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Pastoral da Pessoa Idosa se reúne com representante Defensoria Pública do Idoso do Amazonas

No dia 04 de abril de 2024, na sede do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), se reuniram Vera Lúcia Gama, coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa do Regional, a Ir. Rosiene Gomes de Freitas, referencial das Pastorais Sociais no Regional Norte1, e Dr. Ali Oliveira da Defensoria Pública do Idoso do Estado do Amazonas. Na reunião, o representante da Defensoria Pública conheceu o trabalho que a Pastoral da Pessoa Idosa realiza, oferecendo a proposta de realizar uma palestra informativa sobre os serviços de atendimento da defensoria ao segmento da pessoa idosa, segundo afirmou a coordenadora da Pessoa Idosa do Regional. O propósito é “poder ajudar em questões próprias desse universo que atendemos também: conciliações, pensões, etc.”, segundo Vera Lúcia Gama. Uma oportunidade para continuar construindo pontes entre a Pastoral da Pessoa Idosa e o Poder Público em vista de um melhor atendimento àqueles que são acompanhados pela Pastoral. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Diocese de Borba realiza III Congresso Bíblico 2024

Com o tema: Dízimo, expressão de amor na comunidade de fé, e o lema: “Deus ama quem dá com alegria” (2Cor. 9,7) foi realizado no II Domingo da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, intitulado pelo Papa João Paulo II, como o Domingo da Divina Misericórdia, o encerramento do III Congresso Bíblico deste ano de 2024 na Diocese de Borba, Regional Norte 1. O presente Congresso foi realizado nas Foranias São Marcos, São Mateus, São Lucas e São João. O  Bispo Diocesano, Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva lançou o vídeo-convite encorajando aos cristãos a viverem o Kairós, tempo da graça do Senhor em unidade  e sinodalidade. Dom Zenildo retrata que estudar a Palavra de Deus enfatizando o Dízimo estrutura o coração generoso com a igreja de Deus. O congresso despertará no povo de Deus um maior compromisso com a evangelização, pela força do Espírito santo, a igreja-comunhão caminhará em unidade nas quatro Foranias. O tema central foi o Dízimo, onde a Comunidade Cristãé um espaço privilegiado para a vivência com Cristo. Assim, o dízimo é compromisso moral, sinal de pertença e participação na evangelização. Neste ensejo, o Padre Cleiton Silva, assessor da Forania São Marcos destacou que a principal fundamentação do dízimo está na Sagrada Escritura, este compromisso surge na Bíblia como um gesto de gratidão e de reconhecimento. O Dízimo nos traz a lembrança de que nesta vida somos meros administradores, pois Deus está acima de todas as coisas. Assim, quem tem este compromisso de ser dizimista, acolhe a Deus como soberano em sua vida. A fidelidade ao Senhor é a sua aliança (2° Cr 31, 5 – 7) logo, a comunhão com Deus e partilha dos bens é prova de amor a Deus ecomprometimento de uma vida em conexão com Ele. O Documento 106 da CNBB aponta quatro dimensões que são alcançadas por meio do dízimo; a Religiosa, a Caritativa, a Missionária e a dimensão Eclesial. Neste seguimento, o Professor Irineu Castro. assessor da Forania São Mateus aponta que o Dízimo é sinal de evangelização e compromete o cristão ao serviço colaborativo e transformador nas comunidades. O formador missionário também destacou a dimensão evangelizadora das comunidades que fomentam o dízimo. Na missa de abertura da Forania São Lucas, o padre Ubahara Raja afirmou que é importante viver a partilha na igreja de Cristo, e que a doação ao serviço é ato de amor e sacrifício. O assessor, também da Forania São Lucas, foi o missionário José Pimentel da Arquidiocese de Manaus, seu apontamento foi direcionado para os inúmeros talentos existentes na Comunidade e a fomentação deles para o fortalecimento da evangelização, “eis aí o pilar do dízimo”, destacou Pimentel. o Assessor de Trabalhos Pastorais Diocesano, Ademir Jackson afirmou que a Diocese de Borba tem caminhado nas trilhas sinodais e este Congresso Bíblico que aconteceu nos dias 05, 06 e 07 nas Foranias, vem atender a uma das urgências do Plano de Pastoral, assim Questionamentos pertinentes ao serviço evangelizador também fizeram parte nas reflexões dos congressistas – Como nasce a Pastoral do Dízimo? O padre Cleiton Silva, que foi o comunicador da Forania São Marcos completou que a Pastoral do Dízimo