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Festa do Seminário São José: celebrar as vocações e a unidade com as comunidades

O último sábado do mês de agosto tem um significado muito especial para a Arquidiocese de Manaus. Nessa noite, todas as nossas comunidades são convidadas para celebrarmos a beleza e a diversidade das vocações e carismas. O acontecimento da festa do Seminário Arquidiocesano São José, a festa das comunidades, é um momento de unidade, alegria, comunhão e missão. Todos os anos, o grande encontra quer repercutir a temática do mês vocacional, alinhado com as reflexões que acontecem e todo o Brasil. Este ano o tema “Unidos e perseverantes na missão”, permeou todo trabalho e a dedicação daqueles e daquelas que se dispuseram a colocar seus dons na construção de um encontro grandioso. Em sua saudação inicial, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, recordou “as pessoas das nossas comunidades, dos movimentos, das comunidades de vida, das pastorais, que fazem parceria com essa festa do Seminário Arquidiocesano São José”. Suas palavras reforçaram que nossas comunidades “são lugares de encontro, são lugares de testemunho, são lugares de missão”. Generosidade A festa do seminário arquidiocesano é o espaço da generosidade de nossas comunidades. Seja no empenho de compra e venda dos bingos, sejam nas doações, ou ainda naqueles e naquelas que se voluntariam para que tudo corra da maneira mais agradável possível. Uma história construída e cultivada a mais de trinta anos. Anualmente, os espaços externos do Centro de Formação Maromba e do próprio Seminário São José, em Manaus, recebem centenas de pessoas para uma noite de convivência fraterna. Nos pátios do seminário, vários estandes dão forma à uma magnífica feira vocacional, uma oportunidade de conhecer com a Igreja em Manaus é dinâmica, viva e feita por muitos rostos e vozes. São essas mãos que constroem o cotidiano de nossas paróquias e áreas missionárias. Uma mostra da docilidade da missão. A Feira Vocacional reúne congregações, carismas e movimentos presentes em nossa Arquidiocese, criando um espaço de encontro, partilha e discernimento. Nelas foi possível conhecer diferentes vocações e descobrir como cada pessoa pode responder ao chamado de Deus, seja na vida laical, matrimonial, religiosa ou no Ministério Ordenado. Igrejas Locais Nosso Seminário Arquidiocesano recebe candidatos de nossas 9 Igrejas Locais que compõe o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Os 59 seminaristas, de todas as nossas igrejas locais, se empenham para que aquela casa seja o lugar da hospitalidade. Onde todas e todos se sintam acolhidos e acolhidas. Se sintam participantes da formação de nosso futuro clero. E mais ainda, para que todos se sintam uma única comunidade em Cristo que é o sentido de nossas vocações. A festa também é uma forma de colaborar com o orçamento e manutenção do processo formativo. A venda de bingos, de comidas e bebidas, o espaço para crianças, contribuem na arrecadação de fundos. E todo valor é investido na missão de configurar os jovens seminaristas a pessoa de Jesus, capazes de atuar junto com o Povo de Deus em nossas comunidades nas diversas realidades. Celebração O bispo auxiliar de Manaus, Dom frei Samuel Ferreira, participou pela primeira vez da festa desde sua chegada à Arquidiocese no ano passado. E compartilhou a alegria de “poder estar junto, celebrar com as comunidades, com o seminário”. O bispo recordou que o seminário “é o celeiro de vocações, onde se cultiva a missionariedade, o seguimento de Jesus Cristo, a fidelidade ao Evangelho”. “Queremos celebrar junto com o seminário as vocações ao Ministério Presbiteral, da qual são aqueles que estão sendo preparados para servir e evangelizar as terras amazônicas. E viver esse carisma, essa vivência de seguir o Evangelho na fidelidade da fé e da missão”, destacou bispo durante vídeo para redes sociais do seminário. A festa contou a participação de grupos musicais regionais, apresentações culturais e com a banda do próprio seminário encerrando o evento com grande alegria. Uma noite marcada pelo encontro fraterno de oração e celebração que incentivou a troca de experiências da vocação ao qual cada um e cada uma foi chamado a servir aos irmãos e irmãs, construindo o Reino de Deus e testemunhando a boa notícia do Evangelho.

