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Domingo de Ramos: Contemplar o rosto de Jesus no rosto dos sofredores de hoje

Com motivo da Solenidade do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Ir. Cidinha Fernandes afirma que “certamente muitas memórias retornam a nós: as caminhadas, os ramos verdes, muitas vezes medicinais, carregados por nossos pais, avós; a intrigante imagem do jumentinho, o contraste de uma entrada triunfal em Jerusalém em que Jesus é aclamado rei do universo, seguida logo depois com a proclamação da paixão do Senhor”. A religiosa Catequista Franciscana faz um convite a que “abramos o nosso coração para iniciarmos esta semana santa caminhando com Jesus que adentra a cidade de Jerusalém, ali contemplaremos o mistério pascal, sua Paixão, Morte e Ressurreição”. Analisando a passagem do Evangelho de Mateus 21, 1-11, a religiosa diz que “nos conta o início deste caminhar, Jesus é aclamado pela multidão que, reconhecendo sua realeza enfeitam o caminho com suas vestes e ramos de oliveiras gritando: ‘Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!’ Ao entrar em Jerusalém a cidade se agita e começa a perguntar ‘Quem é este homem?’”. “A resposta a esta pergunta vamos encontrar nas leituras de Isaias, Filipenses e na narração da paixão”, afirma a religiosa.  Segundo ela, “em Isaías, já podemos ouvir o servo sofredor, sua dor e fidelidade, a confiança num Deus que é auxiliador. E o que dizer da Carta de São Paulo aos Filipenses, uma verdadeira descida a essência de quem é este Jesus: convite ao esvaziamento, o assumir a condição de servo, a humilhação, obediência até a morte de Cruz. Este é o Jesus que é o Senhor. O servo obediente, o rei do jumentinho da paz e não dos cavalos de guerra”. Falando do relato da Paixão, a Ir. Cidinha repara na frase: “Meus Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, destacando que “a Palavra de Deus nos convida neste domingo a um profundo silêncio, um silêncio necessário diante da morte anunciada de um inocente; o silêncio para compreender a multidão que aclama que Jesus é Rei e do esquema político que o leva a morte; o silêncio acolhedor de um Jesus, o servo sofredor que é obediente ao pai, até o fim”. A religiosa destaca que “nesta semana vamos caminhar de forma orante com Jesus, contemplando o seu rosto no rosto dos sofredores de hoje: os povos originários na luta e defesa da casa comum, imigrantes, famintos de pão, mulheres vítima de tantas formas de violência, jovens sem estudo, trabalho ou falta de sentido de vida, desempregados, refugiados, as vítimas da guerra…e tantos outros e outras”. Ela pergunta: “Vamos buscar na realidade da nossa comunidade, do nosso bairro, da nossa cidade, quem precisa de nós? Com quem estou disposta a caminhar até o calvário?” “Jesus, encontrou no caminho da Paixão e da Cruz pessoas solidárias, Cirineu, Verônica, Madalena, outras mulheres e Maria que não arredaram pé da Cruz, permaneceram com ele até o fim. Somos convocadas por Jesus a não abandonar os sofredores de hoje, precisamos permanecer firmes, não arredar pé, porque acreditamos na vida, somos mulheres e homens da Ressurreição.  Precisamos permanecer incansáveis, obedientes ao pai, até a aurora da Ressurreição”, lembra a Ir. Cidinha. Finalmente, ela deseja “uma boa caminhada de fé para todos nós e nossas comunidades. Que estejamos juntos, fortalecendo a fé, a esperança e o amor, fazendo a travessia da morte para a vida, porque a morte é uma realidade, mas a Ressurreição é nossa certeza!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Missa dos Santos Óleos na Diocese de Borba