nasce de um Coração Ardente. Surge da Experiência de Viver o 1° Mandamento. Destaque também para a seguinte pergunta reflexiva;Qual a passagem que Jesus nos ensinou a pensar na Pastoral do Dízimo? Em resposta veio que a passagem é a multiplicação dos pães. Com a frase motivacional “Quando eu faço o que eu posso, Deus realiza os milagres que eu não posso” os estudos sobre a temática do Dízimo destacaram que não se trata de uma pastoral de finanças e sim de uma pastoral que conscientiza e evangeliza. É sobre dar com amor e fazer a generosidade fluir no coração da comunidade. Logo, o Documento 106 aponta 3 eixos para estruturar o trabalho da Pastoral do Dízimo; A conscientização, a Pastoralidade e a Comunhão-Participação, assim destacou o Padre Tom Viana, assessor da Forania São João. Para o andamento reflexivo, as Foranias partilharam as Forças e Fraquezas em relação ao dízimo em suas comunidades, bem como as oportunidades e ameaças existentes nesta pastoral. No fechamento do evento, as Foranias foram articulando o que servirá de alicerce para o fortalecimento da Pastoral do Dízimo nas Comunidades e o intuito de fomentar a conscientização sobre a vivência do Dízimo e seus fundamentos e espiritualidade. Assim, o Dízimo deve ser habitual, pois tudo que é efeito hoje, tem dimensão para o nosso amanhã, desde que caminhemos nas Dimensões missionária, eclesial, religiosa e caritativa. Dizimo é partilha! Dizimo é generosidade! Dizimo e ardor missionário!  Dizimo e sacrifício de amor!                                                           Francelina Lopes de Souza – Coordenação da Pastoral da Comunicação da Diocese de Borba

Adveniat recebe da Igreja da Amazônia “inspiração, encorajamento e testemunho de fé”

A Comissão Episcopal da Adveniat, composta por quatro bispos da Conferência Episcopal Alemã, o Conselho Fiscal, o diretor e a vice-diretora, visitou Manaus de 3 a 8 de abril, viagem que costuma fazer a cada três anos, visitando a Amazônia brasileira, dada a importância que estão dando à Amazônia e à implementação das propostas do Sínodo para a Amazônia. Para Adveniat é importante colocar os pés no chão e ter um contato vivo com o povo, o que levou a comitiva a visitar a comunidade indígena Muray no município de Autazes, uma comunidade na periferia de Manaus, uma reunião com a Equipe Itinerante e uma visita à Casa Amazônica da Economia de Francisco e Clara. Além disso, houve uma reunião com representantes de várias instituições que ajudaram a aprofundar o conhecimento da realidade sob diferentes perspectivas. Entre as várias realidades visitadas, Tanja Himer, vice-diretora da Adveniat, destaca a visita à comunidade indígena e a possibilidade de ouvir as vozes das pessoas, como elas se sentem, suas lutas pela vida, algo que ela diz ser novo para ela. Ela ressalta que da Alemanha eles podem lutar junto com a comunidade e conscientizar a população alemã de várias formas, já que muitas pessoas na Alemanha não sabem da situação dos povos amazônicos. Aqueles que vivem sua fé na Igreja alemã sabem sobre a Querida Amazônia e o que o Papa Francisco diz sobre o cuidado com a nossa casa comum, segundo Himer. A vice-diretora da Adveniat mostra o desejo dessa instituição de continuar apoiando projetos na Amazônia, especialmente com os povos indígenas, ajudando-os em sua defesa em processos judiciais e em outras situações vividas por esses povos. De acordo com o jesuíta Martin Maier, diretor da Adveniat, a visita “nos dá uma visão do que está acontecendo na Arquidiocese de Manaus”, insistindo no papel da Adveniat como ponte de solidariedade, inspiração e intercâmbio, ressaltando que as pontes são usadas em ambas as direções, na medida em que na Adveniat se dá, mas também se recebe, dizendo-se muito convencido da dimensão universal da Igreja, e que “somos uma comunhão de solidariedade, somos também uma comunhão de aprendizado“. O diretor da Adveniat, que diz ter publicado recentemente um artigo em uma igreja alemã intitulado “A Igreja na América Latina, um laboratório de mudança”, enfatiza que “a Igreja na América Latina nas últimas décadas tem desempenhado o papel de precursora e de laboratório“. Ele cita como exemplos a fundação da primeira Conferência Episcopal do mundo no Brasil em 1952, o desenvolvimento de um magistério continental nas Conferências Gerais dos Bispos em Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida. Ele também menciona