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Dom Leonardo, a Voz da Amazônia entre “o clero” do Papa

O dia 29 de maio de 2022 será uma data histórica para a Igreja de Manaus e da Amazônia. Foi anunciado que pela primeira vez, o Arcebispo de Manaus vai fazer parte do colégio dos cardeais, considerados tradicionalmente como o clero do Bispo de Roma, “o clero do Papa”. No dia 27 de agosto, no consistório que será celebrado no Vaticano, a Amazônia terá seu primeiro cardeal. Uma notícia que tem provocado reações de alegria na sociedade e na Igreja da Amazônia, que vai ter uma voz profética para fazer ressoar os clamores de uma região cada vez mais ameaçada. Dom Leonardo Steiner começou seu ministério episcopal na Amazônia, sendo o sucessor de alguém que tem sido considerado um dos grandes profetas da Igreja do Brasil nos últimos 50 anos, Dom Pedro Casaldáliga, primeiro bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia. Em janeiro de 2020, Dom Leonardo iniciou sua missão na Arquidiocese de Manaus, e ao longo de mais de dois anos tem assumido as causas da Amazônia e dos povos que a habitam como elemento fundamental na sua vida e no seu ministério episcopal. A Amazônia tem se tornado uma causa na vida do novo cardeal, insistindo em que “a nomeação minha não diz apenas ao respeito da minha pessoa”. Ele deixa transparecer nas suas palavras que o fato dele ser cardeal é mais uma prova de que “o Papa Francisco tem um carinho especial pela Amazônia e pelas igrejas que estão na Amazônia”, ressaltando “que a Amazônia não ficou esquecida do Papa”. O Sínodo para a Amazônia mostrou a importância da região amazônica na vida do Papa Francisco, mas também na vida da Igreja, e isso é um motivo a mais para cada um de nós assumir o cuidado da Amazônia como algo próprio. Ser um colaborador direto do Papa ajuda nem só àquele que assume essa missão, mas também à própria missão a ele confiada, ao povo que caminha sob o seu pastoreio. A vida do povo da Arquidiocese de Manaus, a vida dos povos da Amazônia, vai estar ainda mais próxima do coração do Papa, sempre atento àquilo que acontece nas periferias do mundo e da Igreja. Uma Igreja que quer ser presença no meio do povo, através de cada um dos diferentes ministérios exercidos nela, também por meio daqueles que assumem a missão cardinalícia. Uma caminhada em sinodalidade, onde o mais importante é viver a comunhão, caminhar juntos, em ajuda mutua, numa mesma direção. Uma Igreja que constrói o Reino na história, em meio às dificuldades, mas também em meio às alegrias e esperanças que animam a olhar o futuro com o olhar de Deus. Sem dúvida, o cardinalato de Dom Leonardo é um sinal de alegria e esperança para nossa Igreja de Manaus e da Amazônia, que nos impulsiona a continuar com força uma caminhada que não podemos dizer que agora tenha um rumo diferente, mas sim uma força e um compromisso ainda maiores com o Papa, com a Igreja e com os povos da região. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Prelazia de Tefé encerra Projeto Ajuri pela Vida em Fonte Boa e Tamanicuá

