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Atualização Teológica do Clero à luz do Concílio Vaticano II

Nas manhãs dos dias 12, 13 e 14 de agosto aconteceu a Atualização Teológica do Clero no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Cerca de 70 presbíteros participaram simultaneamente da atualização e do Encontro Regional dos Presbíteros. As reflexões permearam o tema da “Eclesiologia à luz do Concílio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. Os presbíteros, na construção da unidade, devem compreender que a Missão e estruturas visíveis não podem estar em contradição. À luz do Evangelho, a conversão supõe um pecado e convida a mudança de rota. Mas é importante ressaltar que o pecado não é só pessoal, mas também estrutural, que nasce do próprio comportamento da pessoa diante das situações em que escolhemos não agir em harmonia com os ensinamentos evangélicos de Jesus. Daí é possível comparar que clericalismo é inseparável do elitismo social, pois assume as relações de poder como subordinação aos interesses particulares. Sinodalidade Do ponto de vista da sinodalidade, a assessoria de Pe. Aquino Jr. apontava para a necessidade de compreender a sinodalidade como a verdadeira diaconia social. Isto quer dizer viver a fraternidade em todas as relações e fermentar o mundo com a “lógica da fraternidade”.  Sem esquecermos que a Igreja está no mundo e interage com ele em todas as suas dimensões, não se desliga da encarnação, sua Missão é plenamente configurada no mundo e à serviço do mundo para que o Reino de Deus aconteça em plenitude. O encontro quer favorecer o entendimento da Evangelização pautada na pessoa de Jesus que não se descola das realidades de cada uma de nossas Igrejas Locais. Os critérios de escolha dos modelos pastorais do clero devem insistir que, como cristãos, devemos nos preocupar com as situações que tocam o cotiano de cada local e da vida das pessoas. Além dos presbíteros da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Coari, São Gabriel da Cachoeira, Borba e Parintins; e das Prelazias de Tefé e Itacoatiara; o encontro formativo contou com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Samuel Ferreira e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bem como de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; e Dom Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia Itacoatiara. Povo de Deus Compreender a Igreja como Povo de Deus peregrino na história é o caminho mais assertivo para entender o ministério presbiteral. O jeito de viver e entender o dinamismo eclesial pós-Concílio Vaticano II convida a identificar algumas mudanças necessárias. Como por exemplo adotar uma linguagem ministerial, que fuja a tentação de reduzir o ministério presbiteral apenas ao culto, mas o compreenda como construtor de comunidades. Outro horizonte de reflexão é quanto à forma ensinar, santificar e governar. O estilo adotado precisar ser de proximidade com a comunidade, assim os presbíteros não devem alimentar um papel de superioridade ou agir como uma casta separada, que torna o sagrado como uma casca inalcançável. Isto se reflete, por exemplo na ideia equivocada de que os outros ministérios e carismas são submetidos a uma suplência do ministério ordenado. Além da necessidade de romper a autoreferencialidade e estimular a conversão missionária. Ensinar, santificar e governar O resgate do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar nos recordo que a “Igreja não é uma elite de consagrados”, nos dizia Papa Francisco. É a compreensão de que os presbíteros são também parte do Povo de Deus e não uma parte separada que conserva a vitalidade do ministério. Essa perspectiva deve tocar também as comunidades cristãs, seminários e ambientes de formação para o ministério ordenado, de modo a superarmos a cultura da clericalização. O que implica em uma Pastoral Vocacional, mas eclesial que individual, isto é, chamada ao serviço eclesial. É preciso assumir uma responsabilidade compartilhada para que as mudanças aconteçam desde as pequenas coisas do cotidiano. Essa mudança de compreensão das relações não se dá pela força, mas se solidifica na caridade e na verdade do seguimento a pessoa de Jesus  em comunhão e unidade com a Igreja, a partir do Concílio Vaticano II. Texto: Emmanuel Grieco Imagens: Emmanuel Grieco, Rose Bertoldo e Arquidiocese de Manaus.

