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Tag: Diocese do Alto Solimões

Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
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Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB. A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia. Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”. “São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo. Caminho vocacional Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”. “Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo. Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos. Homens e mulheres comprometidos Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima. Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia. “Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima. Frutos do trabalho missionário Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”. “É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo. A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades. Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

Regional Norte 1 realiza reunião dos coordenadores de pastoral e organismos

Os coordenadores e coordenadoras de Pastorais e Organismos realizaram a 2ª reunião anual na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Manaus, na tarde de 20 de maio de 2026. O encontro abordou o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis e a avaliação das atividades de formação e assembleias oferecidas pelo regional. O momento é sinal de comunhão e partilha das vivências pastorais. Multiplicadores do Manual Em relação ao protocolo de proteção, Ir. Rosiene Gomes, articuladora das pastorais e organismos do regional, destacou a importância de que todos conheçam o documento. Esse domínio das normas e orientações é fundamental para formação de novos multiplicadores do manual. A temática deve ser amplamente trabalhada com os agentes de pastoral nas bases das comunidades para que os abusos sejam identificados, coibidos e reparados. Os participantes debateram a necessidade de ampliar as informações sobre o tema em todas as atividades pastorais. Para aprofundar os cuidados em nossos espaços eclesiais, Pe. Gutemberg Pinto comentou a iniciativa da Paróquia São Francisco, em Manaus. A ideia é que a Pastoral da Acolhida tenha um olhar mais sensível aos espaços físicos, para que não se criem possibilidades de nenhum tipo de abuso. O envolvimento contínuo com o material é o caminho escolhido pelo Regional Norte 1 para que todos as Dioceses, Prelazias e a Arquidiocese possam oferecer às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis áreas eclesiais seguras. Entre as orientações para formações e denúncias, os agentes devem procurar a comissão metropolitana para receber as instruções de como realizar o trabalho pastoral no território do regional. Os frutos do caminho pastoral Na segunda parte do encontro, os participantes compartilharam um pouco das atividades realizadas até agora com apoio do regional às comunidades. O Conselho Missionário Regional (COMIRE) evidenciou a dificuldade de acesso a alguns locais pelas distâncias geográficas ou instabilidade de sinal de internet. A articulação ainda precisa alcançar as dioceses do Alto Solimões e Roraima e Prelazia de Itacoatiara. Para a Pastoral do Menor, a formação com os educadores da pastoral passa pela metodologia dos Círculos de construção de Paz da Justiça Restaurativa. E a Pastoral da sobriedade apontou que caminha para a implantação na Diocese de Coari e na Prelazia de Tefé com formação de novos agentes. Quanto à Pastoral do Surdo, além da participação de representantes no Encontro Nacional (ENAPAS), a pastoral tem buscado ampliar ações missionárias para a comunidade surda, permitido mais visibilidade. A Pastoral do Migrante compartilhou o fortalecimento da Evangelização por meio da Celebração Eucarística em espanhol em Manaus, São Gabriel e Boa Vista. E o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tem estimulado formações com as juventudes e mulheres indígenas. Ir. Rosiene também destacou a restruturação das articulações da Pastoral da Saúde em todo o Regional. A Rede um Grito pela Vida também apontou o avanço nas articulações na região amazônica e a necessidade de aprofundar a questão dos crimes virtuais nas formações, além de políticas públicas voltada ao combate ao tráfico de pessoas. A Pastoral Vocacional apresentou a participação de todas as Dioceses e Prelazias na construção do caminho do congresso Regional e Nacional. Por fim, a Conferência dos Religiosos (CRB) realçou a organização da equipe na Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

Prevenção, proteção e enfrentamento: Regional Norte 1 realiza 3º Encontro da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis.