Atualização Teológica do Clero à luz do Concílio Vaticano II

Nas manhãs dos dias 12, 13 e 14 de agosto aconteceu a Atualização Teológica do Clero no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Cerca de 70 presbíteros participaram simultaneamente da atualização e do Encontro Regional dos Presbíteros. As reflexões permearam o tema da “Eclesiologia à luz do Concílio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. Os presbíteros, na construção da unidade, devem compreender que a Missão e estruturas visíveis não podem estar em contradição. À luz do Evangelho, a conversão supõe um pecado e convida a mudança de rota. Mas é importante ressaltar que o pecado não é só pessoal, mas também estrutural, que nasce do próprio comportamento da pessoa diante das situações em que escolhemos não agir em harmonia com os ensinamentos evangélicos de Jesus. Daí é possível comparar que clericalismo é inseparável do elitismo social, pois assume as relações de poder como subordinação aos interesses particulares. Sinodalidade Do ponto de vista da sinodalidade, a assessoria de Pe. Aquino Jr. apontava para a necessidade de compreender a sinodalidade como a verdadeira diaconia social. Isto quer dizer viver a fraternidade em todas as relações e fermentar o mundo com a “lógica da fraternidade”.  Sem esquecermos que a Igreja está no mundo e interage com ele em todas as suas dimensões, não se desliga da encarnação, sua Missão é plenamente configurada no mundo e à serviço do mundo para que o Reino de Deus aconteça em plenitude. O encontro quer favorecer o entendimento da Evangelização pautada na pessoa de Jesus que não se descola das realidades de cada uma de nossas Igrejas Locais. Os critérios de escolha dos modelos pastorais do clero devem insistir que, como cristãos, devemos nos preocupar com as situações que tocam o cotiano de cada local e da vida das pessoas. Além dos presbíteros da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Coari, São Gabriel da Cachoeira, Borba e Parintins; e das Prelazias de Tefé e Itacoatiara; o encontro formativo contou com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Samuel Ferreira e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bem como de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; e Dom Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia Itacoatiara. Povo de Deus Compreender a Igreja como Povo de Deus peregrino na história é o caminho mais assertivo para entender o ministério presbiteral. O jeito de viver e entender o dinamismo eclesial pós-Concílio Vaticano II convida a identificar algumas mudanças necessárias. Como por exemplo adotar uma linguagem ministerial, que fuja a tentação de reduzir o ministério presbiteral apenas ao culto, mas o compreenda como construtor de comunidades. Outro horizonte de reflexão é quanto à forma ensinar, santificar e governar. O estilo adotado precisar ser de proximidade com a comunidade, assim os presbíteros não devem alimentar um papel de superioridade ou agir como uma casta separada, que torna o sagrado como uma casca inalcançável. Isto se reflete, por exemplo na ideia equivocada de que os outros ministérios e carismas são submetidos a uma suplência do ministério ordenado. Além da necessidade de romper a autoreferencialidade e estimular a conversão missionária. Ensinar, santificar e governar O resgate do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar nos recordo que a “Igreja não é uma elite de consagrados”, nos dizia Papa Francisco. É a compreensão de que os presbíteros são também parte do Povo de Deus e não uma parte separada que conserva a vitalidade do ministério. Essa perspectiva deve tocar também as comunidades cristãs, seminários e ambientes de formação para o ministério ordenado, de modo a superarmos a cultura da clericalização. O que implica em uma Pastoral Vocacional, mas eclesial que individual, isto é, chamada ao serviço eclesial. É preciso assumir uma responsabilidade compartilhada para que as mudanças aconteçam desde as pequenas coisas do cotidiano. Essa mudança de compreensão das relações não se dá pela força, mas se solidifica na caridade e na verdade do seguimento a pessoa de Jesus  em comunhão e unidade com a Igreja, a partir do Concílio Vaticano II. Texto: Emmanuel Grieco Imagens: Emmanuel Grieco, Rose Bertoldo e Arquidiocese de Manaus.

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Pastoral da Sobriedade realiza formação regional de novos agentes

