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Autor: Emmanuel Grieco

Assembleia Regional das CEBs encerra com eleição de nova coordenação

Com o tema “CEBs: reconhecendo sua história e propondo outros horizontes” 44 representantes das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizaram a Assembleia Regional das CEBs, entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2026, na Igreja São Jorge, em Manaus. A assembleia teve caráter formativo e eletivo de avaliação da caminhada das CEBs no regional e de reflexão sobre novos horizontes para sua missão evangelizadora e social. O encontro reuniu membros da Arquidiocese de Manaus, das dioceses de Alto Solimões, Borba, Parintins, Roraima e São Gabriel da Cachoeira, além das prelazias de Itacoatiara e Tefé. No sábado (17), Pe. Paolo Cugini, sistematizou uma análise de conjuntura dividida em 4 partes: 1. Reconhecer a história; 2. Características identitárias das CEBs; 3. Análise Crítica da comunidade e das CEBs; e 4. Propondo novos horizontes – conjuntura eclesial, desenvolvimento e tradição. Nova coordenação Durante o encontro, o grupo refletiu cada uma das realidades pelo exercício da memória do caminho percorrido. As intervenções partiram do cenário local de cada Igreja para o contexto Regional. Pautados pela Esperança, destacaram as conquistas alcançadas e indicaram caminhos para aprofundar a espiritualidade, a profecia, a sustentabilidade, o compromisso com os vulneráveis e cuidado com a Casa Comum à luz da Palavra de Deus. No domingo (19), foram apresentados os informes sobre a Ampliada Nacional e o 16° Intereclesial das CEBs. Na eleição, a nova equipe de coordenação assume a condução das CEBs do Regional Norte 1 com a seguinte composição: Darlene de Oliveira, da Prelazia de Itacoatiara; Magleide Roque e Maria Antônia de Oliveira, da Diocese de Roraima; Maria Eliani Pereira, da Diocese de Borba, e Suelen Cley da Silva, da Arquidiocese de Manaus. Além das articuladoras na Ampliada Nacional, Adriana Chirone, da Diocese de Roraima e Zélia Guimarães, da Arquidiocese de Manaus e a assessora regional, Irmã Paulina Lagos, da Congregação Irmãs da Sagrada Família de Spoleto.

Em Teresina, Cardeal Steiner participa de encontro com Ministro Wellington Dias sobre iniciativas de impacto social

Na manhã deste sábado, 17 de janeiro de 2026, em Teresina (PI), o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e Presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1), participou de um breve encontro com o Ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e Dom Juarez Marques, arcebispo de Teresina. Na ocasião, o ministro apresentou algumas propostas de investimento para favorecer populações de baixa renda nas áreas de segurança alimentar e apoio a iniciativas de microempreendedores nos setores de produção e serviços. Ele solicitou o apoio da Igreja Católica às iniciativas, considerando a capilaridade da instituição por meio de seus organismos. Wellington Dias destacou que a parceria estratégica colabora com a eficiência dos resultados devido a credibilidade da Igreja com a população. Embora as propostas tenham espaço na região Nordeste, onde já existe articulação de várias cooperativas, o ministro esclareceu que seguem um princípio válido para outras regiões do país. Além disso, a perspectiva apresentada também leva em conta iniciativas de serviços para o espaço urbano.

Seminaristas do Regional Norte 1 participam da 2ª Experiência Vocacional- Missionária Nacional de Seminaristas

