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Por uma Igreja com o rosto Amazônico – Encontro com povo Indígenas na prelazia Apostólica de Borba

A partir do Sínodo para Amazônia, o Papa Francisco exorta para novos caminhos de conversão com a vivência da Sinodalidade. E foi com este impulso missionário que a Prelazia Apostólica de Borba realizou o Encontro dos Povos Indígenas na Foz de Canumã, comunidade adjacente ao município de Borba. A temática de abordagem foi “Por uma Igreja com rosto Amazônico”.  O evento foi assessorado por padre Justino Resende, Doutor em Antropologia e indígena pertencente ao povo Tuyuka. Os pontos de reflexão do Encontro foram, Formação e Celebração. Estes eixos objetivaram impulsionar a ministerialidade e a espiritualidade sacramental com ação reveladora da Igreja de Cristo com rosto indígena.  O Padre Rezende destacou a necessidade de promover novas práticas pastorais, ouvindo e partilhando a palavra de Deus a partir da própria cultura, assim como fomentar a prática da comunidade celebrante, os ritos sacramentais, a Formação de Ministérios eclesiais; o diaconato permanente, o protagonismo da mulher e a corresponsabilidade participativa na vida e missão da igreja, gerando assim um estilo sinodal de vivência e trabalho na região amazônica.  Por fim, após intensa reflexão e oração, formou-se a Comissão Pastoral Indígena cuja missão Será organizar, formar, evangelizar e celebrar a Pastoral Indígena. E neste olhar sinodal, o Bispo Dom Zenildo Luiz presidiu a missa com a bênção e o envio da Comissão, concluindo assim o Encontro dos Povos Indígenas.   Prelazia de Borba

Raely Cardoso: “A verdadeira paz não é fruto de um silêncio hipócrita”

No vigésimo domingo do Tempo Comum, “o Evangelho nos faz refletir sobre a paz que nos tira da passividade”, segundo Raely Cardoso. A secretária da Pastoral da Juventude (PJ) do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirma que “dia a dia sempre desejamos que tudo aconteça sem imprevistos, como achamos que deveria ser”. A jovem da Diocese de Coari vê que “nesse Evangelho, Jesus vem nos lembrar que o fogo que Ele trouxe para a terra é uma chama que queima em nossos corações, e por isso nos desestabiliza e nos tira da passividade”. Segundo ela, “a paz que Jesus se refere aqui é aquela paz da acomodação, da excitação passiva, do conformismo, da desgraça, da injustiça, do deixa para lá, isso não é comigo, está tudo bem, e sabemos que não está”. Segundo Raely, “muitos ainda vivem na frieza da acomodação, do descaso, achando que a Palavra de Deus é bonita, mas não a praticam. Por isso não compreendem que é preciso o fogo que nos tira da passividade”. A secretaria da PJ do Regional Norte1 insiste em que “a verdadeira paz não é fruto de um silêncio hipócrita”. A jovem enfatiza que “nós esquecemos que muitas vezes, para voltarmos para nós mesmos e para o projeto do Reino, precisamos nos separar da massa”. Para a secretária da PJ, “Isso não é renegar o pai, a mãe, mas saber que sermos nós mesmos não é colocar tudo de acordo, mas sermos todos vívidos, sentir a vida como algo pulsante”. Daí que ela afirme que “a vida não é um museu, com tudo em ordem, catalogado, muito pelo contrário, em vez disso, ela é feita de escolhas, tentativas, sonhos pelos quais lutar, ideias para se revestir, sofrimentos a afrontar, incompreensões a serem digeridas”. Raely destaca que “Jesus veio para colocar tudo em discussão, a fim de que tudo se torne o que tem que ser. Ele veio para trazer o fogo pelo qual vale a pena acordar toda manhã”. Diante disso se pergunta: “Mas na nossa vida, nós podemos ver realizada o Evangelho de Jesus?”. Finalmente, a jovem encerra seu comentário ao Evangelho do vigésimo domingo do Tempo Comum, insistindo em que “nós precisamos da inquietação de Jesus, do seu fogo que nos tire da passividade, que nos tire do comodismo, que balance nosso ego e que nos leve a refletir, a olhar o outro com mais empatia, que nos dê força para denunciar as injustiças e que nos anime para praticar o bem”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Vocação: oportunidade para descobrir o jeito de ser feliz

