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38ª Assembleia do COMINA aborda preparação do V Congresso Missionário Nacional em Manaus

A sede das Pontifícias Obras Missionárias em Brasília acolheu de 24 a 26 de março de 2023 a 38ª Assembleia do Conselho Missionário Nacional (COMINA), com a presença de representantes de todos os Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nosso Regional Norte1 foi representado por Dom José Altevir da Silva, Bispo da Prelazia de Tefé e o Padre Gutemberg Pinto, da Arquidiocese de Manaus. Durante a Assembleia foi apresentada a dinâmica e o espaço do V Congresso Missionário Nacional, que será realizado na Arquidiocese de Manaus, de 10 a 15 de novembro, que foi lançado na última sexta-feira, primeiro dia da Assembleia do COMINA. Em preparação ao Congresso será iniciado na segunda-feira, 27 de março um Seminário. Foi avaliado durante a Assembleia do COMINA o Programa Missionário Nacional, deixando claro o que não foi possível realizar, mas também o que foi realizado, sendo apontado alguns sonhos e perspectivas com relação ao Programa Missionário Nacional. As prioridades assumidas pela 38ª Assembleia Nacional do COMINA são a produção e revisão dos subsídios e materiais para capacitação de lideranças e Conselhos, buscando prestar atenção para que sejam adequados aos contextos e realidades e que seja viável sua reprodução e distribuição inclusive por meios digitais. Uma segunda prioridade é insistir na temática da missão para uma Assembleia Geral da CNBB e sugerir a continuidade dos Grupos de Trabalho para a próxima executiva do COMINA. Junto com isso, foi visto como prioridade recuperar e fortalecer o projeto das Igrejas Irmãs como aquele que motiva, inspira e impulsiona a ação missionária. Mais uma prioridade é a implantação e fortalecimento dos Conselhos Missionários em todas as instâncias, e junto com isso ampliar a socialização do conteúdo do Projeto Missionário Nacional especialmente junto às bases. Entre as prioridades está a definição de equipes de assessores nos regionais e a atenção prioritária para a sustentabilidade com a criação de uma equipe de reflexão que aponte caminhos. Finalmente, a Assembleia do COMINA determinou como prioridade ampliar o diálogo e a presença junto as pastorais sociais evidenciando o compromisso missionário enquanto profético-social. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Encontro com a Pastoral Indigenista dá início ao trabalho de Dom Evaristo Spengler na Diocese de Roraima

Um dia depois do início de sua missão como Bispo de Roraima, Dom Evaristo Spengler, junto com alguns bispos do Regional Norte1 e outras pessoas que participaram da celebração de acolhida ao novo bispo, se encontraram com a Pastoral Indigenista de Roraima, o que pode ser entendido como o desejo de Dom Evaristo de continuar incentivando uma das prioridades diocesanas nas últimas décadas, uma dinâmica assumida com grande determinação pelos últimos bispos. A Pastoral Indigenista na Diocese de Roraima sempre teve que remar contra uma sociedade local anti indígena, um apoio aos povos indígenas que levou a Diocese a pagar um alto preço, até o ponto de episódios em que a Diocese, pelo seu apoio aos povos indígenas foi definida como nociva à sociedade de Roraima. A Pastoral Indigenista apresentou as linhas prioritárias que está desenvolvendo, insistindo na defesa do território como prioridade. A Pastoral busca não ser protagonistas e sim acompanhantes, acompanhando o Movimento Indígena que nasceu a partir da Igreja católica. Desde a Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima é destacada a importância das mulheres no movimento indígena, pois elas permanecem na luta até o final. Outras prioridades assumidas é o resgate cultural, vivenciar a espiritualidade, enfrentar o desmonte dos direitos, a invasão de garimpeiros ou o agronegócio. Para a Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima é importante o tema da representatividade indígena e o diálogo inter-religioso e intercultural. Do mesmo modo, se busca combater o racismo estrutural, buscando o fortalecimento da língua indígena, e abordar a questão da saúde mental nas comunidades. Na Pastoral Indigenistas da Diocese de Roraima existem testemunhos de vida que mostram o grande compromisso de muitos missionários e missionárias com as causas indígenas. Um desse testemunhos foi dado pela Ir. Mary Agnes Njeri Mwangi, religiosa da Consolata, que vive na Missão Catrimani desde o ano 2000, pudendo ser