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Tag: Diocese do Alto Solimões

COMISE Regional Norte 1 encerra Experiência Missionária em Roraima

A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 reuniu cerca de 84 participantes em Roraima, entre os dias 10 e 19 de outubro. A programação incluiu visitas a famílias e pessoas enfermas, encontros com jovens e casais e atividades em projetos sociais. Organizada pela Comissão Missionária de Seminaristas (Comise), em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM), a experiência reuniu seminaristas, padres, religiosas, leigos e leigas para conhecer a realidade pastoral da Igreja em Roraima. A experiência teve como tema “Seminaristas em Cristo, unidos na missão”, em referência ao Mês Missionário de 2026, que tem como tema “Um em Cristo, unidos na missão” e como lema bíblico “Para que o mundo creia” (Jo 17,21). Visitas às comunidades de Boa Vista Na Área Missionária Santa Rosa de Lima, o seminarista Natan Oliveira, do terceiro ano de Teologia da Arquidiocese de Manaus, visitou famílias e conheceu o trabalho do Poço da Samaritana, projeto social que atende mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade. Durante as visitas, ele também observou a participação de migrantes venezuelanos e de pessoas de outros estados nas comunidades e nos movimentos pastorais. O padre Marciney Marques, formador do Seminário São José, em Manaus, destacou a importância da vivência nas comunidades para a formação pastoral dos seminaristas. “A gente entende que missão não é somente fazendo encontros, mas a vivência. A gente sempre diz que a missão é vida”, afirmou. Durante uma das visitas, o padre conheceu uma ministra da Eucaristia que se recuperava de uma cirurgia e permanecia em oração pelos missionários, mesmo afastada temporariamente das atividades pastorais. Vivência nas comunidades indígenas Na região do Baixo Cotingo, o seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1, conheceu comunidades indígenas e acompanhou aspectos da realidade local, como a preservação da língua e da cultura. “Eu falava na nossa reflexão como grupo que não dá para chegar com o roteiro pronto. É preciso colocar o pé no chão do povo, estar juntos e, a partir da sua realidade, fazer uma caminhada sinodal”, disse. Na comunidade Maturuca, o seminarista Gilson Ribeiro, indígena do povo Tukano, participou de encontros com jovens indígenas. “Eu estive na comunidade Maturuca fazendo essa experiência belíssima que a missão nos oferece, onde encontramos vários jovens que nos acolheram, compartilharam as suas experiências, a sua vivência, a sua cultura, e principalmente a dança e a fala que eles praticam, que nos ensinaram muito o que é ser missionário em uma área indígena”, contou. A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 foi encerrada nesta segunda-feira, 19 de outubro. Reportagem: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima.

Bispos do Regional Norte 1 conclamam os fiéis brasileiros para voto consciente nas eleições de 2026