A Missa da Unidade – Santos Óleos da Diocese de Borba aconteceu neste último dia 30 deste mês de março de 2023. Todo o clero e paroquianos de todas as comunidades da Diocese reuniram-se na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, também chamada de Catedral Ecológica borbense. Na celebração dois pontos marcaram o momento; a Benção dos Santos óleos, que são os óleos do Crisma, dos Enfermos e do Batismo e a Renovação das Promessas Sacerdotais na presença do Bispo Diocesano Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. O Óleo do Santo Crisma marca a plenitude do Cristão, que deve irradiar a presença do Espírito Santo, assim, com o perfume de Cristo, a mancha da culpa é apagada e a unção do Crisma traz a serenidade da purificação. O Óleo do Crisma é o Óleo da Alegria, assim declarou Dom Zenildo. O Óleo dos enfermos foi conduzido ao altar por um Diácono. Neste óleo, o Bispo Diocesano explicou que está a fortaleza do cristão em tempos de dor, cura dos enfermos e alívio em sua páscoa, e na bênção do Óleo do Batismo ou Óleo dos Catecúmenos, a prece oracional indicava o dom da força aos catecúmenos. No Batismo o cristão é confirmado na fé, recebendo a sabedoria e as virtudes divinas.   Na homilia feita por Dom Zenildo foi destacado “que a igreja de Cristo estava reunida para ouvir a voz do Senhor. Como operários colaboradores e servos, uma vez que a unção dos Santos Óleos perpassa pela cura, pela santificação e pelo serviço. O Bispo Diocesano frisou as “luzes desta nova Diocese como; a Escola Diaconal, a criação das Foranias, a abertura dos Congressos Forânicos em um Ano Vocacional que segue a cultura vocacional.” Assim, na Renovação das Promessas Sacerdotais, outro ponto forte do momento, os sacerdotes renovaram suas promessas presbiterais perante o Bispo e o povo de Deus. O presidente da celebração apontou que “o Sacerdote é convidado a viver o ministério profundo de amor.” “O padre tem que exalar o cheiro das ovelhas,” como disse o Santo Padre, o Papa Francisco. Assim como no evangelho, que Jesus inicia a vida pública dizendo“O Espírito do Senhor está sobre mim”. Dom Zenildo Também colocou que a celebração dos Santos Óleos concluiu dois dias de intensa oração, sonhos e projetos iluminados pelo Espírito Santo de Deus, recordando as reuniões do Clero, CRB e dos Vigários Forâneos que aconteceram nos dias 29 e 30 de março, para alinhamento das demais missões que ocorrerão neste semestre. Após a celebração, o Bispo Diocesano convidou toda a comunidade presente para um jantar de confraternização no Seminário Nossa Senhora Aparecida, concluindo assim o momento de verdadeira unidade fraternal. Diocese de Borba – AM  Coordenação Diocesana da Pastoral de Comunicação – PASCOM

Síntese Fase Continental na América Latina e Caribe: “Esperança crescente de um novo tempo para a Igreja”

“É possível caminhar com Cristo no centro e deixarmo-nos guiar pelo Espírito de Deus. Temos a esperança crescente de viver já um novo tempo para a Igreja“. Com estas palavras de um dos participantes da Fase Continental do Sínodo, começa a Síntese da Fase Continental do Sínodo da Sinodalidade na América Latina e Caribe, refletindo o entusiasmo que o processo suscitou. Uma síntese em 107 parágrafos, que reúne o que foi vivido numa Igreja de experiências participativas e que é alimentada pela diversidade social e cultural de cada região, o que motivou a realização de 4 encontros regionais nos quais participaram 415 pessoas, de acordo com a população de cada país e a diversidade dos ministérios eclesiais, reunindo 423 sínteses com intuições, tensões e temas a aprofundar, aos quais se juntou o resultado de algumas outras realidades. Os encontros foram marcados pela espiritualidade, um clima de encontro com Deus e um sentido de comunidade fraterna para além da diversidade. O que foi reunido foi utilizado para a elaboração desta síntese, realizada de 17 a 20 de março na sede do Celam, que foi feita com base no discernimento à luz do Espírito, cujo resultado foi apresentado aos secretários-gerais e presidentes das conferências episcopais, na presença do Cardeal Jean-Claude Hollerich S.J., relator do Sínodo; Dom Luis Marín de San Martín, subsecretário da Secretaria Geral do Sínodo; e o P. Giacomo Costa, coordenador da Comissão Preparatória do Sínodo. Começando pela Introdução, que aborda a questão de uma Igreja numa chave sinodal, e na qual se destaca a longa história da vida conciliar, sinodal e colegial no continente, o texto é dividido em 8 partes, tentando responder à pergunta da Secretaria do Sínodo: “como é que este ‘caminhar juntos’, que permite à Igreja proclamar o Evangelho, de acordo com a missão que lhe foi confiada, se realiza hoje a vários níveis (do local ao universal) e que passos nos convida o Espírito a dar para crescer como Igreja sinodal?”