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X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2026: um sopro de unidade

De 06 a 10 de janeiro de 2026, a comitiva do Regional Norte 1 composta por Marcelo Pereira, da Prelazia de Tefé, Coordenador Nacional da PJ pelo Norte 1; Filipe Fialho, da Arquidiocese de Manaus, Coordenador Nacional em transição pelo Norte 1; Giovani Sampaio, delegado pela Arquidiocese de Manaus e Jonatas Vicente, representante da Comissão Nacional de Assessores pelo Norte 1 participou da X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude. Participaram jovens lideranças de todo o Brasil em Miracema/TO, no Regional Norte 3. Com o tema “Ser PJ Hoje: Nosso Ser e Fazer”, o encontro propõe um tempo de escuta, comunhão fraterna e discernimento sobre a identidade, a missão e o compromisso da PJ com as juventudes presentes nos grupos de jovens espalhados pelo país. A Ampliada marca um momento significativo de unidade, partilha de sonhos e construção coletiva de caminhos para um novo tempo da Pastoral da Juventude no Brasil. Compromisso com a Juventude Marcelo Pereira, coordenador nacional da PJ, explicou que o tema escolhido expressa um tempo de discernimento e reafirmação da identidade da PJ pautado de sentido, coerência e compromisso histórico. Em suas palavras “ajuda a olhar para quem somos enquanto pastoral de juventude e, ao mesmo tempo, para ver como estamos atuando concretamente na realidade”. Para ele, o Brasil, em especial o Regional Norte 1, são marcados por desigualdades sociais, desafios socioambientais, violência, precarização da vida e da juventude, mas também “por muita resistência à organização comunitária e fé encarnada”. “E falar de ser PJ hoje é reafirmar nosso compromisso com uma juventude protagonista, organizada, crítica e comprometida com a vida, especialmente das juventudes mais empobrecidas. Já o nosso fazer, ele nos provoca a avaliar se nossas práticas, formações e presença nas comunidades estão, de fato, dialogando com a realidade amazônica, ribeirinha, urbana e também periférica”, disse Marcelo. Desafios e esperanças A Ampliada abordou desafios e esperanças da pastoral, segundo o coordenador, “um dos desafios mais fortes é cuidar das bases, fortalecer os grupos de jovens, formar novas lideranças e garantir acompanhamento”. Ele também ressaltou o desafio de manter a PJ viva “num tempo em que muitos jovens estão desanimados, sobrecarregados e até distantes da vida comunitária”. Além disso, há a necessidade de atualizar linguagens e formas de atuação, sem perder o olhar para os “jovens mais empobrecidos. “A esperança está na juventude e continua se organizando. Está nos grupos que resistem e seguem firmes. E está também no caminho que a ampliada propõe. Olhar com verdade as luzes e sombras, ouvir as diretrizes e construir também propostas concretas de ação” explicou o coordenador. O impacto no chão das bases As decisões e reflexões vivenciadas no encontro nacional são compartilhadas em forma de orientações práticas “para o chão da base”. Elas se desdobram em formação, prioridades, articulação e acompanhamento, Marcelo Pereira exemplificou que a discussão de diretrizes que ajudam a ser PJ na atualidade “fortalece diretamente o planejamento dos grupos nas dioceses e paróquias” e assim a base recebe “esse sopro de unidade”. “Ela percebe que não está sozinha, que faz parte de uma caminhada maior, uma caminhada nacional. E no Norte 1, isso é ainda mais importante, porque nossas realidades são muito diversas. Juventude urbana, ribeirinha, indígena e interiorana. Então, quando a ampliada ajuda a organizar ideias e a apontar caminhos, ela dá força para um trabalho lá na ponta, num grupo pequeno e que está tentando manter viva a esperança”, enfatizou o coordenador. Diversidade e itinerância A Ampliada em Miracema/TO fortalece a pastoral na “caminhada nacional, diversa e itinerante” explicou Marcelo. Nesse espaço é possível reconhecer a PJ a partir dos “territórios, das culturas, das experiências concretas de cada região”. Os participantes fizeram memória do último triênio de trabalho reconhecendo o que foi construído e assumindo o que precisará ser retomado com mais intensidade. “É um tempo de gratidão, mas também de responsabilidade. E dentro desse caminho, tem um sinal muito concreto dessa continuidade, que, como eu já vim citando, a escolha do novo secretário nacional, que é um serviço essencial para garantir a organização, acompanhamento e unidade no próximo triênio. E isso já aparece como parte do nosso processo que foi essa ampliada” disse Marcelo. Marcelo também comentou destacou o simbolismo do lançamento da segunda edição do subsídio “Somos Igreja Jovem”. Segundo Marcelo “é um material que reforça a nossa identidade, nossa espiritualidade e nossa missão, ajudando a PJ a continuar formando e animando os grupos de base”. Então, o Miracema representa exatamente isso, um lugar de passagem e renovação, onde a PJ se reencontra, se reorganiza e se fortalece para seguir firme, como juventude, que é a igreja e também constrói a igreja no chão da realidade. No link abaixo você pode acessar a segunda edição do Subsídio de estudo “Somos Igreja Jovem” no formato on-line. https://drive.google.com/file/d/1bJCxZDE3wGMebHJdSbWCJm_seb8MqwSE/view?fbclid=PAb21jcAPU1iRleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAadL8RJOGxby-nIY_xSAJT_vDeen_sRr03t7-M0XcdX0ligBT0Hxv3aQ05bd_A_aem_iNcqM4M6NGMX3BwEHPVszg&pli=1&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio

Regional Norte 1 participa no encontro de secretários e secretárias na CNBB Nacional

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasília acolhe de 25 a 27 de novembro de 2025 o encontro dos bispos secretários e secretários e secretárias executivos dos 19 regionais da CNBB. Representando o Regional Norte 1 participam o bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, e a secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo. Conhecimento e partilha O encontro foi precedido por um encontro com os colaboradores realizado na segunda-feira (24), com o objetivo de também conhecer a estrutura da sede da CNBB, bem como todo o funcionamento da instituição em nível nacional. Depois da partilha da realidade dos regionais, os participantes do encontro celebraram a Eucaristia e visitaram as Edições CNBB. Igualmente, foi apresentada pela assessoria de comunicação a Campanha da Evangelização 2025. O encontro dos secretários iniciou, depois da celebração eucarística, com a saudação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Posteriormente, o bispo de Petrópolis, dom Joel Portela Amada, apresentou uma análise de conjuntura eclesial, que trouxe os grandes desafios da igreja frente à evangelização hoje. No encontro foi refletido sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, tema da Assembleia Geral da CNBB em 2026. Além disso, foi abordado o tema “Evangelização e organização pastoral na Igreja do Brasil”, e os secretários e secretárias executivos partilharam com os assessores da CNBB Nacional. Na programação do encontro aparece a COP 30, a reflexão sobre “A Consolidação da cultura do cuidado na Igreja”, questões administrativas, as Pontifícias Obras Missionárias, o calendário de grandes eventos nacionais e regionais, dentre outras questões. Colegialidade no Regional Norte 1 O encontro acostuma acontecer todo mês de novembro, lembrou a Ir. Rose Bertoldo. A secretária executiva destaca a partilha sobre os passos que estão sendo dados nos regionais com relação às Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora. A religiosa sublinha a importância de abordar a temática da proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. “Uma realidade cada vez mais presente nas igrejas com o intuito de trabalhar sempre mais a prevenção, as violências a partir dos espaços eclesiais”, salientou a Ir. Rose Bertoldo. Segundo a secretária executiva, no Regional Norte 1 da CNBB, “a gente também traz nessa caminhada, muito na dimensão da colegialidade que é feita entre as nove igrejas, também o trabalho que a gente fez na última assembleia, tendo presente as Diretrizes da Ação Evangelizadora e esse caminho da sinodalidade, de colocar em prática também o Sínodo sobre a Sinodalidade.” Ela define o encontro como “um momento bonito de confraternização, celebração”. Ação evangelizadora é algo dinâmico O bispo da prelazia de Tefé enfatizou a importância do encontro com os colaboradores da CNBB, que, além de propiciar o conhecimento, pode facilitar o trabalho. O secretário do Regional Norte 1 refletiu sobre a apresentação das diretrizes e a partilha em volta dessa questão, assim como alegrias, esperanças e desafios apresentados na análise de conjuntura. Com relação à organização da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, dom Altevir disse que foi feita uma retrospectiva desde o Concilio Vaticano II e os passos dados pela Igreja do Brasil a partir disso em vista de “um plano de trabalho, um plano pastoral, um plano de conjunto para a aplicabilidade do Concílio Vaticano II”, que se concretizou, segundo o bispo, em linhas de evangelização e posteriormente em diretrizes. Um caminho que mostra que “a ação evangelizadora é realmente algo dinâmico que vai mudando de acordo com a realidade também”, segundo o bispo de Tefé. Dom José Altevir da Silva disse que o trabalho conjunto entre os secretários, os secretários e secretárias executivos e os assessores da CNBB, segundo a dinâmica sinodal da conversa espiritual foi uma novidade. Isso é visto como um instrumento que ajuda a “afinar nossos passos entre os regionais e os assessores nesse processo de evangelização”.

