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Assembleia Regional das CEBs encerra com eleição de nova coordenação

Com o tema “CEBs: reconhecendo sua história e propondo outros horizontes” 44 representantes das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizaram a Assembleia Regional das CEBs, entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2026, na Igreja São Jorge, em Manaus. A assembleia teve caráter formativo e eletivo de avaliação da caminhada das CEBs no regional e de reflexão sobre novos horizontes para sua missão evangelizadora e social. O encontro reuniu membros da Arquidiocese de Manaus, das dioceses de Alto Solimões, Borba, Parintins, Roraima e São Gabriel da Cachoeira, além das prelazias de Itacoatiara e Tefé. No sábado (17), Pe. Paolo Cugini, sistematizou uma análise de conjuntura dividida em 4 partes: 1. Reconhecer a história; 2. Características identitárias das CEBs; 3. Análise Crítica da comunidade e das CEBs; e 4. Propondo novos horizontes – conjuntura eclesial, desenvolvimento e tradição. Nova coordenação Durante o encontro, o grupo refletiu cada uma das realidades pelo exercício da memória do caminho percorrido. As intervenções partiram do cenário local de cada Igreja para o contexto Regional. Pautados pela Esperança, destacaram as conquistas alcançadas e indicaram caminhos para aprofundar a espiritualidade, a profecia, a sustentabilidade, o compromisso com os vulneráveis e cuidado com a Casa Comum à luz da Palavra de Deus. No domingo (19), foram apresentados os informes sobre a Ampliada Nacional e o 16° Intereclesial das CEBs. Na eleição, a nova equipe de coordenação assume a condução das CEBs do Regional Norte 1 com a seguinte composição: Darlene de Oliveira, da Prelazia de Itacoatiara; Magleide Roque e Maria Antônia de Oliveira, da Diocese de Roraima; Maria Eliani Pereira, da Diocese de Borba, e Suelen Cley da Silva, da Arquidiocese de Manaus. Além das articuladoras na Ampliada Nacional, Adriana Chirone, da Diocese de Roraima e Zélia Guimarães, da Arquidiocese de Manaus e a assessora regional, Irmã Paulina Lagos, da Congregação Irmãs da Sagrada Família de Spoleto.

Diocese de Borba realiza 1° Encontro Vocacional Diocesano de 2026

A Diocese de Borba realizou o 1º Encontro Vocacional Diocesano de 2026 com a participação de 13 jovens vocacionados, de 9 a 11 de janeiro, na Forania São Marcos, município de Borba, Amazonas. O evento busca despertar e promover o discernimento da vocação sacerdotal. A temáticas apresentadas aos jovens incluíram uma visão geral da Igreja, a Espiritualidade do Padre Diocesano, as Dimensões da Formação Sacerdotal e a Dimensão Humana. O encontro foi organizado pela Coordenação de Pastoral Diocesana e Pe. Jair Alves, reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora Aparecida. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo da Diocese de Borba, ressaltou que “responder ao chamado sacerdotal significa reconhecer a profunda alegria de colocar-se a serviço do povo de Deus, tornando-se ponte entre o céu e a terra, e cuidando das fragilidades humanas por meio da Palavra, dos sacramentos e da presença fraterna”. Amor e doação à Igreja Local A Diocese de Borba tem desenvolvido ações voltadas ao discernimento e ao chamado vocacional, promovendo entre os jovens o amor pela Evangelização e o desejo de servir à Igreja por meio da vocação sacerdotal. Nesse sentido, o Pe. Ângelo Prestes, novo sacerdote da Diocese, destacou que “o chamado ao serviço sacerdotal no contexto diocesano representa uma expressão profunda de amor e doação ao povo da Igreja local, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que entrega a vida por suas ovelhas”. Para Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, “discernir implica questionar: Onde posso amar mais? Onde minha vida encontra sentido pleno?”.Dessa forma, o discernimento vocacional configura-se como um caminho de maturidade que ultrapassa aspirações pesssoais, fundamentado no processo contínuo de oração, acompanhamento e escuta. O encontro vocacional encerrou com a procissão de abertura dos festejos em honra a São Sebastião, padroeiro da comunidade, seguida da Celebração Eucarística, presidida por dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, na Basílica de Santo Antônio de Borba. Informações e fotos: Francelina Souza – Coordenação diocesana da Pastoral da Comunicação

