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Tag: Prelazia de Tefé

Pré-Congresso Vocacional: horizontes vocacionais na Amazônia

No último final de semana o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Pré-Congresso Vocacional para refletirmos os horizontes vocacionais na Amazônia. Durante três dias vivenciamos um estudo dedicado ao Texto-Base do 5º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida (SP), 4 a 6 de setembro de 2026. O pré-congresso é uma oportunidade de nossas Igrejas Locais partilharem suas impressões, seus desafios e modo como a cultura vocacional se apresenta diante dos diversos contextos pastorais. É sabido que nossas realidades são tocadas por profundas e sofridas experiências humanas, mas mais ainda, transbordamos a esperança vivificante do Evangelho em um Igreja que acolhe a todos e todas. Nossas comunidades são uma expressão do tema escolhido para 5º Congresso Nacional: “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, com o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”. Dentro do processo sinodal, as igrejas particulares trouxeram suas contribuições que serão enviadas para a preparação de subsídios para o Congresso Nacional. Integralidade da pessoa humana A Igreja na Amazônia está inserida em locais com regiões de garimpo, de comunidades abandonadas, de famílias com outras configurações. Esses espações são marcados por violações de direitos fundamentais, seja por violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. Por isso, a presença da Igreja Católica, com a Iniciação à Vida Cristã, deve olhar para essas realidades buscar construir caminhos que devolvam a integralidade da pessoa humana. Para a Ir. Florizete Maria Moreira, das Irmãs Franciscanas de São Félix de Cantalice (CSSF), que atua na Prelazia de Tefé, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) necessita olhar para as realidades da prostituição, do garimpo e do tráfico de drogas. Ela destacou que lá se encontram “muitos colombianos, muitas mães solteiras, muitas crianças, muitas viúvas de maridos vivos. Então, é uma realidade muito dura”. “A gente tem que mostrar essa pessoa que Deus o ama como ela é. Não os dogmas, o que a gente traz nos nossos livros, mas acolher. Eu acho que um dos principais aspectos da pastoral vocacional, do SAV, é acolher esse jovem na sua realidade. A família que a gente compõe hoje, há 20 anos atrás, já não é mais esse modelo de família que a gente tem nos interiores”, destacou a irmã sobre a realidade encontrada nos interiores do Amazonas. Centrados na pessoa de Jesus A sua fala nasceu depois de um dia dos trabalhos em grupo que refletiram o Texto-base. Ela também enfatizou que a vida religiosa se sustenta nessas realidades desafiadoras estando “24 horas centrada na pessoa de Jesus”. Viver esse segmento da pessoa de Jesus e apresentá-lo para os outros requer “tirar um pouco do que está na nossa mente, de tudo certinho, de tudo perfeito”. “Até o jovem que vem hoje para os seminários não é perfeito, gente. Às vezes ele sabe quem é a mãe, mas não sabe quem é o pai. É criado por avô. Então, esse que são as famílias. A gente, ah, vamos começar a iniciação cristã. Bonito, nós vamos fazer isso, mas com a família que ele tem. Tem jovens que querem ser um padre, mas tem lá os processos que não deixam. Tem uma jovem que quer ser uma religiosa, mas quando vai ver a vida que a igreja cai em cima, nós religiosas mesmas, você não pode. Você não pode ser padre, você não pode ser irmã, você não pode”, refletiu a irmã. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, refletiu que essas realidades “devem encontrar em nós um desejo, uma motivação de animação vocacional”. Elas fazem parte da “vida e missão neste chão” e “nós temos uma grande contribuição para dar”. Em sua intervenção, o bispo expressou sua preocupação com a necessidade fazermos frente à essas realidades. Isto é, conduzir nossos corações para uma disponibilidade que não ofereça apenas respostas pontuais perante “uma avalanche estrutural que vem esmagando as pessoas”. Questionar as identidades O texto-base traz quatro partes fundamentais: a Exegese, partindo do capítulo 2 dos Atos Apóstolos, Encontro, Testemunho e a Missão. Essas partes nos ajudam a compreender a identidade das comunidades eclesiais como comunidades vocacionais. O estudo das partes norteou o trabalho dos grupos no questionamento vocacional dessas identidades, e assim contribuiu na construção de indicações para a animação vocacional nas igrejas locais do nosso regional. O pré-congresso é um convite a olhar as realidades de encontro, de testemunho e de missão em nossas comunidades eclesiais. Os dias de encontro realizados Centro de Treinamento Maromba, em Manaus, foram destinados a uma reflexão da Igreja de Manaus e do Regional Norte 1. O estudo do texto nos confronta em nossas realidades cotidianas, nos revela a beleza e a dignidade da vocação. Processo vocacional Dom Zenildo Lima fez memória de um período em que havia uma contraposição de ideias vocacionais. De um lado, uma resposta imediata de cada um de nós a um apelo de Deus, e de outro um vislumbrar do processo vocacional “como uma disponibilidade profética para responder aos desafios gritantes de uma realidade”. “Na época em que a gente refletia a partir da teologia latino-americana da libertação, a gente levava muito isso em conta no aspecto vocacional. A gente queria ser padre, a gente queria ser religiosa, a gente queria se consagrar para poder responder a questões tão gritantes. Essas sensibilidades não se opõem. O aspecto subjetivo da nossa liberdade diante do apelo compassivo de Deus não se opõe à capacidade de indignação”, recordou o bispo. Esse panorama social, levantado durante as exposições, que toca a questão da família, da juventude recordam a figura de Maria. Segundo bispo, “uma jovem, aparentemente, podia se parecer frágil lá em Nazaré, e como teve uma capacidade de leitura absolutamente transformadora da realidade”. Ela “conseguiu vislumbrar diante de um cenário aparentemente tão impossível de se combater, a possibilidade de derrubar os poderosos dos tronos e elevar os humildes” e isso deve nos encorajar vocacionalmente. Alcançar todos Como referencial nacional para vocações, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, destacou a beleza de celebrar…
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Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
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Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB. A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia. Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”. “São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo. Caminho vocacional Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”. “Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo. Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos. Homens e mulheres comprometidos Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima. Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia. “Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima. Frutos do trabalho missionário Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”. “É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo. A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades. Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

