”. Em representação da Assessoria Nacional e do Conselho Nacional da Pastoral da Juventude, chegou desde Minas Gerais (Regional Leste2), a jovem Jociara mostrou sua alegria por poder participar deste encontro da Pastoral da Juventude Regional Norte1. Ela destaca a importância da mística amazônica. Segundo a jovem, “na viagem a gente começa experimentar a espiritualidade deste chão sagrado, desse rio, desse povo dessa região”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Será que Deus está me chamando a que?

Você já se perguntou alguma vez qual é o chamado de Deus para sua vida? A pergunta por Deus está presente em boa parte da humanidade, provavelmente também em você, mesmo que “escondida”. Que Ele chama é claro, que a gente escuta, nem tanto. É por isso que é bom parar e se perguntar pela sua vocação, pelo seu chamado. Sempre temos essa oportunidade, mas para quem é católico, católica, especialmente para quem está vivendo sua juventude, que é um tempo em que as pessoas tentam responder ao chamado de Deus, a Igreja católica do Brasil nos fez a proposta do III Ano Vocacional, que tem como tema “Vocação, Graça e Missão”, iniciado no último domingo, 20 de novembro de 2022 e que será encerrado em 26 de novembro de 2023, depois de um ano de muitas atividades, sobretudo nas bases. Diante do chamado de Deus, especialmente quando a pessoa é jovem, as reações são diversas, o medo toma conta e muitas vezes dificulta a resposta. Na medida em que essa resposta nasce da fé, da confiança em Deus que chama para nos ajudar a encontrar o caminho da felicidade, a pessoa vai superando os medos e deixa de lado tudo aquilo que dificulta sua resposta. Uma escolha que na medida em que é acompanhada se torna mais fácil. Daí a importância de a Igreja acompanhar os processos vocacionais e ajudar, sobretudo aos jovens, a superar os medos e poder realizar a escolha certa. O acompanhamento se torna um elemento decisivo, pois faz com que as escolhas sejam definidas por um sentimento de confiança e não de temor diante daquilo que é desconhecido. Na região amazônica, diante da grande diversidade cultural, esse acompanhamento se torna ainda mais necessário. Pensando nas vocações indígenas, cada vez mais numerosas, nas vocações que surgem nas comunidades ribeirinhas ou nas comunidades da periferia das cidades, a Igreja deve procurar estratégias que ajudem a definir esse chamado e orientar aos jovens diante daquilo que eles vão percebendo que Deus está querendo deles. Para muitos jovens entrar em um processo vocacional representa grandes mudanças em sua vida, sair para espaços e dinâmicas desconhecidas, que muitas vezes dificultam em grande medida que esse caminho possa tomar o rumo certo. O medo diante do desconhecido fala mais alto do que o chamado de Deus. São muitas as vocações que a Igreja perde por falta desse acompanhamento, por falta de uma presença próxima que tende a mão quando as incertezas tomam conta da vida daqueles que estão definindo seu caminho vocacional. Todos sabemos da importância de se sentir acompanhado em alguns momentos da nossa vida, sobretudo quando a gente ainda não tinha a segurança que os anos e a experiência vão nos aportando. Diante da pergunta que o jovem hoje se faz: Será que Deus está me chamando a que? ajudemos a responder e sustentar essa resposta para que essa graça possa ser cultivada e a missão da Igreja possa se enriquecer com novos operários e operárias. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Pastorais, movimentos e organismos do Regional Norte1 avaliam a Caminhada e programam 2023

