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Cúpula da Amazônia: “Um início de sinodalidade na política, na sociedade”

Belém acolheu nos dias 8 e 9 de agosto a Cúpula da Amazônia, com a participação de mandatários dos diferentes países, um evento em que a Igreja se fez presente, sobretudo nos dias prévios em que “a presença da Igreja foi estar ali ao lado dos povos e dos movimentos sociais articulando, animando, fortalecendo e encorajando um diálogo amazônico entre a sociedade e os governos que compõem a Pan-Amazônia”, segundo Dorismeiri Almeida Vasconcelos, da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM). A Cúpula foi uma oportunidade para que o cardeal Leonardo Steiner afirmasse que “nós cuidamos da Amazônia, a Amazônia com seus povos, suas culturas, suas águas, suas árvores, suas flores, as suas florestas, uma casa comum, onde todos somos convidados a morar, mas somos todos convidados a cuidar”. O arcebispo de Manaus denunciou os ataques contra a Amazônia, “tão vilipendiada, tão destruída”, e junto com isso a ganância em relação à Amazônia e a violência na Amazônia, “a violência que chega até a Amazônia”. Dom Leonardo Steiner insistiu em que “a Amazônia não é violenta, seu povo é calmo, seu povo é tranquilo, as nossas comunidades, elas são fraternas, são receptivas”. Diante disso, ele fez um chamado a “repensarmos os modelos que desejamos impor à Amazônia, essa verdadeira exploração da Amazônia”. Parafraseando uma expressão do Papa Francisco em relação à África, o cardeal disse: “tirem as mãos da Amazônia”. Ele afirmou que “a Amazônia, ela não precisa de estruturas novas, a Amazônia precisa de respeito, a Amazônia precisa de justiça, a Amazônia precisa da presença do Estado para que diminua a violência, para que diminua a destruição das nossas matas, para que diminua a poluição das nossas águas, especialmente pelo mercúrio e pelos dejetos das nossas cidades. Que deixem os nossos peixes, deixem as nossas águas, mas especialmente deixem as nossas culturas”. Recordando que “nenhuma região do Brasil tem tantos povos originários como nós da Amazônia”, o arcebispo de Manaus insistiu em que “eles apenas pedem de nós respeito, pedem de nós cuidado, que nós assumamos a responsabilidade pela Amazônia”, lembrando a dependência de outras regiões do Brasil em relação à Amazônia, o que o levou a questionar o desmatamento, afirmando que “nós estamos acabando de nos destruir a nós mesmos”. O vivido na Cúpula da Amazônia é visto por Dorismeire Vasconcellos como um processo, iniciado discutindo com a sociedade civil há três anos, fundamentado “nos saberes ancestrais dos povos e no modo de economia e de sociedade do bem viver que os povos vivem na Amazônia”. Ela destaca “o debate com a sociedade civil, discutindo temas apropriados que referem-se ao tratado de cooperação da Amazônia”, elaborado com diferentes aportes de diversas instituições, dentre elas a REPAM. Esses aportes foram encaminhados aos mandatários junto com uma carta solicitando a participação da sociedade dentro desses diálogos que tratam da cooperação amazônica entre os países da Pan-Amazônia, o que foi bem acolhido pelos governos da Colômbia e do Brasil, segundo a representante da REPAM. Um documento com 50 propostas sobre oito temas importantes: deflorestação, direitos dos povos e territórios, mulheres, infraestrutura, uso do hidro carbono, educação, transparência nos financiamentos, águas, mineração, resultado de um Seminário que trabalhou o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Nos dias prévios à Cúpula, aconteceram os Diálogos Amazônicos, cinco plenárias com os temas mais debatidos pela sociedade, e plenárias transversais, que envolviam juventudes, mulheres e a Amazônia Negra, sendo recolhidos os debates de cada plenário em relatórios entregues aos mandatários. Junto com isso, a sociedade civil organizou a Assembleia dos Povos da Terra que elaborou uma declaração dos povos da terra pela Amazônia, entregue aos mandatários, temas recolhidos na declaração dos mandatários, mesmo sem um prazo para ser aplicado em cada um dos países em relação ao que é mais emergencial, sobretudo em relação a mitigar as consequências da mudança climática ou para adaptar a situação de atendimento aos povos de acordo com as consequências da mudança climática. Dorismeire Vasconcellos insiste em que estamos diante de “um processo que se inicia e que mostra que é possível discutir os mandatários a questão da Amazônia, a questão da cooperação nos temas abordados. É possível na política internacional de acordos e tratados, a participação social”. A representante da REPAM vê uma similitude entre o que foi vivenciado em torno à Cúpula e o atual processo sinodal de escuta, diálogo e discernimento. Ela