Pastoral da Saúde realiza Formação Continuada na Prelazia de Tefé

Com o tema “Espiritualidade, conhecimento e motivação para seguir evangelizando”, a Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1) realizou a Formação Continuada na Prelazia de Tefé. 40 agentes de pastoral participaram do evento, nos dias 8 e 9 de novembro, no Centro Pastoral Irmão Falco. Segundo Guadalupe Peres, Coordenadora da Pastoral da Saúde do Regional Norte 1, as paróquias participantes foram Nossa Senhora de Guadalupe, município de Fonte Boa, São Joaquim, de Alvarães, Nossa Senhora da Conceição, de Maraã, Paróquia Divino Espírito Santo – Missão/Setor São José, a Área Missionária São Sebastião do Distrito de Caiambé e as paróquias Santa Teresa D’Avila, Santo Antônio e Bom Jesus de Tefé. As perpectivas de organização da Pastoral da Saúde No sábado (8), a formação explorou a definição do que é a Pastoral da Saúde, sua organização e suas dimensões. Além disso, Guadalupe Peres, abordou sobre visita Domiciliar e Hospitalar. E Neurismar de Oliveira, agente da Pastoral da Saúde de Tefé e presidente do Conselho Municipal de Saúde de Tefé (CMS), falou a respeito do SUS (Sistema Único de Saúde) e da SUAS (Sistema Único de Assistência Social) que garante apoio e proteção a indivíduos e famílias em dificuldades, por meio de programas, benefícios e serviços socioassistenciais. Outro ponto do dia foram o Termo de voluntariado LF 9608, que dispõe sobre o serviço voluntário caracterizado por não gerar vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim. E também Orientação de Proteção a Menores e Pessoas Vulneráveis conduzido por Naraiza e Francisca Iranildes. Ao final do dia, Dom Altevir presidiu a celebração Eucarística. Riqueza da partilha da vivência comunitária No domingo (9), o encontro contou com a partilha dos coordenadores de cada Paróquia e Área Missionária. Segundo a coordenadora regional, Guadalupe Peres, cada coordenador e coordenadora disse seu “sim” a missão recebida. Eles também receberam da coordenação regional o Manual do Agente da Pastoral da Saúde. “A partilha foi muito rica, onde cada um falou da sua realidade, suas necessidades, enfatizando a importância da formação que motivou a continuar com mais vigor e compromisso a missão na pastoral, e já estão cheios de ideias para impulsionar mais a Pastoral da Saúde na sua Paróquia e Área Missionária”, expressou a coordenadora. Ao final, expressou gratidão a todos e todas e em especial a coordenadora Edyana Vieira, Ir. Creuza, Naida, Neurismar, Cida e Francisca. Recordando a missão da Pastoral de priorizar a vida e testemunhar o Evangelho no mundo da saúde nas três dimensões: Solidária, comunitária e sociotransformadora. Colaboração e fotos: Guadalupe Peres – Coordenadora da Pastoral da Saúde do Regional Norte 1

Prelazia de Tefé agradece os 19 anos de missão de Padre Valdemar dos Reis

Após 19 anos de missão na Prelazia de Tefé, o padre Valdemar Aparecido dos Reis retorna para a diocese de Assis (SP), por motivos de saúde, onde a partir de 1º de janeiro de 2026, será pároco na paróquia São João Batista, na cidade de Iepê. Segundo o bispo de Tefé, dom José Altevir da Silva, “sua trajetória é marcada por serviço incansável, presença fraterna e profundo compromisso com o Evangelho”, que e nome da Igreja local agradece profundamente por sua entrega e testemunho, desejando que Deus continue sendo sua força e paz. Diversos serviços na prelazia O missionário, enviado pelo Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, chegou na prelazia em 06 de março de 2006. Ao longo dos anos desempenhou diversas funções: foi pároco, vigário, auxiliar da Catedral Santa Teresa D´Avila, ajudou nas apresentações da Rádio Rural de Tefé, atuou na Coordenação de Pastoral, realizou visitas ao Hospital Regional, foi Vigário Geral, por duas etapas, trabalhou no Propedêutico, formação inicial dos seminaristas, e foi colaborador próximo dos bispos, residindo por vários anos na casa episcopal. Sua atuação também se estendeu à Capelania Militar, onde ofereceu assistência espiritual aos militares com zelo e dedicação. Dom Altevir, em mensagem ao missionário, disse: “tua presença entre nós foi sinal de esperança, dedicação e amor ao Evangelho, vivido com simplicidade e coragem nas terras amazônicas”. Em sua missão, o bispo destacou “o testemunho silencioso, firme e constante”. Uma volta a sua diocese de origem que, segundo o bispo, “carrega o carinho e admiração de todo o povo desta prelazia”. Agradecimento ao bispo de Assis Em carta ao bispo da diocese de Assis, dom Argimiro Azevedo, o bispo de Tefé manifesta seu “profundo reconhecimento à Diocese de Assis, na pessoa de Vossa Excelência, pela generosa colaboração missionária prestada à nossa Prelazia de Tefé ao longo dos últimos 19 anos”. No texto, dom Altevir define os 19 anos de missão de padre Valdemar como “sinal concreto da fraternidade eclesial e do compromisso com a missão evangelizadora nesta Igreja Local, marcada pela simplicidade e pelo serviço aos pobres na vasta região amazônica. Sua dedicação pastoral, marcada por zelo, humildade e amor ao povo, deixou frutos que permanecerão vivos na memória e na caminhada de nossas comunidades”. Ao mesmo tempo, a carta manifesta “nosso firme compromisso com a missão e com a comunhão entre nossas Igrejas Particulares, fortalecendo os laços entre os Regionais Norte 1 e Sul 1 da CNBB”, afirmou dom Altevir. Ele mostrou o desejo de “continuar a caminhar juntos, partilhando dons, experiências e testemunhos, na construção de uma Igreja sinodal, missionária e servidora”. Diante do pedido de um novo missionário, o bispo da diocese de Assis manifestou que diante da atual realidade pastoral e do número de sacerdotes disponíveis, não pode atender o pedido no momento, abrindo a possibilidade de fazê-lo no futuro. Carta ao presidente do Regional Sul 1 Dom José Altevir da Silva mostrou sua gratidão ao bispo da diocese de São Carlos e presidente do Regional Sul 1, dom Luiz Carlos Dias. Em abril de 1994 nasceu o Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1, voltado ao atendimento das necessidades da Igreja na Amazônia. Uma colaboração que acontece na prelazia de Tefé desde 1997, “padres, leigos e leigas que, com dedicação e espírito evangélico, têm se empenhado na missão de anunciar o Reino de Deus, assumindo conosco as Prioridades Pastorais da Prelazia, definidas em assembleia. Com esforço humano admirável, esses missionários buscam uma profunda encarnação e enculturação na realidade amazônica, marcada por sua diversidade e riqueza cultural”, disse o bispo. 19 missionários oriundos do Regional Sul 1 que tem contribuído “significativamente para a evangelização e o fortalecimento das comunidades”, que atualmente continua com as leigas missionárias Aparecida Severo, da Diocese de Santo André, e Helena Pereira, da Diocese de Guarulhos. Algo que é motivo de sincero agradecimento, pelo apoio contínuo e pela generosidade com que têm atendido às necessidades missionárias da Prelazia de Tefé. Diante da realidade da prelazia e o pouco número de presbíteros, dom Altevir fez um apelo fraterno ao Regional Sul 1, pedindo “o envio de mais dois padres e dois leigos(as) missionários(as), para que possamos continuar atendendo com dignidade e presença evangelizadora às nossas comunidades ribeirinhas e urbanas, que somam mais de quinhentas comunidades”.

