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Dom Altevir chega em Tefé “com o espírito missionário da sinodalidade para caminharmos juntos”

O bispo eleito da Prelazia de Tefé, Dom José Altevir da Silva, diante de sua nomeação enviou uma mensagem ao administrado diocesano da Prelatura, Pe. Waibena Atama Mahoba Mellon, demais Presbíteros, Religiosos (as) e todo Povo de Deus. Dom Altevir afirma ter recebido sua nomeação “com espírito de fé”, dizendo chegar “com o espírito missionário da sinodalidade para caminharmos juntos”. Segundo o bispo eleito, “é precisamente no contexto deste caminho sinodal que aceitei de coração aberto esta minha nomeação para ser vosso pastor”. Ele tem lembrado seu lema episcopal: “Escuta, aprende, anuncia com alegria, esperança e caridade”, que insiste o bispo “indica o que desejo construir com vocês”. Segundo Dom Altevir, “mais que palavras é um programa de vida, que quer ser um indicativo que nos aponta um dinamismo missionário de quem quer servir, respondendo generosamente o sim na direção do anúncio da alegria do Evangelho, animados pelos sonhos do Papa Francisco contidos na ‘Querida Amazônia’”. Em uma Igreja missionada por seus irmãos espiritanos, anima ao novo bispo “saber que encontrarei uma Igreja viva, missionária, acolhedora e defensora da vida”. Junto com isso saber, “que posso contar com homens e mulheres de fé, cristãos leigos e leigas dispostos em avançar para águas mais profundas”, com os presbíteros e diáconos. Para exercer seu pastoreio pede a inspiração do Espirito Santo, seguindo o pedido do Papa Francisco: “O bispo deve sempre favorecer a comunhão missionária na sua Igreja diocesana, seguindo o ideal das primeiras comunidades cristãs, em que os crentes tinham um só coração e uma só alma. Para isso, às vezes pôr-se-á à frente para indicar a estrada, e sustentar a esperança do povo, outras vezes manter-se-á simplesmente no meio de todos com a sua proximidade simples e misericordiosa e, em certas circunstâncias, deverá caminhar atrás do povo, para ajudar aqueles que se atrasaram e, sobretudo, porque o próprio rebanho possui o olfato para encontrar novas estradas”. Finalmente, o bispo eleito coloca seu ministério apostólico “sob os cuidados maternos da Mãe de Deus, Nossa Senhora da Amazônia e de Santa Tereza D’Ávila”, querendo como pastor, junto com o rebanho, “encontremos no caminho sinodal a identidade de uma Igreja, comunhão, participação e missão”.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom José Altevir da Silva, CSSp, nomeado Bispo da Prelazia de Tefé

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira 9 de março, Dom José Altevir da Silva, CSSp, novo bispo da Prelazia de Tefé (AM). Nascido em Ipixuna (AM), Diocese de Cruzeiro do Sul (AC), no dia 30 de setembro de 1962, estudou Filosofia em Manaus e Teologia no Instituto São Paulo de Estudos Superiores (Itesp), em São Paulo, realizando seus votos perpétuos na Congregação do Espírito Santo em 18 de novembro de 1989.  Após dois anos de estágio missionário na Nigéria, foi ordenado presbítero em 6 de dezembro de 1992, em Cruzeiro do Sul (AC). Dom Altevir realizou diferentes serviços na Congregação e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde foi secretário executivo da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, sendo eleito provincial da Província Espiritana do Brasil em 2012, missão que desempenhou até ser nomeado bispo da Diocese de Cametá (PA) em 27 de setembro de 2017, recebendo a ordenação episcopal no dia 16 de dezembro de 2017, em Cametá, das mãos de Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, sendo os co-consagrantes Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp e Dom Frei Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, e tomou posse da diocese no mesmo dia. Seu lema episcopal é “Escuta, aprende e anuncia com alegria, esperança e caridade”. O Regional Norte 1 da CNBB publicou uma mensagem de acolhida ao novo bispo da Prelazia de Tefé, mostrando sua alegria diante da nomeação realizada pelo Papa Francisco. Dom Altevir, segundo a mensagem, “já conhece a realidade amazônica, pois nasceu no Estado do Amazonas e está sendo transferido da Diocese de Cametá (PA)”. A presidência do Regional Norte1, em nome dos seus irmãos bispos, o acolhe “de coração e de braços abertos e lhe desejamos longo e fecundo ministério entre nós”. Finalmente, suplicam “à Santa Teresa D´Avila, padroeira da Prelazia de Tefé, que o conduza em sua nova missão como pastor desta Igreja particular”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Regional Norte1 nomeou Ir. Rose Bertoldo Secretária do Regional

