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Diocese de Roraima, expressando que a Igreja não tem fronteiras, participa dos 102 anos do Vicariato do Caroni (Venezuela)

O Vicariato Apostólico do Caroni, na Grande Sabana venezuelana, que tem sua sede na cidade de Santa Elena de Uairén, acaba de comemorar 102 anos de sua ereção canónica. Uma celebração que contou com a participação de representantes da diocese de Roraima, dentre eles Dom Evaristo Spengler, que também esteve acompanhado por Dom Arnaldo Carvaheiro Neto, bispo de Jundiai (SP), e Dom Vicente Costa, bispo emérito da mesma diocese. “Uma festa muito bonita, com a participação das comunidades distantes”, segundo Dom Evaristo, numa região onde a maioria da população são indígenas do povo pemón. Eles realizaram diversos gestos durante a Eucaristia e depois da celebração realizaram apresentações culturais da região. Uma celebração que “trouxe o coração, a vida dessa história, 102 anos de doação de muitos missionários e missionárias“. Segundo o bispo de Roraima, “uma coisa que ficou muito forte na celebração foi que a Igreja não tem fronteiras, cada vez mais queremos estreitar os laços de união”. Ele refletiu sobre as imensas dificuldades na evangelização da região da Grande Sabana, com paróquias e comunidades muito distantes e um alto custo para realizar as viagens para o trabalho evangelizador. Dom Evaristo destacou que “é um povo com muita doação, com muita alegria, e queremos continuar a rezar por esse povo, por Dom Gonzalo, por esse Vicariato do Caroni, todos os missionários que aqui estão, aqueles que estiveram no passado e aqueles que virão à evangelização nesse belíssimo futuro deste vicariato”. O bispo local, Dom Gonzalo Alfredo Ontivares Vivas, manifestou sua alegria pela celebração vivida, destacando a participação das diversas comunidades indígenas que integram o vicariato e das igrejas de Roraima e de Jundiai, algo que ele vê como oportunidade para partilhar o que foi realizado pelos padres capuchinhos e deixaram como ensinamento, vivência e experiência de fé nesse processo de formação e de inculturação do Evangelho. O bispo destacou que o Vicariato do Caroni está vivendo uma nova etapa, com a participação de missionários de outras igrejas locais e congregações religiosas. A celebração realizada é vista por Dom Gonzalo como algo que “nos ajuda a entender a sinodalidade que o Papa Francisco está nos convocando”. Ao mesmo tempo, ele disse que tem sido mais uma oportunidade para se integrar com a Igreja do Brasil, insistindo em que a Igreja não tem fronteiras, que podem ser compartilhadas as mesmas experiências de fé com os povos originários   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: Na Amazônia, “estar ao lado dos pobres, dos povos originários, dos últimos, como o caminhar da Igreja no meio urbano”

O Congresso sobre Pastoral Urbana, organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que está acontecendo em Porto Alegre de 04 a 06 de março de 2024, refletiu, com a assessoria do cardeal Leonardo Steiner, sobre os “Desafios da evangelização na Amazônia urbana”. Segundo o arcebispo de Manaus, a maior cidade da Amazônia, com mais de dois milhões de habitantes, essa reflexão “significa uma hermenêutica da totalidade que a evangelização está a pedir”, destacando os muitos desafios da evangelização, que tem como fundamento o fato de que “somos despertados para um pertencimento: Deus feito nossa humanidade”. Ele partiu do conceito de evangelização, que tem como pano de fundo “o anúncio do Evangelho para toda a humanidade, para toda a criatura”, e que ele vê como “despertar para o modo do Reino de Deus”, tendo como elementos constitutivos “a proclamação pelo testemunho, o anúncio explícito de Jesus Cristo, a acolhida do anúncio, por meio da adesão à comunidade eclesial, o desdobramento em novo apostolado”, elementos presentes em Evangelii Nuntiandi de Paulo VI. Uma evangelização que tem como elementos uma libertação integral, o testemunho, a pregação, a liturgia e vida sacramental, a religiosidade popular, a destinação universal da evangelização e os agentes nela envolvidos, destacou o cardeal. Ele lembrou as palavras de Paulo VI: “Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus”, destacando que “Igreja, comunidade, e evangelização pertencem ao mesmo movimento”, que é eclesial e de comunhão, pois “evangelizar é uma ação profundamente eclesial”, ressaltando que “não é um ato individual e isolado. É missão da Igreja!”