Diocese de Borba ordena Presbítero o Diácono Ângelo Prestes

Na noite de ontem, 06 de dezembro de 2025, a Diocese de Borba realizou a Ordenação Presbiteral do diácono Ângelo Prestes, pela imposição das mãos de Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo diocesano, na Basílica de Santo Antônio de Borba, às 19h. O evento contou com a presença de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, sua mãe, Domingas Valente Prestes e demais familiares e amigos. Viu e encheu-se de compaixão Após uma longa caminhada de discernimento, estudo e vivência na fé, o jovem borbense, Ângelo Prestes demostrou o desejo generoso de “trabalhar na vinha do Senhor”. A partir de 2016, com a chegada de Dom Zenildo Luiz em Borba, começaram seus passos vocacionais, por meio de encontros de comunidades, pastorais e fortalecimento na catequese. Toda essa experiência vocacional fez nascer em seu coração o ardor pelo chamado ao sacerdócio. Em 2018, Ângelo ingressou no Seminário Arquidioceseno São José, em Manaus, onde cursou o Bacharelado em Filosofia. Em 2022 iniciou os estudos de Teologia no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi ordenado diácono no dia 2 de agosto de 2025, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. A escolha do serviço de presbítero é a mais pura decisão de entrega e amor. Por isso, toda Igreja de Cristo se alegra com este vosso filho que hoje decidiu caminhar em direção aos apelos dos mais humildes. O Sacerdócio é o ministério do amor Em sua homilia, Dom Zenildo Luiz Lima pontuou as dimensões da fé, sendo esta cognitiva, pois faz transpassar a todo tipo de injustiça e faz crescer em humanidade, e em comunhão com a igreja e com os irmãos. Esta fé guiará o ministério sacerdotal. Dom Zenildo exorta que o Jovem diácono deve seguir a canção do Padre Zezinho – “Não deixe que eu me canse, ó Senhor”. Não deixe de amar a Jesus e servir ao povo. Que seus caminhos reflitam a linguagem do amor, da humildade e da harmonia. “Seja impulsionado e iluminado pelo Espírito Santo de Deus”. Neste viés, o Bispo diocesano frisou que “o povo de Deus sente necessidade do Presbítero discípulo, do presbítero missionário, do presbítero que vive o Evangelho”. Foi mencionado também por Dom Zenildo que o neo-sacerdote seja um padre mistagogo, pela catequese, pela evangelização e pelo testemunho. A alegria do pertecimento Durante a celebração, os participantes prestaram homenagens ao novo padre, a Sra. Domingas Prestes, mãe de Pe. Ângelo Prestes, em lágrimas de profunda alegria, revestiu o novo presbítero, num momento de comoção e alegria a todos os presentes na Basílica. Este gesto solene de fé e entrega representa um fortalecimento significativo para a Diocese de Borba, bem como para suas foranias, paróquias e áreas missionárias. O Padre Jair, da paróquia de Campo Grande, irmã-diocese, afirmou que o Padre Ângelo “tem traços de pastor e seguirá firme‘. O padre Jânio Assis, pároco da Paroquia de Autazes apontou qualidades que destacaram a caminhada do Padre Ângelo.  A Ata final foi declamada pelo Padre Jair Vieira Alves, chanceler da Cúria diocesana. “Eu decidi ficar entregue à ação da graça e da Misericódia de Deus” Em suas palavras, o Padre Ângelo Prestes afirmou que o “Senhor Deus nos reconstrói a partir de Seu Sagrado Coração“. Ele afirma que “Deus me convidou a caminhar, não porque eu mereça, mas porque Ele é, em plenitude, misericórdia”. As palavras emocionadas do novo sacerdote foram marcadas por profundo agradecimento e sincera gratidão a todos aqueles que contribuíram para sua formação. Ao final, confiou sua missão à intercessão de Santo Antônio, pedindo a graça de ser um homem da Palavra e um servo fiel. Texto e imagem: Francelina Lopes de Souza – Coordenadora da Pastoral da Comunicação da Diocese de Borba

Sinodalidade marca a Assembleia Diocesana da Diocese de Borba

Nos dias 7 e 8 de novembro, a diocese de Borba está realizando, na sede da diocese, a Assembleia diocesana, com o tema: “Por uma Igreja Sinodal, Comunhão, Participação e Missão.” Um encontro que conta com a participação de todos os organismos, as áreas missionárias, as áreas pastorais, as paróquias e as foranias. Momento de avaliação e planejamento “Uma assembleia avaliativa e, ao mesmo tempo, de organização para o próximo ano. dinâmica de uma igreja toda sinodal”, segundo o bispo diocesano, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. Ele ressaltou que “eu me sinto muito feliz e apoiado por esse povo, pela missionariedade que aqui existe”. A assembleia teve como ponto de partida o Documento Final do Sínodo da Sinodalidade, destacando alguns elementos, por exemplo, “a unidade que cria entre nós uma harmonia na missão. Depois, a corresponsabilidade diferenciada que envolve todos os batizados, que nos leva à valorização da diversidade dos dons e ministérios” afirmou o bispo. Dom Zenildo enfatizou a grande importância desta assembleia, “porque meditando sobre o documento, nós temos aí o chamado à conversão, conversão das relações, conversão dos vínculos, conversão dos processos e isso vem acontecendo em toda a nossa diocese, porque as paróquias avaliaram, as foranias avaliaram e as pastorais também”. Memória e profecia Segundo o bispo diocesano de Borba, “agora é hora de a gente juntar tudo e elaborar um projeto ou vários projetos comuns que vão nortear o próximo ano de evangelização”, destacando a importância da memória e a profecia. “A memória trazendo presente tudo o que foi realizado durante alguns anos, colocando no altar de Deus, colocando na mesa da comunidade todo o nosso trabalho de evangelização”, disse o bispo. Ele colocou como exemplo que “um projeto grande, bonito e novo que estamos vivendo é a construção, o início da Fazenda da Esperança, que está envolvendo toda a diocese”, assim como “todas as iniciativas que temos na diocese em prol da defesa da vida.” Segundo o bispo, “isso é muito bonito, isso nos dá o rosto de uma Igreja que faz memória e que tem uma profecia.” Ele destacou finalmente, “a questão da sacralidade da vida, sacralidade da vida humana, sacralidade da criação”.