a Assembleia Eclesial Continental em novembro de 2021, o Sínodo para a Amazônia, que ele vê como um aprendizado para o atual Sínodo. Sobre a Igreja latino-americana, disse ter a impressão de uma Igreja viva e jovem, em contraste com a crise na Igreja alemã, com muitas saídas da Igreja. Ele também destacou que eles receberam inspiração, encorajamento e testemunho de fé, algo que se manifesta nos muitos mártires das últimas décadas, entre eles o salesiano alemão Rodolfo Lukenbein e a irmã Dorothy Stang, que deu sua vida pela proteção do meio ambiente. Insistindo que eles não querem mártires, o jesuíta enfatiza que “os mártires mostram que o caminho de Jesus está sendo seguido“. Maier, que diz ter uma história de mais de 30 anos com El Salvador, refletiu sobre a figura de São Oscar Romero, que abriu nele, sendo um jovem jesuíta, o horizonte para a Igreja na América Latina. Sobre o que a Adveniat pode dar, ele enfatizou a solidariedade, a ajuda recolhida na coleta de Natal. Nesse sentido, ele lembra a ajuda que a Alemanha, devastada pela fome e pelo sofrimento, recebeu da América Latina após a Segunda Guerra Mundial. Quando a Alemanha se recuperou, os bispos decidiram dedicar a coleta de Natal à América Latina, que foi institucionalizada, conseguindo administrar atualmente cerca de 1.200 projetos, com um volume de mais de 30 milhões de euros. A Igreja alemã também oferece à América Latina seu caminho sinodal iniciado em 2018, tendo como ponto de partida os escândalos sexuais principalmente por parte de clérigos na Igreja, descobrindo a necessidade de um caminho de conversão e renúncia, que considera o elemento fundamental do Sínodo na Alemanha, que determinou quatro áreas de reflexão: o poder na Igreja, a vida sacerdotal e a formação de sacerdotes, a moral sexual e o papel da mulher na Igreja, o que levou a decisões que foram tomadas após um processo de trabalho. Um caminho sinodal que está contribuindo para o Sínodo universal, insistindo na coincidência dos temas e no fato de que a Igreja alemã pode contribuir com esse caminho sinodal para a Igreja na América Latina. Uma visita que tem ajudado a continuar dando passos comuns, a conhecer problemas presentes na Amazônia, como o tráfico de pessoas, uma realidade que é vista como algo natural na região e que está inter-relacionada com o tráfico de armas e drogas e a destruição do território, em cujo combate a Igreja Católica tem ajudado decisivamente, sobretudo após o Sínodo para a Amazônia, especialmente com o trabalho da Rede Um Grito pela Vida, em relação com a Cáritas e o Regional Norte1 da CNBB que tem esse combate como uma de suas ações permanentes. A Igreja Católica também tem contribuído para o estudo de questões relacionadas à violência sexual e ao tráfico de pessoas, com contribuições como o Projeto Iça de Ação e Proteção, em parceria com a Cáritas da Alemanha, buscando desenvolver tecnologia social de qualidade para o atendimento de crianças vítimas de violência sexual em comunidades amazônicas. Isso deu lugar a projetos comuns nas igrejas locais da Regional Norte1, dando respostas mais consistentes. A Igreja da Amazônia tem uma longa trajetória comum, que começou em 1952, antes da criação da CNBB, com o primeiro encontro dos bispos da Amazônia. Nessa caminhada, vale destacar o Encontro de Santarém, de 1972, que optou por uma evangelização encarnada na realidade e libertadora,…
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Dom Leonardo: “O encontro com o Ressuscitado acontece quando Tomé volta à comunidade e nela permanece”

Falando da crença que brota do ver, iniciou o cardeal Leonardo Steiner sua homilia do Segundo Domingo da Páscoa. “Ver a vida ressurreta brotando do lugar dos pregos e da lança. Ver as marcas, sem tocar com os dedos, sem colocar a mão no lado. Um ver que suscita admiração, exclamação, estupefação: ‘Meu Senhor e meu Deus!’”, ressaltou o arcebispo de Manaus. Segundo dom Leonardo, “na ausência de Jesus pela sua morte, os discípulos refugiam-se no medo, entram no entardecer, deixam-se tomar pela escuridão da perda, da morte. O horizonte que lhes havia sido revelado, desapareceu e fecharam-se as portas da liberdade para a qual tinham sido despertados. E agora? Para onde? Sonhos desfeitos, reino destruído, esperanças desvanecidas”. Em poucas palavras, “o evangelista visibiliza o ânimo e o desânimo, a desesperança, o sombrio, que toma conta dos seguidores de