. O primeiro ponto da Síntese fala do papel de liderança do Espírito numa Igreja sinodal, que desde Pentecostes “a leva a fluir e a percorrer a história com relevância e significado e que a conduz pelos caminhos da renovação e do futuro”, encorajando-a a uma autêntica conversão, procurando superar “a tentação do intimismo, fundamentalismos e ideologias que nos fazem disfarçar de querer Deus quando são a busca de interesses particulares”. Num segundo momento, é abordada a sinodalidade do Povo de Deus, sempre num caminho de esperança, um povo peregrino “que percorre a vida em busca da felicidade”. A partir daí, insiste-se que “o Povo de Deus a caminho é o tema da comunhão sinodal”, sublinhando que “a sinodalidade ajuda-nos a ser uma Igreja mais participativa e corresponsável”. Uma comunidade de irmãos e irmãs, “chamados a ser sujeitos ativos, participando no único sacerdócio de Cristo”. A sinodalidade, como se afirma na terceira secção, é a forma de ser e de agir na Igreja, a partir da catolicidade de um rosto pluriforme, que tem como fonte de vida e inspiração para discípulos missionários, a Eucaristia, a Palavra de Deus, a religiosidade popular. Esta Igreja sinodal tem de assumir na sua forma de ser e agir um discernimento comunitário baseado na escuta mútua do Espírito e no diálogo verdadeiro e confiante, algo que tem como método de conversa espiritual, com o qual intuições, tensões e prioridades emergem, permitindo-nos falar livremente sobre questões desconfortáveis e dolorosas, numa experiência de relação horizontal. Uma Igreja missionária sinodal é o elemento presente no quarto ponto, que mostra a urgência de “estruturas que assegurem uma sinodalidade missionária, incluindo todos os membros da periferia”. Uma Igreja missionária ao serviço da fraternidade universal, que dá continuidade à “missão de Jesus, contribuindo para o crescimento do Reino”. Uma missão que não é proselitismo, é “a proclamação alegre e gratuita de Jesus Cristo e do seu mistério pascal a toda a humanidade, numa relação intercultural”, encarnando o Evangelho nas culturas através da participação de todos os batizados, superando uma Igreja preocupada em resolver problemas internos e uma evangelização centrada no pecado, que reconhece o papel da mulher na transmissão da fé. A quinta secção reflete sobre a sinodalidade como um compromisso socioambiental num mundo fragmentado. Isto baseia-se no fato de que a sinodalidade motiva a Igreja a sair de si mesma e a colocar a si própria e toda a sua missão ao serviço da sociedade. A realidade do continente é analisada, fragmentada, desigual, com marginalização e exclusão, com forte polarização ideológica e política, denunciando “o distanciamento das Igrejas locais da realidade”, perante o qual se mostra que uma Igreja sinodal é chamada a “ser uma Igreja mais profética e samaritana”, chamada a “ouvir o grito dos povos e da terra”, com um agir ecuménico e inter-religioso, que também deve ser levado a cabo no mundo digital. A conversão sinodal e a reforma das estruturas ocupam a sexta secção, uma dinâmica a que o Concílio Vaticano II apela e que o Papa Francisco recuperou, algo que provoca tensões, mas que também exige processos e espaços de escuta, diálogo e discernimento que conduzam a uma autêntica sinodalização de toda a Igreja, o que requer formação em diferentes áreas, também de seminaristas, e a obrigação dos diferentes Conselhos nas dioceses e paróquias. Vocações, Carismas e Ministérios numa chave sinodal é uma reflexão presente na sétima secção, insistindo na sua diversidade e no fato de que “a Igreja é um Povo profético, sacerdotal e de serviço real, onde todos os seus membros são súbditos”, com uma grande diversidade de ministérios. Isto exige “um profundo discernimento comunitário sobre quais os ministérios a criar ou promover à luz dos sinais dos tempos, especialmente entre os leigos”, que deve levar  a “participar nas instâncias de decisão aos leigos e, especialmente, as mulheres e jovens”, ajudando a superar o clericalismo, entendido como a expressão do autoritarismo clerical. Por esta razão, apela a um repensar do modelo de ministério ordenado. Finalmente, a oitava secção contém as contribuições do itinerário sinodal da América Latina…