A prevenção, proteção e enfretamento aos abusos contra crianças, adolescentes e adultos vulneráveis permanece como prioridade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). O aprofundamento das ações nas Dioceses e Prelazias acontece desde a elaboração e publicação do Manual de Proteção, sustentando nosso compromisso com espaços eclesiais seguros nas 9 Igrejas que compõem o regional. Nesse horizonte, aconteceu o 3º encontro presencial de formação da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, de 5 a 7 de maio, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. A equipe ampliada é composta pelos responsáveis das comissões nas dioceses e prelazias. Além de aprimorar o papel da comissão, os membros receberam orientações metodológicas específicas do procedimento “diante das situações de casos que chegam até as dioceses e prelazias”, explicou Ir. Rose Bertoldo, da Comissão Metropolitana. “A formação é para ir aos poucos entendendo o papel da comissão, bem como o aprofundamento do manual e tentando também aprofundar a metodologia e como a comissão pode fazer esse trabalho de acolhida, de escuta e encaminhar os casos que chegam até a comissão”, disse Ir. Rose. Trabalho em rede Outra abordagem importante, foi a necessidade de ampliação das comissões em cada uma das igrejas locais. Isto porque, o auditor e o notário, responsáveis pelas comissões, têm um papel específico na comissão ampliada. Com mais pessoas nas equipes das igrejas locais é possível ampliar o alcance das formações e garantir o trabalho de prevenção junto às lideranças pastorais. “No primeiro dia, a gente teve uma partilha do trabalho que é realizado nas dioceses, podemos perceber como cada Diocese e Prelazia tem priorizado o trabalho de prevenção junto às lideranças das comunidades. Podemos dizer que praticamente todas as igrejas já trabalharam no primeiro momento dando a conhecer o manual de proteção do Regional Norte 1 com todas as lideranças”, explicou Ir. Rose. Outro ponto fundamental para construir espaços seguros em nossas Igrejas, é o trabalho em rede ampliada. Além do manual, a equipe utiliza as cartilhas “O Sumiço de Carolina”, da Rede Um Grito pela Vida, e “Flor Bela” da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. Esses materiais reforçam o cuidado com o processo de formação das comunidades e, segundo a religiosa, contribuem no “trabalho de prevenção, junto às crianças, adolescentes e juventudes que estão nos nossos espaços eclesiais, sejam elas catequizandas, coroinhas, grupos de jovens”. ECA Digital e desafios virtuais Com o avanço das tecnologias e do mundo digital, a contribuição do manual para as Igrejas Locais necessita de atualizações para atender às novas realidades relativas a causa da criança e do adolescente no Brasil. Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e assessor da equipe ampliada, apresentou aos integrantes o ECA Digital (Lei nº 15.211/25). A nova lei aponta que “a proteção da criança no ambiente digital é um dever dividido entre Família, Sociedade, Estado e Plataformas”. “Esse complemento que faz com que haja uma atenção maior sobre os ambientes digitais, sobre as plataformas, sobre as novas formas de tecnologia que acabam criando situações de vulnerabilidade e de risco para crianças e adolescentes serem violentadas, serem sujeitadas a diversas formas de abuso, dentre os quais o abuso sexual”, explicou o bispo. Revisão e atualização Segundo a Agência Senado, entre as inovações da nova lei está a obrigação de remoção imediata de conteúdos de abuso e exploração infantil nas plataformas online, mecanismos de verificação de idade para liberar a criação de cadastros. Ela inclui as redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, lojas de apps, sistemas operacionais, plataformas de vídeo e outros serviços digitais que tenham crianças e adolescentes como usuários ou que possam atrair esse público. Dom Hudson Ribeiro apontou que a formação junto às comissões de proteção do Regional Norte 1 contou com o estudo das mudanças que o ECA Digital trouxe. O grupo refletiu os impactos positivos e desafiadores que as comissões prelatícias, diocesanas e a Metropolitana precisam conhecer para apresentá-los “às nossas bases, aos nossos catequistas, às lideranças que lidam com crianças e adolescentes e a nós mesmos que somos os membros dessas comissões”. Daí a necessidade de revisão de partes do manual: “A gente já está vendo que com essa nova lei a gente vai precisar fazer alguns ajustes. para que a gente possa responder à legislação nacional e possa também dialogar com essas novas formas de controle que são positivas para prevenir, evitando com que as violências em ambientes digitais possam se propagar, dentre as quais o estupro virtual, que foi um dos que mais cresceram de 2024 para 2025 e não é diferente de 2026”, enfatizou Dom Hudson. Os bispos e a cultura do cuidado Padre Gilson, Assessor Canônico da Comissão Metropolitana para Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, destacou o apoio de todos os bispos do regional nas diante da importância da proteção e do cuidado.  Ele reiterou os ensinamentos de Papa Francisco que “nos ensinou que devemos trabalhar a cultura do cuidado, o cuidado das nossas crianças, dos nossos jovens, daqueles mais vulneráveis, da nossa igreja”. Para ele, esse tempo de familiarização dos membros da equipe ampliada com a legislação e orientações canônicas trabalhadas na formação permite que a Igreja da Amazônia continue dando passos no cuidado com os mais vulneráveis. Ele orientou que todos acompanhem e tirem suas dúvidas sobre o manual de proteção com os padres ou nos contatos de e-mails, a nível de dioceses e prelazias.

