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Cardeal Steiner: O Bom Pastor nos convida a uma nova vida

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, presidiu a Celebração do quarto domingo da Páscoa, na manhã de 26 de março, na Catedral Metropolitana de Manaus. Neste domingo, a liturgia nos recorda Jesus Bom Pastor como Porta para uma nova vida. Nas palavras do cardeal “Jesus se apresenta como aquele que cuida das ovelhas e nos convida a uma nova passagem: Eu sou o bom Pastor, ‘Eu sou a porta’”. “Ele se apresenta hoje como a “Porta”: “Quem entrar por mim será salvo”. Jesus a porta, a passagem; passagem de salvação, de libertação. Jesus nos diz: Eu sou a porta, porque sempre passagem de vida! Uma porta estreita, mas larga, generosa. Nela passamos todo-inteiros, como filhas e filhos de Deus, como salvos”. O cardeal ressaltou que em algumas situações da vida é possível “que não vejamos mais a porta, a abertura, a saída, a passagem”. Esse sentimento pode vir “no sem sentido da morte de um filho, da esposa, do esposo, de nosso pai, de nossa mãe, pode acontecer que não vejamos mais a porta, a saída”, em momentos de passagem pela dor ou do sofrimento. Ele também pode se revelar diante da “doença grave, incurável, as portas todas não apenas se fecham, mas elas simplesmente não existem mais”, e esse é o espaço onde “Jesus nos diz: Eu sou a porta!”. Jesus: Porta da fé Bento XVI apresenta Jesus como a porta da fé. “A porta da fé (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma” (Bento XVI, PF nº 1). Essa perspectiva apresentada por ele significa que “Jesus é o lugar de acesso para que possamos encontrar o significado da vida e o espaço, a paisagem que dão vida”, explicou o cardeal. Em sua reflexão, o arcebispo continuou afirmando que “passar pela porta significa aderir a Ele, segui-lo, acolher a sua vida o seu modo de viver”. No caminho para a vida em em plenitude “as ovelhas que passam pela porta que é Jesus, os que aderem a Ele, podem passar para a terra da liberdade onde encontrarão pastos verdejantes”. Assim, Jesus é “a passagem que deseja que todas as pessoas encontrem vida em plenitude”. “O vencedor da morte tornou-se a passagem para espaço sempre mais livres com sentido renovador, transformador. Ele é a passagem pois nele lemos os fenômenos cotidianos, os mais difíceis e sem sentido. Passagem porque indicou o caminho do drama humano como soerguimento, elevação da nossa humanidade. Passagem, pois nele vamos percebendo como na maior dor e desespero, a luz se acende e damo-nos conta dos rasgos de eternidade. Passagem, pois no humano mais humano ele nos indica o divino”, disse o cardeal. A verdadeira contradição Há uma verdadeira contradição em aderir ao “perdão na ofensa, a reconciliação no desprezo, a misericórdia na traição, a gratuidade na compra do existir humano”. Essa contradição existe porque “Jesus-porta, Jesus passagem, vai abrindo passagens perdidas, espaços desaparecidos”. A própria “morte violenta de cruz” de Jesus, que nos permite a “passagem para a vida”, expõe a contradição. Dom Leonardo explicou que ao colocarmos “nossa vida em sintonia com o Evangelho, abrem-se passagens imperceptíveis, passagens surpreendentes” onde é possível compreender a morte como uma passagem. “Ele abre a porta do consolo, do perdão, da reconciliação, da fraternidade, do amor expansivo. Quantas portas Ele vai abrindo através da Palavra, dos sacramentos, da caridade, da solidariedade? Ele vai abrindo passagens para mundo sempre mais amplos, livres, amorosos. Quem vive de Jesus pode dizer como ele sendo a porta, abre a porta, as passagens existenciais. Aproximemo-nos de Jesus, Ele abrirá portas, nos indicará passagens que nos conduzem à vida: ‘Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância’”, explicou. Passar pela porta e sair em missão O arcebispo destacou que é por Jesus que entramos na Igreja e, nos ensinamentos de Papa Francisco, é por Ele que saímos em missão. Esse horozinte permite compreender constante envio em missão, onde “na Igreja se entra para sair e sai-se para entrar”. O que permite compreender que “a Igreja não é um espaço fechado, nem um paraíso, um edifício ornamental”, mas o lugar de reconhecer que Jesus “acompanha, conduz, cuida, alimenta, oferece fontes de água viva”. “Na Igreja, nota-se um admirável dinamismo, onde se harmoniza o aparentemente contraditório. Todos estão a caminho, em permanente movimento. Aquele movimento que reúne, congrega, cria comunhão, a comunidade e, ao mesmo tempo o movimento para sair, a porta de saída pois todos chamados à proclamação, ao anúncio, a proclamação do Reino de Deus”. No horizonte da fé, o pastor de ovelhas “quase sempre estava a serviço de outra pessoa; cuidava das ovelhas de outros”. A postura de cuidado e dedicação diário com cada uma das ovelhas criava laços de confiança e segurança, que “quando ele chamava, elas obedeciam, pois reconheciam a sua voz: ele sempre estava com elas, não as abandonava”. Ao segui-lo, as ovelhas, “não passavam nem fome e nem sede”. Dia Mundial de Oração pelas Vocações Ao recordar o Domingo do Bom Pastor, onde se comemora também o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o arcebispo retoma o convite para “descobrir o dom gratuito de Deus que floresce no mais profundo do coração de cada um de nós, para percorrermos juntos, o caminho da vida nova do Ressuscitado”. E cintando Papa Leão, “a vocação cristã revela-se em toda a sua profundidade: participar da sua vida, partilhar a sua missão, brilhar a partir da sua própria beleza” (Papa Leão XIV, Mensagem Dia Mundial de Oração/2026). “Ao rezarmos hoje pelas vocações, desejamos reafirmar a necessidade de criar espaços de silêncio interior para intuir o que Deus deseja para cada um de nós. Não se trata de um saber abstrato ou de um conhecimento erudito, mas de um encontro pessoal que transforma a vida e nos coloca a serviço dos irmãos e…
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Um novo documento para Evangelização da Juventude

