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A missão é fundamento da Igreja, enriquece a vida de cada batizado

A missão é fundamento da Igreja, um chamado inadiável que recebemos todos os batizados e batizadas. Iniciamos o Mês Missionário, que em 2025 tem como tema “Missionários da Esperança entre os Povos”, e como lema o mesmo que nos acompanha ao longo do Ano Jubilar 2025: “A esperança não decepciona”, citando o versículo 5 do capítulo 5 da Carta aos Romanos. Testemunhas de Deus na vida dos outros Quando a gente deixa de lado a missão, como batizados e batizadas e como comunidade eclesial, nos afastamos da razão de nossa vida de fé. Ninguém pode esquecer que somos desafiados a sermos testemunhas de Deus na vida dos outros. Mas também a reconhecer a presença de Deus nas pessoas e em tudo o que acontece, em tudo o que temos em volta de nós. É N´Ele que está a Esperança que não decepciona, daí o desafio de reconhecê-lo e testemunhá-lo. Fazer missão não pode ser entendido como proselitismo e sim como testemunho de vida. As pessoas vão se encantando com Deus, vão se tornando discípulos e discípulas, na medida em que descobrem N´Ele, a partir do testemunho missionário dos irmãos e irmãs, a Esperança que não decepciona. A conquista de novos membros para a Igreja não é consequência de uma batalha, não é furto de uma imposição. As pessoas respondem ao chamado do Deus que se comunica nas coisas pequenas, na leve brisa, na pequenez da cotidianidade. Ele está conosco, e em nós se apresenta na vida de cada pessoa, que é livre para responder à proposta de vida que Ele faz a cada um através de seu chamado a segui-lo. A missão nos enriquece A missão entre os povos enriquece a vida de cada batizado. Na missão a gente vai se enriquecendo, no convívio, no testemunho de fé, a gente vai aprendendo diversos modos de se relacionar com Deus. Ele nos revela seu rosto, encarnado em pessoas concretas, nos mostra que com Ele nossa vida encontra sentido e pode ser vivida com esperança, com alegria, com sentido. O Documento Final do Sínodo para a Amazônia nos desafia a ser uma Igreja de presença. Podemos dizer que a missão tem mais sentido quando ela nos ajuda a ser presença na vida do povo, quando nos leva a partilhar o cotidiano das pessoas. Missão é bem mais do que celebrar, ela tem que nos levar a dividir o caminho do Evangelho, encarnado em tantas pessoas e situações, encarnado no chão e nas águas da Amazônia. Acompanhar a vida de todas as pessoas Acompanhar a vida de todas as pessoas, mas especialmente a vida daqueles que por diversos motivos perderam a esperança, é sempre um desafio a ser enfrentado por aqueles que assumem o chamado a serem missionários da Esperança entre os povos. Nesse caminhar junto, a gente recebe tanto quanto dá, inclusive bem mais do que dá. Na partilha da experiência de fé com o povo, o missionário carrega as baterias para continuar levando o Evangelho entre os povos. A exemplo de Paulo, aquele que na primeira Igreja, em circunstâncias difíceis, levou a Esperança para as pequenas comunidades que se iniciavam no caminho do cristianismo, na trilha do discipulado, somos chamados por Deus a continuar essa tarefa, a levar adiante essa mesma missão. Sem medo a enfrentar os empecilhos, com a coragem que nasce do fato de caminhar em companhia de Jesus, avancemos ao encontro dos outros e levemos o fundamento de nossa vida pessoal e comunitária: a Boa Notícia do Evangelho. Editorial Rádio Rio Mar

Dom Adolfo Zon: No Mês Missionário “reafirmar o compromisso com a missão”

No início do Mês Missionário, o bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), dom Adolfo Zon, escreveu uma mensagem onde lembra que “somos chamados a vivenciar o mês missionário sob o belo e profundo tema: ‘Missionários da Esperança entre os Povos’, inspirado pelo lema: ‘A esperança não decepciona’ (Rm 5,5)”. Segundo o bispo, “em tempos marcados por incertezas, desigualdades e tantos desafios humanos e espirituais, a Igreja nos convida a ser sinal vivo da esperança que vem de Deus, uma esperança que não se baseia em promessas vazias, mas no amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” Dom Adolfo Zon faz um triplo chamado: reafirmar o compromisso com a missão; ser esperança viva nas comunidades; caminhar juntos, com espírito sinodal, explicitando os passos a serem dados. Ele mostra o desejo do Mês Missionário ajudar a “redescobrir a beleza da missão, reacendendo em nós o ardor pelo anúncio do Reino”, e junto com isso promover nas paróquias e comunidades “momentos de oração, formação missionária, gestos concretos de solidariedade e evangelização nas casas, nas ruas, nas escolas, com especial atenção aos mais necessitados”.