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), Amazonas e Roraima, conclamam os fiéis e todas os brasileiros de boa vontade para voto consciente nas eleições de 2026. Essa atitude é o cumprimento do papel educativo da Igreja Católica na contribuição para a formação da consciência cidadã. A transformação que desejamos começa com as escolhas que fazemos no agora. O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é o caminho pelo qual nossas escolhas devem ser tomadas. Para a promoção da verdade, o Evangelho quer que assumamos o cuidado aos mais vulnerabilizados e empobrecidos, a construção da paz, da justiça, do perdão e da reconciliação, a defesa e promoção dos pequeninos, e o cuidado com a Casa Comum. Dignidade Humana O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1, nos recorda que na “Carta encíclica Laudato Sí, publicada em 2015, Papa Francisco defende que o cuidado com o meio ambiente é inseparável da justiça social, da dignidade humana e da vida em sociedade. A ecologia integral demonstra que tudo está interligado na Casa Comum: a crise ambiental não está isolada; ela se conecta diretamente à economia, à cultura, aos estilos de vida e à forma como tratamos os seres”. E por isso, o arcebispo afirma que “a ecologia não está associada somente a derrubada de florestas, a extinção de animais e a poluição do ar, mas também às múltiplas consequências do modelo econômico que levou o planeta ao estado atual de degradação social e ambiental”. Analisar a verdade É necessário que não nos deixemos seduzir pela indisposição a analisar a verdade a partir das evidências. A crise climática em Manaus, por exemplo, com a recorrência de secas históricas, a fumaça de queimadas e incêndios florestais que alteram o cotidiano das cidades, e também de nossas populações tradicionais e indígenas. E não esqueçamos da degradação de nossos igarapés, transformados em esgotos a céu aberto e ausência de uma coleta seletiva que incentive a destinação correta dos materiais recicláveis. Considerar a realidade brasileira e regional em conjunto com as propostas oferecidas por cada candidato são instrumentos para a escolha consciente.  Nossa escolha por mulheres e homens, que estejam dispostos a cuidar do bem comum do meio ambiente no Executivo e no Legislativo, do Estado brasileiro e nos estados da federação é fundamental, especialmente para nós que habitamos a Amazônia. Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente. As eleições são expressão da democracia e a reafirmam. Democracia que se manifesta através do voto de cada cidadão, de cada cidadã. Ela expressa pela participação a responsabilidade pelo cuidado para com o Brasil e o estado do Amazonas. Eleger pessoas, mulheres e homens, que governem olhando para o bem de toda a sociedade, de todas as comunidades. Nesse sentido: As eleições sejam uma celebração de cidadania para o bem de todos!

53º Assembleia Regional Norte 1: uma caminhada construída pela esperança

O segundo dia (15) da 53ª Assembleia Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) reconheceu a dinâmica de esperança da caminhada sinodal que brota de cada uma de nossas Igrejas Locais. A comunhão, a participação e a missão reforçam a necessidade de promover os sinais da esperança que não decepciona diante dos desafios do tempo presente. Pela manhã, a análise de conjuntura destacou uma normalização da violência cotidiana e a dominância do pensamento individualista, pautado na competitividade e não na vida comunitária. Para o Professor Marcelo Seráfico, vivemos um tempo de perplexidade e desorientação. Nas formas de avaliação de indicadores sociais prevalece a perspectiva numérica, e não uma avaliação da qualidade de vida das pessoas. No horizonte eclesial, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destacou que vivemos uma transformação no cenário religioso onde cada menos as pessoas se identificam com uma pertença institucional religiosa. Não é