Jesus. No entanto, no anoitecer do primeiro dia da semana, com as portas fechadas, Jesus põe-se no meio dos discípulos e saúda: ‘A paz esteja convosco’. Na noite dos discípulos, Jesus se presencializa, traz a paz. No meio dos transtornos daqueles dias perdidos Ele se faz presença. É justamente ali no meio do desconforto, do medo e da penumbra a ofuscar o horizonte, que Ele sopra sobre eles o Espírito Santo e o envia. Na paz os envia no envio do Pai. Um envio que anuncia a paz, porque perdão. O perdão concede a paz! A paz, o perdão que desarma, tranquiliza, devolve o conviver”, destacou o presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Lembrando o texto evangélico, o cardeal lembrou que “Tomé estava ausente, se distanciara da comunidade quando Jesus se apresentou pela primeira vez. Longe da comunidade não é encontrado pelo Ressuscitado. Ele que se distanciara e ao retornar ao seio da comunidade, recebe o anúncio: ‘Vimos o Senhor!’ Diante da boa nova, ele continua distante ao afirmar: ‘Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e puser a mão no seu lado, não acreditarei’. No entardecer, na penumbra da vida, no medo que retrai, Tomé sente a necessidade de ver”. O arcebispo de Manaus ressaltou, se referindo a Tomé, que “arde em desejo, é somente desejo de ver, tomado do desejo, da visão, isto é, de um encontro. Ele era pura ardência de encontro, muito mais que amada pelo seu amado, ele é todo desejo, ele arde de desejo de ver, ver a marca dos pregos, tocar, apalpar: ver. O meu mestre e Senhor foi morto e morto tragicamente enfiaram-lhe os pregos nas mães e nos pés e abriram-lhe o lado. Quanta saudade do meu Senhor. No meio da perda de não saber para onde, nasce o desejo de ver”. “Se eu não vir, diz Tomé não acreditarei. Como se dissesse: se eu não vir não tenho a possibilidade de ser tocado pelo Ressuscitado; se eu não vir, se Ele não se mostrar, se Ele não se der a ver, não tenho como vir à graça da ressurreição”, lembrou dom Leonardo Steiner. Segundo ele, “Tomé deseja ver, não como um contador de histórias; não como um cético que deseja comprovar a existência de Deus; não como um homem de ciência que deseja comprovar que alguém de entre os mortos está vivo; mas deseja ver aquele por quem tudo deixara para pertencer ao Reino de Deus”. O arcebispo insistiu em que “um tal ver não é a comprovação da visão dos olhos, dos sentidos, mas a visão, o ver de um encontro. Tomé é dessa estirpe. Aquela estirpe de pessoas que ouvem, mas sabe que somente em recebendo a visão poderá vir à fé, à alegria da fé, à exclamação da fé. Se eu não vir, se eu não colocar o dedo, se eu não puser a mão! Como se dissesse se todo meu ser, se toda a minha pessoa não ver, não poderei perceber a nova presença”. Ele perguntou: “Como poderei vir à fé se Ele não se der à minha vista, se Ele não se apresentar de tal modo que todo o meu ser, toda a minha pessoa for tocada por Ele, invadida por Ele? Como vir à visão da fé, senão me tocar o vazio de suas mãos transpassadas, se não me tocar o seu lado aberto, a abertura sem medida de amor? Se meu Senhor não se tornar visível, papável, como posso vir à luz da fé?”, respondendo que “é a confissão da impossibilidade de Tomé, a confissão pública da sua incapacidade e o implorar da alma amante para que o Senhor se faça visível. É como se dissesse: todo meu ser deseja ver-te, Senhor. Mas eu, a partir de mim, não posso; posso apenas desejar, que te faças visível ao meu coração”. “E assim, quando toda a pessoa de Tomé está desejosa, aberta, ardendo de desejo, toda a sua existência como olhos abertos na procura de quem já se fez visível, de repente, inesperadamente, é tomado pela presença inaudita, transparente e terna de seu Senhor: ‘A paz’ e dirigindo-se a Tomé, disse: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel’. Então, ele vem à fé: ‘Meu Senhor e meu Deus’. Somente no encontro, no inaudito de um encontro, Jesus se faz visível, invisível aos olhos. Tudo é, então, apenas admiração, espanto, encanto, que a presença do Senhor concede. Admiração, espanto, encanto: gratidão”, ressaltou o cardeal Steiner. “O encontro com o Ressuscitado acontece quando Tomé volta à comunidade e nela permanece. É na comunidade dos discípulos que Tomé é encontrado por Jesus e é levado a professar: ‘Meu Senhor e meu Deus’! O Ressuscitado torna-se tudo para ele, o seu Deus e Senhor! Tomé permanecerá fiel, vai anunciar e gerar comunidades que visibilizam o Ressuscitado. É na comunidade que o Ressuscitado está sempre presente e nela somos encontrados pelo Ressuscitado. É nas chagas da comunidade, o lado aberto da comunidade,…