A atualização do “Documento 85: Evangelização da Juventude” também foi um dos temas trabalhados na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O documento é fruto de longo processo sinodal com participação de mais de 11 mil jovens de todo Brasil ao longo de 1 ano e meio de escutas e diálogos. Dom Zenildo Lima comentou a densidade do texto proposto para caminhos para a juventude. “Com uma riqueza extraordinária, fruto de um processo de escuta muito intenso, mas a Assembleia achou por bem que, mais do que atualizar um documento, o ideal seria propor um novo documento sobre a Evangelização da juventude. Evidentemente, a partir do trabalho que a comissão já havia realizado”, disse o bispo. Escuta das juventudes A escuta da realidade das juventudes aponta para uma grande complexidade. Nele são consideradas as transformações sociais, a expansão do mundo digital, as emoções e vulnerabilidades experimentadas, além de destacar a potencialidade encontrada entre os jovens. A estrutura do texto acompanha a metodologia de: Ver, Julgar e Agir. Ao ouvir os jovens, a Igreja considera dados concretos da juventude no Brasil com base na escuta nacional. Essa realidade concreta passa pelo discernimento à luz fé e do magistério da Igreja. E por fim, o documento busca desenvolver ações concretas para a Evangelização da Juventude favorecendo a vida pastoral de nossas igrejas particulares.