Cardeal Steiner no término do 14ºMuticom: “uma responsabilidade a partir do Evangelho”

O encerramento do 14° Mutirão de Comunicação (Muticom) aconteceu neste domingo (28) no Encontro da Águas. Um momento marcado por muita alegria e sentimento de responsabilidade “a partir do Evangelho” como reforçou o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, e assumida pelos participantes de serem comunicadores e comunicadoras do Reino Novo. “Nos encontramos em um momento crucial em relação à Terra, mas o momento crucial das nossas relações. Nós temos uma responsabilidade, temos uma responsabilidade não porque achamos que temos responsabilidade, mas o temos a partir do Evangelho. O cuidado e o cultivo”, alertou o arcebispo. Nesta perspectiva, o Cardeal Steiner enfatizou que como “comunicadores e comunicadoras, anunciamos Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado”. E por isso, é de responsabilidade coletiva “comunicar a harmonia contemplada nas criaturas que inspira relações de fraternidade universal”. E dessa forma “despertaremos para relações fraternas, reconhecendo que tudo está interligado.” O convite final é para que todos levem a alegria, a esperança e todos os aprendizados construídos ao longo da programação do evento para as dioceses, paróquias e regionais. Ao final da celebração foi lida e aprovado o texto da Carta de Encerramento do 14° Mutirão de Comunicação junto com o compromisso assumido por todos os presentes. Os documentos se encontram na íntegra abaixo: Compromissos assumidos Mensagem final do 14° Mutirão de Comunicação

Regional Norte 1 participa de Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade 2026

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizou de 25 a 28 de setembro de 2025 o Seminário da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia”, e como lema “Ele veio morar entre nós”. O Regional Norte 1 esteve representado pela Ir. Rosiene Gomes, articuladora regional das pastorais sociais, e o padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Cáritas Arquidiocesana de Manaus e vice-reitor do Seminário São José. Um grito que emerge da realidade Segundo a religiosa, “estes dias foram dias de grande aprendizado, de experiências, de uma convivência muito agradável, com a participação dos 19 regionais do Brasil e acompanhado também de testemunhos muito vivos, concretos da nossa realidade hoje.” Segundo a Ir. Rosiene “a temática proposta sobre a moradia é um grito que emerge das nossas realidades, um grito urgente de tantas pessoas que sofrem no dia a dia por não ter um teto, não ter uma casa para viver com mais dignidade”. “O que norteou o seminário foi o Texto base da Campanha da Fraternidade, aonde nós vimos o ver, o iluminar e o agir”, relatou a articuladora das Pastorais Sociais do Regional Norte 1. Ela desataca a presença de assessores com grande experiência e capacidade de apresentar a temática proposta. Junto com isso, a importância da partilha de algumas experiências concretas de vários grupos que realizam sua missão nesse campo da moradia. Trabalho com moradores de rua Dentre as partilhas cabe destacar a Pastoral da Moradia, uma pastoral nova no Brasil, que está crescendo nos vários regionais. O Regional Norte 1 ainda não conta com essa pastoral, mas a Ir. Rosiene vê que essa pode ser uma das propostas a surgir na Campanha da Fraternidade 2026, mostrando o compromisso como Igreja, como cristãos. Os participantes do Seminário conheceram o trabalho que a Pastoral do Povo de Rua realiza junto aos moradores de rua no centro de Brasília. Divididos em grupos, os participantes do Seminário foram ao encontro das pessoas que passam a noites nas calçadas da capital do país, dividindo a janta com essas pessoas, sendo também um momento de conversa, de escuta de seus relatos de vida, de suas experiências de vida, segundo conta a religiosa. Esse momento foi acompanhado por uma celebração, sendo rezado o Ofício Divino, tendo a participação dos moradores de rua, que apresentaram as suas músicas, os seus louvores. A Ir. Rosiene destaca esse momento como uma novidade, como algo muito expressivo. Ela disse acreditar que “esta campanha também é uma extensão da própria campanha que vivemos este ano sobre a Ecologia Integral, que é o cuidado com a casa comum. A luta pela moradia também fala da vida, do cuidado com a vida em todas as suas dimensões e sobretudo a vida humana.” Um seminário que é “ponto inicial para começarmos já a pensar como vamos viver esta campanha nas nossas realidades”, concluiu. Cada número é uma pessoa O padre Alcimar Araujo ressaltou a importância de o seminário “para a gente aprofundar a reflexão sobre a problemática da moradia no Brasil. A gente viu em números tudo isso, mas o mais importante é perceber que cada número é uma pessoa. Uma pessoa idosa, uma pessoa doente, uma criança, um pai, uma mãe.” Ele disse que “aí nós percebemos que sem o teto, que é a porta de entrada para todos os direitos, é muito complicado a gente fazer valer os direitos das pessoas”. O presbítero da arquidiocese de Manaus afirma que “a Igreja reflete sobre isso, é a voz profética da Igreja sobre tudo isso.” Ao longo de 2026, o padre Alcimar espera que “a gente consiga articular e rearticular as pastorais sociais, sobretudo, a Pastoral da Moradia nos estados, nos municípios, reaproximar-se dos movimentos de moradia, porque existem no Brasil já, e assim a gente possa fazer valer as políticas públicas que existem para moradia. Em Manaus, nós sabemos que tem um déficit enorme, assim como em outros municípios, mas também não só entregar casas, mas formar lá e também com qualidade e dignidade para todos”.