A Presidência do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, emitiu um comunicado onde deu a conhecer “que a Ir. Roselei Bertoldo foi nomeada Secretaria Executiva do Regional”. Segundo o texto, assinado pelo Presidente, Dom Edson Tasquetto Damian, o Vice-presidente, Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, e o Secretário, Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, “a religiosa do Imaculado Coração de Maria assumirá sua missão nesta terça-feira 8 de março, Dia Internacional da Mulher”. A religiosa, segundo relata o comunicado, é “missionária no Regional Norte1 da CNBB desde há 10 anos”, tendo “acompanhado a vida das 9 Igrejas Particulares do Regional em diferentes presenças e atividades, de modo especial no enfrentamento ao abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas na Rede um Grito pela Vida”. A nova Secretária, “que participou como auditora na Assembleia Sinodal do Sínodo para a Amazônia”, segundo afirma o comunicado, “dará continuidade aos trabalhos que vem sendo realizados no Regional Norte1”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Novas missionárias no Alto Solimões: mais um esforço para testemunhar una Igreja de presença

“Querida Diocese de Alto Solimões, a Comunidade Missionária de Cristo Ressuscitado está muito feliz de estar finalmente aqui, junto a vocês, no município de Tonantins”. Essas são as palavras da nova comunidade chegada na Diocese de Alto Solimões, mais uma presença da missionária no Alto Solimões, segundo Dom Adolfo Zon Pereira. As novas missionárias, afirma o bispo, irão colaborar com as Irmãs de Santa Catarina na Paróquia de São Pedro no Município de Tonantins. Dom Adolfo destaca que essa nova presença é “mais um esforço para estar mais perto do povo ribeirinho e testemunhando una Igreja cada vez mais de presença”. A novas missionárias são uma leiga (Maria Virgínia) e duas consagradas (Maria Inês e Mariana), que irão ficar “pelo menos este ano nesta terra, fazendo caminho de comunidade intercongregacional junto às irmãs de Santa Catarina, quem nos acolheram com muito amor e alegria”.  Eles estão vivendo este momento desde “a certeza que Deus guia os nossos passos, que foi a mesma Ruáh, o ‘Vento de Deus’, o Espirito que guiou o caminho de Jesus, quem inspira agora esse sonho e nos trouxe até aqui”.  As recém chegadas, que participaram do Curso de Realidade Amazônia, insistem que “nossa maior expectativa é partilhar a vida com esse povo que vamos ir conhecendo, fortalecer o que o mesmo Deus já vem fazendo aqui na vida das pessoas e através da congregação que nos acolhe”. Finalmente afirmam esperar “no caminho ter elementos para continuar o nosso discernimento: com quem, aonde e como é que Deus nos chama a entregar nossas vidas nesta terra amazônica”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

CPT Regional e Arquidiocesana se reúnem em Manaus

Nos dias 3 a 6 de março, reuniram-se a na Casa de Retiro Santana agentes de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de vários municípios da Arquidiocese de Manaus e da Prelazia de Itacoatiara. Após 2 anos sem encontros presenciais devido à pandemia, a CPT conseguiu realizar este encontro de formação. Segundo a irmã Agostinha, “como sempre, a convivência e troca de experiências foram especialmente enriquecedoras”. Ao longo dos dias foram realizadas diversas atividades. A primeira noite foi dedicada à escuta sinodal da CPT na Arquidiocese de Manaus. Já no segundo dia de manhã Valeria Regina Gomes da Silva, advogada e Coordenadora Territorial do Memorial Chico Mendes, dialogou com os participantes do encontro sobre vários conflitos de terra no Estado do Amazonas, esclarecendo sobre várias situações fundiárias e seus impactos socioambientais. Irmã Jeane Bellini, da CPT Nacional, apresentou a Missão e Metodologia da CPT e Manuel da Carmo, filosofo e teólogo e agente da CPT da Arquidiocese de Manaus apresentou a integração da CPT nas pastorais das dioceses e prelazias no Amazonas. O encontro também serviu para acolher duas irmãs que chegaram em Manaus faz pouco tempo e pretendem somar com a Rede Grito pela Vida e a CPT. Aos poucos, vai se criando uma rede de articulações entre as pastorais e outras entidades que apoiam e acompanham as comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas. Luis Miguel Modino, assessor de Comunicação CNBB Norte1 – Com informações da CPT

