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Fraternidade presbiteral e escuta do Espírito marcam retiro do clero Arquidiocesano de Manaus

A Arquidiocese de Manaus reuniu cerca de 90 padres no retiro anual do clero. De 23 a 26 de março no Centro de Formação Maromba, os participantes refletiram sobre a Missionariedade na vida do presbítero, conduzidos pelo Pe. Antônio Niemiec, CSsR. O arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, e os bispos auxiliares da arquidiocese Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson Ribeiro e Dom Samuel Ferreira, e o emérito Dom Mário Pasqualotto participaram integralmente. Pe. Manoel Rubson Vilhena, pároco da Área Missionária Divina Misericórdia, na zona Norte de Manaus, destacou o retiro como forte momento de “intimidade com Cristo, de escuta do Espírito, também de fraternidade presbiteral”. Além disso, ele apontou a oportunidade de retomar os fundamentos vocação presbiteral, considerando os cuidados como saúde mental. Um momento integrador e vivificante. “Ouvir sobre a configuração, a nossa configuração a Cristo, a nossa doação de vida, se assemelhar a Ele, voltar a essas fontes, revivificar de novo a nossa vocação, o espírito sacerdotal, o serviço de Cristo, e aquela consciência de que o sacerdócio é dom de Cristo para a igreja”, explicou o padre. Cristo Palavra  O coordenador da Pastoral Presbiteral, Pe. Gilson Pinto, destacou a presença de alguns padres da Prelazia de Itacoatiara.  Ele enfatizou que os padres estavam reunidos em oração pela igreja e pelo povo na dimensão da fraternidade, da missão, do serviço escuta da Palavra de Deus. Segundo o coordenador, esse retiro no tempo da quaresma aprofunda o convite a “escutar a Palavra”, renovar as forças e preparar “nosso coração para a grande semana, a Semana Santa”. O presbítero explicou ainda que todo o retiro foi programado e planejado na perspectiva “de fazer essa experiência com Cristo”. Em suas palavras, “Cristo que vem a partir da palavra, o Cristo que serve, o Cristo que nos convida a sermos novas criaturas”. Este horizonte, de reconhecer Cristo nas relações, permite que o retiro cumpra a finalidade de ter “uma relação, uma comunhão com o clero, estar mais perto, mais juntos, e vendo essa dinâmica de oração, da escuta, da partida”. Pe. Michel Carlos da Silva, que participa pela primeira vez como presbítero, enfatizou o retiro como “encontro fecundo com a Palavra”. Para ele, o aprofundamento da dimensão do silêncio recorda que “é no silêncio de todas as coisas que Deus fala”.  O presbítero acentuou que a Palavra é uma Pessoa, o próprio Jesus, e compara a força geradora de vida da Palavra a uma semente. Portando  “O ministro ordenado é aquele que é movido pelo Verbo encarnado, porém é necessária uma intimidade com Deus para que diante de tantas vozes que ressoam em nosso meio poder discernir a voz de Deus em nossas vidas. Nessa dinâmica o conhecer é sinônimo de amar. O conhecimento na dimensão da relação com Deus gera a comunhão de sentimentos com Ele e a missão está na identidade do presbítero que a partir da Palavra é chamado e enviado” disse o padre. Eucaristia, caridade e missão O período de retiro do clero foi marcado pela oração permeada da Palavra de Deus. O pregador do retiro, Pe. Antônio Niemiec, CSsR, trabalhou a importância da Palavra de Deus na vida do presbítero e na vida de cada cristão.  Além da identidade missionária do presbítero, enraizada no “nosso ser de presbíteros”. Outro ponto abordado foi a ligação entre Eucaristia e o serviço caritativo, com ênfase nas pessoas mais empobrecidas e abandonadas. De acordo com o pregador, essa reflexão segue aquilo que o Papa Leão XIV escreveu na exortação “sobre o amor para com os pobres”. Em suas palavras, Pe. Antônio apresentou que “o presbítero esse homem que deve dinamizar dentro da comunidade, dentro da paróquia, esta sensibilidade para com as pessoas mais vulneráveis”. Informações: Pe. Matheus Marques e fotos: Pe. Hilton Brito e Pe. Humberto Vasconcelos.