Representantes das pastorais, organismos e movimentos do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB-Norte1), se encontraram na sede do Regional na tarde do dia 22 de novembro para avaliar a Caminhada do ano 2022 e programar os passos a serem dados em 2023. O encontro foi oportunidade para partilhar os avanços e desafios vivenciados pelas pastorais, organismos e movimentos ao longo do presente ano, um tempo ainda marcado pela pandemia e a retomada das atividades presenciais, tanto em nível nacional como regional. Os coordenadores e coordenadoras relataram que na maioria dos casos puderam se fazer presentes em boa parte das dioceses e prelazias, buscando reconduzir a caminhada, que foi atingida pelas restrições vividas no tempo da pandemia. Em relação com o Calendário para 2023, a Ir. Rose Bertoldo, Secretária Executiva do Regional Norte1 da CNBB, que agradeceu a participação de todos e todas nas atividades realizadas durante o ano de 2022, destacou a importância de colocar as atividades de cada pastoral, movimento e organismo no calendário do Regional, em vista de uma melhor articulação em nível regional, buscando que a caminhada comum do Regional seja fortalecida. Ainda em 2022, de 2 a 4 de dezembro acontecerá na Maromba de Manaus a formação para a Campanha da Fraternidade 2023, que tem por tema “Fraternidade e Fome”, e como lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). Do encontro participarão representantes das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1 e das pastorais, movimentos e organismos e será assessorado pelo padre Patriky Samuel Batista, subsecretário adjunto geral da CNBB Nacional. Finalmente, foram marcados encontros da coordenação do Regional Norte1 para 2023, que serão realizadas nos dias 30 de março, 24 de agosto e 30 de novembro. O encontro finalizou com um momento de confraternização. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Walmor: “Abrace com coragem a sua vocação na vida da Igreja, sabendo escutar e acolher o chamado de Deus”

A Igreja do Brasil iniciou no último domingo 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, o Terceiro Ano Vocacional. Por ocasião deste Ano, Dom Walmor Oliveira de Azevedo fez um chamado à Igreja do Brasil: “Acolha o chamado de Deus”. Segundo o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “eis a convocação que ressoa mais forte na vivência do Ano Vocacional, vivido pela Igreja a partir do tema ‘Vocação, Graça e Missão’”. O Arcebispo de Belo Horizonte lembro que “Deus chama-nos pelo nome, confia a cada um de nós uma bonita tarefa na missão de edificar uma sociedade mais justa, fraterna e solidária à luz do Evangelho”. Daí, Dom Walmor fez ver que “precisamos, pois, buscar ouvir o que Deus tem a nos dizer, a partir da oração e também do serviço às nossas comunidades”. O Presidente do Episcopado Brasileiro enfatizou que “somos todos Igreja Povo de Deus, cada um é protagonista muito importante na nossa peregrinação deste mundo”. Nesse sentido, o arcebispo disse que “reconhecer o próprio protagonismo na missão é assumir o compromisso de ser sempre e cada vez mais, servidor e servidora, anunciando incansavelmente o Evangelho em toda circunstância e em todo lugar”. Em relação ao lema que inspira este Terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil: “Corações ardentes, pés a caminho”, o Presidente da CNBB insistiu que ele “possa reverberar nas nossas comunidades”. Segundo o Arcebispo de Belo Horizonte, “os autênticos discípulos de Jesus deixam se conduzir pelo fogo do Espírito Santo de Deus. Iluminados pela graça divina, colocam-se a caminho, no serviço ao próximo, que é irmão e irmã”. Finalmente, Dom Walmor Oliveira de Azevedo fez um chamado ao povo católico no Brasil em relação ao Terceiro Ano Vocacional, que vai acompanhar a vida da Igreja do Brasil até 26 de novembro de 2023: “Abrace com coragem a sua vocação na vida da Igreja, sabendo escutar e acolher o chamado de Deus”.