Pastoral da Pessoa Idosa da Prelazia de Tefé elege nova coordenação

Entre os dias 19 e 21 de junho, a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) da Prelazia de Tefé realizou sua IV Assembleia Prelatícia reunindo cerca de 40 líderes e agentes pastorais dos municípios, paróquias e áreas missionárias que compõe a Prelazia. Durante o encontro, os participantes vivenciaram momentos de oração, formação, partilha e capacitação, reafirmando o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade, do cuidado e da valorização da pessoa idosa. A assembleia contou com a participação de Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, que motivou os agentes a seguirem firmes na missão evangelizadora junto às pessoas idosas e apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Ao final do encontro, foi eleita a nova equipe coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa para o próximo quadriênio conposta por: Marilda Cavalcante; Assunta Castro, e Maria Mercês. A programação encerrou com a celebração da Santa Missa e o envio dos agentes e da nova equipe de coordenação. Informações e imagens: Prelazia de Tefé.

Regional Norte 1 realiza reunião dos coordenadores de pastoral e organismos

Os coordenadores e coordenadoras de Pastorais e Organismos realizaram a 2ª reunião anual na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Manaus, na tarde de 20 de maio de 2026. O encontro abordou o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis e a avaliação das atividades de formação e assembleias oferecidas pelo regional. O momento é sinal de comunhão e partilha das vivências pastorais. Multiplicadores do Manual Em relação ao protocolo de proteção, Ir. Rosiene Gomes, articuladora das pastorais e organismos do regional, destacou a importância de que todos conheçam o documento. Esse domínio das normas e orientações é fundamental para formação de novos multiplicadores do manual. A temática deve ser amplamente trabalhada com os agentes de pastoral nas bases das comunidades para que os abusos sejam identificados, coibidos e reparados. Os participantes debateram a necessidade de ampliar as informações sobre o tema em todas as atividades pastorais. Para aprofundar os cuidados em nossos espaços eclesiais, Pe. Gutemberg Pinto comentou a iniciativa da Paróquia São Francisco, em Manaus. A ideia é que a Pastoral da Acolhida tenha um olhar mais sensível aos espaços físicos, para que não se criem possibilidades de nenhum tipo de abuso. O envolvimento contínuo com o material é o caminho escolhido pelo Regional Norte 1 para que todos as Dioceses, Prelazias e a Arquidiocese possam oferecer às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis áreas eclesiais seguras. Entre as orientações para formações e denúncias, os agentes devem procurar a comissão metropolitana para receber as instruções de como realizar o trabalho pastoral no território do regional. Os frutos do caminho pastoral Na segunda parte do encontro, os participantes compartilharam um pouco das atividades realizadas até agora com apoio do regional às comunidades. O Conselho Missionário Regional (COMIRE) evidenciou a dificuldade de acesso a alguns locais pelas distâncias geográficas ou instabilidade de sinal de internet. A articulação ainda precisa alcançar as dioceses do Alto Solimões e Roraima e Prelazia de Itacoatiara. Para a Pastoral do Menor, a formação com os educadores da pastoral passa pela metodologia dos Círculos de construção de Paz da Justiça Restaurativa. E a Pastoral da sobriedade apontou que caminha para a implantação na Diocese de Coari e na Prelazia de Tefé com formação de novos agentes. Quanto à Pastoral do Surdo, além da participação de representantes no Encontro Nacional (ENAPAS), a pastoral tem buscado ampliar ações missionárias para a comunidade surda, permitido mais visibilidade. A Pastoral do Migrante compartilhou o fortalecimento da Evangelização por meio da Celebração Eucarística em espanhol em Manaus, São Gabriel e Boa Vista. E o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tem estimulado formações com as juventudes e mulheres indígenas. Ir. Rosiene também destacou a restruturação das articulações da Pastoral da Saúde em todo o Regional. A Rede um Grito pela Vida também apontou o avanço nas articulações na região amazônica e a necessidade de aprofundar a questão dos crimes virtuais nas formações, além de políticas públicas voltada ao combate ao tráfico de pessoas. A Pastoral Vocacional apresentou a participação de todas as Dioceses e Prelazias na construção do caminho do congresso Regional e Nacional. Por fim, a Conferência dos Religiosos (CRB) realçou a organização da equipe na Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

