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Tag: Diocese de Coari

Atualização Teológica do Clero à luz do Concílio Vaticano II

Nas manhãs dos dias 12, 13 e 14 de agosto aconteceu a Atualização Teológica do Clero no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Cerca de 70 presbíteros participaram simultaneamente da atualização e do Encontro Regional dos Presbíteros. As reflexões permearam o tema da “Eclesiologia à luz do Concílio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. Os presbíteros, na construção da unidade, devem compreender que a Missão e estruturas visíveis não podem estar em contradição. À luz do Evangelho, a conversão supõe um pecado e convida a mudança de rota. Mas é importante ressaltar que o pecado não é só pessoal, mas também estrutural, que nasce do próprio comportamento da pessoa diante das situações em que escolhemos não agir em harmonia com os ensinamentos evangélicos de Jesus. Daí é possível comparar que clericalismo é inseparável do elitismo social, pois assume as relações de poder como subordinação aos interesses particulares. Sinodalidade Do ponto de vista da sinodalidade, a assessoria de Pe. Aquino Jr. apontava para a necessidade de compreender a sinodalidade como a verdadeira diaconia social. Isto quer dizer viver a fraternidade em todas as relações e fermentar o mundo com a “lógica da fraternidade”.  Sem esquecermos que a Igreja está no mundo e interage com ele em todas as suas dimensões, não se desliga da encarnação, sua Missão é plenamente configurada no mundo e à serviço do mundo para que o Reino de Deus aconteça em plenitude. O encontro quer favorecer o entendimento da Evangelização pautada na pessoa de Jesus que não se descola das realidades de cada uma de nossas Igrejas Locais. Os critérios de escolha dos modelos pastorais do clero devem insistir que, como cristãos, devemos nos preocupar com as situações que tocam o cotiano de cada local e da vida das pessoas. Além dos presbíteros da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Coari, São Gabriel da Cachoeira, Borba e Parintins; e das Prelazias de Tefé e Itacoatiara; o encontro formativo contou com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Samuel Ferreira e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bem como de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; e Dom Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia Itacoatiara. Povo de Deus Compreender a Igreja como Povo de Deus peregrino na história é o caminho mais assertivo para entender o ministério presbiteral. O jeito de viver e entender o dinamismo eclesial pós-Concílio Vaticano II convida a identificar algumas mudanças necessárias. Como por exemplo adotar uma linguagem ministerial, que fuja a tentação de reduzir o ministério presbiteral apenas ao culto, mas o compreenda como construtor de comunidades. Outro horizonte de reflexão é quanto à forma ensinar, santificar e governar. O estilo adotado precisar ser de proximidade com a comunidade, assim os presbíteros não devem alimentar um papel de superioridade ou agir como uma casta separada, que torna o sagrado como uma casca inalcançável. Isto se reflete, por exemplo na ideia equivocada de que os outros ministérios e carismas são submetidos a uma suplência do ministério ordenado. Além da necessidade de romper a autoreferencialidade e estimular a conversão missionária. Ensinar, santificar e governar O resgate do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar nos recordo que a “Igreja não é uma elite de consagrados”, nos dizia Papa Francisco. É a compreensão de que os presbíteros são também parte do Povo de Deus e não uma parte separada que conserva a vitalidade do ministério. Essa perspectiva deve tocar também as comunidades cristãs, seminários e ambientes de formação para o ministério ordenado, de modo a superarmos a cultura da clericalização. O que implica em uma Pastoral Vocacional, mas eclesial que individual, isto é, chamada ao serviço eclesial. É preciso assumir uma responsabilidade compartilhada para que as mudanças aconteçam desde as pequenas coisas do cotidiano. Essa mudança de compreensão das relações não se dá pela força, mas se solidifica na caridade e na verdade do seguimento a pessoa de Jesus  em comunhão e unidade com a Igreja, a partir do Concílio Vaticano II. Texto: Emmanuel Grieco Imagens: Emmanuel Grieco, Rose Bertoldo e Arquidiocese de Manaus.