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizou o curso de Formação de novos agentes da Pastoral da Sobriedade. Entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto os participantes receberam a apresentação geral da Pastoral da Sobriedade, conduzida pelo Pe. Sidney Teixeira da Silva, CMF, coordenador nacional de formação. O curso buscou capacitar e atualizar os agentes de pastoral sobre as novas dinâmicas das dependências (químicas e não químicas). Entre os participantes estavam representantes da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Alto Solimões, Borba e Coari. Com a formação, os novos agentes podem animar o trabalho pastoral existente ou estimular o surgimento da pastoral da sobriedade em nossas Igrejas Locais. Novas perspectivas Os três dias foram marcados pela exposição do histórico e trajetória da Pastoral, além da fundamentação bíblica e teológica. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, esteve com o grupo durante o primeiro dia. O cardeal destacava a necessidade de alargar as perspectivas pastorais, sempre pautados pelo Evangelho. “É uma questão que atinge o nosso modo de ser igreja. E é por isso que nós nos dispomos a ir ao encontro desses irmãos e irmãs para cada vez mais ajudarmos na superação. Ajudarmos na superação para que possam viver melhor o Evangelho. E nós o fazemos a partir do Evangelho. Fazemos a partir do Evangelho. Não ter medo de partirmos do Evangelho. Eu participei no passado de algumas reuniões e eu percebi como o Evangelho era o fundamento dos encontros. E isso ajuda muito. Ajuda porque dá um sentido novo à vida”, explicou o cardeal. Essa perspectiva espiritual ajuda na implementação de estratégias de ação, estruturação dos encontros e na definição das funções das equipes. Alinhada à temática das drogas e seus efeitos, e a preocupante ludopatia, o vício em jogos de azar, que cada vez contribui para o endividamento de famílias brasileiras. A pastoral responde a primeira missão da Igreja: a Evangelização, indo ao encontro de nossos irmãos e irmãs que necessitam de direcionamento. Codependentes O Padre Leonardo Rufino, enviado pela Diocese de Coari, ressaltou o trabalho direcionado à dependência química. Uma realidade presente na diocese que atinge os familiares e a própria comunidade de fé, os codependentes que participam do sofrimento. Ao comentar sua participação no Encontro Regional o padre agradeceu a pela preparação e possibilidade de implementação em todas as 11 paróquias da Diocese de Coari. “Foi um momento muito gratificante para todos nós. Porque por meio dele, nós que participávamos pela primeira vez do encontro, adquirimos conhecimento sobre esta pastoral tão importante e essencial para todos nós, para toda a nossa igreja. A nossa Diocese de Coari tem 11 paróquias presentes em 7 cidades. Mas lá nós não temos ainda a Pastoral da Sobriedade”, destacou o padre. Ele ainda classificou a pastoral da sobriedade como luz para aqueles e aquelas que são beneficiados por ela.  Ele aponta que a pastoral é uma oportunidade de cuidar de pessoas com diversas dependências, como hoje a dependência de ferramentas de comunicação social, que instrumentalizam a pessoa humana. Caminho de transformação Com dois anos de atuação na Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Manaus, a agente Clediomar Araújo, da Paróquia São Pedro Apóstolo de Petrópolis, apontou que curso do final de semana representou uma verdadeira transformação na fora de pensar o trabalho da pastoral. “Já havia feito antes, mas a dinâmica que nos foi passada nesses três dias foi maravilhosa. O Pe. Sidney passou de uma forma tão dinâmica, tão gostosa, que a gente começa a ver os encontros da Pastoral da Sobriedade por outro prisma. É outra dinâmica. A gente sai completamente enriquecido daqui. Foi maravilhoso. Só temos a agradecer a Deus”, destacou a participante. Outro ponto que despertou interesse na agente, foi a explicação de como os encontros devem acontecer e, principalmente, sobre a variedade de tipos de droga existentes, e como elas afetam o corpo de quem as utiliza. Ela enfatizou que a linguagem utilizada permitiu que todos compreendessem, até mesmo aqueles e aquelas que não eram familiarizados com o assunto. Amados e amadas por Deus A Pastoral da Sobriedade é uma forma de marcar presença sempre partindo do Evangelho para que os que sofrem percebam o quanto são amados, amadas por Deus, recordava o cardeal Leonardo Steiner. Em relação às drogas, temos o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança e sabemos que a questão do consumo de álcool é uma ferida em tantas relações familiares. No entanto, temos dificuldade em relação ao álcool com padres, religiosas e religiosos. Esse caminho evangelizador é fundamental para enfrentar a realidade em que vivemos, é mais uma contribuição da Igreja para a sociedade.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.

Cardeal Steiner na 8ª Assembleia Regional de Diáconos: não se trata de poder, mas de serviço

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concedeu uma palavra de agradecimento aos diáconos e as esposas presentes na 8ª Assembleia Regional de Diáconos Permanentes e Esposas. O encontro aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Nas palavras do arcebispo, “o modo de conduzir” do diácono Raimundo Nonato Soares, foi marcado por uma atuação que não se “tratava de poder, mas de serviço”. Ele também recordou que o diaconato faz parte da vida da Igreja. “O ministério diaconal faz parte do modo de ser da Igreja Católica, então, nesse sentido, agradecer a cada um que exerce esse ministério na Igreja. E agradecendo a cada um, queria agradecer as esposas. E sem o apoio das esposas, sem o apoio das famílias, é difícil servir, estar na disponibilidade das comunidades, estar na disponibilidade das dioceses onde cada um de nós atua”, disse o presidente do regional. Diaconato na Igreja Latina Ao fazer memória da retomada do Diaconato na Igreja Latina, o cardeal Steiner apontou que, na escolha dos diáconos presente no texto do Atos do Apóstolos, é possível perceber a dinamicidade do ministério. Esse ministério não é uma decisão individual, mas uma indicação que exige uma longa preparação. Essa realidade corresponde ao Evangelho do 17º Domingo do tempo comum, onde somos encontrados pela pérola preciosa que é Jesus. “O nosso ministério, seja episcopal, seja presbiteral, seja diaconal, não é nosso. Nós recebemos. Nós recebemos e não a nosso serviço. A serviço da comunidade e das comunidades. Então, se nós conseguíssemos sempre de novo lembrar e recordar que nada é nosso. O ministério nos foi dado. E por ter sido dado gratuitamente, damos gratuitamente”, recordou o cardeal. Fundar comunidades Dom Leonardo Steiner refletiu que uma quarta dimensão do diaconato é de fundar comunidades. Esse pensamento está presente no documento de Aparecida, tendo os diáconos como guias de comunidades. Essa intuição pode ser retomada em vista da necessidade de da grande quantidade de comunidades novas e as que ainda precisam ser formadas animadas, como já aconteceu na Arquidiocese de Manaus. Eleição Antes do início da votação o cardeal Leonardo Steiner reforçou a mensagem de que “não se trata de poder, mas de serviço”. Para o episcopado, presbiterado e o diaconado se trata sempre de serviço para o bem da Igreja. A coordenação da comissão regional é dividida em um presidente, um vice-presidente, um secretário e um ecônomo. Os 48 votantes escolheram um nome, e os quatro mais votados serão destinados aos serviços de coordenação de acordo com a indicação da presidência do Regional. Na contagem de votos os diáconos mais votados foram: Diác. José Torres dos Santos (15), Diác. José Raimundo Cruz Grana (12), da Diocese de Borba, Diac. Afonso De Oliveira Brito (10) e Diác. Rozinaldo Mota Trovão (4), os outros 3 diáconos pertencem a Arquidiocese de Manaus. O encontro encerrou às 12h com a Celebração Eucarística na Capela da Maromba.

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Formação, espiritualidade e missão marcam Jornada Formativa da Diocese de Borba

A Diocese de Borba reuniu mais de 600 lideranças para uma intensa Semana Formativa, com atividades ao longo de 10 dias, em uma série de encontros simultâneos em diferentes comunidades da diocese. A programação se encerrou na noite do dia 11 de julho, com a celebração da Santa Missa na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba. Na comunidade da Imaculada Conceição, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, aconteceu o encontro dos secretários executivos das paróquias e áreas missionárias da diocese. A abertura contou com um treinamento voltado ao sistema do site da Cúria Diocesana. Em seguida, o psicólogo e diácono Leonardo Lucas Cunha, da Arquidiocese de Manaus, conduziu uma formação voltada à dimensão humana dos secretários, trabalhando métodos de aprendizagem e o modo de agir em relação ao outro no atendimento ao público na secretaria.O formador destacou a importância do cuidado de si mesmo para um bom atendimento, reforçando que o secretário deve zelar por uma vida equilibrada nas dimensões espiritual, física e humana. Os trabalhos também abordaram o relacionamento no ambiente de trabalho e as dificuldades no contato com os fiéis, ressaltando a importância de momentos de fraternidade na Igreja para um trabalho frutífero e bem estruturado, que promova a paz. A linguagem no atendimento também foi tema da formação com a orientação de que o secretário deve atender sempre com respeito aqueles que procuram os serviços da secretaria. Setor Juventude Já no auditório da Cúria Diocesana, aconteceu o encontro do Setor Juventudes, com assessoria de Giovanni Sampaio, da Arquidiocese de Manaus. Participaram representantes da Juventude Missionária, da Pastoral da Juventude (PJ), do Movimento Juvenil Orionita (MJO) e da Renovação Carismática Católica (RCC). A abertura contou com os símbolos da fé a Cruz, a Palavra de Deus e a Vela acesa. O grupo se dedicou ao tema “Formar para Servir, Fazer Comunhão e Evangelizar”, refletindo sobre o papel dos jovens na vida da Igreja a partir do exemplo dos discípulos de Emaús. No segundo dia, o formador destacou que o Setor Juventude precisa viver a sinodalidade, caminhando junto com as demais pastorais e movimentos da diocese, e apresentou a estrutura do setor, criado para integrar, articular e acompanhar os grupos juvenis das paróquias e comunidades. Dom Zenildo Luiz Pereira, Bispo da Diocese de Borba, destacou que os jovens são o presente e o futuro da Igreja e reforçou a importância da formação e do protagonismo juvenil. “A juventude não pode caminhar sozinha. Precisa caminhar com os padres, com as pastorais, com as familias”, afirmou o bispo, que encerrou sua fala incentivando os jovens: “Vão e anunciem que Cristo vive!”. Centralidade da Eucaristia No auditório da Paróquia Santo Antônio, aconteceu a formação voltada aos ministros e leigos, com o tema central da Eucaristia. O teólogo Matthias Grenzer trabalhou a centralidade da Eucaristia a partir da Ceia Pascal de Jesus. Além de abordar a presença dos Salmos na Liturgia da Palavra, aprofundando sua importância na vida litúrgica e espiritual dos fiéis. Na Matriz de Cristo Rei, aconteceu o encontro da Infância e Adolescência Missionária (IAM), assessorado pelo coordenador estadual Jairo Assunção. Participaram assessores e coordenadores que atuam junto às crianças e adolescentes na diocese. A abertura contou com a presença de Dom Zenildo Luiz, que refletiu os fundamentos da missão, a espiritualidade missionária e o papel dos agentes missionários. Em sua fala, Dom Zenildo Luiz destacou a relação entre discípulo e missionário: “o discípulo é o seguidor, o aluno, o aprendiz; já o missionário é aquele que evangeliza, que anuncia”. Segundo o bispo, as duas dimensões caminham juntas na vivência da missão. Ele também reforçou aos assessores presentes a importância de não esquecer o amor de Deus como base de toda ação missionária. Pastoral familiar Na comunidade São Miguel Arcanjo, da Paróquia Cristo Rei, aconteceu a formação da Pastoral Familiar, com o tema “Espiritualidade Conjugal: a família como Igreja doméstica, testemunha do amor de Deus”. O encontro foi conduzido por Dom Zenildo Luiz, que iniciou destacando que a familia deve ter Cristo sempre como centro da vida, sendo a cruz o compromisso da aliança e da responsabilidade que a família é chamada a viver. Dom Zenildo Luiz afirmou que a família é uma igreja, o lugar onde a Igreja nasce, e que a mesa da casa deveria ser espaço de partilha, um momento pascal, tendo Jesus como hóspede. Segundo ele, a oração é o ponto principal da vida familiar, que deve buscar sua consolação não nos objetos, mas no amor de Deus pois onde há amor, há espiritualidade. Ele destacou ainda que a familia luta pela santificação dos filhos e dos pais, com a missão de educar para a fé, para a oração e para a cidadania, acolhendo e ensinando as crianças nesse caminho. O bispo também abordou o tema do aborto, reafirmando a posição da Igreja contrária à prática, pois a vida começa desde a fecundação do óvulo e é Deus quem dá a vida, que não pode ser tirada por ninguém. Encerrando a sua participação, Dom Zenildo Luiz trabalhou a encíclica “Deus Caritas Est (Deus é Amor), do Papa Bento XVI, refletindo sobre a família à luz do documento e destacando que o amor cristão não é apenas um sentimento, mas um mandamento. Entrega das DGAE Durante a celebração de encerramento, o bispo entregou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032 para as lideranças presentes. O documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientará a caminhada pastoral da Diocese de Borba nos próximos anos. No momento do envio, o bispo reforçou que as lideranças de voltam para as suas comunidades com o compromisso de colocar em prática todo o aprendizado adquirido ao longo dos dias de formação, à luz das novas diretrizes. Em clima de alegria e gratidão, a Diocese celebrou esse grande corpo de missionários, reafirmando o compromisso com a Evangelização e a comunhão em toda a Igreja Particular de Borba. Fotos: Pascom Diocese de Borba Texto modificado de Italo Soares, Assessoria de Comunicação Diocese de Borba

Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
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