. É por isso que “a evangelização em nome da Igreja, acontece em comunhão”, sem critérios e perspectivas individualistas. Refletindo sobre o conceito de evangelização no Magistério de Papa Francisco, Dom Leonardo destacou que deve ser missionária e apostólica, pois “evangelizar não é o mesmo que fazer proselitismo”. Isso porque “trata-se de uma dimensão vital para a Igreja, a comunidade dos discípulos de Jesus nasce apostólica e missionária. O Espírito Santo plasma-a em saída”. Uma Igreja missionária presente na Amazônia, pois “a igreja na Amazônia, em Manaus, nasceu com os missionários e missionárias”. O cardeal destacou elementos da missão presentes no Documento de Aparecida, onde a evangelização é vista como “ação da Igreja que exerce a missão recebida de anunciar a todos os povos e a todas as criaturas”, o que demanda, num horizonte de cultura denominada urbana, um modo e uma linguagem aberta ao tempo e ao espaço que a Igreja é presente. O Encontro de Santarém de 1972 e o Sínodo para a Amazônia em 2019 são momentos que ajudam a refletir a evangelização na Amazônia, destacou o conferencista. O Documento de Santarém, “ele deu impulso e vida a ação evangelizadora na Amazônia. Santarém firmou uma Igreja encarnada e libertadora!”, ressaltou o cardeal. Uma Igreja profética, que “percebeu que deveria evangelizar, evangelizar-se e ser evangelizada”, percebendo “a necessidade de uma presença maior e melhor no meio urbano”. Uma reflexão que continuou no tempo, numa dinâmica sinodal, buscando evangelizar a partir do chão amazônico, até chegar no Sínodo para a Amazônia. Ele lembrou o encontro de 2022, com motivo dos 50 anos de Santarém, que segundo o Papa Francisco “propôs linhas de evangelização que marcaram a ação missionária das comunidades amazônicas e que auxiliaram na formação de uma sólida consciência eclesial”. O cardeal Steiner colocou o dom da fé como passo prévio na evangelização na Amazônia, destacando que “nós não temos fé, é a fé que tem a nós”. Ele disse que a fé é simples, “trata-se da experiência da gratuidade do encontro e encontro da gratuidade”, algo a ser descoberto na cultura urbana, onde subjaz a fé. Falando sobre a fé na Amazônia, Dom Leonardo destacou “a ingenuidade da fé, as relações desvestidas de aparências, uma certa harmonia com a beleza das águas e das florestas”. Após apresentar brevemente diversos elementos da realidade da Amazônia, o cardeal Steiner disse que em Manaus, as comunidades mostram a vitalidade da Igreja, afirmando que “o urbano é sustentado por uma urbanidade manifestada na solidariedade, na receptividade”, insistindo em que na realidade da Amazônia urbana “se percebe a necessidade de auscultar e dialogar para aprender a evangelizar”. Diante dessa realidade, o arcebispo de Manaus refletiu sobre os desafios e perspectivas, partindo das palavras de Papa Francisco sobre o pensamento de Romano Guardini, que o levou a dizer que “certamente, a cultura urbana está impregnada do conhecimento que busca reunir as coisas, decompô-las, ordená-las em alíneas, adquirir perícia e dominá-las”. O primeiro desafio é a encarnação e libertação, pois “o Verbo encarnado exige da Igreja uma aproximação com a realidade, a superação de modelos de evangelização que não condizem com as culturas locais e um testemunho de esperança, fundado no Evangelho”. Um caminho que segundo o Documento Final do Sínodo para a Amazônia se concretiza inculturação e interculturalidade. O segundo desafio é, seguindo a proposta da Querida Amazônia, a hermenêutica da totalidade, que “faz a Igreja evangelizar dentro do movimento das transformações da cultura urbana”, seguindo os quatro sonhos da Querida Amazônia, que “são dimensões do todo” e que considera “essenciais para uma Igreja frutuosa, misericordiosa, consoladora, inculturada, transformadora, libertadora, ilumina toda a evangelização na Amazônia e na sua totalidade”. Isso porque “a morte e ressurreição de Jesus tem implicância no universo, não apenas para os seres humanos”, destacou o cardeal. O arcebispo de Manaus considera um outro desafio ser Igreja discipula missionária, dado que a missionariedade é “o fundamento, a razão do ser da Igreja”, que leva a uma “evangelização dinamizada num caminho de comunhão e participação das comunidades de comunidades, como dinâmica da sinodalidade na Igreja. A escuta e o diálogo como caminho a ser sempre percorrido”. Ele insistiu numa “Igreja que escuta, serve e acompanha os povos e recebe os traços destes povos”, segundo diz o Documento Final do Sínodo para a Amazônia. Junto com isso, ser Igreja profética e defensora…
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Inicia o Congresso Teológico Internacional de Pastoral Urbana da PUCRS e CNBB com a participação de Dom Leonardo Steiner

Organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece, de 4 a 6 de março de 2024, o Congresso Teológico Internacional de Pastoral Urbana. Entre os conferencistas, além de diversos teólogos e bispos brasileiros, destaca a presença de dois cardeais, o cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que receberá o doutorado Honoris Causa, e o cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus. Segundo informam os organizadores, o Congresso pretende promover um espaço de reflexão interdisciplinar em torno da realidade urbana contemporânea em vista de qualificar a reflexão teológica e a ação pastoral da Igreja na atualidade. Ao mesmo tempo, estamos diante de mais uma oportunidade para que a Igreja do Brasil possa refletir sobre os desafios da evangelização da vida urbana, na mentalidade urbana, para chegar a todas as periferias existenciais e geográficas. O Congresso é realizado no contexto dos 60 anos de promulgação da Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja, Lumen Gentium, dos 11 anos de pontificado do Papa Francisco e do processo sinodal vivido pelas comunidades eclesiais. Nesse contexto, pretende-se promover um espaço de reflexão interdisciplinar em torno de questões relevantes acerca da realidade urbana contemporânea, a fim de contribuir para uma resposta atualizada da Teologia e da Pastoral aos desafios emergentes do contexto urbano hodierno, em vista de qualificar a reflexão e a ação de seus agentes, bem como atender às demandas da Evangelização na atualidade, em preparação para o Jubileu da Esperança, em 2025. O Congresso será aberto por Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, Chanceler da PUCRS e Presidente da CNBB e do CELAM, e terá como ponto de partida a reflexão sobre “A ação pastoral da Igreja nas grandes cidades”, sendo o primeiro conferencista Dom Joel Portella Amado, presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB e bispo diocesano de Petrópolis – RJ. Posteriormente os participantes poderão refletir sobre “Os desafios da cultura digital para a Igreja no contexto urbano”, com a assessoria de Alzirinha Rocha de Souza, professora da PUC-Minas e ITESP, e sobre “Hospitalidade e cultura do encontro no contexto urbano”, conferência proferida por Luiz Carlos Susin, professor da PUCRS e ESTEF. “A cidade no Magistério Pastoral do Papa Francisco”, será ponto de partida das reflexões no segundo dia do Congresso, com a assessoria de Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, membro da Comissão Teológica Internacional e bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Uma reflexão que terá continuidade com a conferência de Dom João Justino de Medeiros Silva, primeiro Vice-Presidente da CNBB e Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, que dissertará sobre “Linhas de Ação do Papa Francisco para a cidade”. Centrando a reflexão no contexto amazônico, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, a maior cidade da Amazônia, irá falar sobre “os desafios da evangelização no contexto urbano da Amazônia”. As conferências desse segundo dia terão continuidade com a reflexão de Dom Leomar Antônio Brustolin, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e arcebispo da Arquidiocese de Santa Maria, sobre “Perspectivas para a Iniciação à Vida Cristã no contexto urbano”. Finalmente, o Cardeal José Tolentino de Mendonça, depois de receber o Doutorado Honoris Causa da PUCRS, falará sobre “Desafios da cultura urbana para a evangelização hoje”. O último dia do Congresso iniciará com a conferência do teólogo argentino Carlos María Galli, com o tema “Por uma Igreja toda sinodal no contexto urbano”, e a conferência sobre “Perspectivas teológicas e pastorais para a edificação de comunidades sinodais no contexto urbano”, com a assessoria de Francisco de Aquino Junior, professor da UNICAP. No final do Congresso será realizada uma reunião dos cardeais, arcebispos e bispos das grandes metrópoles brasileiras. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ampliada Regional das CEBs prepara em Roraima o 3º Encontro Regional Norte1