considerada um exemplo do que significa a missão no meio aos povos indígenas, numa experiência missionária que é determinada pela presença em meio do povo, gratuitamente, sem esperar resultados. Escutar suas vivências ao longo de mais de duas décadas é uma verdadeira aula de missionariedade em meio ao povo Yanomami, historicamente perseguidos no Estado de Roraima, como foi mostrado mais uma vez diante da grave crise que estão vivendo nos últimos anos. Do trabalho da Pastoral Indigenista e da Igreja de Roraima, os próprios indígenas destacam que o grande passo dado é ter feito com que os indígenas em Roraima, depois de séculos de atitudes contrárias, sejam considerados hoje como sujeitos da sociedade de Roraima, conseguir que eles fossem vistos como gente. A reflexão feita durante o encontro com a Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima ajudou a entender que essa problemática não se resolve de um dia para outro, destacando que a paciência, sabedoria e coragem dos missionários e das lideranças ao longo de tantos anos deram os frutos que estão sendo recolhidos hoje. Um trabalho pelo qual Dom Evaristo Spengler agradeceu a todos os missionários e missionárias que dedicam sua vida ao trabalho missionário com os povos indígenas e àqueles que tem realizado essa missão ao longo da caminhada da Diocese de Roraima.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Não nos escondamos e não morramos nas dificuldades e tensões”

Lembrando as palavras em que Jesus chama Lázaro para fora do túmulo, Dom Leonardo Steiner refletiu na homilia do 5º Domingo da Quaresma sobre o fato de “sair do reino dos mortos. Reino dos mortos-vivos, vivos-mortos”. O cardeal apresentou o “Senhor visível aos nossos olhos, falando conosco. Os olhos que veem a presença do Senhor e os ouvidos que ouvem a voz do Senhor. A voz do Senhor que nos arranca do reino dos mortos. Ele nos deseja vivos, não mortos, nem mortos-vivos; vivos, aqueles que caminham ao encontro do Reino da Ressurreição”. “Morri! Perdi as esperanças! Nada mais tinha sentido, tudo virado sem-sentido, vida sem sentido. Sumiram os labores, as cores, os sabores. Perdi a companhia, busquei a terapia, de mim me esquecia, sempre mais, eu desaparecia”, disse o Arcebispo de Manaus, se introjetando na figura de Lázaro.  “Me perdi, morri. Meu mundo virou um túmulo e me deixei envolver completamente pela desesperança. Atei minhas mãos e meus pés; deixei de andar, caminhar. Cobri os meus olhos nada mais via e nem descobria. Nada mais via, não mais me mexia, não mais vivia. Meu mundo era um túmulo, escuridão! Não suportava a luz, não desejava companhia, sozinho vivia. Perdi cores, perdi sabores, perdi caminhos. Não mais convivia”, refletiu Dom Leonardo em torno daquele que morre. Nas suas palavras, o cardeal foi explicitando aquele que poderia ser o pensamento de que, está no túmulo: “assim, anunciaram a minha morte. No túmulo em que vivia, não mais vivia e putrefação me fazia. Os dias, todos os dias, os dias que somados não eram mais que 4. Pois 4 era apenas o dia em que me perdera em minha humanidade e não mais ansiava, esperava, buscava, sonhava na minha fragilidade. Quatro dias apenas diziam do meu tempo, da minha finitude, de estar apenas dentro de mim e em torno de mim. Me enterrei em mim mesmo, na fraqueza de mim mesmo, no desanimo de mim mesmo”. É o pensamento de Lázaro que diz: “e ali jazia para desespero e desconsolo de minhas irmãs Marta e Maria. Tanto desgosto que o esforço não compensava. A elas restou o consolo, o socorro, daquele da nossa humanidade fizera sua morada, tenda, casa. Aquele que a humanidade e fragilidade fizera caminho, vida nova. Sim Ele somente Ele poderia tirar-me do reino dos mortos-vivos”. Pensamentos que segundo Dom Leonardo dizem: “e de dentro da minha escuridão, da minha exaustão, sem percepção, nem percebi que havia retirado a pedra do meu túmulo. Como e nada via e nem percebia, não a luz de sua presença, o inefável desejo de trazer-me novamente à vida”. Diante disso, o Cardeal Steiner chamou a enxergar a “Luz na finitude de um mundo fechado sobre si mesmo, mas possibilidade de um novo tempo e de um novo espaço em que me moveria. Envolto em meu mundo, dentro de meu mundo, na escuridão e obscuridade de meu mundo ouvi o grito, a voz forte: ‘Lázaro, vem para fora!’ E sua voz era tão forte, tão suave, tão cheia de vida, tão cheia de convite, tão cheia de amor, que me conduziu para fora do meu túmulo. A voz de meu Senhor e Deus me conduziu para fora do reino dos morto-vivos. E eu o quase morto sai com as mãos e os pés atados. Eu todo coberto com os lençóis mortuários não via pois o lençol também meu rosto cobria. Não sei como andei, mas a voz de meu Senhor e Deus era tão penetrante que perpassou todo o meu ser e os membros de meu corpo atados puseram-se em movimento”. Diante do chamado de Jesus a desatai-o, Dom Leonardo imagina Lázaro que “desatados os lençóis, livre caminhei entre os vivos! Quando ressoou aos meus ouvidos a voz do Senhor da Vida voltei à vida, e não mais desejei o reino dos morto-vivos. Quando ressoou aos meus ouvidos a voz da Vida, abandonei a morte. Só mais desejava a vida, o reino dos vivos, a Vida, a Vida das Vidas. E, assim, livre não mais temi os tropeços, os dissabores, os fracassos, as perdas, as mortes. A sua voz me acompanha sempre dizendo e insistindo: sai para fora! Lázaro vem para fora! E eu ouvindo e obedecendo e caminhando e esperando, não mais voltei ao túmulo. A Ele ouvindo, nada mais de escuridão, nada mais medo, nem mesmo de vergonha, pois Ele me anima e convida vem para fora”.   Citando as palavras do Papa Francisco no Angelus de 05 de abril de 2014, Dom Leonardo lembrou que “Cristo não se conforma com os sepulcros que nós construímos com as nossas escolhas de mal e de morte, com os nossos erros, com os nossos pecados. Ele não se resigna a isto! Ele nos convida, quase nos ordena, que saiamos do túmulo no qual os nossos pecados nos fizeram cair. Chama-nos insistentemente a sair da escuridão da prisão na qual nos fechamos, contentando-nos com uma vida falsa, egoísta, medíocre. «Sai!», nos diz, «Sai!”. É um convite à verdadeira liberdade, a deixar-nos alcançar por estas palavras de Jesus que hoje repete a cada um de nós. Um convite a deixar-nos libertar das «faixas», das faixas do orgulho. Porque o orgulho torna-nos escravos, escravos de nós mesmos, escravos de tantos ídolos, de tantas coisas. A nossa ressurreição começa por aqui: quando decidimos obedecer a este mandamento de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando caem do nosso rosto as máscaras (…) e não encontramos a coragem do nosso rosto original, criado à imagem e semelhança de Deus”. São promessas presentes na primeira e segunda leituras, afirmando que “talvez, por isso Santo Agostinho vê na ressurreição de Lázaro uma figura do sacramento da Penitência”, citando o texto do Sermão 139 sobre o Evangelho de São João: “Como Lázaro do túmulo, tu sais quando te confessas. Pois, que quer dizer sair senão manifestar-se como vindo de um lugar oculto? Mas para que te confesses, Deus com voz forte, te chama com uma graça extraordinária. E assim como…
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Dom Evaristo Spengler inicia sua missão reafirmando o compromisso da Igreja de Roraima com os indígenas e migrantes

Ser acolhido pelos que não contam é um sinal de Deus, que faz opção por aqueles que a sociedade descarta. Os povos indígenas e os migrantes venezuelanos, vítimas de preconceito na sociedade roraimense, foram os protagonistas da acolhida ao novo Bispo da Diocese de Roraima na frente da Catedral Cristo Redentor. Com a presença dos Bispos do Regional Norte1 e de outros prelados chegados de diferentes cantos do Brasil e da Venezuela, dentre eles seus dois predecessores, Dom Mário Antônio da Silva e Dom Roque Paloschi, presbíteros, Vida Religiosa e representantes da paróquias e comunidades, tomou posse, pelas mãos do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolita de Manaus, da Igreja que o Papa Francisco lhe confiou a Dom Evaristo Spengler, que mostrou em suas palavras e seu sorriso no rosto a alegria deste momento. Os povos indígenas e os migrantes são protagonistas na Igreja de Roraima, algo que mais uma vez se fez presente na liturgia, com a proclamação das leituras em espanhol e na língua indígena macuxi, assim como alguns dos cantos e momentos marcantes da celebração. Uma liturgia cheia de símbolos, com rosto amazônico, na Solenidade da Anunciação do Senhor e no dia em que a Igreja de Roraima inicia a preparação para os 300 anos de evangelização em 2025. Desde o Mistério da Anunciação, Dom Evaristo destacou como Deus enviou seu anjo a uma região desprezada, para assim encarnar a um Messias que quis ser parte do povo pobre e que revelou que “o Reino de Deus está presente especialmente lá onde todas as pessoas podem circular”. Isso pela figura de Maria, que supera seus medos para assumir o plano de Deus, pois acima de tudo “ela carrega no