O Projeto Ajuri pela Vida realizou dois encontros na Prelazia de Tefé, na Paróquia de Fonte Boa e na Área Missionária de Tamanicuá, onde se fiz presente Dom José Altevir, Bispo da Prelazia. Em Fonte Boa o Projeto Ajuri beneficiou 161 famílias, algo que foi motivo de agradecimento por parte do pároco da Paróquia Nossa Sra. de Guadalupe, Pe. Mário Cabral, e pela Presidenta da Caritas da Prelazia de Tefé, Francisca Andrade. No projeto tem participado voluntários locais, contando também com a ajuda de embarcações, dos presidentes das comunidades, colaboradores da Rádio e muitas outras pessoas que direta ou indiretamente têm se envolvido no projeto. Os beneficiários do Projeto foram gratos por todas as doações, aprendizados, orientações de prevenção a Pandemia do Covid-19. Na Área Missionária de Tamanicuá foi realizada uma missa em ação de graças pela presença do projeto Ajuri na Área Missionária. A celebração foi presidida pelo bispo Dom Altevir que na oportunidade parabenizou o Projeto pela atuação nesta comunidade e diz que “a presença do Espírito Santo se dar através de iniciativas como esta”. Também na Área Missionária de Tamanicuá, os beneficiários destacaram que a presença do Ajuri foi essencial neste período tão desafiador aa pandemia, ressaltando que graças aos materiais recebidos e as ações de prevenção a comunidade não perdeu comunitários para a doença. Uma das beneficiadas foi Dona Ramilda, responsável pela comunidade. Ele afirma que seu coração se alegra por tudo o que foi feito, e também se enche de esperança para que venham novos projetos para beneficiar a comunidade. Para a Caritas da Prelazia de Tefé e coordenação de pastoral da Prelazia foi muito gratificante participar juntamente com os educadores, e a presença e participação de Dom Altevir foi muito importante para animar a caminhada. Foi visível a gratidão das pessoas sobre a importância de tudo o que foi feito pelo Projeto Ajuri, ressaltando que ele foi realizado por muitas mãos. Pessoas que superaram as dificuldades do dia a dia para poder levar a ajuda às pessoas mais carentes e fazer chegar a informação nos locais mais longínquos: sol, chuva, banzeiro, e sem contar o risco com os piratas. Diante do término do projeto, as pessoas solicitaram novos projetos da Caritas, dado que foi a única instituição que chegou para ajudar no momento crítico. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Com informações do Projeto Ajuri pela Vida

Pastoral da Criança Regional Norte1 realiza encontro em Manacapuru

A Pastoral da Criança do Regional Norte 1 realizou nos dias 27 e 28 de maio o 1° Encontrão da Pastoral da Criança na cidade de Manacapuru, Diocese de Coari. O encontro contou com a presença da coordenadora diocesana Francisca Cleide Viana da Silva, da coordenadora estadual Inês Freitas e de 29 líderes representantes das Paróquias Nossa Sra. de Nazaré, Cristo Libertador e a Área Pastoral Santo Afonso. Durante o encontro foram realizadas oficinas de brinquedos e brincadeiras,  acompanhamento Nutricional, saúde mental com Irmã Angela e estudo sobre Voluntariado com Patrícia Cabral. Momento de muita escuta, troca de experiência e fortalecimento da missão. Pastoral da Criança Regional Norte1

Pe. Ronaldo Colavecchio, SJ: Construtor de processos coletivos a partir do chão da Amazônia