Dom José preside missa de Abertura do Encontro Regional dos Presbíteros

De 11 a 14 de agosto os Presbíteros do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estarão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, para realizar o encontro regional. A missa de abertura foi presidida por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial da Comissão Regional de Presbítero.As manhãs de programação serão destinadas a uma formação com o tema “Eclesiologia à luz do Concilio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. A atualização teológica é organizada pela Pastoral Presbiteral da Arquidiocese de Manaus e corresponde ao processo de formação permanente do clero diocesano. Em sua homilia, Dom José Albuquerque destacou que o encontro é um tempo oportuno de formação. É o tempo dedicado a compartilhar as vivências de cada uma das realidades nas quais nossos padres estão inseridos, e buscar juntos caminhos consistentes de Evangelização, mas também de cuidado mútuo, de recordar os laços de fraternidade. Eleição da nova Comissão Regional Recordando o mês Vocacional, Dom José refletiu que um padre realizado em sua vocação é um dos melhores métodos de despertar a vocação em outros jovens. A programação também conta com momentos dedicados a oração e prevê a Eleição da nova Comissão Regional de Presbíteros e a definição de data do próximo encontro Regional. O encontro regional contará com a assessoria de Pe. Francisco Aquino Jr, da Diocese de Limoeiro do Norte (CE). O presbítero é Doutor em Teologia pela Universidade de Múnster-Alemanha, professor de Teologia da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) e do PPG-TEO da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Dom Zenildo Lima, Dom José Alburquerque e Pe. Geraldo Bendaham: vidas pelo Reino

Neste 4 de agosto de 2026, mês dedicado às vocações, celebramos os 30 anos de ordenação presbiteral de três figuras marcantes para o nosso Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1): Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus; Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de Pastoral de nossa Arquidiocese. Seus caminhos vocacionais são permeados por uma profunda entrega ao serviço do Reino de Deus. Quem já experienciou sentar-se à mesa com Dom Zenildo Lima ou com Pe. Geraldo Bendaham sabe que a conversa perpassa por diversos assuntos e por profundas reflexões sobre a vida, a fé e os processos de evangelização encarnados nas realidades da Amazônia urbana e ribeirinha. Mais do que uma troca de informações, é quase que uma aula de diferentes conteúdos. Ali. Postos à mesa. A mesa como lugar do encontro, da oferta, da generosidade, da companhia. É a proposta de uma Igreja que sempre de novo se aproxima, se apequena, se permite acessar para transmitir a Esperança gestada no Evangelho. Proximidade Não permite a indiferença, a superioridade, a distância. Mas exige proximidade. Proximidade de quem procura o Senhor, acha o Senhor, encontra o Senhor, vive com Senhor. E, por isso, deseja que outros também experimentem encontrar a pérola preciosa que é Jesus, nos dizia Papa Francisco. E é justamente no encontro com Cristo que a vida muda, saboriza. Na gratuidade da vida oferecida, o não reter para si; mas experimentar, entre a amargura e a doçura, a presença Dele, a Palavra feita carne. Ao contemplarmos suas entregas radicais, somos atraídos a vislumbram uma vida em diferente perspectiva. São sinais de uma humanidade tocada para responder a tantos anseios e a utilizar suas vozes em defesa da plenitude da vida, para que todos a tenham em abundância. Missão Três homens chamados à missão de conduzir as nossas comunidades e transformá-las em locais de encontro, de relação, de vivência. Homens de reflexão, e mais ainda, homens de ação concreta e fecunda. Homens que experimentam a dor do Reino de Deus. Nos versos de Pe. Zezinho, essa “dor do Reino de Deus” é feita de amor e paz, “é feita de luz, é feita de cruz, é feita de não compactuar”. Homens que responderam à voz do Bom Pastor, se ligaram a Ele, e se comprometeram a viver pelos caminhos da libertação. Que administram em sua vida cotidiana “a pérola preciosa do encontro com Deus e com os outros”. Neste dia recorremos a Imaculada Conceição, que caminhe com eles e lhes permita cantar bonito as maravilhas do Reino da Vida e da Esperança. Texto: Emmanuel Grieco. Texto de opinião em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de vivências cotidianas.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.