Diocese de Roraima comemora 50 anos da Catedral, construída “para que Deus pudesse ser visibilizado no meio de nós”

Uma celebração para fazer memória de 50 nos de história, aconteceu na noite deste domingo 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, na Catedral de Boa Vista, sede da Diocese de Roraima. Em 20 de janeiro de 1967, Dom Servílio Conti colocou a pedra fundamental de uma Catedral inaugurada na Festa de Cristo Rei, em 26 de novembro de 1972, “uma data a ser gravada em letras de ouro na história religiosa do território”, em palavras do Bispo naquela data. O Jubileu de Ouro foi oportunidade para lembrar os benfeitores e benfeitoras que ajudaram a construir o templo, uma celebração de louvor à Trindade Santa, na “Casa Mãe da Igreja que deseja continuar a obra de Jesus por intermédio de cada um de nós”, uma Igreja Catedral que é lugar de acolhida, segundo foi lembrado no início da Eucaristia presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Um Templo que, segundo o Padre Lúcio Nicoletto, “é sinal de um povo que canta a sua fé, continuando a sua caminhada nesse recanto da Amazônia”. Um povo que olha para Jesus para perceber que “Ele é a razão do nosso viver, que Ele que alimenta a Igreja, conduz a Igreja com a força do Espírito que Ele nos enviou”, segundo disse Dom Leonardo no início da sua homilia. O Cardeal da Amazônia comentou as leituras da Liturgia da Solenidade de Cristo Rei, destacando a importância da unção de Davi, a quem os anciãos de Israel lhe confiam a condução do povo, o cuidado, pastoreio e alimentar a fé do povo. Um Jesus que é colocado no centro, segundo lembra a Carta aos Colossenses, “mostrando um novo reinado e uma nova visibilidade de um novo povo de Deus que somos nós”, segundo o Arcebispo de Manaus, que insistiu em que é “Jesus que nos faz ser povo porque nos tornamos carne da sua carne, ossos dos seus ossos, sangue do seu sangue, ou melhor, Deus se fez nossa carne, Deus se fez os nossos ossos, Deus se fez o nosso sangue, Deus se fez nossa palavra, Deus se fez nosso respiro, Deus se tornou visível aos nossos olhos. É verdade, um novo reinado”. Diante de Jesus na Cruz, mesmo diante da gozação daqueles que estavam perto pedindo se salvasse a si mesmo, Dom Leonardo destacou que “Ele não quis salvar-se a si mesmo, Ele quis salvar a todos nós”. Uma Cruz que é lugar de esperança, de salvação, que se faz realidade na palavra de Jesus: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Uma Cruz que faz entrar no novo Reino, segundo o Cardeal, “o Reino do amor, o Reino do perdão, o Reino da reconciliação, o Reino da Fraternidade, o Reino do consolo, o Reino da samaritaneidade, o Reino onde todos realmente agora podemos dizer: somos irmãos e irmãs”. Um Rei que tem a ver com o cuidado de Deus, com a proximidade de Deus, algo experimentado pelas comunidades na caridade, na samaritaneidade, lembrou Dom Leonardo, que se referiu aos “irmãos, irmãs migrantes, doentes, pobres, experimentando a traves da nossa presença, a presença, a proximidade, o cuidado de Jesus”. Um povo do amor, que anuncia a fraternidade, disse o Cardeal, que se referiu ao tempo atual como um tempo “de tanta agressão, de tanta violência”, onde “nós discípulos, discípulas de Jesus, deveríamos ser sempre uma palavra de paz, de reconciliação, de fraternidade, não de agressão”, insistindo em que mesmo pensando diferente, votando em quem cada um pensar, “não podemos perder a irmandade”, a disposição para amar. Se referindo à Catedral, Dom Leonardo afirmo que ela “diz, fala da nossa Igreja, do que nós somos”, construída “para que Deus pudesse ser visibilizado no meio de nós”, uma construção que “de repente se torna o espaço da fé, o encontro com Deus”. Ele pediu “que esta Igreja se torne visível nos nossos gestos”, convidando a que “nós possamos ser o Pão Vivo (presente na Catedral), nos nossos gestos”, no acolhimento, algo assumido pela Igreja de Roraima, uma Igreja que soube acolher milhares de migrantes, mediante o esforço e abertura das comunidades, que não duvidou em definir como “sinal da presença de Deus”, definindo esses gestos como “a Catedral que nós erguemos para os outros”. Uma Catedral que, em palavras de Dom Leonardo, “nos inspira a sermos essa casa do acolhimento”, chamando às comunidades a se sentir sempre unidas entre si, sendo a Catedral sinal de comunhão, de unidade de todas as comunidades, como parte de uma mesma Igreja. O Cardeal destacou a importância da pertença a uma Igreja, agradecendo a Deus por