Cardeal Steiner: “O abismo que se abre na parábola entre os dois modos de viver”

No 26ºDomingo do Tempo Comum, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, iniciou sua reflexão afirmando que “o Evangelho a nos apresentar duas pessoas e nelas dois modos de vida, de viver. Um pobre, desvalido, esquecido, maltrapilho, faminto; existencialmente no chão, como que sem chão. Não sabemos como sobrevivia, pois nem migalhas lhe eram permitidas. Temos diante dos olhos um homem, sem valia, desprotegido, apenas protegido e cuidado pelos cães. Um rejeitado da vida, sem eira nem beira”. Olhos fechados para o outro Segundo o arcebispo, “ousaríamos dizer como o profeta Isaías: ‘Não tinha aparência nem beleza para que o olhássemos, nem formosura que nos atraísse. Foi desprezado, como o último dos homens, homem de dores, experimentado no sofrimento e quase escondíamos o rosto diante dele; desprezado, não lhe demos nenhuma importância.’ (Is 53,2-3). Nossos olhos conseguem vê-lo na fome, na miséria, no desprezo, mas se fecham quando vemos suas feridas sendo lambidas pelos cães”. “A deshumanidade nos aterroriza, nos ataca, pode nos tornar insensíveis; ela nos machuca, nos faz sofrer. O afastado e desprezado nos leva a quase descompaixão. E, no entanto, este homem tem um nome: Lázaro. Lázaro que é a expressão de ‘Deus ajuda’, ‘Deus é meu auxílio’. Talvez até possa nascer em nós o desejo de uma prece: Deus vinde em seu auxílio, Deus seja o seu auxílio. E somos conduzidos em nosso olhar meditativo e contemplativo para a morte que conduz à vida: “Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão”. Da miséria à vida, ao seio, à vida abraâmica, à descendência de Deus. Um abismo, encontro no desencontro”, disse o cardeal Steiner. Uma narrativa que nos incomoda Em suas palavras, ele mostrou que “quase nos incomoda a narrativa de Lucas ao contemplar o desprezado e esquecido sendo conduzido à vida da Trindade. Aquele estranhamento de uma vida, não-vida, uma vida não vivida e que se torna vida eterna. Será necessário passar pela não-vida, para entrar na vida eterna?” O presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), recordou as palavras de Santo Agostinho no Sermão 24,3: “Não foi a pobreza que conduziu Lázaro ao céu, mas a sua humildade. Nem foram as riquezas que impediram o rico de entrar no descanso eterno, mas o seu egoísmo e a sua infidelidade”. “O outro modo de vida apresentado pelo Evangelho é de uma pessoa que vive vestido com roupas finas e elegantes. Um estilo de vida que circula entorno de si mesmo, no descuido de si. No seu aparecer, na sua aparência tem luxo e elegância falsa. No seu conviver é de festa, prazer diário. Todos os dias no esplendor e no vagar existencial sem relações, sem envolvimento, sem comprometimento. Já não enxerga mais a entrada de sua vida e viver, perdeu o ingresso, a porta do convívio, perdeu os olhos para além de si mesmo. Os convivas são apenas a possibilidade da veste de si mesmo. Existe ele e mais ninguém”, refletiu o arcebispo de Manaus. Diante disso, o cardeal Steiner sublinhou que “a vida é dom! Ele, no entanto, acaba desprezando a sua vida. Não sabe assumir como dom. Quando dom, está a serviço dos outros, principalmente dos necessitados, dos pobres, que estão à porta do existir. Fechou sua vida à solidariedade, à comunhão, impedindo satisfazer as necessidades mais profundas de sua humanidade: cuidar, partilhar. É apenas desencontro!” Confundir utilidade com felicidade Ele recordou as palavras de Papa Francisco à Pontifícia Academia das Ciências Sociais: “Hoje estamos diante de um paradigma dominante, amplamente difundido pelo ‘pensamento único’, que confunde utilidade com felicidade, divertir-se com o viver bem, e afirma ser o único critério válido para o discernimento. Esta é uma forma sutil de colonialismo ideológico. Trata-se de impor a ideologia de que a felicidade consiste apenas no que é útil, nas coisas e posses, na abundância de coisas, na fama e no dinheiro.” Isso mostra “o sabor do dom da vida que se esvai. Perde o gosto de viver, da solidariedade, do amar sem porque, da gratuidade da porta aberta, do encontro com os necessitados”. O cardeal, seguindo as palavras do profeta Amós na primeira leitura, disse que “fazem ressoar a vida que se perde, se esvazia, se esvai e que acaba desterrada: ‘Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; os que bebem vinho em taças e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José’ (Am 6,4-7)”. Palavras do profeta que o levaram a afirmar: “insensível, viver um mundo à parte, descuidado com a mundo que o rodeia, desligado da graça de pertença à tribo de José. Vida que flutua, desenraizado, sem fonte que satisfaça a sede de viver. Vida destruída, sorvida por si mesma, tomada pelo vazio do viver. Traição!” O abismo do mim mesmo “O abismo que se abre na parábola entre os dois modos de viver e que se fecha ao encontro é a inércia, o esquecimento, a indiferença diante daquele que está à porta. O abismo está na indiferença que às vezes atinge a cada um de nós quando somos indiferentes, nos habituamos a ver pessoas famintas, deserdadas e descartadas, somos indiferentes diante da pobreza, da violência, da injustiça. O abismo que vai se formando quando os olhos deixaram de alcançar a porta e quem está à porta, para além da porta do existir. E perdemos a sensibilidade para as chagas que hoje afligem a tantas pessoas”, refletiu o arcebispo de Manaus. Ele citou as palavras de São Jerônimo: “Oh! Quão infeliz és tu entre os homens! Vês um membro do teu corpo prostrado diante da porta e não tens compaixão! Em meio às tuas riquezas, o que fazes do que te é supérfluo?”. Partindo disso, ele afirmou que “o abismo entre os dois modos de viver podem nos atingir, quando perdemos a…
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Dom Zenildo Lima: “Uma comunicação carregada de sentido e anúncio profético”