Seminaristas vivenciam 12º Experiência Missionária na Prelazia de Itacoatiara

Os seminaristas do Regional Norte 1 estão reunidos na Prelazia de Itacoatiara para a 12° Experiência Missionária, organizada pelo Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE Labontè). A experiência integra o processo formativo dos futuros presbíteros do regional, oportunizando a vivência com as realidades pastorais das igrejas locais. A programação iniciou no sábado (18) e se estende até o próximo domingo (26). A Missa de envio, na Catedral da Prelazia, marcou o início das atividades e contou com presença de agentes de pastoral e fiéis. Depois, os seminaristas seguiram para comunidades ribeirinhas e urbanas, onde fizeram visitas, celebrações, momentos de oração, encontros e rodas de conversa para fortalecer a “comunhão e a corresponsabilidade missionária”, segundo Lucas Santos, seminarista da Diocese de Roraima. Para ele, a experiência missionária é “um momento formativo para os futuros presbíteros, que vivenciam a realidade amazônica e são convidados a cultivar um olhar sempre mais próximo, fraterno e comprometido com a vida do povo”, explicou. O caminho comunitário As atividades da experiência missionário estão alinhadas ao Jubileu da Esperança, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, escolhido pelo Papa Francisco, e o lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). E buscam responder, como sinal de Esperança, ao grito urgente das pessoas que ecoa de diversas partes do mundo. O encontro com as realidades da igreja na Amazônia é fundamental para que os jovens seminaristas aprimorem seu modo de atuação. Na Exortação Apostólica Querida Amazônia, Papa Francisco recorda, ao citar o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, que a “vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território”. Essa dinâmica corresponde às aspirações evangélicas de caridade, e é um “estímulo à cultura do encontro”, onde as relações são novamente restabelecidas. É uma possibilidade para que os seminaristas recordem a vocação evangelizadora presente em cada cristão e cristã batizado. Ou seja, para que desde agora sejam capazes de reconhecer as necessidades dos povos amazônicos, exercendo seus trabalhos com a força profética do Evangelho encarnado na realidade. Aprofundar a fé Dessa forma, a experiência missionária é o espaço para que os jovens missionários aprofundem sua fé. O encontro com os povos permite que haja um reconhecimento mútuo como anunciadores do Evangelho. E o vínculo, nascido nos caminhos, nos diálogos e nos encontros, é a manifestação da Esperança oferecida por Jesus, convida à uma abertura de coração para tocar, compreender e transformar o modo de ver o mundo. Nesse aspecto, o seminarista Jainer Reina, da Diocese do Alto Solimões, comentou que a experiência na Paróquia de Nazaré, em Itapiranga, “está sendo maravilhoso, visitando as famílias, os idosos, os necessitados”. Ele enfatiza que esses momentos motivam “a nossa fé, a minha vocação para ser um sacerdote”. E espera que os frutos dessa missão “possa amadurecer mais e mais na minha vocação”, terminou. Fotos: Lucas Santos.

Encontro Formativo da PASCOM Diocesana de Borba: comunicar com espírito de serviço, fé e comunhão