Uma vida missionária, uma história construída nas periferias geográficas e existenciais de Manaus (AM), uma vida dedicada aos pobres da Amazônia, ao longo de 28 anos. Só uma parte de uma vida missionária no Brasil, que começou em 1969, em Salvador (BA), 15 dias depois de ser ordenado presbítero. Estamos falando do padre Ronaldo Colavecchio, SJ, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro, missionário na Amazônia desde 1982, em Marabá (PA), Manaus (AM) e Rio Branco (AC). Uma vida onde foi construindo uma amizade com Jesus, algo recolhido no seu último livro, apresentado este 30 de maio, um dia antes dele completar 88 anos, que tem por título: “Na Amizade de Jesus a partir da Amazônia. Uma Espiritualidade Sinótica”. A apresentação da obra, junto com uma homenagem por parte da Arquidiocese de Manaus, evento organizado pelo Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (ITEPES) e o Seminário São José, foi momento para reconhecer seu longo e frutífero trabalho na Arquidiocese da capital do Amazonas. A homenagem, segundo Dom Leonardo Steiner, quis ser “um gesto de gratidão pela sua presença e dedicação”, que em palavras do Arcebispo de Manaus são palavras apropriadas para compreender melhor o que significa o seguimento de Jesus, estar na companhia de Jesus. Um agradecimento que também se fez presente nas palavras do padre Ricardo Castro, diretor do ITEPES, onde o padre Colavecchio sempre quis ser sempre um professor amigo, ensinar através dos vínculos de amizade. O padre Ronaldo Colavecchio “nos fez olhar para Jesus, sempre fez processos de construção coletiva”, segundo o padre Zenildo Lima. O reitor do Seminário São José de Manaus, destacou que esse processo de construção coletiva foi realizado pelo missionário jesuíta “a ´partir da Amazônia, do nosso chão”, insistindo em que “somos nós aqui deste chão que estamos nesse processo de amizade com Jesus”. Um aluno do padre Colavecchio foi Dom José Albuquerque de Araújo, que afirmou ter visto sempre no jesuíta uma referência, relatando fatos destacados na vida do homenageado e alguns dos muitos serviços prestados à Arquidiocese. O Bispo Auxiliar de Manaus lembrou a presença do padre Ronaldo na equipe de formadores do Seminário São José, como diretor espiritual, pároco, grande e prolífico pregador de retiros, confessor, visitante dos doentes nos hospitais, diretor do CENESC, dentre outros serviços. O autor do livro, o vê como uma partilha de sua vida na Amazônia, destacando a importância do encontro pessoal com o Senhor, da amizade com Jesus a partir da Amazônia, relatando o que tem significado sua vida como missionário jesuíta em Manaus. Daí a importância de colocar-se no seguimento de Jesus para seguir crescendo no seguimento d´Ele e no amor a Ele. Uma homenagem que contou com a presença de boa representação do clero diocesano de Manaus, dos seus colegas jesuítas, que agradeceram à Arquidiocese pela homenagem, da Vida Religiosa, dos leigos e leigas formados por ele no ensino formal e nas paróquias, áreas missionárias e comunidades por onde o padre Ronaldo passou. Finalmente, Dom Leonardo Steiner agradeceu por um livro que é uma experiência de vida, rememorando uma caminhada do Evangelho onde vamos conhecendo melhor a Jesus. Segundo o Arcebispo de Manaus, “um livro é uma revelação do Mistério”, se referindo ao livro do Padre Ronaldo como “testemunho de uma história e de uma presença na Amazônia”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Pastoral da AIDS Regional Norte-1 realiza Pré assembleia

A Pastoral da AIDS do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB Norte1, realizou sua pré assembleia de 27 a 29 de maio. O encontro teve a participação de representantes, Coordenadores Diocesanos do Regional, Diocese de Parintins, Prelazia de Itacoatiara, Prelazia de Tefé, Diocese de São Gabriel da Cachoeira, Diocese de Coari, Diocese de Roraima e Arquidiocese de Manaus, e contou com a participação do Assessor Nacional da Pastoral da AIDS, Pe. Antônio Peroni, da Arquidiocese de Vitória/ES. Durante a pré assembleia, os participantes refletiram e revisaram as ações da Pastoral no Regional no último Triênio e também confirmaram a continuação das Coordenações Diocesanas e do Regional para os próximos três anos. O Assessor Nacional da Pastoral da AIDS convidou todos os participantes a continuarem na caminhada, sempre com alegria, olhando os novos tempos que se vivem na Igreja e no Brasil. No último dia, o trabalho voltou-se para uma análise e colaboração do documento que irá auxiliar as atividades da Pastoral da Aids neste novo triênio 2022-2044. Este documento será apresentado formalmente na Assembleia Eletiva da Pastoral da AIDS, que acontecerá no mês de outubro de 2022, em Vitória (ES). Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Com informações da Pastoral da AIDS

“A Amazônia não ficou esquecida do Papa”, afirma Dom Leonardo após nomeação cardinalícia