“Mais do que comunicações muito imediatas, sejam muito carregadas de sentido, de significado, de conteúdo e de anúncio profético”. Essas foram as palavras de Dom Zenildo Lima, o bispo auxiliar de Manaus e referencial para a Comunicação do Regional Norte 1, em mensagem aos comunicadores reunidos na 14º edição do Mutirão de Comunicação (Muticom). O evento busca refletir a comunicação pautada na Ecologia Integral e na Sustentabilidade e acontece de 25 a 28 de setembro, na Arquidiocese de Manaus. Aprofundar os conteúdos comunicados Ele faz um apelo a todos os comunicadores participantes do evento, mas que se estende aos “agentes de pastorais de comunicação, de organismos de comunicação eclesial”. Para que “aprofundem na reflexão, que conheçam os conteúdos”.  Já que o modo de ser da sociedade tecnológica estimula uma “ânsia, o desejo muito forte de furo de reportagem, de apresentar logo uma publicação”, mas que “não pode transcurar, não pode descuidar da profundidade do seu conteúdo”. Essa mensagem surge de uma inquietação sentida pelo bispo ao perceber que “até mesmo aqui neste encontro, neste mutirão, uma necessidade muito grande, para não dizer uma avidez, de registro e de publicação”. Ele recorda que no decorrer do mutirão de comunicação “nós fomos alertados” da importância de que “nós sejamos dominadores do conteúdo que a gente quer publicar”, destacou o referencial da comunicação. Amazônia como palco de narrativas construídas na escuta Ao comentar a importância de o evento acontecer na Amazônia, Dom Zenildo Lima, reforçou que se trata “um esforço da Igreja do Brasil, da Igreja Católica, de somar com outras vias de comunicação”. Esse esforço, é para que a “atualíssima questão da Ecologia Integral” seja capaz de gerar narrativas e esclarecer notícias que não são verdadeiras. “É providencial que o encontro aconteça aqui na Arquidiocese de Manaus, porque no chão da Amazônia e a reflexão a partir do lugar tem a possibilidade de vermos as perspectivas do território, de escutarmos as vozes de sujeitos locais. E é muito importante que não somente a Igreja Católica, mas a sociedade como um todo consiga de fato pautar a Ecologia Integral”, explicou o bispo. As dimensões expostas pelo evento se somam a necessidade de compreender o momento histórico vivido pelo país. Isso porque há um enfrentamento de um “projeto de lei que fragiliza a legislação ambiental”. Por isso, é fundamental, segundo Lima, que “tenhamos a força a partir de ferramentas de comunicação para efetivarmos o cuidado com a Casa Comum”. O itinerário temático Os painéis e rios temáticos trouxeram elementos muito importantes para o itinerário de construção do discurso da comunicação nas igrejas locais. É fundamental que as discussões feitas ajudem a formar um discurso autêntico das problemáticas ambientais. Nessa perspectiva, diversos pontos de vistas devem ser considerados, inclusive “do ponto de vista científico” como destaca Dom Zenildo.  “o aquecimento global não é uma falácia, não é uma invenção, mas é uma realidade comprovada, cientificamente comprovada. Nós tivemos a possibilidade de compreender que hoje nós temos não somente uma pauta de comunicação, mas para usar uma expressão apresentada aqui, uma comunicação necessária”, disse o bispo. Essa comunicação necessária considera também “as vozes dos sujeitos locais”. E a experiência compartilhada “a partir do território, a partir dos sujeitos locais tem o seu impacto na globalidade, na realidade nacional” o que consolida os argumentos em defesa da Casa Comum. Embora se apresentem em diferentes abrangências, convidam para um caminho unificado. “O aquecimento global e todas as ameaças são uma realidade, é uma ameaça verdadeira e crescente. A articulação das forças locais, mas também as articulações nacionais são necessárias e isso nós podemos ver a partir de diversos caminhos que os nossos rios temáticos têm nos ajudado” finalizou Dom Zenildo.

