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Dia: 2 de fevereiro de 2026

Diocese de Parintins reafirma compromisso com catequese missionária

No dia 31 de janeiro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, a Diocese de Parintins realizou a Assembleia Diocesana da Catequese. Reunindo párocos, coordenadores paroquiais e representantes das paróquias, na presença do Bispo Diocesano, Dom José Albuquerque. A Assembleia reafirma o compromisso da Diocese de Parintins com uma catequese missionária, formativa e em comunhão com a Igreja. Durante o encontro, os participantes avaliaram o Relatório Anual de Atividades da Catequese. Em seguida, estabeleceram reflexões sobre os desafios pastorais e os encaminhamentos para o fortalecimento do trabalho catequético nas comunidades urbanas e, de modo especial, nas áreas rurais. A proposta é intensificar a construção de uma Evangelização cada vez mais próxima das realidades das comunidades da diocese. O compromisso pastoral Além disso, houve a partilha sobre a implantação da Escola Catequética para Catequistas, como caminho formativo para a instituição do Ministério do Catequista, fortalecendo a missão evangelizadora da Diocese. Outro ponto abordado foi o Manual de Proteção de Menores. O documento reafirma o compromisso da Igreja com o cuidado e a promoção de ambientes seguros. Na ocasião, foi apresentada a nova Coordenação Diocesana da Catequese, que assumirá a missão de conduzir os trabalhos nos próximos anos. Fotos e informações: Diocese de Parintins

Festa da Apresentação do Senhor marca início da Semana de Convivência no Seminário Arquidiocesano São José

No dia 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Seminário Arquidiocesano São José iniciou a Semana de Convivência da turma do primeiro ano do discipulado. A celebração reuniu formadores e seminaristas, abrindo oficialmente uma semana dedicada à integração, à adaptação e ao fortalecimento da caminhada vocacional. Ao todo, 16 jovens provenientes das prelazias e dioceses que compõem o Regional Norte 1 participam dessa experiência inicial. A Semana de Convivência acontece no período de 02 a 08 de fevereiro e antecede a abertura oficial do ano formativo de 2026, sendo um tempo oportuno para que os seminaristas conheçam mais de perto o cotidiano da vida no seminário, suas dinâmicas, valores e exigências. A integralidade do ser humano A programação da semana foi cuidadosamente pensada para contemplar diversos aspectos da formação, passando pela apresentação da metodologia formativa, pela vivência fraterna e pela reflexão sobre o perfil do seminarista inserido no contexto amazônico. Assim, pouco a pouco, os jovens são convidados a compreender que a formação não se limita ao estudo, mas envolve também a convivência, o serviço, a disciplina e o crescimento humano e espiritual. Durante a homilia, padre Marciney Marques, vice-reitor e formador da etapa da Configuração (Teologia), destacou que o seminário não deve ser entendido como um lugar de aprisionamento, mas como um verdadeiro despertar. Segundo ele, é por meio das normas, dos afazeres cotidianos e da vida comunitária que o seminarista aprende a responder com verdade e maturidade ao chamado que lhe foi confiado por Deus. Convivência e fraternidade O reitor do seminário, padre Pedro Cavalcante, também dirigiu palavras de encorajamento aos jovens. Ele recordou que Cristo os acompanhou desde o momento em que deixaram suas casas até a chegada ao seminário. Por isso, iluminados pela luz que irradia do próprio Cristo, os seminaristas são convidados a caminhar juntos, fortalecendo a caminhada mútua e construindo uma convivência marcada pela fraternidade e pela fé. Assim, à luz da Festa da Apresentação do Senhor, esta Semana de Convivência se apresenta como um tempo de graça, no qual cada seminarista é chamado a se deixar iluminar pelo Senhor, a acolher a formação com disponibilidade e a dar os primeiros passos firmes na construção de sua vocação sacerdotal, em sintonia com a realidade e os desafios da Igreja na Amazônia. Fotos e texto: Francisco Souza Junior