Seminaristas participam do 14º FORMISE Nacional em Campo Grande (MS)

10 seminaristas do Conselho Missionário de Seminaristas Regional Norte 1 (COMISE Labonté), juntamente com a Ir. Rosana Marchetti, Missionária da Imaculada, assessora eclesiástica do grupo, participarão do 14º FORMISE Nacional. A Formação Missionária de Seminaristas acontece de 26 a 30 de julho, com o tema “Missionários para uma Igreja Samaritana: um em Cristo, unidos na missão” e o lema “Um em Cristo, unidos na missão”, em Campo Grande (MS). O encontro é um tempo intenso de formação, convivência e renovação missionária. A proposta busca fortalecer a vocação missionária, inspirada no Evangelho e no compromisso com uma Igreja próxima do povo, solidária e atenta às realidades humanas. Além da formação, o FORMISE constrói um espaço de partilha, fraternidade e intercâmbio cultural e eclesial, favorecendo o encontro entre diferentes realidades do país e fortalecendo a comunhão e a cooperação na missão da Igreja. Informações: Pontifícias Obras Missionárias (POM), imagem: COMISE Labontè

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Regional Norte 1 participa da 46ª Reunião Ampliada do CEMOVIC

O Regional Norte 1 participou da 46ª Reunião Ampliada da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada (CEMOVIC), de 13 a 16 de julho, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins, referencial a nível nacional e regional do Serviço de Animação Vocacional (SAV) e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), e Ir. Gervis Monteiro, fsp, representando o SAV de nosso regional Norte 1. Entre as pautas do encontro, os participantes realizaram o estudo das novas diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032) e a atualização das Diretrizes para a formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, Documento 110, sobre a formação presbiteral no Brasil. As principais instituições e organismos que compõem e participam desta comissão incluem: Ordem das Virgens (AISB); Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNISB); Comissão Nacional de Presbíteros (CNP); Comissão Nacional de Diáconos (CND); Serviço de Animação Vocacional(SAV), e Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). “Nós temos um documento de estudo, e ontem (14) foi o dia todo para poder estudar e atualizar para as instituições de nossa comissão as novas diretrizes, e hoje (15) nós estamos refletindo sobre a formação presbiteral, apresentando sugestões para a atualização do documento que fala sobre a formação dos presbíteros. Basicamente, esses são os dois grandes assuntos, e depois assuntos de cada instituição”, destacou Dom José Albuquerque.

