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Encerrada a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus de Alto Solimões com novos caminhos para a missão   

Entre os dias 5 e 9 de novembro de 2025, o Centro Diocesano de Formação Frei Ciro, em Tabatinga, acolheu a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus da Diocese de Alto Solimões, um importante momento de oração, escuta, partilha e discernimento sobre os rumos da caminhada pastoral da Igreja nessa Igreja local. Quatro grandes caminhos pastorais A assembleia contou com a participação de representantes de todas as paróquias, movimentos e pastorais da diocese. O objetivo era avaliar o caminho percorrido nos últimos anos e definir as prioridades que orientarão a missão evangelizadora nos próximos anos. Após dias de intensa reflexão e diálogo comunitário, os participantes definiram quatro grandes caminhos pastorais que deverão guiar a ação da Igreja do Alto Solimões: consolidação da Iniciação à Vida Cristã (IVC) em todas as paróquias, buscando fortalecer a formação e o amadurecimento da fé desde o primeiro anúncio até a vida comunitária; Fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e da ministerialidade, promovendo a corresponsabilidade e o protagonismo dos leigos e leigas na vida da Igreja; Cuidar das fragilidades das pessoas e da Casa Comum, assumindo o compromisso com a vida, a justiça social e a ecologia integral, em sintonia com o magistério do Papa Francisco; Acompanhamento da juventude, favorecendo espaços de escuta, formação e engajamento dos jovens na comunidade e na sociedade. Um caminho que continua nas paróquias A Assembleia encerrou-se em clima de esperança e comunhão, reforçando o compromisso de cada comunidade com a missão evangelizadora. A partir de agora, cada paróquia realizará sua própria assembleia paroquial, para discernir e escolher as ações concretas necessárias para trilhar esses quatro caminhos definidos em nível diocesano. O bispo diocesano, dom Adolfo Zon Pereira, destacou no encerramento que “a Assembleia é sinal de uma Igreja viva, participativa e missionária, que busca caminhar unida, escutando o Espírito Santo e servindo com alegria o povo de Deus no Alto Solimões”. Com esse espírito sinodal e comprometido, a diocese segue firme em sua missão de anunciar o Evangelho e promover a vida plena para todos. Um espírito que se fez presente na Eucaristia de encerramento celebrada na manhã deste domingo, 9 de novembro, momento em que foi realizado o encerramento do Ano Jubilar Diocesano pelos 115 anos da criação da Igreja Local de Alto Solimões.

IV Assembleia Diocesana em Alto Solimões: Fortalecer a missão enraizada na realidade amazônica