Quatro seminaristas do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1), estão na 2ª Experiência Vocacional- Missionária Nacional de Seminaristas. O evento com cerca de 200 seminaristas acontece entre os dias 12 a 24 de janeiro de 2026, em Palmas, Tocantins. Promovido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), por meio da Comissão Missionária de Seminaristas (COMISE Brasil), o tema escolhido foi “Vocação e Missão: firmes na fé, ardentes na esperança” e lema “Alarga o espaço da tua tenda” (Is 54,2).  Nos três primeiros dias, os participantes estiveram em Palmas para atividades de formação e preparação missionária. Após esse período, foram enviados em missão em diversas cidades do interior do Tocantins, além de cidades do Pará e do Mato Grosso, fortalecendo a presença da Igreja nas comunidades. A iniciativa buscar aprofundar a formação presbiteral, integrando a dimensão missionária com a “Igreja em saída”, por meio da escuta, do anúncio e do encontro com o as pessoas. Uma oportunidade de aprofundamento, troca de experiências e fortalecimento da vocação através do serviço missionário concreto. O COMISE Labontè enviou os seminaristas Adrian Francescoli, da Diocese de Parintins; Geovane Batista, Fernando Levati e Arlison Lima (Malaquias) da Arquidiocese de Manaus. Novos horizontes Por telefone, Arlison Lima comentou sobre as expectativas para experiência missionária. Em suas palavras, “a primeira que eu tenho é justamente o encontro, né? O encontro com uma nova realidade, com um novo modo de evangelização, porque essa é a saída do missionário, né? Se sair de nós mesmos, sair daquilo, das dependências que nós temos, né? E aí é o encontro do novo”. O seminarista foi enviado para a Prelazia de São Félix do Araguaia e deseja compreender como o processo de Evangelização acontece no Regional Norte 3. “Tem uma expectativa também da acolhida, né? De como é vivenciar esse amor de Cristo. Sabemos que todos nós somos igreja e para onde for, sempre ali teria um sinal, um traço da igreja. Então, desde já, está uma expectativa na nossa acolhida de como seremos enviados para a missão”, disse Arlison. Embora estejam na região amazônica, os seminaristas acreditam que será uma experiência com muitas novidades. “A cultura, o clima, a vegetação, vai ser muitas coisas diferentes”, explicou Arlison. Vivenciar essa outra realidade presente na Amazônia os coloca diante de novas perspectivas, mas sempre permeada pelo amor trinitário que conduz a missão, como ele reconheceu ao dizer que “o que a gente vai encontrar com toda certeza, vai ser o amor, o amor de Deus em meio a eles”. Uma boa acolhida O seminarista também comentou que os três dias de formação foram fundamentais para compreender o modo de evangelização do regional Norte 3. Aprofundando aspectos significativos de um missionário para compreender a “missão como um todo”. Além disso, Arlison destacou que acolhida na cidade-sede do evento foi muito significativa. “Desde o início a gente já foi colocado nas casas, os moradores da Arquidiocese de Palmas, e eles foram muito atenciosos conosco. Sem contar nos encontros, nos preparativos, em todas as coisas, sempre tem esse ar de acolhida muito forte e isso nos faz lembrar a importância de uma boa acolhida, de botar realmente o amor de Jesus Cristo em tudo que a gente faz. Eu valorizo muito esse aspecto formativo na missão nacional dos seminaristas”, finalizou o seminarista. Fotos: Assessoria de comunicação Regional Norte 3 e COMISE Brasil

Seminaristas da Diocese de Parintins realizam experiência missionária

Os seminaristas da Diocese de Parintins realizaram quase duas semanas de experiência missionária nas paróquias da Diocese. De 5 a 10 de janeiro estiveram na Paróquia São Sebastião, na comunidade do Maranhão, no Aicurapá; e de 12 a 15 de janeiro, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na comunidade de Santo Antônio do Tracajá. Pe. Marcos Aurélio, reitor do Seminário Propedêutico padre Francisco Dinelly, comentou, em vídeo divulgado pelas redes sociais, que os seminaristas envolvidos nas atividades missionárias tiveram a oportunidade de fazer visitas de “casa em casa”. As visitas permitem que os jovens seminaristas escutem “os desafios, as histórias, os dilemas” vivenciados pelos moradores. Além disso, ele explicou que é uma possibilidade de abençoar as casas onde se encontram “doentes cujas doenças colocam a vida da pessoa em risco e de maneira que nós ministramos o sacramento da unção dos enfermos”. “Essa é uma experiência muito gratificante, tanto para eles que nos acolhem, mas principalmente para nós e para os rapazes, porque isso é fundamental para esse processo de discernimento que eles estão fazendo, rumo às ordens sacras, ao ministério ordenado, seja como diácono, seja como padre. A gente só tem a agradecer a Deus por isso”, disse o reitor. A semana missionária também acolheu o seminarista da Diocese de Crato, Lucas Iarley, natural de Juazeiro do Norte, Ceará. Pe. Marcos Aurélio esclareceu que a iniciativa de conhecer a realidade amazônica partiu do próprio candidato, que está finalizando a etapa formativa da Configuração, período de estudos teológicos. Em vídeo, Lucas Iarley destacou a alegria de participar da experiência missionária como espaço de aprendizado e amadurecimento vocacional e espiritual. “Estou aqui na Igreja Amazônica, na Diocese de Parintins, para fazer uma experiência missionária, conhecer a realidade aqui da igreja, conhecer os ribeirinhos, as comunidades indígenas, toda a diocese, para que no futuro, com a graça de Deus, exercer um ministério na Igreja Amazônica como padre missionário no projeto Fidei Donum”. Fotos e informações: Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Parintins