considera que “esse caminho é o começo ainda diante da conjuntura política, social, económica, dos países da Pan-Amazônia, mas já é um início de sinodalidade na política, na sociedade”. A representante da REPAM insistiu em que “esse processo que fizemos como sociedade civil, como povos da Amazônia tem uma meta, a incidência dos povos da Amazônia. Não dá para discutir a Amazônia, na Amazônia, pensando no futuro da Amazônia sem escutar e sem envolver os povos nesta discussão”. Um grande convite e um apelo que também faz o cardeal Steiner: “respeitemos a Amazônia e os amazônidas, respeitemos as culturas, respeitemos os povos que aqui habitam”. Para isso ele pede a ajuda de Deus, “e que possamos todos juntos cuidar da Amazônia, preservar a Amazônia para termos uma realidade justa, equânime e fraterna. E assim a nossa região da Amazônia possa ajudar a cuidar de todo o Planeta”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Padre Zenildo Lima: “A evangelização na Amazônia será sempre um anúncio do Verbo que se fez carne”

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que está realizando sua assembleia em Manaus de 8 a 11 de agosto é uma das propostas que surgiram com o Sínodo para a Amazônia, buscando contribuir nos processos de evangelização na Amazônia. O padre Zenildo Lima, que foi auditor naquele Sínodo, refletia sobre algumas ideias em vista das linhas de evangelização para a CEAMA. Ele partia do Documento Preparatório do Sínodo para a Amazônia, que “recordava a dinâmica da parte pelo todo”, insistindo o texto em que “as reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”. Algo que o reitor do Seminário São José de Manaus relacionou com o caminho do atual processo sinodal. Nessa perspectiva, ele afirmou que “para compreendermos a atuação da CEAMA necessitamos recuperar o caminho percorrido – que não é somente o caminho do Sínodo para a Amazônia, mas o caminho da missão da Igreja na Amazônia – e pontuar as intervenções necessárias neste tempo presente”. Daí o destaque que ele colocou no Encontro de Santarém 1972. Um encontro que tem como ponto de partida a Encarnação do Verbo, que segundo recolhe o Documento de Santarém 2022, “exige da Igreja um total entrosamento com a realidade, uma superação de modelos de evangelização importados e um permanente testemunho realista, corajoso e repleto de esperança, fundado exclusivamente no Evangelho”. Mas também uma Encarnação da Igreja, que “armou sua tenda no meio do povo de tal modo que apareceu um rosto eclesial bem amazônico na diversidade sociocultural, na defesa do lar que Deus criou para toda a humanidade e na promoção da Vida em todas as suas dimensões”. Uma Encarnação que “não pode acontecer sem que os povos amazônidas, acompanhados por seus agentes e pastores, sejam os protagonistas”, segundo o padre Zenildo Lima, que insistiu em que “encarnação tornou-se também e primeiramente um processo de escuta!”, destacando igualmente a necessidade do diálogo. É por isso, ressaltou o reitor do Seminário São José de Manaus, que “a evangelização na Amazônia será sempre um anúncio do Verbo que se fez carne, será sempre uma proposta do encontro com Jesus. Não cabe em nós o rótulo de termos abandonado o Evangelho para cuidar de questões sociais”. Uma marca da atuação da Igreja na Amazônia sempre foi a evangelização libertadora, segundo o padre Zenildo, que fez ver sua urgência diante do avanço dos sinais de ameaça à dignidade avançam. Daí a importância do chamado do Sínodo para a Amazônia à Igreja da região “a exercer sua atividade profética com transparência, e apresentar o Cristo com todo seu potencial libertador”. Para realizar essa missão, o padre Zenildo Lima propus alguns itinerários: nos territórios, com os sujeitos, no modelo de Igreja e de Evangelização, sustentado no rosto amazônico, a Sinodalidade, a escuta, diálogo e interculturalidade, a questão ministerial. Ele lembrou que “no Sínodo para a Amazônia, a Igreja em saída missionária apresenta-se como samaritana, misericordiosa e solidária, que serve e acompanha os povos amazônicos e se constitui um Igreja com rosto destes mesmos povos”, o que faz, segundo aparece no Documento de Santarém 2022, com que “a vida das nossas Igrejas que vão se moldando em caminhos de inculturação da espiritualidade, da liturgia, do ministério, da vida comunitária”. Uma Igreja chamada a ter como atitude fundamental a missão realizada com intensidade, fazendo com que “coragem e audácia se traduzam em opções pastorais transbordantes e não pequenos remendos”. Nessa dinâmica, a CEAMA aparece como corpo eclesial, como sujeito, concluiu o padre Zenildo Lima. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Os jovens estão de volta da JMJ, mas eles têm espaço em nossas comunidades?