Aprovado o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja

A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aproxima-se do encerramento. Na manhã de hoje, 23 de abril, os bispos reunidos em Aparecida (SP) aprovaram a criação o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica. O objetivo da é CNBB é “captar recursos para restaurar e manter bens sacros”. Embora a expectativa da Assembleia fosse a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, os bispos consideraram a proposta conceitual dedicada ao tema do patrimônio. O grupo de trabalho responsável, desde 2025, realizou diversas reuniões de estudo técnico e viabilidade do projeto considerando que mais de 50% do patrimônio tombado no país pertence à Igreja Católica, como afirmou Dom Gregório Paixão, presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB na Coletiva de Impresa. A iniciativa contribui para a manutenção da memória histórica e sacra de diversas regiões do Brasil que mantêm um forte vínculo com a igreja na construção de seus espaços. Segundo a CNBB, o fundo auxiliará as dioceses na “elaboração de projetos e na captação de recursos”. Para isso, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Ministério Público forneceram uma assessoria técnica. Foto: Fabio Nutti. Acesso: https://idd.org.br/iconografia/interior-do-museu-da-catedral-de-nossa-senhora-da-conceicao/

Dom Zenildo Lima comenta aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Na manhã desta quinta-feira, dia 23 de abril, o episcopado brasileiro reunido na 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), aprovou as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil para os próximos seis anos (2026-2032). O Bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, destacou o extenso trabalho para a construção das diretrizes considerando os acontecimentos na Igreja e no mundo. “As últimas diretrizes tiveram o seu tempo prorrogado. Nós tivemos toda a dificuldade de implantação das diretrizes até então vigentes por causa da pandemia. Tivemos a mudança no pontificado, tivemos o Sínodo sobre a Sinodalidade, o que fez com que a construção do processo das atuais diretrizes aprovadas na manhã de hoje se estendesse por um período de pelo menos uns quatro anos”, disse o bispo. Diretrizes: sinal de convergência Ele aponta que o texto das diretrizes aprovado traz “as principais linhas nas quais a igreja deve se concentrar na sua ação evangelizadora”, numa “convergência da Igreja do Brasil”. Essa perspectiva foi construída considerando as análises de conjuntura, a questões da Sinodalidade e da “compreensão de quem são os sujeitos da missão, partindo do reconhecimento de uma necessária conversão pastoral”. “Para que nós tornemos uma Igreja mais sinodal, apontamos os caminhos para a nossa missão. Inicialmente, a força da Palavra de Deus, a animação bíblica da vida e da pastoral, reconhecendo a força da Palavra para a animação das nossas comunidades, para a fundamentação da nossa ação evangelizadora e com uma série de pistas concretas de como cada vez mais animar e como cada vez mais perfilar a nossa pastoral a partir da palavra de Deus”, explicou Dom Zenildo. Comunidade de discípulos-missionários Dom Zenildo destacou que um dos caminhos para a missão de toda a Igreja no Brasil “diz respeito à vida na comunidade eclesial, destacada como comunidade de discípulos-missionários”. Por isso, a iniciação à vida cristã é um dos caminhos para “o desenvolvimento dessa ação evangelizadora”. Além disso, ele enfatizou que o documento recupera a contribuição das comunidades eclesiais de base, um “modelo eclesiológico muito marcante na história de evangelização do nosso país”. Por fim, o auxiliar de Manaus reforçou o compromisso de toda a Igreja no Brasil com o serviço à vida plena, a defesa da vida em todas as suas circunstâncias e com a Ecologia Integral. Esse compromisso, considera as linhas de ações propostas pelo documento final do Sínodo da Sinodalidade no horizonte da conversão das relações, dos processos e dos vínculos. O texto final será publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e busca “orientar e iluminar o caminho das nossas igrejas particulares”.