Diocese de Coari realiza Animação Missionária no Município de Caapiranga – AM

Entre os dias 06 e 11 de janeiro de 2026, a Diocese de Coari realizou a Animação Missionária no município de Caapiranga, Amazonas. A atividade, coordenada pelo Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), contou com a participação de Pe. Raimundo Gordiano, Marinilton Martins e Jucimara Corrêa, membros do conselho. A equipe visitou 38 casas de moradores da região, com especial atenção aos doentes e idosos, realizando momentos de oração e bênção. Essa ação busca aprofundar a articulação missionária e envolver mais paroquianos nas atividades missionárias.  O conselho comunicou a proposta de retorno em 2027 e a possibilidade de novas animações missionárias em outras paróquias. Segunda Jucimara Corrêa “O momento foi marcado pela simplicidade, no encontro e na confiança de que Deus caminha com seus missionários”. Informações e fotos: Jucimara Corrêa

X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2026: um sopro de unidade

De 06 a 10 de janeiro de 2026, a comitiva do Regional Norte 1 composta por Marcelo Pereira, da Prelazia de Tefé, Coordenador Nacional da PJ pelo Norte 1; Filipe Fialho, da Arquidiocese de Manaus, Coordenador Nacional em transição pelo Norte 1; Giovani Sampaio, delegado pela Arquidiocese de Manaus e Jonatas Vicente, representante da Comissão Nacional de Assessores pelo Norte 1 participou da X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude. Participaram jovens lideranças de todo o Brasil em Miracema/TO, no Regional Norte 3. Com o tema “Ser PJ Hoje: Nosso Ser e Fazer”, o encontro propõe um tempo de escuta, comunhão fraterna e discernimento sobre a identidade, a missão e o compromisso da PJ com as juventudes presentes nos grupos de jovens espalhados pelo país. A Ampliada marca um momento significativo de unidade, partilha de sonhos e construção coletiva de caminhos para um novo tempo da Pastoral da Juventude no Brasil. Compromisso com a Juventude Marcelo Pereira, coordenador nacional da PJ, explicou que o tema escolhido expressa um tempo de discernimento e reafirmação da identidade da PJ pautado de sentido, coerência e compromisso histórico. Em suas palavras “ajuda a olhar para quem somos enquanto pastoral de juventude e, ao mesmo tempo, para ver como estamos atuando concretamente na realidade”. Para ele, o Brasil, em especial o Regional Norte 1, são marcados por desigualdades sociais, desafios socioambientais, violência, precarização da vida e da juventude, mas também “por muita resistência à organização comunitária e fé encarnada”. “E falar de ser PJ hoje é reafirmar nosso compromisso com uma juventude protagonista, organizada, crítica e comprometida com a vida, especialmente das juventudes mais empobrecidas. Já o nosso fazer, ele nos provoca a avaliar se nossas práticas, formações e presença nas comunidades estão, de fato, dialogando com a realidade amazônica, ribeirinha, urbana e também periférica”, disse Marcelo. Desafios e esperanças A Ampliada abordou desafios e esperanças da pastoral, segundo o coordenador, “um dos desafios mais fortes é cuidar das bases, fortalecer os grupos de jovens, formar novas lideranças e garantir acompanhamento”. Ele também ressaltou o desafio de manter a PJ viva “num tempo em que muitos jovens estão desanimados, sobrecarregados e até distantes da vida comunitária”. Além disso, há a necessidade de atualizar linguagens e formas de atuação, sem perder o olhar para os “jovens mais empobrecidos. “A esperança está na juventude e continua se organizando. Está nos grupos que resistem e seguem firmes. E está também no caminho que a ampliada propõe. Olhar com verdade as luzes e sombras, ouvir as diretrizes e construir também propostas concretas de ação” explicou o coordenador. O impacto no chão das bases As decisões e reflexões vivenciadas no encontro nacional são compartilhadas em forma de orientações práticas “para o chão da base”. Elas se desdobram em formação, prioridades, articulação e acompanhamento, Marcelo Pereira exemplificou que a discussão de diretrizes que ajudam a ser PJ na atualidade “fortalece diretamente o planejamento dos grupos nas dioceses e paróquias” e assim a base recebe “esse sopro de unidade”. “Ela percebe que não está sozinha, que faz parte de uma caminhada maior, uma caminhada