“Na Câmara dos Deputados não se discute pensando no povo”, afirma Dom Ionilton sobre “PL do Veneno”

Um Projeto de Lei que estava em discussão na Câmara Federal desde 2002 e que finalmente, depois de 20 anos, tem sido aprovado. Com o PL 6299/2002 estamos diante da legalização da produção de agrotóxicos genéricos no Brasil, e flexibiliza os critérios de controle dessas substâncias com a intenção com a intenção de favorecer o pessoal do agronegócio, segundo Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Uma aprovação que decreta “a morte da floresta, a morte dos ecossistemas e o adoecimento da população do Brasil de forma legalizada, um ecocídio e um genocídio legalizado, de gigantescas proporções”, afirma Tainá Marajoara. A diretora do projeto CATA – Cultura Alimentar Tradicional Amazônica – da ONG Amazônia Viva defende que na Amazônia, “os investimentos deveriam ser em conservação, preservação e a economia gerada na floresta, a partir da justiça social e do bem viver”. Para alguém que é uma das lideranças nacionais pelo reconhecimento da comida como cultura, “os investimentos no veneno são o oposto do que o próprio G20 está colocando como amenização dos impactos das mudanças climáticas. É uma política de destruição e de devastação, que ela vem para acirrar conflitos, ela dá muita força para o agronegócio, e ela decreta uma guerra aos povos da Amazônia, é a morte dos povos da Amazônia pelo envenenamento”, até o ponto de dizer que “o agro recebe o poder de envenenar os povos da Amazônia”.  Não podemos esquecer que o atual Governo Federal já aprovou 1517 novos agrotóxicos, em um país que é o que mais gasta em agrotóxico no mundo com 10 bilhões de reais. As consequências a gente vê nas doenças que provocam os venenos: “doenças neurológicas, dificuldades respiratórias, irritações na pele, problemas gastrointestinais, alterações no sistema reprodutor masculino e feminino, câncer no cérebro, câncer de mama, câncer no esófago, câncer de pele, câncer no sistema digestivo, fibrose pulmonar, o mal de Parkinson, as alergias respiratórias e as lesões renais”, afirma Dom José Ionilton. Junto com isso, nos deparamos com as consequências para o meio ambiente. Nesse ponto, o bispo da Prelazia de Itacoatiara, insiste em que “para nós que estamos aqui na Amazônia, os agrotóxicos, eles contaminam o solo e contaminam as águas. Evidentemente que contaminando o solo e contaminando as águas, eles vão trazer problemas sérios na saúde das pessoas que estão aqui, vivendo na Amazônia, na margem dos nossos rios, lagos e igarapés, que só tem acesso a essas águas, a população que consome o peixe, que vão estar já contaminados”. Segundo Tainá Marajoara, “o Pacote do Veneno não gera alimento, gera fome, escassez, conflito, morte”. Ela insiste em que estamos diante de “um pacote de maldades que está aliado a legalização da grilagem, destruição das políticas ambientais, concentração de terras e renda e a violação dos Direitos Humanos”. Por isso, a conselheira nacional de Cultura Alimentar, denuncia que o veneno “é usado cada vez mais como arma química em sobrevoos acima das populações e a contaminação dos solos, água e plantações provoca o deslocamento das populações, sendo essas áreas tomadas pelo agronegócio, seja na bala, seja na contaminação, seja por decreto”. Tainá insiste em que existem alternativas, fazendo um chamado a dar “visibilidade às economias que mantem a floresta em pé e o seu povo vivo, que são produções baseadas em justiça social, sem precarização do trabalho, são processos de produção que são aliados à conservação da floresta, é a geração de renda sem gerar escassez”. Insistindo em que isso é possível, se posiciona abertamente contra “a narrativa de que é preciso destruir e os povos têm que deixar suas terras”, algo que define como “uma narrativa do sistema hegemónico, que transforma a nossa realidade de conservação aliada ao bem viver dos povos em utopia”. Diante da falta de reação da população brasileira diante desses fatos, tanto o presidente da CPT como Tainá Marajoara, fazem um “chamando a fazer pressão para fazer valer a lei. É tempo de mobilização e fazer os nossos protestos diante de uma lei que traz doenças e morte”, insiste o bispo. Segundo a Diretora do projeto CATA, “o governo foi eleito com um discurso fascista, um discurso racista, um discurso machista e um discurso de eliminação dos povos da floresta, dos quilombolas, das comunidades locais, aonde esse discurso é financiado por esse lobby nacional e mundial, para que haja uma comunicação de convencimento de que o desenvolvimento do pais, ele está concentrado na mão de uma pequena parcela da população aonde essa parcela que é detentora do poder económico, ela se apresenta como um exemplo de saída da miséria, de saída pobreza”. Ela denuncia o discurso colonialista do bolsonarismo, chamando a derrubar o que ela denomina “os pilares fascistas que estão calcados no colonialismo”.  Nesse sentido, Tainá vê a aprovação do PL do veneno, como “uma vitória do agronegócio que está sendo sustentada pelo governo da morte”. Estamos diante de mais um projeto pensado a partir de “interesses de grupos que tem poder econômico e que influenciam essas votações”, segundo Dom José Ionilton. Ele lembra que os membros do poder legislativo “são eleitos para representar o povo”, mas “na Câmara dos Deputados não se discute pensando no povo”, algo que diz ser “muito triste, muito lamentável”, fazendo um chamado à Igreja da Amazônia a se posicionar diante dessa realidade e a lutar pela vida e pela natureza, dons de Deus que precisam ser preservados, um pedido do Papa Francisco em Laudato Si e Querida Amazônia. Tainá Marajoara faz um chamado a se tornar conscientes das inúmeras atividades que geram riqueza, frente ao agronegócio, que “traz a oneração do governo brasileiro em suas mais diversas formas, não contribui com impostos, ele gera um adoecimento da população, desde a hora que ele começa o manejo no campo, com veneno, com transgénicos, até o consumidor que está dentro da barriga da mãe, quando essa criança já tem problemas genéticos provocados por esse tipo de produção do agronegócio”. Por isso, ela insiste em que “barrar o PL do Veneno…
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Missionários de Guadalupe assumem Missão na Amazônia para superar as fronteiras