Na vida, cada um escolhe seu caminho, mas é importante se questionar quem motiva nossas escolhas. Será que nossa vida responde a um chamado? Quem é que nos chama? A que somos chamados? São perguntas que a gente deve se fazer com frequência, mas ainda mais no mês de agosto, que é o tempo que a Igreja do Brasil dedica a refletir sobre a vocação. Na medida em que a gente vai respondendo ao chamado de Deus, a gente vai descobrindo o jeito de ser feliz, de fazer realidade os sonhos, de construir o Reino, de fazer realidade um mundo melhor para todos e todas. Quando a gente vive a vida como resposta à vocação, o sentido da vida se torna mais explícito, a alegria toma conta da nossa vida, uma alegria contagiante, que vem de Deus, mas que faz que nossa vida e a vida daqueles que estão ao nosso lado seja melhor e se torne presença da Vida que vem de Deus. Vocação que deve nos levar a pensar nos outros, a doar nossa vida, pois tudo o que vem de Deus tem que transbordar nosso próprio ser. A vocação não é algo que nos encerra em nós mesmos, que nos faz sentirmos melhores do que os outros, e sim uma realidade que nos coloca ao serviço, de Deus e dos outros. Através da gente, na medida em que respondemos ao seu chamado, Deus vai tornando realidade seu projeto de vida em plenitude para todos e todas. Todas as vocações são importantes, pois todas elas se complementam na medida em que são vividas desde a comunhão. Para isso se faz necessário caminhar juntos, em fraternidade, vivendo as diferenças como elemento que enriquece nossa vida. O outro não se torna contrário, inimigo, competência, e sim complemento que me ajuda a crescer. Qual é minha vocação? Se eu já descobri essa vocação, como estou vivendo-a? Responder a tudo aquilo que faz referência a nossa vocação nos ajuda a ir encontrando o sentido da nossa vida, a ir crescendo, fundamentando a vida, encontrando o sentido daquilo que cada um de nós faz. Para responder ao chamado que Deus nos faz, para concretizar nossa vocação, temos que superar os medos. Mas o medo a gente supera na medida em que confia naquele que está nos convidando a caminhar com ele. Aos poucos essa confiança vai aumentando, algo que nasce do conhecimento, de ir experimentando os gestos que nos ajudam a viver com maior alegria. Na medida em que queremos caminhar com Deus, não tenhamos medo em responder a seu chamado, confiemos em que ele sempre vai nos levar pelo caminho da vida e vai ajudar a ir tornando realidade todos os nossos sonhos, sonhos que nos plenificam e fazem com cada dia se torne em motivo para ir aprendendo a viver em plenitude.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Gutemberg Gonçalves Pinto ordenado presbítero para a Arquidiocese de Manaus

Na Festa da Transfiguração do Senhor a Igreja de Manaus viveu a ordenação presbiteral de Gutemberg Gonçalves Pinto. Uma Igreja que em palavra do seu Arcebispo “deseja enviar este irmão a serviço das comunidades para a transfiguração do Povo de Deus, como presbítero”. Dom Leonardo Ulrich Steiner lembrou que “todas as vocações são um caminhar com Jesus, subir ao monte, com ele rezar e perceber o caminho de cada seguidor, seguidora de Jesus: transfiguração, santidade”. Ele destacou na sua homilia que “a vida com Jesus na intimidade com o Pai e o Espírito, nos transformam, identificam, nos deixam participar da relação Trinitária”. Segundo o Arcebispo de Manaus, o convite a apascentar as ovelhas, deve levar o presbítero a assumir que as ovelhas são “suas no cuidado, no desvelo, na entrega, na samaritanidade, na generosidade, na gratuidade”. Ele, se dirigindo àquele que ia ser ordenado, lembrou que “os grandes presbíteros, pastores, foram aqueles que seguiram a Jesus como a única tenda”. Junto com isso, que “a transfiguração é um caminho; descer e caminhar com as comunidades. Descer, caminho de transformação, identificação, configuração. Ser apascentador de ovelhas é percorrer os sofreres, os desprezeres, as cruzes; ser pão para os famintos, ser fonte para os sedentos, tudo na gratuidade do pastor”, insistindo na necessidade de descer, pois, é na planície de nosso ministério que somos transfigurados”. A razão da apascentação é, segundo Dom Leonardo, Jesus, que é “fonte do teu sacerdócio”. Uma apascentação “generosa, livre e libertadora, fontal, cordial”, onde “crescera a transfiguração do teu pastoreio, da tua pessoa”. O Arcebispo chamou o novo presbítero a que “ame as suas comunidades que te serão confiadas. Um amor de pai, padre, mas talvez ainda mais de mãe padre”. Finalmente, Dom Leonardo agradeceu “a família que te gerou para a vida e para a fé”, mas também as comunidades e “a todas as pessoas que te ajudaram na formação, especialmente aos formadores do Seminário São José”. Ele disse que “a Igreja em Manaus agradece a Deus pela tua vocação e por conceder-te hoje o dom da unção”. O novo presbítero, no final da celebração, fez seu agradecimento. Ele se apresentou como “um caboclo ribeirinho da comunidade de Porto Braga situada a margens do Rio Solimões”, lembrando sua extensa família, e afirmando ser um sonho de infância o ser padre, que agora vê como “a mais divina das responsabilidades que Deus confere ao homem”, pois segundo o padre Gutemberg, “foi Deus que me escolheu para que eu fosse um outro Cristo”, movido pela sua misericórdia. Ele foi fazendo um relato de sua vida, agradecendo a sua mãe e todos os esforços realizados e sofrimentos vividos, mas também a Mãe da Conceição Aparecida, afirmando o cuidado recebido de seu filho a quem agora quer servir com fidelidade, obediência e testemunho. Não faltou sua lembrança de Dom Sérgio Castriani, prometendo, ao elo de umas palavras suas em relação ao cuidado das comunidades, seu “compromisso de não abandonar as comunidades onde eu estiver”. Também agradeceu a Dom Leonardo, formadores, comunidades onde viveu seu tempo de formação e todos os presentes. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ir. Michele Silva: “Precisamos reacender a chama da justiça, do cuidado, da amorosidade e da vigilância!”