Nova presidência da CEAMA (2026–2030): uma Igreja com rosto amazônico, sinodal e pluricultural

A Conferêcia Eclesial da Amazônia (CEAMA) inicia uma nova etapa com a renovação de sua presidência para o período 2026–2030, consolidando um caminho eclesial profundamente sinodal, onde convergem diversas vocações, ministérios e culturas a serviço da vida na Amazônia. Esta nova presidência expressa com clareza o rosto de uma Igreja que caminha com os povos: bispos, presbíteros, leigos, líderes indígenas e vida religiosa, unidos na missão de anunciar o Evangelho e defender a Casa Comum em um dos territórios mais desafiadores e promissores do mundo. Presidência da CEAMA 2026–2030 Presidente – Episcopado O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB (Brasil), assume a presidência da CEAMA. Sua trajetória pastoral na Amazônia e seu compromisso com uma Igreja próxima, defensora da vida e promotora da justiça socioambiental fazem dele uma figura-chave para este novo tempo eclesial. Sua liderança se caracteriza por uma profunda sensibilidade para com os povos amazônicos e por seu impulso a uma Igreja sinodal e missionária. Vice-presidente – Presbíteros O Pe. Jesús Huamán Conisilla, do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado (Peru), representa os presbíteros. Com experiência em contextos amazônicos, seu ministério tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e pelo acompanhamento pastoral em territórios de grande diversidade cultural e social. Vice-presidente – Povos indígenas Juan Urañavi, do povo guaraya (Bolívia), e vinculado ao Vicariato Apostólico de Ñuflo de Chávez, representa os povos indígenas. Com uma vida dedicada ao serviço eclesial e comunitário, sua liderança reúne a sabedoria ancestral e a experiência viva de seu povo. Sua presença na presidência reafirma o protagonismo dos povos originários na vida da Igreja amazônica. Vice-presidente – Leigos Marva Joy Hawksworth, da Diocese de Georgetown (Guiana), assume a vice-presidência em representação do laicato. Pertencente ao povo Macushi, sua vocação educativa e seu compromisso com a interculturalidade fortalecem os processos formativos na Amazônia, integrando fé, cultura e identidade. Vice-presidente – Vida religiosa A Ir. Sônia Maria Pinho de Matos, da Arquidiocese de Manaus (Brasil) e membro da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, representa a vida religiosa. Com ampla experiência pastoral na Amazônia, seu serviço tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e um profundo conhecimento do território, sendo sinal de uma presença profética e comprometida. Nova presidência: Sinal de sinodalidade Esta nova presidência é um sinal concreto da sinodalidade que impulsiona a CEAMA: uma Igreja que caminha em conjunto, que valoriza a diversidade de dons e que se deixa interpelar pela realidade do território. É também uma expressão viva do sonho de uma Igreja com rosto amazônico, onde a interculturalidade, a participação e a corresponsabilidade são pilares fundamentais. Neste novo tempo, a CEAMA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum, caminhando ao lado da Amazônia com esperança, fé e profunda convicção missionária.

O Padre Jesús Huamán Conisilla é eleito vice-presidente da CEAMA para o mandato 2026–2030

No âmbito da VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, foi eleito vice-presidente para o mandato 2026–2030 o padre Jesús Huamán Conisilla, sacerdote do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado. A eleição ocorreu na quarta-feira, 18 de março, em um clima de discernimento sinodal, comunhão eclesial e compromisso com os povos da Amazônia. Um caminho vocacional a serviço da missão O padre Jesús Huamán Conisilla nasceu em 16 de junho de 1971 em Quillabamba, província de La Convención, em Cusco, Peru. Desde a juventude, participou ativamente de processos pastorais, especialmente no grupo juvenil Reginalda Ríos da paróquia de Quillabamba, acompanhado por missionários dominicanos, e recebeu uma influência missionária significativa das Missionárias Eucarísticas de Nazaré. Ingressou no Seminário São João Maria Vianney de Puerto Maldonado em março de 1992, onde realizou sua formação até sua ordenação sacerdotal em 8 de agosto de 1999. Sua primeira missão pastoral foi como formador e ecônomo no mesmo seminário, e posteriormente atuou como pároco e vigário paroquial em diversas comunidades do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, tanto na região de Madre de Dios quanto na província de La Convención, em locais como Mazuko, Huyro-Maranura e Santa Teresa. Desde março de 2018, é pároco da paróquia Senhor dos Milagres em Madre de Dios e, atualmente, também exerce a função de vigário pastoral dessa zona do vicariato, além de coordenar a equipe de sinodalidade. Desde 2023, é delegado do clero peruano junto à CEAMA. Um ministério próximo dos povos amazônicos O padre Huamán é reconhecido por seu trabalho pastoral em territórios com forte presença indígena e marcados por múltiplos desafios sociais. Seu serviço tem se caracterizado por uma proximidade concreta com as comunidades, especialmente as mais vulneráveis, acompanhando seus processos de vida, fé e organização. Seu ministério reflete uma Igreja encarnada no território, que escuta, caminha e compartilha a vida com os povos, promovendo o anúncio do Evangelho a partir do compromisso com a dignidade humana. Fé que se torna vida e compromisso Ao longo de sua trajetória, impulsionou iniciativas que integram a fé com a ação social, promovendo a educação, a solidariedade e a defesa dos direitos das comunidades amazônicas. Seu testemunho expressa uma espiritualidade missionária que se traduz em ações concretas de serviço, acompanhamento e promoção humana. Um serviço para fortalecer a sinodalidade amazônica Sua eleição como vice-presidente da CEAMA fortalece o caminho de uma Igreja sinodal, onde ministérios ordenados, vida consagrada e leigos caminham juntos a serviço da missão. A partir de sua experiência em Puerto Maldonado, território emblemático da Amazônia, ele trará uma visão próxima das realidades locais e dos desafios que os povos enfrentam em contextos de vulnerabilidade. A CEAMA continua assim consolidando sua missão como espaço de articulação eclesial a serviço da vida, da justiça e do cuidado da Casa Comum, em comunhão com as Igrejas locais e os povos amazônicos. Continuidade do processo sinodal Amanhã, quinta-feira, 19 de março, no âmbito da Assembleia, será realizada a eleição dos demais membros da vice-presidência, representando a vida religiosa, os leigos e as leigas e os povos indígenas. Este momento dará continuidade ao processo de discernimento sinodal que caracteriza a CEAMA, garantindo uma representação diversa e complementar que reflita o rosto plural da Igreja na Amazônia e fortaleça sua missão evangelizadora, profética e comprometida com a vida.