Os Missionários de Guadalupe, inspirados e desafiados pela mensagem da Exortação Apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, estabeleceram o objetivo de um projeto missionário que transcende as fronteiras em uma Amazônia onde os rios se unem. A decisão foi tomada no XI Capítulo Geral dos Missionários de Guadalupe, um Instituto fundado em 1949 pelos bispos do México para impulsar a missão ad gentes, realizada em novembro de 2020 na cidade mexicana de Guadalajara, onde decidiram “ser um Instituto em movimento que responda a todas as áreas da missão“. Uma decisão que os levou a rever seus compromissos e a proceder para cumprir, preservar e abrir novos compromissos.  Querida Amazônia, em seu número 61, diz que “A Igreja é chamada a caminhar com os povos da Amazônia”. Já em seu número 90, chama “…a promover a oração pelas vocações sacerdotais” e “a ser mais generoso em levar aqueles que mostram vocação missionária a optarem pela Amazônia“. Na Tríplice Fronteira Brasil-Peru-Colômbia, os Missionários de Guadalupe trabalharão na Diocese de Alto Solimões, na cidade de Tabatinga, nos bairros da periferia Umariaçu I e II (Ticuna) e na área de Ifam-Kokama. Também o farão no lado peruano, no Vicariato de San José del Amazonas, onde assumirão a paróquia de Caballo Cocha e a Comunidade de Pebas, este último lugar, onde também colocarão o ano de formação pastoral e espiritual dos seua seminaristas (CESPA). Os Missionários de Guadalupe pretendem “retomar nosso carisma missionário de acordo com a realidade atual; responder ao chamado da Missão inspirada na Querida Amazônia: estar presentes e a serviço de nossos irmãos e irmãs dos povos originários, das comunidades ribeirinhas e das periferias; seguir uma rota amazônica de Pucallpa (Ucayali) ao Amazonas (Manaos), passando por pontos estratégicos, Solimões, Javari, etc.”. Em relação ao Povo Ticuna, pretende unir o esforço que está sendo realizado para relacionar, comunicar e integrar a atividade evangelizadora entre os Ticuna que vivem na Colômbia, no Brasil e no Peru. Para realizar esta missão, os Missionários de Guadalupe estão criando equipes missionárias formadas por missionários leigos, seminaristas, diáconos, sacerdotes diocesanos associados aos Missionários de Guadalupe e os sacerdotes Missionários de Guadalupe, em colaboração com os bispos das Igrejas particulares, onde realizarão sua missão, acompanhando e realizando os Planos Pastorais das dioceses e vicariatos. Segundo o padre Eugenio Romo, a nova missão visa realizar algo que o cardeal Pedro Barreto, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), lhe indicou, o que o fez ver que “era necessário ir além das fronteiras geográficas e políticas para olhar a Amazônia como uma realidade territorial onde vivem grupos étnicos e precisam ser acompanhados pastoral e espiritualmente em seu caminho”. O Padre Geral afirma que “os Missionários de Guadalupe decidiram romper com esta realidade geográfica e política para ver e ir em direção a estes grupos étnicos“. Por isso decidimos concentrar nossa presença missionária no Vicariato Apostólico de Pucallpa, no Vicariato Apostólico de São José do Amazonas, na Diocese de Alto Solimões e na Arquidiocese de Manaus”, insistindo em sua decisão de acompanhar o que os bispos pedirem. Os Missionários de Guadalupe pretendem acompanhar as comunidades indígenas, algo que já fazem com diferentes povos, e que é visto por seu General como “um passo muito importante que os Missionários de Guadalupe estão dando ao considerar a Amazônia como uma missão ad gentes”, algo pelo qual eles se confiam à Virgem de Guadalupe. Uma missão que eles querem realizar junto com os leigos, “entendendo a vocação dos leigos não como alguém que vem nos ajudar como sacerdotes, mas como alguém que tem sua própria vocação para pregar Cristo“, afirma o Padre Romo, que insiste que “sacerdotes e leigos se complementam e nós podemos responder às necessidades destas comunidades”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Taracuá, na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, acolhe voluntarias da REIBA