Dom José Albuquerque: conduzidos pelo Espírito Santo para servir melhor o Povo de Deus

“A Assembleia dos Bispos, ela reflete aquilo que a igreja é: um trabalho feito com muitas mãos, sempre conduzidos pelo Espírito Santo, mas a nossa perspectiva é servir melhor o povo de Deus em nossas dioceses, em nosso país”. Foram as palavras de Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, durante o quarto dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP). No dia 18 de março, os bispos iniciaram análise do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) em grupos de estudo por regionais depois do dia anterior (17) dedicado aos desafios sociais, políticos e eclesiais do Brasil. “Antes de pensar na evangelização e como iríamos alcançar o povo de Deus, é preciso olhar a realidade. Então, sempre no primeiro dia de estudos, nós recebemos um trabalho interessantíssimo, fruto de muito estudo, muita pesquisa sobre a realidade sociopolítica e econômica do Brasil e do mundo e também nos colocamos dentro dessa análise da realidade eclesial”, disse o bispo. A partir das contribuições dos regionais, a comissão das diretrizes elaborará o texto final para nova apreciação dos bispos durante a Assembleia Geral para votação e aprovação. De maneira que os bispos se concentraram em discutir os capítulos das diretrizes e, a partir desse diálogo, apresentaram as sugestões em plenária e por escrito à comissão de elaboração do texto das diretrizes. Dom José reconheceu a existência de grandes desafios para a Evangelização na atualidade, mas apontou “a fé, a esperança e a certeza que nós estamos caminhando juntos” como sustento na missão evangelizadora de todo o episcopado brasileiro. Além disso, o bispo enfatizou a participação ativa de todos os bispos e a colaboração dos assessores. Embora a Assembleia seja dos bispos, há contribuições de padres, diáconos, religiosos e cristãos leigos e leigas que ajudam na missão de cada comissão e outros serviços “um trabalho admirável”. Confira (aqui) a análise social. Confira (aqui) a análise eclesial.

Dom Adolfo Zon destaca as Diretrizes Gerais como iluminadoras do trabalho pastoral

Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) chegou ao terceiro dia em Aparecida (SP). Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da CNBB, ressaltou o foco na aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja. Essa aprovação passa pela assimilação da relação entre uma análise de conjuntura eclesial e as opções evangelizadoras presentes nas Diretrizes. Dom Adolfo enfatiza que “esperamos poder aprová-las para que iluminem também o trabalho pastoral em cada uma de nossas dioceses e, assim, de forma sinodal, construam a Igreja que Jesus quer”. Ele destacou os dois primeiros dias como um momento de contemplação de Jesus Missionário. Essa perspectiva missionária é o ponto de partida para o direcionamento do caminho a ser trilhado pelas nossas Dioceses e Prelazias, fortalecendo as ações que tornam a missão uma realidade da Igreja no Brasil. Na programação de hoje, os bispos concentram-se nas análises de conjuntura social e eclesial. Durante dois momentos de reflexão, divididos entre à compreensão dos desafios do tempo presente e as suas implicações para a missão evangelizadora da Igreja no Brasil. Segundo a CNBB, a análise de conjuntura social apresentada enfatizou a necessidade de compreender os diversos temas cenário de 2026 de forma abrangente e interligada, e não fragmentada. Esse horizonte, busca “evitar dois extremos: o alarmismo que paralisa e a ingenuidade que desarma”. Na questão internacional, um destaque para questões geopolíticas e no contexto nacional, a democracia, temas ambientais e a mensagem de paz constante nos discursos de Papa Leão XIV. Fonte: CNBB Nacional.