Diocese de Parintins realiza Ordenação Presbiteral e Diaconal

A Diocese de Parintins realizou a Ordenação Presbisteral do Diácono Lyvio Costa, e dos Diáconos Permanentes Adilson José dos Santos, Augusto Florivaldo e Edival Carneiro, pela imposição das mãos do Bispo Diocesano, Dom José Albuquerque. A celebração aconteceu no dia 31 de janeiro, na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins. Além de Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito da diocese, a ordenação contou com a participação do clero, seminaristas, agentes de pastorais, familiares e fiéis das diversas comunidades que compõem a diocese. Como Igreja em caminhada, elevamos nossas preces por estes irmãos, para que sejam fortalecidos na fé, na perseverança e no amor ao serviço do Reino de Deus. Segundo o Serviço de Animação Vocacional de Parintins, Pe Lyvio Costa será designado vigário paroquial da Paróquia São Pedro Apóstolo, no município de Maués. Fotos: Iago Barbosa e Izaías Linhares. Informações: Alvorada Parintins/ SAV Parintins

Djavan André é o novo padre da Diocese de Roraima

A Diocese de Roraima celebrou, no último sábado, 31 de janeiro, a Ordenação Presbiteral de Djavan André da Silva, pela imposição de mãos e a oração consecratória de Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da diocese. O momento reuniu diversos fiéis vindos de várias regiões do estado, incluindo comunidades do interior e terras indígenas, que acompanharam de forma participativa e emocionada este momento histórico para a Diocese. A celebração aconteceu na Catedral Cristo Redentor, no Centro Cívico de Boa Vista. Missão, cuidado e fidelidade ao povo Na homilia, Dom Evaristo destacou que a ordenação de Djavan é motivo de alegria para toda a Igreja que peregrina em Roraima, especialmente por se tratar de um filho do povo Macuxi, chamado a servir como presbítero no chão amazônico. O bispo ressaltou que o sacerdócio nasce da iniciativa de Deus e é sempre um chamado ao serviço, à proximidade e ao cuidado com o povo. “O presbítero, como o profeta, é chamado a ser sinal da presença de Deus que consola, que levanta os abatidos e que anuncia que a vida sempre tem sentido, mesmo em meio a dores e lutas. O padre não é dono do rebanho, mas o servidor e o cuidador. É chamado a conhecer suas ovelhas, caminhar com elas e dar a vida por elas”, afirmou Dom Evaristo. Ao comentar o Evangelho, no qual Jesus se apresenta como o bom pastor, o bispo exortou o novo padre a viver um ministério marcado pela fidelidade, pela coragem profética e pela defesa dos mais vulneráveis. “O padre não pode se deixar aliciar pelos lobos que atacam os pobres, os indígenas, os migrantes e a comunhão dentro da Igreja. O sacerdote é chamado a manter viva a chama da profecia”, destacou. Dom Evaristo também enfatizou que Djavan leva para o ministério sacerdotal a riqueza da cultura indígena, a língua macuxi, os símbolos e a história de seu povo, como um dom para toda a Diocese. Palavra do novo padre Pouco antes da celebração, Djavan André falou sobre a emoção de viver este momento ao lado das comunidades, amigos e familiares. “É com muita alegria que o meu coração se exulta. É um momento de comunhão, de realmente festejar juntos. Foram muitos anos de estudo e preparação. É toda uma caminhada de fé e de vida, buscando sempre fazer com que a vontade de Deus seja feita, seguindo Jesus Cristo”, afirmou. Durante a celebração, já como presbítero, Djavan também dirigiu uma palavra à assembleia e recordou que sua vocação nasceu ainda antes de seu nascimento. Ele relembrou a fé de sua mãe, que rezava dizendo que, se nascesse menina, seria irmã religiosa, e se