coração a certeza de que Deus caminha com ela e com o povo pobre”, insistindo Dom Evaristo em superar os medos, pois “o excesso de medo nos paralisa”, lembrando alguns medos “que nos fazem muito mal”, e junto com isso “nos impede caminhar e construir um futuro coerente e mais autêntico com o Evangelho”. Daí, o novo Bispo da Diocese de Roraima fez ver a urgência de “construir uma Igreja da esperança e da confiança em Deus”, lembrando do 3º Ano Vocacional que a Igreja do Brasil está celebrando, insistindo em que “todos somos chamados a ser Povo de Deus a caminho e a fortalecer nossas Comunidades Eclesiais de Base”, e fazendo um chamado a todos a assumir a sua vocação na Comunhão e na Missão, “sem medo de caminhar juntos e de construir comunidades servidoras, a exemplo de Maria”. É a exemplo de Maria, que “esta Igreja particular ouve o chamado de Deus pelo clamor do povo”, algo que foi assumido pelos missionários que ao longo de 300 anos “chegavam com muito sacrifício de deslocamentos, de comunicação, de recursos e aqui deixaram-se consumir no testemunho do evangelho vivo”, insistiu Dom Evaristo Spengler. Uma Igreja que “nunca deixou-se pautar por aplausos os críticas, mas pela fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo”, inclusive até dar a vida como aconteceu com o Padre Caleri. “Uma Igreja, sem medo, como Maria”. Diante do momento atual, “a Igreja não pode silenciar diante da tragédia dos Yanomami, diante de suas terras invadidas pelo garimpo, que lhes rouba o território, a saúde, a paz, os meios de produção de alimentos, enfim a vida”, denunciou Dom Evaristo. Daí ele insistiu que “a Igreja de Roraima reafirma mais uma vez o seu compromisso com os povos indígenas na defesa de sua vida e de seus territórios”. Um compromisso que também se faz extensivo aos migrantes, destacou o Bispo, que “deseja acolhê-los e inseri-los nesta terra”, muitos deles participantes da vida das comunidades da Diocese. Refletindo sobre o Ministério do Bispo e o tríplice ministério, Dom Evaristo Spengler insistiu em que “mais importante do que o Bispo é a Igreja”, e fez uma profissão de fé, mostrando a Igreja em que ele crê: Uma Igreja fiel ao Evangelho; uma Igreja servidora do mundo e promotora da Vida, principalmente lá onde ela se encontra mais ameaçada; uma Igreja aliada e parceira dos pobres, povos indígenas, migrantes, mulheres, jovens e famintos; numa Igreja de Comunidades, da Palavra, que faz a experiência da partilha e é ensaio do Reino; uma Igreja que buscar testemunhar a sinodalidade, corresponsável desde o Batismo; uma Igreja toda ministerial; uma Igreja profética; uma Igreja responsável pela Casa Comum, que ama, cuida e defende nossa “Irmã Mãe Terra”. Numa Igreja três vezes centenária, Dom Evaristo disse se sentir “tranquilo e bastante seguro, não por causa das minhas forças, mas por causa da Igreja”, que ele definiu marcada pelo “testemunho, fidelidade e profetismo”. Um caminho que disse querer percorrer desde seu “compromisso com o Regional Norte1 em busca do fortalecimento dos laços de comunhão”, algo que também faz com a CNBB, em sua missão no Enfrentamento ao Tráfico humano e com a REPAM. No final da celebração foi momento de agradecimento ao novo Bispo, também ao administrador diocesano durante a sede vacante, o Padre Lúcio Nicoletto. Uma Igreja que com a chegada de Dom Evaristo se sente “beijada pelo Espírito de Deus”, destacando no novo Bispo seu despojamento, e sendo acolhido por todos e todas os que caminham nesta Igreja de Roraima, profética e missionária, que unidos com seu novo Bispo querem caminhar para águas mais profundas, dizendo como Maria: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em nós segundo a vossa palavra”. Uma acolhida do clero, que lhe fizeram ver que o novo Bispo não está sozinho e pode contar com os padres em seu novo ministério, também da Vida Religiosa, que disse para ele que Deus lhe conferira muitas forças de se colocar ao serviço dos mais pobres junto com os consagrados e consagradas. O novo Bispo também foi acolhido pelo prefeito da cidade lhe mostrando que é muito bem-vindo à cidade de Boa Vista, sede da Diocese de Roraima, a quem o administrador diocesano agradeceu pela ajuda nos mais de 10 meses em que desempenhou essa missão, pedindo ao novo Bispo que ajude sua…
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Dom Evaristo disse chegar em Roraima como oportunidade para abrir-se a novas realidades