um desaparecimento da religião, mas uma nova opção de vivenciar a fé, marcada pelo individualismo. Essa compreensão desvela a comunidade como um desafio, mas também como caminho para superação desse cenário. Opções pastorais Esse contexto deve conduzir nossas opções pastorais por uma Evangelização que alcance as periferias existenciais. Por isso, é preciso reforçar os aspectos comunitários e de comunhão e assim garantirmos um caminho que olha para as nossas partilhas pastorais, mas também para toda a realidade na qual estamos inseridos. É conforme a vontade do Espírito, que assumiremos as posturas sinodais que mexem com as estruturas. Durante a tarde, a Arquidiocese, as Dioceses e Prelazias partilharam suas principais ações evangelizadoras. Caminhos percorridos desde o Encontro dos Bispos em Santarém (1972), pautados pela encarnação e pela libertação, que nos ajudaram solidificar o caminho missionário em todo nosso regional. Os testemunhos de ampliação das experiências dos processos participativos. No processo formativo e de construção de vínculos comunitários, as Igrejas destacaram a importância dos subsídios produzidos para todos do Regional. Como a Novena de natal, os círculos bíblicos para o mês da bíblia e Campanhas da Fraternidade. Além disso, o destacaram a presença da vida religiosa como fundamental para evangelização na Amazônia. Assembleias regionais: caminho de sinodalidade A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é uma conferência episcopal com estatuto e regimento que regulamentam suas atividades, como a Assembleia Anual.  Os bispos são membros natos, mas a assembleia apresenta algumas participações ou presenças. Com a extensão territorial do Brasil, a CNBB se divide em 19 regionais. Os bispos dos regionais formam os Conselhos Episcopais Regionais. Os conselhos regionais seguem a mesma dinâmica de Estatuto e Regimento Nacional. A partir disso, podemos compreender que as Assembleia dos Regionais da CNBB são Assembleias dos Conselhos Episcopais Regionais, portanto, a Assembleia dos Bispos do Regional. Nessas assembleias, os bispos se encontram, para as deliberações que são próprias do episcopado, segundo o estatuto da conferência para aquele regional, sempre relacionado com a conferência nacional. Nos nossos regionais do norte, essas assembleias contam com a participações com outras presenças, dos cristãos leigos e leigas, das religiosas. O nosso Regional Norte 1 é profundamente marcado e atento a essa dinâmica. Participação Nas Assembleias do Norte 1, respeitamos a questão estatutária e regimental. Elas mantêm-se como Assembleias do Episcopado, mas salvaguardamos a nossa caminhada sinodal que envolve a participação de outros sujeitos. Isto é, são um encontro episcopal do episcopado do regional, mas também é um momento em que as igrejas se reúnem. Segundo o regimento, somente os bispos podem votar nas questões específicas de competência do episcopado. No entanto, nosso regimento acolhe as iniciativas e articulações pastorais que não são assuntos reservados de competência exclusiva do episcopado. Então, os bispos, os cristãos leigos e leigas, presbíteros e diáconos, a vida religiosa, são presenças nessa Assembleia com o direito de participação e com o direito de voto, naquilo que diz respeito à caminhada pastoral. “Aquilo que a competência específica do Episcopado, as decisões são tomadas no que nós chamamos de reuniões reservadas, de modo que quando a gente faz esse encontro regional em setembro, nós temos tanto esse momento do Episcopado, do Conselho Episcopal Norte I, o Conselho Episcopal Regional, como também da vitalidade das igrejas locais”, explicou Dom Zenildo Lima. No caminho encontrado pelo nosso regional, salvaguardamos as duas dinâmicas, respeitamos a questão regimental e estatutária, reservamos aquilo que é específico de deliberação do episcopado para o episcopado e compartilhamos as experiências pastorais nesse caminho de sinodalidade.