Diocese de Roraima lança Campanha da Fraternidade 2026

A Diocese de Roraima realizou, nesta quarta-feira, 18, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026, na sede da Rádio Monte Roraima. A coletiva de imprensa reuniu representantes da Igreja para apresentar os objetivos da campanha, que mobiliza a Igreja no Brasil. A Campanha da Fraternidade deste ano, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), convidando todos a refletirem sobre o direito à moradia digna como condição essencial para a dignidade humana e expressão concreta da fé cristã. Durante o evento, o bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destacou a importância do chamado à fraternidade e à solidariedade neste tempo quaresmal. “Nós somos chamados a nos tornar cada vez mais irmãos uns dos outros. Por isso, a Igreja pede a esmola. A esmola é um termo técnico na Igreja que fala sobre a solidariedade, sobre a compaixão com os outros. É uma ajuda para que nós vivamos a fraternidade de uma forma mais intensa em toda a criação”, afirmou Dom Evaristo. O bispo também chamou atenção para a realidade social que fundamenta o tema da campanha. Ele ressaltou que mais de 60 mil pessoas vivem em situação de rua no Brasil e que a rua não é lugar de moradia. Além disso, destacou que mais de 6 milhões de famílias vivem em condições incompatíveis com a dignidade humana. De acordo com Dom Evaristo, é essa realidade que a Campanha da Fraternidade propõe refletir neste tempo da Quaresma, lembrando que nem todos têm um lugar para morar. A professora da Universidade Federal de Roraima, Márcia Maria, também participou da coletiva e apresentou alternativas que já fazem parte da realidade local, como os chamados “puxadinhos”. ”Historicamente, o “puxadinho” é algo vivido no núcleo familiar, quando, em um mesmo terreno, são construídas diferentes casas. Atualmente, segundo a professora, muitos migrantes têm adotado essa prática como forma de garantir moradia e fortalecer os laços comunitários”, contou a professora. Já Rosé Ferreira, da Pastoral Social da Diocese, destacou que a reflexão proposta pela campanha será aprofundada junto às comunidades. Segundo ela, por meio das formações das pastorais, a conversa será estendida a toda a comunidade, com o objetivo de amadurecer o debate e chegar a ações concretas após a realização dos encontros pastorais. O vigário episcopal, Padre Celso Puttkammer, reforçou a dimensão cristológica do tema. “O tema da campanha nos faz refletir que Jesus se encarnou entre nós e não teve um lugar para morar. A partir desse ponto, nós vamos olhar para a nossa realidade, que aqui em Roraima é muito desafiadora. Muitas pessoas vivem em situação indigna. Não basta ter uma moradia, mas é preciso também que ela seja digna”, pontuou o vigário. A Campanha da Fraternidade é uma iniciativa promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que propõe, ao longo da Quaresma, uma caminhada de oração, reflexão e compromisso com temas sociais importantes à luz do Evangelho. A Diocese de Roraima informou que, além da mobilização pastoral, serão realizadas atividades, encontros e ações comunitárias nas paróquias para aprofundar o tema da moradia digna e promover atitudes concretas em favor dos irmãos mais vulneráveis. A Campanha da Fraternidade 2026 convida os fiéis a transformar fé em compromisso concreto, construindo uma sociedade mais justa, solidária e fraterna, onde o direito à moradia seja reconhecido como expressão da dignidade humana. Por Luana de Oliveira; Fotos: Lucas Rossetti

Festa da Apresentação do Senhor marca início da Semana de Convivência no Seminário Arquidiocesano São José