A chegada de Dom Evaristo Spengler como 10º Bispo da Diocese de Roraima é um momento intenso para esta Igreja local “uma nova página, cada novo bispo vem para renovar, para dar um alento na caminhada da Igreja”, segundo o Padre Lúcio Nicoletto, Administrador Diocesano. Dom Evaristo está sendo acolhido nem só pela Diocese de Roraima como também pelo Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1). A Ir. Rose Bertoldo mostrou a grande alegria diante da chegada do novo Bispo de Roraima com sua chegada num Regional que “tem uma comunhão muito grande entre as igrejas e caminha na sinodalidade”. A Secretária Executiva do Regional destacou a chegada do Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano, somando assim com uma das causas prioritárias do Regional, o enfrentamento do tráfico de pessoas e da exploração sexual  de crianças e adolescentes. Um agradecimento que também mostrou a Ir. Irene Lopes, Secretária Executiva da REPAM-Brasil, que tem Dom Evaristo como seu presidente. O Cardeal Leonardo Steiner, que ordenou Bispo a Dom Evaristo Spengler, lembrou seu lema episcopal, “avance para águas mais profundas”, dizendo que “Roraima será uma oportunidade de fazer realidade seu lema”. O Metropolita mostrou a gratidão dos Bispos do Regional por ter aceitado ser Bispo de Roraima, destacando a comunhão que é vivida no regional Norte1 entre bispos, padres, vida religiosa e o laicato. O Cardeal mostrou a proximidade do Papa com a Amazônia e com a Igreja da Amazônia, da qual faz parte Diocese de Roraima, que sempre tem caminhado com as outras igrejas. Dom Leonardo lembrou que enviou ao Papa Francisco o relatório da visita que realizou no mês de fevereiro diante da crise do Povo Yanomami, mostrando seu agradecimento ao Santo Padre pela nomeação de Dom Evaristo, insistindo em que “a Amazônia está no coração do Papa e ele olha para nossas igrejas de forma muito carinhosa”. O Papa Francisco “estima nossa Igreja e nos estimula a caminhar com as pessoas mais necessitadas e com as realidades que fazem parte da nossa evangelização”, destacou o Arcebispo de Manaus. O novo Bispo agradeceu a acolhida do Regional Norte1 e da Diocese de Roraima, que conheceu numa rápida visita no mês de fevereiro. Dom Evaristo Spengler vê sua chegada em Roraima como consequência dos planos de Deus, que “planeja nossa vida”, algo que disse ter vivenciado ao longo de sua missão como frade franciscano e Bispo. Chegar em sua nova Diocese é visto por Dom Evaristo como oportunidade que Deus está lhe dando para “abrir-se a novas realidades”, numa Diocese que ele definiu como profética, fiel ao Evangelho, na defesa dos mais pobres e vulneráveis, relatando a crise humanitária sem precedente do Povo Yanomami. O novo Bispo destacou a relação histórica da Diocese de Roraima em defesa dos povos indígenas, uma defesa histórica na linha do Evangelho de Jesus. Ele disse querer somar com os caminhos que vem realizando a Diocese, que vive um processo de escuta sinodal para contemplar todas as realidades. No extenso território da Diocese, Dom Evaristo disse querer conhecer todas as realidades e as vulnerabilidades que existem no Estado de Roraima. Dom Evaristo lembrou também da visita da Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano em 2018, que ajudou na organização de muitas ações aceitas pela CNBB, com recursos para assistir aos migrantes, que hoje se centra no trabalho de documentação e de assessoria jurídica. Dom Evaristo anunciou uma nova vista da comissão ao longo deste ano. Dom Evaristo Spengler insistiu em que o Bispo não atua sozinho, ele atua no conjunto da Igreja, cada realidade é uma experiência diferente, chamando a aprofundar numa Igreja sinodal, numa Igreja que fortaleça as comunidades, uma Igreja que anuncia, que celebra e testemunha, uma Igreja em saída missionária e uma Igreja que acolhe. A chegada de um novo Bispo não é colocar uma pedra por cima, insistiu o Padre Lúcio Nicoletto, e sim lembrar a história da Igreja de Roraima, que acolhe Dom Evaristo sentindo que é Deus que confirma a fé, a caminhada de um povo. O administrador diocesano disse que a Igreja é uma comunhão de pessoas e quem chega vem para confirmar uma história e avivar a caminhada numa Igreja que procura avançar para águas mais profundas.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

5º Domingo da Quaresma: “Jesus quer que verdadeiramente acreditemos que venceu a morte”