No domingo 29 de maio, a Igreja foi surpreendida com a convocação de um novo consistório, onde o Papa Francisco nomeou mais 21 cardeais, 16 deles eleitores, menores de 80 anos. Também foi uma surpresa para os próprios eleitos, dentre eles Dom Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Em encontro com a imprensa local, o novo purpurado afirmou que na manhã do domingo foi surpreendido, dado que o Papa Francisco não acostuma comunicar nada antes. Dom Leonardo afirmou ter ficado meio incrédulo num primeiro momento, dado a falta de um comunicado oficial. Segundo o Arcebispo de Manaus, “é uma alegria para todos nós da Amazônia”, insistindo em que “a nomeação minha não diz apenas ao respeito da minha pessoa”. Ele ressaltou como “o Papa Francisco tem um carinho especial pela Amazônia e pelas igrejas que estão na Amazônia”, lembrando o fato dele ter tido a delicadeza de ligar no tempo da pandemia. Agora com essa nomeação, “mostra mais uma vez o quanto ele está próximo das nossas igrejas, está próximo da nossa região”, destacou Dom Leonardo Steiner, insistindo em que “é por isso que nós nos alegramos”. O fato de ser cardeal, é visto pelo novo purpurado como “uma responsabilidade que se assume na Igreja”, destacando que “o mais importante que eu vejo na reação dos bispos e de tantas pessoas que entraram em contato, é a alegria de ter um cardeal na Amazônia, que a Amazônia não ficou esquecida do Papa”. Se referindo à nomeação do novo cardeal na Mongólia, uma Igreja onde não chega a dois mil católicos, Dom Leonardo afirmou que “o Papa está olhando para as periferias, o Papa está olhando para onde a Igreja pode ser muito viva, uma Igreja que pode ir construindo a sua história, como a nossa Igreja da Amazônia tem construído a sua história”. O Arcebispo de Manaus diz se alegrar “de poder participar agora mais intensamente da construção dessa Igreja que deseja ser uma Igreja cada vez mais missionária, cada vez mais presente e uma Igreja cada vez mais viva”. Dom Leonardo também agradeceu as manifestações de carinho, de proximidade, de alegria, pedindo que rezem por ele, “para que eu possa exercer esse verdadeiro ministério junto do Papa com boa disposição e ajudando assim a Igreja a se tornar cada vez mais presente e tornar visível o Reino de Deus, Jesus Ressuscitado”. Diante das perguntas dos jornalistas, o novo cardeal foi explicando o que representa a missão dos cardeais na Igreja, também os detalhes do consistório que acontecerá em Roma no dia 27 de agosto. Dom Leonardo afirmou que no seu trabalho cotidiano, “o título não muda nada, só um pouquinho mais de trabalho”, lembrando também da visita ad limina dos bispos do Regional Norte1, junto com o Regional Noroeste, que acontecerá no mês de junho. Dom Leonardo Steiner afirmou que duas pessoas tinham lhe falado que sua nomeação é um fruto do Sínodo, lembrando o processo do Sínodo para a Amazônia e do atual Sínodo da Sinodalidade. Diante disso, ele disse que “talvez o Papa esteja pedindo das nossas Igrejas que realmente assumam o Sínodo, especialmente Querida Amazônia e o Documento Final”. Nesse sentido insistiu em que “os bispos da Amazônia estão muito dispostos a isso”, destacando mais uma vez que “as manifestações de afeto colegial e de alegria foram muitas da parte dos bispos. Eu penso que nós todos estamos muito dispostos a ajudar o Santo Padre a sermos uma Igreja muito missionária, especialmente uma Igreja Sinodal”. Em relação com seu papel e nova responsabilidade dentro da Igreja da Amazônia, Dom Leonardo afirmou que “talvez a responsabilidade seja de animação”, ressaltando que “as igrejas nossas, católicas, na Amazônia são muito ativas”. Em referência ao Documento de Santarém, que está completando 50 anos, um fato que será comemorado de 6 a 9 de junho com um encontro dos Bispos, no mesmo local do acontecido 50 anos atrás, Dom Leonardo disse ver esse Documento como algo decisivo, vendo o Sínodo para a Amazônia como um dos frutos do Documento de Santarém. Em relação com esse Documento, “que parte de duas premissas, que é a encarnação e a libertação, são duas premissas fundamentais para que a Igreja seja realmente a Igreja que é na Amazônia”. Segundo o Arcebispo de Manaus, “é claro que com o Sínodo teremos que dar muitos outros passos, levar ainda uma participação maior dos leigos, que já é muito expressiva, mas também uma Igreja que sabe escutar mais e fazer os leigos participarem dos momentos de decisão”. Celebrar 50 anos de Santarém representa um compromisso dos bispos com Santarém, com o Vaticano II e com o Sínodo, esperando dar sua contribuição para que “se torne uma Igreja muito viva, uma Igreja das pequenas comunidades, uma Igreja das comunidades eclesiais de base, uma Igreja profundamente encarnada, uma Igreja profundamente inculturada, uma Igreja que possa realmente ouvir os povos indígenas e achar as suas expressões também celebrativas, as suas expressões teológicas, de reflexão e de oração”, algo que exige um esforço, um cuidado, um bom ânimo de continuarmos a nossa caminhada. Luis Miguel Modino, assessore de comunicação CNBB Norte1