Dom Altevir e Dom Samuel partilham sobre o 1º dia de Assembleia da CNBB

Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, e Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, participam 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP). Durante 10 dias, mais de 300 bispos estão reunidos para refletir os desafios e as oportunidade da Igreja no Brasil, à luz do Evangelho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. A sessão de abertura foi dedicada à acolhida dos novos membros do episcopado. Entre os 33 bispos nomeados ao longo dos últimos dois anos, estava Dom Frei Samuel. A apresentação permite integração e comunhão dos novos bispos com os demais bispos da Igreja no Brasil. “A gente teve uma panorâmica geral de todo o corpo que é a CNBB, então a da grandeza, as mensagens que recebemos do Papa, do Cardeal Pizzaballa, do Presidente da República, mostram também a importância, a significância que tem a CNBB para a caminhada da Igreja do Brasil e também de toda a Igreja no mundo”, destacou Dom Samuel. Programação intensa Na sequência, ocorreu a leitura do relatório da presidência, apresentou um panorama das atividades e desafios enfrentados no período recente. Ainda durante a manhã, os bispos aprovaram a pauta da assembleia, que recebeu complementações antes de sua validação final. Para Dom Altevir, o 1º dia da Assembleia contou “com uma programação intensa”, e “marcado por momentos institucionais, informes e espiritualidade.” No período da tarde (15), teve início o retiro espiritual dos bispos, que se estendeu até a tarde do segundo dia da assembleia (16). Para o auxiliar de Manaus, o tempo dedicado à oração, reflexão e preparação espiritual para os dias de Assembleia ajudam “a perceber a dimensão da missão, a profundidade que precisamos estar em comunhão de fé com o Cristo Jesus”. Uma realidade fundamental “para poder vivenciar esse ministério sempre como serviço e como pastor que está no cuidado, no diálogo, na sinodalidade, na comunhão de pensamento e alma”. “Para mim está sendo uma experiência gratificante, importante, porque vai nos ajudando a perceber as exigências e ao mesmo tempo a força do ministério e da missão que Deus concede a todos nós, como igreja, como cristão, como servidor ordenado para anunciar e testemunhar o Evangelho de Cristo”, enfatizou Dom Samuel. Além disso, há uma grande expectativa pela votação das novas Diretrizes da Igreja no Brasil, fruto de um percurso sinodal marcado pela escuta e pela comunhão. Dom Altevir compõe a equipe central responsável pela elaboração do texto final. A assembleia segue nos próximos dias com debates, encaminhamentos e definições importantes para a Igreja no Brasil. Colaboração de texto: https://prelaziadetefe.org.br/

Dom Tadeu destaca 4 elementos do retiro realizado na 62ª Assembleia Geral

Na manhã desta quinta-feira, 16 de abril, segundo dia da 62ª Assembleia Geral da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), Dom Edmilson Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia de Itacoatiara, comentou sobre as reflexões proposta no retiro conduzido por Dom Armando Bucciol, bispo emérito de da Diocese de Livramento de Nossa Senhora na Bahia e atual diretor espiritual do nosso Colégio Pontifício Pio Brasileiro em Roma. Dom Tadeu elencou quatro elementos muito importantes desenvolvidos na meditação. Entre eles o seguimento de Jesus nas suas exigências e desafios; o zelo pastoral, que significa “evangelizar como Jesus, o bom pastor”. A parresia evangélica, compreendida como a vivência das “relações humanas livres e transparentes” e o exercício do serviço ao povo de Deus. “Devo lembrar que a parresia é um processo de linguagem, não só com palavras, mas com comportamentos e atitudes. E ele encerrou nos chamando novamente à condição de servos, servos por amor. nesse sentido de exercer nossa diaconia em relação ao povo a nós confiado.”, enfatizou Dom Tadeu Canavarros. Ao final da manhã, os bispos participaram de um grande momento de celebração penitencial com o sacramento da penitência. Em sua mensagem, Dom Tadeu agradeceu a Deus e a Dom Armando pela condução do momento de retiro e suas meditações que facilitam a compreensão da dimensão daquilo que é a Assembleia. Por fim, pediu a todos que mantivessem a unidade na oração.