Muticom 2025 lança livros e apresenta texto-base sobre Comunicação e Ecologia Integral

O texto-base busca aprofundar o diálogo entre fé, justiça socioambiental e práticas comunicacionais Na manhã desta sexta-feita (26), ocorreu no 14° Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) lançamentos de livros. Entre eles, o texto-base sobre comunicação e ecologia integral, fruto do trabalho do Grupo de Reflexão sobre Comunicação (GRECOM), ligado à Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. O texto-base busca aprofundar o diálogo entre fé, justiça socioambiental e práticas comunicacionais comprometidas com a sustentabilidade e a transformação social. O documento convoca comunicadores a assumirem um papel ativo, marcado pelo compromisso ético e pela responsabilidade ambiental, estimulando um novo jeito de comunicar em sintonia com a Casa Comum. Durante o lançamento, Ricardo Alvarenga, Membro do Grupo de Reflexão em Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, anunciou uma novidade: a partir deste Muticom, em todas as próximas edições, será publicado um subsídio temático para apoiar dioceses, paróquias e grupos de pastoral. “A ideia é que, a partir deste Muticom, sempre nos eventos nacionais, como o Encontro da Pastoral da Comunicação, o Grecom, com a ajuda de outros parceiros, publique um material de apoio. O objetivo é ajudar as comunidades a refletirem sobre o tema que estaremos trabalhando em cada encontro”, explicou. Já o Padre Dário Bossi, assessor da Comissão Sociotransformadora e da Comissão para Ecologia Integral e Mineração da CNBB, apresentou cinco prontos principais. O primeiro deles foi a fé e cuidado com a Casa Comum. Segundo ele, “Não há mais como separar a nossa fé do cuidado com a Casa Comum.” Outro aspecto ressaltado, foi a juventude como interlocutora central. Para o padre, “As juventudes são nosso interlocutor principal, porque elas são um presente que pode mudar o nosso futuro.” Ele também chamou atenção para o combate ao negacionismo, lembrando que “Um bom comunicador, uma boa comunicadora, desfaz o negacionismo e desvenda as falsas soluções do sistema capitalista, que criou um problema e agora quer nos dar uma resposta que não se sustenta.” O sacerdote ainda enfatizou a necessidade de conexão entre cotidiano e grandes decisões “Somos chamados a conectar os estilos de vida, as atitudes cotidianas de cada pessoa, família e comunidade com as grandes denúncias e as escolhas políticas. A comunicação precisa mostrar que há uma conexão entre tudo isso.”, afirmou. E por fim, destacou a esperança como missão “Nós somos semeadores e semeadoras de esperança. Temos que contar histórias que estão mudando este planeta, que existem e que reexistem. Essa é a nossa missão!” O lançamento marcou um dos momentos de reflexão do Muticom, reforçando o compromisso da igreja com uma comunicação inspirada pela ecologia integral. Baixe o texto-base: https://muticom.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Subsidio-14o-Multicom-DIGITAL-03-set-2025.pdf Kayla Costa – Rádio Monte Roraima / Fotos: Jonathan Allicock – Rádio Monte Roraima

Irmã Joana Puntel: “a cultura digital não é mais online ou offline, ela é onlife”