Sinodalidade marca início da 53º Assembleia Regional Norte 1

A caminhada na Sinodalidade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) ganha novo impulso com o início da 53ª Assembleia Regional. Os 97 integrantes de nossas Igrejas Locais estão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus. No período de 14 a 17 de setembro serão definidas as diretrizes regionais para a ação evangelizadora.  Durante a missa de abertura da assembleia, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, recordou que a cruz é para nós um sinal de esperança. Mesmo com nossos limites e fraquezas, somos convidados a olhar para o crucificado-ressuscitado e sermos sinais da presença amorosa de Deus. Assim, continuaremos a construção de nossas diretrizes a partir da esperança, da libertação e da salvação. Igreja dinâmica Na continuidade da programação do primeiro dia, o cardeal Leonardo Steiner, presidente do Regional Norte 1, apresentou a pauta da Assembleia. Com a aprovação, Dom José Altevir, secretário do regional e Ir. Rose Bertoldo, secretária executiva, trouxeram o relatório das atividades da presidência nos quatro anos de atuação de uma Igreja eminentemente dinâmica. O documento representa um apanhado das atividades de impacto para todo o Regional. Para complementação do material apresentado, Dom Zenildo Lima da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destacou dois elementos: a grande presença da vida religiosa, especialmente feminina, atuante em todo o território de nosso regional e relevância das assembleias de cada uma de nossas 9 Igrejas Locais que constroem seus planos pastorais de acordo com a indicações regionais, o que ajuda a moldar a Igreja com rosto amazônico. Dom Joaquim Hudson, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, enfatizou a incluir o percurso de “fazer memória” adotado pelo regional. Esse horizonte inclui trazer os nomes e histórias daqueles e daquelas que ajudaram a construir grande parte de história, como exemplo, o retorno à Santarém. Dom José Altevir reforçou essas iniciativas indicando que cada diocese e prelazia deve anexar esse Relatório em seus Livros Tombos e construir um histórico de todo o caminho percorrido. Comunhão Sinodal Outro ponto de vista levantado, para acréscimo no relatório, foi a importância da dinâmica regional oferecida pelo Seminário Arquidiocesano São José. Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima, enfatizou que acolhida dos seminaristas de todas as Igrejas Locais garante uma formação de qualidade ao alcance de todas as Dioceses e Prelazias. Esse modelo eclesial do Regional e a comunhão entre os bispos gera muita proximidade e facilita a comunhão sinodal. De acordo com o bispo da Diocese de Parintins, Dom José Albuquerque, é fundamental apontar a maneira como os serviços, ministérios e vocações são muito valorizadas no Regional, correspondendo às Diretrizes. Ele também destacou o esforço do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) que tem se articulado nas Igrejas Locais, priorizando a formação em missão de comunhão. Essa característica de atuação dos cristãos leigos e leigas é muito significativa em nosso Regional, principalmente a atuação das mulheres. O Coordenador Conselho do Laicato, Francisco Meireles, ressaltou as mobilizações do Grito dos Excluídos e excluídas e os cursos de Fé e Política que estão acontecendo nas Igrejas Locais como fortalecimento dessa mobilização do laicato. A Ir. Sofía Quintáns Bouzada, chanceler da Diocese de Roraima, reforçou a contaste renovação do cuidado da vida como sinal de profecia que permeia as ações e intuições do Regional Norte 1. E por fim, o cardeal Steiner recordou as iniciativas do ponto vista educacional. Como o Mestrado em Direito Canônico – Região Amazônica, promovido pela Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo. O curso é uma oportunidade de formação aos estudantes para atuar em tribunais e câmaras eclesiásticas, cúrias, chancelarias e demais serviços canônicos das dioceses e prelazias da região e contribuírem para o processo de Evangelização no Regional. Além do Programa de Pós-Graduação em Teologia, fundamental para o avanço do conhecimento teológico na região