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Encontro Diretores Espirituais: Integrar as dimensões do futuro presbítero “através de uma espiritualidade sólida”

O Mosteiro de Itaici acolheu de 27 a 30 de março o Encontro Nacional para Diretores Espirituais, com o tema “Espiritualidade: um caminho privilegiado para o crescimento integral da pessoa”, realizado pela Organização de Seminários e Institutos do Brasil, visando a atualização daqueles que assumem esse serviço na formação, que contou com a presença de 120 padres de todo o Brasil. Segundo informou a TV Rede Vida, o encontro “enfatiza a espiritualidade como base de formação e também de acompanhamento durante a vida do sacerdote”. O encontro contou com a assessoria de Dom Cícero Alves de França, Bispo auxiliar de São Paulo, que definiu a vocação como “atender esse convite de querer ser outro Cristo, de querer viver de Cristo, passando pelas cruzes, ajudando os outros a carregar também as suas próprias cruzes, mas tendo sempre como meta a Ressurreição”. Um encontro que quer “poder valorizar o papel, a missão desses que nos ajudam muito a fazer com que a formação seja sempre integrada”, segundo Dom José Albuquerque de Araújo. O Bispo da Diocese de Parintins, que é membro da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), insistiu em que “todas as dimensões da pessoa, ou seja do futuro presbítero, precisam ser integradas através de uma espiritualidade sólida, concreta e em sintonia com o Magistério da Igreja”. Uma formação que atinge toda a vida do presbítero, segundo o Padre Vagner Moraes. Segundo o Presidente da OSIB “o Seminário é o período mais curto da nossa vida presbiteral, porque ela tem 8 anos de formação e depois a vida inteira de formação”. Já o Secretário da OSIB destacou que “é impossível uma pessoa ser padre sem ter feito uma experiência de vivência concreta com a pessoa de Jesus”. O Padre Carlos Henrique Santos disse que “quando chegarem nas comunidades paroquiais, que eles possam testemunhar, de forma muito viva e concreta nessas comunidades, aquilo que eles experimentaram no seu processo formativo”. Por sua parte, o padre Edgar Rigoni, vice-presidente da OSIB ressaltou que “quando nós olhamos este momento formativo para os diretores espirituais de nossas casas formativas, a importância de preparar bem os nossos formandos que amanhã vão trabalhar bem com as nossas lideranças laicais”. Desde a Comissão para os Ministérios Ordenados e a vida Consagrada da CNBB, o Padre João Cândido lembrou as palavras do Papa Francisco, que diz que “o Evangelho nos propõe a amizade com Jesus e o amor fraterno. Toda espiritualidade é cultivar essa relação de amizade com Jesus”. Dentre os participantes do encontro, o Padre Cláudio Gonçalves, da Diocese de Ruy Barbosa (BA), destacou que “os dilemas enfrentados na direção espiritual estão muito ligados à área da afetividade, da sexualidade, às vezes à dificuldade de se manter durante todo o período de formação devido a algum desânimo”. Por sua parte, o Padre Denilson Francisco Nogueira, da Arquidiocese de Olinda-Recife (PE), disse que “o estilo de vida de Jesus deve ser o nosso estilo de vida, e isso vai acontecendo com o tempo, com nossa caminhada, com nossa vida de vocacionado”. Finalmente, o Padre Vandoir Antônio dal Berto, da Diocese de Campo Limpo (PR), destacou que “todo vocacionado se sente no interior, no coração tocado por Deus”.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Diocese de Coari celebra Missa dos Santos Óleos