Prevenção, proteção e enfrentamento: Regional Norte 1 realiza 3º Encontro da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis.

A prevenção, proteção e enfretamento aos abusos contra crianças, adolescentes e adultos vulneráveis permanece como prioridade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). O aprofundamento das ações nas Dioceses e Prelazias acontece desde a elaboração e publicação do Manual de Proteção, sustentando nosso compromisso com espaços eclesiais seguros nas 9 Igrejas que compõem o regional. Nesse horizonte, aconteceu o 3º encontro presencial de formação da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, de 5 a 7 de maio, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. A equipe ampliada é composta pelos responsáveis das comissões nas dioceses e prelazias. Além de aprimorar o papel da comissão, os membros receberam orientações metodológicas específicas do procedimento “diante das situações de casos que chegam até as dioceses e prelazias”, explicou Ir. Rose Bertoldo, da Comissão Metropolitana. “A formação é para ir aos poucos entendendo o papel da comissão, bem como o aprofundamento do manual e tentando também aprofundar a metodologia e como a comissão pode fazer esse trabalho de acolhida, de escuta e encaminhar os casos que chegam até a comissão”, disse Ir. Rose. Trabalho em rede Outra abordagem importante, foi a necessidade de ampliação das comissões em cada uma das igrejas locais. Isto porque, o auditor e o notário, responsáveis pelas comissões, têm um papel específico na comissão ampliada. Com mais pessoas nas equipes das igrejas locais é possível ampliar o alcance das formações e garantir o trabalho de prevenção junto às lideranças pastorais. “No primeiro dia, a gente teve uma partilha do trabalho que é realizado nas dioceses, podemos perceber como cada Diocese e Prelazia tem priorizado o trabalho de prevenção junto às lideranças das comunidades. Podemos dizer que praticamente todas as igrejas já trabalharam no primeiro momento dando a conhecer o manual de proteção do Regional Norte 1 com todas as lideranças”, explicou Ir. Rose. Outro ponto fundamental para construir espaços seguros em nossas Igrejas, é o trabalho em rede ampliada. Além do manual, a equipe utiliza as cartilhas “O Sumiço de Carolina”, da Rede Um Grito pela Vida, e “Flor Bela” da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. Esses materiais reforçam o cuidado com o processo de formação das comunidades e, segundo a religiosa, contribuem no “trabalho de prevenção, junto às crianças, adolescentes e juventudes que estão nos nossos espaços eclesiais, sejam elas catequizandas, coroinhas, grupos de jovens”. ECA Digital e desafios virtuais Com o avanço das tecnologias e do mundo digital, a contribuição do manual para as Igrejas Locais necessita de atualizações para atender às novas realidades relativas a causa da criança e do adolescente no Brasil. Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e assessor da equipe ampliada, apresentou aos integrantes o ECA Digital (Lei nº 15.211/25). A nova lei aponta que “a proteção da criança no ambiente digital é um dever dividido entre Família, Sociedade, Estado e Plataformas”. “Esse complemento que faz com que haja uma atenção maior sobre os ambientes digitais, sobre as plataformas, sobre as novas formas de tecnologia que acabam criando situações de vulnerabilidade e de risco para crianças e adolescentes serem violentadas, serem sujeitadas a diversas formas de abuso, dentre os quais o abuso sexual”, explicou o bispo. Revisão e atualização Segundo a Agência Senado, entre as inovações da nova lei está a obrigação de remoção imediata de conteúdos de abuso e exploração infantil nas plataformas online, mecanismos de verificação de idade para liberar a criação de cadastros. Ela inclui as redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, lojas de apps, sistemas operacionais, plataformas de vídeo e outros serviços digitais que tenham crianças e adolescentes como usuários ou que possam atrair esse público. Dom Hudson Ribeiro apontou que a formação junto às comissões de proteção do Regional Norte 1 contou com o estudo das mudanças que o ECA Digital trouxe. O grupo refletiu os impactos positivos e desafiadores que as comissões prelatícias, diocesanas e a Metropolitana precisam conhecer para apresentá-los “às nossas bases, aos nossos catequistas, às lideranças que lidam com crianças e adolescentes e a nós mesmos que somos os membros dessas comissões”. Daí a necessidade de revisão de partes do manual: “A gente já está vendo que com essa nova lei a gente vai precisar fazer alguns ajustes. para que a gente possa responder à legislação nacional e possa também dialogar com essas novas formas de controle que são positivas para prevenir, evitando com que as violências em ambientes digitais possam se propagar, dentre as quais o estupro virtual, que foi um dos que mais cresceram de 2024 para 2025 e não é diferente de 2026”, enfatizou Dom Hudson. Os bispos e a cultura do cuidado Padre Gilson, Assessor Canônico da Comissão Metropolitana para Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, destacou o apoio de todos os bispos do regional nas diante da importância da proteção e do cuidado.  Ele reiterou os ensinamentos de Papa Francisco que “nos ensinou que devemos trabalhar a cultura do cuidado, o cuidado das nossas crianças, dos nossos jovens, daqueles mais vulneráveis, da nossa igreja”. Para ele, esse tempo de familiarização dos membros da equipe ampliada com a legislação e orientações canônicas trabalhadas na formação permite que a Igreja da Amazônia continue dando passos no cuidado com os mais vulneráveis. Ele orientou que todos acompanhem e tirem suas dúvidas sobre o manual de proteção com os padres ou nos contatos de e-mails, a nível de dioceses e prelazias.