Festa do Seminário São José: celebrar as vocações e a unidade com as comunidades

O último sábado do mês de agosto tem um significado muito especial para a Arquidiocese de Manaus. Nessa noite, todas as nossas comunidades são convidadas para celebrarmos a beleza e a diversidade das vocações e carismas. O acontecimento da festa do Seminário Arquidiocesano São José, a festa das comunidades, é um momento de unidade, alegria, comunhão e missão. Todos os anos, o grande encontra quer repercutir a temática do mês vocacional, alinhado com as reflexões que acontecem e todo o Brasil. Este ano o tema “Unidos e perseverantes na missão”, permeou todo trabalho e a dedicação daqueles e daquelas que se dispuseram a colocar seus dons na construção de um encontro grandioso. Em sua saudação inicial, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, recordou “as pessoas das nossas comunidades, dos movimentos, das comunidades de vida, das pastorais, que fazem parceria com essa festa do Seminário Arquidiocesano São José”. Suas palavras reforçaram que nossas comunidades “são lugares de encontro, são lugares de testemunho, são lugares de missão”. Generosidade A festa do seminário arquidiocesano é o espaço da generosidade de nossas comunidades. Seja no empenho de compra e venda dos bingos, sejam nas doações, ou ainda naqueles e naquelas que se voluntariam para que tudo corra da maneira mais agradável possível. Uma história construída e cultivada a mais de trinta anos. Anualmente, os espaços externos do Centro de Formação Maromba e do próprio Seminário São José, em Manaus, recebem centenas de pessoas para uma noite de convivência fraterna. Nos pátios do seminário, vários estandes dão forma à uma magnífica feira vocacional, uma oportunidade de conhecer com a Igreja em Manaus é dinâmica, viva e feita por muitos rostos e vozes. São essas mãos que constroem o cotidiano de nossas paróquias e áreas missionárias. Uma mostra da docilidade da missão. A Feira Vocacional reúne congregações, carismas e movimentos presentes em nossa Arquidiocese, criando um espaço de encontro, partilha e discernimento. Nelas foi possível conhecer diferentes vocações e descobrir como cada pessoa pode responder ao chamado de Deus, seja na vida laical, matrimonial, religiosa ou no Ministério Ordenado. Igrejas Locais Nosso Seminário Arquidiocesano recebe candidatos de nossas 9 Igrejas Locais que compõe o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Os 59 seminaristas, de todas as nossas igrejas locais, se empenham para que aquela casa seja o lugar da hospitalidade. Onde todas e todos se sintam acolhidos e acolhidas. Se sintam participantes da formação de nosso futuro clero. E mais ainda, para que todos se sintam uma única comunidade em Cristo que é o sentido de nossas vocações. A festa também é uma forma de colaborar com o orçamento e manutenção do processo formativo. A venda de bingos, de comidas e bebidas, o espaço para crianças, contribuem na arrecadação de fundos. E todo valor é investido na missão de configurar os jovens seminaristas a pessoa de Jesus, capazes de atuar junto com o Povo de Deus em nossas comunidades nas diversas realidades. Celebração O bispo auxiliar de Manaus, Dom frei Samuel Ferreira, participou pela primeira vez da festa desde sua chegada à Arquidiocese no ano passado. E compartilhou a alegria de “poder estar junto, celebrar com as comunidades, com o seminário”. O bispo recordou que o seminário “é o celeiro de vocações, onde se cultiva a missionariedade, o seguimento de Jesus Cristo, a fidelidade ao Evangelho”. “Queremos celebrar junto com o seminário as vocações ao Ministério Presbiteral, da qual são aqueles que estão sendo preparados para servir e evangelizar as terras amazônicas. E viver esse carisma, essa vivência de seguir o Evangelho na fidelidade da fé e da missão”, destacou bispo durante vídeo para redes sociais do seminário. A festa contou a participação de grupos musicais regionais, apresentações culturais e com a banda do próprio seminário encerrando o evento com grande alegria. Uma noite marcada pelo encontro fraterno de oração e celebração que incentivou a troca de experiências da vocação ao qual cada um e cada uma foi chamado a servir aos irmãos e irmãs, construindo o Reino de Deus e testemunhando a boa notícia do Evangelho.