Seminaristas vivenciam 12º Experiência Missionária na Prelazia de Itacoatiara

Os seminaristas do Regional Norte 1 estão reunidos na Prelazia de Itacoatiara para a 12° Experiência Missionária, organizada pelo Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE Labontè). A experiência integra o processo formativo dos futuros presbíteros do regional, oportunizando a vivência com as realidades pastorais das igrejas locais. A programação iniciou no sábado (18) e se estende até o próximo domingo (26). A Missa de envio, na Catedral da Prelazia, marcou o início das atividades e contou com presença de agentes de pastoral e fiéis. Depois, os seminaristas seguiram para comunidades ribeirinhas e urbanas, onde fizeram visitas, celebrações, momentos de oração, encontros e rodas de conversa para fortalecer a “comunhão e a corresponsabilidade missionária”, segundo Lucas Santos, seminarista da Diocese de Roraima. Para ele, a experiência missionária é “um momento formativo para os futuros presbíteros, que vivenciam a realidade amazônica e são convidados a cultivar um olhar sempre mais próximo, fraterno e comprometido com a vida do povo”, explicou. O caminho comunitário As atividades da experiência missionário estão alinhadas ao Jubileu da Esperança, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, escolhido pelo Papa Francisco, e o lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). E buscam responder, como sinal de Esperança, ao grito urgente das pessoas que ecoa de diversas partes do mundo. O encontro com as realidades da igreja na Amazônia é fundamental para que os jovens seminaristas aprimorem seu modo de atuação. Na Exortação Apostólica Querida Amazônia, Papa Francisco recorda, ao citar o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, que a “vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território”. Essa dinâmica corresponde às aspirações evangélicas de caridade, e é um “estímulo à cultura do encontro”, onde as relações são novamente restabelecidas. É uma possibilidade para que os seminaristas recordem a vocação evangelizadora presente em cada cristão e cristã batizado. Ou seja, para que desde agora sejam capazes de reconhecer as necessidades dos povos amazônicos, exercendo seus trabalhos com a força profética do Evangelho encarnado na realidade. Aprofundar a fé Dessa forma, a experiência missionária é o espaço para que os jovens missionários aprofundem sua fé. O encontro com os povos permite que haja um reconhecimento mútuo como anunciadores do Evangelho. E o vínculo, nascido nos caminhos, nos diálogos e nos encontros, é a manifestação da Esperança oferecida por Jesus, convida à uma abertura de coração para tocar, compreender e transformar o modo de ver o mundo. Nesse aspecto, o seminarista Jainer Reina, da Diocese do Alto Solimões, comentou que a experiência na Paróquia de Nazaré, em Itapiranga, “está sendo maravilhoso, visitando as famílias, os idosos, os necessitados”. Ele enfatiza que esses momentos motivam “a nossa fé, a minha vocação para ser um sacerdote”. E espera que os frutos dessa missão “possa amadurecer mais e mais na minha vocação”, terminou. Fotos: Lucas Santos.

Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realiza 10º Assembleia

O Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realizou, de 19 a 21 de setembro, sua 10ª Assembleia em Manaus, com o tema “Cristãos, leigos e leigas, peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino”. O encontro reuniu cerca de 25 pessoas, acompanhados pelo bispo auxiliar de Manaus e referecial para o laicato, Dom Zenildo Lima, com destaque para a primeira participação de membros da Diocese do Alto Solimões, além de integrantes da Prelazia de Tefé, da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Borba, Parintins e Roraima. O objetivo do encontro é refletir a caminhada do laicato nas dioceses e prelazias. Além do aprofundamento formativo da temática, foi abordado a experiência do conselho nacional e de pensar o serviço não somente pela dimensão institucional do conselho, mas do cuidado com os cristãos leigos, explicou Francisco Meirelles, presidente do Conselho de Leigos do Regional Norte 1 e da Arquidiocese de Manaus. “Pensando justamente o serviço não só como institucionalização do Conselho de Leigos, como organismo, mas pensar como nós fizemos aqui esses dias, de refletir justamente o cuidado com os cristãos leigos e leigas em cada diocese, prelazia, nas paróquias, nas áreas de missões, nas áreas missionárias. Então esse momento foi um momento muito bonito, que podemos partilhar”, destacou o presidente. O Deus que eleva os pobres Na partilha, os participantes repercutiram o que a Palavra de Deus diz à história de cada um e cada uma. Justamente para fazer memória daqueles cristãos leigos e leigas que, aos domingos, expressam seu comprometimento se dividido entre as atividades das comunidades e de suas famílias. Os recortes falam da prática de injustiças e exploração com os empobrecidos e pedem por novas opções à luz do Evangelho. Ir. Ângela Maria, da Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, da Diocese de Roraima, salientou a postura de Deus. Ele que “nunca mais vai esquecer o que eles fizeram”. Desse modo revela a beleza da “predileção de Deus pelos empobrecidos e empobrecidas”. Nesse cenário, Dom Zenildo recorda que o juramento de Deus confronta a experiência religiosa que anestesia o povo. É o “fazer da religião um grande sábado para que a gente possa adulterar as coisas”, em vez de tornar o povo mais atento. Esse é o contexto onde Deus não se esquece do mal feito. “É uma linguagem humana para falar de Deus com os sentimentos da gente, não é? Mas para dizer, o profeta usa essa linguagem para dizer o quanto isso foi caro para Deus. O quanto fazer mal ao pobre foi caro para Deus. Nunca mais eu vou esquecer. Eu acho que o convite da palavra é um convite para as grandes opções”, destacou. Refazer as nossas opções Val Firmino fez uma ligação entre o Evangelho do dia e a parábola do jovem rico. Nela o jovem pergunta com alcançar a vida eterna e Jesus indica que é necessário deixar tudo para segui-lo. Para dizer que a radicalidade do que foi proclamado é “viver com pouco, mas viver bem. Ser justo com aquilo que é justo”. “Justiça, onde precisa ter justiça, né? Onde estão as injustiças com os outros irmãos e irmãs, né? Não pegar o que não lhe pertence, né? E sim o que te pertence. Então, assim, para mim, eu vejo essas passagens bíblicas muito parecidas” porque o administrador esbanjava os bens de seu patrão. Dom Zenildo Lima destacou que a expressão em que o Senhor elogia o administrador desonesto gera um estranhamento. E levanta o questionamento de “como é que esse sujeito aqui aparece quase como um modelo, né?”. É indicou que esse pode ser “um convite mais profundo”, um convite para “as escolhas fundamentais”. “A partir do que a gente pauta a nossa vida? a partir do dinheiro, das estruturas, ou a partir da vida das pessoas? Esse homem, esse administrador, foi alguém que pautou toda a sua vida a partir do dinheiro, das estruturas. Agora isso vai ser retirado dele e ele percebe que ele não tem relações, que ele não tem pessoas”, salientou o bispo. Perceber as pessoas Ao fazer memória do segundo dia de assembleia, onde se refletiu sobre o trabalho do conselho, Dom Zenildo comparou com as exposições feitas pelo grupo. Isto porque “às vezes a gente se dedica muito às estruturas, às organizações, e não percebemos as pessoas”. Por isso a atividade pautou não como fortalecer estruturas, mas como “proporcionar momentos para as pessoas”. “Isso não nos faz de melhor do que os outros, o fato de nós não estejamos nesse mar de corrupções. Nós podemos estar, talvez, nessa perspectiva de vida. Não envolvidos em corrupções, mas talvez dominados e predominados pela estrutura e também nós não tenhamos feito opção pela vida e pelos outros. Aí olha Jesus, um homem absolutamente livre de estruturas. E absolutamente pautado pela vida dos outros. Por isso que a vida de Jesus é sempre encantadora para nós” sublinhou o referencial. Uma oração que alcance a vida comunitária O último dia de assembleia foi marcado por manifestações democráticas contra movimentações parlamentares opostas aos interesses populares. Por isso, Lima reforçou que rezar pelos governantes “não é submissão”, mas “é rezar pelo povo brasileiro, é rezar por essa harmoniosa convivência”. Principalmente porque Brasil é um país de “tantas diversidades e de tantos povos” e é necessário que a oração alcance essa dimensão da vida comunitária. “para eles refaçam as suas opções. E refazendo as suas opções, escolha as pessoas, escolha o bem-estar, escolha o nosso agente, escolha o nosso povo. E a gente continua aqui. O nosso papel, pessoas batizadas, seguidores de Jesus, que também somos chamados para refazer as opções e as escolhas fundamentais para a vida da vida”, finalizou o bispo. Os participantes definiram que para fortalecer o compromisso do Conselho Regional com a sinodalidade e missionariedade das Igrejas locais, a eleição da nova presidência seria feita no próximo ano. Um ano de preparação e assim, garantir um conselho mais consistente nas dinâmicas da Ação Evangelizadora.