Pré-Congresso Vocacional: horizontes vocacionais na Amazônia

No último final de semana o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Pré-Congresso Vocacional para refletirmos os horizontes vocacionais na Amazônia. Durante três dias vivenciamos um estudo dedicado ao Texto-Base do 5º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida (SP), 4 a 6 de setembro de 2026. O pré-congresso é uma oportunidade de nossas Igrejas Locais partilharem suas impressões, seus desafios e modo como a cultura vocacional se apresenta diante dos diversos contextos pastorais. É sabido que nossas realidades são tocadas por profundas e sofridas experiências humanas, mas mais ainda, transbordamos a esperança vivificante do Evangelho em um Igreja que acolhe a todos e todas. Nossas comunidades são uma expressão do tema escolhido para 5º Congresso Nacional: “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, com o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”. Dentro do processo sinodal, as igrejas particulares trouxeram suas contribuições que serão enviadas para a preparação de subsídios para o Congresso Nacional. Integralidade da pessoa humana A Igreja na Amazônia está inserida em locais com regiões de garimpo, de comunidades abandonadas, de famílias com outras configurações. Esses espações são marcados por violações de direitos fundamentais, seja por violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. Por isso, a presença da Igreja Católica, com a Iniciação à Vida Cristã, deve olhar para essas realidades buscar construir caminhos que devolvam a integralidade da pessoa humana. Para a Ir. Florizete Maria Moreira, das Irmãs Franciscanas de São Félix de Cantalice (CSSF), que atua na Prelazia de Tefé, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) necessita olhar para as realidades da prostituição, do garimpo e do tráfico de drogas. Ela destacou que lá se encontram “muitos colombianos, muitas mães solteiras, muitas crianças, muitas viúvas de maridos vivos. Então, é uma realidade muito dura”. “A gente tem que mostrar essa pessoa que Deus o ama como ela é. Não os dogmas, o que a gente traz nos nossos livros, mas acolher. Eu acho que um dos principais aspectos da pastoral vocacional, do SAV, é acolher esse jovem na sua realidade. A família que a gente compõe hoje, há 20 anos atrás, já não é mais esse modelo de família que a gente tem nos interiores”, destacou a irmã sobre a realidade encontrada nos interiores do Amazonas. Centrados na pessoa de Jesus A sua fala nasceu depois de um dia dos trabalhos em grupo que refletiram o Texto-base. Ela também enfatizou que a vida religiosa se sustenta nessas realidades desafiadoras estando “24 horas centrada na pessoa de Jesus”. Viver esse segmento da pessoa de Jesus e apresentá-lo para os outros requer “tirar um pouco do que está na nossa mente, de tudo certinho, de tudo perfeito”. “Até o jovem que vem hoje para os seminários não é perfeito, gente. Às vezes ele sabe quem é a mãe, mas não sabe quem é o pai. É criado por avô. Então, esse que são as famílias. A gente, ah, vamos começar a iniciação cristã. Bonito, nós vamos fazer isso, mas com a família que ele tem. Tem jovens que querem ser um padre, mas tem lá os processos que não deixam. Tem uma jovem que quer ser uma religiosa, mas quando vai ver a vida que a igreja cai em cima, nós religiosas mesmas, você não pode. Você não pode ser padre, você não pode ser irmã, você não pode”, refletiu a irmã. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, refletiu que essas realidades “devem encontrar em nós um desejo, uma motivação de animação vocacional”. Elas fazem parte da “vida e missão neste chão” e “nós temos uma grande contribuição para dar”. Em sua intervenção, o bispo expressou sua preocupação com a necessidade fazermos frente à essas realidades. Isto é, conduzir nossos corações para uma disponibilidade que não ofereça apenas respostas pontuais perante “uma avalanche estrutural que vem esmagando as pessoas”. Questionar as identidades O texto-base traz quatro partes fundamentais: a Exegese, partindo do capítulo 2 dos Atos Apóstolos, Encontro, Testemunho e a Missão. Essas partes nos ajudam a compreender a identidade das comunidades eclesiais como comunidades vocacionais. O estudo das partes norteou o trabalho dos grupos no questionamento vocacional dessas identidades, e assim contribuiu na construção de indicações para a animação vocacional nas igrejas locais do nosso regional. O pré-congresso é um convite a olhar as realidades de encontro, de testemunho e de missão em nossas comunidades eclesiais. Os dias de encontro realizados Centro de Treinamento Maromba, em Manaus, foram destinados a uma reflexão da Igreja de Manaus e do Regional Norte 1. O estudo do texto nos confronta em nossas realidades cotidianas, nos revela a beleza e a dignidade da vocação. Processo vocacional Dom Zenildo Lima fez memória de um período em que havia uma contraposição de ideias vocacionais. De um lado, uma resposta imediata de cada um de nós a um apelo de Deus, e de outro um vislumbrar do processo vocacional “como uma disponibilidade profética para responder aos desafios gritantes de uma realidade”. “Na época em que a gente refletia a partir da teologia latino-americana da libertação, a gente levava muito isso em conta no aspecto vocacional. A gente queria ser padre, a gente queria ser religiosa, a gente queria se consagrar para poder responder a questões tão gritantes. Essas sensibilidades não se opõem. O aspecto subjetivo da nossa liberdade diante do apelo compassivo de Deus não se opõe à capacidade de indignação”, recordou o bispo. Esse panorama social, levantado durante as exposições, que toca a questão da família, da juventude recordam a figura de Maria. Segundo bispo, “uma jovem, aparentemente, podia se parecer frágil lá em Nazaré, e como teve uma capacidade de leitura absolutamente transformadora da realidade”. Ela “conseguiu vislumbrar diante de um cenário aparentemente tão impossível de se combater, a possibilidade de derrubar os poderosos dos tronos e elevar os humildes” e isso deve nos encorajar vocacionalmente. Alcançar todos Como referencial nacional para vocações, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, destacou a beleza de celebrar…
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