Nos dias 19 e 20 de setembro, a Pastoral da Comunicação Diocesana de Borba realizou um Encontro Formativo, que reuniu agentes da PASCOM de diversas paróquias, com o objetivo de fortalecer a missão comunicativa da Igreja e refletir sobre os desafios atuais da evangelização no ambiente digital. Comunicar com espírito de serviço, fé e comunhão O encontro contou com a assessoria de Fabiano Fachini, estrategista digital, que trouxe importantes provocações sobre a vivência e a caminhada da PASCOM. Em sua partilha, Fachini destacou a beleza e a responsabilidade de “ser pasconeiro”, isto é, “comunicar não apenas com técnicas e ferramentas, mas com espírito de serviço, fé e comunhão”. Entre os pontos centrais dos estudos, o assessor refletiu sobre a estratégia e os objetivos da presença da PASCOM nas mídias sociais, realizando alguns questionamentos: Que mensagem desejamos transmitir? Qual impacto buscamos gerar em nossas comunidades? Como alinhar nossas ações de comunicação com a missão evangelizadora da Igreja? Quem deve aparecer é Cristo Ideias concretas sobre comunicação foram pontuadas por Fachini como; considerar que no serviço da Pastoral da Comunicação quem deve aparecer é Cristo, ou seja, que o trabalho pastoral de comunicação deve ser o mais discreto possível para que não desvie a atenção dos fiéis do que é realmente essencial que é o diálogo e a comunhão com Deus. Junto com isso, a necessidade de trabalhar a Espiritualidade na Pastoral da Comunicação. Eixo este, sustentador dos demais eixos de Articulação, Produção e Formação. O bispo diocesano, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva afirmou que “a Pastoral da Comunicação precisa vivenciar a escuta e meditação da Palavra de Deus para que ela encha o nosso coração de alegria e gratidão a Deus”. Assim, comunicar por meio da Palavra, dos gestos, das atitudes e utilizando as mais modernas tecnologias, torna o comunicador um mensageiro do amor de Deus e de todas as pessoas indistintamente, inspirado no Documento 99 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Sagrada Escritura e Documentos da Igreja O 3º Encontro Formativo da PASCOM da Diocese de Borba, foi concluído com a celebração da Santa Missa na Basílica de Santo Antônio, presidida pelo bispo diocesano. Durante a celebração, dom Zenildo Pereira da Silva, exortou os missionários da comunicação a dedicarem-se ao estudo das Sagradas Escrituras e dos documentos da Igreja, além de se inspirarem no testemunho de São Carlo Acutis, exemplo de jovem comunicador da fé. Na ocasião, a Ddiocese foi presenteada pelo assessor do encontro com uma imagem de São Carlo Acutis, conhecido como o “santo da internet”, reforçando a importância de comunicar o Evangelho também no ambiente digital. Esperança e entusiasmo O encontro formativo despertou sinais de esperança e entusiasmo nos pasconeiros, que corresponderam ao chamado tal e qual Samuel, “que ouviu a voz de Deus e respondeu, mesmo sem saber que era Deus quem o chamava” (1Sm 3, 7-9). Seguindo a ótica da comunicação, o que foi transmitido ao grupo trouxe novo ardor, novos métodos e sobretudo um “novo olhar” para o serviço missionário. Cada comunicador deixou transparecer seus desafios pessoais, suas limitações em consolidar a caminhada. Porém, a partilha nos trouxe a expressão da missão genuína que é composta por medos, divergências e a busca pelo contínuo aperfeiçoamento das técnicas, sem ferir a mistagogia do sagrado. O encontro foi marcado pela partilha, espiritualidade e formação, reafirmando que a comunicação na Igreja é antes de tudo testemunho de fé, capaz de aproximar, integrar e anunciar a Boa-Nova no mundo de hoje.

Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realiza 10º Assembleia

O Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realizou, de 19 a 21 de setembro, sua 10ª Assembleia em Manaus, com o tema “Cristãos, leigos e leigas, peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino”. O encontro reuniu cerca de 25 pessoas, acompanhados pelo bispo auxiliar de Manaus e referecial para o laicato, Dom Zenildo Lima, com destaque para a primeira participação de membros da Diocese do Alto Solimões, além de integrantes da Prelazia de Tefé, da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Borba, Parintins e Roraima. O objetivo do encontro é refletir a caminhada do laicato nas dioceses e prelazias. Além do aprofundamento formativo da temática, foi abordado a experiência do conselho nacional e de pensar o serviço não somente pela dimensão institucional do conselho, mas do cuidado com os cristãos leigos, explicou Francisco Meirelles, presidente do Conselho de Leigos do Regional Norte 1 e da Arquidiocese de Manaus. “Pensando justamente o serviço não só como institucionalização do Conselho de Leigos, como organismo, mas pensar como nós fizemos aqui esses dias, de refletir justamente o cuidado com os cristãos leigos e leigas em cada diocese, prelazia, nas paróquias, nas áreas de missões, nas áreas missionárias. Então esse momento foi um momento muito bonito, que podemos partilhar”, destacou o presidente. O Deus que eleva os pobres Na partilha, os participantes repercutiram o que a Palavra de Deus diz à história de cada um e cada uma. Justamente para fazer memória daqueles cristãos leigos e leigas que, aos domingos, expressam seu comprometimento se dividido entre as atividades das comunidades e de suas famílias. Os recortes falam da prática de injustiças e exploração com os empobrecidos e pedem por novas opções à luz do Evangelho. Ir. Ângela Maria, da Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, da Diocese de Roraima, salientou a postura de Deus. Ele que “nunca mais vai esquecer o que eles fizeram”. Desse modo revela a beleza da “predileção de Deus pelos empobrecidos e empobrecidas”. Nesse cenário, Dom Zenildo recorda que o juramento de Deus confronta a experiência religiosa que anestesia o povo. É o “fazer da religião um grande sábado para que a gente possa adulterar as coisas”, em vez de tornar o povo mais atento. Esse é o contexto onde Deus não se esquece do mal feito. “É uma linguagem humana para falar de Deus com os sentimentos da gente, não é? Mas para dizer, o profeta usa essa linguagem para dizer o quanto isso foi caro para Deus. O quanto fazer mal ao pobre foi caro para Deus. Nunca mais eu vou esquecer. Eu acho que o convite da palavra é um convite para as grandes opções”, destacou. Refazer as nossas opções Val Firmino fez uma ligação entre o Evangelho do dia e a parábola do jovem rico. Nela o jovem pergunta com alcançar a vida eterna e Jesus indica que é necessário deixar tudo para segui-lo. Para dizer que a radicalidade do que foi proclamado é “viver com pouco, mas viver bem. Ser justo com aquilo que é justo”. “Justiça, onde precisa ter justiça, né? Onde estão as injustiças com os outros irmãos e irmãs, né? Não pegar o que não lhe pertence, né? E sim o que te pertence. Então, assim, para mim, eu vejo essas passagens bíblicas muito parecidas” porque o administrador esbanjava os bens de seu patrão. Dom Zenildo Lima destacou que a expressão em que o Senhor elogia o administrador desonesto gera um estranhamento. E levanta o questionamento de “como é que esse sujeito aqui aparece quase como um modelo, né?”. É indicou que esse pode ser “um convite mais profundo”, um convite para “as escolhas fundamentais”. “A partir do que a gente pauta a nossa vida? a partir do dinheiro, das estruturas, ou a partir da vida das pessoas? Esse homem, esse administrador, foi alguém que pautou toda a sua vida a partir do dinheiro, das estruturas. Agora isso vai ser retirado dele e ele percebe que ele não tem relações, que ele não tem pessoas”, salientou o bispo. Perceber as pessoas Ao fazer memória do segundo dia de assembleia, onde se refletiu sobre o trabalho do conselho, Dom Zenildo comparou com as exposições feitas pelo grupo. Isto porque “às vezes a gente se dedica muito às estruturas, às organizações, e não percebemos as pessoas”. Por isso a atividade pautou não como fortalecer estruturas, mas como “proporcionar momentos para as pessoas”. “Isso não nos faz de melhor do que os outros, o fato de nós não estejamos nesse mar de corrupções. Nós podemos estar, talvez, nessa perspectiva de vida. Não envolvidos em corrupções, mas talvez dominados e predominados pela estrutura e também nós não tenhamos feito opção pela vida e pelos outros. Aí olha Jesus, um homem absolutamente livre de estruturas. E absolutamente pautado pela vida dos outros. Por isso que a vida de Jesus é sempre encantadora para nós” sublinhou o referencial. Uma oração que alcance a vida comunitária O último dia de assembleia foi marcado por manifestações democráticas contra movimentações parlamentares opostas aos interesses populares. Por isso, Lima reforçou que rezar pelos governantes “não é submissão”, mas “é rezar pelo povo brasileiro, é rezar por essa harmoniosa convivência”. Principalmente porque Brasil é um país de “tantas diversidades e de tantos povos” e é necessário que a oração alcance essa dimensão da vida comunitária. “para eles refaçam as suas opções. E refazendo as suas opções, escolha as pessoas, escolha o bem-estar, escolha o nosso agente, escolha o nosso povo. E a gente continua aqui. O nosso papel, pessoas batizadas, seguidores de Jesus, que também somos chamados para refazer as opções e as escolhas fundamentais para a vida da vida”, finalizou o bispo. Os participantes definiram que para fortalecer o compromisso do Conselho Regional com a sinodalidade e missionariedade das Igrejas locais, a eleição da nova presidência seria feita no próximo ano. Um ano de preparação e assim, garantir um conselho mais consistente nas dinâmicas da Ação Evangelizadora.