nacional. E no Norte 1, isso é ainda mais importante, porque nossas realidades são muito diversas. Juventude urbana, ribeirinha, indígena e interiorana. Então, quando a ampliada ajuda a organizar ideias e a apontar caminhos, ela dá força para um trabalho lá na ponta, num grupo pequeno e que está tentando manter viva a esperança”, enfatizou o coordenador. Diversidade e itinerância A Ampliada em Miracema/TO fortalece a pastoral na “caminhada nacional, diversa e itinerante” explicou Marcelo. Nesse espaço é possível reconhecer a PJ a partir dos “territórios, das culturas, das experiências concretas de cada região”. Os participantes fizeram memória do último triênio de trabalho reconhecendo o que foi construído e assumindo o que precisará ser retomado com mais intensidade. “É um tempo de gratidão, mas também de responsabilidade. E dentro desse caminho, tem um sinal muito concreto dessa continuidade, que, como eu já vim citando, a escolha do novo secretário nacional, que é um serviço essencial para garantir a organização, acompanhamento e unidade no próximo triênio. E isso já aparece como parte do nosso processo que foi essa ampliada” disse Marcelo. Marcelo também comentou destacou o simbolismo do lançamento da segunda edição do subsídio “Somos Igreja Jovem”. Segundo Marcelo “é um material que reforça a nossa identidade, nossa espiritualidade e nossa missão, ajudando a PJ a continuar formando e animando os grupos de base”. Então, o Miracema representa exatamente isso, um lugar de passagem e renovação, onde a PJ se reencontra, se reorganiza e se fortalece para seguir firme, como juventude, que é a igreja e também constrói a igreja no chão da realidade. No link abaixo você pode acessar a segunda edição do Subsídio de estudo “Somos Igreja Jovem” no formato on-line. https://drive.google.com/file/d/1bJCxZDE3wGMebHJdSbWCJm_seb8MqwSE/view?fbclid=PAb21jcAPU1iRleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAadL8RJOGxby-nIY_xSAJT_vDeen_sRr03t7-M0XcdX0ligBT0Hxv3aQ05bd_A_aem_iNcqM4M6NGMX3BwEHPVszg&pli=1&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio

Diocese de Borba realiza 1° Encontro Vocacional Diocesano de 2026

A Diocese de Borba realizou o 1º Encontro Vocacional Diocesano de 2026 com a participação de 13 jovens vocacionados, de 9 a 11 de janeiro, na Forania São Marcos, município de Borba, Amazonas. O evento busca despertar e promover o discernimento da vocação sacerdotal. A temáticas apresentadas aos jovens incluíram uma visão geral da Igreja, a Espiritualidade do Padre Diocesano, as Dimensões da Formação Sacerdotal e a Dimensão Humana. O encontro foi organizado pela Coordenação de Pastoral Diocesana e Pe. Jair Alves, reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora Aparecida. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo da Diocese de Borba, ressaltou que “responder ao chamado sacerdotal significa reconhecer a profunda alegria de colocar-se a serviço do povo de Deus, tornando-se ponte entre o céu e a terra, e cuidando das fragilidades humanas por meio da Palavra, dos sacramentos e da presença fraterna”. Amor e doação à Igreja Local A Diocese de Borba tem desenvolvido ações voltadas ao discernimento e ao chamado vocacional, promovendo entre os jovens o amor pela Evangelização e o desejo de servir à Igreja por meio da vocação sacerdotal. Nesse sentido, o Pe. Ângelo Prestes, novo sacerdote da Diocese, destacou que “o chamado ao serviço sacerdotal no contexto diocesano representa uma expressão profunda de amor e doação ao povo da Igreja local, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que entrega a vida por suas ovelhas”. Para Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, “discernir implica questionar: Onde posso amar mais? Onde minha vida encontra sentido pleno?”.Dessa forma, o discernimento vocacional configura-se como um caminho de maturidade que ultrapassa aspirações pesssoais, fundamentado no processo contínuo de oração, acompanhamento e escuta. O encontro vocacional encerrou com a procissão de abertura dos festejos em honra a São Sebastião, padroeiro da comunidade, seguida da Celebração Eucarística, presidida por dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, na Basílica de Santo Antônio de Borba. Informações e fotos: Francelina Souza – Coordenação diocesana da Pastoral da Comunicação