A diocese de Alto Solimões realiza de 5 a 9 de novembro de 2025, no Centro de Formação Diocesano Frei Ciro, de Tabatinga, a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus. Com a participação de delegados das paróquias, comunidades e pastorais de toda a diocese, a assembleia marca um momento importante de escuta, avaliação e planejamento pastoral. O tema é “115 Anos peregrinando na fé, esperança e caridade neste chão”, tendo como lema “A esperança não decepciona” Rom 5,5, seguindo a linha do Ano Jubilar. Objetivo da assembleia Um encontro que quer “reafirmar e fortalecer a missão da Igreja no Alto Solimões como comunidade de discípulos missionários, enraizada na realidade amazônica, comprometida com a evangelização integral e sinodal, a partir da fé, da esperança e da caridade, à serviço da vida e da dignidade dos povos, da Casa Comum e da construção do Reino de Deus neste chão”, de acordo com o objetivo geral. Para ser concretizado, a IV Assembleia Diocesana do Povo de Deus da diocese de Alto Solimões irá refletir e discernir os caminhos da evangelização à luz da Palavra de Deus, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2023-2027), das prioridades do V Encontro da Igreja Católica da Amazonia Legal (agosto 2024) e do processo sinodal, considerando os desafios e as potencialidades da realidade sociocultural, eclesial e ecológica da região do Alto Solimões. Formação dos agentes Junto com isso, fortalecer uma Igreja sinodal, em saída e profética, que caminha junto com os povos da Amazônia, especialmente com os povos originários, ribeirinhos e migrantes, valorizando seus saberes, culturas e espiritualidades, em sintonia com os apelos da Exortação Apostólica Querida Amazônia. Um encontro que ajude a reforçar a formação integral dos agentes de pastoral, promovendo lideranças comprometidas com a missão, com a justiça socioambiental e com o cuidado da Casa Comum, conforme o apelo da ecologia integral. A assembleia pretende fomentar redes de comunhão, participação e corresponsabilidade pastoral, através da escuta mútua, da articulação entre paróquias, áreas missionárias, pastorais e serviços eclesiais, à luz da sinodalidade. Do mesmo modo, inspirar novas práticas pastorais enraizadas na realidade local, alimentadas pela espiritualidade da fé, da esperança e da caridade, que promovam a dignidade humana, a justiça e a fraternidade, como expressão viva de uma Igreja samaritana e encarnada. Um tempo de graça e discernimento No início da assembleia, os participantes foram acolhidos pelo bispo diocesano, dom Adolfo Zon Pereira, que expressou sua gratidão pela presença e pelo testemunho dos representantes das diversas paróquias e áreas missionárias. Em suas palavras, dom Adolfo destacou que a assembleia é um tempo de graça e discernimento, no qual todo o Povo de Deus é chamado a refletir sobre os caminhos da Igreja no Alto Solimões. “Estamos aqui para escutar o que o Espírito Santo quer nos dizer como Igreja missionária e sinodal, comprometida com a vida, com os povos e com a Amazônia”, afirmou o bispo, motivando os delegados a viverem esses dias com abertura, diálogo e oração. Uma acolhida que foi precedida pela celebração de abertura, onde foi recordado com emoção os 115 anos de evangelização no território diocesano. Durante a celebração, foram relembrados os principais marcos pastorais dessa caminhada, desde a chegada dos primeiros missionários até a consolidação das paróquias e comunidades que hoje formam a diocese, que tem como identidade ser “Casa de Comunhão e Missão”. Traçar novas diretrizes para a ação evangelizadora A IV Assembleia segue nos próximos dias com momentos de oração, escuta comunitária, partilhas pastorais e trabalhos em grupo, assessorados pelo bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima, buscando traçar novas diretrizes para a ação evangelizadora nos próximos quatro anos. Segundo o bispo diocesano, “mais do que um evento administrativo, a assembleia se revela como uma verdadeira experiência de sinodalidade, onde cada voz é valorizada e cada comunidade tem seu espaço para contribuir na construção do futuro da diocese”. Tendo como ponto de partida a escuta da realidade diocesana e paroquial, assim como a realidade social, será realizada uma iluminação que ajude no discernimento dos caminhos de evangelização a partir das diretrizes do Regional Norte 1, da Igreja da Amazônia e do Brasil, em vista da elaboração das propostas pastoreis para o quadriênio (2026-2029). Um processo que será encerrado com a celebração final no dia 9 de novembro, momento em que será realizado o Jubileu diocesano pelos 115 anos de Igreja Local.