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Encontro da Coordenação Nacional da PJ em Manaus: No ouvir, amar e servir, construir a civilização do amor

A Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude está reunida em Manaus de 05 a 07 de abril para pensar os próximos passos e preparar o Encontro Nacional da Pastoral da Juventude que será no Maranhão. Segundo Ingrid Sabrina Batista Costa, Coordenadora Nacional da Pastoral da Juventude, Manaus é “um lugar muito profético para nós enquanto jovens do Brasil, onde a gente se conecta com um chão que é marcado por muitas histórias, por muita violência, por muito abandono, onde a gente discute muitas questões de desmatamento, mudanças climáticas e a defesa da vida na Amazônia”. Trazer os representantes da Pastoral da Juventude do Brasil para a Amazônia, segundo a jovem, “faz a gente gritar, ressoar e fazer com que eles nos escutem e entendam o que é fazer Pastoral da Juventude na Amazônia, o que é ser jovem na Amazônia e como a gente consegue construir um caminho para a defesa da casa comum”. Um encontro que pretende ajudar a pensar em como alinhar a sustentabilidade, a espiritualidade e a mística no trabalho da Pastoral da Juventude. Do encontro participa dom Antônio Fontinele de Melo, bispo de Humaitá (AM), que é membro da Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele destaca que o encontro acontece “nessa perspectiva do escutar, do ouvir, do amar e do servir, nessa caminhada com a juventude, na construção dessa civilização do amor, na esperança, na ousadia de construirmos a partir do Evangelho, de assumir a profecia nas nossas realidades, que hoje atingem toda a nossa juventude”. Uma juventude que, segundo o bispo de Humaitá, “grita por vida, por dignidade, por liberdade, para ser escutada, e assim junto aos nossos jovens possamos construir um mundo melhor a partir do encontro com Jesus Cristo, na oração, na Palavra, na Eucaristia e na missão nas diversas realidades, nas periferias, nos lugares mais distantes, principalmente no meio àqueles jovens que hoje estão passando por situações de ansiedade, depressão, por dificuldades também na questão do trabalho, da convivência e de situações de violência e de morte”. Dom Fontinele destacou que “nosso grito junto com a juventude é pela vida, é pela liberdade, é pela dignidade, é por uma vida melhor, onde os jovens possam encontrar esse espaço para assim trabalharem e viverem como verdadeiros filhos e filhas de Deus na construção de um mundo melhor”. Um encontro que na Amazônia, a partir da Laudato Si´, a partir do Cristo que aponta para a Amazônia, quer “pensar processos pastorais para o Brasil”, segundo Luiz Filipe Fialho, Secretário Regional da Pastoral da Juventude Norte1. No encontro está sendo mostrado o panorama do Regional Norte1, como estão sendo organizados os grupos nas diversas igrejas locais e missão da PJ Norte1, destacou o secretário regional. Ele disse estar acontecendo o encontro “na mística dos rios, na mística do encontro, na mística da travessia, que vai se dando a partir dos 19 regionais que têm representação na CNBB Nacional”. Isso faz com que estejam sendo “dias fecundos e profundos da gente reafirmar nosso processo evangélico a partir da nossa Querida Amazônia”, em consonância com o papado de Francisco, que alimenta a missão da PJ, ressaltou. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Diretoria da Adveniat visita Regional Norte1: Gesto de solidariedade e intercambio de Igreja

O Regional Norte1 da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB Norte1) está recebendo a visita da direção da Adveniat, com a presença de quatro bispos, o diretor e alguns dos funcionários, uma organização da Igreja católica da Alemanha que tem apoiado projetos de evangelização, também projetos sociais no Brasil e em toda América Latina. No Regional Norte1 a Adveniat tem apoiado diversos projetos nas dioceses e prelazias e tem apoiado o Seminário São José, onde se formam os seminaristas das nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1. Igualmente, apoia o trabalho pastoral que as irmãs realizam na arquidiocese de Manaus. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 agradeceu a visita da direção da Adveniat, lembrando que alguns dos bispos participantes da visita não conheciam a Amazônia, sendo a visita uma oportunidade para conhecer a região e perceber as necessidades, “onde eles podem continuar a apoiar, onde eles também podem pensar em apoiar outros projetos”, enfatizou o cardeal Steiner. Isso tudo, segundo dom Leonardo, “é um gesto de solidariedade, é um intercambio de Igreja, é uma evangelização, uma Igreja que evangeliza a outra, uma Igreja que apoia a outra”. O presidente do Regional Norte1 destacou que “é por isso que tem um significado muito importante para nosso Regional a presença da direção da Adveniat”. Ingrid Schuchhardt, responsável pelos projetos no Brasil na Adveniat, é quem acompanha a comitiva da diretoria da Adveniat, destacou que é uma oportunidade “para conhecer a realidade da Amazônia, de Manaus, e também conhecer os desafios que as pessoas têm aqui e mostrar nossa solidariedade com os povos da Amazônia”. A visita iniciou na quarta-feira 03 de abril e será encerrada na segunda-feira 08 de abril. No programa está previsto uma visita à Rádio Rio Mar; encontro com a Pastoral Indigenista e visita a uma comunidade indígena Moiray, no Município de Autazes; visita do trabalho pastoral na periferia de Manaus e da Casa de Francisco e Clara; visita a uma comunidade ribeirinha; encontro com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), abordando o contexto econômico, social, ecológico, cultural, eclesial e político, sobretudo no que faz referência aos povos indígenas; a realidade da violência, abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas; implementação do Sínodo para a Amazônia e desafios atuais para as igrejas locais. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ser ressuscitado: difundir o que é vida, o que é bom

A Páscoa, tempo em que celebramos a ressurreição do Senhor, é uma oportunidade para refletir sobre a necessidade de espalhar vida numa sociedade onde tudo o que tem a ver com a morte parece querer tomar conta. Os discípulos e discípulas de Jesus se tornaram testemunhas da vida, se empenharam em anunciar, em dar a conhecer tudo o que tinha a ver com a vida. Quando a gente olha para nossa realidade social, descobrimos que todas essas coisas que têm a ver com a morte, tudo o que é ruim, rapidamente é espalhado, enquanto aquilo que é sinal de vida, não é dado a conhecer aos outros. Se nos empenharmos em testemunhar tudo o que de bom temos e enxergamos nos outros, nossa vida seria diferente e o mundo em que vivemos seria melhor. A bondade, os sinais de ressurreição, os sinais de Deus, iriam tomando conta da nossa vida e desterraríamos tudo o que faz com o pessimismo tome cada vez mais conta da nossa sociedade, da nossa vida, da vida das nossas famílias. Quando nós difundimos esses sinais de morte, quando temos medo de apostar na vida, nossa vida vai se apagando, deixando de ser luz para os outros, nos afastando daquilo que nos plenifica como pessoas, daquilo que nos aproxima de Deus. Deixar de lado essas atitudes têm que ser visto como uma necessidade em nossa vida e somos chamados a nos empenharmos nisso, nos empenharmos em ser sementes de vida para a humanidade, sementes de vida para aqueles com a gente convive, com as pessoas com as quais nos relacionamos em nosso cotidiano. Nunca podemos esquecer que nós podemos fazer a diferença, como tantos homens e mulheres tem feito ao longo da história. Mesmo com posturas contrárias dos outros, mesmo com tentativas de boicotar nosso empenho, não podemos perder a esperança em espalhar o bem, em espalhar tantos sinais de vida que vamos descobrindo em nosso dia a dia. O que eu vou fazer para apostar na vida, para testemunhar o novo modo de viver como ressuscitados? Como eu vou me implicar para que a verdade seja testemunhada, espalhada e tudo o que tem cheiro de morte, tudo o que é ruim seja desterrado da sociedade? Como ser consciente de que na medida em que eu me implico nas mudanças, a realidade pode ser diferente? A ressurreição de Jesus é algo que tem implicações em nossa vida, é bem mais do que um sentimento, é um motor que nos impulsiona em nosso testemunho e nos compromete para fazer realidade um mundo melhor para todos e todas, um mundo onde cada um de nós, cada ser humano, difunda o que é vida, o que é bom. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar 

As Irmãs Missionárias Ticunas tomam o hábito e iniciam experiencia de Vida Religiosa Indígena