Alegria do Regional Norte1 pela nomeação de Dom Leonardo, “o nosso cardeal da Amazônia”

Com “imensa alegria por ter sido escolhido para integrar o Colégio dos Cardeais” tem recebido o Regional Norte1 da CNBB a notícia conhecida na conclusão do Regina Coeli da Festa da Solenidade da Ascensão do Senhor, onde o Papa Francisco revelou os nomes de 21 novos cardeais, 16 deles eleitores. Um dos novos purpurados é Dom Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Dom Edson Tasquetto Damian, Presidente do Regional Norte1 diz agradecer “de coração ao querido Papa Francisco que, através desse gesto, reconhece seus relevantes serviços prestados a nossa Igreja”, citando os diferentes serviços prestados por Dom Leonardo em seu ministério episcopal. A felicidade e gratidão do Regional é porque “é também o nosso cardeal da Amazônia, nosso porta voz e colaborador direto junto ao Papa Francisco”. Diante da nova missão de Dom Leonardo, o Presidente do Regional Norte1 suplica “ao Espírito Santo que derrame sobre você a abundância dos seus dons para que prossiga sua missão com generosidade e alegria, sempre fiel ao Evangelho e a serviço dos pobres. E nos ajude a concretizar os sonhos do Papa Francisco em nossa Querida Amazônia”. Dom Edson também vê na confiança do Papa Francisco com a nomeação, “o apoio para prosseguir com coragem e generosidade os compromissos que assumimos através da mensagem ao Povo Brasileiro na recente celebração da 59ª Assembleia Geral da CNBB”, citando um parágrafo da mensagem, onde relata o gravíssimo quadro atual que o Brasil está vivenciando, denunciando o sofrimento do povo e da casa comum. Finalmente, o Presidente do Regional Norte1, lhe faz ver a Dom Leonardo, que pode contar “sempre com nosso apoio solidário, nossa estima fraterna e nossas orações”, pedindo a intercessão de Nossa Senhora da Amazônia para que “o guarde sempre firme, fiel e feliz na sua missão”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Papa Francisco nomeia cardeal Dom Leonardo Steiner