Seminaristas vivenciam 12º Experiência Missionária na Prelazia de Itacoatiara

Os seminaristas do Regional Norte 1 estão reunidos na Prelazia de Itacoatiara para a 12° Experiência Missionária, organizada pelo Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE Labontè). A experiência integra o processo formativo dos futuros presbíteros do regional, oportunizando a vivência com as realidades pastorais das igrejas locais. A programação iniciou no sábado (18) e se estende até o próximo domingo (26). A Missa de envio, na Catedral da Prelazia, marcou o início das atividades e contou com presença de agentes de pastoral e fiéis. Depois, os seminaristas seguiram para comunidades ribeirinhas e urbanas, onde fizeram visitas, celebrações, momentos de oração, encontros e rodas de conversa para fortalecer a “comunhão e a corresponsabilidade missionária”, segundo Lucas Santos, seminarista da Diocese de Roraima. Para ele, a experiência missionária é “um momento formativo para os futuros presbíteros, que vivenciam a realidade amazônica e são convidados a cultivar um olhar sempre mais próximo, fraterno e comprometido com a vida do povo”, explicou. O caminho comunitário As atividades da experiência missionário estão alinhadas ao Jubileu da Esperança, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, escolhido pelo Papa Francisco, e o lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). E buscam responder, como sinal de Esperança, ao grito urgente das pessoas que ecoa de diversas partes do mundo. O encontro com as realidades da igreja na Amazônia é fundamental para que os jovens seminaristas aprimorem seu modo de atuação. Na Exortação Apostólica Querida Amazônia, Papa Francisco recorda, ao citar o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, que a “vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território”. Essa dinâmica corresponde às aspirações evangélicas de caridade, e é um “estímulo à cultura do encontro”, onde as relações são novamente restabelecidas. É uma possibilidade para que os seminaristas recordem a vocação evangelizadora presente em cada cristão e cristã batizado. Ou seja, para que desde agora sejam capazes de reconhecer as necessidades dos povos amazônicos, exercendo seus trabalhos com a força profética do Evangelho encarnado na realidade. Aprofundar a fé Dessa forma, a experiência missionária é o espaço para que os jovens missionários aprofundem sua fé. O encontro com os povos permite que haja um reconhecimento mútuo como anunciadores do Evangelho. E o vínculo, nascido nos caminhos, nos diálogos e nos encontros, é a manifestação da Esperança oferecida por Jesus, convida à uma abertura de coração para tocar, compreender e transformar o modo de ver o mundo. Nesse aspecto, o seminarista Jainer Reina, da Diocese do Alto Solimões, comentou que a experiência na Paróquia de Nazaré, em Itapiranga, “está sendo maravilhoso, visitando as famílias, os idosos, os necessitados”. Ele enfatiza que esses momentos motivam “a nossa fé, a minha vocação para ser um sacerdote”. E espera que os frutos dessa missão “possa amadurecer mais e mais na minha vocação”, terminou. Fotos: Lucas Santos.

Dom Adolfo Zon: “Com a Coleta Missionária, estamos dizendo ‘sim’ ao Evangelho que transforma vidas”

No próximo domingo 19 de outubro acontece o Dia Mundial das Missões, que em 2025 tem como tema “Missionários da Esperança entre os povos”, e como lema “A esperança que não decepciona” (Rm 5, 5). Para motivar a Coleta Missionária, que a Igreja do Brasil pede ser realizada nos dias 18 e 19 de outubro, o bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), dom Adolfo Zon, divulgou uma mensagem nesta quinta-feira, 16 de outubro. Missionários da esperança O texto lembra que “a Igreja no Brasil se une mais uma vez em oração, solidariedade e generosidade com a Coleta Missionária do Dia Mundial das Missões.” Junto com isso, dom Adolfo Zon afirma que “neste ano, o Papa nos convida a sermos missionários da esperança, uma esperança firme, enraizada na fé, que não decepciona porque está voltada para Deus e sustentada pelo amor”. O bispo, que é Missionário Xaveriano, disse que “em um mundo marcado por guerras, desigualdades, desespero e isolamento, os missionários e missionárias da Igreja anunciam que a vida tem sentido, que o amor de Cristo alcança todos os povos, que a esperança cristã permanece mesmo em meio à dor”. Somar-se ao esforço missionário da Igreja É por isso que, “ao contribuirmos com a Coleta Missionária, estamos dizendo ‘sim’ ao envio da Igreja, ‘sim’ à partilha com quem mais precisa, ‘sim’ ao Evangelho que transforma vidas e realidades”, enfatizou o vice-presidente do Regional Norte 1. Segundo ele, “nosso gesto se soma ao esforço missionário da Igreja no mundo inteiro, apoiando dioceses pobres, projetos de evangelização, formação de seminaristas, catequistas e obras de caridade”. Finalmente, dom Adolfo Zon faz um chamado para que “neste mês missionário, sejamos também nós missionários da esperança!” Para isso, ele pede que, “com alegria, fé e generosidade, façamos a nossa oferta nos dias 18 e 19 de outubro. Que a nossa contribuição seja sinal de que a esperança não decepciona (Rm 5,5), porque é sustentada pelo amor de Deus”, e junto com isso que “Sejamos generosos!”