Um dos desafios da Igreja católica na Amazônia é fazer realidade uma Igreja com rosto amazônico e rosto indígena, um pedido que cobrou maior força com o Sínodo para a Amazônia. Entre o povo ticuna, na diocese de Alto Solimões, tem surgido uma iniciativa de Vida Religiosa Indígena, acontecendo no dia 25 de março de 2024 a celebração onde as primeiras quatro jovens Irmãs Missionárias Ticuna doaram sua vida totalmente a Deus, um momento de grande emoção e alegria, que tem fortalecido a Igreja Católica com seu rosto indígena. Foi na missa de abertura da Formação Diocesana ticuna, em Belém do Solimões, onde estavam presentes representantes de 30 comunidades indígenas. As quatro jovens, Ir. Cristina da comunidade de Piranha, Ir. Marieta da comunidade de Vendaval, Ir. Lucidete da comunidade de Cigana Branca e Ir. Jeane da comunidade de Cidade Nova, tomaram o hábito numa celebração em que o povo ticuna as acolheu e abraçou. No final da formação, na celebração da Páscoa, as Irmãs Missionárias Ticuna receberam uma bênção solene e foram enviadas, iniciando assim oficialmente o primeiro ano de vida comunitária, formação (bíblica, espiritual, humana) e missão na nova casa delas. Essa casa, que foi abençoada no dia 31 de março, Domingo de Páscoa, é fruto do trabalho do povo, que desde dezembro de 2023 tem se mobilizado para construir com muitos ajuris e o apoio incansável dos Frades Menores Capuchinhos. As novas irmãs são os primeiros frutos de um caminho iniciado na Assembleia Geral do Povo Católico Ticuna, realizada em 2015, quando foi realizado um apelo a possibilitar um caminho formativo para a vida consagrada e sacerdotal de forma mais amazônica, mais próxima da vida do seu povo e cultura. Nesse caminho foram se dando passos nas diversas comunidades, sendo o Sínodo para a Amazônia um forte impulso nesse caminho. As jovens têm elaborado uma primeira e simples Regra de Vida, que agora vai marcar sua vida comunitária. Com informações e fotos do Blog: Povo Ticuna de Belem do Solimões

Cardeal Steiner: “A presença do Ressuscitado enche e transforma todo o universo!”

No domingo da ressurreição, o cardeal Leonardo Steiner, anunciando que “o Senhor ressurgiu, Aleluia!”, iniciou sua homilia dizendo que “São João nos mostra como Maria Madalena, João e Pedro vendo o sepulcro vazio, chegaram à fé no Ressuscitado. Os Apóstolos e as mulheres tocados e despertados pelo vazio do túmulo creram que o ‘Senhor devia ressuscitar dos mortos!’ (Jo 20,9)”, que “a vida, arrancada, destruída, aniquilada na Cruz, despertou e voltou a palpitar”, citando Romano Guardini. Seguindo o texto do Evangelho de João, que diz: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo”, o arcebispo de Manaus enfatizou que “de madrugada, antes de ser dia, antes do amanhecer, ela vai ao túmulo. Como se fosse convidada a um novo amanhecer, a um novo dia! Como no início, no dizer do Gênesis, a vida não saiu do nada, mas do amor de Deus, assim a nova criação, surge do sepulcro vazio que Madalena e os apóstolos experimentaram como novo nascer”. “Se despertados pela narrativa, pudéssemos chegar a crer como os Apóstolos…”, disse o presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ressaltando que “para João crer é ver. Um ver que no Evangelho proclamado nos induz numa dinâmica toda própria. Maria Madalena é levada a ver: ‘vê que a pedra fora retirada do túmulo’. Também João, ‘vê as faixas deitadas ali’ (Jo 20,5). Madalena e João olham e descobrem o túmulo aberto, as faixas deitadas. Eles viram, mas não viram. Vem o vazio, mas no vazio ainda não veem a nova presença”. Segundo Dom Leonardo Steiner, “Pedro, chega, entra no sepulcro e, num primeiro momento, vê como Madalena e João. Mas, com olhar atento, observa as faixas que envolveram o corpo de Jesus e o pano que cobrira o rosto, colocado à parte. Pedro também vê. Mas vê mais que João e Madalena. Ele vê e lê. Vê que o sepulcro vazio escondia uma realidade invisível que necessita ser apalpada, desvendada, lida. No ver ele é lido e se deixa ler”. “Escutamos que o discípulo amado, depois também entrou no túmulo: ‘Ele viu e acreditou’. Viu, pois no ver dos olhos foi despertado para perceber, captar o aspecto essencial, uma nova presença o invisível aos olhos. Visível aos olhos da fé. Viu no visível o invisível e o invisível no visível”, disse o cardeal. Citando o místico Harada, ele lembrou que “assim, de