Cardeal Steiner: Batismo de Jesus inaugura uma humanidade nova

Na Festa do Batismo do Senhor o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus, iniciou sua homilia recordando que “a liturgia deste domingo evoca o momento em que Jesus, ungido pelo Espírito Santo é apresentado aos homens como ‘Filho Amado’ de Deus. Abraçou a missão que o Pai lhe entregou: fazer nascer uma humanidade nova, um novo Reino. Recorda o batismo, quando fomos recebidos pela Trindade”. A celebração aconteceu neste domingo, 11 de janeiro, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30. O cardeal explicou que com a Festa do Batismo de Jesus concluímos o tempo litúrgico do Natal. “Viemos do Natal e hoje encontramos Jesus adulto pedindo que João o batize, iniciando o seu ministério. Tudo acontece nas margens do Rio Jordão”. Fonte de vida “O rio Jordão tem um significado todo especial para o dar-se da salvação: foi através do Jordão que os hebreus, conduzidos por Josué entraram na Terra Prometida (cf. Js 3-4). No tempo do profeta Eliseu, o general sírio Naamã viu-se curado da lepra ao mergulhar nas águas do Jordão (cf. 2Rs 5,10-14). O local do batismo era, provavelmente a passagem para os peregrinos que vinham da Galileia para Jerusalém”, sublinhou o Arcebispo de Manaus. Segundo cardeal “As águas Jordão são fonte de vida. A imersão nas águas do rio tinha um significado de ruptura com a vida passada e o ressurgir para uma vida nova, um novo nascimento, um novo começo. O batismo proposto por João, era, provavelmente um rito de iniciação à comunidade messiânica: quem aceitava este ‘batismo’, renunciava ao pecado, buscava vida nova e passava a integrar a comunidade que esperava o Messias”. Ele explicou que “Jesus, que vivia na aldeia de Nazaré, na Galileia, procurou João nas margens do rio Jordão e escutou o seu apelo à conversão”. Citando o texto onde “João, ao ver Jesus entre as pessoas que vêm para ser batizadas, reage com espanto: ‘Eu é que preciso de ser batizado por Ti, e Tu vens ter comigo?’, destacou que “João, certamente tinha diante de si que o enviado de Deus ia ‘batizar no Espírito Santo e no fogo’ (Mt 3,11)”.  acrescentou que “a resposta de Jesus é quase incompreensível: ‘Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça’”, explicando que a “‘justiça’ se refere ao plano amoroso e salvador de Deus, para com toda humanidade”. Uma nova humanidade Segundo o presidente do Regional Norte 1 (CNBB Norte 1, citando novamente as palavras do Evangelho: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”, o Filho amado “é do meu agrado, me agrada, me é agradável”. De maneira que “ao entrar nas águas e receber o batismo de penitência, caminho de vida nova, Jesus indica a finitude humana como possibilidade de transformação no Espírito”. Nesse sentido, “afirma disposição de percorrer com os homens o caminho que leva à vida nova e plena”. “Quem é esse que no batismo indica o caminho da vida nova a ser percorrido? A ‘abertura do céu’ a revelar que Deus