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Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Em Assembleia realizada na última segunda-feira (02), a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil reelegeu a diretoria, reconduzindo os integrantes da presidência para um novo mandato e elegendo um novo Conselho Fiscal. Permanecem na presidência: Presidente: Dom Evaristo Pascoal SpenglerVice-Presidente: Dom Pedro Brito GuimarãesSecretário: Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira À frente da presidência segue Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que já exercia a função e foi reconduzido ao cargo. A permanência expressa a confiança na caminhada construída até aqui, marcada pelo compromisso com a defesa da vida, dos povos e dos territórios amazônicos, à luz da Ecologia Integral. A Assembleia também elegeu o novo Conselho Fiscal, fortalecendo a governança e a corresponsabilidade na condução da missão da REPAM-Brasil. O novo conselho fiscal é composto por: Dom Adolfo ZonDom Irineu RomanKeila GiffoniSonia Maria Pinheiro de MatosMaria Petronila Neto A Rede segue firme em sua atuação profética e articuladora, renovando seu compromisso com a justiça socioambiental, a escuta dos territórios e o cuidado com a Casa Comum. FONTE/CRÉDITOS: REPAM-BRASIL

Dom José Albuquerque: Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado

Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado. Foi o convite de Dom José Albuquerque de Araújo, bispo da Diocese de Parintins, na celebração do 2º Domingo da Quaresma (1), na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Parintins. Ao manifestar preocupação com a escalada da guerras pelo mundo, principalmente entre Irã, Israel e Estados Unidos (EUA), ele reforçou o apelo da Igreja pela paz entre as nações. Dom José Albuquerque destacou que os conflitos armados contrariam o projeto de Deus e atingem, sobretudo, os mais vulneráveis. Ao refletir sobre o Evangelho da Transfiguração, Dom José Albuquerque lembrou que todos são filhos e filhas de Deus e irmãos e irmãs uns dos outros, independentemente de nacionalidade, cultura ou religião. Para ele, a guerra é consequência do afastamento dos valores divinos e da perda do reconhecimento da dignidade humana. “Como é que a gente pode viver tranquilo? Como é que a gente pode, sendo filhos de Deus, dizer, isso não me interessa, que se matem, que morram, o que eu tenho a ver com isso? Meus irmãos, Deus nos criou seus filhos e nos fez irmãos dos uns dos outros. […]Nós somos irmãos dos ucranianos, dos russos, dos venezuelanos, dos norte-americanos, dos israelenses, dos iranianos. Mesmo que a gente não saiba nem o que isso significa, a gente não pode estar feliz e contente”, disse. Dom José também recordou o ensinamento dos papas recentes, como Papa Francisco, ao afirmar que “nas guerras todos perdem” e que os que mais sofrem são crianças, idosos e populações empobrecidas. “Eu recordo que todos os nossos papas e os últimos, Papa Francisco, agora Papa Leão XIV, sempre nos dizem, nas guerras todos perdem. Quem mais sofre são os mais vulneráveis, crianças, idosos, os empobrecidos. Só quem ganha na guerra são aqueles que fabricam armas, que estão felizes da vida, porque enquanto existem guerras no mundo eles estão vendendo mísseis, tanques e assim por diante”, refletiu o bispo. Impactos dos conflitos O bispo chamou atenção para os impactos globais do conflito, como a alta do preço do petróleo e o aumento da inflação, consequências que atingem inclusive países distantes da zona de guerra. Ao mencionar a Terra Santa, região onde Jesus nasceu, viveu e morreu, Dom José lamentou que o território continue sendo palco de confrontos que desrespeitam direitos humanos e o mandamento bíblico “não matarás”. O bispo enfatizou que a resposta cristã diante da violência não pode ser o ódio ou a vingança, mas a oração e o compromisso cotidiano com a paz. “Todas as vezes que a gente escuta a voz de Jesus, a gente continua trilhando o caminho do bem, da paz, da justiça. […]Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado, que a força, a sabedoria, o Espírito do Ressuscitado conduzem a nossa vida, nos ajude a fazer boas escolhas e que possamos, cada um no seu lugar, fazer a diferença, ajudar o mundo a ser melhor”. Por fim, Dom José convocou os fiéis, especialmente neste tempo de Quaresma, a rezarem pela paz mundial e a transformarem a fé em atitudes concretas de diálogo, respeito e fraternidade. Por João Carlos Moraes / Alvorada Parintins

Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 celebra seus 14 anos

Na manhã do dia 03 de março de 2026, o Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, celebrou os 14 anos do Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 – COMISE Labonté. A celebração em Ação de Graças reuniu seminaristas, formadores, padres, religiosas e representantes de diversos organismos eclesiais, todos unidos em memória e gratidão pela caminhada iniciada em 2012. Em sinal de comunhão e fortalecimento da missão, participaram representantes de importantes organismos eclesiais. Dentre os quais, o COMIRE (Conselho Missionário Regional); COMIDI (Conselho Missionário Diocesano); CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil); SAV (Serviço de Animação Vocacional); CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil); Faculdade Católica do Amazonas (FCA) e Seminário São José. A presença de cada um reafirmou que a missão não se faz sozinha, mas no corpo eclesial, onde todos colaboram para que o Evangelho chegue a todos os povos. “Vamos começar de baixo, uma coisa bem pequena, para depois chegar aonde queremos”, foram as palavras de Pe. Guido Labonté, missionário canadense da Sociedade Missionária Estrangeira de Quibéc (SME). No ano de 2012, um grupo de seminaristas, movidos pelo sonho de uma Igreja mais missionária, acolheu o desafio lançado pelo Pe. Guido. Com olhar acolhedor e coração incansável, ele nos ensinou que a missão se constrói na humildade, começando de baixo, com paciência e confiança. Hoje, sua semente frutifica em tantas vidas e vocações espalhadas pelas igrejas de nosso regional. Um chamado à humildade e à missão encarnada A celebração foi presidida pelo Pe. Gutemberg Gonçalves, coordenador do COMIRE Norte 1. Ele recordou figuras marcantes da caminhada do COMISE, como Dom Sérgio Castriani, “homem próximo, que amava os seminaristas e caminhava conosco”. Fez memória também de Pe. Marciney Marques, da Diocese de Parintins, cujo testemunho de vida simples e entrega generosa inspira tantos jovens a dizerem “sim” à vocação sacerdotal.À luz da liturgia do dia, ele fez um forte apelo à autenticidade: “Nós também queremos colocar fardos nos outros. Queremos nos exibir, usar roupas para chamar atenção. Precisamos ter os pés no chão. Na pastoral, ser seminaristas que visitam, que se aproximam, que servem. Vivamos o que pregamos e professamos”. Em sua reflexão, Pe. Gutemberg também evocou a memória das convivências com muitos seminaristas. Dentre estes, citou Rolisson Afonso, seminarista da Arquidiocese de Manaus, que nos trabalhos simples do seminário, testemunha que a missão se faz no cotidiano, na discrição, no serviço escondido, mas fecundo. “Tudo na humildade”, reiterou, “porque ser missionário é ser humilde“. “A missão é daquele que se coloca como servidor. Hoje celebramos 14 anos de história, de partilha, de cuidado, de memórias. Que sigamos humildes, como aprendemos com o Pe. Guido e com tantos que construíram essa caminhada”, finalizou o padre. Palavra da coordenação Ao final da celebração, o seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões, coordenador do COMISE Labonté, dirigiu-se aos presentes com palavras de gratidão e esperança. Ele destacou a beleza desse caminho memorável construído ao longo de 14 anos, lembrando quantos se dedicaram a esse processo, muitas vezes na discrição, mas sempre com amor, como o papel essencial da missionária Esther Chaco que colaborou no início deste processo. Em suas palavras, Leonan enfatizou que “a missão deste conselho se concretiza em caminhar juntos, em comunhão com o Seminário São José e com os demais organismos missionários, mantendo-nos unidos à Igreja e ao nosso Regional”. O coordenador também apresentou a equipe de coordenação regional para o triênio 2026-2029, composta por seminaristas das diferentes dioceses. Na vice-coordenação – Gilson Ribeiro (São Gabriel da Cachoeira); 1º secretário – Jocimar Marinho (Arquidiocese de Manaus); 2º secretário – Adalberto Peres (Diocese do Alto Solimões); Assessor financeiro – Hilton Silva (Diocese de Coari). A equipe conta com o a Assessoria Eclesiástica de Pe. Odílio Gentil (Membro da Equipe Formativa) e Irmã Rosanna Marchetti (Missionária da Imaculada) e concluiu com um convite fraterno a caminhar juntos “pois só não somos capazes. Que sigamos unidos, com os pés no chão e o coração na missão.” A semente continua a germinar Para a coordenação, a celebração dos 14 anos do COMISE Labonté “não foi apenas um olhar para o passado, mas uma renovação do compromisso missionário para o futuro”. Em cada canto da igreja deste regional, onde um padre formado nesta casa formativa e missionária – Seminário São José, e exerce seu ministério, ali está presente a semente plantada por Pe. Guido e regada por tantos seminaristas, formadores e agentes de pastoral. Que São José, patrono do seminário, continue a nos ensinar a ser pequenos, a começar de baixo e a confiar: a missão, quando vivida com amor, sempre dá frutos. Informações e imagens: Coordenação do COMISE Labonté