O Papa Francisco deu a conhecer no Ângelus da Solenidade da Ascensão do Senhor o nome dos novos cardeais da Igreja. Na lista aparecem 16 novos cardeais eleitores e mais 5 que já superaram a idade de 80 anos, idade limite para participar de um futuro Conclave. Entre os novos cardeais está Dom Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, e o Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa. Dom Leonardo Ulrich Steiner, que assumiu a Arquidiocese de Manaus em janeiro de 2020, é o primeiro cardeal da Amazônia brasileira, uma região de particular importância para o Papa Francisco. Após a celebração do Sínodo para a Amazônia, em outubro de 2019, a nomeação do novo Cardeal Steiner, que receberá seu capelo no consistório do dia 27 de agosto, é um novo impulso para uma Igreja missionária e encarnada na vida dos povos. Para o Regional Norte1, a nomeação do Arcebispo de Manaus como novo cardeal da Igreja católica representa um motivo de grande alegria e mais uma prova do grande carinho que o Papa Francisco tem pela Igreja da Amazônia e pelos povos que a habitam. Sem dúvida, os povos da Amazônia têm mais uma voz profética em sua defesa no meio a tantas ameaças que os cercam. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ir. Rose Bertoldo: “A Ascensão de Jesus nos desafia a romper a estreiteza de nossa vida”

Na Solenidade da Ascensão de Jesus ao Céu, a Ir. Rose Bertoldo afirma que “temos a certeza de que nosso destino é o Céu e a certeza de que, na Terra, somos peregrinas, peregrinos, pois acreditamos na eternidade como vida definitiva“. A Secretária Executiva do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), ressalta que “no Evangelho desse domingo Jesus despede-se dos discípulos, tem plena consciência de sua missão e de sua fidelidade ao Pai. Na sua trajetória junto aos discípulos contribuiu para que eles tivessem consciência da continuidade, da missionariedade, pois a presença do Reino no mundo dá o sentido para a vida das pessoas, dos cristãos e cristãs”. Segundo a religiosa do Imaculado Coração de Maria, “a Ascensão significa que Jesus está definitivamente na comunhão com o Pai”. Isso a leva a dizer que “para nós seguidores e seguidoras de Jesus, a Ascensão é abertura para o cotidiano, para a realidade do serviço. É preciso partir e viver o chamado do Mestre para prolongar, neste mundo, seu modo de Ser e de Viver”. A Ir. Rose destaca que “aquele que vive não escapou do mundo; sua Ascensão significa expansão e presença no universo inteiro, plenificando tudo em todos; Ele agora assume todos os rostos, identifica-se com toda a humanidade e continua a caminhar pelas Galileias dos excluídos e excluídas, das periferias, dos pobres, das mulheres, das juventudes, acampa junto aqueles que vivem às margens do sistema que mata e exclui em todas as suas formas”. Para a Secretária Executiva do Regional Norte1, “ao celebrarmos a entrada de Jesus na Glória, não celebramos uma despedida ou um distanciamento, mas um novo modo de presença; celebramos a proximidade radical d’Aquele que é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco para sempre”. Junto com isso, “ao ‘subir aos Céus’, Jesus se faz mais radicalmente próximo de todos, ultrapassando tempo e espaço. Ascensão não é afastamento, mas uma maneira nova de fazer-se presente a todos e em todos os lugares”. “O que Jesus faz é restabelecer e assegurar a proximidade e comunicação com toda a humanidade”, segundo a religiosa. Daí ela insiste em que “isso deve nos dar uma grande alegria, pois Ele permanece aqui na terra, junto a nós. Assim, a Ascensão de Jesus nos desafia a romper a estreiteza de nossa vida para expandi-la a horizontes mais inspiradores”. A Ir. Rose lembra do Dia Mundial das Comunicações Sociais, comemorado na Solenidade da Ascensão do Senhor, afirmando que “somos convidadas a escutar com o ouvido do coração”. Isso porque “a escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Ela permite a Deus revelar-se como Aquele que, falando, cria a humanidade à sua imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu interlocutor”. A religiosa insiste em que “Deus ama o ser humano: por isso lhe dirige a Palavra, por isso ‘inclina o ouvido’ para o escutar”.  Daí convida a “que este tempo de presença de Jesus Ressuscitado nos ajude a sermos ouvido que escuta, pois a escuta é condição da boa comunicação e coração que acolhe”. Ela também lembra da Semana Laudato Si´, vivenciada de 22 a 29 de maio, lembrando “o sétimo aniversário da encíclica histórica do Papa Francisco sobre o cuidado da criação Laudato Si´.  Escutando e caminhando juntos, renovamos nosso compromisso socioambiental do cuidado da nossa casa comum”. Finalmente lembra da Semana de Unidade de Oração pelos Cristãos: “’Vimos o seu astro no oriente e viemos prestar-lhe homenagem’ é um ‘convite para trabalharmos juntos’, de modo que possamos construir um futuro ‘no qual todos os seres humanos possam experimentar a vida, a paz, a justiça e o amor’. Somos chamadas a ser um sinal de Deus, vivendo de forma concreta a unidade na diversidade”, afirma a religiosa. “A benção de Jesus aos Apóstolos alcança a nós que agora vivemos, e ela é envio em missão”, destaca a Secretaria Executiva do Regional Norte1. Segundo ela, “olhar para sua subida ao céu significa que isso também nos será possível se fizermos o que Ele nos mandou, se andarmos em seu caminho”. Por isso, “na espera da vinda do Espirito Santo é hora de caminhamos na fraternidade, no amor, na sinodalidade como comunidade eclesial que sonha tempos melhores para toda humanidade”, conclui a Ir. Rose Bertoldo. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