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos. O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam. Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos. A particularidade de cada Igreja No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta. “Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé. Unificação do Processo Sacramental Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários. “A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus. Sinodalidade e unidade Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias. “Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio. Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.

Dom Altevir e Dom Samuel partilham sobre o 1º dia de Assembleia da CNBB

Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, e Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, participam 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP). Durante 10 dias, mais de 300 bispos estão reunidos para refletir os desafios e as oportunidade da Igreja no Brasil, à luz do Evangelho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. A sessão de abertura foi dedicada à acolhida dos novos membros do episcopado. Entre os 33 bispos nomeados ao longo dos últimos dois anos, estava Dom Frei Samuel. A apresentação permite integração e comunhão dos novos bispos com os demais bispos da Igreja no Brasil. “A gente teve uma panorâmica geral de todo o corpo que é a CNBB, então a da grandeza, as mensagens que recebemos do Papa, do Cardeal Pizzaballa, do Presidente da República, mostram também a importância, a significância que tem a CNBB para a caminhada da Igreja do Brasil e também de toda a Igreja no mundo”, destacou Dom Samuel. Programação intensa Na sequência, ocorreu a leitura do relatório da presidência, apresentou um panorama das atividades e desafios enfrentados no período recente. Ainda durante a manhã, os bispos aprovaram a pauta da assembleia, que recebeu complementações antes de sua validação final. Para Dom Altevir, o 1º dia da Assembleia contou “com uma programação intensa”, e “marcado por momentos institucionais, informes e espiritualidade.” No período da tarde (15), teve início o retiro espiritual dos bispos, que se estendeu até a tarde do segundo dia da assembleia (16). Para o auxiliar de Manaus, o tempo dedicado à oração, reflexão e preparação espiritual para os dias de Assembleia ajudam “a perceber a dimensão da missão, a profundidade que precisamos estar em comunhão de fé com o Cristo Jesus”. Uma realidade fundamental “para poder vivenciar esse ministério sempre como serviço e como pastor que está no cuidado, no diálogo, na sinodalidade, na comunhão de pensamento e alma”. “Para mim está sendo uma experiência gratificante, importante, porque vai nos ajudando a perceber as exigências e ao mesmo tempo a força do ministério e da missão que Deus concede a todos nós, como igreja, como cristão, como servidor ordenado para anunciar e testemunhar o Evangelho de Cristo”, enfatizou Dom Samuel. Além disso, há uma grande expectativa pela votação das novas Diretrizes da Igreja no Brasil, fruto de um percurso sinodal marcado pela escuta e pela comunhão. Dom Altevir compõe a equipe central responsável pela elaboração do texto final. A assembleia segue nos próximos dias com debates, encaminhamentos e definições importantes para a Igreja no Brasil. Colaboração de texto: https://prelaziadetefe.org.br/