A Coordenação Ampliada Regional das Comunidades Eclesiais de Base do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1) se reuniu nos dias 02 e 03 de março em Boa Vista, sede da diocese de Roraima. O encontro contou com a assessoria do padre José Oscar Beozzo e a presença de dom Evaristo Spengler, bispo local. Dom Evaristo Spengler destacou a alegria da diocese de Roraima em receber a coordenação ampliada das CEBs do Regional Norte1. Segundo o bispo diocesano de Roraima, “aqui foram dados os passos para o encontro regional das CEBs em setembro, que acontecerá aqui em Roraima, será o terceiro do Regional Norte1”, ressaltando que “estamos nessa preparação com muito empenho, com muita alegria”. Dom Evaristo Spengler disse que “quem veio, volta agora para sua diocese, querendo ser um fermento dentro da Igreja, que toda a Igreja seja uma Igreja mais missionária, uma Igreja acolhedora, sobretudo que nossa Igreja seja comunhão, pequenas comunidades em torno de Cristo, da sua Palavra, que possam ser servidoras e testemunhas do Reino de Deus”. O bispo pediu que “nesse processo de preparação para o 3º Encontro Regional Norte1, cada um de nós possa ajudar a nossa Igreja a crescer mais nesse espírito de serviço e dedicação ao Reino de Deus”. O encontro da Coordenação Ampliada das CEBs Regional Norte1 foi uma oportunidade para refletir sobre como está a caminhada das CEBs em cada uma das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1 desde o 15º Intereclesial, realizado em Rondonópolis (MT) em julho de 2023, sendo escolhido o tema do 3º Encontro Regional Norte1, que será “CEBs, Igreja na Amazônia: casa do encontro, da acolhida e da ministerialidade”, tendo como lema “Acolhei a todos no Senhor de maneira digna como convém aos santos” (Em 16, 2). Depois de escolher a temática foram dados alguns passos na organização dos grupos de trabalho para o 3º Encontro Regional das CEBs. Igualmente foi abordada a organização do próximo Nortão das CEBs e foi repassado o que foi vivenciado no último Intereclesial. Finalmente, foi refletido sobre os passos a serem dados em vista da sustentabilidade das CEBs. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Não importa a pessoa, importa o ganho, o lucro mesmo que seja à custa dos pobres”

No Terceiro Domingo da Quaresma, o cardeal Leonardo Steiner iniciou sua homilia lembrando que “ouvimos e vimos o zelo de Jesus pela Casa de Deus, pelo templo. O zelo e cuidado o leva a expulsar os vendiam dentro do templo. O zelo que deseja a purificação do espaço da sacralidade, do encontro, das preces, das oferendas. O espaço de peregrinação, de culto, das festas litúrgicas, onde se ofereciam os sacrifícios de animais em louvor a Deus, se resgatavam os primogênitos, se ouviam os ensinamentos. Era a expressão do centro da fé do povo de Israel”. O arcebispo de Manaus recordou que “no início, nos primeiros tempos das celebrações, das peregrinações, os locais de compra e venda das oferendas e os animais para os sacrifícios, ficavam distantes do templo. Como o passar dos anos, os negócios, a compra e venda, a troca do dinheiro, começaram a acontecer no próprio templo. E o templo tornou-se lugar de negócio, uma espécie de mercado. Poderíamos imaginar que no tempo de Jesus o templo, além do lugar da expressão da fé, tinha se transformado num conjunto de ‘lojas’ ou dependências ‘comerciais’ para atender os fiéis peregrinos que desejavam fazer suas oferendas e sacrifícios”. “O lugar do encontro, das oferendas, da peregrinação, da oração, das promessas, da palavra, da escuta, transformado em negócio”, destacou Dom Leonardo. Segundo ele, “lá onde deveria haver oferendas, ofertas, se negociava, se trocava, se fez uma casa de negócios”, recordando que “um místico medieval nos diz que a expulsão dos vendilhões do templo, ou a purificação do templo é próprio de quem deseja deixar a casa livre para Deus habitar. Livre para que as relações entre Deus e os peregrinos, sejam sem trocas e viva somente da beleza do amor gratuito. As oferendas e os sacrifícios poderiam ser expressão da gratidão, da ação de graças. Uma relação livre e benévola”. Segundo o místico, “o templo é a imagem de quem somos. Somos o templo, a morada de Deus. Jesus indica que deseja o templo de cada pessoa desocupado, livre para comunicar os seus dons e conceder gratuitamente a suas graças. Uma disponibilidade ao encontro. Encontro que acontece no templo que somos nós!” Como nos diz um místico, recordou o cardeal: “Deus quer ter esse templo vazio, a ponto de ali não haver nada mais do que Ele só. Esta é a razão por que Ele se sente tão bem aconchegado nesse templo, sempre que nele só Ele se encontra.”, citando os Sermões alemães. “Somos o templo, e Deus a arde em desejo de habitar em nós, nos plenificar. Mas nós muitas vezes imaginamos que na fé devemos negociar com Deus”, disse o cardeal Steiner. Ele destacou que “rezamos, jejuamos, damos esmolas para que Deus nos ajude ser melhores. Fazemos como que uma troca, um negócio”. Frente a isso, “Deus na sua bondade está sempre a nos oferecer todas as bênçãos e graças. O jejum, a esmola, a oração que nos pede o tempo da Quaresma, deveria ser sinal da nossa