desceu ao encontro do seu Povo, tornou-se presença humanada. A descida do Espírito, como uma pomba, sobre Jesus é o sopro de vida de Deus que cria, que renova, que transforma, que cura os vivos e vivifica os mortos. O Espírito de Deus que na criação pairava sobre a superfície das águas (cf. Gn 1,2). Na força do Espírito, Jesus é anúncio, anuncia o encontro de Deus com os homens para o nascer uma nova humanidade. E a voz vinda do céu: ‘Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado’, a apresentar o Filho amado no qual todos são os amados e as amadas de Deus”, explicou o cardeal. Nas palavras do arcebispo “Jesus é o eleito de Deus, o Filho no qual o Pai ‘pôs toda a sua complacência’, Aquele que Deus enviou ao encontro dos homens para recriar a humanidade e para lhe oferecer a salvação”. Ele explicou que “do Filho amado de Deus, nasceu a nova humanidade, o Reino de Deus. A missão de Jesus se manifestará na obediência ao Pai; na suavidade, na simplicidade, na humildade, no agrado pelos homens, pois ‘não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não quebra uma cana rachada, nem apaga um pavio que ainda fumega, promoverá o julgamento para obter a verdade’ (cf. Is 42,2-3)”. A Missão dada pelo Pai “Batizado no Espírito, ungido com a força de Deus, Jesus anunciar o Reino de Deus. O cuidado do Pai para com seus filhos e filhas que peregrinam na história, o imenso amor que Ele nos dedica, a vontade que Ele tem de levar-nos ao encontro da vida verdadeira… Apesar das nossas fragilidades, apesar da nossa autossuficiência, apesar da nossa ingratidão e da nossa pouca sensibilidade, Deus continua a chamar-nos, a falar conosco, a vir ao nosso encontro, a acompanhar-nos no caminho, a oferecer-nos o seu amor, participar de sua familiaridade”, refletiu o cardeal. Ele reforçou que “Batizado no Jordão, ungido pelo Espírito, Jesus abraçou, sem reticências, a missão que o Pai lhe confiava: anunciar e visibilizar o Reino de Deus”. E nós ao sermos batizados em Cristo e pertencermos à comunidade dos filhos e filhas de Deus, “recebemos o mesmo Espírito e ouvimos a mesma voz, participamos da vida e missão de Jesus”. O arcebispo enfatizou aos presentes que no dia do nosso batismo “recebemos a missão de seguidores e seguidoras de Jesus, de discípulos missionários, para edificar um mundo mais fraterno e mais humano”, pedindo que busquemos “renovar o nosso compromisso batismal a cada dia, com nossas fraquezas e fragilidades”, pois recebemos a graça de seguir Jesus em todos os momentos de nossa vida e ser a sua presença para curar as feridas e chagas no corpo e no espírito de nossas irmãos e irmãs”. “O amor agradável e atraente do Pai iluminou o caminho que Jesus percorria: no anuncio da vida nova, na cura dos doentes no corpo e no espírito, na aproximação dos mais necessitados libertando-os das…
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Consistório: Papa Leão XIV convida cardeais a oferecer os dons do Amor trinitário de Deus a serviço da Igreja