A irmã Joana Puntel acaba de completar 80 anos. Em vez de receber presente, ela tem nos presenteado, junto com Marcus Tullius, com mais um livro: “Pastoral Digital: uma mudança paradigmática”. A religiosa paulina é uma das assessoras do Mutirão Brasileiro de Comunicação (MUTICOM), que acontece em Manaus de 225 a 28 de setembro de 2025, onde esta obra será lançada. Importância da ecologia integral no MUTICOM Ela considera “muito importante que esse MUTICOM esteja se dedicando, a comunicação esteja se dedicando a levar adiante o tema da ecologia integral”. A religiosa destaca o impacto que a encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, teve no mundo todo, “ele que ajudou a criar muito a mentalidade sobre essa questão de que tudo está interligado”, explicando o que isso significa. Daí a relevância da comunicação se engajar dentro dessa temática, “ela escolhe essa temática para ser algo que ajude a avançar na mentalidade, primeiro de tudo, porque as coisas podem se tornar gastas de tanto repetir e, às vezes, não ter ação”. A Ir. Joana Puntel vai assessorar no MUTICOM sobre a educomunicação para a formação cidadã. Ela vai tratar sobre a questão do ser humano, “o ser humano que precisa ser formado para isso”, ressaltando que “educação e comunicação, elas estão interrelacionadas”. É por isso que “a educação que você dá para uma pessoa, o que você vai desenvolver, ela precisa estar ligada a tudo o que você vai fazer, o que você é antes de tudo como pessoa. Então os valores que você tem, os valores, a honestidade, a fraternidade, o respeito, a dignidade pelo outro”. “Conforme você é na sua vida, você também vai tratar não só os outros, mas todo o planeta, tudo o que está ao seu redor. E aí, então, você também tem razões profundas e vai se aperfeiçoar mais, digamos assim, com bibliografias, para você discutir também isso no contexto”, afirma a religiosa. Ela destaca a necessidade da formação humana, da formação cidadã para a cidadania. Partindo de que tudo está interligado, sublinha que “você é uma pessoa que precisa saber como que você trata os outros, porque, como diz assim um grande professor, nós não nascemos prontos, a humanidade não nasce pronta, ela se forma”. Entrar na cultura digital Sobre a temática do livro que está sendo lançado, ela afirma que “a pastoral digital não é uma pastoral diferente da pastoral de comunicação, mas é ajudar a pastoral da comunicação que nós já conhecemos a entrar cada vez mais dentro de uma cultura que é uma cultura digital. Não é simplesmente usar os meios, mas é dentro desse todo que nós vivemos numa cultura digital. E a cultura digital não é mais online ou offline, ela é onlife”, fazendo referência ao novo paradigma de Luciano Floridi, “onde leva em conta a pessoa, porque infelizmente quando se fala em comunicação, se pensa em meios”, inclusive na Pastoral da Comunicação. A irmã Puntel insiste em, sem deixar os meios de lado, incluir a pessoa nisso. Um livro dedicado à memória do Papa Francisco, que é definido como pastor da escuta e do discernimento, comunicador exemplar. A religiosa paulina vê Papa Francisco como alguém que praticou o que ele disse sobre comunicação, “que é essa escuta, ser firme, porque escutar e deixar fazer a mesma coisa não é realizar a comunicação.” O livro mostra que Francisco é um homem do processo, que leva a se perguntar “quais são os sinais dos tempos para você poder entrar em diálogo com o contexto de hoje”, uma reflexão que aparece numa conferência que ele fez para a Cúria Romana no Natal, “onde ele mostra essa questão dos processos que precisa abrir”, superando dinâmicas que levam a ficar parado, dando passos que levem a prestar atenção aos sinais dos tempos hoje. Algo que leva a refletir sobre a Inteligência Artificial, “que não se trata só de uma ferramenta, é de tudo que ela está provocando no ser humano, no sentido de repensar, de nova antropologia”, reflete a irmã Puntel. Ela destaca a necessidade de “escutar os sinais dos tempos, porque é ali que o Espírito fala também”. O ‘onlife’ Aprofundando no conceito ‘onlife’, a religiosa fala dos manguezais, onde convivem a água doce e a água salgada, uma metáfora usada por Luciano Floridi. O filósofo italiano defende que não é igual antigamente quando era ligado ou desligado um aparelho, hoje “você está continuamente ‘onlife’, porque a comunicação, o digital, ele está ao redor, ele está no que você pensa, não é mais assim que você puxa a gavetinha para dizer aqui está o digital. Nós nos movemos dentro desse digital, seja por aquilo que nós queremos usar no negócio, seja por aquilo que nós queremos consumir, você está continuamente ligado”. A religiosa vê esse fenómeno especialmente presente entre os jovens, falando da síndrome do FOMO (fear of missing out), o medo de ficar fora das novidades e eventos das redes sociais. Isso leva a ter a necessidade de sentir a vibração do celular, o que “mostra que nós vivemos dentro de um todo que se movimenta.” Nesse sentido, “quando a gente fala que tudo está interconectado, é nesse sentido, tudo. E isso está ficando assim, planetário.” A irmã Puntel lembra que agora saiu um livro chamado “A Soberania Planetária”, que é a questão da inteligência, as camadas neuronais. Magistério e Inteligência Artificial Diante do receio frente à Inteligência Artificial, também em ambientes eclesiais, a religiosa paulina destaca a importância de conhecer o Magistério da Igreja em relação a essa temática. Ela lembra a mensagem de Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz de 2024, afirmando que “quem quiser saber o que é a Inteligência Artificial e como é que a igreja se comporta, vai lá olhar essa carta”, aparece o tema da ética. Uma reflexão que tem se dado em diversos momentos, enfatizando que “a dignidade humana precisa ser defendida na Inteligência Artificial”. A religiosa insiste na necessidade de a Igreja reconhecer os progressos que nascem da Inteligência Artificial,…
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Cardeal Steiner: “sem medo aprofundar a comunicação e a Ecologia Integral”