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos. O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam. Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos. A particularidade de cada Igreja No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta. “Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé. Unificação do Processo Sacramental Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários. “A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus. Sinodalidade e unidade Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias. “Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio. Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.

Dom Adolfo Zon destaca as Diretrizes Gerais como iluminadoras do trabalho pastoral

Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) chegou ao terceiro dia em Aparecida (SP). Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da CNBB, ressaltou o foco na aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja. Essa aprovação passa pela assimilação da relação entre uma análise de conjuntura eclesial e as opções evangelizadoras presentes nas Diretrizes. Dom Adolfo enfatiza que “esperamos poder aprová-las para que iluminem também o trabalho pastoral em cada uma de nossas dioceses e, assim, de forma sinodal, construam a Igreja que Jesus quer”. Ele destacou os dois primeiros dias como um momento de contemplação de Jesus Missionário. Essa perspectiva missionária é o ponto de partida para o direcionamento do caminho a ser trilhado pelas nossas Dioceses e Prelazias, fortalecendo as ações que tornam a missão uma realidade da Igreja no Brasil. Na programação de hoje, os bispos concentram-se nas análises de conjuntura social e eclesial. Durante dois momentos de reflexão, divididos entre à compreensão dos desafios do tempo presente e as suas implicações para a missão evangelizadora da Igreja no Brasil. Segundo a CNBB, a análise de conjuntura social apresentada enfatizou a necessidade de compreender os diversos temas cenário de 2026 de forma abrangente e interligada, e não fragmentada. Esse horizonte, busca “evitar dois extremos: o alarmismo que paralisa e a ingenuidade que desarma”. Na questão internacional, um destaque para questões geopolíticas e no contexto nacional, a democracia, temas ambientais e a mensagem de paz constante nos discursos de Papa Leão XIV. Fonte: CNBB Nacional.