A liturgia deste 19º domingo do Tempo Comum, “nos convida a entrarmos numa dinâmica de espera ativa, a cultivarmos a fé vigilante, a mantermos nossas lâmpadas acesas e o coração onde está o nosso tesouro!”, segundo a Ir. Michele Silva. A religiosa afirma que “temos um convite para esperançar, como diria Paulo Freire, esperar ativamente, por este Cristo que nos motiva a agir, a não ficarmos paradas diante da realidade que nos é apresentada hoje!”. Comentando as leituras, a religiosa destaca na primeira leitura do livro da Sabedoria, que “nos encoraja na espera pela noite da libertação, o povo pode tecer sentimentos de esperança e confiança neste Deus amoroso que liberta e conduz o seu povo”. Ela destaca a mesma dinâmica na segunda leitura de Hebreus, que “retoma a fé e a esperança que perpassou toda a história da salvação desde Abraão e Sara até a espera pela ressurreição de Cristo”. Em relação ao Salmo, “o salmista nos exorta: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! No Senhor nós esperamos confiantes, esperamos no seu amor. Não é uma espera sem futuro, estagnada, mas na certeza que Deus caminha conosco e nos conduz”, destaca a Ir. Michele. Comentando o Evangelho segundo Lucas, a religiosa diz que “Jesus nos enche de coragem:  Não tenhais medo pequeno rebanho! Mas também nos aconselha: Não acumulem bens, não se preocupem demais com coisas materiais, que logo se acabam, vivemos numa sociedade líquida, tudo é passageiro, descartado, até as relações, e Jesus propõe uma vivência diferenciada: gastar nosso tempo com o que vale a pena!”. Ela destaca algumas perguntas: Onde está o meu tesouro? Ali o meu coração está também! O Que tem valor para mim? Será que os pobres, excluídos da sociedade, as mulheres e crianças violentadas são o meu tesouro?”. Diante disso insiste em que “precisamos reacender a chama da justiça, do cuidado, da amorosidade e da vigilância! Temos muita responsabilidade, porque muito nos foi dado.  Assumamos com paixão a nossa opção por Cristo e o seu Projeto de Amor pela humanidade!”. Em relação ao mês vocacional, a religiosa recorda que “o mês de agosto é dedicado a refletirmos sobre a dinâmica da vocação em nossas vidas”. Ela lembra o tema deste ano: “Cristo Vive, somos suas testemunhas!”, e o lema: “Eu vi o Senhor” (Jo 20,18). No primeiro domingo do mês “lembramos a vocação ao sacerdócio”, segundo a religisa do Imaculado Coração de Maria e chama a colocar “em nossas orações o Papa Francisco, bispos, padres, diáconos e seminaristas, para que sejam fiéis ao seu chamado e respondam com alegria e simplicidade a missão confiada por Deus!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Audiência pública em Itacoatiara denuncia situação ambiental