Regional Norte 1 realiza 1° formação do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras

Nos dias 19 e 20 de setembro a coordenação nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) se reúne em Manaus. O objetivo do encontro é formar lideranças para atuar na implementação da pastoral no Regional Norte 1.  E inclui o planejamento um caminho para o CPP adequado às realidades de cada Igreja Local. O CPP integra a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB. Atua junto aos pescadores e pescadoras da pesca artesanal, as comunidades pesqueiras e na defesa do território. É um trabalho “desenvolvido à luz do Evangelho de Jesus Cristo“, segundo Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé e presidente nacional do CPP. Missão à luz do Evangelho  “Uma missão bonita, é uma pastoral e, por isso mesmo, ela é baseada na força do Evangelho de Jesus Cristo. E a gente perpassa meio às comunidades ribeirinhas, às comunidades pesqueiras. E, junto a essas comunidades, atuam as associações, sindicatos, colônias, mas o CPP não se encaixa dentro desses trabalhos do governo. e nem tampouco dos municípios, do Estado. Por ser uma pastoral, somos livres, à luz do Evangelho, para ajudar realmente tanto a comunidade pesqueira como também o seu território”, explicou o presidente. Esse é a primeira reunião a nível regional do processo de implementação do CPP. Ele já existe em outros regionais, como o Norte 2. Segundo Dom Altevir, os bispos do Regional Norte 1 “aceitam, apoiam e estão buscando para suas dioceses e prelazias também o funcionamento dessa pastoral social”. “E esse está sendo o primeiro passo, a sensibilização do regional Norte 1. para que o CPP possa realmente funcionar, de fato, sendo para a igreja essa força transformadora, à luz do Evangelho, na defesa do povo e também do território, lida com a pesca artesanal, mas também com as orientações de como a comunidade pesqueira se comporta diante da relação com o seu território, com o seu meio ambiente”, acrescentou. A escutar a realidade dos pescadores e pescadoras A articuladora do encontro, Juliana Martins, informou que essa implementação iniciou na Prelazia de Tefé. O grande número de comunidades pesqueiras e as realidades locais levantaram o questionamento “por que não existe uma pastoral social voltada para a luta dos pescadores e pescadoras?”.  Essa perspectiva conduziu à participação em encontros nacionais e apropriação do funcionamento do conselho em outros regionais. “A gente observou que é de fundamental importância a implementação do CPP no nosso regional, por ser uma realidade que tem grande número de comunidades pesqueiras. Então a gente começou nesse processo e hoje nós estamos aqui reunidos. Além de mim, Juliana, tem também dois agentes da Prelazia de Tefé, um representante de Coari e um representante da Diocese de Borba”, explicou. A programação do evento é direcionada ao processo de formação para novos agentes do Conselho Pastoral dos Pescadores. O intuito é que o “CPP no nosso regional vá se estruturando, vá se encorpando”. Por isso a necessidade de “de conhecer o CPP, conhecer o processo histórico do CPP, conhecer como é que o CPP atua, como é que está estruturado, tanto nacional, regional e local, como é que faz esse trabalho junto aos pescadores e pescadoras”. Itinerário formativo A dimensão formativa inclui a pastoralidade, a missão e a espiritualidade do CPP. Nesse horizonte, o conselho estimula a organização das comunidades para que “os pescadores se empoderem dos seus direitos e, a partir desse empoderamento, eles consigam acessar, conquistar direitos, acessar políticas públicas”. Um trabalho que articula a Fé e a vida para “construir mudança na vida das pessoas”, explicou a assessora temática, Ormezita Barbosa, do coletivo de formação da CPP Ceará. “um trabalho que é muito missionário, de visita missionária, de visita pastoral, de conhecer a realidade que as comunidades vivem. E a partir dessa escuta e dessa convivência com as comunidades, a gente constrói com elas e com eles, assim, aponta quais são as perspectivas que eles pensam de trabalho. Então, é muito comum as comunidades apresentarem questões relacionadas ao seu dia a dia, ao seu trabalho, ao seu acesso aos direitos”, destacou a educadora. Acolher a diversidade amazônica A pastoral surgiu em Olinda, no estado de Pernambuco, em 1968, e se expandiu pelas regiões costeiras. Segundo Gilberto Lima, secretário executivo nacional do CPP, com a presidência de Dom Altevir, ocorreu a necessidade de articular esses processos na região da Amazônia e incluir “indígenas, quilombolas, pescadores, pescadoras, ribeirinhos, costeiros de rios”. Embora seja um cenário diferente dos outros regionais, mas “onde tiver a pesca artesanal, a gente está ali para fazer esse trabalho”. “Oceano, os mangues, os estuários, onde é uma outra dinâmica. E a gente tem também dos rios, mas era sempre dos rios ali do Cerrado ou então da Caatinga. Mas é uma outra lógica. E agora a gente está aqui conhecendo. Além da gente trazer esse processo de formação, a gente vem receber também formação porque é uma outra dinâmica, um outro modo de ser e de evangelizar”, enfatizou. Por fim, a Ir. Maria Lúcia, da Congregação das Irmãs Franciscanas Bernardinas, recordou que o conselho nasceu da percepção das dores e do sofrimento, buscou organizar os pescadores e as pescadoras para juntos fazerem uma caminhada”. Ainda que seja uma missão da Igreja Católica, continuou, é também ecumênica “porque ela abarca e abraça pessoas, acolhe pescadores, pessoas que queiram, que estão nessa luta e que se comprometem também com a vida, independente do credo religioso”. “antes dela ser uma instituição, ela foi uma intuição. Uma inspiração de alguém que conheceu o Evangelho de Jesus Cristo e se pautou na vivência do Evangelho. Porque o Evangelho é promover a pessoa humana, é chegar perto das pessoas, é ser pastor. Então a missão da Pastoral dos Pescadores hoje é anunciar o Evangelho aos pescadores e às pescadoras e promover a vida onde ela está ameaçada.”