Dom Adolfo Zon: No Mês Missionário “reafirmar o compromisso com a missão”

No início do Mês Missionário, o bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), dom Adolfo Zon, escreveu uma mensagem onde lembra que “somos chamados a vivenciar o mês missionário sob o belo e profundo tema: ‘Missionários da Esperança entre os Povos’, inspirado pelo lema: ‘A esperança não decepciona’ (Rm 5,5)”. Segundo o bispo, “em tempos marcados por incertezas, desigualdades e tantos desafios humanos e espirituais, a Igreja nos convida a ser sinal vivo da esperança que vem de Deus, uma esperança que não se baseia em promessas vazias, mas no amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” Dom Adolfo Zon faz um triplo chamado: reafirmar o compromisso com a missão; ser esperança viva nas comunidades; caminhar juntos, com espírito sinodal, explicitando os passos a serem dados. Ele mostra o desejo do Mês Missionário ajudar a “redescobrir a beleza da missão, reacendendo em nós o ardor pelo anúncio do Reino”, e junto com isso promover nas paróquias e comunidades “momentos de oração, formação missionária, gestos concretos de solidariedade e evangelização nas casas, nas ruas, nas escolas, com especial atenção aos mais necessitados”.

Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realiza 10º Assembleia

O Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realizou, de 19 a 21 de setembro, sua 10ª Assembleia em Manaus, com o tema “Cristãos, leigos e leigas, peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino”. O encontro reuniu cerca de 25 pessoas, acompanhados pelo bispo auxiliar de Manaus e referecial para o laicato, Dom Zenildo Lima, com destaque para a primeira participação de membros da Diocese do Alto Solimões, além de integrantes da Prelazia de Tefé, da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Borba, Parintins e Roraima. O objetivo do encontro é refletir a caminhada do laicato nas dioceses e prelazias. Além do aprofundamento formativo da temática, foi abordado a experiência do conselho nacional e de pensar o serviço não somente pela dimensão institucional do conselho, mas do cuidado com os cristãos leigos, explicou Francisco Meirelles, presidente do Conselho de Leigos do Regional Norte 1 e da Arquidiocese de Manaus. “Pensando justamente o serviço não só como institucionalização do Conselho de Leigos, como organismo, mas pensar como nós fizemos aqui esses dias, de refletir justamente o cuidado com os cristãos leigos e leigas em cada diocese, prelazia, nas paróquias, nas áreas de missões, nas áreas missionárias. Então esse momento foi um momento muito bonito, que podemos partilhar”, destacou o presidente. O Deus que eleva os pobres Na partilha, os participantes repercutiram o que a Palavra de Deus diz à história de cada um e cada uma. Justamente para fazer memória daqueles cristãos leigos e leigas que, aos domingos, expressam seu comprometimento se dividido entre as atividades das comunidades e de suas famílias. Os recortes falam da prática de injustiças e exploração com os empobrecidos e pedem por novas opções à luz do Evangelho. Ir. Ângela Maria, da Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, da Diocese de Roraima, salientou a postura de Deus. Ele que “nunca mais vai esquecer o que eles fizeram”. Desse modo revela a beleza da “predileção de Deus pelos empobrecidos e empobrecidas”. Nesse cenário, Dom Zenildo recorda que o juramento de Deus confronta a experiência religiosa que anestesia o povo. É o “fazer da religião um grande sábado para que a gente possa adulterar as coisas”, em vez de tornar o povo mais atento. Esse é o contexto onde Deus não se