No dia 29 de março, dentro da reunião semestral do clero da Diocese de Coari, realizada na Paroquia Nossa Senhora de Nazaré, em Manacapuru, de 27 a 30 de março, aconteceu a celebração da Missa dos Santos Óleos e a Renovação das Promessas Sacerdotais. Esta celebração acontece na Quinta-feira Santa pela manhã, mas diante das necessidades pastorais e as grandes distâncias entre as paróquias, a Diocese de Coari acostuma a realiza-la uma ou duas semanas antes, cada ano numa paróquia diferente. Durante a homilia, Dom Marcos Piatek, depois de refletir sobre as leituras bíblicas, frisou a importância da vocação presbiteral e agradeceu aos presbíteros pela vida doada a Deus, à Igreja de Coari e pela grande obra missionaria que realizam na diocese. Junto com isso, o Bispo convidou a todos para rezar pelos nossos presbíteros e a fomentar ainda mais a cultura vocacional nas famílias e comunidades. No final da Eucaristia os padres receberam os Santos Óleos e o texto do novo Plano Diocesano de Pastoral 2023 – 2027. No âmbito do 3º Ano Vocacional, que a Igreja do Brasil está vivenciando, o clero refletiu e partilhou junto, num clima de comunhão e de sinodalidade, sobre a vida e missão presbiteral na Diocese de Coari. Durante o encontro foi anunciado a criação de uma nova paróquia na cidade de Manacapuru, a Paroquia de Sant’Afonso, que será fundada dia 1º de agosto de 2023. A próxima reunião semanal do Clero está marcada para o mês de agosto de 2023 na Paroquia Nossa Senhora de Nazaré, em Beruri. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Pastorais e organismos do Regional Norte1 partilham a caminhada e vislumbram perspectivas

A coordenação das pastorais e organismos com representatividade em nível regional se reuniu no dia 30 de março na sede do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), para avaliar a caminhada no início deste ano 2023. A coordenação de cada pastoral e organismo foi partilhando essa caminhada, relatando em quantas igrejas particulares se faz presente cada uma das pastorais, e como está sendo realizado o trabalho nas diversas perspectivas que fazem parte da caminhada de cada pastoral. As pastorais presentes no encontro foram a Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Criança, Pastoral do Menor, Caritas, Pastoral do Migrante, Pastoral Litúrgica, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da AIDS, Comissão Pastoral da Terra, Conselho Regional do Laicato, Comunidades Eclesiais de Base, Pastorais Sociais, Conselho Missionário Regional, Pastoral Carcerária, Comitê REPAM Manaus, Pastoral da Juventude e Pastoral da Comunicação. O encontro foi oportunidade para partilhar os passos dados por cada uma das pastorais e organismos, mas também os desafios e dificuldades a serem enfrentados, devidos às grandes distâncias, falta de internet de qualidade, que impede a participação em reuniões on-line e o desenvolvimento do trabalho, a falta de recursos e de pessoas para assumir o trabalho das pastorais. Tudo isso dentro do processo sinodal que a Igreja universal está vivenciando e que marca a caminhada das pastorais e organismos. Se trata de buscar como umas pastorais podem ajudar as outras no trabalho cotidiano, sobretudo nas visitas que cada pastoral faz em cada uma das dioceses e prelazias, buscando assim o fortalecimento do trabalho em rede Um momento importante para o Regional Norte1 ao longo deste ano é o V Congresso Missionário Nacional, com 120 vagas para o Regional, como foi informado pelo representante do Conselho Missionário Regional (COMISE), como foi decidido nos encontros que aconteceram nos últimos dias em Brasília. Junto com isso, o Regional Norte1 vai realizar sua 50ª Assembleia Regional. Ambos os momentos demandarão o envolvimento de todas as pastorais e organismos, como foi enfatizado pela Ir. Rose Bertoldo, Secretária Executiva do Regional Norte1, que destacou a muita vida envolvidas nas pastorais e organismos do Regional. O Encontro das Pastorais Sociais, que acontece todo ano, será realizado em 2023 de 15 a 18 de junho, buscando assim contribuir na formação de lideranças no campo sociopolítico, querendo assim voltar às bases para a formação da consciência política do povo. Será uma oportunidade para partilhar aspectos significativos de formação e compromisso sociopolítico que cada pastoral realiza. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Novo Plano Diocesano de Pastoral 2023-2027 na Diocese de Coari: Instrumento de evangelização integral