CEAMA inicia VI Assembleia Geral em Bogotá

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) realiza, de 16 a 20 de março de 2026, sua VI Assembleia Geral em Bogotá, Colômbia, reunindo delegadas e delegados provenientes de diferentes territórios amazônicos e representantes de organismos eclesiais internacionais que acompanham o caminho da Igreja na região. O encontro reflete a diversidade e a riqueza do processo sinodal que a Igreja vem desenvolvendo na Amazônia desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, consolidando uma rede de comunhão entre Igrejas locais, povos amazônicos e organizações eclesiais comprometidas com a defesa da vida e o cuidado da Casa Comum. Delegações de países amazônicos Participam da assembleia cinco delegados por cada conferência episcopal das Antilhas, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia, e dez delegados da conferência episcopal do Brasil, refletindo a dimensão do território amazônico. A composição das delegações expressa a diversidade de vocações e ministérios da Igreja na Amazônia: leigos e leigas, sacerdotes, bispos, religiosas e religiosos, bem como representantes dos povos amazônicos. Essa pluralidade manifesta o espírito sinodal da CEAMA, onde todos participam do discernimento e da missão comum. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, participa como convidado juntamente com Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima e Dom Vanthy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, na equipe de Liturgia. Além dos delegados, estarão presentes a Presidência, os assessores e a Secretaria Executiva da CEAMA, acompanhando o processo de reflexão, oração e diálogo. Delegados por países Colômbia • Dom Joselito Carreño Quiñones • Pe. Álvaro Antonio Luna Sosa • Irmã Claudia Yolima Amaya Díaz • María Rosario Giraldo Heredia • Henry Yasmani Fuentes Solís Bolívia • Dom Juan Carlos Huaygua • Pe. Francisco Guillermo Pará Tomichá • Irmã Digna Lucía Pauta • José Antonio Achipa Satonaka • Juan Urañavi Yeroqui Equador • Dom Celmo Lazzari, C.S.I. • Pe. Kléver René Urbina Ocampo • Irmã Marlene Llovana Cachipuendo Ulcuango • Carmen Inés Llerena Gómez • Uvaldo Garces Ajon Huatatoca Venezuela • Dom Jonny Eduardo Reyes Sace • Ricardo Elías Guillén Dávila • Peggy Jhoksanna Vivas Rodríguez • José Luis Andrades • Manuel Antonio Moraleda Antilhas • Dom Francis Alleyne, O.S.B. • Fr. Jean-Paul Komi Sikpe • Pe. Santiago Felipe Lantigua Santana • Auxilia Jacqueline Reand • Marva Joy Hawksworth Peru • Dom Augusto Martín Quijano Rodríguez, SDB • Pe. Jesús Huamán Conisilla • Irmã María Elena Bravo Cubas • Marco Arturo José Berrocal Carpio • Rubiela Ríos Bunaijima Brasil • Dom Neri Tondello, bispo da Diocese de Juína, no Mato Grosso • Dom Irineu Román, Arcebispo de Santarém, no Pará • Pe. Jadson Borba • Pe. Reinaldo Braga Junior • Ir. Sônia Maria Pinho de Matos • Ir. Mariluce dos Santos, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira • Ima Célia Guimarães Vieira • Maria Istélia Coelho Folha • Antônia Moreira Cabral Neta da Silva • Ernestina Afonso de Souza Presidência da CEAMA A Assembleia é animada pela Presidência da CEAMA, composta por: • Cardeal Pedro Barreto Jimeno – Peru • Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. • Irmã Laura Vicuña Pereira Manso, da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. • Mauricio López – Equador • Patricia Gualinga – Equador Uma Igreja que caminha em sinodalidade Como sinal da articulação eclesial que sustenta este processo, participarão representantes das organizações fundadoras: o Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe (CELAM), a Confederação Latino-americana e do Caribe de Religiosos (CLAR), a Cáritas América Latina e Caribe e a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), juntamente com agências de ajuda internacional e organismos da Santa Sé, como o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Comunicação e a Secretaria Geral do Sínodo. Além disso, participarão outras instâncias eclesiais e acadêmicas, como a Conferência dos Provinciais Jesuítas da América Latina e do Caribe (CPAL), a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). Essas participações expressam a ampla comunhão a serviço da vida e da missão na Amazônia. A VI Assembleia Geral da CEAMA torna-se, assim, um espaço de encontro entre povos, culturas e ministérios diversos, onde a Igreja continua aprofundando o caminho rumo a uma Igreja com rosto amazônico, intercultural e comprometida com a defesa da vida, dos povos e dos territórios. Durante esses dias, os participantes compartilharão experiências, discernirão desafios pastorais e fortalecerão a missão da CEAMA no território amazônico, uma região fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta e para a vida de milhões de pessoas que habitam seus territórios.