esquece do mal feito. “É uma linguagem humana para falar de Deus com os sentimentos da gente, não é? Mas para dizer, o profeta usa essa linguagem para dizer o quanto isso foi caro para Deus. O quanto fazer mal ao pobre foi caro para Deus. Nunca mais eu vou esquecer. Eu acho que o convite da palavra é um convite para as grandes opções”, destacou. Refazer as nossas opções Val Firmino fez uma ligação entre o Evangelho do dia e a parábola do jovem rico. Nela o jovem pergunta com alcançar a vida eterna e Jesus indica que é necessário deixar tudo para segui-lo. Para dizer que a radicalidade do que foi proclamado é “viver com pouco, mas viver bem. Ser justo com aquilo que é justo”. “Justiça, onde precisa ter justiça, né? Onde estão as injustiças com os outros irmãos e irmãs, né? Não pegar o que não lhe pertence, né? E sim o que te pertence. Então, assim, para mim, eu vejo essas passagens bíblicas muito parecidas” porque o administrador esbanjava os bens de seu patrão. Dom Zenildo Lima destacou que a expressão em que o Senhor elogia o administrador desonesto gera um estranhamento. E levanta o questionamento de “como é que esse sujeito aqui aparece quase como um modelo, né?”. É indicou que esse pode ser “um convite mais profundo”, um convite para “as escolhas fundamentais”. “A partir do que a gente pauta a nossa vida? a partir do dinheiro, das estruturas, ou a partir da vida das pessoas? Esse homem, esse administrador, foi alguém que pautou toda a sua vida a partir do dinheiro, das estruturas. Agora isso vai ser retirado dele e ele percebe que ele não tem relações, que ele não tem pessoas”, salientou o bispo. Perceber as pessoas Ao fazer memória do segundo dia de assembleia, onde se refletiu sobre o trabalho do conselho, Dom Zenildo comparou com as exposições feitas pelo grupo. Isto porque “às vezes a gente se dedica muito às estruturas, às organizações, e não percebemos as pessoas”. Por isso a atividade pautou não como fortalecer estruturas, mas como “proporcionar momentos para as pessoas”. “Isso não nos faz de melhor do que os outros, o fato de nós não estejamos nesse mar de corrupções. Nós podemos estar, talvez, nessa perspectiva de vida. Não envolvidos em corrupções, mas talvez dominados e predominados pela estrutura e também nós não tenhamos feito opção pela vida e pelos outros. Aí olha Jesus, um homem absolutamente livre de estruturas. E absolutamente pautado pela vida dos outros. Por isso que a vida de Jesus é sempre encantadora para nós” sublinhou o referencial. Uma oração que alcance a vida comunitária O último dia de assembleia foi marcado por manifestações democráticas contra movimentações parlamentares opostas aos interesses populares. Por isso, Lima reforçou que rezar pelos governantes “não é submissão”, mas “é rezar pelo povo brasileiro, é rezar por essa harmoniosa convivência”. Principalmente porque Brasil é um país de “tantas diversidades e de tantos povos” e é necessário que a oração alcance essa dimensão da vida comunitária. “para eles refaçam as suas opções. E refazendo as suas opções, escolha as pessoas, escolha o bem-estar, escolha o nosso agente, escolha o nosso povo. E a gente continua aqui. O nosso papel, pessoas batizadas, seguidores de Jesus, que também somos chamados para refazer as opções e as escolhas fundamentais para a vida da vida”, finalizou o bispo. Os participantes definiram que para fortalecer o compromisso do Conselho Regional com a sinodalidade e missionariedade das Igrejas locais, a eleição da nova presidência seria feita no próximo ano. Um ano de preparação e assim, garantir um conselho mais consistente nas dinâmicas da Ação Evangelizadora.