A Diocese de Coari acaba de dar a conhecer seu novo Plano de Pastoral 2023-2027, um fruto das Assembleias Diocesanas de Pastoral realizadas em 2021 e 2022. O novo plano tem como finalidade a evangelização integral. O documento foi promulgado por Dom Marcos Piatek, no dia 19 de março de 2023, na solenidade de São José, Padroeiro da Igreja Universal, e foi entregue ao clero da Diocese de Coari na celebração da Missa dos Santos Óleos e da Renovação das Promessas Sacerdotais, realizada em 29 de março na cidade de Manacapuru. No dia 09 de abril de 2023, o novo Plano Diocesano de Pastoral chegará às paroquias da diocese.  O Plano Pastoral leva em consideração o ensinamento do Papa Francisco na Exortação Pós Sinodal Querida Amazônia, as orientações das Diretrizes Gerais da CNBB  (DGAE 2019-2023), as reflexões contidas no Documento de Santarém 50 anos – 1972-2022, as pistas pastorais das Diretrizes da Ação Evangelizadora do Regional Norte 1 da CNBB 2022-2024 e, sobretudo a especificidade da Diocese de Coari, segundo Dom Marcos Piatek. O Bispo da Diocese de Coari insistiu em que “o novo plano pastoral foi elaborado com o intuito de ser um referencial para o planejamento e ação pastoral em nossa Igreja Particular. É fruto daquilo que foi escutado, refletido, rezado, partilhado, discernido e aprovado”. O Plano Diocesano de Pastoral 2023-2027 da Diocese de Coari está dividido em seis capítulos, precedidos da Apresentação e a Introdução. No primeiro capitulo é abordada a questão das Comunidades Eclesiais Missionárias na Diocese de Coari; o capítulo segundo reflete sobre a Diocese de Coari, uma Igreja discípula missionária; no terceiro momento é apresenta a Diocese de Coari como uma Igreja discípula da Palavra; o capítulo quarto aborda a questão da Diocese de Coari, uma Igreja servidora e defensora da vida; no quinto capítulo, a Diocese de Coari, uma Igreja irmã da criação; e finalmente, o último capítulo aborda a questão da Diocese de Coari uma Igreja celebrante e contemplativa. O texto é encerrado com as Considerações Finais. Segundo Dom Marcos Piatek, “agora temos a tarefa de realizar o que decidimos e planejamos”. Para isso, o Bispo da Diocese de Coari pede “que a Santíssima Trindade nos inspire e acompanhe na nossa missão de anunciar e testemunhar a Boa Nova do Reino de Deus no meio da nossa diocese”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

2023: Um ano profundamente missionário na Arquidiocese de Manaus

A Igreja de Manaus sempre foi missionária, mas 2023 se tornou um ano em que o chamado a viver a missionariedade tem sido redobrado. O ano começou com a Primeira Experiencia Missionária de Seminaristas, “Pés a Caminho”, realizada de 05 a 17 de janeiro, com a presença de 280 missionários e missionárias, que conheceram a realidade das comunidades, áreas missionárias e paróquias da Arquidiocese de Manaus, da Diocese de Coari e da Prelazia de Itacoatiara. Na última sexta-feira, 24 de março, foi lançado o V Congresso Missionário Nacional, que será realizado na Arquidiocese de Manaus, de 10 a 15 de novembro do presente ano. Mais uma oportunidade para enfatizar o chamado a sermos uma Igreja missionária em saída, que se faz presente na vida do povo, especialmente na vida das pessoas que vivem nas periferias geográficas e existenciais. A missão faz parte da natureza da Igreja, uma Igreja que não é missionária, que vive fechada dentro de si próprio, é uma Igreja condenada a morrer, a ir se acabando aos poucos. Desde o testemunho missionário, as pessoas vão conhecendo e se apaixonando com o jeito de Jesus. É por isso que a Igreja do Brasil faz no V Congresso Missionário Nacional um chamado a seguir o convite de Jesus Cristo, que diz aos seus discípulos: Ide até os confins do mundo! Como discípulos e discípulas missionários somos chamados a