Cardeal Steiner: “A Sinodalidade é o modo de ser Igreja assumido pelo Regional Norte 1”

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), finalizou a 52ª Assembleia. Aproximadamente 70 pessoas, das nove Igrejas Locais, estiveram presentes em Manaus, entre os dias 15 e 18 de setembro. O encontro foi um momento de aprofundamento das dinâmicas de Sinodalidade e de construção das diretrizes nacionais e regionais para a Ação Evangelizadora. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, comentou que a sinodalidade é um modo de ser Igreja assumido pelo regional. E mesmo que já seja uma realidade presente, é possível continuar avançando nessa dinâmica. “O nosso regional se caracteriza já por ser uma igreja sinodal, mas isso não significa que não temos muito a caminhar ainda. Temos muito para caminhar. O próprio modo da Assembleia é um modo muito sinodal, a participação de todos, mas nós desejamos que esse modo sinodal esteja também presente nas comunidades, seja presente nas áreas missionárias, nas paróquias, e assim a igreja toda seja ela sinodal, onde todos participam, onde todos pelo batismo se sentem profundamente integrados na igreja, se sintam realmente povo de Deus”, explicou o arcebispo. A escuta presente na Igreja da Amazônia O cardeal Steiner participou do Sínodo da Sinodalidade. Em suas palavras, destaca que a Igreja da Amazônia possui elementos significativos para oferecer à sinodalidade na Igreja Universal. Mas que esse processo nasce da escuta e é como a igreja “pode contribuir, no sentido de nós buscarmos ouvir as pessoas, ouvir os fiéis, e da escuta, irmos como que planejando as nossas ações”. Essa compreensão levanta questionamentos de “como sermos uma igreja presente? Como anunciarmos o Reino de Deus? Como anunciarmos Jesus Cristo crucificado e ressuscitado nas diversas culturas, nas diferentes situações, nas tensões que muitas vezes existem?”. É nesse contexto “que podemos dar uma grande contribuição no sentido de sermos todos nós pessoas que escutam e porque escutam são capazes de perceber. Assim se pode anunciar o Reino de Deus. Assim se pode anunciar Jesus crucificado e ressuscitado”, reforçou o arcebispo. Prestar contas da Ação Evangelizadora O Documento Final do Sínodo norteou as discussões durante os dias de assembleia. Ele fornece pistas para que as igrejas do Regional Norte 1 identifiquem os caminhos a serem seguidos. O presidente do Regional enfatizou que é importante aprofundar o conhecimento desse documento principalmente quanto à prestação de contas da Evangelização. “Eu penso que aprofundada na nossa região ainda precisa muito a questão de fazermos uma avaliação, uma espécie de prestação de contas, não apenas financeira. Mas de como vai a nossa Ação Evangelizadora? Como estamos anunciando? Como somos presença?”, questionou o cardeal. Daí necessidade de que o caminho a ser percorrido seja de fazer que as comunidades se sintam “cada vez mais corresponsáveis pelo Anúncio, pela Evangelização, ao mesmo tempo também perceberem: não, aqui ainda precisamos caminhar, aqui ainda podemos dar mais, aqui ainda podemos participar mais”. E esse aspecto avaliativo “nos ajuda muito a sermos cada vez uma igreja mais viva, uma igreja mais presente, uma igreja mais consoladora, uma igreja mais samaritana, diante das dificuldades que existem”, destacou Steiner. Um processo coletivo A secretária executiva do regional, Ir. Rose Bertoldo, que coordenou a preparação da assembleia, avaliou o encontro como “um processo construído coletivamente e construído na Sinodalidade. Eu pude perceber que cada diocese, cada prelazia, as pastorais sociais, a vida religiosa que esteve presente, se sentiu construtora dessa Assembleia. Foi uma Assembleia de estudo, uma Assembleia muito leve, mas também com muita responsabilidade, que é a característica do Regional Norte 1”. Além disso, o Regional tem o desafio de continuar criando os processos que posteriormente se desdobrarão nas dioceses e prelazias, juntamente com as pastorais sociais e todos os organismos de participação. “E a gente vem estudando as diretrizes da ação evangelizadora que serão aprovadas em 2026 na Assembleia da CNBB Nacional, mas também já estamos apontando caminhos para a construção do nosso documento, as nossas diretrizes. A gente vai elaborar um documento inicial, já com as proposições que foram tiradas durante essa Assembleia, que depois serão complementados a partir das diretrizes nacionais e também dos encaminhamentos que a próxima Assembleia dará do documento”, explicou Ir. Rose Bertoldo. Conhecer o Documento Final Junto com isso, a expectativa é que as dioceses e prelazias continuarão a estudar o documento final do Sínodo da Sinodalidade. Esse processo continuado vai aos poucos moldando o futuro da Evangelização no Regional. “E essa é a ideia, é de dar a conhecer o documento para as nossas lideranças que estão lá nas comunidades. E também dar a conhecer tudo aquilo que a gente foi construindo como perspectiva de construção das novas diretrizes. Tendo esse olhar para a realidade, para o território do Regional Norte 1, que tem, assim, realidades que são comuns, mas também tem realidades que são específicas, dependendo de cada igreja local”, finalizou a secretária executiva.