nascesse menino, seria padre missionário. Em sua fala, destacou que, ao olhar para a Diocese de Roraima, reconhece que sua vocação também nasce desta terra, onde aprendeu a ser igreja e a viver a fé de forma comunitária. Disse que leva consigo uma experiência viva construída no chão amazônico, especialmente a partir da convivência e do aprendizado com os povos indígenas. Caminhar junto com o povo Ao assumir o ministério sacerdotal, Djavan afirmou que deseja ser um padre que escuta, que ajuda e que serve, fazendo do seu ministério um sinal de comunhão e uma ponte entre culturas. Segundo ele, o compromisso é caminhar junto com o povo, para que, unidos, seja possível construir uma igreja cada vez mais fraterna e sinodal. Djavan nasceu em 12 de abril de 1997, na Comunidade Indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Filho de Djacir Melquior e Sarlene André, construiu sua vocação a partir da vivência comunitária, da fé simples aprendida nas comunidades e da caminhada missionária da Igreja em Roraima. Durante a celebração, Djavan também recebeu homenagens das comunidades indígenas, que o presentearam com símbolos da cultura de seu povo, entre eles um cocar, gesto que expressa o carinho, a gratidão e a comunhão entre fé, cultura e missão. Sobre a missão após a ordenação, o novo padre informou que seguirá atuando, inicialmente, na Área Missionária Santa Rosa de Lima, dando continuidade ao trabalho pastoral já desenvolvido. Acolhida no presbitério A missa de ordenação presbiteral é uma das celebrações mais solenes da Igreja Católica, marcada por ritos de simbolismo. Entre os momentos centrais estiveram a apresentação e eleição do candidato, a Ladainha de Todos os Santos, quando Djavan se prostrou em sinal de entrega e humildade, a imposição das mãos pelo bispo e pelos presbíteros presentes, a prece de ordenação e a unção das mãos com o óleo do Santo Crisma. O novo presbítero também recebeu o abraçado do bispo e demais padres, simbolizando sua acolhida no presbitério, a entrega do pão e do vinho, sinais da missão sacerdotal, as vestes próprias do sacerdote e concedeu a primeira bênção aos pais. Ao final, já como presbítero, Djavan concelebrou a Eucaristia pela primeira vez. Um sinal de fortalecimento Durante a celebração, a assinatura da Ata da Ordenação Presbiteral oficializou o rito sacramental realizado na Catedral Cristo Redentor. O documento registrou a presença de Dom Gonzalo Alfredo Ontiveros Vivas, bispo do Vicariato Apostólico de Caroní, na Venezuela, além de presbíteros, diáconos, religiosas, religiosos, fiéis leigos e leigas das paróquias, áreas missionárias e missões indígenas, bem como autoridades civis e militares. Dom Gonzalo destacou a importância do fortalecimento das vocações para a vida e a missão da Igreja. “É motivo de grande alegria estar presente nesta celebração. O fortalecimento da Igreja passa pelas vocações sacerdotais, religiosas e pela vida consagrada, algo que nunca podemos descuidar, mas que precisamos fortalecer cada vez mais. Que o Senhor continue multiplicando as vocações para levar a Palavra de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo a todos os lugares e a todas as pessoas”, afirmou. Na ata, a Chanceler da Cúria, Irmã Sofia Quintáns, destacou a ordenação de Djavan como sinal de esperança e expressão de uma Igreja verdadeiramente universal, aberta às culturas e fiel à missão de anunciar o Evangelho. Com a ordenação de Djavan André, a Diocese de Roraima retoma as ordenações presbiterais e…
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Cardeal Steiner: trilhar o “caminho das bem-aventuranças, a realização, a uma vida de plenitude”