Conselho de Leigos e Leigas refletem participação do laicato na Igreja e na sociedade e elegem nova coordenação para 2026-2029

No último sábado de fevereiro (28) aconteceu nas dependências da Cúria Metropolitana a Assembleia Formativa e Eletiva do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) da Arquidiocese de Manaus. O encontro iniciou com um momento de acolhida e mística conduzida por Francisco Meireles e Mercy Soares, seguido da exposição da Cartilha da CNLB assessorado por Diego Aguiar, da comissão de Formação para o Laicato no Regional Norte 1 e pela Irmã Sônia Matos, religiosa da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo (ASC). Participaram da assembleia os leigos das coordenações das pastorais, comunidades, movimentos, dos setores e das regiões episcopais da Arquidiocese de Manaus, ou seja, todos aqueles que estão dentro da nossa igreja a serviço e nos diversos carismas. Sujeito eclesial Para Francisco Meireles, que esteve à frente da presidência do Laicato na Arquidiocese de Manaus nos últimos três anos, foi um importante momento de comunhão, formação e discernimento, com escuta, partilha e renovação do compromisso dos cristãos leigos de serem uma Igreja em saída, testemunhando o Evangelho com esperança. “Foi um dia de formação, estudo e aprofundamento sobre a identidade, a vocação, a missão e a espiritualidade do cristão leigo, com a assessoria do Diego Aguiar, e a tarde com a irmã Sônia, falou do papel do(a) cristão(ã) leigo(a) como sujeito eclesial, falando do sínodo para a sinodalidade, a partir dodocumento final da XVI Assembleia Geral Ordinária dos Sínodo dos Bispos ‘Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão’, trabalhando o cristão leigo como sujeito eclesial. Cristãos leigos e leigas, sal da terra e luz do mundo, a serviço da nossa igreja de Manaus”, explicou Francisco Meireles. Sal da terra e luz do mundo Diego Aguiar conduziu reflexões a partir da Cartilha Vocação, identidade, espiritualidade e missão, “elaborada com o objetivo principal de ajudar as arqui/dioceses a criarem seu Conselho de Leigos”, contribuindo para um “laicato consciente de sua identidade, vocação e missão, vivendo a espiritualidade do seguimento de Jesus, para continuar sendo sal da terra e luz do mundo nas diversas realidades”. Para Diego, é importante conhecer a história da caminhada dos cristãos leigos e entender o papel que têm assumido na Igreja e na Sociedade. “Trabalhamos a questão do Leigo dentro do contexto da história da Igreja, a sua participação e missão enquanto sujeito eclesial, como vê sua participação dimensão da Igreja e para além, também na sociedade. Trouxe o Conselho do Laicato, desde a dimensão nacional e a dimensão arquidiocesana, como o CNLB consegue atingir as bases, fazendo o processo de fortalecer em cada leigo e leiga a sua identidade, a sua missão, dentro da dinâmica da cartilha trabalhada que está disponível no site da CNLB, alinhando a perspectiva do que é ser um cristão leigo e leiga, e pra que, no processo de planejamento, de elaboração de calendário, podemos ter de forma clara a visão da igreja e as escrituras vão norteando o caminho do laicato”, destacou. Durante a assembleia ocorreu a eleição da nova presidência local do Conselho de Leigos, sendo escolhidos: • Presidente: Josiel Coelho• Vice-Presidente: Ivanir Jacaúna• 1ª. Secretaria: Helen Prestes• 2ª. Secretaria: Adenira Sousa• 1º. Tesoureiro: Humberto Souza• 2ª. Tesoureira: Lucia Cleide Ao final, houve um momento de agradecimento ao trabalho realizado pelos leigos que estiveram à frente do CNLB/Manaus no último triênio. Por: Ana Paula G. Lourenço

Dom Adolfo Zon participa de Conselho Permanente da CNBB

O vice-presidente do Regional Norte 1, Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões, participará da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A programação começa amanhã, 3 de março, e segue até o dia 5, na sede da Conferência, em Brasília (DF). O Conselho é um dos principais órgãos de decisão da CNBB. Ele reúne a Presidência, os presidentes das Comissões Episcopais e dos Regionais para refletir e encaminhar temas importantes para a vida da Igreja no Brasil. Na programação de terça-feira, os bispos participam das atividades pelo bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, com sessão solene na Câmara dos Deputados, às 9h, e Missa em Ação de Graças na Catedral Metropolitana de Brasília, às 12h15. No período da tarde, às 15h30, será inaugurado o Centro de Distribuição da Edições CNBB, no Setor de Abastecimento da Asa Norte (SAAN). No início da noite, os bispos participam de uma recepção diplomática promovida pela Nunciatura Apostólica no Brasil.   Nos dias 4 e 5, a reunião segue na sede da CNBB, com balanços, análises de conjuntura social e eclesial, projetos em andamento e perspectivas para 2026 e 2027, incluindo encaminhamentos sobre a Assembleia Geral da CNBB e iniciativas missionárias e formativas em todo o país. Bicentenário das Relações Brasil-Santa Sé O bicentenário das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil, celebrado em 2026, foi incluído pela Santa Sé entre as datas comemorativas oficiais com destaque em sua programação institucional. Estabelecidas em 1826, poucos anos após a Independência do Brasil, essas relações estão entre as mais antigas mantidas pelo Estado brasileiro.   A programação comemorativa teve como momento central a missa solene celebrada em 23 de janeiro na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e se estende ao longo do ano com diversas atividades. No Brasil, as celebrações incluem a sessão solene no Congresso Nacional, atividades durante a Assembleia Geral da CNBB, em abril, eventos institucionais na sede da Conferência, em Brasília, além de uma exposição comemorativa. As iniciativas buscam preservar a memória histórica, expressar gratidão mútua e renovar o compromisso comum entre o Brasil e a Santa Sé, ressaltando a contribuição da Igreja Católica na construção de uma sociedade mais fraterna, justa e solidária. 