Cardeal Steiner: “A Sinodalidade é o modo de ser Igreja assumido pelo Regional Norte 1”

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), finalizou a 52ª Assembleia. Aproximadamente 70 pessoas, das nove Igrejas Locais, estiveram presentes em Manaus, entre os dias 15 e 18 de setembro. O encontro foi um momento de aprofundamento das dinâmicas de Sinodalidade e de construção das diretrizes nacionais e regionais para a Ação Evangelizadora. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, comentou que a sinodalidade é um modo de ser Igreja assumido pelo regional. E mesmo que já seja uma realidade presente, é possível continuar avançando nessa dinâmica. “O nosso regional se caracteriza já por ser uma igreja sinodal, mas isso não significa que não temos muito a caminhar ainda. Temos muito para caminhar. O próprio modo da Assembleia é um modo muito sinodal, a participação de todos, mas nós desejamos que esse modo sinodal esteja também presente nas comunidades, seja presente nas áreas missionárias, nas paróquias, e assim a igreja toda seja ela sinodal, onde todos participam, onde todos pelo batismo se sentem profundamente integrados na igreja, se sintam realmente povo de Deus”, explicou o arcebispo. A escuta presente na Igreja da Amazônia O cardeal Steiner participou do Sínodo da Sinodalidade. Em suas palavras, destaca que a Igreja da Amazônia possui elementos significativos para oferecer à sinodalidade na Igreja Universal. Mas que esse processo nasce da escuta e é como a igreja “pode contribuir, no sentido de nós buscarmos ouvir as pessoas, ouvir os fiéis, e da escuta, irmos como que planejando as nossas ações”. Essa compreensão levanta questionamentos de “como sermos uma igreja presente? Como anunciarmos o Reino de Deus? Como anunciarmos Jesus Cristo crucificado e ressuscitado nas diversas culturas, nas diferentes situações, nas tensões que muitas vezes existem?”. É nesse contexto “que podemos dar uma grande contribuição no sentido de sermos todos nós pessoas que escutam e porque escutam são capazes de perceber. Assim se pode anunciar o Reino de Deus. Assim se pode anunciar Jesus crucificado e ressuscitado”, reforçou o arcebispo. Prestar contas da Ação Evangelizadora O Documento Final do Sínodo norteou as discussões durante os dias de assembleia. Ele fornece pistas para que as igrejas do Regional Norte 1 identifiquem os caminhos a serem seguidos. O presidente do Regional enfatizou que é importante aprofundar o conhecimento desse documento principalmente quanto à prestação de contas da Evangelização. “Eu penso que aprofundada na nossa região ainda precisa muito a questão de fazermos uma avaliação, uma espécie de prestação de contas, não apenas financeira. Mas de como vai a nossa Ação Evangelizadora? Como estamos anunciando? Como somos presença?”, questionou o cardeal. Daí necessidade de que o caminho a ser percorrido seja de fazer que as comunidades se sintam “cada vez mais corresponsáveis pelo Anúncio, pela Evangelização, ao mesmo tempo também perceberem: não, aqui ainda precisamos caminhar, aqui ainda podemos dar mais, aqui ainda podemos participar mais”. E esse aspecto avaliativo “nos ajuda muito a sermos cada vez uma igreja mais viva, uma igreja mais presente, uma igreja mais consoladora, uma igreja mais samaritana, diante das dificuldades que existem”, destacou Steiner. Um processo coletivo A secretária executiva do regional, Ir. Rose Bertoldo, que coordenou a preparação da assembleia, avaliou o encontro como “um processo construído coletivamente e construído na Sinodalidade. Eu pude perceber que cada diocese, cada prelazia, as pastorais sociais, a vida religiosa que esteve presente, se sentiu construtora dessa Assembleia. Foi uma Assembleia de estudo, uma Assembleia muito leve, mas também com muita responsabilidade, que é a característica do Regional Norte 1”. Além disso, o Regional tem o desafio de continuar criando os processos que posteriormente se desdobrarão nas dioceses e prelazias, juntamente com as pastorais sociais e todos os organismos de participação. “E a gente vem estudando as diretrizes da ação evangelizadora que serão aprovadas em 2026 na Assembleia da CNBB Nacional, mas também já estamos apontando caminhos para a construção do nosso documento, as nossas diretrizes. A gente vai elaborar um documento inicial, já com as proposições que foram tiradas durante essa Assembleia, que depois serão complementados a partir das diretrizes nacionais e também dos encaminhamentos que a próxima Assembleia dará do documento”, explicou Ir. Rose Bertoldo. Conhecer o Documento Final Junto com isso, a expectativa é que as dioceses e prelazias continuarão a estudar o documento final do Sínodo da Sinodalidade. Esse processo continuado vai aos poucos moldando o futuro da Evangelização no Regional. “E essa é a ideia, é de dar a conhecer o documento para as nossas lideranças que estão lá nas comunidades. E também dar a conhecer tudo aquilo que a gente foi construindo como perspectiva de construção das novas diretrizes. Tendo esse olhar para a realidade, para o território do Regional Norte 1, que tem, assim, realidades que são comuns, mas também tem realidades que são específicas, dependendo de cada igreja local”, finalizou a secretária executiva.

“Honrar a Inocência”: Tríplice Fronteira Peru – Colômbia – Brasil avança na Prevenção e Acompanhamento do Abuso Sexual