disponibilidade e receptividade. Não é troca, não é negócio, não é petição, e como Jesus nos ensina: é purificação, libertação”. “Somos convidados a uma fé de relação amável, afetiva, livre”ressaltou Dom Leonardo. “Por isso, expulsar as trocas, as negociações, a compra e venda. O Evangelho não é negócio; não se vende e nem se compra. É um modo de vida, onde Deus é tudo para nós, pois nos cumula de bênçãos e graças. Mesmo quando nos encontramos em situação de aflição, pobreza, injustiça Ele está conosco. Esse movimento de corresponder a Deus é expressão de nosso desejo de nosso de purificação, de uma espécie de esvaziamento para que o Ressuscitado more em nós”, insistiu. O arcebispo de Manaus questionou: “Se somos templos onde Deus deseja estar, morar para nos plenificar, onde chegamos com nossa mentalidade de negócio e de mercado?” Diante disso, “as pessoas viraram mercado, negócio. Não importa a pessoa, importa o ganho, o lucro mesmo que seja à custa dos pobres”. Uma realidade que lhe levou a destacar, “como é consolador e motivo de ânimo e de bondade ver irmãos e irmãs sempre atentos às realidades sofridas e saem ao encontro dos mais pobres, não para oferecer esmola do que sobra, mas para oferece justiça, dignidade e também o pão. Tudo na liberdade de quem crê”. “O templo que somos nós depois da morte e morte de cruz e da ressurreição de Jesus, adquiriu uma dignidade tal que exige a superação do ser vilipendiado, destruído, agredido, espancado, violentado, ignorado, descartado. É um sofrimento ver e dizer: tudo porque não produzem, não dão lucro, não ajudam no mercado. É inaceitável que os nossos idosos sirvam apenas dar lucro porque necessitam de medicamentos, que são uma despesa através das políticas públicas, que os pobres são um estorvo. Jesus no Evangelho de hoje nos ensina que eles são o caminho da libertação, da purificação do templo que somos nós, quando somos na gratuidade”, enfatizou. Segundo o cardeal Steiner, “somos templo, morada de Deus! Ao meditarmos a nossa dignidade de casa de Deus, recordamos que a sexualidade que faz parte do templo onde Deus habita. Ela está a implorar dignidade, cuidado, afeto, superando da violência, da animalidade das relações, a sua exacerbação. Quanta propaganda, quanto lucro, quanto despudor em relação à sacralidade da sexualidade. Não se trata de moralismos, de achaques ou arroubos de tradicionalismo. É a necessidade de cuidado e recato com o que temos de íntimo, de relações de intimidade, de vida. Quanto temos que purificar o templo da nossa humanidade quanto à sexualidade! Quanto trabalho em nossa humanidade para que participemos da liberdade que Jesus nos oferece com sua morte e ressurreição. Não precisamos negociar com Deus. Coloquemo-nos diante dele como filhas, filhos com o desejo de sermos por Ele amados e cuidados”. Comentando a segunda leitura ele destacou “o segredo da cruz, do Crucificado; o anúncio do Crucificado!”. Segundo Dom Leonardo, “a cruz é gratuidade! Jesus nada trocou no alto da cruz. Tudo entregou, livre e gratuitamente. Naquele…
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Dom Giuliano Frigeni convida o Clero de Itacoatiara a serem sempre discípulos de Jesus

O Clero da Prelazia de Itacoatiara está realizando de 26 de fevereiro a 1º de março no Centro de Espiritualidade Água Viva seu Retiro Anual sob a orientação de Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito da Diocese de Parintins. Segundo o padre Acácio Rocha, coordenador de Pastoral da Prelazia de Itacoatiara, o retiro está sendo uma experiência de amor e gratidão, concretizada em diversos momentos abençoados vividos no Centro de Espiritualidade Água Viva. Ao longo dos dias de retiro, os participantes estão mergulhando profundamente na experiência do Discipulado. Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito da Diocese de Parintins, está ajudando o clero da Prelazia de Itacoatiara a a refletir sobre a essência de serem sempre discípulos de Jesus. Cada instante é marcado por uma experiência única, desde a serenidade da noite mariana até a emocionante Via Sacra, acompanhando os passos de nosso Senhor em direção ao Calvário e, finalmente, à gloriosa Ressurreição. Ao longo do Retiro os participantes estão pudendo descobrir que este caminho do cristão é um caminho de Ressurreição, onde a vida floresce em abundância. Eles pedem poder continuar se envolvendo com suas orações neste retiro, para que a luz de Cristo ilumine cada coração e fortaleça a fé de todos. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Clero de Roraima participa do Retiro Anual sob a orientação do Padre Beozzo