O novo humanismo do Papa Francisco: ser pessoas normais, concretas, simples, com o pé no chão

“O novo humanismo a partir do Papa Francisco”, foi o tema de mais uma live organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dentro do programa “Igreja no Brasil -Painel” realizada neste 26 de maio, com a presença do padre Manfredo Araújo de Oliveira, Maurício Abdalla e Moisés Sbardelotto, conduzidos por Dom Joaquim Mol Guimarães. Uma discussão que tem sido precedida pela lembrança da Conferência de Aparecida, que está completando 15 anos neste mês de maio. Segundo o Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, “estamos trazendo o Papa Francisco sob as luzes do Papa Francisco”, algo recolhido num livro que está sendo lançado, onde participam 25 autores renomados, com uma riqueza de reflexão muito grande. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB refletia sobre um tempo marcado pela presença de um pequeno grupo de bilionários que “condenam milhões de pessoas à pobreza, miséria, à fome, ao estado permanente de fome”, testando assim os Estados de direito, com uma grande influencia das novas tecnologias, que nem sempre aportam elementos positivos. Nessa realidade, o Papa Francisco foi definido por Dom Mol como “uma voz que representa um farol neste mundo em crise, obscurecido por muitas situações que desumanizam o humano”. O debate partiu da pergunta: “Quais são os pressupostos deste novo humanismo apontado pelo Papa Francisco e como eles se expressam no Magistério do Papa Francisco?”. O padre Manfredo afirmou, citando o Papa Francisco, que o modo de organizar a sociedade, sobretudo a economia, destrói o ser humano, falando sobre a poluição mental gerada por milhões de informações ao mesmo tempo, que dificulta a capacidade de pensar, de uma reflexão profunda. O novo humanismo proposto pelo Papa Francisco supera o antropocentrismo próprio do Iluminismo da Modernidade, segundo o professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Frente a isso o Papa insiste no valor próprio de cada realidade, “que se radica na sua própria constituição”, algo fundamental para construir um projeto alternativo ao projeto tecnocrático, onde o ser humano é responsável pela Criação, dado que “tudo está entrelaçado com tudo, tudo faz parte de uma grande unidade na imensa diversidade e complexidade dos seres”, superando assim tentações de domínio, conduzindo a uma adequada visão do todo, ao cuidado com a natureza e com os pobres, pois “degradação ambiental e degradação social caminham juntas, como fruto do paradigma moderno”. O eco humanismo é o que define o novo humanismo do Papa Francisco, segundo Maurício Abdalla, juntando os direitos dos seres humanos e da natureza. O filósofo vê aí a base da Laudato Si´, se referindo ao grito da Terra e grito dos pobres, que falava Leonardo Boff, integrado num só clamor. Abdalla afirmou que esse humanismo é um anticapitalismo, dado seu caráter anti-humano e antinatureza, algo presente nos discursos do Papa Francisco aos movimentos populares. Frente ao capitalismo, a alternativa hoje é a organização a partir da base, segundo o professor de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo. Uma