repente, tudo se vira pelo avesso: o vazio do túmulo, o abandono é, na realidade, a plenitude da presença do amor; a profunda solidão converte-se em unidade universal e total. Quando parece desamparado, está mais do que nunca identificado com o querer divino, transparente ao Pai. Nessa fraqueza sem fim, Jesus se acha, sem reserva, “entregue” ao poder do Pai, totalmente aberto ao ato criador da Ressurreição”. “Na verdade, esse ver é fruto da graça do encontro”, segundo o arcebispo de Manaus. Ele destacou que “nesse momento é que se dá o conhecimento, no sentido de “conascimento”, de nascer com e de novo: a conversão, a virada”. Por isso, o Evangelho a aclarar, citando Fernandes e Fassini: “Com efeito, eles ainda não tinham compreendido a Escritura segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos” (Jo 20,9). A dificuldade de crer na Ressurreição de Jesus, da parte dos discípulos, mostra que estamos diante de um evento extraordinário, fora do poder do homem e das leis da natureza”. “Um ver que é um ver na fé! A fé em Jesus Ressuscitado tem um itinerário, um caminho próprio. Tudo tem início com a graça do encontro de Jesus com os discípulos e as discípulas. Ele chama, convida, a participar de sua vida. E participantes, sentem-se ligados a Jesus, discípulos”, ressaltou o presidente do Regional Norte1. Por isso, enfatizou o cardeal, “Madalena e os Apóstolos vão ao túmulo antes do nascer do sol. Com a morte crucificada, os discípulos e as discípulas desorientados, busca o Senhor na noite da dúvida e entram no vazio. Buscam consolo no estar na proximidade pelo menos de seu corpo. A morte e a sepultura faz nascer a saudade, a afeição da presença perdida, a confiança da vida nova que parecia desaparecida. E, Madalena, lembrada de como acolhida, perdoada, porque amada, restaurada na sua dignidade de mulher, vai em busca de seu Senhor. Foi a saudade que a levou até o túmulo, na madrugada da saudade”. “A fé, porém, não é uma clareza de ideias, mas uma luz que cintila no meio da escuridão da noite de muitas incertezas, interrogações, dúvidas; no meio dos muitos medos e sofrimentos, e até mesmo de infidelidades. É o que o Evangelista parece dizer quando assinala que Maria foi ao sepulcro quando ainda estava escuro. A mensagem é muito transparente: a fé em Jesus Cristo ressuscitado não é algo de espontâneo, automático, como se bastasse ouvir o relato da Ressurreição na catequese, no curso e nas pregações. Maria Madalena, procurou a Jesus na noite, somos convidados buscá-lo em meio à escuridão de dúvidas, incertezas, angústias e pecados”, disse Dom Leonardo Steiner, tendo como referência Fernandes e Fassini. Segundo o cardeal, inspirado nas palavras de Papa Francisco, “a fé no Ressuscitado alimenta a esperança, pois vida nova, novo horizonte, novo sentido de vida, de viver. Esperança não é mero otimismo, nem uma atitude psicológica ou um convite a ter coragem. A esperança cristã é um dom que Deus concede, para sairmos de nós mesmos e nos abrirmos a Ele. Esta esperança não decepciona porque o Espírito Santo foi infundido nos nossos corações (cf. Rm 5, 5). O Consolador não faz com que tudo apareça bonito, não elimina o mal com a varinha mágica, mas infunde a verdadeira força da vida, que não é a ausência de problemas, mas a certeza de sermos sempre amados e perdoados por Jesus, que por nós venceu o pecado, venceu a morte, venceu o medo. Por isso podemos celebrar a festa da nossa esperança,…
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Dom Leonardo: “Abençoada Páscoa: Cristo ressuscitou, esperança para toda a humanidade”

Abençoada Páscoa é o desejo do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. “Cristo ressuscitou, esperança para toda a humanidade”, enfatizou o cardeal. O presidente do Regional Norte1 da CNBB lembrou que “acompanhamos a Jesus no sofrimento, na dor, na morte. Acompanhamos em Jesus, na dor e na morte, a humanidade que sofre, os irmãos e irmãs que padecem, e Cristo ressuscitando, nos trouxe vida nova, vida nova para toda a humanidade, mas vida nova também para toda a Criação”. “O Cristo ressuscitado, esperança nossa, guie os nossos passos, e que nós possamos sempre de novo ajudar a salvar, a bendizer, a consolar, a vida dos irmãos e irmãs”, enfatizou o cardeal. Ele concluiu desejando em nome dos bispos do Regional Norte1 da CNBB “uma abençoada Páscoa a todos”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1