A identificação dos impactos socioambientais demonstra que os riscos tecnológicos ambientais fase de operação associados às atividades de perfuração; uso de mistura com substâncias altamente tóxicas e perigosas escoamento da produção são as principais ameaças à segurança territorial. As atividades mencionadas têm como efeito a geração de possíveis riscos a saúde por explosões e/ou vazamentos; riscos de contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas; perdas de habitats naturais; alterações nas dinâmicas socioculturais; risco de expropriação e consequentemente risco de etnocidio no que se refere a natureza simbólica e material das populações afetadas. Para discutir essa temática  tão relevante para toda sociedade, se fizeram presentes: CPT, IPAAM, ASPAC, MPF, COIPAM, AVIVE AMAZÔNIA, GRUPO DE TRABALHO AMAZÔNICO,  STTRAFs – SIVES. Comissão Pastoral da Terra

Prelazia de Tefé realiza Encontro de Pastoral, momento de partilha e escuta

De 28 a 31 de julho de 2022, aconteceu o Encontro de Pastoral da Prelazia de Tefé. O encontro reuniu no Centro de Pastoral Irmão Falco cerca de 50 lideranças de Pastorais, movimentos e organismos da Prelazia, além de padres, religiosas e diáconos. Na manhã do dia 28, Dom Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, aproveitou a presença de todos os padres da Prelazia, entre religiosos e diocesanos, para um primeiro encontro, pois devido as imensidões de distâncias é difícil reunir todos em outro momento.  Foi uma manhã de muita partilha, escuta, de conhecer, de se aproximar, de acolher e também de rezar. Para Dom Altevir, o encontro o ajudou a ver um pouco mais o rosto desta Igreja, a partir da partilha de cada padre, com isso, foi possível visualizar as diversas faces que formam a Prelazia e os principais elementos que tornam este, um chão missionário. Já na parte da tarde, se deu a abertura do encontro, com muita alegria e entusiasmo de poder novamente está vivendo esse momento. Assim, iniciou com a reza do Ofício Divino das Comunidades. Em sua fala de abertura, Dom Altevir falou da alegria de poder está nesta Igreja e viver este momento, e que este foi um encontro de muita riqueza, pois é a partir desse momento que poderá ter mais clareza dos caminhos que poderão ser trilhados. Este primeiro momento foi de partilhas riquíssimas das ações desenvolvidas na Prelazia, a partir de cada paróquia, movimento e organismos. Sendo essa uma Igreja dinâmica e que busca viver em sinodalidade com toda Igreja no Brasil, as temáticas do encontro foram justamente aquelas que norteiam nosso fazer pastoral, em comunhão com toda a Igreja. Em dinâmica em grupos, Dom Altevir ajudou a compreender um pouco mais sobre as propostas apresentadas pelo sínodo, que tem como tema: Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, participação e missão.  A partir dos desafios e anseios desta Igreja local, apresentados pelos grupos. Para finalizar, Dom Altevir partilhou sobre os caminhos percorridos para a atualização do documento de Santarém, destacando em suas falas, como ainda é atual tudo o que a Igreja na Amazônia vivia há 50 anos atrás. Devemos continuar a seguir o caminho, lógico que com desafios novos, mas na mesma direção, sendo esta Igreja missionária e profética no chão da Amazônia, continuando com o compromisso que foi firmado pelos bispos em 1972 e reafirmados agora novamente. Seguindo os dias de encontro, foram apresentadas as propostas de ações que conduzirão esta Igreja a sua próxima assembleia no ano de 2023. O caminho requer estratégias para que a evangelização na Prelazia de Tefé continue com todo o ardor missionário que sempre teve. Uma Igreja que tem um rosto laical, é preciso ouvir e sentir os desafios e anseios que as comunidades eclesiais formadas pelos leigos/as apresentam, para então planejar os próximos passos; “Nosso ponto de partida é a partir de onde nossos pés estão, temos que ser esta Igreja em saída a partir da realidade onde estamos inseridos”, destacou Dom Altevir. Nessa dinâmica, formou-se a comissão de articulação da próxima assembleia. Sempre buscando alimentar o espírito, “vivenciando uma espiritualidade encarnada”, que nos sustenta e nos ajuda a ser missionários/as mais ousados. Assim foi o momento vivido na manhã do dia 30; foi vivido naquela manhã verdadeiramente um momento de “encarnação e Eucaristia”. No último dia Irmã Carla Porfírio, coordenadora do Conselho Missionário Regional (COMIRE) no Regional Norte 1, trouxe uma breve explanação sobre o conselho, trazendo o enfoque principalmente paro o quanto é necessário a articulação do conselho missionário dentro das prelazias e dioceses, para ajudar na formação dos missionários/as que atuam na missão. Na partilha dos que estavam presentes, muitos falaram do quanto a Prelazia precisava desse momento, “foi momento de renovar nossas esperanças”. Foi momento de voltar a esperançar, acreditando na força de cada um e cada uma que se dispõe a contribuir na evangelização do povo desta Igreja da Amazônia. “A Prelazia de Tefé tem um potencial missionário que desconhecemos a força da missão nessa Igreja local”. Que a caminhada continue com o fervor missionário e profético que está encarnado na vida desta Igreja local. O Encontro de Pastoral teve o encerramento com a Missa, presidida por Dom Altevir, onde o mesmo enviou todos e todas que participaram deste encontro, e agora volta para suas bases, como objetivo de continuar a missão. PasCom Prelazia de Tefé