Eleita nova coordenação da Comissão Regional Norte 1 de Presbíteros

Os padres presentes no terceiro dia (13) do Encontro Regional de Presbíteros, reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, elegeram a nova coordenação da Comissão Regional do Presbíteros (CRP) do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A eleição aconteceu no final da tarde, após a reunião entre os grupos de presbíteros da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Os nomes escolhidos para a condução e organização das atividades pelos próximos quatro anos foram: Coordenador: Pe. Gilson Pinto, da Arquidiocese de Manaus; Vice-coordenador: Pe. Edinaldo Nascimento dos Santos, da Diocese de Coari; Secretário: Pe Elcivan Alencar, da Diocese de Coari, e Tesoureiro: Pe. Michel Carlos da Silva, da Arquidiocese de Manaus.

Dom José preside missa de Abertura do Encontro Regional dos Presbíteros

De 11 a 14 de agosto os Presbíteros do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estarão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, para realizar o encontro regional. A missa de abertura foi presidida por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial da Comissão Regional de Presbítero.As manhãs de programação serão destinadas a uma formação com o tema “Eclesiologia à luz do Concilio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. A atualização teológica é organizada pela Pastoral Presbiteral da Arquidiocese de Manaus e corresponde ao processo de formação permanente do clero diocesano. Em sua homilia, Dom José Albuquerque destacou que o encontro é um tempo oportuno de formação. É o tempo dedicado a compartilhar as vivências de cada uma das realidades nas quais nossos padres estão inseridos, e buscar juntos caminhos consistentes de Evangelização, mas também de cuidado mútuo, de recordar os laços de fraternidade. Eleição da nova Comissão Regional Recordando o mês Vocacional, Dom José refletiu que um padre realizado em sua vocação é um dos melhores métodos de despertar a vocação em outros jovens. A programação também conta com momentos dedicados a oração e prevê a Eleição da nova Comissão Regional de Presbíteros e a definição de data do próximo encontro Regional. O encontro regional contará com a assessoria de Pe. Francisco Aquino Jr, da Diocese de Limoeiro do Norte (CE). O presbítero é Doutor em Teologia pela Universidade de Múnster-Alemanha, professor de Teologia da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) e do PPG-TEO da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Pastoral da Sobriedade realiza formação regional de novos agentes