Mais de um milhão e meio de jovens se fizeram presentes a semana passada na Jornada Mundial da Juventude realizada em Lisboa. Deles um bom número de brasileiros, alguns deles da Amazônia. Depois do encerramento a gente tem que se questionar sobre como acolher esses jovens em nossas igrejas particulares, em nossas paróquias e comunidades. O Papa Francisco falou várias vezes que na Igreja cabem todos, enfatizando esse todos. Diante disso a pergunta que cada e cada uma de nós devemos nos fazer é: em minha paróquia ou comunidade os jovens têm espaço? Eles são acolhidos, escutados, seu protagonismo é reconhecido e incentivado? Eles participam dos espaços de decisão? Tão importante quanto ter jovens é que eles encontrem em nossa Igreja um espaço para poder crescer como pessoas e como cristãos. O número é importante, mas seu papel na Igreja é ainda mais importante. Os jovens ajudam as comunidades a olhar para o futuro, a ter utopias e perspectivas, a pensar no amanhã, eles impulsionam o caminhar da Igreja. Um encontro igual a Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade de encontro, de escuta, de partilhar a vida e a fé com jovens de todos os cantos do mundo, um momento para crescer, para carregar as baterias. Mas essas baterias têm de ser aquilo que faz com que os jovens continuem caminhando e assumindo seu compromisso de vida, seu compromisso na Igreja, nas paróquias e comunidades. Eles e sua mente têm que voltar da Jornada Mundial da Juventude, mas também a Igreja local tem que fazer com que eles possam voltar, se sentir à vontade e possam partilhar o que lá foi vivido e o que fez com que eles possam ter uma visão mais católica, mais universal de uma Igreja que está presente no mundo inteiro e que em cada lugar vivência sua fé a partir das diferentes culturas e realidades em que ela se faz presente, também entre os jovens. Acolher é uma atitude que deveria estar mais presente em nossa Igreja. Quando acolhemos temos que ser conscientes de que o outro é diferente e que nem sempre vai responder a nossas expectativas, uma atitude que é fundamental quando falamos de juventudes. Muitas vezes temos medo de chegar perto, de nos fazermos próximos daqueles que pensam diferente, temos dificuldade em assumir que a diversidade nos enriquece. Não deixemos passar essa oportunidade, acolhamos os jovens que de volta da Jornada Mundial da Juventude querem ser fermento na massa. Que sua volta seja oportunidade para nos ajudar a crescer como comunidade e descobrir que a força da juventude pode ajudar nossa Igreja a ser melhor presença do Evangelho na vida de nossa sociedade. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Cardeal Czerny: CEAMA, “uma semente de esperança que nasce de um processo de escuta e acompanhamento dos povos”

O Cardeal Czerny está em Manaus a participar na Assembleia da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que se realiza de 8 a 11 de agosto, uma presença que considera “fundamental para o nosso Dicastério hoje”, bem como o fato de “nos encontrarmos e acompanharmos no caminho que a CEAMA está a fazer”.   “Viver e cuidar do processo eclesial da Amazônia” O Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral refletiu sobre “Viver e cuidar do processo eclesial da Amazônia”. Fê-lo a partir do texto de Lc 5, 37-38 em que Jesus pede odres novos para vinho novo. Nas suas palavras, recordou a recente visita ao seu Dicastério das redes eclesiais, na qual estiveram presentes “as vidas e as vozes dos territórios”, que não hesitou em descrever como um privilégio, pois “a visita fez-nos muito bem porque neste momento estamos a viver como uma instância da Santa Sé ao serviço da Igreja, permitiu-nos uma experiência de encontro, de escuta e de procura de possibilidades de caminhar juntos perante os desafios do nosso tempo“, um momento de partilha e de intercâmbio. O Cardeal recordou as palavras de Marcivana Sateré, líder indígena que vive em Manaus, durante essa visita, em que dizia que “a nossa identidade vem do território”, e apelava a “reconhecer no rosto do povo indígena o rosto de Deus“.  A partir daí, explicou a importância de acompanhar e sustentar os processos eclesiais na Amazônia, com o chamado a cuidar desses biomas e como a sinodalidade passa da Igreja particular para a universal, concluindo com algumas perguntas sobre os desafios para a CEAMA.   