Lembrando que “cada vez estamos mais perto de um dos momentos mais importantes na vida de Jesus, sua entrega total, sua doação definitiva por amor”, inicia Verónica Rubí seu comentário às leituras do 5º Domingo da Quaresma, que segundo a missionária na Diocese de Alto Solimões, “nos ajudam a preparar o coração para acolher o mistério que se aproxima, e acreditar que a morte não tem a última palavra, Jesus é a Ressurreição e a Vida”. Seguindo o texto do evangelho deste domingo, ela faz ver que “nos deixa perceber o valor da amizade que existe entre os irmãos Marta, Maria e Lázaro com Jesus, a forte comunhão entre eles, faz com que frente à doença de Lázaro, Jesus seja chamado”. Segundo a missionária, “os discípulos –por sua parte- estão com medo de voltar a Judeia, pelas ameaças de morte que Jesus tinha recebido, mais Ele que não se movimenta pelo medo e sim pelo amor, vai ao encontro de seus amigos”. Olhando a realidade atual, Verónica pergunta: “Neste mundo convulsionado no qual vivemos, como são nossas relações de amizade? Temos amigas, amigos de partilha sincera, onde nosso coração descansa? Cultivamos laços fraternos duradouros de carinho, cuidado, atenção e respeito?”. No texto do evangelho, “Jesus chega tarde –para os olhos do mundo- Lázaro tinha morrido havia quatro dias e estava sepultado. Jesus encontra primeiro a Marta, ela acredita na ressurreição do último dia, mais Jesus lhe diz: ‘Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim não morrera jamais’. Marta expressa: “Eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus”. Logo encontra-se também com Maria e a dor e o chanto dela, fez Jesus chorar”, lembra a missionária.   Isso a leva a perguntar de novo: “pensemos num instante que provoca em mim a morte, como vivo as situações de morte que já é experimentado? Me permito chorar a partida de meu ser querido? Sintonizo com a dor de um amigo na morte de seu familiar? E o mais importante, acredito que Jesus venceu a morte e que Nele temos a ressurreição e vida eterna?”.   No evangelho do 5º Domingo da Quaresma, “Jesus levantando os olhos ao céu, agradeceu ao Pai por sempre tê-lo escutado e manifestou sua preocupação ‘que o povo creia que tu me enviaste’. Logo pediu a Lázaro sair do túmulo, e assim o fez. O evangelho não nos fala da comoção que provocou a ressurreição de Lázaro no povoado, mas podemos imaginar que o velório virou festa com muitas mais pessoas que chegavam para confirmar o que tinha acontecido com Lázaro”, lembra a missionária. Segundo ela, “hoje Jesus continua tendo a mesma preocupação para conosco, ele quer que acreditemos, que é o Messias, o enviado por Deus, que tenhamos a certeza de que nos ama e está conosco, que verdadeiramente acreditemos que venceu a morte e não a nada neste mundo, nada mais poderoso que a presença do Seu Amor”. Daí convida a que “guardemos no coração as palavras de Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida… todo aquele que vive e crê em mim, não morrera jamais”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Lançamento do 5º Congresso Missionário Nacional a ser realizado em Manaus de 10 a 15 de novembro

A Igreja do Brasil se prepara para viver o 5º Congresso Missionário Nacional, que será realizado na Arquidiocese de Manaus entre os dias 10 a 15 de novembro de 2023, com o tema “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo”, e como lema “Corações ardentes, pés a caminho”. Um congresso que acontece em preparação ao 6º Congresso Americano Missionário (CAM 6), a ser realizado de 19 a 24 de novembro de 2024 em Porto Rico. No lançamento, realizado na sede das Pontifícias Obras Missionárias em Brasília, participaram a Ir. Regina da Costa Pedro, Diretora Nacional das POM, Dom Odelir José Magri, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e a Ir. Eliane Cordeiro de Souza, presidenta da Confederação dos Religiosos do Brasil (CRB), foi apresentado o objetivo do Congresso: “Impulsionar a missão ad gente nas igrejas locais, trilhando um caminho de escuta do Espírito Santo a fim de uma verdadeira conversão missionária de nossas comunidades eclesiais até os confins do mundo”. Um Congresso que “terá um processo de construção”, segundo Dom Odelir José Magri, através do caminho realizado nos 19 regionais da CNBB, a través de cada Conselho Missionário Regional (COMIRE), que deve organizar um Congresso Missionário em cada Regional, “onde será o primeiro momento de tomada de contato, de conhecimento do tema do Congresso”, de aquecimento do coração, segundo o bispo. Dom Odelir insistiu na realidade da Igreja local como sujeito da missão, buscando fazer realidade uma Igreja mais missionária e uma