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizou o curso de Formação de novos agentes da Pastoral da Sobriedade. Entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto os participantes receberam a apresentação geral da Pastoral da Sobriedade, conduzida pelo Pe. Sidney Teixeira da Silva, CMF, coordenador nacional de formação. O curso buscou capacitar e atualizar os agentes de pastoral sobre as novas dinâmicas das dependências (químicas e não químicas). Entre os participantes estavam representantes da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Alto Solimões, Borba e Coari. Com a formação, os novos agentes podem animar o trabalho pastoral existente ou estimular o surgimento da pastoral da sobriedade em nossas Igrejas Locais. Novas perspectivas Os três dias foram marcados pela exposição do histórico e trajetória da Pastoral, além da fundamentação bíblica e teológica. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, esteve com o grupo durante o primeiro dia. O cardeal destacava a necessidade de alargar as perspectivas pastorais, sempre pautados pelo Evangelho. “É uma questão que atinge o nosso modo de ser igreja. E é por isso que nós nos dispomos a ir ao encontro desses irmãos e irmãs para cada vez mais ajudarmos na superação. Ajudarmos na superação para que possam viver melhor o Evangelho. E nós o fazemos a partir do Evangelho. Fazemos a partir do Evangelho. Não ter medo de partirmos do Evangelho. Eu participei no passado de algumas reuniões e eu percebi como o Evangelho era o fundamento dos encontros. E isso ajuda muito. Ajuda porque dá um sentido novo à vida”, explicou o cardeal. Essa perspectiva espiritual ajuda na implementação de estratégias de ação, estruturação dos encontros e na definição das funções das equipes. Alinhada à temática das drogas e seus efeitos, e a preocupante ludopatia, o vício em jogos de azar, que cada vez contribui para o endividamento de famílias brasileiras. A pastoral responde a primeira missão da Igreja: a Evangelização, indo ao encontro de nossos irmãos e irmãs que necessitam de direcionamento. Codependentes O Padre Leonardo Rufino, enviado pela Diocese de Coari, ressaltou o trabalho direcionado à dependência química. Uma realidade presente na diocese que atinge os familiares e a própria comunidade de fé, os codependentes que participam do sofrimento. Ao comentar sua participação no Encontro Regional o padre agradeceu a pela preparação e possibilidade de implementação em todas as 11 paróquias da Diocese de Coari. “Foi um momento muito gratificante para todos nós. Porque por meio dele, nós que participávamos pela primeira vez do encontro, adquirimos conhecimento sobre esta pastoral tão importante e essencial para todos nós, para toda a nossa igreja. A nossa Diocese de Coari tem 11 paróquias presentes em 7 cidades. Mas lá nós não temos ainda a Pastoral da Sobriedade”, destacou o padre. Ele ainda classificou a pastoral da sobriedade como luz para aqueles e aquelas que são beneficiados por ela.  Ele aponta que a pastoral é uma oportunidade de cuidar de pessoas com diversas dependências, como hoje a dependência de ferramentas de comunicação social, que instrumentalizam a pessoa humana. Caminho de transformação Com dois anos de atuação na Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Manaus, a agente Clediomar Araújo, da Paróquia São Pedro Apóstolo de Petrópolis, apontou que curso do final de semana representou uma verdadeira transformação na fora de pensar o trabalho da pastoral. “Já havia feito antes, mas a dinâmica que nos foi passada nesses três dias foi maravilhosa. O Pe. Sidney passou de uma forma tão dinâmica, tão gostosa, que a gente começa a ver os encontros da Pastoral da Sobriedade por outro prisma. É outra dinâmica. A gente sai completamente enriquecido daqui. Foi maravilhoso. Só temos a agradecer a Deus”, destacou a participante. Outro ponto que despertou interesse na agente, foi a explicação de como os encontros devem acontecer e, principalmente, sobre a variedade de tipos de droga existentes, e como elas afetam o corpo de quem as utiliza. Ela enfatizou que a linguagem utilizada permitiu que todos compreendessem, até mesmo aqueles e aquelas que não eram familiarizados com o assunto. Amados e amadas por Deus A Pastoral da Sobriedade é uma forma de marcar presença sempre partindo do Evangelho para que os que sofrem percebam o quanto são amados, amadas por Deus, recordava o cardeal Leonardo Steiner. Em relação às drogas, temos o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança e sabemos que a questão do consumo de álcool é uma ferida em tantas relações familiares. No entanto, temos dificuldade em relação ao álcool com padres, religiosas e religiosos. Esse caminho evangelizador é fundamental para enfrentar a realidade em que vivemos, é mais uma contribuição da Igreja para a sociedade.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.

Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB. A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia. Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”. “São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo. Caminho vocacional Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”. “Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo. Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos. Homens e mulheres comprometidos Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima. Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia. “Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima. Frutos do trabalho missionário Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”. “É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo. A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades. Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

Pentecostes 2026 Diocese de Coari: “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”