A comunidade indígena de Taracuá, no Rio Uaupés, na Região conhecida como Triângulo Tucano, recebeu nesta quinta-feira 3 de março as duas missionárias enviadas pela Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA). A REIBA, que faz parte da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) está realizando o processo de articulação e fortalecimento das propostas educativas em perspectiva intercultural bilíngue nos países da Pan-Amazônia,e conta com o apoio da Confederação de Religiosos de Latino-américa e Caribe (CLAR), da Confederação dos Religiosos do Brasil (CRB), e da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA). Fundada em 2020, a REIBA quer responder aos desafios do Sínodo para a Amazônia, recolhidos no Documento Final e na Querida Amazônia, buscando novos caminhos para uma educação que responda às necessidades das comunidades, respeitando e integrando a identidade cultural e linguística. O programa conta com educadores voluntários, que acompanham a dinâmica educativa local, aprendendo com os professores das comunidades para ensinar melhor, conhecendo a cultura, a língua, o modo de ser das comunidades. A Irmã Tatiana Barbosa, chegada da Bahia, e Luciana Maran Ferreira, chegada de Belo Horizonte, são as voluntárias que vão permanecer na comunidade de Taracuá por dois anos. Elas foram acompanhadas na sua viagem desde São Gabriel da Cachoeira por Dom Edson Damian, que presidiu a Eucaristia onde as voluntárias foram apresentadas pelo bispo diocesano e acolhidas com grande alegria pela comunidade. Segundo a Ir. Mariluce Mesquita, “a chegada das missionárias significa a concretização do resultado do Sinodo da Amazônia”. A religiosa salesiana, que foi uma das representantes dos povos indígenas na Assembleia Sinodal do Sínodo para a Amazônia, e é professora na escola indígena da comunidade, afirmou que “são voluntarias da REIBA que vão colaborar na escola indígena bilíngue intercultural em Taracuá, principalmente vão ajudar aos professores de Língua Tukano que é língua materna nas séries iniciais da alfabetização”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Destacada presença de profissionais da educação no lançamento da CF na Diocese de Coari