Igreja em saída. Daí, o bispo chamou a somar forças para que a preparação e o próprio Congresso “seja um tempo de graça para toda a Igreja no Brasil”. Lembrando que “nosso itinerário discipular é da Igreja local até os confins do mundo”, a Presidenta da CRB insistiu em que “nada, nem ninguém fica fora, à margem, se sente excluído”. A Ir. Elaine chamou a “alargar a nossa tenda, um abraço solidário, gerar corresponsabilidade”, destacando que “o que vai qualificar verdadeiramente a nossa missão é o amor, o amor doado”. Daí a necessidade de “fazer-nos peregrinos generosos, disponíveis, para ir ao encontro da vida, das vidas ameaçadas, excluídas, vulneráveis, marginalizadas”. Um ir ao encontro para “cuidar, proteger, irmanar, humanizar”, pedindo ao Espírito de Deus que “nos capacite numa missão comprometida, numa consciência missionária com novo ardor e profecia”. Um congresso que já começou, segundo a diretora das POM, que insistiu em que “o missionário, a missionária tem os pés fincados na realidade, e na Igreja local”, dado que a responsabilidade da missão ad gentes “está enraizada em nosso Batismo”. A Ir. Regina insistiu em “chegar realmente no concreto” a fazê-lo a través de um caminho na Igreja local. A religiosa destacou que fazer o 5º Congresso Missionário Nacional em Manaus, na Amazônia, significa que os olhos estão voltados para essa região tão martirizada, chamando a aprender com a Igreja de Manaus. Uma missão, que segundo a Diretora das POM, “parte de Jesus Cristo”, que pediu que o Espírito Santo de Deus “continue nos conduzindo, para que cada vez mais, nós tenhamos consciência de que ou a Igreja é missionária ou não é Igreja de Jesus Cristo”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Conselho Permanente da CNBB avalia quadriênio e prepara 60ª Assembleia Geral

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), encerra nesta quinta-feira, 23 de março, sua reunião iniciada no dia 21 de março. A reunião, a última do Conselho Permanente  no atual quadriênio (2019-2023), preparou a 60ª Assembleia Geral. Representando o Regional Norte1 participa Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus e vice-presidente do Regional Norte1. A reunião é a primeira reunião presencial depois da Pandemia. Segundo informa Dom Tadeu, foram 17 os itens da pauta que foram discutidos nesses dias, entre os quais as análises de conjuntura social e eclesial, a avaliação do último quadriênio (2019-2023) e a 60ª AG CNBB. O Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, disse ser “muito bom ver a casa cheia” e que será necessário, novamente, reaprender a fazer reuniões presenciais com a mesma eficácia das reuniões on-line. O vice-presidente do Regional destacou que na avaliação da gestão do quadriênio (2019-2023), os prelados, membros do Conselho Permanente, destacaram alguns pontos, a saber: o processo de atualização e renovação do Estatuto da CNBB, num contexto de muitas provações com a pandemia da covid-19; o jeito de conduzir da presidência da CNBB que ajudou atravessar os tempos difíceis, um verdadeiro teste de prova para todos e que manteve a unidade do episcopado e também manteve a independência da Igreja na conjuntura. Com informações de Dom Tadeu Canavarros

Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: coordenar ações para enfrentar o tráfico

O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) é parte da Política Pública de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil. Os Núcleos são unidades de coordenação de ações da Política Nacional em nível estadual para enfrentar o tráfico.  Além de desenvolver essa função importante é espaço de referência para atender as vítimas. Atualmente, existem NETPs em 16 estados, mas infelizmente nos últimos anos alguns foram desmobilizados. Estes equipamentos específicos são fundamentais e a sociedade precisa ter conhecimento da existência destes espaços para fortalecer as ações.  De acordo com as diretrizes da Portaria n.º 31, da Secretaria Nacional de Justiça, de 20 de agosto de 2009, as funções do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas são: Articular e planejar ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas, no âmbito estadual; Articular, estruturar e consolidar, a partir dos serviços e redes existentes, um sistema estadual de referência e de atendimento às vítimas; Fomentar a criação de Comitês Estaduais e Municipais; Sistematizar, elaborar e divulgar estudos e informações sobre tráfico de pessoas, entre outras ações.