Regional Norte 1 acolhe a chegada de Dom Guilherme Werlang

Com alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), acolhe a chegada de Dom Guilherme Werlang (MSF), bispo emérito da Diocese de Lajes (SC). O Governo da Província Latino-americana dos Missionários da Sagrada Família (MSF), por meio do Provincial Pe. Fernando Ibáñez, nomeou Dom Guilherme Werlang, MSF, como Vigário Paroquial da Paróquia São Benedito, em Itamarati, Amazonas. A congregação atua na Prelazia de Tefé desde o ano 2000, servindo pastoralmente nas paróquias Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Carauari, e São Benedito, em Itamarati. O bispo da Prelazia de Tefé, Dom José Altevir da Silva, anunciou a nomeação de Dom Guilherme em 16 de janeiro de 2026, por meio de um comunicado oficial direcionado aos padres, diáconos permanentes, religiosos e religiosas, e a todos os cristãos leigos e leigas da Prelazia de Tefé. Proximidade e testemunho Para Dom José Altevir, a presença de Dom Guilherme, com sua experiência episcopal e missionária, é um sinal de esperança e renovação para a prelazia. Sua dedicação às comissões da CNBB e sua proximidade com o povo testemunham sua fidelidade ao Evangelho e ao carisma missionário. Em espírito de disponibilidade evangélica, Dom Guilherme retorna à convivência com confrades MSF, residindo em Itamarati e integrando a comunidade missionária que atua na Amazônia. Sua presença será também um grande auxílio para a Prelazia no aspecto formativo, contribuindo para o crescimento espiritual e pastoral de nossos agentes de pastoral, presbíteros, religiosos e cristãos leigas e leigos. Ao final da mensagem, Dom José Altevir convidou todos da Prelazia de Tefé, a acolhê-lo “com gratidão e alegria, unidos na oração e na missão evangelizadora”. Biografia Nascido no dia 5 de agosto de 1950, em São Sebastião, município de São Carlos (SC), dom Guilherme entrou no Seminário dos Missionários da Sagrada Família com 12 anos e meio, em Maravilho (SC), onde realizou a etapa de admissão, no ano de 1963. Estudou Filosofia na Universidade de Passo Fundo (RS), de 1972 a 1974; fez noviciado em Catuípe (RS), em 1975, e Teologia na PUC de Porto Alegre, de 1976 a 1979. Sua ordenação presbiteral ocorreu em sua cidade natal em 2 de dezembro de 1979.]  Antes de sua Sagração Episcopal, trabalhou como Reitor e Formador nas diversas etapas de Formação dos Missionários da Sagrada Família e, por duas ocasiões, como Pároco em Jataí (GO). De 1982 a 1984, atendeu as cidades de Aparecida do Rio Doce, Itarumã, Itajá e Lagoa Santa, todas em Goiás. Dom Guilherme foi nomeado bispo em 19 de maio de 1999 e escolheu como lema “Para que todos tenham vida” (Jo 10, 10). Sua posse como bispo da diocese de Ipameri (GO), se deu em 7 de agosto de 1999. Atuação pastoral No Regional Centro-Oeste da CNBB, foi bispo referencial da Comissão Pastoral da Terra (CPT); da Conferência dos Religiosos de Goiás (CRB); da Comissão da Liturgia e Referencial do Setor da Pastoral da Juventude, e por três anos foi secretário do Regional do Centro-Oeste da CNBB. Em nível nacional na CNBB, foi membro da Comissão do Mutirão da Superação da Miséria e da Fome; presidente da Equipe de Trabalho da Elaboração do Documento da “Igreja e a Questão Agrária no Brasil no início do século 21”; membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e, por duas vezes, presidente da mesma Comissão, que em seu segundo mandato teve o nome alterado para Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora (2011 a 2019). Também foi membro do Conselho Econômico da CNBB e fez parte da Comissão Episcopal para a reforma da sede da CNBB. Sua posse como quinto bispo diocesano de Lages foi no dia 17 de março de 2018.

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, acontece o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum. Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional. Avanços e dificuldades Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes. Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental. O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero. Ministerialidade O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão. O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional. Dinamismo A realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas. Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.