O Papa Leão XIV iniciou o primeiro Consistório extraordinário de seu pontificado, entre os dias 7 e 8 de janeiro de 2026, em Roma. A reunião do Colégio Cardinalício com o Papa busca ajudá-lo no governo da Igreja. Entre os quatro temas escolhidos, os 170 cardeais presentes optaram por aprofundar-se em dois: “Sínodo e sinodalidade” e “Evangelização e espírito missionário na Igreja à luz da Evangelli gaudium”. Na homilia da manhã de hoje, 08 de janeiro, o pontífice destacou que a palavra consistório pode ser interpretada como um tempo de parada as atividades e renúncia a compromissos importantes. No entanto, recordou a necessidade de “nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu Povo”. Ele explicou o momento é para compreender-se como “comunidade de fé”, e assim vivenciar e oferecer os dons de cada um inspirado pelo amor “trinitário” e “relacional” de Deus. “Nos deixamos moldar pelo Espírito: primeiro, na oração e no silêncio, mas também olhando-nos nos olhos, ouvindo-nos reciprocamente e dando voz, através da partilha, a todos aqueles que o Senhor confiou, nas mais diversas partes do mundo, aos nossos cuidados de Pastores. Um ato a ser vivido com coração humilde e generoso, na consciência de que é por graça que aqui estamos e que não há nada, do que trazemos, que não tenha sido recebido como dom e talento a não ser desperdiçado, mas a ser investido com perspicácia e coragem (cf. Mt 25, 14-30).”, disse o Papa. Dinâmica sinodal O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está no Vaticano e participa do encontro colaborando com um discernimento comum, apoio e conselhos ao Santo Padre no exercício da sua alta responsabilidade no governo da Igreja. “Vamos abordar a Evangelii Gaudium. que é uma programação que o Papa Francisco havia colocado como uma verdadeira programação do seu ministério. E nós estamos sentindo que o Papa Leão quer levar, dar continuidade a esse propósito de Papa Francisco. Ele está presente nas nossas reuniões, sempre muito disponível, tem nos dado uma palavra de encorajamento, sempre uma palavra de comunhão, uma palavra de unidade”, disse o cardeal Steiner. Foto: Pe. Luis Miguel Mondino O contexto do consistório fortalece a comunhão entre o Bispo de Roma e os Cardeais que colaboram de maneira especial pelo bem da Igreja. O desejo de comunhão foi expresso pelo pontífice no discurso de abertura do consistório. “Estou aqui para escutar. Somos um grupo muito variado, enriquecido múltiplas proveniências, culturas, tradições eclesiais e sociais, percursos formativos e acadêmicos, experiências pastorais e, naturalmente, feitios e traços pessoais. Somos chamados, em primeiro lugar, a conhecer-nos e a dialogar para podermos trabalhar juntos à serviço da Igreja. Espero que possamos crescer na comunhão para oferecer um modelo de colegialidade”, disse o Papa. A dinâmica de trabalho escolhida pelo pontífice demostra um firme passo para levar adiante a comunhão da Igreja fundamentado horizontes da sinodalidade. A metodologia sinodal estruturou os grupos de trabalho onde os cardeais puderam falar da temática e escutar o que os demais tinham a contribuir. Ao final, o Papa Leão pode ouvir o de forma detalhada apenas uma parte das sínteses, devido curto tempo disponível. Leia a Homilia do Papa Leão na íntegra no link abaixo: HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV  Basílica de São PedroQuinta-feira, 8 de janeiro de 2026 https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2026/documents/20260108-messa-concistoro.html Fotos: Reprodução de internet Vatican Media