Implantada a Pastoral Familiar na Diocese de Borba

A paróquia Nossa Senhora de Nazaré e São José em Nova Olinda do Norte acolheu nos dias 19 e 20 de setembro de 2025 o Encontro de Implantação e Estruturação da Pastoral Familiar na Diocese de Borba, que contou com mais de 50 participantes das quatro Foranias da diocese. O encontro contou com a presença da Coordenação Regional da Pastoral Familiar no Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), que foram acolhidos pelo bispo diocesano dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. Três anos de processo A implementação culmina um processo de três anos, sendo o encontro um momento de escuta, em que os participantes partilharam suas motivações e a história da caminhada pastoral na prelazia e agora diocese de Borba, fazendo memória do percurso realizado. Junto com isso, houve momentos de formação sobre a Pastoral Familiar, sua estrutura e funcionamento diocesano e paroquial, com a assessoria do casal coordenador regional, Ronildo Viana e Rosé Ferreira. Eles destacaram a importância da institucionalização da Pastoral, bem como, seu papel evangelizador junto às famílias nas realidades que elas se encontram, acolhendo, acompanhando, discernindo e integrando. A assessora e articuladora diocesana da Pastoral Familiar na diocese de Borba, irmã Olinda de Jesus, destacou o acolhimento do bispo e do coordenador de pastoral, assim como a presença de cada participante, na busca do fortalecimento da Pastoral Familiar na diocese, em sinodalidade com o Regional. Destacou ainda o compromisso que cada um deve ter com a missão, a partir dos compromissos assumidos. Atividades presentes na diocese Foi relatada a caminhada quanto Pastoral Familiar existente na diocese, com coordenações paroquiais em noventa por cento das paróquias e áreas missionárias, as atividades realizadas, como a Semana Nacional da Família e da Vida, a reza do terço em família, momentos de Espiritualidade e acolhimento das famílias em vulnerabilidade. Os participantes do encontro assumiram a necessidade de ampliar a articulação quanto Pastoral Familiar em toda a diocese. Com o apoio e benção do bispo diocesano, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, os participantes decidiram constituir a coordenação diocesana da Pastoral Familiar na diocese de Borba para os próximos três anos. Nesse tempo será trabalhada a formação, a preparação e implantação nas paróquias e áreas missionarias, de acordo com as orientações nacionais, como a Guia de Implantação, Itinerários dos Setores, e orientações da Coordenação Regional. Foi realizado um momento de escuta sobre os primeiros passos a serem dados na diocese. Foi acordado apresentar a coordenação na assembleia diocesana em novembro, elaboração do projeto evangelizador e do calendário de atividades 2026, além de mapeamento da realidade das famílias, visando subsidiar as ações pastoral. Processo coerente e comunhão O casal coordenador Regional Norte 1 destacou a importância de um processo coerente e a comunhão e anúncio sobre a Pastoral Familiar, juntos aos bispos e coordenadores de pastorais diocesanos e prelatícios. Eles recordaram que na assembleia Regional Norrte 1, realiza em Manaus de 15 a 18 de setembro de 2025, com apoio do bispo referencial, dom Marcos Piatek, apresentaram o trabalho da Pastoral Familiar como instrumento de evangelização a serviço das famílias. Também, o trabalho realizado em Autazes, por Francisco e Lúcia, casal vice coordenador regional, e o apoio do assessor regional Frei Faustino. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva indicou, com o aval da assembleia local, a equipe de articulação diocesana, composta pela irmã Olinda de Jesus e do casal formado pelo diácono permanente Ataíde e sua esposa Alcilene. Seu trabalho, em unidade e comunhão com a coordenação regional, e imprescindível para o avanço do trabalho missionário. Finalmente, os novos passos da Pastoral Familiar na diocese, foram confiados a Nossa Senhora da Amazônia, pedindo que a missão da coordenação diocesana seja duradoura, frutífera e perseverante.

Regional Norte 1 realiza 1° formação do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras

Nos dias 19 e 20 de setembro a coordenação nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) se reúne em Manaus. O objetivo do encontro é formar lideranças para atuar na implementação da pastoral no Regional Norte 1.  E inclui o planejamento um caminho para o CPP adequado às realidades de cada Igreja Local. O CPP integra a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB. Atua junto aos pescadores e pescadoras da pesca artesanal, as comunidades pesqueiras e na defesa do território. É um trabalho “desenvolvido à luz do Evangelho de Jesus Cristo“, segundo Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé e presidente nacional do CPP. Missão à luz do Evangelho  “Uma missão bonita, é uma pastoral e, por isso mesmo, ela é baseada na força do Evangelho de Jesus Cristo. E a gente perpassa meio às comunidades ribeirinhas, às comunidades pesqueiras. E, junto a essas comunidades, atuam as associações, sindicatos, colônias, mas o CPP não se encaixa dentro desses trabalhos do governo. e nem tampouco dos municípios, do Estado. Por ser uma pastoral, somos livres, à luz do Evangelho, para ajudar realmente tanto a comunidade pesqueira como também o seu território”, explicou o presidente. Esse é a primeira reunião a nível regional do processo de implementação do CPP. Ele já existe em outros regionais, como o Norte 2. Segundo Dom Altevir, os bispos do Regional Norte 1 “aceitam, apoiam e estão buscando para suas dioceses e prelazias também o funcionamento dessa pastoral social”. “E esse está sendo o primeiro passo, a sensibilização do regional Norte 1. para que o CPP possa realmente funcionar, de fato, sendo para a igreja essa força transformadora, à luz do Evangelho, na defesa do povo e também do território, lida com a pesca artesanal, mas também com as orientações de como a comunidade pesqueira se comporta diante da relação com o seu território, com o seu meio ambiente”, acrescentou. A escutar a realidade dos pescadores e pescadoras A articuladora do encontro, Juliana Martins, informou que essa implementação iniciou na Prelazia de Tefé. O grande número de comunidades pesqueiras e as realidades locais levantaram o questionamento “por que não existe uma pastoral social voltada para a luta dos pescadores e pescadoras?”.  Essa perspectiva conduziu à participação em encontros nacionais e apropriação do funcionamento do conselho em outros regionais. “A gente observou que é de fundamental importância a implementação do CPP no nosso regional, por ser uma realidade que tem grande número de comunidades pesqueiras. Então a gente começou nesse processo e hoje nós estamos aqui reunidos. Além de mim, Juliana, tem também dois agentes da Prelazia de Tefé, um representante de Coari e um representante da Diocese de Borba”, explicou. A programação do evento é direcionada ao processo de formação para novos agentes do Conselho Pastoral dos Pescadores. O intuito é que o “CPP no nosso regional vá se estruturando, vá se encorpando”. Por isso a necessidade de “de conhecer o CPP, conhecer o processo histórico do CPP, conhecer como é que o CPP atua, como é que está estruturado, tanto nacional, regional e local, como é que faz esse trabalho junto aos pescadores e pescadoras”. Itinerário formativo A dimensão formativa inclui a pastoralidade, a missão e a espiritualidade do CPP. Nesse horizonte, o conselho estimula a organização das comunidades para que “os pescadores se empoderem dos seus direitos e, a partir desse empoderamento, eles consigam acessar, conquistar direitos, acessar políticas públicas”. Um trabalho que articula a Fé e a vida para “construir mudança na vida das pessoas”, explicou a assessora temática, Ormezita Barbosa, do coletivo de formação da CPP Ceará. “um trabalho que é muito missionário, de visita missionária, de visita pastoral, de conhecer a realidade que as comunidades vivem. E a partir dessa escuta e dessa convivência com as comunidades, a gente constrói com elas e com eles, assim, aponta quais são as perspectivas que eles pensam de trabalho. Então, é muito comum as comunidades apresentarem questões relacionadas ao seu dia a dia, ao seu trabalho, ao seu acesso aos direitos”, destacou a educadora. Acolher a diversidade amazônica A pastoral surgiu em Olinda, no estado de Pernambuco, em 1968, e se expandiu pelas regiões costeiras. Segundo Gilberto Lima, secretário executivo nacional do CPP, com a presidência de Dom Altevir, ocorreu a necessidade de articular esses processos na região da Amazônia e incluir “indígenas, quilombolas, pescadores, pescadoras, ribeirinhos, costeiros de rios”. Embora seja um cenário diferente dos outros regionais, mas “onde tiver a pesca artesanal, a gente está ali para fazer esse trabalho”. “Oceano, os mangues, os estuários, onde é uma outra dinâmica. E a gente tem também dos rios, mas era sempre dos rios ali do Cerrado ou então da Caatinga. Mas é uma outra lógica. E agora a gente está aqui conhecendo. Além da gente trazer esse processo de formação, a gente vem receber também formação porque é uma outra dinâmica, um outro modo de ser e de evangelizar”, enfatizou. Por fim, a Ir. Maria Lúcia, da Congregação das Irmãs Franciscanas Bernardinas, recordou que o conselho nasceu da percepção das dores e do sofrimento, buscou organizar os pescadores e as pescadoras para juntos fazerem uma caminhada”. Ainda que seja uma missão da Igreja Católica, continuou, é também ecumênica “porque ela abarca e abraça pessoas, acolhe pescadores, pessoas que queiram, que estão nessa luta e que se comprometem também com a vida, independente do credo religioso”. “antes dela ser uma instituição, ela foi uma intuição. Uma inspiração de alguém que conheceu o Evangelho de Jesus Cristo e se pautou na vivência do Evangelho. Porque o Evangelho é promover a pessoa humana, é chegar perto das pessoas, é ser pastor. Então a missão da Pastoral dos Pescadores hoje é anunciar o Evangelho aos pescadores e às pescadoras e promover a vida onde ela está ameaçada.”