No dia 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Seminário Arquidiocesano São José iniciou a Semana de Convivência da turma do primeiro ano do discipulado. A celebração reuniu formadores e seminaristas, abrindo oficialmente uma semana dedicada à integração, à adaptação e ao fortalecimento da caminhada vocacional. Ao todo, 16 jovens provenientes das prelazias e dioceses que compõem o Regional Norte 1 participam dessa experiência inicial. A Semana de Convivência acontece no período de 02 a 08 de fevereiro e antecede a abertura oficial do ano formativo de 2026, sendo um tempo oportuno para que os seminaristas conheçam mais de perto o cotidiano da vida no seminário, suas dinâmicas, valores e exigências. A integralidade do ser humano A programação da semana foi cuidadosamente pensada para contemplar diversos aspectos da formação, passando pela apresentação da metodologia formativa, pela vivência fraterna e pela reflexão sobre o perfil do seminarista inserido no contexto amazônico. Assim, pouco a pouco, os jovens são convidados a compreender que a formação não se limita ao estudo, mas envolve também a convivência, o serviço, a disciplina e o crescimento humano e espiritual. Durante a homilia, padre Marciney Marques, vice-reitor e formador da etapa da Configuração (Teologia), destacou que o seminário não deve ser entendido como um lugar de aprisionamento, mas como um verdadeiro despertar. Segundo ele, é por meio das normas, dos afazeres cotidianos e da vida comunitária que o seminarista aprende a responder com verdade e maturidade ao chamado que lhe foi confiado por Deus. Convivência e fraternidade O reitor do seminário, padre Pedro Cavalcante, também dirigiu palavras de encorajamento aos jovens. Ele recordou que Cristo os acompanhou desde o momento em que deixaram suas casas até a chegada ao seminário. Por isso, iluminados pela luz que irradia do próprio Cristo, os seminaristas são convidados a caminhar juntos, fortalecendo a caminhada mútua e construindo uma convivência marcada pela fraternidade e pela fé. Assim, à luz da Festa da Apresentação do Senhor, esta Semana de Convivência se apresenta como um tempo de graça, no qual cada seminarista é chamado a se deixar iluminar pelo Senhor, a acolher a formação com disponibilidade e a dar os primeiros passos firmes na construção de sua vocação sacerdotal, em sintonia com a realidade e os desafios da Igreja na Amazônia. Fotos e texto: Francisco Souza Junior

Cardeal Steiner: “No nome, Deus se torna um de nós”