CEAMA, uma proposta do Sínodo para a Amazônia Recordando o que estava contido no Documento Final para a Amazônia, a sua recepção pelo Santo Padre, com o apelo a dar continuidade a este processo e o seu aprofundamento na Querida Amazônia, o Cardeal Czerny sublinhou que a CEAMA é uma proposta desse Sínodo. Os documentos que sairam do Sínodo “não pretendem ter a última palavra”, insistiu. Isto porque “os temas tratados são fruto de um discernimento vivo, porque emanam das próprias vozes de denúncia e anúncio do território e porque fazem parte de uma experiência de encarnação eclesial que continua a mover-se neste lugar teológico, a Amazônia como ‘locus’, como o próprio Papa afirmou”. Neste sentido, o “compromisso de refletir e procurar uma experiência de convergência a partir da diferença” é uma consequência do fato de a Amazônia e os seus povos serem fonte de vida, bem como das múltiplas ameaças e sonhos expressos pelo Papa Francisco na Querida Amazônia.   Povo de Deus de olhos abertos Uma assembleia da CEAMA que se reúne como Povo de Deus com os “olhos abertos” e com abertura aos horizontes do Espírito. O Cardeal recordou o Cardeal Claudio Hummes, “primeiro presidente e incansável promotor da CEAMA”, que sempre “insistiu que a Igreja só terá cumprido a sua missão neste território quando os povos e aqueles que habitam este território forem sujeitos da sua história“. O prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral observou que a palavra mais repetida no Documento de Aparecida é vida, mais de 600 vezes, apelando a que “as atividades pastorais levem uma mensagem de esperança àqueles que sofrem com as muitas faltas, dores e obstáculos que enfrentam“, a uma pastoral do Bom Samaritano, “inclinando-se para aqueles que estão feridos no nosso mundo, carregando-os aos ombros, e providenciando o necessário para que possam reerguer-se e recuperar a sua dignidade de filhos amados”.   A missão a partir da identidade batismal Quando a missão nasce da nossa identidade batismal, significa “restituir a todo o Povo de Deus a plena dignidade de ser agente ativo de evangelização”, como sublinha a Evangelii Gaudium. Por isso, os vários documentos do atual Magistério Pontifício lançam um desafio, segundo o Cardeal: “reformar as estruturas eclesiais de modo a incorporar o sentido ministerial da diversidade do Povo de Deus e, portanto, a presença dos leigos na vida e na missão da Igreja a todos os níveis“. A partir daí, vê a sinodalidade como “a expressão de diversas sinergias e carismas que convergem na comunhão e na unidade”, o que exige um modo de ser Igreja “onde todos e cada um dos seres humanos e toda a criação têm o seu lugar”. Isto significa que “para viver a alegria da salvação é necessário deixar os odres velhos“, que identificou com o clericalismo e uma mentalidade autorreferencial e dominadora. A partir daí, apelou a todos para “‘ser e fazer’ a Igreja de Jesus, sempre nova, a partir da diversidade de ministérios e carismas”. Para isso, é necessário identificar as estruturas obsoletas que impedem “a comunhão fraterna e que, desligadas da sua missão, se atrincheiram”. A CEAMA como expressão de odres novos Nesta perspectiva, vê a CEAMA como “uma semente de esperança que brota de um processo de escuta e acompanhamento dos povos“, uma “expressão de odres novos para poder acolher o vinho novo que brota do acompanhamento do território”, que exprime, como mostra a composição desta assembleia, “a unidade na diversidade da nossa Igreja, e o seu apelo a uma práxis sinodal cada vez maior”. O Cardeal vê a CEAMA como algo que “quer ser uma boa notícia e um instrumento para dar vida aos frutos do Sínodo associados aos temas orgânico-eclesiais”. Por isso, apelou para “a necessidade de criar consciência nas Américas da importância da Amazônia para toda a humanidade”, para estabelecer “uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas para criar um modelo de desenvolvimento que favoreça os pobres e sirva o bem comum”, como diz Aparecida. Também para “apoiar, com os recursos humanos e financeiros necessários, a Igreja da Amazônia para que continue a anunciar o Evangelho e a desenvolver a sua pastoral na formação de leigos e sacerdotes”, encorajando “a trabalhar intensamente para que a CEAMA seja um instrumento vivo da Igreja, como pediu com sentido profético o Cardeal Hummes”. Por fim, insistiu em não ser “auto satisfeitos ou dar espaço a um mínimo de interesse…
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Dia Internacional dos Povos Indígenas: Manter os seus “conhecimentos ancestrais para cuidar da nossa casa comum”