sociedade marcada pelo lucro, sem importar o que dá esse lucro, tudo vira mercadoria. Diante disso, ressaltou o eco humanismo como um convite a pensar alternativas que ajudem a transformar as atuais estruturas. Moisés Sbardelotto abordou a questão do testemunho no Papa Francisco, algo que ele não duvida em dizer que faz, “em primeiro lugar do próprio Evangelho” e de suas opções ao longo da sua vida. Como termo humanismo, o Papa questiona o sentido que damos ao humano, segundo o professor da PUC Minas, trazendo à tona a raiz comum que está no humus, algo explícito na Laudato Si, que ele assume ao dizer que “nós mesmos somos terra”. Junto com isso destaca a ideia de comum para entender o humanismo do Papa Francisco, o fato de ser filhos e filhas da mesma terra nos faz irmãos e irmãs. Comum que leva a ser “pessoas normais, pessoas concretas, pessoas simples, com o pé no chão, e por tanto comuns, que saibam, dialogar, conviver, com as suas irmãs e seus irmãos sejam quem forem”. Sbardelotto define ao Papa Francisco como “muito terráqueo, preocupado com a realidade concreta das pessoas, que vivem hoje no nosso Planeta, e da possibilidade de existência desse Planeta diante de tanta destruição. Ele destaca uma das máximas do pensamento do Papa Francisco: “a realidade é mais importante do que a ideia”, algo que o jornalista relacionava com a espiritualidade, muitas vezes metafísica, esquecendo-nos da realidade. Ele refletiu sobre elementos presentes no Papa Francisco: a Igreja em saída às periferias geográficas e existenciais, onde estão presentes os pobres, os descartados; as viagens internacionais, uma mostra de suas escolhas eclesiais e políticas; seus encontros com os movimentos populares; o Dia Mundial dos Pobres; a ideia da Alegria em seus documentos; uma Igreja samaritana, ao serviço; a Reforma da Cúria… Respondendo às perguntas dos participantes, o padre Manfredo advertiu que nós estamos caminhando para um Apocalipse ecológico-social, o que está ligado a um sistema económico. Diante disso o Papa Francisco faz uma reflexão ética, querendo responder a  “uma economia material que se desloca”, refletindo sobre as causas estruturais da forma de organizar a vida hoje. Diante da cultura do descarte, algo intrínseco ao capitalismo, segundo Maurício Abdalla, abordando a questão da Economia de Francisco e Clara, ele disse que “ao colocar o ser humano e a natureza no centro, você tem uma contradição fundamental com os propósitos do sistema capitalista, submetendo a economia ao ser humano e à natureza, e não ao contrário, como é comum no sistema atual”. Para poder impulsionar o novo humanismo, Moisés Sbardelotto, com as palavras do Papa Francisco, afirmou que a Igreja tem que voltar a sua missão inicial, que é anunciar o Evangelho. Isso significa “testemunhar em palavras e obras essa misericórdia do Pai, especialmente tocando a carne sofredora de Cristo no pobre”. Uma Igreja que não se preocupa consigo mesma, mas que olha para fora, sai pelas estradas, o que é desafiador, incómodo, comprometedor, nos põe em risco. No Brasil, uma Igreja que olha para as periferias, para aqueles que sofrem,…
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