No o 4º domingo do Tempo Comum, 1º de fevereiro, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a celebração das 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. A Liturgia do dia recordou as bem-aventuranças ensinadas por Jesus às multidões que o procuravam para ouvi-lo. Em sua homilia o cardeal explicou que o Evangelho mostra o convite de Jesus para trilhar o “caminho das bem-aventuranças, a realização, a uma vida de plenitude”. “Bem-aventurados, bem-aventuradas, porque chamados a viver o Reino de Deus, de sermos com Jesus, pobres em espírito, consolados, mansos herdando a terra da mansidão e da bondade, com fome e sede de justiça, misericordiosos, puros de coração, provedores da paz, filhos de Deus, herdeiros do Reino de dos Céus, tomados pela grandeza de sermos seguidores e seguidoras de Jesus, no Reino de Deus”, disse o cardeal Steiner. Somos chamados por Deus O arcebispo destacou a que na primeira leitura, o profeta Sofonias diz que “somos chamados à vida de justiça e humildade”. Esse convite conduz a buscar proteção de Deus como “um povo pobre e humilde, que busca refúgio no Senhor”, mas também convida a uma “conversão e aceitar as riquezas de Deus”. Na segunda leitura, cardeal Steiner recordou que São Paulo aponta para um “despertar e acordar”. “É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós sabedoria de Deus, justiça, santidade e redenção”, destacou Steiner.  Esse horizonte apresentado por Paulo coloca que “quem se gloria deve gloriar-se no Senhor. Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus”, onde o cardeal indagou aos presentes a refletirem a que foram chamados. As bem-aventuranças definem o nosso modo de viver A seguir, o trecho da Homilia do Cardeal Leonardo Steiner: Jesus, rodeado por uma multidão, se dirige aos seus discípulos. Ensina que as Bem-aventuranças definem nosso modo de viver. Sermos discípulos, discípulas, de Jesus é o caminho dos bem-aventurados, bem-aventuradas. Na bem-aventurança somos convidados a perseverar, caminhar, ousar fidelidade, não olhar para trás quando na aflição, na pobreza, na fome, na perseguição, no desconsolo, na injustiça. Perseverar, caminhantes, semeando a paz, espargindo misericórdia, habitando a mansidão, movendo os pés e o coração quando os olhos já não enxergam mais a Deus, ofuscados pela violência e o desespero.Bem-aventurados vós, pobres. Papa Francisco nos ensinava que Jesus diz duas coisas sobre os seus: que são bem-aventurados e que são pobres; aliás, que são bem-aventurados porque são pobres. Em que sentido? No sentido em que o discípulo, a discípula de Jesus não encontram a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros bens materiais, mas nos dons que recebe todos os dias de Deus: vida, criação, irmãos e irmãs, a natureza, o sol, chuva, os lírios do campo. Mas também que recebe dos irmãos e das irmãs: bondade, solidariedade, incentivo, perdão. São as dádivas que fortalecem os passos, fazem perseverar no caminho. Mas também, os bens que possui. A felicidade de partilhar, porque vive na lógica da bondade e do amor de Deus. E qual é a lógica de Deus? A gratuidade. Os discípulos aprendem a viver na gratuidade. Esta pobreza é também uma atitude em relação ao sentido da vida, porque o discípulo de Jesus não pensa que a possui, que já sabe tudo, mas sabe que deve aprender todos os dias, que é a vida que o possui e alimenta. E esta é a pobreza: a consciência de ter de aprender todos os dias. “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. A aflição de fazer o bem, de espargir a cordialidade, uma aflição casta e sadia! Uma aflição no cuidado com os necessitados, os desvalidos.“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”. Os mansos que realmente a habitam, moram, pois sem destruição, sem violência. A mansidão própria dos filhos e filhas de Deus. Não responde à violência com violência ainda maior, a agressão com a morte. Os mansos têm o modo da espera de Deus. Tudo na correspondência de um amor, de fraternidade universal. “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Aquela fome de todos receberem e viverem na justiça, na equidade, na dignidade de filhas e filhos de Deus. Uma fome e sede de despertar a todos para o bem, a verdade, a bondade, a mansidão, para o perdão, para o diálogo, para a cordialidade. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. Um coração cheio de comiseração, compaixão, proximidade, conforto esperançado. Uma pessoa que transpira o modo de ser de Deus que é misericórdia e compaixão.“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Límpidos, transparentes, não sem mancha, sem pecados, mas água límpida que deixa ver o fundo de nós mesmos assim como somos. Porque diante de Deus somos o que somos, não podemos mentir. E naquilo que somos e somos, deixamo-nos nos transformar por Ele.“Bem-aventurados os que provem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. Os que semeiam no meio da violência, da guerra, da morte, a fraternidade, a justiça, a misericórdia, a dignidade. Uma pessoa cultivadora da vida, cuidadora da vida capaz de aproximar as pessoas nos conflitos, permanecendo no diálogo mesmo na tensão e na discórdia.“Bem-aventurados os que são perseguidos, por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus”. O reino dos Céus é dos justos, dos equânimes, dos cultivadores do amor gratuito, mesmo quando perseguidos e caluniados. Permanecer na fidelidade do Evangelho, sem amarras, na liberdade dos filhos e filhas de Deus.“Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim”. Tudo por causa da beleza do Reino de Deus do qual fomos recebidos e do qual vivemos. A vida de Jesus. Jesus crucificado-ressuscitado.Felizes, Bem-aventurados! “Felizes os que tem espírito de pobre”, os que sabem viver com pouco, com o suficiente, como o que concede dignidade, confiando sempre em Deus. Felizes as comunidades eclesiais com a força e alma de pobre, porque estará atenta e a serviço dos necessitados…
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