Honrar a Inocência. Esse foi o nome do Seminário Internacional de Prevenção e Acompanhamento do Abuso Sexual realizado no Centro Papa Francisco da Paróquia Nossa Senhora da Mercê, em Caballo Cocha (Peru), de 5 a 7 de setembro de 2025. Organizado pela Rede de Combate ao Tráfico de Pessoas da Tríplice Fronteira (Peru – Colômbia – Brasil), esta é mais uma atividade no âmbito do Projeto Magüta. Combate ao tráfico de pessoas Este seminário, que em 2025 contou com mais de 50 participantes dos três países, metade deles indígenas do povo Tikuna, é realizado todos os anos, com o objetivo de refletir direta ou indiretamente sobre temas relacionados ao tráfico de pessoas. Participam líderes eclesiásticos, sociais e comunitários, abordando uma questão muito presente nas comunidades dessa região transfronteiriça, dentro da selva amazônica, onde a facilidade de passar de um lado para outro das fronteiras facilita esse crime e aumenta o risco para a população local. De fato, várias instituições, entre elas algumas ligadas à Igreja Católica, consideram essa realidade como uma urgência inadiável que deve ser atendida por todas as instâncias possíveis, de forma articulada e decidida. O Seminário contou com a assessoria de Juan Ignacio Fuentes (Juancho), missionário leigo em Caballo Cocha, professor e consultor psicológico, com especialização neste tema. Com base em uma metodologia experiencial, por meio de diversas oficinas, buscou-se uma ampla participação e protagonismo de todos os envolvidos. Um espaço de cuidado, reflexão e planejamento Buscava-se “gerar comunitariamente um espaço de cuidado, reflexão e planejamento, no qual se trabalhasse a problemática do abuso sexual, com vistas a fortalecer os agentes pastorais e gerar ambientes de prevenção, proteção e cura em nossas comunidades”, conforme especificava o programa. Nessa perspectiva, dada a profundidade e delicadeza do tema, foi proposto um caminho progressivo de aproximação, que permitisse ver a experiência do abuso de forma serena e cuidadosa, buscando compreender sua complexidade. O caminho proposto teve quatro etapas: observar, compreender, emponderar-nos e cuidar, buscando atender à diversidade de situações. Para isso, procurou-se que cada participante pudesse ouvir, ler e falar o mais possível em sua própria língua: espanhol, português e tikuna. Tudo isso em um processo que buscou cultivar um olhar empático, lúcido e realista sobre esse drama que assola a humanidade e a região da Tríplice Fronteira, para que os agentes educacionais e pastorais estejam atentos, com certas ferramentas preventivas e de acompanhamento e, acima de tudo, motivados para enfrentar essa realidade com amor e responsabilidade, conscientes de que a contribuição que podem dar, mesmo que mínima, pode fazer a diferença. Interesse e generosidade dos participantes No final do encontro, os participantes avaliaram positivamente a experiência. Destacaram-se o clima de fraternidade e participação, o interesse e a generosidade dos participantes, a clareza nas contribuições e na metodologia utilizada, bem como a acolhida no Centro Papa Francisco que, mesmo sendo um local que, por ser novo, precisa de ajustes e melhorias, foi valorizado pela sua beleza e funcionalidade. Algumas sugestões de melhoria vão ao encontro de algumas questões logísticas e de articulação com instâncias formais da sociedade civil. Uma experiência em que se viveram momentos intensos e profundos, como a escuta direta de experiências reais, tiradas deste contexto. Para isso, foi de grande importância a possibilidade de cada participante poder encontrar seu próprio menino-adolescente interior, com suas feridas e sua luz, e os espaços de celebração compartilhados. Um momento que contribui de maneira decisiva para o caminho da Igreja Católica na região, mas também para a própria sociedade civil, uma vez que favorece a construção de redes de cuidado e acompanhamento tão necessárias neste tempo e neste espaço geográfico da Tríplice Fronteira entre Colômbia, Brasil e Peru.

Dom Adolfo Zon no Mês da Bíblia: “Deixamos que ela transforme nossa vida e fortaleça nossa missão”