todas as pessoas que ajudaram a construir, a cuidar e dela transmitiram a fé. Uma Catedral que tem como motivo a evangelização, ressaltou o Padre Lúcio Nicoletto, “que abrange todos os povos, cada um com a própria história, com a própria identidade, de maneira preferencial os povos indígenas”. Eles entregaram a Dom Leonardo, no final da celebração, uns símbolos que representam seus direitos que estão sendo violados, pedindo justiça e que seus direitos sejam respeitados. O Metropolita pediu no final da celebração rezar para a chegada do novo bispo para a Diocese de Roraima, insistindo, como tinha feito na homilia na disponibilidade para acolher por parte das comunidades da Diocese, algo que ele definiu como ser Igreja, animando a seguir o espírito dos primeiros missionários chegados na Diocese, e insistindo na necessidade de que todo batizado seja um missionário, uma missionária. Lembrando o início do Terceiro Ano Vocacional, Dom Leonardo chamou a rezar pelas vocações, destacando a grande necessidade de missionários, leigos, vida religiosa e clero, na Amazônia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Jesus é o rei, pois reina, supera a divisão, a maldade”

“Um rei crucificado, um rei que salva; inaugura um novo reino”. Assim nos apresenta o Rei do Universo o Evangelho de Lucas, segundo Dom Leonardo Steiner. Ele começou sua homilia da Solenidade de Cristo Rei lembrando a figura do Rei Davi, aquele que “seu reino tornou-se símbolo do reino de paz, de justiça, de liberdade que um dia Deus teria instaurado na terra”. O Cardeal Arcebispo de Manaus lembrou que “o rei era quem dirigia o povo, defendia, organizava, cuidava da justiça, da equidade, fomentava a fé”. Na figura de Davi e de Jesus, “podemos dizer que formamos com Ele uma só realidade, pertencemos a um reino”, algo que aparece no Livro de Samuel e que o Cardeal remite à figura de Jesus: “Nós nos consideramos os teus ossos e a tua carne”. Na passagem, recolhida na primeira leitura, citando ao Papa Bento, “percebemos o sentido da relação entre o rei e seu povo: uma relação íntima e profunda com Jesus nosso Rei e Senhor. Esse senhor e rei que concede sentido e dignidade inigualável”. Jesus, o rei, é colocado por Paulo como “o centro da história, o fundamento de tudo o que existe”. Daí Dom Leonardo afirma “como é extraordinário olharmos para Jesus e nele vermos a razão do existir de todo o universo, que nele se realizam todos os desejos amorosos do Pai e do Espírito Santo, que nele tudo tem sentido: a vida e morte. Por isso, o celebramos hoje como rei”. Em palavras do Cardeal Steiner, “ele é o rei, pois reina, supera a divisão, a maldade. O que nos impressiona é que esse rei que a tudo dá sentido e tudo deixa ser, é o Crucificado segundo o Evangelho. Cristo não aparece sentado num trono de ouro, mas pregado numa cruz, com uma coroa de espinhos, com uma inscrição sobre a cabeça: ‘Jesus Nazareno, rei dos Judeus’. Rodeado de dois homens condenado à morte por serem ladrões, rodeado de pessoas que o insultam, de soldados que o escarnecem”. “Nada que possa identificar com poder, com autoridade, com realeza terrena”, insistiu Dom Leonardo. Um Jesus que é “da cruz, é o Reino do serviço, do amor, da entrega, do dom da vida; o reino da reconciliação e da paz. Um reino de salvação. Participamos da sua realeza crucificada”. Mesmo diante daqueles que falam para Jesus da salvação com ironia, “Jesus não salva a si mesmo, morre crucificado, para salvar a todos. E na dor, no sofrimento, na passagem da morte, salva toda a humanidade, nele somos salvos e libertos”. O Arcebispo de Manaus refletiu sobre os dois condenados que rodeiam Jesus na Cruz, sobre a salvação que promete àquele que reconhece o seu reinado. Segundo Dom Leonardo, “a cruz é o Trono, em que se manifesta plenamente a salvação, a realeza de Jesus. Na cruz acontece a reconciliação, o perdão e a vida plena para todos. A Cruz é a expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. O reinado de Cristo é o do amor e, por isso da esperança”. A missão “de discípulos missionários, de discípulas missionárias é continuar o anúncio do Reino de Deus e convocar a todos homens e todas as mulheres para construir aqui na terra, o Reino da benevolência, do consolo, da misericórdia, do acolhimento, da bondade, da fraternidade universal”. Um Cristo Rei, que em palavras do Papa Francisco é “centro e centralidade de nossa fé. Sinal e destinação de nossa vida cristã”. Dom Leonardo lembrou que nesta data a Igreja no Brasil celebra o