Papa Leão XIV envia mensagem à 62ª Assembleia Geral da CNBB e reforça apelo pela paz

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem aos bispos reunidos na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP) até o dia 24, manifestando proximidade, esperança e um forte apelo pela paz diante dos conflitos armados no mundo. O subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Leandro Megeto, leu a mensagem. Na mensagem, o Santo Padre saudou cordialmente os participantes do encontro, reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, e recordou a alegria da Ressurreição de Cristo como fonte de esperança para a missão da Igreja.“Com a alegria e a esperança que nos vêm da boa nova da Ressurreição do Senhor, saúdo cordialmente a todos vós”, escreveu o Papa. Leão XIV retomou também a saudação “A paz esteja convosco”, dirigida aos fiéis na Praça São Pedro após sua eleição como Sucessor de Pedro. Segundo ele, a atual realidade internacional, marcada por guerras e tensões, exige uma oração insistente pela paz. “Num mundo marcado por violentos conflitos armados, devemos com urgente insistência suplicar ao Príncipe da Paz que ilumine os corações e as mentes dos líderes das nações envolvidas nas guerras atuais”, afirmou. O Papa destacou ainda que a verdadeira paz não se resume à ausência de conflitos, mas nasce do reconhecimento da dignidade de cada pessoa e da fraternidade entre os povos.Na mensagem, Leão XIV recordou o ensinamento da Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, ao afirmar que todos são “iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade”. A 62ª Assembleia Geral da CNBB reúne bispos de todo o Brasil para momentos de oração, reflexão e deliberação sobre temas importantes para a vida da Igreja no país. Entre os assuntos debatidos estão as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, além de temas pastorais e sociais.A mensagem do Papa foi recebida com gratidão pelos participantes da Assembleia, reforçando a comunhão entre a Igreja no Brasil e a Santa Sé. Confira (aqui) a mensagem na íntegra. Por Larissa Carvalho, CNBB NACIONAL.