No quarto domingo do Advento, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando que “estamos no Advento e a Liturgia insistentemente nos diz ‘o Filho do Homem’virá! A insistência litúrgica nos pôs a caminho de Belém. A três semanas a liturgia nos fez caminhar rumo a Belém e vamos nos damos conta da sua proximidade: Ele está à porta e bate”. A missão confiada “Acendemos a 4ª vela e vemos que se faz sempre mais luz, para sermos encontrados por aquele que é a Luz da luz; A criança de Belém que tudo ilumina! O Evangelho deste quarto domingo do Advento a mostrar a pessoa extraordinária de São José ao se encontra numa situação humanamente constrangedora, quase vergonhosa. Mas também a nos indicar a missão que lhe é confiada”, disse o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O arcebispo de Manaus recordou que “José e Maria são noivos, não convivem e Maria está grávida. José se perturba, está surpreso, mas em vez de reagir de modo impulsivo e, segundo a tradição de maneira punitiva, deseja preservar a dignidade de Maria”, citando o texto bíblico: “José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente”. O cardeal enfatizou que “denunciá-la seria levá-la à morte, e José procura um modo de preservar a sua amada Maria”. Segundo o cardeal Steiner, “no sofrimento, sem escândalo, decide deixar Maria. O Anjo em sonho indica um outro caminho, abre caminho, ilumina com os desígnios de Deus. Abre a senda da união, do amor e da comunhão da salvação”, citando o Evangelho do dia: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo”. Confiança em Deus “José confia totalmente em Deus, nos diz Papa Francisco, obedece às palavras do Anjo e recebe Maria. Foi precisamente esta confiança inabalável em Deus que lhe permitiu aceitar uma situação humanamente difícil e, num certo sentido, incompreensível. Na fé, José compreende que o menino gerado no ventre de Maria não é seu filho, mas o Filho de Deus, e ele, José, será o seu guardião, assumindo plenamente a sua paternidade terrena. O exemplo deste homem manso e sábio exorta-nos a elevar o olhar e a impeli-lo a caminhar mais além. Trata-se de recuperar a surpreendente lógica de Deus que, longe de pequenos ou grandes cálculos, é feita de abertura a novos horizontes, a Cristo e à sua Palavra”, refletiu o arcebispo. “José, homem pobre porque vive do essencial, trabalha, vive do trabalho; é a pobreza típica daqueles que estão conscientes de que em tudo dependem de Deus e nele depositam toda a sua confiança. Na sua fidelidade, na sua justeza, na sua integridade, deseja preservar a Maria. E na revelação do anjo recebe a tarefa de nomear, de dar um nome àquele que está em gestação”, disse o presidente do Regional Norte 1, citando o texto bíblico: “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus”. O nome Ao elo do texto, o cardeal enfatizou: “o nome! Nós damos nome aos nossos filhos. Antes mesmo do nascimento escolhemos o nome. A criança não veio à luz, nossos olhos ainda não a tocaram, e já pronunciamos seu nome. O nome estabelece a relação, a familiaridade, a intimidade”. Segundo o arcebispo de Manaus, “no círculo de nossas relações não conseguiríamos suportar conviver com alguém que não pudéssemos dizer o nome. O nome diz da pessoa, da identidade, da personalidade. No nome ela é ela mesma, única, singular. A singularidade que a idade vai conferindo traços, sulcos e maciez de um rosto. E o nome revela o rosto, a existência, a vida, a pessoa”. “Dizer o nome é dar-se a conhecer; ao perguntar pelo nome se deseja conhecer. Recebemos o nome de alguém e na recepção do nome recebemos a quem nos deu o nome; damos o nome e nos damos no nome; receber e dar o nome é pertencer a alguém, é estar em relação com alguém; é poder ser amado e amar, não o nome, mas a pessoa a quem damos o nome e recebemos o nome”, aprofundou o cardeal. O nome nos aproxima Ele disse que “o nome diz tudo, mesmo o não dito, mesmo o silenciado, porque somos mais que o nome. O nome que deixa cada um ser Homem, ser Mulher. O ser humano entre outros seres humanos, onde ele não se perde no meio dos outros, pois se sente chamado e pode chamar a si mesmo. Eu me chamo, eu sou chamado, o meu nome é…! No meu nome, no dizer o meu nome, eu me aproximo e deixo que se aproximem de mim. No nome nos sentimos próximos, pois o nome cria proximidade, intimidade, familiaridade”. “E o filho de Maria receberá de José um nome. O filho de Maria, o concebido pelo Espírito, o gerado no Espírito receberá do homem José um nome. Era próprio do pai nomear, chamar, dar o nome (São João Crisóstomo, Sermão 4,6). O nome do filho de Maria e de José é Jesus!”, refletiu o cardeal Steiner. É por isso que “Deus recebendo um nome, Jesus, Deus podendo ser nomeado, Deus se tornando próximo no nome Jesus. No nome Jesus se estabelece entre Deus e nós uma relação nova, uma familiaridade, uma intimidade própria. O nome Jesus revela a existência, a vida, o rosto, a pessoa: o salvador, Deus”. Ser amado e amar “Deus deseja que José pronuncie o seu nome, pois deseja dar-se a conhecer e dizer que pertence à nossa familiaridade e realidade. No seu nome, no dizer o seu nome, ele se aproxima e deixa que nos aproximemos dele. Ao receber o nome Ele deseja ser amado e amar”, segundo o arcebispo de Manaus. Segundo ele, “é por isso que o Evangelho nos recordava a palavra do profeta: ‘Ele será chamado pelo nome de Emanuel que significa: Deus está conosco’. No dizer de São João Crisóstomo,…
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Cardeal Steiner: Advento, “o nascer de Deus em nossa humanidade”

O Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração do 3° Domingo do Advento na Catedral Metropolitana de Manaus na manhã de 14 de dezembro de 2025. Ele recordou aos presentes que “estamos a caminho de Belém”. Nesse percurso, a liturgia traz o anúncio de diversas manifestações de Deus e que o Advento é a “espera do Filho do Homem o nascer de Deus em nossa humanidade”. Em sua homilia, o cardeal explicou que o 3° Domingo é chamado de Domingo da Alegria, por ser uma “espécie de antecipação litúrgica para podermos celebrar a alegria do Natal”. Em continuidade, recordou o Evangelho do domingo passado, onde “víamos João Batista às margens do Jordão” e hoje o Evangelho anuncia que ele está na prisão e em dúvidas e manda perguntar: “és tu aquele que há de vir ou devemos esperar por um outro?”. “João, o preparador, o anunciador, o aplanador das colinas, o endireitador dos caminhos, não sabe mais. Anunciava e agora já não sabe mais. Ele havia tocado, havia batizado seu Senhor e agora na quase ignorância do saber. Havia dito que não sou digno nem mesmo de carregar suas sandálias, agora já não sabe mais quem ele é”, ilustrou o cardeal. Seria Ele o esperado?  O arcebispo indagou os fiéis presentes a pensar “O que não faz a prisão, queridos irmãos e irmãs? O que pode fazer a solidão?”. Dando seguimento, explicou a perspectiva em que se encontrava João Batista “não mais rodeado pelas multidões, discussões, não mais pregações, nem mesmo o batismo de conversão”. Ele expôs que a solidão de João é um “nada para anunciar, nada para preparar, nada para endireitar” e com ela João se interroga: “é ele ou devemos esperar por um outro?”. “Abandonado, sem o vestido das peles de camelo, sem o cinturão de couro em torno dos rins, sem os gafanhotos e o mel silvestre, se interroga, duvida, espera. E agora no desejo da confirmação de uma presença nova que deve batizar no Espírito. Seria ele o esperado, o desejado das nações, o implorado, o rezado nos séculos o Deus conosco, o Deus da história, o Deus de nossos pais, o Deus de Abrão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó?”, novamente apontando as percepções da dúvida de João Batista.  Em suas palavras o cardeal conduziu os presentes a assumir o questionamento de Batista, “É ele? É ele o nascido em Belém, no quase relento, sem casa, sem lugar, no recolhimento das ovelhas? É Ele? Ele que nascera, Ele cumpridor das escrituras, Ele o esperado, Ele o meu primo, o da minha raça, do meu sangue, da minha parentela, da descendência de Davi. Ele o filho de Maria e José, João não sabe mais”. E outra vez trouxe a passagem do Evangelho “É aquele que devia vir ou devo esperar por um outro?”. O arcebispo prosseguiu com objeção de João “um grande profeta, um grande curador, anunciador”.  E acrescentou “seria demais, impossível que o desejado, implorado, explorado, esperado por tantas gerações fosse justamente ele, o da minha carne, o do meu sangue, da minha parentela, o de Nazaré?”. Isto porque, segundo ele, o precursor se vê “abandonado, solitário, à espera da morte”, e na dúvida envia de seus discípulos a Jesus para questioná-lo. Como resposta, Jesus pede que contem a João o que “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”. Feliz aquele que não se separa de Mim Em sua homilia, o cardeal explicou que o que viram e ouviram era “o sinal inconfundível de que era Ele e não o outro”. Em suas palavras “Ele era a vida nova que estava por pulular em todas as partes”, e por isso era “feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. Dessa forma, escandalizar assume a compreensão de “não se separa de mim”. Porque, em Jesus, “uma vida nova, pois um reino novo, uma nova convivência. Tudo redimido, tudo transformado”, essas transformações é que tornavam visível a presença de Deus. O arcebispo acentuou que esses sinais não eram os milagres que causam “admiração e estupefação”. E sim “do cuidado e do desvelo de Deus, a aproximação de Deus em dar olhos, em conceder liberdade, em dar corpos limpos”, como explicou o cardeal. A visita de Deus aos pequeninos e necessitados “os enche de vida nova, os renova, os liberta, os coloca de pé, eles caminham com os próprios pés, veem com os próprios olhos, ouvem com os próprios ouvidos, mas todos purificados e limpos”. “É que vivem na purificação não própria. mas na purificação de Deus. Então, não necessitava esperar por o outro. Somente um Deus humanado poderia cuidar assim dos cegos, dos coxos, dos leprosos, dos surdos, dos mortos, dos pobres. Sim, João, sou eu, o da tua parentela, o filho de Maria José que você conheceu. Sou eu, aquele o esperado, implorado, desejado, ansiado por séculos. Sou eu, não precisas esperar por um outro” explicou o cardeal. É a criança de Belém O presidente destacou a beleza do texto apresentado da primeira leitura do Livro do Profeta Isaías “vida nova, parece tudo resplandecer, tudo brilhar, mas cheio de vida e de transformação”. Com a palavras do profeta, refletiu a quantidade daqueles que voltaram para casa curados “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Quantos voltaram para casa curados? Nos textos do Evangelho encontramos”. No retorno iam “a Sião cantando louvores com infinita alegria, brilhando os seus rostos, cheio de gozo e de contentamento, não mais a dor e o pranto. Vida nova, porque presença nova de Deus entre nós”. Essa percepção responde ao questionamento de João a sim mesmo sobre a pessoa de Jesus “Assim era ele, João não precisava esperar por outro”. Hoje, queridos irmãos, queridas irmãs, queridos telespectadores, radiouvintes, Domingo da Alegria. Alegria pré-anunciada pelo profeta, alegre-se a terra que era deserta e intransitável. E não…
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Diocese de Parintins realiza Assembleia Eletiva da Pastoral da Criança

A Diocese de Parintins realizou a Assembleia Eletiva da Pastoral da Criança Diocesana, de 14 a 16 de novembro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, em Parintins. A reunião contou com momentos de avaliação, planejamento e visitas às comunidades. O encontro fortalece a proximidade com a realidade local e o compromisso missionário com as famílias assistidas. Estiveram presentes representantes das paróquias Nossa Senhora de Lourdes, São Sebastião, São José Operário, Nossa Senhora da Conceição, de Maués. Além de Dom José Albuquerque, bispo diocesano, e com a assessoria da Coordenadora Estadual Alriane da Silva Santos, da Pastoral da Criança do Regional Norte 1, que conduziu a assembleia. Durante os três dias, houve a avaliação das atividades de 2025, um momento formativo sobre a missão da Pastoral da Criança, a eleição da nova equipe de coordenação diocesana e o planejamento do ano de 2026. Os participantes definiram como meta implantar a PC em todas as paróquias da Diocese e contribuir com o caminho sinodal assumido pela diocese. Além disto, celebraram os 37 anos da Pastoral na Diocese de Parintins. Com espírito de unidade, partilha e comprometimento, a Pastoral da Criança reafirma sua missão de serviço, cuidado e amor ao próximo na Diocese de Parintins. Com informações e fotos da Diocese de Parintins