Pastoral Familiar Regional Norte1 realiza Assembleia e escolhe nova coordenação

Boa Vista (RR) acolheu nos dias 29 e 30 de julho de 2022 a 5ª Assembleia da Pastoral Familiar do Regional Norte1 da CNBB Amazonas e Roraima. O tema abordado foi “Amor em Família: Vocação e Caminho de Santidade”. A Assembleia foi oportunidade para partilhar as realizações, os desafios encontrados durante esses três anos de caminhada da Pastoral Familiar, trabalhando também algumas prioridades para o próximo de triênio 2023 a 2025. A Assembleia contou com a presença do assessor eclesiástico frei José Faustino, padre Lúcio Nicoletto, Administrador Diocesano na Diocese de Roraima, padre Josimar Lobo, pároco da Catedral e diretor da Rádio FM Monte Roraima, e padre Mário Castro assessor eclesiástico da Pastoral Familiar na Diocese de Roraima. Outras pastorais e movimentos fizeram-se presentes na 5ª Assembleia da Pastoral Familiar, como a Pastoral da Juventude, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral da Catequese, Pastoral da Criança, Pastorais Sociais, Encontro Matrimonial Mundial, Famílias Novas do Movimento Focolares, Equipes de Nossa Senhora, Ministério para as Famílias – RCC, Movimento Mãe e Rainha, Encontro de Casais com Cristo, CNLB, Conselho Diocesano de Evangelização Durante a 5ª Assembleia foram partilhados alguns temas importantes, para ajudar a refletir e melhorar a caminhada da Pastoral Familiar e também como Igreja que caminha junto, para anunciar a Boa Notícia que é a Palavra de Deus. Frei Faustino falou sobre a santidade e como chegar e buscar essa santidade à Luz do Evangelho, assim como alguns subsídios que a Igreja nos apresenta como Mãe e Mestra. O assessor eclesiástico também abordou as diretrizes e seus quatros pilares, que são direcionamentos para a caminhada não só da Pastoral Familiar, mas de toda a Igreja no Brasil e em nosso Regional Norte 1. Padre Lúcio Nicoletto refletiu sobre a Querida Amazônia e também sobre os 50 anos do Documento de Santarém. As dioceses e prelazias fizeram suas partilhas mostrando suas ações realizadas, seus desafios e dificuldades para evangelizar em suas Igrejas particulares, distancias, falta de recursos e operários para a messe. Também foram partilhadas as muitas luzes, que se fazem presentes no fato de ter outras pastorais, serviços e movimentos que também querem participar desse “Ajuri”. A Assembleia escolheu a nova coordenação para o próximo triênio 2023-2025. O casal coordenador será Antônio Ronildo Viana dos Santos e Rosenilda Azevedo Ferreira – Rosé (Diocese de Roraima), Vice Coordenador: Francisco Gélito de Souza Nascimento e Lucinei Lima dos Santos (Arquidiocese de Manaus). A Assembleia foi encerrada com um jantar cultural, onde grupos musicais brindaram com suas canções e o povo Macuxi apresentou danças que fazem parte de sua cultura. A Pastoral Familiar agradece a Deus e a todos que trabalharam para a realização da 5ª Assembleia da Pastoral Familiar do Regional Norte1, um encontro que consideram maravilhoso e com êxito total.  O agradecimento especial é para a Escola  e  faculdade  Claretiano,  que proporcionou um local excelente para o evento. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Com informações da Pastoral Familiar

Conceição Silva: “A barriga dos pobres eram depósitos muito mais seguros que os novos celeiros”