Dom Altevir para 52° Assembleia do Regional: “Grande momento de participar”

O Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NORTE 1) inicia nesta tarde (15), sua 52° Assembleia. Dom José Altevir da Silva, Secretário do Regional, comentou as expectativas para o encontro que visto é como um “grande momento, porque a Assembleia do Regional é a única regional que não é a Assembleia, realmente, dos bispos, mas com a participação de todas as lideranças que são enviadas de Dioceses e Prelazias”. Nessa perspectiva, destaca a importância do Sínodo da Sinodalidade. Tendo em vista que ele “possa contribuir conosco, assim como também as próprias diretrizes que estão realmente a caminho, contribuir para que nós possamos formar também, ir construindo a nossa diretriz do próprio regional”. “Essa é uma grande expectativa que nós temos. E ajuda a participação de todos, a comunhão, a participação, a missão brotada em nossas igrejas locais, é a grande ferramenta para que essa Assembleia, como as demais, traga realmente seus frutos de uma verdadeira sinodalidade”, afirmou. A Igreja na Amazônia é Sinodal O Bispo de Tefé também enfatizou que “A igreja na Amazônia é uma igreja totalmente sinodal, porque ela vive do caminhar juntos.” Isto porque “Ninguém na Amazônia pode sobreviver sozinho. Por isso, nós vivemos da sinodalidade.” A sinodalidade presente nas dioceses e prelazias do Regional “E agora, especialmente com essa reflexão do Sínodo sobre a Sinodalidade, que está, de fato, diretamente presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, que está já na sua fase final para aprovação. Então, a gente percebe que a Igreja na Amazônia confirma cada vez mais a vivência sinodal dentro do seu trabalho, dentro da evangelização, desde os tempos primórdios”, explicou.

Encontro da Pastoral Carcerária da Prelazia de Tefé: um sinal de esperança e misericórdia

Nos dias 12 e 13 de setembro de 2025 aconteceu o Retiro da Pastoral Carcerária da Prelazia de Tefé. O objetivo do encontro, que contou com a presença de 20 participantes das paróquias de Tefé, Japurá, Fonte Boa e Maraã, foi organizar e fortalecer esta Pastoral na prelazia. Dias de convívio e aprendizado No encontro se fizeram presentes o bispo local, dom José Altevir da Silva, a coordenadora assessora da justiça restaurativa da Pastoral Carcerária Nacional, irmã Petra Silvia Pfaller, e o coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Norte 1, diácono Leonardo Lucas. Segundo os organizadores “foram dois dias de convívio e aprendizado e com certeza muito fecundos que animou os participantes.” No encontro foram escolhidos membros de referência para formarem uma equipe a nível de prelazia. Pastoral estruturada e organizada Dom José Altevir destaca a importância desse primeiro encontro para reorganizar a Pastoral Carcerária, dado que “até hoje não tinha uma pastoral organizada e não tinha representante da prelazia em outras instâncias”. O bispo destaca a presença da coordenação nacional e regional e da assessoria nacional, assim como o fato de ter sido criada uma equipe grande, bastante diversificada, com a presença de diversas paróquias, “com o intuito de organizar a Pastoral Carcerária, de modo que ela possa trabalhar como Pastoral Carcerária com toda sua estrutura, com toda sua organização”. Dom José Altevir salientou que “para nós é um sinal de esperança muito grande essa formação que houve neste final de semana.” Mais uma mostra de compromisso na prelazia de Tefé em vista de ser chama viva de esperança e da Misericórdia de Deus com todos os irmãos e irmãs encarcerados.