Cardeal Steiner: “Jesus deseja curar a nossa cegueira, libertar-nos e fazer-nos viver na Luz”

Na homilia do 4º Domingo da Quaresma, Dom Leonardo Steiner começou mostrando “Jesus, a luz do mundo, concedendo olhos ao homem que cego nascera. A luz dos olhos da alma, olhos do coração”. O Arcebispo de Manaus destacou que “o cego de nascença, não sabe o que é a luz. Não conheceu a luz. E muitos achavam que a não vista de nascença era herança de pecado. Mas, nem ele, nem seus pais tinham culpa. O não receber a luz nos olhos não era motivo de culpa, mas para a manifestação de Jesus a luz do mundo! Mas ali está ele, sentado, pedindo, esmolando. O seu destino parece ser de não ver a luz”. Ao elo do texto, o Cardeal Steiner disse que “Jesus passa e vê o cego. Percebe a sua necessidade: ver. Ele a perceber sempre as necessidades das pessoas, especialmente dos mais necessitados. Ele deseja mais que dar olhos, deseja dar-lhe nova vida, um modo de vida, deseja iluminar a sua vida. Que a vida seja luminosa. Até nos lembramos das palavras do profeta Isaias afirmando que um dia chegará a Israel alguém que gritará aos cativos: saí e aos que estão nas trevas: vinde à luz”. Sobre o fato de Jesus fazer barro, Dom Leonardo lembrou seu significado na Bíblia, também da saliva, destacando que “Jesus passa nos olhos do cego a mistura do barro e saliva infundindo-lhe sua força vital. Ele juntou ao barro, à fraqueza humana a sua própria força e energia vital, gestando aquele homem para a luz. A missão de Jesus é recriar o Homem Novo, animado pelo Espírito”. Dom Leonardo insistiu em que “a cura não é automática. O cego deve percorrer o caminho dos olhos, da força vital, da luz! Vai lavar-te nas águas de Siloé. Siloé que significa enviado. Ele é enviado, deve percorrer o caminho do envio para chegar à luz! Aceita o envio e vai lavar os olhos, limpar seu olhar e começa a ver. Vê, mas não vê. Vê pessoas, vê animais, vê árvores, vê movimentos, quase tudo vê. Mais ainda não vê. Não viu aquele que lhe dera olhos, lhe concedera a luz”. O Arcebispo de Manaus lembrou que “quando as pessoas lhe perguntam quem o curou, não sabe dizer, não sabe identificar, apenas sabe dos olhos que recebera. Não saber onde ele está. Só sabe que, graças a este homem pode ver e para ele era isso que importava”. Junto com isso, que “os vizinhos e conhecidos do cego estão incrédulos que o cego dependente e inválido, foi transformado em homem livre e independente. Ele se move livremente, não mais depende dos outros. Eles mesmos não percebem a necessidade de olhos, de chegar à luz da Luz”. Se referindo aos fariseus, Dom Leonardo afirmou que “não conseguem aceitar que o cego tenha vindo à Luz. Suspeitam do milagre, da possibilidade de receber a verdadeira luz. Opõem-se decididamente à luz que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a negar a sua nova visão, expulsam-no da sinagoga. A sinagoga era o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, o próprio Povo de Deus. Ser expulso da sinagoga significava perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade”. Sobre os pais, “eles testemunham que era cego e agora vê. Afirmam que o filho nasceu cego e agora vê. O próprio filho deve dar testemunho da transformação ocorrida, pois era maior de idade. Ele mesmo deveria dizer o que ocorrera”, segundo Dom Leonardo. “O Evangelho com simplicidade, mas de uma forma atraente e progressiva vai indicando o caminho da luz: transformação, do vir à luz. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem grandes certezas. Quando lhe perguntam por Jesus, responde: ‘não sei’; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: ‘é um profeta’. Por enxergar, por ter recebido luz na sua vida vai amadurecendo progressivamente. Confrontado e intimado a renegar a luz e a liberdade recebidas, ele cresce e amadurece, torna-se o homem de certezas, das convicções. Argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra ser adulto, maduro, livre, sem medo. Recebera a luz que devagar o vai iluminando”, destacou Dom Leonardo. Seguindo a passagem do Evangelho, o Cardeal Steiner afirmou que “Jesus ao saber que fora expulso, colocado excluído da comunidade se comove. Vai procurá-lo. Jesus procura sempre! Procurou e encontrou o cego, agora excluído da sua religião. Ele vai ao encontro para ofertar os verdadeiros olhos, a verdadeira luz. Ele vai ao encontro do curado, como buscara as mulheres e os homens que não eram acolhidos pela religião: leprosos, publicanos, pecadores. Jesus não abandona quem o busca e o ama, mesmo que tenha sido excluído”. “Diante de Jesus o homem que recebe olhos não o reconhece, pois ainda não enxergava; via, mas não via”, algo que aparece nas perguntas de Jesus “Crês no filho do homem? Quem é Ele, Senhor, para que eu creia nele? Tu o estas vendo: é aquele que fala contigo, é esse”. De fato, lembra o Cardeal, “via, mas não via, tudo via, mas ainda não via o Filho do Homem, o Filho de Deus. É que os olhos da alma, do coração continuavam coberto. Ainda não recebera a verdadeira Luz. O seu coração continuava coberto como nos diz Santo Agostinho. A Luz o iluminara, o deixava ver, mas a Luz ele ainda não tinha visto. Mas agora descoberto, desvelado, iluminado, exclama: ‘Eu creio, Senhor. E prostrou-se diante de Jesus’”. “Não fomos feitos para viver na escuridão, irmãos e irmãs. Não são os olhos do corpo que Jesus deseja iluminar, os olhos que nos deseja ofertar. Jesus a nossa luz a nos conceder olhos. Temos medo de caminhar no meio das trevas, no escuro. E, no entanto, a vida se apresenta, às vezes, como um caminho que devemos percorrer…
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