Dom Zenildo Lima convida fiéis a viverem sob o olhar de Deus na solenidade de Santa Maria

Durante a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, convidou os fiéis a pedirem à Virgem Maria a graça de permanecerem sempre sob o olhar de Deus. “Que nos sintamos envolvidos, amados, perdoados e pacificados”, afirmou o bispo na celebração realizada na noite de 31 de dezembro de 2025, às 18h, na Catedral Metropolitana de Manaus. A liturgia da solenidade recorda que “a Mãe de Deus guarda todas essas coisas no seu coração. A Mãe de Deus guarda toda a nossa história no seu coração. A Mãe de Deus guarda a vida de cada um e de cada uma no seu coração”. E por isso os cristãos são convidados a fazer uma firme decisão pela paz conforme pede o Papa Leão XIV. O bispo explicou que a perspectiva de uma paz desarmada e desarmante envolve não se preparar para “reação ou para reagir agressivamente” e se constrói a partir dos pequenos. Deu salva O bispo iniciou sua homilia recordado a passagem do Evangelho onde passados os oito do nascimento de Jesus ele foi circuncidado recebeu o seu nome que significa Deus salva. Ele explicou aos presentes e ouvintes que a solene celebração do Natal e dos oito dias seguintes proporciona que todos participem “dessa dinâmica de salvação” que é o grande projeto de Deus. Segundo Dom Zenildo Lima, essa celebração permite a afirmação da divindade de Jesus, onde para outras experiências religiosas há um “grande líder, um grande profeta, uma grande referência”. “Nós Dele afirmamos que Ele é Deus, como o Pai, que Ele é Deus da mesma natureza, da mesma substância, diz a igreja, do Pai. Por isso, para a celebração de hoje, a gente reza a profissão de fé do símbolo de Niceia e de Constantinopla, ou afirmar categoricamente, sim, Ele é Deus como o Pai. E mais tarde se vai dizer da Virgem Maria, ela é a Mãe de Deus, a solenidade que celebramos no primeiro dia do ano”, explicou o bispo. Deus olha para nós A primeira leitura do livro de números traz a bênção de Arão, nela é experimentado o gesto de Deus de “olhar para nós”.  A atitude de Deus é uma disposição direcionada a cada homem e a cada mulher que indica a bênção como “uma experiência de disposição nossa para outra pessoa”, disse Dom Zenildo. Essa disposição ao outro é percebida nas famílias quando há insistência das crianças para que sejam escutadas, mas também para que “a gente volte o rosto, volte o olhar” para o que elas desejam comunicar. “E quando a gente volta o olhar para o pequeno, quando a gente volta o olhar para a pequena, eles experimentam não somente que estão debaixo dos nossos olhares, estão também dentro do nosso abraço, estão também participantes da nossa relação, estão debaixo do nosso cuidado, estão debaixo da nossa compaixão, estão protegidos por nós e lhes é assegurada a paz. Assim é a benção proposta no livro dos números”. O horizonte proposto pela bênção de Arão dimensiona a grandeza do olhar misericordioso de Deus que alcança a totalidade de todo o povo. E por isso não pode ser vista como uma concorrência ou privilégio, pois “é sempre uma experiência de escolha do outro”, destacou o bispo. Essa expressão da vontade de Deus de abençoar, proteger e dar paz ao Seu povo requer abandonar as experiências religiosas que diminuem sua “dinâmica e força” empobrecem seu significado. “O Senhor volta ao seu rosto. pessoa abençoada não é a pessoa bem sucedida financeiramente a pessoa abençoada não é a pessoa necessariamente que conquistou suas esperas a pessoa abençoada é aquela que entrou na relação com Deus nosso Pai uma relação com quem nos guarda, uma relação com quem se dirige a nós com compaixão, uma relação que nos garante Paz. Por isso, todo gesto de bênção, ele é solene”, afirmou Dom Zenildo Lima. Jesus é a proposta de Deus A Igreja Universal celebra a 59ª Jornada Mundial da Paz, e Dom Zenildo exortou que a bênção experimentada nas famílias nos dias do Natal precisa envolver cuidado, compaixão e assegurar a paz. E a proposta de Deus para todos é Seu Filho Jesus Cristo, que visita todo o percurso da história, contemplando a todos, sem distinção, e apresentando a grandeza de Deus manifestada na aparente fragilidade e pequenez do Menino no Presépio. Por isso, recordou o bispo, o Papa Leão tem insistido que se volte olhar para as coisas pequenas e frágeis. Para que ao contemplá-las, seja possível pensar as escolhas, modelos e interesses que devem ser assumidos por cada um no ano que se inicia. Isto envolve experimentar o cuidado e a compaixão pelos que vivem em situação de rua, migrantes, pelos jovens perseguidos e todos que interpelam “uma relação de cuidado” que lhes garanta paz. “A paz que tanto nós queremos. A paz que tanto nós almejamos. A paz que nós rezamos. Não é um horizonte que está distante de nós. Esta paz que nós vivenciamos, a experimentamos à medida em que a gente é capaz de sustentar, de assegurar, de vivenciar relações que são assim, que são marcadas por esta capacidade de cuidado, que são envolvidas nessas dinâmicas de compaixão, que asseguram, que asseguram de tal modo a vivência entre as pessoas que se garanta para todos a paz”, acrescentou o bispo. Não alimentar a inimizade Por fim, Dom Zenildo Lima desejou que todos sintam o olhar de Deus que abraça, envolve e propõem relações de compaixão que distanciam mágoas, rancores e desejos de vingança para construir relações de paz. Ele destacou o aumento da violência contra jovens e, especialmente, o número alarmante de feminicídios, apontando como inaceitável o último caso ocorrido no país. Além disso, rememorou o pedido do Cardeal Leonardo Steiner para que não nos vejamos como inimigos, visto que haverá eleições nas esferas estaduais e federais. E que os últimos processos políticos do país têm desviado o olhar do que realmente é necessário para assegurar a dignidade das pessoas.…
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