Na COP30, diálogo socioambiental pela Paz: “não mais domínio, mas relação respeitosa com todos os seres”

O diálogo é o instrumento que nos permite avançar na construção social. Daí a importância do Painel “Diálogo socioambiental pela Paz: adaptação e transição justa”, realizado na Zona Azul da COP30 na manhã do dia 13 de novembro de 2025. Diálogo entre diversos atores sociais Um diálogo entre a Igreja católica, representada pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, o diretor do Departamento de Ecologia Integral da Conferência Episcopal Espanhola, padre Eduardo Agosta, e a secretária da Pontifícia Comissão para América Latina, Emilce Cuda, a universidade, com a presença de Juliano Assunção, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e os empresários Ana Cabral, presidenta de Sigma Lithium, e José Luis Manzano, presidente de Integral Capital. Se faz necessário reconhecer que as mudanças climáticas são um sinal de que temos perdido relação com a verdadeira essência da humanidade, em palavras do presidente da Fundação para a Equidade nos Mercados Ambientais, Patricio Lombardi, organizador do evento. Ele, que fez um chamado escutar, refletir, nos reconectar, destacou a importância do Acordo de Paris e sua relação com Laudato si´, incidindo no Artigo 12 do acordo, que demanda “cooperar para tomar medidas, conforme apropriado, para ampliar a educação, a formação, a sensibilização do público, a participação do público e o acesso do público a informação sobre as mudanças climáticas, reconhecendo a importância dessas etapas para ampliar as ações previstas”. Um painel, como o realizado, possibilita o diálogo social, fundamento da Doutrina Social da Igreja, segundo salientou Emilce Cuda. A secretária da PCAL. Ela recordou as palavras de Papa Leão XIV, que diz que “para desarmar as palavras, para chegar à paz, temos que dialogar”. Daí a necessidade de desarmar as palavras como única forma de resolver o conflito, que a teóloga argentina considera a base do diálogo social, que “não é um diálogo entre amigos, é um diálogo entre representantes de partes organizadas de uma sociedade para poder chegar a um acordo que sempre é aberto, negociado”, uma necessidade diante da situação social e ambiental atual que “está em risco de chegar a um ponto crítico”. Diálogo sem escuta é imposição O cardeal Steiner partiu da ideia de que “diálogo é sempre uma escuta”, fazendo um chamado a “sermos escutadores, escutadoras, para podermos devagar ir percebendo qual é a razão de fundo que nos move e que nos dá horizonte da compreensão da nossa vida, mas também da nossa fé”. Por isso, “diálogo sem escuta não é diálogo, é imposição de ideologias ou de ideias”, algo que demanda se ouvir, porque “é na escuta que a esperança se faz presente, é no ouvir que a esperança vai devagarinho surgindo no horizonte das nossas compreensões”. O cardeal, inspirado em Romano Guardini, refletiu sobre a dimensão relacional, a necessidade de estar a serviço, se superar a atitude de posse. Ele refletiu sobre as relações com o meio ambiente, apostando na “obrigação de levantar a bandeira da esperança para que essas relações possam ser mais condizentes com o que pede a própria natureza”. Frente a isso, “outra modalidade de saber, que não observa, mas analisa, já não se emerge no objeto, mas o agarra e o destrói”. O cardeal Steiner demanda uma ética “não mais do domínio, mas de uma relação condizente, respeitosa com todos os seres”. O arcebispo de Manaus refletiu sobre a necessidade de levar em consideração os pobres, aqueles que mais estão sofrendo com as mudanças climática, que no Brasil são os povos indígenas. Diante disso, o presidente do Conselho Indigenista Missionário disse que “nós queremos ser para eles um sinal de esperança”, dado que eles são sinal de esperança em consequência do seu modo harmônico de convivência com o meio ambiente. Por isso, a necessidade de levar em conta que “Jesus nos possibilita um outro modo de relação, que é samaritano, que é fraterno, que é consolador, que é de uma fraternidade universal”. Necessidade de conversão O problema climático é algo que goza de convicção científica desde 1987, segundo Eduardo Agosta. Ele mostrou a demora para chegar em decisões políticas, vendo como uma das causas do atual fracasso o fato de não levar em conta o moral e o ético que aparece em Laudato si´. Ele reconhece a existência de soluções técnicas, mas denuncia a falta de vontade política para enfrentar aquilo que não gostamos, dada a necessidade de conversão para alcançar a mudança. Junto com isso, a falta de consciência de pertença a uma fraternidade humana, que habita uma casa comum, com uma dívida climática a pagar. Para isso demanda abraçar a ecologia integral imanente, superando o pensamento fragmentado, ver o clima como a base de tudo o que coloca em risco a dignidade humana e a vida de muitas pessoas; ver o território como lar e não como recurso; fomentar a transição justa; assumir a opção preferencial pelos pobres, que sofrem a maior parte das consequências das mudanças climáticas. Por isso, Agosta demanda mais alma para assumir de verdade o Acordo de Paris. A universidade é espaço de avanços científicos, também em tudo o que tem a ver com as mudanças climáticas, um problema a ser tratado de maneira conjunta, segundo Juliano Assunção, dado que ele afeta a todos nós e que demanda uma ajuda para com aqueles que mais sofrem. Daí a necessidade de justiça climática, sobretudo para com os países mais pobres, com quem o Planeta tem uma maior dívida ecológica. Por isso a necessidade de criar meios para que as pessoas consigam viver melhor, defendeu o professor brasileiro. Todos sentados na mesa do diálogo O grande desafio é estabelecer diálogos com aqueles que participam na tomada de decisões, com os empresários. Isso, porque segundo lembrou Emilce Cuda, recordando as palavras de Papa Francisco, “não haverá justiça social até que todos não estejam sentados à mesma mesa da tomada de decisões, não para contar seus dramas, mas para decidir”, como único caminho para a paz, que é consequência do diálogo social. Daí a importância da presença do mundo da empresa no…
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Comissão de Proteção do Regional Norte 1: Formação para prevenir os abusos