Finalizada a 24ª Assembleia Diocesana, que foi realizada no último final de semana, de 23 a 25 de fevereiro de 2024, com o tema “Diocese de Roraima: 300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal”, o clero da Diocese de Roraima está participando do Retiro Anual, que está sendo realizado na Serra do Tepequém, de 26 de fevereiro a 1º de março. O Retiro, que é momento de oração, silêncio, estudo e meditação da Palavra de Deus, está sendo orientado pelo Pe. José Oscar Beozzo, da Diocese de Lins – SP. O bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, juntamente com os presbíteros da Diocese de Roraima, estão vivendo ao longo da semana dias de reflexão e profunda espiritualidade. É costume em muitas dioceses do Brasil que no caminho quaresmal aconteça o Retiro do Clero, uma oportunidade para entrar no caminho da conversão e se preparar para a festa da Páscoa. Junto com os momentos de meditação, sob a orientação do padre Beozzo, os participantes do Retiro tiveram a oportunidade de realizar a celebração penitencial onde eles celebraram o sacramento da reconciliação. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Mês de março, uma oportunidade para reconhecer que ser mulher não é motivo para ser discriminada

Aos poucos a sociedade vai tomando consciência da necessidade de reconhecer o papel da mulher. Sabemos que ainda falta um longo caminho a percorrer, mas é verdade que estão sendo dados alguns passos que ajudam nesse propósito. O início do mês de março é uma boa oportunidade para refletir e descobrir o caminho a seguir para continuar avançando. Mesmo sem chegar na paridade, as mulheres vão ocupando espaços de responsabilidade e decisão na política, nas empresas, no mundo do trabalho. Nas famílias também vemos que estão sendo dados passos para que as crianças, sejam homens ou mulheres, não sejam discriminadas em razão de seu sexo. Essa discriminação está presente nos homens, mas também nos deparamos com mulheres que discriminam às próprias mulheres, uma atitude que tem que nos levar a refletir como sociedade. Cada um, cada uma de nós temos que nos perguntarmos sobre nossas atitudes, sobre nosso modo de olhar e tratar os outros, especialmente as mulheres, sobre os preconceitos que carregamos e que nos impedem avançar como sociedade em busca de uma maior igualdade entre homens e mulheres. Na Igreja católica, o debate sobre o papel da mulher está cada vez mais presente, cada vez são mais as vozes que cobram um maior reconhecimento do papel da mulher na Igreja. O Papa Francisco tem ajudado a avançar decisivamente nesse caminho, com suas palavras e atitudes, mas sobretudo com as nomeações de mulheres em postos de grande responsabilidade. Cada vez são mais as mulheres que ocupam esses espaços, que tem em suas mãos a possibilidade de aportar seu conhecimento, sua visão, na hora de tomar as decisões na Igreja católica. Em algumas dioceses vemos que as mulheres aos poucos também estão ocupando esses espaços de toma de decisões, o que vai enriquecendo a vida da Igreja em todos os níveis. Vai ajudando a ter um olhar diferente, um olhar feminino, as mulheres vão aportando sua sabedoria, seu modo de entender a realidade. Não podemos esquecer que as mulheres são a grande maioria na Igreja católica, especialmente quando falamos de participação na vida cotidiana da Igreja. Sua presença nas celebrações é quase sempre mais numerosa, são elas que participam em maior medida e conduzem as pastorais, movimentos, grupos, fazendo com que a Igreja continue viva em muitos lugares do mundo. Se nós falamos da Amazônia, vemos que essa presença feminina faz com que muitas comunidades, especialmente no interior, continuem vivas, são muitas as mulheres que são verdadeiras pastoras, cuidadoras do rebanho, presença de Igreja na vida de um povo que continua vivenciando sua fé pela dedicação e compromisso das mulheres, que em sua simplicidade levam a Palavra de Deus a tantas pessoas que se saciam com esse anúncio. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Dom Leonardo: “A quaresma como caminho da fé nos provoca a uma transformação nas nossas relações”