entender que esse convite é dirigido a cada um e a cada uma de nós, como algo que faz parte da vida de todo batizado. Pelo Batismo recebemos o chamado à missão, a testemunhar com a nossa vida Àquele que dá sentido a nossa existência. Desta vez, tanto na Experiência dos Seminaristas como no V Congresso Missionário Nacional, a Arquidiocese de Manaus é a Igreja que acolhe, sendo chamada a descobrir naqueles que chegam a presença desse Deus que se faz presente naqueles a quem Ele envia. Acolher os missionários é acolher Jesus que chega em missão e se faz presente em seu testemunho de vida, mas também é um incentivo a aprofundar no chamado a sermos missionários e missionárias que cada um de nós recebe pelo Batismo. Se faz necessário entrar no caminho da conversão missionária, cada um de nós em nível pessoal, mas também como Igreja, como comunidade cristã que vivencia sua fé com aqueles que por diferentes motivos ainda não conheceram o que significa Deus na vida da gente ou se distanciaram e deixaram de vivenciar sua fé em comunidade. Ser missionários nos possibilita poder fazer Deus e a Igreja presentes na vida dos outros e ajudá-los a entender que caminhar com Deus em comunidade transforma a vida da pessoa e ajuda a avençar no caminho da felicidade. É tempo de missão, de colocar os pés a caminho, de ir, desde a Igreja local até os confins do mundo. Que cada um de nós e todos juntos como Igreja local não deixemos passar esta oportunidade para ser aquilo que é fundamento de nossa vida como discípulos e discípulas: sermos missionários e missionárias. Você topa? Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Seminário prepara 5º Congresso Missionário Nacional: lutar para que a vida se torne missão

A Igreja do Brasil se prepara para o 5º Congresso Missionário Nacional, que será realizado na Arquidiocese de Manaus de 10 a 15 de novembro de 2023. Após o lançamento do Congresso, que aconteceu na última sexta-feira, 24 de março, está sendo realizado o Seminário de preparação, que tem como tema “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo”, e como lema “Corações ardentes, pés a caminho”, inspirado na passagem do capítulo 24 do Evangelho de Lucas, onde relata o caminhar dos discípulos de Emaús. Do Seminário participam umas 60 pessoas de todos os regionais que fazem parte da Igreja do Brasil, bispos, presbíteros, representantes da Vida Religiosa e do laicato, dentre eles vários representantes do Regional Norte1 da CNBB. Um espaço de reflexão e de oração que possa ajudar na preparação de um momento importante numa Igreja em saída missionária. A reflexão teve como ponto de partida “A responsabilidade da Igreja local pela missão aos confins do mundo”, com a assessoria do Padre Antônio Niemec, destacando a importância da Igreja local como espaço privilegiado de viver a Igreja no mundo, que se faz presente na Igreja local, insistindo em que a missão não é para um grupo específico, mas para todos os batizados. Em relação à espiritualidade missionária, a Ir. Regina da Costa Pedro, partindo da imagem dos pés a caminho, ressaltou que a animação missionária é lutar para que a vida se torne missão, e isso passa por uma espiritualidade profética, social, que leva a descobrir no sofrimento do cotidiano do povo o sopro do Espírito, chamando a assumir a espiritualidade, deixando de lado o espiritualismo. Tendo como base o Programa Missionário Nacional, Dom José Altevir da Silva disse que a Diretora das POM enfatizou que somos comprometidos com uma espiritualidade transformadora, não esquecendo que a espiritualidade, ela é transversal, sempre acompanha a missão, pois essa experiência se torna mais espiritual quando assumimos realmente a obra do Espírito, em sua caridade, em seu amor que alimenta a esperança, especialmente dos pobres, enquanto o espiritualismo deforma a espiritualidade, ele nos leva a uma agressão à realidade humana, o espiritualismo não bate com a encarnação do Verbo de Deus, não se interessa nem por Jesus, nem pelas pessoas. O Bispo da Prelazia de Tefé, destacou na fala da Ir. Regina da Costa Pedro que a espiritualidade é uma vida animada pelo Espírito, que parte da Trindade e sempre se fez presente, mesmo que parece invisível. Nesse sentido, a religiosa fez ver que a missão é a ação de Deus na vida, sendo o protagonista o Espírito e o missionário um instrumento, que encontra sua motivação no encontro com Jesus, que envia em missão. O Padre Estevão Raschietti abordou a questão da missão até os confins do mundo, tema do 5º Congresso Missionário Nacional, mostrando os vários confins do mundo hoje. Ele destacou a missão como abertura, como acolhida, abordando essa temática nos Atos dos Apóstolos, apresentando o itinerário missionário da Igreja primitiva até os confins da terra, que vai além de uma questão geográfica e tem a ver com uma mudança interior, apresentando como isso vai se realizando nas primeiras comunidades cristãs, algo que hoje se concretiza nas periferias geográficas e existenciais, e nas novas realidades que tem que ser objeto da missão da Igreja. A missão como cooperação, refletindo sobre os sujeitos e instrumentos de animação missionária, foi o tema apresentado pela Ir. Sandra Regina Amado. A assessora da Comissão para a Ação Missionária da CNBB destacou, baseada nas palavras do Papa Francisco, que a missão é tarefa de todos. Os elementos apresentados pelos assessores foram aprofundados em trabalhos em grupo, ajudando assim no caminho de preparação para o 5º Congresso Missionário Nacional e os congressos prévios a serem realizados em cada um dos regionais da CNBB, sem esquecer o Congresso Americano Missionário (CAM6), que será realizado em Puerto Rico em novembro de 2024. O Padre Geraldo Bendaham, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, que sediará o 5º Congresso Missionário Nacional, destaca como pontos importantes do Seminário o Ide de Jesus até os confins do mundo, “que isso implica uma conversão missionária”, e a Igreja local, “onde está presente toda a Igreja e a Igreja toda, chamada à missão e também chamada a cooperar com a missão nos lugares que necessitam a presença”. Como elemento mais importante, ele destacou o fato de “saber que toda a Igreja, ela é enviada em missão”.  Com relação à expectativa para o 5º Congresso Missionário, o Padre Bendaham disse que “vai nos ajudar a ver melhor a realidade da missão no Brasil e no mundo”, insistindo em que “o Espírito Santo, contando com Ele, que nos envia para a missão e nos ajuda a aprofundar a fé para anunciar com ousadia a Boa nova de Jesus que salva, que liberta, que dá sentido à nossa vida e à vida de tantas pessoas”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Marcos Almeida: Mais um diácono permanente na diocese de Borba

Por imposição das mãos e prece consecratória de Dom Zenildo Luiz, Marcos de Almeida Lemos foi ordenado Diácono Permanente à serviço de Deus e da Igreja. A celebração aconteceu no Distrito de Canumã, município de Borba-AM, na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. A palavra iluminadora escolhida por Marcos foi a passagem do Evangelho de Lucas, 1, 38: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”. Seguindo o exemplo de Nossa Senhora, Rainha das Vocações, Marcos escolheu dizer Sim ao chamado do Senhor.Maria Santíssima é o maior exemplo de disponibilidade ao projeto salvífico de Deus. Ela que foi a escolhida do Espírito Santo para gerar Jesus, o Filho de Deus. “O Diácono é o discípulo do serviço, da caridade e do amor”, disse Dom Zenildo. O ministério ordenado é a realização de Deus na terra para que o Reino aconteça.  O evento foi marcado por fortes emoções e por intensa oração. A imagem da Virgem Santíssima veio trazida por Marcos, sua esposa e seus filhos. E a Palavra de Deus foi conduzida por sua mãe e seus irmãos. A acolhida do novo Diácono foi afetuosa e aclamada por todos os paroquianos presentes. Dom Zenildo, Bispo Diocesano, expressou imensa alegria por este novo filho que deu seu Sim para Deus e para a igreja de Borba. A Diocese de Borba acolhe em festa e oração o serviço Diaconal de Marcos Almeida. Que Seja feita a Tua vontade, Senhor! Pascom Diocese de Borba