O cuidado e proteção das crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis deve ser assumido como prioridade na Igreja católica. De fato, pode se dizer que esse cuidado é a forma de evangelização mais bela que a Igreja pode realizar. Uma constatação que se fez presente na reunião da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, realizada de modo virtual no dia 06 de novembro de 2025, com a participação de representantes das igrejas locais. Importância da formação Se busca, movidos pela misericórdia, propagar o direito e a justiça. Nesse caminho, tem se dado passos ao longo do presente ano, segundo foi constatado pelos participantes da reunião. Nessa perspectiva, a formação em diversos níveis é colocada como algo de grande importância. Dentre os desafios, dada a realidade geográfica do Regional Norte 1, é destacado as dificuldades que muitas igrejas locais experimentam para chegar nas paróquias e comunidades do interior. O trabalho que está sendo realizado ajuda a Igreja católica e a sociedade a acordar diante do sofrimento. É por isso que essa formação, que colocou nas mãos das pessoas uma ferramenta que ajuda a falar com mais propriedade sobre essa realidade, está possibilitando o envolvimento não só da Igreja católica, mas da sociedade civil, dos conselhos tutelares e outras instituições e organismos, aumentando o conhecimento com relação aos abusos. Um aprendizado que está ajudando a multiplicar o conhecimento e assim avançar na proteção. Consciência do cuidado e da responsabilidade como Igreja As igrejas do Regional Norte 1 estão assumindo essa dinâmica de formação, trabalhando na catequese, com os catecúmenos e com os pais, essa realidade. Uma formação que ajuda a criar vínculos em nível regional e identificar situações presentes nas comunidades. De fato, no Regional Norte 1, essa consciência do cuidado e da responsabilidade como Igreja já é um processo. Isso faz com que as pessoas se sintam seguras nos espaços eclesiais. O desafio é que essa temática seja refletida e aprofundada nas assembleias diocesanas, nas paróquias e nos diversos níveis. Para isso, se faz necessário que em cada paróquia possa ter uma equipe que possa ajudar à equipe diocesana. Ao longo do ano, o Manual de Proteção tem sido apresentado nos diversos espaços e realidades eclesiais, ajudando no aprofundamento por parte do clero, da Vida Religiosa, das comunidades de vida, do Seminário, das diversas pastorais. Uma abordagem que foi realizada desde a dimensão da Psicologia. Um trabalho que deve ser constante e contínuo, em vista de incidir e motivar para que o processo de formação se torne permanente em todos os espaços da Igreja do Regional Norte 1. Ainda mais, diante da realidade de algumas igrejas locais, que não conseguiram fazer um trabalho mais sistemático de formação. Ser cada vez mais espaço de proteção A Comissão insiste na importância de registrar tudo aquilo que é realizado. Sempre em vista de fazer com que a Igreja católica seja cada vez mais espaço de proteção. Para isso, se enfatiza que é preciso tornar conhecido o Manual de Proteção nos ambientes de Igreja e na sociedade civil, sobretudo na Rede de Proteção, assim como tornar conhecida a equipe Regional e diocesanas, possibilitando o fácil acesso à comissão, ser acessíveis às pessoas. Para o próximo ano cada igreja local fará um planejamento que ajude a continuar os processos de formação iniciados, bem como criar mecanismos de avaliação. Para ajudar nesse caminho, foram reproduzidos oito mil exemplares do Manual de Proteção para ser trabalhado com os agentes de pastoral e as lideranças, e materiais pedagógicos para serem trabalhados com as crianças e adolescentes. Sempre buscando atingir a todos e avançar no caminho do cuidado e proteção.