Cardeal Steiner: “A Sinodalidade é o modo de ser Igreja assumido pelo Regional Norte 1”

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), finalizou a 52ª Assembleia. Aproximadamente 70 pessoas, das nove Igrejas Locais, estiveram presentes em Manaus, entre os dias 15 e 18 de setembro. O encontro foi um momento de aprofundamento das dinâmicas de Sinodalidade e de construção das diretrizes nacionais e regionais para a Ação Evangelizadora. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, comentou que a sinodalidade é um modo de ser Igreja assumido pelo regional. E mesmo que já seja uma realidade presente, é possível continuar avançando nessa dinâmica. “O nosso regional se caracteriza já por ser uma igreja sinodal, mas isso não significa que não temos muito a caminhar ainda. Temos muito para caminhar. O próprio modo da Assembleia é um modo muito sinodal, a participação de todos, mas nós desejamos que esse modo sinodal esteja também presente nas comunidades, seja presente nas áreas missionárias, nas paróquias, e assim a igreja toda seja ela sinodal, onde todos participam, onde todos pelo batismo se sentem profundamente integrados na igreja, se sintam realmente povo de Deus”, explicou o arcebispo. A escuta presente na Igreja da Amazônia O cardeal Steiner participou do Sínodo da Sinodalidade. Em suas palavras, destaca que a Igreja da Amazônia possui elementos significativos para oferecer à sinodalidade na Igreja Universal. Mas que esse processo nasce da escuta e é como a igreja “pode contribuir, no sentido de nós buscarmos ouvir as pessoas, ouvir os fiéis, e da escuta, irmos como que planejando as nossas ações”. Essa compreensão levanta questionamentos de “como sermos uma igreja presente? Como anunciarmos o Reino de Deus? Como anunciarmos Jesus Cristo crucificado e ressuscitado nas diversas culturas, nas diferentes situações, nas tensões que muitas vezes existem?”. É nesse contexto “que podemos dar uma grande contribuição no sentido de sermos todos nós pessoas que escutam e porque escutam são capazes de perceber. Assim se pode anunciar o Reino de Deus. Assim se pode anunciar Jesus crucificado e ressuscitado”, reforçou o arcebispo. Prestar contas da Ação Evangelizadora O Documento Final do Sínodo norteou as discussões durante os dias de assembleia. Ele fornece pistas para que as igrejas do Regional Norte 1 identifiquem os caminhos a serem seguidos. O presidente do Regional enfatizou que é importante aprofundar o conhecimento desse documento principalmente quanto à prestação de contas da Evangelização. “Eu penso que aprofundada na nossa região ainda precisa muito a questão de fazermos uma avaliação, uma espécie de prestação de contas, não apenas financeira. Mas de como vai a nossa Ação Evangelizadora? Como estamos anunciando? Como somos presença?”, questionou o cardeal. Daí necessidade de que o caminho a ser percorrido seja de fazer que as comunidades se sintam “cada vez mais corresponsáveis pelo Anúncio, pela Evangelização, ao mesmo tempo também perceberem: não, aqui ainda precisamos caminhar, aqui ainda podemos dar mais, aqui ainda podemos participar mais”. E esse aspecto avaliativo “nos ajuda muito a sermos cada vez uma igreja mais viva, uma igreja mais presente, uma igreja mais consoladora, uma igreja mais samaritana, diante das dificuldades que existem”, destacou Steiner. Um processo coletivo A secretária executiva do regional, Ir. Rose Bertoldo, que coordenou a preparação da assembleia, avaliou o encontro como “um processo construído coletivamente e construído na Sinodalidade. Eu pude perceber que cada diocese, cada prelazia, as pastorais sociais, a vida religiosa que esteve presente, se sentiu construtora dessa Assembleia. Foi uma Assembleia de estudo, uma Assembleia muito leve, mas também com muita responsabilidade, que é a característica do Regional Norte 1”. Além disso, o Regional tem o desafio de continuar criando os processos que posteriormente se desdobrarão nas dioceses e prelazias, juntamente com as pastorais sociais e todos os organismos de participação. “E a gente vem estudando as diretrizes da ação evangelizadora que serão aprovadas em 2026 na Assembleia da CNBB Nacional, mas também já estamos apontando caminhos para a construção do nosso documento, as nossas diretrizes. A gente vai elaborar um documento inicial, já com as proposições que foram tiradas durante essa Assembleia, que depois serão complementados a partir das diretrizes nacionais e também dos encaminhamentos que a próxima Assembleia dará do documento”, explicou Ir. Rose Bertoldo. Conhecer o Documento Final Junto com isso, a expectativa é que as dioceses e prelazias continuarão a estudar o documento final do Sínodo da Sinodalidade. Esse processo continuado vai aos poucos moldando o futuro da Evangelização no Regional. “E essa é a ideia, é de dar a conhecer o documento para as nossas lideranças que estão lá nas comunidades. E também dar a conhecer tudo aquilo que a gente foi construindo como perspectiva de construção das novas diretrizes. Tendo esse olhar para a realidade, para o território do Regional Norte 1, que tem, assim, realidades que são comuns, mas também tem realidades que são específicas, dependendo de cada igreja local”, finalizou a secretária executiva.