“Desejar que nós não tivéssemos medo de discutir e aprofundar as questões da comunicação e da Ecologia Integral”. Essas foram as palavras do arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, durante a mesa de abertura do 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação. O evento buscará expandir horizontes para uma comunicação transformadora nas diversas realidades sociais e humanas. O cardeal destacou a exigência desse processo de aprofundamento, justamente por ele considerar diversos “aspectos e dimensões”. Isso para que não o reduza a “um mero cuidado para preservar as coisas”, mesmo que haja uma predominância em colocá-lo sob a lógica de desenvolvimento que destrói o meio ambiente. A poesia como parte do processo de transformação Essa observação é um convite a perceber que existem “outros elementos próprios nossos, do ser humano, que precisam ser refletidos”. E para que essa comunicação ganhe os contornos de transformação desejados o cardeal aponta que o caminho é o de retorno ao “poetar”. Já que a poesia perpassa o itinerário de transformação da vida humana. “Poesia que é a tentativa de colher a realidade na sua dimensão mais profunda. Lá onde nós somos atingidos. Nós somos atingidos por uma dimensão que o sustenta e guarda as nossas relações mais profundas”, explicou o arcebispo. Nessa perspectiva, o arcebispo questionou a dinâmica a ser assumida diante dessas questões, de como “sermos realmente pessoas que conseguem comunicar?”. Para isso, é necessário que haja uma transformação e o caminho é pensar “O que veio Jesus fazer? Transformar as nossas vidas”, explicou o cardeal.Por isso, o anúncio do Reino de Deus é também de “um modo de vida novo, onde tudo se sente em casa, onde tudo realmente possa ser”, e é o que precisa ser anunciado. Aprofundar dimensões exigentes Como anfitrião do evento, o cardeal Steiner reforçou o desejo de que mutirão “não tenha medo de chegar e aprofundar as dimensões mais exigentes”. E lembrou da existência de iniciativas dissonantes da perspectiva da Ecologia Integral, citando a PEC da destruição. Nela há “todo o pensamento, e todo o pensamento através disso” em busca de oportunidades para atingir seus objetivos utilitários, que Heidegger chamava de um pensamento calculante. “Então, desejo que as nossas discussões, os nossos debates sejam sem receio, sem medo, com toda a liberdade, para podermos realmente ser uma presença do Evangelho na nossa realidade. Assim ao menos é o que nós tentamos fazer sempre na Amazônia. Sempre buscarmos as razões mais profundas para podermos assim continuar a caminhar na esperança”, concluiu o cardeal. Ao final de sua colocação pediu ao presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), uma das organizadoras do evento, Dom Valdir José de Castro, que declarasse a abertura oficial do MUTICOM. Ele retomou os agradecimentos aos envolvidos na preparação do evento e aos que ainda seguem trabalhando para realização do evento em todos os setores.