Cardeal Steiner: Deus se manifesta sempre como misericórdia

“Esse Deus Crucificado-Ressuscitado, se manifesta sempre como misericórdia, como benevolência, como aconchego, como proximidade”. Foram a as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, na Catedral Metropolitana de Manaus, durante a celebração do 2° Domingo da Páscoa, em que a Igreja recorda a misericórdia divina. Anunciar a verdadeira paz O Evangelho do dia retrata dois encontros do Ressuscitado com os discípulos reunidos sem a presença de Tomé. Eles estavam “fechados, trancados, angustiado, deprimidos, assustados”, disse o cardeal, significando seu remorso por terem abandona e renegado a Jesus. Na mesma cena, Jesus aparece e proclama aos presentes: “A paz esteja convosco”. “A paz do alento, irmãos e irmãs, da confiança, da esperança, uma paz interior que não lhes será tirada, roubada, nem pela guerra, nem pela desilusão, nem pela calúnia, uma paz que ninguém pode tirar. Não traz uma paz que de fora elimina os problemas, uma paz que infunde confiança, uma confiança interior. A paz de dentro que envia serem agora anunciadores e construtores da paz. Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. Os discípulos desanimados recuperam a paz, mas na paz recebem uma missão” explicou o arcebispo. Esse desejo da paz e envio em missão expressam que para Deus não considera ninguém como inútil ou excluído. A paz dada por Jesus é um convite de “de anunciar a verdadeira paz”. Segundo o cardeal, o desejo de paz explícita que somos importantes, temos uma missão onde “ninguém pode realizá-la em teu lugar. És insubstituível. E Jesus poderia nos dizer, eu creio em ti. Por isso, a paz esteja contigo”. Meu Senhor e meu Deus No segundo encontro, Tomé está presente, deseja encontrar-se com Jesus e tocar as chagas do lado e das mãos para acreditar na presença Dele, pois não acreditava na palavra dos outros discípulos. Ao ver o lado e a marca dos cravos Tomé exclama: “meu Senhor e meu Deus”. O arcebispo refletiu que essa afirmação de fé, é apontada por Santo Agostinho como o despertar de Tomé: “via e tocava o homem, mas confessava a Deus que não via, nem tocava. Por meio do que via e tocava, venceu toda dúvida, acreditou no que não via”. “Não dizemos: escuta e vê que suave melodia, aspira e vê que perfume, degusta e vê o sabor, toca e vê como está quente, Sempre se diz ver, mesmo se ver é próprio dos nossos olhos. É assim que Jesus mesmo disse a Tomé, põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Lhe disse, toca e vê, mesmo se Tomé não tinha olhos no dedo. Dizendo, acreditaste porque me viste, Jesus refere seja ao ver que ao tocar. Se poderia também dizer que o discípulo não ousou tocá-lo, se bem que o Senhor o convidasse a fazer”, apontou o arcebispo. O evangelista não afirma se Tomé tocou as mãos e os lados, mas é possível intuir a sinestesia da cena. E por isso, destacou o arcebispo, “Jesus exalta e louva de preferência a fé dos povos”, ao citar aqueles que creram sem ver. Uma realidade da qual nós participamos ao vermos “a presença de Jesus no pão, nos irmãos, nos necessitados, na Palavra, na vida da comunidade” porque “somos tocados por Jesus”. “Não houve necessidade de tocar como desejara e impusera aos outros discípulos. Ao ver a Chagas é tocado e atingido em toda a sua pessoa, e é por isso que exclama: “meu Senhor e meu Deus”. E antes de tocar, é tocado. Antes de ver, Tomé é visto. Ele tinha razão no desejo de tocar e não apenas de receber notícias. Desejar um encontro e eis que o Senhor se apresenta e se apresenta com o amor que o amara até o fim, visível, tocável, visível, tocável, no lado aberto e nas chagas. E na admiração, na simpatia, na afeição, na cordialidade, numa profunda reverência exclama: ‘meu Senhor e meu Deus’”. A ousadia de Tomé  “E que ousadia, queridos irmãos e irmãs, a de Tomé. Na sua confissão deseja como que tomar posse de Deus e diz, meu Senhor e meu Deus. Em si, não que Tomé o desejasse a possasse, mas desejou expressar a sua disposição e disponibilidade para Jesus. É admiração, não posse. o desejo de ser todo de Jesus, uma nova pertença à pessoa de Jesus. Senhor, se assim me amaste, sou todo teu. Faz de mim o que quiseres, o que de mim fizeres, eu te agradeço. É como se confessasse, nada mais meu, sou todo teu. Por isso, meu Senhor e meu Deus”, refletiu Dom Leonardo. Essa atitude de Tomé ao dizer “meu Deus” e a nossa, de dizermos “nosso” refletem a exigência de “familiaridade” do amor e a exigência da “confiança” na misericórdia retomando o pensamento de Papa Francisco. Nas palavras do arcebispo, o pontífice apresenta um Deus “amante, zeloso, que se apresenta como teu, isto é, como meu, como teu”. Diante dessa compreensão, é possível entender a misericórdia como “o modo palpitar do coração de Deus em nossa relação”. “Então, como Tomé, não vivemos mais como discípulos vacilantes, devotos, mas hesitantes. Nós também nos tornamos verdadeiros enamorados de Deus. Não devemos ter medo desta palavra, enamorados do Senhor. Meu Senhor e meu Deus significa encantados, atraídos por Deus”, esclareceu o cardeal. Enviados como misericórdia Ao comentar o texto do Evangelho em que Jesus concede o Espírito Santo para perdoar os pecados, “depois de libertar, transformar, colocar de pé aqueles homens escondidos”, o cardeal explicou que Jesus “os envia como misericórdia”. E este envio como misericórdia, capacita “perdoar porque foram perdoados”. “É tão difícil sermos misericordiosos se primeiro não nos damos conta de que Deus é misericórdia para conosco. É próprio de Deus usar de misericórdia e nisso se manifesta de modo especial a sua grandeza, a sua força. A misericórdia divina não é de modo algum um sinal da fraqueza de Deus, pelo contrário, um sinal da benevolência de Deus. É por isso que a liturgia, numa das orações antigas, convida a rezar, Senhor, que…
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