Dom Mário Antônio da Silva é nomeado Arcebispo de Aparecida (SP)

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) se alegra com a nomeação de Dom Mário Antonio da Silva como Arcebispo de Aparecida. Dom Mário Antônio estava a frente da Arquidiocese de Cuiabá. Seu governo pastoral é marcado pela dedicação, simplicidade e compromisso com as causas sociais. Em 2010, foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus, no Amazonas, onde desempenhou um papel significativo no fortalecimento das comunidades eclesiais de base e na defesa dos direitos das populações do bioma. Sua atuação foi marcada pela proximidade com o povo, especialmente com os mais pobres e marginalizados. De 2015 a 2019, foi eleito presidente do regional Norte 1 da CNBB, que compreende os estados de Amazonas e Roraima. De 2013 a 2015, foi professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia  (ITEPES), atual Faculdade Católica do Amazonas, em  Manaus (AM). No ano de 2015, Dom Mário Antonio foi nomeado bispo diocesano de Roraima, onde enfrentou grandes desafios, como a crise migratória decorrente do fluxo de refugiados venezuelanos. Sua liderança pastoral foi essencial na organização de uma resposta humanitária da Igreja, articulando esforços para acolher e assistir milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. Caminho Vocacional Nascido em 17 de outubro de 1966, em Itararé, no estado de São Paulo, ele cresceu em uma família católica, onde desde cedo despertou sua vocação religiosa. Iniciou sua formação no seminário maior Divino Mestre, na diocese de Jacarezinho (PR), possui mestrado em Teologia Moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália. Após sua ordenação sacerdotal em 1991, ele se dedicou intensamente ao trabalho pastoral, ocupando a função de formador e reitor de seminário. Na diocese de Jacarezinho, dom Mário foi diretor espiritual do Seminário Maior “Divino Mestre” – 1999 – 2006;  Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Jacarezinho (desde 03/12/2006); Chanceler da Cúria Diocesana (2006);  Orientador Geral da Comunidade Feminina de Assistência à Dependentes de Drogas – COFADD – 2003 – 2006;  Professor de Ética Filosófica no Seminário Maior “Rainha da Paz” – 2003 – 2006; Coordenador da Pastoral Vocacional – 1999 – 2001;  Coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora (2004);   Professor de Teologia Moral no Seminário Maior “Divino Mestre” – 1999; Diretor Espiritual da Comunidade de Assistência aos Dependentes de Drogas – CADD – 1999;  Reitor do Seminário Menor “Nossa Senhora da Assunção” – 1994 – 1996; Coordenador da Pastoral Vocacional – 1994 – 1996; e Diretor Espiritual do Seminário Menor “Nossa Senhora da Assunção” – 1992 – 1993. Testemunhar e servir Nomeado pelo Papa Francisco em fevereiro de 2022, o arcebispo metropolitano de Cuiabá, dom Mário Antonio, assumiu a arquidiocese, com traços que marcaram sua trajetória: um espírito missionário e uma visão pastoral voltada para a sinodalidade e para a construção de uma Igreja em saída. Seu lema episcopal, “Testemunhar e Servir” reflete sua entrega confiante à vontade de Deus. Dom Mário foi eleito segundo vice presidente da CNBB no quadriênio 2019 – 2023. É membro do Conselho do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e Presidente da Cáritas Brasileira, que atua diretamente nas ações de solidariedade as comunidades e pessoas afetadas por situações socioambientais ou em situação de vulnerabilidade. O arcebispo de Cuiabá têm se destacado por sua habilidade em dialogar com diversos setores da sociedade, promovendo a paz, a justiça e o bem comum. Sob sua liderança, a arquidiocese de Cuiabá tem reforçado seu compromisso com a Evangelização, a formação de lideranças leigas e a ação social, sempre inspirada pelo Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja.

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, acontece o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum. Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional. Avanços e dificuldades Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes. Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental. O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero. Ministerialidade O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão. O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional. Dinamismo A realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas. Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.

Steiner para 1º Domingo da Quaresma: Purificar a experiência da fé

“A tentação pode ser a purificação da experiência da fé acontecendo em nossa limitação. Ao mesmo tempo, é a experiência de, na limitação, nos abrirmos para a graça da vida nova oferecida por Jesus e que o Evangelho sempre nos aponta: a liberdade, o amor do Pai”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner para o 1º Domingo da Quaresma. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30 da manhã. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB Norte 1), explicou em sua homilia que o Evangelho desse domingo nos ensina que Jesus é conduzindo pelo Espírito ao deserto e “jejua quarenta dias”. O desejo do Espírito, é “prepará-lo para iniciar a missão de anunciador do Reino dos céus”. No deserto, Jesus é tentado pelo diabo, e depois dos “quarenta dias e quarenta noites” de jejum “teve fome”. A experiência da fé na condição humana Em sua reflexão, o cardeal Steiner apontou que “a tentação é a experiência da fé em nossa condição humana, na nossa situação finita, da finitude”. Para ele, essa “experiência da realidade humana”, “confrontada com a decisão da busca da vida eterna”, é “onde podemos nos deixar iluminar pela verdade do Evangelho, pela vida morte e ressurreição de Jesus”. O arcebispo enfatizou que o texto proclamado “nos fala da tentação como experiência da transparência de Jesus na relação com o Pai”. Na narrativa do Evangelho, Jesus é confrontado com três tentações. “Com a fome, com o poder e com o abandono de Deus. A tentação da fome de transformar a pedra em pão; a tentação do domínio de assumir o poder dos reinos; a tentação de não ser abandonado por Deus, sendo servido e acolhido pelos próprios anjos”. Transparência de Deus Segundo o cardeal Steiner, os 40 dias de jejum de Jesus no deserto nos ensinam que “somos sempre de novo confrontados com o que deveríamos ser: transparência de Deus”. Ele recordou que nas tentações Jesus “é asto, continente, transparência de Deus”. E que em cada uma das tentações, “Jesus vai aclarando o sentido de todas as coisas e de si mesmo com a Palavra de Deus”. “A cada tentação Jesus deixa mais evidente a sua pertença ao Pai; em cada tentação Jesus se torna mais límpido e transparente na sua relação com o Pai. Assim, Jesus sai das tentações do deserto mais forte, mais lúcido, pronto para iniciar o Reino de Deus, a Vida Nova. O Filho do Pai não é tentado pelo Pai, não tenta o Pai, mas é tentado por aquele que divide: diabo. É tentado e na tentação se reencontra como Filho no Pai”, explicou. Confronto e decisão: caminho do seguimento de Jesus Quotidianamente somos colocados diante “de tentação ou expressões de tentação”. O arcebispo explicou que essas experiências da tentação levam ao confronto e à decisão. Em suas palavras, exemplificou “O doce enfeitado que enche os olhos desperta o desejo de experimentar. A poça de água atrai a criança e suscita o impulso de tocar e ser tocada pela água. A beleza e a simpatia do homem e da mulher podem suscitar desejos”. O cardeal destacou que a “tentação pode levar ao pecado, mas não é pecado”, e que Jesus é “a medida grandiosa” da capacidade de ultrapassá-la a partir de Deus. Ele citou Santo Agostinho, que diz “que a tentação pode nos fortificar no caminho do seguimento de Jesus”. Isto é, sublinhou o arcebispo, “essa é a experiência da tentação apresentada no Evangelho de hoje: à luz da Palavra de Deus, sermos fiéis no seguimento de Jesus”. “Na aridez, no confronto com a nossa temporalidade, no deserto, nos 40 dias de nossa vida, não estamos sempre na tentação do fechamento e do enclausuramento em nossa realidade e na tentação contínua de querermos ultrapassar, transcender a nós mesmos as nossas dificuldades e tensões? Não estamos na tentação de fugir do deserto, isto é, do confronto com nossa realidade nua e crua, dura, ofegante, pesada e tentarmos, num passe de mágica, querer ultrapassar, ir para além, a partir de nós e não enfrentarmos na raiz as limitações?”, questionou o arcebispo. Optar pela vida amorosa com o Pai Neste início da Quaresma, o presidente explicou que a palavra de Deus indica o caminho da tentação “como a experiência da nitidez de sermos filhas e filhos do Pai Celeste”. Essa tentação, vivenciada “com nossa realidade desértica, e no jejum, na oração, na esmola”, não seria a possibilidade de “abrir toda a nossa pessoa à verdade do Pai?”, questionou. Ou ainda a experiência “de aprofundar nossa relação com o Pai e sermos conduzidos pelo Espírito?”. “E como Jesus no deserto, tentado por 40 dias, se aproxima limpidamente do Pai, não seria a tentação no deserto de nosso peregrinar, nos 40 dias de nosso tempo, a nossa possibilidade de entramos com maior nitidez, guiados pelo Espírito, no mistério da dor, da cruz, da morte de Jesus e nossa?” Para o cardeal, o tempo da Quaresma possibilita a percepção, na experiência concreta do Evangelho, da “beleza e a razão da nossa vida cristã”. E que na tentação, guiados pelo Espírito à luz da Palavra de Deus, abrir e limpar os olhos para “vermos melhor as coisas do alto”. Assim, “a tentação nos aponta para a grandeza da nossa fé cristã que não foge e despreza a tentação, mas em cada tentação elucida e opta pela grandeza sem igual da vida amorosa com o Pai”.  “Então para os seguidores e seguidoras de Jesus a tentação é a possibilidade, sempre renovada, de confronto, deixarmo-nos guiar pelo Espírito. Tentação é fazer a experiência de quem apreendeu a amar como Jesus ama e é amado pelo Pai. Por isso, rezamos em cada Pai nosso: não nos deixeis cair da tentação”, destacou o cardeal. Sondar o mistério de Deus O arcebispo recordou as cinzas recebidas na Quarta-Feira de Cinzas marcam o início do caminho quaresmal. Ao recebê-las, assumimos o compromisso de “sondar com mais disposição e alegria a nossa…
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Regional Norte 1 inicia mobilizações para 5º Congresso Vocacional do Brasil

O Regional Norte 1 iniciou o processo de mobilização para a realização do Pré-Congresso Vocacional, que acontecerá em Manaus, no Centro de Formação Maromba, de 10 a 12 de julho de 2026. O encontro está em sintonia com o 5º Congresso Vocacional do Brasil, com o tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, e o lema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas (At 2,46)”. Aprovado pelos Bispos do Brasil, reunidos em Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o congresso ocorrerá de 4 a 6 de setembro de 2026, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP). Um importante momento eclesial nos convida a refletir, fortalecer e animar a cultura vocacional em nossas comunidades, à luz do encontro, do testemunho e da missão que brotam do seguimento de Jesus Cristo. Participação das dioceses e prelazias A Coordenação do Serviço de Animação Vocacional (SAV) do Regional Norte 1 informou que serão disponibilizadas 10 vagas para cada diocese/prelazia. A coordenação conta com a participação dos animadores vocacionais de todas as dioceses prelazias do nosso regional, a fim de garantir a comunhão, a partilha e a articulação pastoral em todo o Regional. Além disso, o SAV espera o empenho, apoio e a colaboração, principalmente dos párocos, diáconos, coordenadores de pastorais, religiosos (as), para que leigos e leigas possam participar; certos de que este momento contribuirá significativamente para o amadurecimento e a renovação do Serviço de Animação Vocacional em nossa Igreja particular. Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, interceda por nós!