No início do Mês da Bíblia, “um tempo especial de escuta, meditação e vivência da Palavra de Deus”, segundo dom Adolfo Zon Pereira, o bispo da diocese de Alto Solimões escreveu uma carta àqueles que vivenciam sua fé nesse Igreja local. O amor de Deus sustenta nossa esperança Em suas palavras, o vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lembra que “este ano, somos iluminados pelo lema: ‘A esperança que não decepciona’ (Rm 5,5).” O bispo disse que “essa Palavra do apóstolo Paulo nos recorda que, mesmo em meio às lutas e desafios do dia a dia, o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, e é isso que sustenta nossa esperança”. Analisando a realidade atual, dom Adolfo Zon ressalta que “vivemos tempos em que muitas pessoas se sentem desanimadas, cansadas, feridas pelas dificuldades da vida.” Diante disso, ele enfatiza que “a Palavra de Deus nos convida a olhar além, a manter firme a fé e a certeza de que Deus caminha conosco. A esperança cristã não é ilusão ou fuga da realidade. É força, é resistência, é luz que não se apaga, porque nasce do encontro com o Ressuscitado”. Participar do Mês da Bíblia No Mês da Bíblia, o bispo faz um convite a “cada família, cada comunidade, cada irmão e irmã do Alto Solimões a participar dos Encontros do Mês da Bíblia nas casas.” Encontros que ele afirmou que “momentos de partilha e oração são verdadeiras sementes de esperança”. “Ao abrirmos as portas de nossos lares e corações para a Palavra, deixamos que ela transforme nossa vida e fortaleça nossa missão”, disse o bispo de Alto Solimões. Uma realidade que lhe levou a fazer um convite para organizar os grupos de reflexão bíblica: “reúna seus vizinhos, sua família, sua comunidade! Não deixemos de viver essa experiência tão rica de fé e comunhão. Cada casa que se abre para escutar a palavra de Deus se torna um lugar de encontro com Deus e com os irmãos”. Finalmente, dom Adolfo Zon pediu “que Maria, Mãe da Esperança e fiel ouvinte da Palavra, interceda por todos nós. Que o Espírito Santo nos ilumine e fortaleça nesta caminhada”.

Dom Adolfo Zon: “A vocação de vocês é sinal do amor de Deus em nossa Igreja!”

No Mês Vocacional, o bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), reflete sobre a vocação, que ele define como “sinal do amor de Deus em nossa Igreja!” Queridos irmãos e irmãs, paz e bem! Com alegria e espírito de comunhão, dirijo-me a cada um de vocês — missionários e missionárias, lideranças, agentes de pastoral, religiosos, padres, seminaristas, jovens, famílias e comunidades de nossa querida Diocese do Alto Solimões — para partilhar uma palavra de fé e esperança neste Mês Vocacional 2025, cujo lema nos convida a mergulhar no mistério da vocação: “Chamados porque peregrinos”. A Palavra de Deus nos recorda que “todos estes morreram na fé, sem ter recebido a realização das promessas. Mas as viram de longe e as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb 11,13). Assim também somos nós: povo em caminhada, guiados pela fé, rumo ao Reino definitivo, sustentados pela promessa de Deus. Ser peregrino na fé é aceitar viver em movimento, com os pés no chão da realidade — tantas vezes marcada por desafios, como os que enfrentamos aqui na Amazônia — mas com o coração voltado para o alto, em busca de um sentido maior. E somos chamados justamente porque Deus caminha conosco, e nos chama pelo nome para colaborar com Ele na construção de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Em nossa Diocese do Alto Solimões, onde convivem povos indígenas, ribeirinhos, migrantes e tantos rostos amazônicos, a vocação tem rosto missionário. O chamado de Deus ecoa nas trilhas da floresta, nas margens dos rios, nas aldeias, comunidades e cidades. Deus continua chamando homens e mulheres dispostos a gastar sua vida em favor do Evangelho, no serviço ao povo, na defesa da vida e da Casa Comum. Neste mês vocacional, quero agradecer com carinho aos nossos padres, religiosas, religiosos, seminariatas, catequistas, animadores e leigos comprometidos. A vocação de vocês é sinal do amor de Deus em nossa Igreja! E quero convidar especialmente os jovens: escutem o chamado de Deus! Não tenham medo de seguir Jesus, seja no sacerdócio, na vida consagrada, no matrimônio ou no serviço pastoral. Ele caminha com vocês! Aos pais, comunidades e lideranças, peço: sejam terra boa onde brotam vocações. Ajudem nossos jovens a sonhar com os sonhos de Deus. E a todos nós, peço que neste mês intensifiquemos a oração pelas vocações, como nos pede Jesus: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe” (Lc 10,2). Que Maria, Nossa Senhora da Assunção e estrela da evangelização na Amazônia, interceda por nossa Igreja em missão, e que o Espírito Santo nos dê coragem para sermos peregrinos da esperança e servidores do Evangelho. Com minha bênção e carinho pastoral, Dom Adolfo Zon Pereira, SX – Bispo da Diocese do Alto Solimões