Dom Adolfo Zon participa de Conselho Permanente da CNBB

O vice-presidente do Regional Norte 1, Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões, participará da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A programação começa amanhã, 3 de março, e segue até o dia 5, na sede da Conferência, em Brasília (DF). O Conselho é um dos principais órgãos de decisão da CNBB. Ele reúne a Presidência, os presidentes das Comissões Episcopais e dos Regionais para refletir e encaminhar temas importantes para a vida da Igreja no Brasil. Na programação de terça-feira, os bispos participam das atividades pelo bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, com sessão solene na Câmara dos Deputados, às 9h, e Missa em Ação de Graças na Catedral Metropolitana de Brasília, às 12h15. No período da tarde, às 15h30, será inaugurado o Centro de Distribuição da Edições CNBB, no Setor de Abastecimento da Asa Norte (SAAN). No início da noite, os bispos participam de uma recepção diplomática promovida pela Nunciatura Apostólica no Brasil.   Nos dias 4 e 5, a reunião segue na sede da CNBB, com balanços, análises de conjuntura social e eclesial, projetos em andamento e perspectivas para 2026 e 2027, incluindo encaminhamentos sobre a Assembleia Geral da CNBB e iniciativas missionárias e formativas em todo o país. Bicentenário das Relações Brasil-Santa Sé O bicentenário das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil, celebrado em 2026, foi incluído pela Santa Sé entre as datas comemorativas oficiais com destaque em sua programação institucional. Estabelecidas em 1826, poucos anos após a Independência do Brasil, essas relações estão entre as mais antigas mantidas pelo Estado brasileiro.   A programação comemorativa teve como momento central a missa solene celebrada em 23 de janeiro na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e se estende ao longo do ano com diversas atividades. No Brasil, as celebrações incluem a sessão solene no Congresso Nacional, atividades durante a Assembleia Geral da CNBB, em abril, eventos institucionais na sede da Conferência, em Brasília, além de uma exposição comemorativa. As iniciativas buscam preservar a memória histórica, expressar gratidão mútua e renovar o compromisso comum entre o Brasil e a Santa Sé, ressaltando a contribuição da Igreja Católica na construção de uma sociedade mais fraterna, justa e solidária. 

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, acontece o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum. Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional. Avanços e dificuldades Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes. Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental. O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero. Ministerialidade O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão. O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional. Dinamismo A realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas. Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.

Regional Norte 1 inicia mobilizações para 5º Congresso Vocacional do Brasil

O Regional Norte 1 iniciou o processo de mobilização para a realização do Pré-Congresso Vocacional, que acontecerá em Manaus, no Centro de Formação Maromba, de 10 a 12 de julho de 2026. O encontro está em sintonia com o 5º Congresso Vocacional do Brasil, com o tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, e o lema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas (At 2,46)”. Aprovado pelos Bispos do Brasil, reunidos em Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o congresso ocorrerá de 4 a 6 de setembro de 2026, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP). Um importante momento eclesial nos convida a refletir, fortalecer e animar a cultura vocacional em nossas comunidades, à luz do encontro, do testemunho e da missão que brotam do seguimento de Jesus Cristo. Participação das dioceses e prelazias A Coordenação do Serviço de Animação Vocacional (SAV) do Regional Norte 1 informou que serão disponibilizadas 10 vagas para cada diocese/prelazia. A coordenação conta com a participação dos animadores vocacionais de todas as dioceses prelazias do nosso regional, a fim de garantir a comunhão, a partilha e a articulação pastoral em todo o Regional. Além disso, o SAV espera o empenho, apoio e a colaboração, principalmente dos párocos, diáconos, coordenadores de pastorais, religiosos (as), para que leigos e leigas possam participar; certos de que este momento contribuirá significativamente para o amadurecimento e a renovação do Serviço de Animação Vocacional em nossa Igreja particular. Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, interceda por nós!