No dia 24 de maio de 2026, às 18h, o Centro Cultural de Coari recebeu a celebração da Festa de Pentecostes 2026, reunindo a comunidade católica do município em um grande momento de fé, oração e comunhão. Com o tema “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”, o evento foi realizado pelas três paróquias de Coari: Paróquia Sant’Ana e São Sebastião, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Paróquia São Pedro, contando com a participação de toda a comunidade católica coariense. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano Dom Marcos Piatek e concelebrada pelos padres Valdivino Araújo, Willian Aragão, Luís Carlos e Felipe Jorge, além da participação do diácono Sávio Paiva. A programação foi marcada por momentos de louvor, espiritualidade e animação, fortalecendo a união entre as comunidades e renovando a fé dos fiéis presentes. A Festa de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e é um dos momentos mais importantes da tradição cristã. Texto e fotos disponíveis em: https://diocesecoari.org.br/noticias/406/pentecostes-2026-em-coari

Regional Norte 1 realiza reunião dos coordenadores de pastoral e organismos

Os coordenadores e coordenadoras de Pastorais e Organismos realizaram a 2ª reunião anual na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Manaus, na tarde de 20 de maio de 2026. O encontro abordou o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis e a avaliação das atividades de formação e assembleias oferecidas pelo regional. O momento é sinal de comunhão e partilha das vivências pastorais. Multiplicadores do Manual Em relação ao protocolo de proteção, Ir. Rosiene Gomes, articuladora das pastorais e organismos do regional, destacou a importância de que todos conheçam o documento. Esse domínio das normas e orientações é fundamental para formação de novos multiplicadores do manual. A temática deve ser amplamente trabalhada com os agentes de pastoral nas bases das comunidades para que os abusos sejam identificados, coibidos e reparados. Os participantes debateram a necessidade de ampliar as informações sobre o tema em todas as atividades pastorais. Para aprofundar os cuidados em nossos espaços eclesiais, Pe. Gutemberg Pinto comentou a iniciativa da Paróquia São Francisco, em Manaus. A ideia é que a Pastoral da Acolhida tenha um olhar mais sensível aos espaços físicos, para que não se criem possibilidades de nenhum tipo de abuso. O envolvimento contínuo com o material é o caminho escolhido pelo Regional Norte 1 para que todos as Dioceses, Prelazias e a Arquidiocese possam oferecer às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis áreas eclesiais seguras. Entre as orientações para formações e denúncias, os agentes devem procurar a comissão metropolitana para receber as instruções de como realizar o trabalho pastoral no território do regional. Os frutos do caminho pastoral Na segunda parte do encontro, os participantes compartilharam um pouco das atividades realizadas até agora com apoio do regional às comunidades. O Conselho Missionário Regional (COMIRE) evidenciou a dificuldade de acesso a alguns locais pelas distâncias geográficas ou instabilidade de sinal de internet. A articulação ainda precisa alcançar as dioceses do Alto Solimões e Roraima e Prelazia de Itacoatiara. Para a Pastoral do Menor, a formação com os educadores da pastoral passa pela metodologia dos Círculos de construção de Paz da Justiça Restaurativa. E a Pastoral da sobriedade apontou que caminha para a implantação na Diocese de Coari e na Prelazia de Tefé com formação de novos agentes. Quanto à Pastoral do Surdo, além da participação de representantes no Encontro Nacional (ENAPAS), a pastoral tem buscado ampliar ações missionárias para a comunidade surda, permitido mais visibilidade. A Pastoral do Migrante compartilhou o fortalecimento da Evangelização por meio da Celebração Eucarística em espanhol em Manaus, São Gabriel e Boa Vista. E o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tem estimulado formações com as juventudes e mulheres indígenas. Ir. Rosiene também destacou a restruturação das articulações da Pastoral da Saúde em todo o Regional. A Rede um Grito pela Vida também apontou o avanço nas articulações na região amazônica e a necessidade de aprofundar a questão dos crimes virtuais nas formações, além de políticas públicas voltada ao combate ao tráfico de pessoas. A Pastoral Vocacional apresentou a participação de todas as Dioceses e Prelazias na construção do caminho do congresso Regional e Nacional. Por fim, a Conferência dos Religiosos (CRB) realçou a organização da equipe na Diocese de São Gabriel da Cachoeira.