Steiner: Quaresma é tempo de perceber a beleza da Salvação

“Somos convidados nesta quaresma a nos voltarmos para Deus, a nos voltarmos a Jesus e percebermos a graça, a beleza de termos sido salvos, redimidos na sua Cruz e Ressurreição”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner na Missa da Quarta-feira de Cinzas (18), realizada na Catedral Metropolitana de Manaus. A celebração marca o início do período quaresmal, tempo em que a Igreja nos convida para prepararmos a Páscoa do Senhor. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), enfatizou a característica do tempo quaresmal como tempo favorável de mudança. Nesse tempo de mudança, “somos desalojados de nós mesmos”, impelidos a sair de nós mesmo e ir ao encontro com nossos familiares. A celebração foi concelebrada por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, Pe. Flávio Gomes, pároco da catedral, e Pe. Marcos Aurélio, vigário da catedral. Tempo favorável para voltarmos A liturgia da Quarta-feira de Cinzas pede que o caminho para a presença de Deus seja retomado. Segundo o arcebispo, o “voltai-vos”, presente na primeira leitura, é a expressão de “um convite belíssimo, um convite adorativo” para perceber essa presença. Nesse sentido, o texto da segunda leitura aponta o “tempo propício da quaresma” como “tempo de nos apercebermos cada vez mais amados na cruz”. Essa percepção do amor de Deus por nós, impulsiona-nos a “sempre distribuirmos, darmos, doarmos o que recebemos de mais precioso, o dom de podermos amar”. “De sermos cada vez mais em Jesus, filhos e filhas de Deus, de nos apercebermos cada vez mais irmãos e irmãs. É o tempo favorável de fazermos um caminho de aprofundamento da fé, de percebermos que como seguidoras e seguidores de Jesus, são sempre atraídos pelo seu amor. Mas um amor que se distribui, um amor que vai ao encontro dos irmãos, das irmãs. O encontro que vai especialmente ao encontro dos mais necessitados”, explicou o cardeal. Redimidos e salvos O arcebispo destacou que durante todo o percurso de 40 dias da Quaresma as leituras da Palavra mostraram que “fomos redimidos e salvos”. Essa compreensão se revela pelo modo de ser e agir de Jesus: “sua palavra, a sua vida, os seus milagres, os seus gestos, os seus olhares, os seus toques”. Esse horizonte do “dia da Salvação”, redime, salva, restaura, recoloca a pessoa na vida. “Mas no alto da Cruz, queridos irmãos e irmãs, é que realmente mostrou quanto nos ama e quanto nos quer salvos e redimidos. Viemos do ano da esperança. Viemos do ano da redenção, que esse tempo favorável, esse dia da salvação, nos traga realmente essa percepção de termos sido redimidos e salvos. E redimidos e salvos significa de nos sentirmos profundamente amados, amadas por Deus”. Receptividade, gratuidade e familiaridade O texto do Evangelho recorda os três exercícios quaresmais pelos quais a Igreja caminha.  O arcebispo explica que jejuar, dar esmola e rezar não são uma troca, mas um acolhimento de “uma graça que Deus despertou em nós”. Compreender essas três dimensões, nos coloca “abertos ao mistério da Salvação”, e “o teu Pai que vê o que está em segredo, te recompensará”. Ao jejuar, dar esmola e rezar estabelecemos uma relação com Deus e com os irmãos e irmãs que necessitam. Esse horizonte nos torna receptivos à graça de Deus, revela a gratuidade de nossas ações e aprofunda a nossa familiaridade com Deus.  Por isso a Igreja insiste que sejam aprofundados e vividos durante o percurso quaresmal. “Que esse tempo favorável, que esse dia da salvação, o tempo da quaresma, nos leve cada vez mais ao encontro de Deus e apreciemos cada vez mais a beleza, o dom da fé que nós recebemos, porque Deus nos quer todos juntos de si, por isso nos salvou, nos redimiu”, finalizou o cardeal.