Lembrando que o Evangelho do 1º Domingo da Quaresma pedia conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho!”, o cardeal Leonardo Steiner disse que “a conversão no segundo domingo da quaresma se torna transfiguração. Não mais figuras, mas ser ouvinte do Filho amado do Pai que nos transfigura: a transformação que a fé oferece”. O arcebispo de Manaus disse que “nos encanta e causa admiração o Evangelho ouvido; quase nos espanta a primeira leitura”. Ele destacou que “a transfiguração de Jesus no alto da montanha desperta em nós a admiração pela comunhão de Jesus com o Pai e a plenitude dos tempos no diálogo de Moisés e Elias; a fé que na cruz chega à plenitude. O sacrifício de Isaac comove as nossas entranhas e vemos a solidão abraâmica a subir o monte Moriá na busca de realizar a vontade incompreensível de Deus; transformação pela fé”. Analisando o texto do Evangelho, Dom Leonardo ressaltou que “antes da subida ao monte e a transfiguração, Jesus anuncia a sua morte violenta e convida os discípulos a renunciar-se a si mesmos, a tomar a cruz e a segui-lo no caminho de amor e de entrega gratuita da vida (cf. Mc 8,31-38). O caminho da cruz torna os passos dos discípulos mais lentos, os corações pesados, o ânimo desalentado. Os sonhos do novo reino, da vida nova, da libertação, somem e são tomados pelo fracasso do seguimento; os sonhos de glória, de honras, de triunfos se esvaem e se perguntam se vale apena seguir um mestre que oferece a cruz como liberdade e libertação”. Seguindo o texto, onde aparece que “Jesus toma três dos discípulos e sobe a montanha. Era necessário retirar-se, subir e subir, para perceber o mistério transformativo da cruz, do seguimento na cruz”, o cardeal destacou que “conduziu-os para o alto de uma montanha. Montanha lugar do encontro, da revelação, das manifestações de Deus; da transfiguração: as roupas ficaram brilhantes e brancas; Elias e Moisés conversam com Jesus. Não mais palavras, não mais figuras, mas o que há de vir, o ‘por vir’ no mistério da cruz e da ressurreição. Os santos padres leram a transfiguração como a realidade que estava por vir: a dor, o sofrimento, a cruz, a morte”. No texto aparece que Elias e Moisés estavam a conversar com Jesus. Segundo o presidente do Regional Norte1 da CNBB, “em Elias vemos todos os profetas, todo os enviados e mensageiros de Deus. Elias o recordador das fontes, do amor primeiro. Elias a conversar, isto é, fazer presença a realização das promessas, a indicar a fonte das fontes, o iniciador do novo Israel. Moisés, o libertador, o condutor, o intercessor do povo, o caminhador do deserto rumo a terra da promessa. Ele a conversar, a dizer, a indicar o Reino único e universal, o mandamento novo e eterno; Jesus o libertador o legislador do amor. Moisés e Elias os indicadores e iluminadores de um novo tempo, recordadores da fé do Povo de Deus”. Igualmente, o arcebispo ressaltou que “ao ver a presença translúcida e iluminativa do Filho do Homem-Filho de Deus, Pedro exclama: ‘Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias’. Tomado de espanto e encanto entra no esquecimento de si, de Tiago e João e é tocado pela presença transfigurada de Jesus e a elucidação da história do Povo no ver Elias e Moisés”. Dom Leonardo lembrou o comentário de Atanásio do Sinai na homilia da transfiguração, que vê a Transfiguração como lugar “onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave; onde se vê a Cristo, Deus; onde Ele, junto com o Pai”. Uma atitude de Pedro que, segundo o cardeal, também nós diríamos: “verdadeiramente é bom para nós estarmos aqui com Jesus e aqui permanecermos pelos séculos dos séculos!” Seguindo com a análise do texto, que diz “e uma nuvem os encobriu…”, o cardeal disse que “a presença de Deus na nuvem que acompanhou o povo nos anos do deserto ali está e dela nasce a palavra: ‘Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!’ A cruz, a morte o transformará: ouvi-o; a morte, a ressurreição o transfigurará: ouvi-o. Ouvi-o sempre em todos os caminhos. O Filho amado, querido, a pupila dos olhos do Pai: ouvi-o”. Diante desse chamado, Dom Leonardo afirmou que “talvez, não tenhamos purificado nossos ouvidos para ouvi-lo”. Ele questionou: “Como ouvir o sofredor? Como ouvir o condenado, o supliciado, o açoitado? Como ouvir o coroado de espinhos, o carregante da cruz, o Crucificado? Como ouvir o pendido da cruz do qual escorre sangue e água?” Perguntas que lhe levaram a destacar que é “tão difícil ouvir este Amado Filho que convida a trilhar o caminho da conversão, do diálogo, sem medos e sem receios, na fé. Ouvir a força de uma presença que pode ser escutada; ouvir o vigor de quem passou pela morte e agora vive. Sim escutar o Filho amado do Pai”. “Essa transformação, a transfiguração, a primeira leitura indica como caminho da fé”, segundo o arcebispo. Ele destacou que “Abraão recebe a visita de Deus que lhe pede: ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece -o aí em holocausto sobre um monte que eu te indicar’ (Gn 22,2)”. Ao elo do texto, ele disse que “movido pela fé, sobe o monte Moriá para o sacrifício do filho Isaac. Moriá Deus presente! Vemos Abraão colocar-se a caminho, com o coração inquieto, sofrido, ferido, incompreendido, mas não desesperançado. Abraão fica só, solitário. De novo é em tudo e por tudo como o homem quando deixou a sua terra e sua casa pela primeira vez. Abraão tinha abandonado tudo e se tinha posto a caminho da promessa, agora, na quase plenitude de sua vida, pode retornar a viver no mundo em que vivia já antes. Exteriormente, tudo permanece como no passado. Mas, o passado passou, e tudo foi feito novo. Sobe até a presença de Deus para oferecer o filho da…