dia do leigo. “Mulheres e homens que pelo batismo participam do Reino que concede a realeza da filiação divina. Leigos que ensinam a verdade da oração do Pai Nosso: pedir que seu reino venha, que todos possam participar da vida do Reino em plenitude”. Um reino de irmãos e irmãs, da paz, da esperança, segundo o cardeal. Daí, ele vê o laicato como “filhas e filhos de Deus que não se cansam de anunciar a verdade da dignidade de cada pessoa, o direito dos pobres, a exercer a samaritanidade com os descartados e abandonados ao longo do caminho da convivência de uma sociedade que exclui”. Dom Leonardo chamou o laicato “a oferecer sempre e por toda a parte a salvação nascida na cruz”, do Calvário que citando o Papa Francisco, é lugar de desatino e injustiça, onde impotência e incompreensão aparecem acompanhadas pela murmuração bisbilhotada e cínica dos zombadores de turno perante a morte do inocente, transforma-se, graças à atitude do bom ladrão, numa palavra de esperança para toda a humanidade”. Por isso, “a missão dos leigos e leigas, através das pastorais, ministérios, formação, despertam para a esperança da verdade salvífica do Reino! Assim, são ‘Testemunhas de Jesus libertador no compromisso com a vida’”. Em relação ao Terceiro Ano Vocacional, que se inicia neste dia no Brasil, após recordar o tema e o lema, mostrou o desejo de que “o Ano Vocacional desperte a todos para o anúncio do Reino e nos ajude a proclamar que Jesus é a razão do nosso viver e a possibilidade da transformação das estruturas sociais, pois anúncio do amor. Nossa vocação é graça, é uma missão!”, chamando a que “participemos do Reino da verdade e da graça, da justiça do amor e da paz. Esse é o Reino que pedimos, imploramos, buscamos. Nele nos sentimos todos irmãos e irmãs, pois é nele que somos um com Jesus”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Diocese de Roraima realiza sua Pré-Assembleia, momento para “avançar no processo da evangelização”

A Diocese de Roraima está realizando neste final de semana, de 18 a 20 de novembro de 2022, a Pré-Assembleia Sinodal Diocesana. O encontro conta com a participação de coordenadores de comunidades, pastorais, movimentos e serviços da Diocese. Uma Pré-Assembleia que segundo Albanira Cordeiro, representante da Pastoral da Pessoa Idosa vê o encontro como uma forma de crescimento humano e espiritual para cada liderança presente. Em relação com o encontro, o Padre Vanthuy Neto, destaca que a cada assembleia, o coração da Igreja se desperta, principalmente daqueles que participam do encontro. Segundo ele, “a expectativa de sempre avançar no processo da evangelização. No fundo a assembleia e o Cristo nos empurram para ir e lançar as redes em águas mais profundas. Descobri que juntos somos iluminados pelo Espírito Santo”. Os participantes da Pré-Assembleia da Diocese de Roraima refletiram sobre a atual conjuntura, com a assessoria de Marcelo Seráfico. O professor Doutor em Sociologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), acredita ter sido uma oportunidade de estabelecer uma conexão entre o momento político, econômico e social do país do passado com a atualidade. “Primeiro com processos que vêm se desenrolando há décadas e, em segundo lugar, pra gente começar a fabular alternativas para construção de um país que seja justo, igualitário e livre”, insistiu o sociólogo. O professor destacou a importância da Igreja Católica e dos coordenadores de movimentos, pastorais e comunidades, saberem dessa conjuntura. Marcelo Seráfico ressaltou o fato de ser fundamental “para a Igreja e para todos os segmentos da sociedade organizados, ou que pretendem se organizar, situar as concepções sobre a realidade pautadas por essa perspectiva histórica e vinculada também ao jogo das forças políticas”. As palavras do professor da Universidade Federal do Amazonas motivaram a discussão em grupos para refletir sobre a relação entre a conjuntura atual do Brasil, a experiência de vida atual e quais os grupos e camadas sociais comprometidos com a democratização da sociedade e do Estado, no Brasil, como também, saber sobre estes grupos que resistem à essa democratização. No final da Pré-Assembleia, a Diocese de Roraima celebrará o Jubileu de Ouro da Catedral Cristo Redentor, agradecendo pelos 50 anos da construção do templo. A celebração será presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus, e será transmitida pela Rádio Monte Roraima e pelo YouTube da Diocese de Roraima. Com informações e fotos da Rádio Monte Roraima