Cardeal Steiner no 14º MUTICOM: “toda obra criada é uma comunicação de Deus”

Uma missa amazônica, presidida pelo arcebispo local, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, deu início na tarde da quinta-feira ao 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que reúne em Manaus, de 25 a 28 de setembro de 2025, mais de 400 comunicadores chegados dos diversos cantos do país. Um evento para refletir sobre “Comunicação e Ecologia Integral: Transformação e Sustentabilidade Justa”. O grande comunicador nos enviou um comunicador Na homilia, o presidente da celebração, depois de acolher os presentes, “os que vieram de longe, os que vieram de perto”, destacou “Jesus foi enviado para anunciar, o grande comunicador nos enviou um comunicador. Ele o comunicador do reino de Deus, ele o comunicador do amor de Deus, ele que se fez comunicação porque se fez presença. Presença nos sinais, nas palavras, nas curas, ele simplesmente com sua presença mostrou como Deus é, nos mostrou o modo de ser de Deus”. Segundo o cardeal Steiner, “no texto do Evangelho, este modo de ser de Deus, Jesus pede que seja levado adiante. Por isso envia para serem comunicadores os discípulos.” Ele destacou como significativo no texto de Marcos, que no Ide está o envio a toda criatura, dado que “toda obra criada é uma comunicação de Deus. Todos os seres são comunicação de Deus. Tudo é, na expressão de São Boaventura, sinais do amor de Deus, visibilizações do amor de Deus, palpabilidade da presença de Deus”, insistindo em que Deus se comunicou. Algo que levou o cardeal a dizer que “talvez por isso, os medievais pensavam que Deus é comunicação. E nós participamos dessa comunicação de Deus, somos participantes dessa comunicação”. Enviados para anunciarmos que existe um reino novo Como participantes dessa comunicação, o arcebispo de Manaus disse que “o Evangelho de hoje também nos envia. Nos envia para anunciarmos a toda criatura que existe um reino novo. Tudo foi restaurado em Cristo. Tudo agora foi transformado em Cristo. Tudo foi transfigurado em Cristo. Tudo agora é transparência de um amor que se tornou visível, palpável na cruz, vida nova a toda criatura.” Nessa perspectiva, o cardeal Steiner disse que “talvez por isso nosso mutirão deseja justamente refletir, pensar, aprofundar a nossa comunicação e ecologia integral. Porque nós vemos de modo diferente, a partir da comunicação de Deus, vemos de modo diferente a relação nossa com as criaturas”. Uma relação que, segundo o presidente da celebração, “Francisco de Assis percebeu que era uma relação fraternal, irmão e irmã, e é por isso também que toda criatura louva a Deus.” Ele enfatizou que “nós temos essa palpabilidade de Deus em todas as criaturas, e é por isso que fazemos das criaturas também o nosso grande louvor a Deus, a ecologia integral. A ecologia integral que não busca ser uma expressão qualquer, mas busca ser uma nova relação para podermos dizer e perceber que Deus se comunica também através das criaturas”. Nesse sentido, o MUTICOM deve ser, em palavras do cardeal Steiner, uma oportunidade “para de novo nos darmos conta de que Deus é o grande comunicador e que nós participamos dessa comunicação e que nós somos comunicação. E porque somos comunicação, nós nos deixamos tocar pela comunicação das criaturas, mas especialmente pela comunicação de Deus.” Ele enfatizou que “nós somos comunicação, nós não somos mensagem, não, nós somos comunicação, porque somos seres em relação, assim como Deus o é”. Aprofundar na dimensão de Deus comunicador Refletindo sobre a primeira leitura da liturgia do dia, onde mostra que “o profeta fala da comunicação de Deus, ele é o comunicador de Deus, mas ao mesmo tempo também, Deus que se comunica nele, por ele, e ele que se comunica a partir de Deus.” O cardeal encerrou sua homilia, pedindo que o MUTICOM “nos ajude a aprofundar essa dimensão tão profunda de Deus que é comunicador, porque é relação. Nós somos comunicadores, comunicadoras, porque somos relação, mas também as criaturas, para que realmente haja a harmonia, haja a harmonia da casa comum, e possamos nós todos conviver não num sistema econômico dominador, mas possamos viver na fraternidade universal, possamos viver da fraternidade onde todos têm o seu lugar, tem o seu espaço, mas também tem a sua respeitabilidade. Para assim, na nossa reflexão possamos melhor nos darmos conta o quanto Deus se comunica conosco através de cada uma das suas criaturas”. No final da celebração, o arcebispo de Manaus fez um chamado a agradecer “a graça de sermos comunicadores da salvação, da redenção a toda criatura”, mas também agradecer “o sermos enviados a anunciar vida nova, redimida, transfigurada, celestiada”, e junto com isso agradecer “o sermos filhas e filhos de um mesmo Pai, irmãos de um mesmo Irmão maior, e alma da Alma da Trindade.” Mais uma vez, o cardeal Steiner deu as boas-vindas “a Manaus, a nossa Querida Amazônia, a nossa Igreja que está em Manaus.” Ele pediu “que possamos todos juntos fazer uma bela caminhada nesses dias, um bom mutirão para nos apercebermos que fomos comunicados e que somos comunicação de Deus, que cada criatura é comunicação de Deus, porque comunicador maior não existe do que Ele mesmo, que se comunicou em cada um de nós”. Fotos: Emmanuel Grieco Nascimento