Com uma Celebração Eucarística na catedral de Sant’Ana presidida pelo bispo diocesano, Dom Marcos Piatek, a Diocese de Coari lançou na Quarta-feira de Cinzas a Campanha da Fraternidade 2022, que tem como tema “Fraternidade e Educação”, e como lema “Fala com Sabedoria, ensina com amor”. Na celebração, segundo o bispo local, foram convidados os gestores e gestoras das 35 escolas municipais e estaduais, juntamente com as instituições do ensino particular. Dom Marcos Piatek mostrou sua satisfação diante da grande presença de profissionais da área da educação na celebração. Segundo o bispo da Diocese de Coari, essa presença mostra “o grande interesse pelo tema da Campanha da Fraternidade deste ano”. Na sua homilia, o bispo apresentou o significado da Quaresma, sua espiritualidade e compromissos, e junto com isso refletiu brevemente sobre o conteúdo do Texto Base da Campanha da Fraternidade 2022. Seguindo o pedido do Papa Francisco, que convocou a Jornada Mundial de Oração e Jejum pela Paz na Ucrânia, Dom Marcos Piatek convidou todos para orar pela paz no mundo, especialmente pelo fim do conflito no país do Leste da Europa. Na hora da imposição das cinzas, querendo valorizar os profissionais da educação, a primeira pessoa que recebeu as cinzas das mãos de Dom Marcos foi a gestora de uma das escolas, que depois impus as cinzas na fronte do bispo. No final da celebração o bispo da Diocese de Coari agradeceu a presença dos professores e servidores da área da educação e mostrou o desejo de “colaborarmos juntos pela educação integral das pessoas no mundo atual”. Para ajudar a trabalhar a Campanha da Fraternidade na cidade de Coari, todos os gestores e gestoras receberam o Texto Base da Campanha da Fraternidade e o Cartaz. Junto com Dom Marcos Piatek, participaram da celebração de abertura da Quaresma e da Campanha da Fraternidade, os padres que trabalham na cidade de Coari, a Vida Religiosa, os seminaristas e numerosos fieis. Finalmente, o bispo diocesano pediu “para que esta Quaresma seja copiosamente abençoada por Deus e para que saibamos ‘falar com sabedoria e ensinar com amor’”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

A necessidade e a urgência de não nos cansarmos de fazer o bem

A Carta aos Gálatas nos diz: “Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos”. Esse texto tem inspirado o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma de 2022. Quem participou da celebração das Cinzas escutou: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. É um chamado pessoal, mas também comunitário. Somos chamados a mudar de vida, mas também de horizonte social, uma necessidade mais do que urgente em um mundo enfrentado pelas guerras, fruto do ódio cada vez mais presente na vida da humanidade.  O texto da Carta aos Gálatas nos fala de colheita, algo que é consequência da semeadura. Mas o que a gente está semeando, será que temos semeado o bem? Quais atitudes se fazem presentes na nossa vida? Em que valores educamos as futuras gerações? O Papa Francisco nos faz ver que “muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir”. Daí o chamado da Quaresma “à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo”, afirma o Papa. Muitas vezes nós reclamamos do que vemos em volta, mas esquecemos que isso é consequência do plantio em tempos passados. Pouco temos nos preocupado de semear o bem para os outros, nos deixando prender pelas “lógicas mesquinhas do lucro pessoal”, deixando de lado toda atitude de gratuidade, segundo nos diz a mensagem pontifícia.   A pandemia nos lembrou que estamos todos no mesmo barco, que ninguém se salva sozinho, algo que muitos não querem entender. Por isso somos desafiados a cada dia a não nos cansarmos de extirpar o mal da nossa vida, e assumir a necessidade de não nos cansarmos de fazer o bem, de praticar a caridade, de cuidar de quem está próximo de nós, especialmente de quem está ferido “para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão”, insiste o Papa Francisco. Essa mudança pessoal e comunitária deve ser constante, aos poucos, juntos, porque juntos somos mais e chegamos mais longe. Porque no cuidado mutuo encontramos os melhores caminhos para alcançar os frutos. Porque o amor fraterno é sinal de alegria e presença na vida da gente de um Deus que sempre ama, que sempre se doa, que nunca cansa de fazer o bem. E a gente, será que vai cansar? Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar