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Faleceu dom Walter Michael Ebejer, bispo emérito de União da Vitória (PR)

Faleceu nesta sexta-feira, 11 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da diocese, aos 91 anos, dom Walter Michael Ebejer, bispo emérito da diocese de União da Vitória (PR). A causa da morte foi infecção generalizada. Nascido em Malta no dia 3 de agosto de 1929, religioso da ordem dos Frades Dominicanos, chegou ao Brasil enviado como missionário em 21 de dezembro de 1957, trabalhou no interior do estado de Goiás até ser transferido para o Paraná, onde atuou como sacerdote até ser nomeado o 1º bispo da diocese de União da Vitória (PR), em 03 de dezembro de 1976 – data da criação da diocese. Sua posse ocorreu no dia 06 de março de 1977, e ele esteve à frente da diocese União da Vitória por 30 anos. Em sua trajetória como bispo de União da Vitória, Dom Walter se dedicou amplamente na formação de seu clero e de novos sacerdotes. Criou o Seminário Diocesano Rainha das Missões, em 1984, onde atuou como Reitor e também professor, formando sacerdotes para a Diocese e para outras Dioceses do Brasil, que enviavam seminaristas; investiu na Escola Diaconal, formando Diáconos Permanentes para a Diocese, e na Escola de Teologia para Leigos dando formação ao Laicato. Diplomado em Línguas (Inglês, Italiano e Latim, possuía grau acadêmico de Lente em Filosofia e Teologia e Mestrado em Teologia Dogmática. Em seu país lecionou língua e Literatura Inglesa e preparou alunos para exames em Oxford, na Inglaterra. No Brasil lecionou Teologia no Studium Theologicum e na PUC-PR, em Curitiba. Mesmo depois de emérito optou por morar no Brasil, país pelo qual ele se dizia apaixonado, morando na diocese onde foi bispo por três décadas. Ele continuou seu trabalho, pregando retiros, escrevendo e se preocupando pela diocese, tendo um relacionamento afável com os demais bispos, confiando suas preocupações e cuidado, em suas orações.   Com informações do Setor de Comunicação – Diocese de União da Vitória (PR)

Ter um coração semelhante a Jesus e Maria para superar a violência

“Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”. Essa é uma das jaculatórias que o povo reza ao Sagrado Coração de Jesus, festa que é comemorada nesta sexta-feira. A pergunta que deveria surgir em nosso interior, no coração de cada um e cada uma dos batizados e batizadas, é aquela que nos leva e a encontrar no coração de Jesus os caminhos que ajudam a superar a violência. Diante da violência cada vez mais presente no meio de nós, de uma sociedade que perdeu o controle social, onde alguns querem impor a própria lei, somos chamados a refletir. No final das contas a nossa oração, quando não e traduzida em atitudes concretas, pode se tornar alienada. Reconhecer nossas virtudes e defeitos, ter os pés no chão, sermos humildes, é caminho para assumir a mansidão como estilo de vida. Ser manso é uma atitude que ajuda aqueles que temos em volta a entender a vida desde uma perspectiva diferente. Os sentimentos coletivos é algo a ser construído entre todos. Como cristãos não podemos deixar que a violência se imponha como algo assumido como normal e que não pode ser evitado. Para um cristão, dizer não a todas as manifestações de violência é uma consequência prática de sua fé. A Solenidade do Coração de Jesus está unida na liturgia católica à festa do Imaculado Coração de Maria. São dois corações que batem ao uníssono, o que deve ser um chamado a bater em harmonia com eles, a espalhar sentimentos que deixem para trás um clima de enfrentamento, de ódio, muitas vezes impulsado por aqueles que deveriam promover a paz e a fraternidade entre as pessoas e os povos. Enquanto o Coração de Jesus e de Maria provocam sentimentos de alegria, de ternura, aqueles que promovem a violência, geram sentimentos de medo. Quando a gente tem medo procura ficar distante e vê os outros como inimigos dos quais temos que nos defender, a qualquer preço, inclusive utilizando e justificando métodos violentos, que acabam gerando uma violência ainda maior. Como é o nosso discurso? Como a gente se relaciona com outros, também com aqueles que encontra por acaso? Qual é a nossa reação diante daqueles que são violentos, que promovem a violência? Quais são os passos que a gente dá para superar essas situações de violência com as que a gente se depara? As perguntas sempre nos levam a procurar respostas, a encontrar caminhos que ajudam, a nós e aos outros, a superar situações que nos desagradam. De cada um e cada uma de nós depende fazer realidade um mundo melhor para todos e todas, onde os sentimentos do Coração de Jesus e Maria não seja algo que fica só na oração, só no plano do pensamento, e possa se transformar em novos jeitos de nos relacionarmos com os outros. Nunca esqueçamos que o nosso Deus, é um Deus encarnado, um Deus que não fica distante e sim que acompanha o cotidiano do seu povo. Os sentimentos sempre serão melhores quando a gente conseguir transforma-los em atitudes, em formas de entender a vida que superam toda situação de violência. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1 – Editorial Rádio Rio Mar

A Igreja no mundo urbano: “fermento de fraternidade na cidade”

Como acontece toda primeira-quinta feira de cada mês, desta vez na segunda pela festa de Corpus Christi, celebrada quinta-feira passada, o webinar “Igreja no Brasil Painel” tem refletido neste 10 de junho sobre “A Igreja no mundo urbano e os desafios pastorais”. Conduzido por Dom Joaquim Mol, o encontro virtual contou com a presença do padre Francisco de Aquino Júnior, autor do livro “Pastoral Urbana: novos caminhos da Igreja no Brasil”, e o assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, o teólogo Celso Pinto Carias. Em maio de 2019 a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), refletiu sobre a evangelização do mundo urbano, uma reflexão que faz parte das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, para o quadriênio 2019-2023.  A temática também foi trabalhada no 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado em 2018, em Londrina (PR). Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB o objetivo destes encontros virtuais mensais é “refletir e compartilhar assuntos e realidades importantes para a vida dos cristãos e cristãs, e para todos que de boa vontade, desejam ver e vivenciar a Igreja em saída para as periferias e também desejam ver e vivenciar um Brasil melhor, um outro Brasil possível”, insistindo em que “aqui nós trabalhamos à luz do Magistério do Papa Francisco e da CNBB. Assim vamos conectando, formando redes, de partilha de conhecimento, de fé, de boas práticas evangelizadoras, de boas práticas sociotransformadoras”. O mundo urbano é uma realidade muito presente no Brasil, pois 85% dos brasileiros vivem nas cidades. As cidades brasileiras sofrem cada vez mais as consequências do baixo crescimento econômico, do alto desemprego, segundo Dom Mol. Ele define o atual como “um tempo em que se recuou muito as políticas públicas e sociais determinadas pela receita do neoliberalismo e assumida pelo Governo Federal e por vários governos estaduais”. Tudo isso provoca, segundo o bispo auxiliar de Belo Horizonte que as cidades brasileiras sofram com a violência, a dificuldade na mobilidade, a especulação imobiliária, que tira os mais pobres dos lugares principais das cidades. O bispo se perguntava como ser Igreja nas periferias das cidades brasileiras, com seus impactos sociais, econômicos, ambientais, que gera exclusão social e degradação do meio ambiente. Dom Mol apresentava o padre Francisco Aquino Junior, como um dos maiores teólogos pastoralistas da Igreja do Brasil, e Celso Pinto Carias, teólogo leigo, assessor nacional das CEBs, homem experimentado na caminhada eclesial, cheio de esperança e confiante que devemos avançar no processo de comunitarização eclesial, porque não há Igreja sem comunidade, insistia o bispo. A revolução industrial marcou o crescimento das cidades, segundo Francisco Aquino Junior, tendo a desigualdade e a segregação como elementos que as definem. O modo de vida na cidade, vai se gestando baseada nos bens, nas relações entre as pessoas e a realização das pessoas nessas relações e na satisfação de suas necessidades. “Essa forma segregacionista de organização da cidade, ela repercute nas relações que as pessoas vão estabelecendo umas com as outras. Ela repercute nos valores e nas práticas que vão se tornando cotidianas na vida das pessoas, e ela repercute na realização ou frustração da vida humana”, insiste o teólogo. Ele se perguntava como entender a Igreja em meio disso, lembrando o número 41 das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, onde diz que “é tarefa da Igreja fazer com que o Evangelho de Jesus Cristo chegue ao coração das pessoas, às estruturas sociais e às diversas culturas”. Aquino Junior lembra o princípio da fraternidade, uma ideia impulsada pelo Papa Francisco, que leve a “se relacionar de uma forma harmoniosa, saudável”, o que deve repercutir na cultua, algo “relevante no contexto que a gente está vivendo, de tanta tensão, de tanta polarização, de tanto ódio, de tanta aversão aos direitos humanos, de tanta guerra nas redes sociais, às vezes verdadeiras milicias digitais que vão tomando conta de nossas comunidades”. O papel da Igreja na cidade e fazer com que “o Evangelho chegue no coração das pessoas e interfira na sociedade, configure por dentro a cultura”, segundo o pastoralista, que citando Paulo VI insistia em que a evangelização não pode ser verniz. O caminho privilegiado para isso, segundo as Diretrizes, é a comunidade como lugar de vida fraterna, onde a gente sabe que não está sozinho, a comunidade como lugar de acolhida e de consolo, daqueles que vivem momentos de angustia e de desespero, a como fermento de fraternidade na cidade, colaborando no processo de democratização e as lutas por direitos. No coração da cidade a Igreja se constitui como lugar onde se aprende a viver como irmão e como fermento de fraternidade, resgatando e afirmando os valores fundamentais do Evangelho, a dignidade e a democratização da cidade, algo que vai fazer com que a Igreja se constitua como hospital de campanha, como casa de portas abertas, como fermento de transformação, segundo Aquino Junior.   Pensar a Igreja na cidade implica considerar as cidades concretas onde a gente está, com uma desigualdade profunda, que nega a grande parte da população as condições necessárias para uma vida digna, decente, o que gera tensão, violência e frustrações. Aquino Junior lembrava a insistência do Papa Francisco de que “no centro da fé cristã está a fraternidade”, a forma cristã de viver a filiação divina. Ele resumia o papel da Igreja na cidade em ser “comunidade em torno da Palavra, do Pão e da Caridade, com a missão de ser fermento de fraternidade, renovando a cidade a partir de dentro com a força do Evangelho”. Celso Pinto Carias também insistia em que não há uma preocupação do direito à cidade. Ele refletia a partir de exemplos concretos, lembrando uma conversa com Dom Sérgio Castriani, recentemente falecido, em que o então arcebispo de Manaus dizia saber muito bem como trabalhar nas comunidades ribeirinhas, mas que o grande desafio era Manaus, se questionando sobre o desafio de articular as…
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Encontro vocacional em Alto Solimões: 14 jovens discernem o chamado de Deus em sua vida

A Equipe de Pastoral Vocacional da Diocese de Alto Solimões organizou a semana passada a tradicional semana de convivência vocacional. O encontro, que aconteceu no Centro Vocacional Diocesano na cidade de São Paulo de Olivença, teve como objetivo discernir a vocação presbiteral. No encontro estiveram presentes 14 jovens de quatro paróquias da diocese, alguns deles indígenas ticuna, juntamente com um dos dois jovens que já estão vivendo a experiência do ano vocacional em preparação ao ingresso no Propedêutico, acompanhados pela equipe de Pastoral Vocacional Diocesana, que organizou e conduziu a semana de atividades e reflexões. O ponto central do encontro foi a reflexão sobre a vocação e a importância da oração no discernimento vocacional. O ponto de partida foi o chamado de Jesus aos Doze e o surgimento da Igreja. Junto com isso, foi refletido sobre a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja e na vida do padre. Ainda, a equipe da Pastoral Vocacional proporcionou um caminho de descoberta de si, de tomada de consciência de medos e desejos no processo vocacional, e os jovens tiveram a oportunidade de descer no interior de si, se olhar por dentro e se colocar confiantes sob o olhar amoroso do Deus que chama. No último dia da convivência, os participantes do encontro visitaram uma comunidade indígena pertencente à Paróquia São Paulo Apóstolo, que, por ser longe da cidade, é mais difícil de alcançar e de acompanhar pastoralmente. Após duas horas de navegação subindo o rio Solimões no “canoão”, chegaram à comunidade Santa Clara, do povo ticuna, alagada pela enchente. No silêncio de uma pequena aldeia que parecia deserta, aos poucos as famílias foram chegando com suas canoas e estacionando aos pés da escada da igrejinha de madeira. Após a celebração da Missa, com cantos nos dois idiomas, português e ticuna, teve um tempo de conversa com os adultos e brincar com crianças e jovens. Experimentando situações presentas na vida do povo da Amazônia, os participantes do encontro relatam que “na volta tivemos até a aventura de ficar no meio de uma forte chuva com vento e banzeiro, e fizemos a experiência do medo e da fé em Jesus, condutor da nossa canoa!”. No próximo ano, os jovens participantes do encontro, segundo a proposta recebida, devem começar a caminhada de acompanhamento, com o ano de experiência, em preparação ao Propedêutico. Isso será determinado no segundo encontro deste ano, a ser realizado no mês de novembro, onde são convidados a participar os jovens que se sentem prontos para aceitar esse chamado e dar o primeiro passo em direção ao sacerdócio como padres diocesanos. Um processo para o qual a Pastoral Vocacional da Diocese de Alto Solimões pede o acompanhamento desses jovens com o carinho e oração. Luis Miguel Modino, Assessor de comunicação CNBB Norte 1 Con informações da Equipe de Pastoral Vocacional da Diocese de Alto Solimões

“Ficaremos mais pobres sem a sua generosa colaboração”. Regional Norte 1 mostra sua gratidão a Dom Fernando

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou numa mensagem sua “sincera gratidão pelos sete anos em que Dom Fernando Barbosa dos Santos CM esteve entre nós como bispo da prelazia de Tefé”. Dom Edson Damian, presidente do Regional Norte 1 lembra o lema episcopal de Dom Fernando, “Servus Christi missioni” (Servo de Cristo na missão), destacando que “desde o início Dom Fernando apoiou e incentivou a participação dos cristãos leigos e leigas nas pastorais e em todos os âmbitos da sociedade”. A mensagem lembra algumas das ações realizadas por Dom Fernando na Prelazia de Tefé e no Regional Norte 1, onde “foi secretário no quadriênio 2015-2019 e atuou como bispo referencial no acompanhamento à Vida Consagrada e ao Ecumenismo”. A mensagem destaca seu compromisso “na preparação e realização do acontecimento histórico e inesquecível de nossa caminhada que foi a realização do Sínodo para a Igreja da Amazônia”. O presidente do Regional Norte 1 fala sobre a presença ativa de Dom Fernando “em nossos encontros e assembleias”, afirmando que “de forma discreta, mas sempre com lucidez e determinação manifestava sua posição e dava sua valiosa contribuição”. Isso leva Dom Edson a dizer que “ficaremos mais pobres sem a sua generosa colaboração”. O Regional Norte 1 agradece finalmente a Dom Fernando, “pelo bem imenso que fez entre nós, pelas sementes do Reino que espalhou com generosidade e coragem aos povos de tantas raças e culturas no coração da Amazônia”, oferecendo suas preces pela nova missão na diocese de Palmares. GRATIDÃO AO DOM FERNANDO   Em nome dos Bispos e do Povo santo e fiel de Deus das Igrejas locais do Regional Norte 1 da CNBB, manifesto nossa sincera gratidão pelos sete anos em que Dom Fernando Barbosa dos Santos CM esteve entre nós como bispo da prelazia de Tefé. Dom Fernando foi nomeado bispo de Tefé no dia 14 de maio de 2014. Recebeu a ordenação episcopal no dia 28 de agosto. Com o lema “Servus Christi missioni”, Servo de Cristo na missão, iniciou o ministério na prelazia no dia 21 de setembro de 2014. Desde o início Dom Fernando apoiou e incentivou a participação dos cristãos leigos e leigas nas pastorais e em todos os âmbitos da sociedade. Realizou encontros de CEBs com representantes de todas as paróquias. Ordenou vários presbíteros da região. Empenhou-se muito na pastoral da comunicação e introduziu várias reformas na Rádio Educadora Rural de Tefé, de ampla audiência, inclusive nas dioceses vizinhas. Reformou estruturas a serviço das pastorais: locais de encontros, melhoria do transporte através da aquisição de novos barcos para as itinerâncias nas paróquias.   Em nosso regional do Norte 1 foi secretário no quadriênio 2015-2019 e atuou como bispo referencial no acompanhamento à Vida Consagrada e ao Ecumenismo. Participou intensivamente conosco na preparação e realização do acontecimento histórico e inesquecível de nossa caminhada que foi a realização do Sínodo para a Igreja da Amazônia. Dom Fernando sempre marcou presença ativa em nossos encontros e assembleias regionais. De forma discreta, mas sempre com lucidez e determinação manifestava sua posição e dava sua valiosa contribuição. Ficaremos mais pobres sem a sua generosa colaboração. Sentiremos muita saudade de sua presença amiga e fraterna. Face aos imensos desafios e conflitos que enfrentamos para anunciar o Evangelho aos pobres da Amazônia, temos a consciência de que somos poucos e limitados. Por isso, precisamos nos amar e nos ajudar muito. Fiel ao significativo lema, “Servo de Cristo na missão”, assim nosso caríssimo irmão Dom Fernando expressa a missão que está abraçando: “Agora peço a Deus que me abençoe nessa nova missão a mim confiada. Não é fácil largar tudo e ir para um lugar novo. Largar os conhecidos, os missionários, mas é preciso ter coragem e desprendimento. No coração não há distância, só profundidade de amar o que recebemos de Deus”. Deus lhe pague, Dom Fernando, pelo bem imenso que fez entre nós, pelas sementes do Reino que espalhou com generosidade e coragem aos povos de tantas raças e culturas no coração da Amazônia. Após as intempéries e provações, êxitos e alegrias vividos na missão em Tefé, está preparado para abraçar com confiança e esperança o ministério episcopal com o povo nordestino, na diocese de Palmares. E conta sempre com nossas preces e fraterna amizade.   Dom Edson Tasquetto Damian Presidente do Regional Norte 1 da CNBB.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Faleceu em Barbalha (CE) o padre Sales, diocesano de Manaus, mais uma vítima da Covid-19

Faleceu na tarde desta quarta-feira, 9 de junho, com 55 anos de idade, o padre Francisco Sales Pereira da Silva, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Segundo nota da Diocese de Crato (CE), assinada pelo administrador diocesano, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, o padre Sales “estava internado desde o dia 19 de maio no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha (CE)”. O bispo afirma que “dada à evolução do quadro, a equipe médica que o acompanhava achou prudente encaminhá-lo à Unidade de Terapia Intensiva, submetendo-o depois à intubação para as medidas adequadas de suporte clínico. Infelizmente, o quadro agravou-se e o sacerdote não resistiu”. Padre Sales era natural de Campos Sales (CE) e foi ordenado na Arquidiocese de Manaus (AM), de onde era incardinado, e onde foi pároco da Paróquia de São Raimundo Nonato. Desde 2006, o padre Sales residia no território da Diocese de Crato. Atualmente, exercia o ministério na Paróquia São Francisco de Assis, em Salitre (CE). A nota manifesta a proximidade, oração e solidariedade fraterna aos “familiares, amigos e paroquianos, que vivem a dor da separação”. As orações se estendem a todos os que foram vitimados pela Covid-19, por aqueles que ainda sofrem as sequelas e pelos profissionais de saúde.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Dom Fernando se despede de Tefé: “Essa Igreja missionária que tanto me ensinou no meu ministério episcopal”

Dom Fernando Barbosa dos Santos, nomeado nesta quarta-feira, 9 de junho, bispo da diocese de Palmares (PE), pelo Papa Francisco, escreveu uma mensagem ao povo da Prelazia de Tefé, onde foi bispo desde 2014. Ele se mostrou “surpreso com a nomeação, por considerar pouco o tempo presente em nossa querida Prelazia de Tefé”, onde ele diz ter aprendido muito em seu ministério episcopal. O bispo eleito da diocese de Palmares faz vários agradecimentos na sua mensagem: aos bispos do Regional Norte 1 da CNBB, “pela amizade e comunhão”, à Igreja irmã de Divinópolis, os superiores dos religiosos que colaboram na missão na prelazia, aos formadores do Seminário São José de Manaus, “por cuidar dos futuros padres da nossa Prelazia”. Ao agradecer ao povo da Prelazia, Dom Fernando lembra do clero e leigos “dedicados ao serviço ao povo de Deus”. O bispo destaca sua experiência missionária na Amazônia, especialmente sua participação no Sínodo para a Amazônia, reconhecendo a presença na prelazia das “comunidades vivas” das que fala a Querida Amazônia. Mesmo sabendo da dificuldade de “largar tudo e ir para um lugar novo”, Dom Fernando reconhece que “é preciso ter coragem e desprendimento”. Ele diz levar no coração “as recordações da festa de Santa Teresa”, afirmando que “no coração não há distância, só profundidade de amar o que recebemos de Deus”. Finalmente pede que o próximo bispo seja tão bem acolhido como ele foi. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1  

Em sua defesa dos yanomami, Dom Mário Antônio recebe o apoio da Presidência da CNBB

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta a Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, onde mostra seu apoio diante do seu posicionamento “em favor de uma parcela do povo de Deus que lhe foi confiado”. A carta, assinada por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Dom Jaime Spengler e Dom Joel Portella Amado, faz referência à carta que Dom Mário escreveu no dia 2 de junho último, dirigida à Igreja e ao povo de Roraima, onde expressou “sua solidariedade ao povo Yanomami da região do rio Uraricoera, vitimado pelo garimpo ilegal e pela inércia de quem deveria exercer a vigilância sobre as terras que são da União e de usufruto destes povos”. Diante do sofrimento do “coração solidário do pastor ao contemplar a dor presente em seu rebanho, atingindo pessoas e desrespeitando a casa comum”, a presidência da CNBB expressa “nossa fraterna expressão de unidade”, da parte daqueles com quem Dom Mário Antônio, “compartilha a missão na presidência da CNBB”. Os assinantes da carta mostram o desejo “de que suas palavras, já escutadas pelo Deus da Vida, sejam ouvidas pelos corações que trabalham por um mundo de paz e respeito ao ser humano e à casa comum, particularmente por todos aqueles que têm responsabilidades na edificação da sociedade justa e solidária”. Eis a Carta: P. 0207/21   Brasília, 08 de junho de 2021 Exmo Sr. Mário Antônio da Silva, Bispo Diocesano de Roraima   Ref: Unidade na missão   Prezado D. Mário, irmão e amigo,    Em 2 de junho último, o senhor se manifestou publicamente em favor de uma parcela do povo de Deus que lhe foi confiado. Seu coração de pastor o levou a expressar sua solidariedade ao povo Yanomami da região do rio Uraricoera, vitimado pelo garimpo ilegal e pela inércia de quem deveria exercer a vigilância sobre as terras que são da União e de usufruto destes povos. Sabemos, caro irmão, o quanto sofre o coração solidário do pastor ao contemplar a dor presente em seu rebanho, atingindo pessoas e desrespeitando a casa comum. Como, pois, prezado irmão, pode o pastor se calar, se, diante de seus olhos, o que se vê é destruição e morte? Afinal, se nos calarmos, as pedras clamarão! (Lc 19,40) Receba, pois, nossa fraterna expressão de unidade. Nós, seus irmãos bispos, com quem o senhor compartilha a missão na presidência da CNBB, manifestamos nossa união e nossa solidariedade, no desejo de que suas palavras, já escutadas pelo Deus da Vida, sejam ouvidas pelos corações que trabalham por um mundo de paz e respeito ao ser humano e à casa comum, particularmente por todos aqueles que têm responsabilidades na edificação da sociedade justa e solidária. Como nosso abraço e nossas orações.   Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte, MG Presidente   Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS 1º Vice-Presidente   Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ Secretário-Geral Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Papa Francisco nomeou Dom Fernando Barbosa bispo de Palmares (PE)

Dom Fernando Barbosa dos Santos, atual bispo da Prelazia de Tefé, foi nomeado nesta quarta-feira, 9 de junho, novo bispo da Diocese de Palmares (PE). Dom Fernando, nascido em Sertânia (PE), no dia 5 de março de 1967, foi nomeado bispo da Prelazia de Tefé em 14 de maio de 2014, sendo ordenado em 28 de agosto e tomando posse em 21 de setembro de 2014. O novo bispo da Diocese de Palmares foi ordenado padre em 20 de janeiro de 1996 e na congregação Lazarista foi superior provincial da Provincia de Fortaleza de 2003 a 2009, sendo ecônomo da mesma província de 2009 a 2014. No Regional Norte 1 da CNBB, Dom Fernando foi Secretário Regional no quadriênio 2015-2019 e tem sido bispo referencial para os ministros ordenados, a Vida Religiosa e para o ecumenismo. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

“A nossa solidariedade, a nossa doação, promove vida”, afirma Dom Mário na apresentação da Campanha “É Tempo de Cuidar”

A segunda etapa da Ação Solidária Emergencial “É Tempo de Cuidar”, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Caritas Brasileira, Conferência dos Religiosos do Brasil, Movimento de Educação de Base e a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, que faz parte da Semana Nacional de Mobilização, que acontece de 8 a 12 de junho, era iniciada nesta terça-feira com uma celebração eucarística, presidida por Dom Joel Portella Amado, na Casa Bom Samaritano, em Brasília (DF). Ao longo da semana serão realizadas ações solidárias nas dioceses, organismos e pastorais da Igreja no Brasil. Uma das coordenadoras da Casa Bom Samaritano, que acolhe migrantes, a irmã Rosita Milesi, diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos, destacava a importância desta ação solidária, num momento em que mais da metade da população brasileira encontra-se em situação de insegurança alimentar e nutricional. A situação é tão grave que, segundo dados do Grupo de Pesquisa Alimento para a Justiça da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, mais de 125 milhões de brasileiros não estão se alimentando como deveriam. Segundo o secretário geral da CNBB, a campanha tem como foco o combate à fome, uma realidade cada vez mais presente no Brasil, afirmando que “quando um filho de Deus sofre, o Senhor está sofrendo nesta pessoa”. Dom Joel fazia um chamado a assumir uma atitude de conversão como caminho para fazer a solidariedade acontecer nestes tempos de pandemia. Segundo o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, se faz necessário superar o pecado (egoísmo), o cansaço e a descrença. Para Dom Joel Portella, a caridade é um modo de adorar a Deus, fazendo um chamado aos católicos a manterem-se firmes em seu compromisso de fé que precisa se traduzir em solidariedade e partilha. Estamos diante de uma ação que será um modo de construção de uma rede de solidariedade, que permita, segundo Dom Joel, transformar o “eu” em “nós” e compartilhar as fragilidades e um pouco do que cada um tem, e assim enfrentar as sequelas da pandemia. A Campanha “É Tempo de Cuidar”, tem sido apresentada numa live, onde o presidente da Caritas Brasileira fazia memória da primeira etapa da campanha, que Dom Mário Antônio da Silva definia como “uma pagina viva do Evangelho”. No momento atual em que “o tempo da pandemia continua, a fome se agrava, as necessidades se ampliam”, o bispo de Roraima fazia um chamado a continuar participando da campanha. Não podemos esquecer, segundo o segundo vice-presidente da CNBB que “a fome dói, a fome mata. Por isso a nossa solidariedade, a nossa doação, promove vida”. O bispo convidava a procurar os pontos de arrecadação, espalhado por todo o Brasil. A live, conduzida pelo coordenador nacional da Pastoral da Comunicação, Marcus Tulius, foi apresentando diferentes realidades presentes no Brasil neste tempo de pandemia e suas consequências. Com suas músicas, surgidas a partir da realidade e da vida do povo sofrido, o cantor Zé Vicente foi ajudando os participantes a descobrir a mística e o sentido da partilha, lembrando que “o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus, é nada”. O encontro virtual tem mostrado o papel da agricultura familiar no tempo da pandemia, ajudando muitas famílias a se sustentar e partilhar com quem mais precisa. Uma agricultura sustentada, como lembrava Marcos Tulius, “nos princípios da agroecologia, pensando no cuidado da casa comum, na ecologia integral, como nos pede o Papa Francisco”. Isso foi mostrado no trabalho desenvolvido pela Pastoral da Terra da diocese de Ipameri (GO), onde os agricultores doam 8 toneladas de verduras e legumes por mês. O Brasil aos poucos foi perdendo políticas públicas de segurança alimentar, como mostrava Carlos Eduardo Leite. O Coordenador Geral do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais refletia sobre o fato do Brasil ter voltado ao mapa da fome, do qual tinha saído em 2004, consequência da degradação das políticas pública, direitos e oportunidades. Ele fazia um chamado a se mobilizar para “garantir as políticas públicas, porque o alimento é um direito humano, de todos e todas”. A realidade dos migrantes e o cuidado que deles fazem diferentes organizações eclesiais tem sido outro dos destaques da apresentação da campanha, ajudando a mudar a mentalidade e a conquista de direitos. Essa ação emergencial, que iniciou em 2020, teve “uma resposta muito positiva”, segundo o padre Patriky Samuel Batista. O Secretário Executivo de Campanhas da CNBB lembrava que foram destinados mais de 4 milhões de reais para essa ação solidária emergencial, além de 5 milhões de toneladas de alimentos. Na Semana do Coração de Jesus, o padre Patriky destacava a importância de “colocar o coração para fora”, de que nosso coração seja “disponível, aberto, solidário, fazendo a nossa parte”. Wagner Cesário destacava a importância da campanha, que “mostra que a Igreja está mobilizada, a Igreja está engajada num processo que marca a nossa história”. Segundo o Assessor Nacional da Caritas Brasileira, estamos nos colocando “como protagonistas de uma ação que beneficia àqueles que são preferidos por Jesus”. São muitas as ações em favor daqueles que passam por momentos de dificuldade, como acontece na diocese de Santo Ângelo (RS), onde foi colocada em prática a “prateleira solidária”, colocada na rua, onde quem precisa pega e quem tinha condições, coloca. “Isso gerou uma solidariedade muito forte na nossa comunidade”, segundo o padre Marcos Bialozor, que partilhava experiências de arrecadação e doação de cestas básicas ou agasalhos. A irmã Cleusa Alves da Silva, explicava o sentido do Dia de Cuidar, que acontecerá no próximo sábado, 12 de junho, em que a Igreja do Brasil é convidada a organizar uma grande coleta de alimentos em nível local, que será distribuído também em nível local às famílias que estão passando maior necessidade. A vice-presidente da Caritas Brasileira animava a organizar esse grande dia de mobilização, lembrando que a campanha não termina no dia 12, “deve se estender durante o ano, principalmente neste período em que perdura a pandemia e que a fome está cada vez mais agravada”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1,…
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