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, nada melhor do que ouvir a sua voz para nos fazer, como sociedade global, participar nos seus clamores e aprender com eles a cuidar de tudo o que garante o futuro do planeta e a vida da humanidade. Homens e mulheres de diferentes povos e países, que, a partir da Assembleia da Conferência Eclesial da Amazónia (CEAMA), que se realiza em Manaus de 8 a 11 de agosto, nos ajudam a tomar consciência da sua importância. “Um dia especial de resistência e identidade dos povos indígenas para o mundo”, insiste o colombiano Henry Yasmani Fuentes. O indígena Piaroa sublinha que se trata de um dia de “ressignificação e revalorização da nossa cultura, dos nossos costumes”, apelando a que “continuemos a manter este conhecimento e sabedoria ancestral enquanto povos indígenas para cuidarmos da nossa casa comum“. São povos que clamam por ajuda, especialmente as mulheres, algo que Belinda Jima, uma indígena do povo Awajún, está a pedir, solicitando que as mulheres indígenas do seu povo e de todo o Peru sejam “consideradas para que se saiba o que estamos a pedir“. Ela quer “que nos compreendam e que possam sempre acompanhar-nos para que também nós possamos ter uma educação e prepararmo-nos para ajudar os nossos filhos”. É por isso que ela deseja que “as mulheres tenham muita coragem, que avancem juntamente com os outros que vivem nas suas comunidades e, sobretudo, que sejam escutadas”. Um dia para partilhar a sua importância para os povos indígenas, nas palavras de Juan Urañavi, um indígena do povo Gwarayu da Bolívia. Por isso, sublinha a necessidade de partilhar “com outros irmãos e irmãs, amigos, de forma fraterna, as nossas experiências, as nossas dores, as nossas lutas, em todo o território da Amazônia”. Os povos indígenas estão conscientes de que “a proteção da natureza e da Amazônia é uma parte fundamental da contribuição para um mundo melhor, é uma contribuição global”, segundo Patrícia Gualinga, indígena do povo Kichwa de Sarayaku, no Equador. A vice-presidenta da CEAMA insistiu em “escutar a voz dos povos indígenas, que é a voz da Mãe Terra, aprender e reaprender com o contributo dos povos indígenas, porque há contributos suficientes para construir um mundo melhor, para deixar um legado às gerações futuras”. Depois de saudar os seus irmãos e irmãs indígenas de todo o bioma amazónico e de todo o mundo, apelou à “força para que possamos sensibilizar a sociedade global a amar a Mãe Terra, a amar a natureza”. São povos de grande importância para a sociedade brasileira e para toda a Amazônia, insistiu Odair José Sousa, cacique do povo Borari. Num país onde a perseguição aos povos indígenas tem aumentado nos últimos anos, o indígena brasileiro não hesitou em dizer à sociedade que “nós existimos, nós estamos vivos”, demonstrando a sua rejeição ao chamado Marco Temporário, que pretende reconhecer como territórios indígenas apenas aqueles ocupados à data da promulgação da Constituição de 1988. Dadá Borari destacou que os povos indígenas são a favor da biodiversidade, da vida, o que os leva a apostar na “defesa de tudo e principalmente da casa comum, uma palavra muito forte para o nosso querido e amado Papa Francisco“. Acompanhar os povos indígenas é uma orientação fundamental para a Igreja Católica, uma tarefa que podemos dizer que cabe ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. O seu prefeito, o cardeal Michael Czerny, considera que uma verdade importante é que “todos os povos merecem ser escutados“. Reconhecendo que na história há povos que não foram escutados, apelou a “um esforço redobrado para escutar”. Perante esta realidade, insistiu que “como povos originários, povos indígenas e migrantes, estamos numa fase de aprender a ouvir-nos uns aos outros, porque obviamente temos de ouvir os povos originários”. Considerando que há muitas questões a abordar, sublinhou que “uma questão muito importante é a ecologia integral, não a ecologia verde, mas a ecologia integral, porque é isso que os povos indígenas vivem e o que todos temos de viver se quisermos sobreviver no nosso planeta”. Daí o seu convite para este dia importante: “escutar, escutar, escutar“. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Czerny em visita à periferia de Manaus: “Escutar quem sofre e procurar como caminhar junto com quem sofre”