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24ª Assembleia diocesana em Roraima: Iniciação à Vida Cristã na Igreja da Amazônia

A diocese de Roraima realiza de 23 a 25 de fevereiro de 2024 a 24ª Assembleia Diocesana, com a participação de quase 300 representantes das paróquias da diocese, do clero e da vida religiosa. Na Assembleia, que teve como ponto de partida a apresentação das escutas nas comunidades e uma análise da conjuntura, será eleita a nova coordenação do CODE (Conselho Diocesano de Evangelização). A Assembleia contou com a assessoria de Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, que refletiu sobre o tema “Igreja na Amazônia” e o caminho da Iniciação à Vida Cristã neste contexto específico. Em sua reflexão, querendo ajudar no avanço do caminho espiritual e pastoral na diocese de Roraima, o assessor abordou a temática Campanha da Fraternidade 2024: “Fraternidade e Amizade Social”. Segundo o bispo auxiliar de Manaus: ‘’A questão é que esse processo de iniciação à vida cristã, de catequese, de formação dos batizados, acontece no espaço específico, que é a Igreja da Amazônia. Então o meu papel é tentar apresentar este chão, este cenário, para que a nossa perspectiva de formação, de iniciação à vida cristã, leve em conta essa territorialidade.’’ As reflexões de Dom Zenildo Lima levaram a um trabalho em grupos, onde os participantes dedicaram um momento a refletir sobre a Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal, com a introdução e apresentação do projeto diocesano. Tudo isso em um ambiente de profunda fraternidade e união, reafirmando a posição a diocese de Roraima como um farol de esperança e renovação na região amazônica. Sobre a temática, o bispo auxiliar destacou a necessidade de buscar “como o nosso processo de formação das pessoas que são batizadas, de fato, gere pessoas comprometidas com o seguimento de Jesus.’’ Celebrar a 24ª Assembleia significa para a diocese de Roraima, segundo Dom Evaristo Spengler, que “nós temos um processo grande, uma história de participação do nosso povo, dos padres, dos religiosos, religiosas”. O bispo diocesano de Roraima enfatizou que “muita coisa já está construída nesta diocese”, uma construção que além do material, é “a Igreja povo de Deus que caminha, na consciência, na formação, nos sacramentos, na oração, na caridade”, destacando “quanta coisa bonita está acontecendo”. Ele vê a assembleia como “um momento de avaliação da caminhada, perceber quais são os nossos desafios, e como vamos caminhar para enfrentar esses desafios”. Dom Evaristo disse que a 24ª Assembleia diocesana tem como tema especial a iniciação à Vida Cristã, “como é que nós iniciamos às pessoas na fé”. Segundo o bispo, “há uma preocupação porque os avôs são católicos, os pais são católicos, e os filhos já não querem mais ser católicos”. Diante disso, “a iniciação significa a família assumir seu papel, mas a Igreja de modo especial tem que assumir o seu papel, a sua responsabilidade, quando a família já não tem esse papel, já não ensina mais as orações, já não vive mais a forma católica, já não vai mais à missa os domingos, é a Igreja agora que tem que atrair crianças, jovens, adultos, para despertar para o seguimento de Jesus”, disse Dom Evaristo Spengler. Ele insistiu que “nós não queremos apenas pessoas que venham para a Igreja, mas que se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo”, algo que é um processo e que a Assembleia busca como concretizar, “como ajudar as pessoas a encontrarem com Jesus Cristo sentir-se atraídas por Ele e lhe seguirem como seus discípulos missionários”. Finalmente, o bispo disse que “nesse sentido existem muitos temas que vão aparecer: os ministérios na Igreja, o papel da mulher na Igreja, a Juventude, como a gente reforça os nossos laços comunitários na nossa Igreja”, insistindo em que tudo isso é tema da Assembleia. Ele disse que “é uma alegria porque nós sabemos que daqui sairão muitos frutos para uma boa evangelização em Roraima”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Com informações e fotos da Rádio Monte Roraima FM