No 18º Domingo do Tempo Comum somos chamados a refletir sobre a riqueza, o acúmulo de bens, segundo Conceição Silva. No comentário ao Evangelho afirma que “na parábola do rico insensato é retratado de forma negativa, com o exemplo de ganância, o fazendeiro rico estava planejando preencher a sua alma com banquetes e coisas desnecessárias”. Segundo a coordenadora das Pastorais Sociais, “não se importou com todas as barrigas vazias de seus trabalhadores, não percebeu que a barriga dos pobres eram depósitos muito mais seguros que os novos celeiros que ele acumularia”. Ela destaca que “assim acontece com quem junta tesouros para si mesmo, acaba morrendo e deixando os filhos e outros brigarem pelos seus bens”. Não podemos esquecer, segundo Conceição Silva, “que o acúmulo de bens, não garante a vida, o importante é ser rico para Deus, através da justiça, da partilha, da solidariedade para com o próximo”. Por isso, ela insiste em que “precisamos ser ávidos do amor de Deus que é a maior riqueza que podemos possuir”. A coordenadora das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus diz que “até esse amor não podemos guardar só pra nós, porque assim estaremos sendo também interesseiros e gananciosos”. Frente a isso, Conceição ressalta que “precisamos levar o amor verdadeiro de Deus aos irmãos”. Segundo ela, “sabemos que é muito difícil mudar o mundo, não é fácil, principalmente quando você é mulher, pois apesar de sermos a maioria nas paróquias, ainda não temos o reconhecimento da nossa importância como cuidadora, consoladora, administradora e principalmente amorosa com o próximo”. O texto do Evangelho do 18º Domingo do Tempo Comum “está nos provocando a uma nova proposta de solidariedade, compaixão e misericórdia”. Ela lembra as palavras do padre Júlio Lancellotti: “Não é possível comer o corpo de cristo e não assimilar nada, não mudar nada na sua vida”. Conceição Silva vê que isso “acontece com quem junta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus”. Ela relata várias pistas que Jesus dá para avançar nesse caminho: “Quem quer ser o primeiro seja o último; é melhor dá do que receber; o maior é o menor; preserva a vida quem perde a vida”. Finalmente, faz um chamado a pedir ao Senhor dizendo: “Pai, preserva-me do apego exagerado às riquezas, as quais me tornam insensível as necessidades do meu próximo. Que eu descubra na partilha um caminho de salvação”.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

A REPAM dá a conhecer sua nova presidência

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) anunciou sua nova presidência, que será composta por seu presidente, Dom Rafael Cob García, e três vice-presidentes, Dom David Martínez de Aguirre, a Irmã Maria Carmelita de Lima Conceição e a indígena Yesica Patiachi Tayori. Fundada em 2014, o primeiro presidente da REPAM foi o Cardeal Claudio Hummes, que foi sucedido pelo Cardeal Pedro Barreto, que havia sido seu vice-presidente desde o início da Rede Eclesial Pan-Amazônica, a quem o comunicado agradece de forma especial, pois “dedicaram-se com grande disponibilidade à presidência de nossa Rede Eclesial em seus primeiros 8 anos de existência”. A decisão sobre a nova presidência, após um processo de discernimento durante os meses de maio e junho, foi tomada em 19 de julho, numa reunião virtual para a qual foram convocados os presidentes das organizações fundadoras da Rede, juntamente com a atual presidência. Dom Rafael Cob, bispo do Vicariato de Puyo (Equador), até agora vice-presidente, a salesiana brasileira Irmã Carmelita Conceição e a indígena harakbut Yessica Patiachi, da Amazônia peruana, que foram conselheiras e agora serão vice-presidentes, continuam a fazer parte da nova presidência. Novo entre os membros da presidência é Dom David Martínez de Aguirre, bispo do Vicariato de Puerto Maldonado (Peru), que até alguns meses atrás foi vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) e agora será vice-presidente da REPAM. Conforme indicado no comunicado, a celebração de acolhida e posse da nova Presidência ocorrerá na quinta-feira 4 de agosto de 2022, durante a reunião do Comitê Ampliado da REPAM, que será realizada virtualmente às 9h30min, horário de Manaus. A REPAM agradece o compromisso assumido pelos novos membros da presidência, “conscientes da importância da REPAM para a vitalidade da Igreja no seu cuidado com os povos amazônicos e a nossa Casa Comum“, pedindo ” as luzes do Deus da vida e da Mãe da Amazônia para que sejamos sempre audazes em nosso serviço, promovendo a vida e a esperança”.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1