A Igreja de Francisco é uma Igreja que vai a lugares diferentes para escutar, aprender, discernir. O cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, tem encarnado esse modo de ser Igreja. Ele chegou a Manaus para participar na Assembleia da Conferência Eclesial da Amazónia (CEAMA), de 8 a 11 de agosto, mas antes de iniciar a Assembleia, poucas horas depois de aterrar no meio da selva amazónica, quis conhecer a realidade local. Cecília Barja trabalha na Seção de Diálogo e Escuta do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e acompanha a CEAMA e as Redes Eclesiais Territoriais, entre elas a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), atualmente com sede em Manaus, que foi pioneira numa experiência eclesial que se espalhou por todos os continentes. A assessora conta que chegou a Manaus junto com o prefeito do Dicastério “para saber como o Desenvolvimento Humano Integral e o Vaticano podem proporcionar um melhor acompanhamento, além de trazer uma palavra de esperança do Santo Padre, o Papa Francisco”. O seu primeiro contato com a realidade local foi um encontro com o arcebispo, cardeal Leonardo Steiner, o bispo auxiliar, Dom Tadeu Canavarros, e membros da Cáritas, da Faculdade Católica do Amazonas, da Coordenação Pastoral e outros agentes de pastoral. Um encontro em que, segundo Cecília Barja, quiseram escutar e no qual ela diz ter aprendido “coisas fundamentais, quais são as suas esperanças, por exemplo, trabalhar a questão da dignidade humana, de todos, migrantes, indígenas, mulheres, crianças, e ao mesmo tempo atender ao seu sofrimento, que infelizmente hoje é marcado pela exploração sexual e pela negligência das autoridades”. Entre as lições aprendidas, ela destacou que “podemos trabalhar em aliança, em rede, com o governo local, com o governo estadual, trabalhando muito na formação em direitos humanos e na atenção adequada aos casos para que a justiça seja feita, mas também trabalhando fortemente na prevenção do abuso de menores ou de pessoas vulneráveis. Aprendemos muito e estabelecemos formas de comunicação para podermos continuar a trabalhar em conjunto”. Neste primeiro encontro, segundo Dom Leonardo, “nós pudemos apresentar um pouco a realidade da nossa Arquidiocese, a sua dinamicidade, seu espírito missionário”, algo expressado pelas lideranças presentes. Junto com isso, “também pudemos expressar as nossas tensões, as nossas dificuldades”, mostrando assim “aquilo que nós como Igreja temos que enfrentar” na realidade social. O cardeal Steiner destacou a importância do diálogo e “a consciência muito boa da nossa presença como Igreja, nossa Igreja católica presente procurando ir ao encontro das pessoas mais necessitadas, levando em consideração a hermenêutica que o Papa Francisco faz em Querida Amazônia, não deixarmos nada de lado, pensarmos nas questões sociais, as questões culturais, as questões ambientais e a nossa vida como Igreja que leva em consideração toda esta realidade”, insistindo em que “foi um momento muito fecundo, muito bom”. O Cardeal Czerny quis conhecer a caminhada das comunidades da periferia de Manaus, e fê-lo na companhia do seu arcebispo, encontrando-se com os membros da Área Missionária São João Paulo II, formada pelas comunidades urbanas Cristo Rei, Santa Clara, Santa Luzia, Santíssima Trindade e São Paulo Apóstolo, e juntamente com elas as comunidades de São Francisco, Santa Júlia, Sagrada Família, na zona rural, e Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Carmo, que são comunidades de ocupação. O cardeal Steiner lembrou que a Igreja de Manaus é uma Igreja liderada por mulheres, insistindo que são “mulheres que dão uma grande contribuição às nossas comunidades“, destacando também a presença dos diáconos permanentes e da Vida Religiosa, com 49 religiosas trabalhando diretamente na pastoral das comunidades, enfatizando “a disponibilidade de todos para trabalhar pelo Reino de Deus”. Segundo o arcebispo, isso faz com que “as comunidades se sintam encorajadas ao ver que as irmãs, os padres, os diáconos estão próximos e todos trabalhando para servir”. No final do encontro com estas comunidades, o Cardeal Czerny disse estar muito feliz, porque “fiquei a saber como estão a enfrentar os desafios como povo e a caminhar com esperança, com fé em Jesus e com o desejo de partilhar a vida em abundância com os necessitados”. Nas suas palavras, o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral insistiu que nestes encontros, que habitualmente realiza nas suas visitas a diferentes países, a primeira coisa a fazer é escutar, algo que considera “fundamental, sobretudo para a pessoa que está em dificuldade, que está a sofrer”, algo que ajuda a “enfrentar os grandes problemas, os obstáculos ao desenvolvimento, os obstáculos à vida em abundância”, sublinhando que isto “não é lamentar, não é viver triste, mas escutar quem sofre e procurar como caminhar junto com quem sofre”. O Cardeal Czerny sublinhou a diversidade dos participantes, desde os idosos até as crianças e os jovens. O prefeito do dicastério destacou entre as coisas aprendidas no encontro “não ter medo de escutar, e depois de ter escutado, caminhar juntos e não ter nenhum problema em ajudar-se mutuamente“, agradecendo o intercâmbio realizado e o bom exemplo das comunidades presentes “naquilo que Jesus nos pede, que é amar o próximo”. Um encontro que o cardeal Steiner definiu como muito bonito, destacando que “o cardeal ficou admirado da presença de todos, mas a lucidez nas colocações, diversas comunidades que formam uma Área Missionária com uma consciência muito grande da importância da presença da Igreja, da presença do Evangelho”. O arcebispo de Manaus ressaltou o fato de que “muitas pessoas falaram, muitas pessoas expuseram a realidade”, algo em que “podemos perceber como as nossas comunidades estão atentas, como as nossas comunidades são missionárias”. Dom Leonardo fez referência ao acento do Cardeal Czerny na missionariedade presente nas falas e a necessidade de cada um, de cada uma ser missionário. Algo que mostra o empenho na formação presente nessas comunidades, muitas delas lideradas por mulheres. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Novo Vigário Geral e Coordenador de Pastoral na Prelazia de Itacoatiara

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, bispo da Prelazia de Itacoatiara nomeou no dia 04 de agosto novo Vigário Geral e novo Coordenador de Pastoral por um período de dois anos ou até sede da Prelazia fica vacante. O novo Coordenador de Pastoral é o padre José Acacio Rocha da Silva, que sucede ao padre Danilo Monteiro de Oliveira, nomeado Vigário Geral da Prelazia de Itacoatiara, segundo recolhem os decretos publicado pelo bispo da Prelazia. Nos decretos aparecem as competências próprias dos cargos assumidos. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira pede que o Bom Pastor e Senhor da Messe lhe conceda ao Coordenador de Pastoral “as graças necessárias ao fiel desempenho da missão que lhe é confiada”, pedindo a todos aqueles que vivem sua vocação na Prelazia “que ajudem o Vigário Geral a cumprir bem a sua missão”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Mulheres indígenas ticuna protagonistas da missão

A presença das mulheres na Igreja da Amazônia sempre foi decisiva. O Papa Francisco, no número 99 da Exortação Pós-sinodal “Querida Amazônia”, afirma que “na Amazónia, há comunidades que se mantiveram e transmitiram a fé durante longo tempo, mesmo decénios, sem que algum sacerdote passasse por lá. Isto foi possível graças à presença de mulheres fortes e generosas, que batizaram, catequizaram, ensinaram a rezar, foram missionárias, certamente chamadas e impelidas pelo Espírito Santo. Durante séculos, as mulheres mantiveram a Igreja de pé nesses lugares com admirável dedicação e fé ardente. No Sínodo, elas mesmas nos comoveram a todos com o seu testemunho”. Mais um exemplo disso tem sido a missão realizada de 25 de julho a 03 de agosto por jovens mulheres ticuna, vocacionadas, que assumiram sua primeira missão como protagonistas. Elas organizaram cada momento e até dirigiram o motor e canoa! Isso tem acontecido nas comunidades Nossa Senhora de Nazaré e Santa Clara da paróquia de São Paulo de Olivença, e Nossa Senhora da Esperança na paróquia de Belém do Solimões, diocese de Alto Solimões. A missão foi realizada por mulheres ticuna, acompanhadas pelo diácono Antelmo, que voltou animadíssimo vendo a força e entusiasmo contagiante destas jovens missionárias ticuna. Nos mesmos dias, outra equipe de missionários e missionárias ticuna também foi enviada para ajudar na paróquia Imaculada Conceição em Benjamin Constant, visitando as comunidades de Cidade Nova, Bom Pastor, Santa Clara, São João de Veneza e Bom Intento junto ao Fr. Hector, Frade Menor Capuchinho. Foi um tempo de evangelização indígena, promovendo seu protagonismo, um testemunho de doação e compromisso com o Reino de Deus. Dias e noites de formações sobre a Palavra de Deus, a Catequese, o Dízimo, a Celebração Dominical, a vocação, a ecologia e a luta contra o alcoolismo e as drogas. Tudo foi muito bem acolhido pelas comunidades – desde as crianças até os idosos – por ser no jeito e língua ticuna. Orações, dinâmicas, partilhas de alimentos, desafios nas viagens de canoa com chuvas e sol quente, tudo com alegria por amor de Deus e do povo. São passos que ajudam a concretizar uma Igreja com rosto amazônico e indígena, onde os indígenas são evangelizados por aqueles que a partir de sua cultura ajudam a aprofundar no Evangelho como semente de vida plena para todos e todas.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1, com informação e fotos do Blog Povo Ticunade Belém do Solimões  

Toda vocação nasce do Batismo, mesmo se concretizando de diferentes modos

Escutar sempre é um desafio, ainda maior quando aquele que nos fala é o próprio Deus. Ele sempre chama, e nos desafia a responder como batizados e batizadas, de diferentes modos, mas a responder sempre. Diante disso temos que nos questionarmos se estamos dispostos a responder e se essa resposta concorda com aquilo que Deus espera de nós. Acabamos de iniciar o Mês Vocacional no Brasil, que nos faz descobrir que todas as vocações são igualmente importantes na vida da Igreja. Cada domingo somos chamados a refletir sobre o que significa ser padre, ser pai, ser religioso ou religiosa, ser catequista, assumir os diferentes ministérios que fazem parte da vida eclesial como concretização do nosso Batismo. Toda vocação tem o Batismo como ponto de partida e fundamento. Antes de tudo somos batizados e batizadas, e depois seremos aquilo que concretiza o chamado de Deus. O Batismo nos abre a escutar o chamado de Deus. O Papa Bento XVI, diante da pergunta sobre qual tinha sido o dia mais importante em sua vida, não duvidou em responder que foi o dia de seu Batismo. O Mês Vocacional, ainda mais neste ano em que no Brasil está sendo realizado o Terceiro Ano Vocacional, tem que nos levar a entender que a vocação é um chamado de Deus em função da missão. Nossa vocação se faz vida quando assumimos a missão que Deus através da Igreja nos confia. Independentemente de qual é o modo de concretizar essa vocação, não há vocação mais importante ou que tenha mais “privilégios” na vida da Igreja. No final das contas a vocação tem que ser serviço a Deus e a seu povo. A missão de todos e todas na Igreja é anunciar o Evangelho, fazer com que as pessoas se encantem com as coisas de Deus. Na medida em que fazemos com que as diferentes vocações se tornem compromisso concreto de evangelização, vamos fazendo com que essas pessoas aprofundem nesse encantamento pelo Reino de Deus. O que falta em nossa vida para ter a coragem de responder ao chamado de Deus? Como ajudar a entender que responder e assumir as consequências de nossa resposta faz com que nossa vida tenha mais sentido? Como viver com alegria nossa vocação e assim mostrar que responder ao chamado de Deus vale a pena e nos faz avançar no caminho da felicidade? Em uma Igreja sinodal, falar de vocação é descobrir que somos chamados a caminhar juntos, a entender que as diferentes vocações não nos distanciam daqueles que responderam de um outro modo e sim nos enriquece com a diversidade que se faz presente em cada um desses chamados. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

O MEC aprova o Curso de Bacharelado em Teologia da Faculdade Católica do Amazonas

A Faculdade Católica do Amazonas comunicou neste 31 de julho a aprovação de seu Curso de Bacharelado em Teologia com o conceito máximo do Ministério da Educação (MEC). “Este é um sinal de luz de que Deus está conosco em terras amazônicas”, segundo o padre Hudson Ribeiro, Diretor Geral da Faculdade Católica do Amazonas. A Exortação Pós-sinodal Querida Amazônia diz que “é oportuno rever a fundo a estrutura e o conteúdo tanto da formação inicial como da formação permanente dos presbíteros, de modo que adquiram as atitudes e capacidades necessárias para dialogar com as culturas amazónicas. Esta formação deve ser eminentemente pastoral e favorecer o crescimento da misericórdia sacerdotal”. A Faculdade Católica do Amazonas é uma mostra de uma Igreja compromissada com o ensino superior de qualidade, formando teólogos no chão da Amazônia, em suas terras e águas, a serviço da vida! Segundo o padre Hudson Ribeiro, “a Faculdade Católica do Amazonas é parte constituinte de toda uma história de 51 anos de presença e preocupação que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Igreja presente nesse território amazônico, tem se preocupado com a formação das leigas, leigos, futuros presbíteros, presbíteros, missionários e missionárias”. A aprovação é o final de um processo de solicitação de credenciamento da Faculdade Católica e de autorização do Curso de Teologia para que “os estudantes pudessem ter um diploma reconhecido pelo MEC, mas ao mesmo tempo continuar com a qualidade do ensino da Teologia aqui em terras amazônicas”, insistiu o Diretor Geral da Faculdade Católica do Amazonas. O padre Hudson destacou que qgora a Faculdade Católica do Amazonas está apta a abrir vestibular para o Bacharelado em Teologia autorizado pelo MEC. Os responsáveis pela Faculdade mostram sua gratidão a “todas e todos que rezaram por nós, contribuíram e vêm contribuindo com essa bonita caminhada”. Igualmente manifestaram sua gratidão especial à Faculdade FAMETRO por todo apoio nessa importante etapa. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1