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Pastoral da Sobriedade realiza formação regional de novos agentes

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizou o curso de Formação de novos agentes da Pastoral da Sobriedade. Entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto os participantes receberam a apresentação geral da Pastoral da Sobriedade, conduzida pelo Pe. Sidney Teixeira da Silva, CMF, coordenador nacional de formação. O curso buscou capacitar e atualizar os agentes de pastoral sobre as novas dinâmicas das dependências (químicas e não químicas). Entre os participantes estavam representantes da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Alto Solimões, Borba e Coari. Com a formação, os novos agentes podem animar o trabalho pastoral existente ou estimular o surgimento da pastoral da sobriedade em nossas Igrejas Locais. Novas perspectivas Os três dias foram marcados pela exposição do histórico e trajetória da Pastoral, além da fundamentação bíblica e teológica. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, esteve com o grupo durante o primeiro dia. O cardeal destacava a necessidade de alargar as perspectivas pastorais, sempre pautados pelo Evangelho. “É uma questão que atinge o nosso modo de ser igreja. E é por isso que nós nos dispomos a ir ao encontro desses irmãos e irmãs para cada vez mais ajudarmos na superação. Ajudarmos na superação para que possam viver melhor o Evangelho. E nós o fazemos a partir do Evangelho. Fazemos a partir do Evangelho. Não ter medo de partirmos do Evangelho. Eu participei no passado de algumas reuniões e eu percebi como o Evangelho era o fundamento dos encontros. E isso ajuda muito. Ajuda porque dá um sentido novo à vida”, explicou o cardeal. Essa perspectiva espiritual ajuda na implementação de estratégias de ação, estruturação dos encontros e na definição das funções das equipes. Alinhada à temática das drogas e seus efeitos, e a preocupante ludopatia, o vício em jogos de azar, que cada vez contribui para o endividamento de famílias brasileiras. A pastoral responde a primeira missão da Igreja: a Evangelização, indo ao encontro de nossos irmãos e irmãs que necessitam de direcionamento. Codependentes O Padre Leonardo Rufino, enviado pela Diocese de Coari, ressaltou o trabalho direcionado à dependência química. Uma realidade presente na diocese que atinge os familiares e a própria comunidade de fé, os codependentes que participam do sofrimento. Ao comentar sua participação no Encontro Regional o padre agradeceu a pela preparação e possibilidade de implementação em todas as 11 paróquias da Diocese de Coari. “Foi um momento muito gratificante para todos nós. Porque por meio dele, nós que participávamos pela primeira vez do encontro, adquirimos conhecimento sobre esta pastoral tão importante e essencial para todos nós, para toda a nossa igreja. A nossa Diocese de Coari tem 11 paróquias presentes em 7 cidades. Mas lá nós não temos ainda a Pastoral da Sobriedade”, destacou o padre. Ele ainda classificou a pastoral da sobriedade como luz para aqueles e aquelas que são beneficiados por ela.  Ele aponta que a pastoral é uma oportunidade de cuidar de pessoas com diversas dependências, como hoje a dependência de ferramentas de comunicação social, que instrumentalizam a pessoa humana. Caminho de transformação Com dois anos de atuação na Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Manaus, a agente Clediomar Araújo, da Paróquia São Pedro Apóstolo de Petrópolis, apontou que curso do final de semana representou uma verdadeira transformação na fora de pensar o trabalho da pastoral. “Já havia feito antes, mas a dinâmica que nos foi passada nesses três dias foi maravilhosa. O Pe. Sidney passou de uma forma tão dinâmica, tão gostosa, que a gente começa a ver os encontros da Pastoral da Sobriedade por outro prisma. É outra dinâmica. A gente sai completamente enriquecido daqui. Foi maravilhoso. Só temos a agradecer a Deus”, destacou a participante. Outro ponto que despertou interesse na agente, foi a explicação de como os encontros devem acontecer e, principalmente, sobre a variedade de tipos de droga existentes, e como elas afetam o corpo de quem as utiliza. Ela enfatizou que a linguagem utilizada permitiu que todos compreendessem, até mesmo aqueles e aquelas que não eram familiarizados com o assunto. Amados e amadas por Deus A Pastoral da Sobriedade é uma forma de marcar presença sempre partindo do Evangelho para que os que sofrem percebam o quanto são amados, amadas por Deus, recordava o cardeal Leonardo Steiner. Em relação às drogas, temos o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança e sabemos que a questão do consumo de álcool é uma ferida em tantas relações familiares. No entanto, temos dificuldade em relação ao álcool com padres, religiosas e religiosos. Esse caminho evangelizador é fundamental para enfrentar a realidade em que vivemos, é mais uma contribuição da Igreja para a sociedade.

Pasconeiros Regional Norte 1 participam do 9º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida

Com imensa alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) está presente no 9º Encontro Nacional da Pascom, que acontece entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida (SP). 60 pasconeiros, representantes de nossas Igrejas Locais, se inscreveram no encontro que é organizado Pastoral da Comunicação no Brasil, organismo da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. A expectativa é dar passos concretos para uma nova articulação em nosso Regional. Comunicação em movimento A página da pascom nacional publicou um trecho da conferência “Comunicação em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, do prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini que convidou cada comunicador e comunicadora a usar as redes como um instrumento de evagelização: “Que a rede digital seja um instrumento de comunhão e evangelização, nunca um campo de vaidade, de números ou de exaltação do ego. A rede que sonhamos não aprisiona: ela é tecida pela união, pelo encontro, pelos rostos, pelos corpos e pelo amor que nos conecta como irmãos”, pediu Paolo Ruffini. Ele também destacou que a “comunicação tem muitos rostos: o interpessoal, o pastoral, o institucional, o jornalístico, o cultural (pensemos na arte, no cinema, nas séries de televisão, na literatura, na música em suas diversas formas”. No entanto, a raiz de todas as formas de comunicação é o Verbo desde o princípio. Paolo recordou que a “Igreja era uma rede antes que a rede fosse. E essa união vem de Deus. Fotos e informações: PASCOM Nacional

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco