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Inaugurado o Barco Hospital São João XXIII, que neste domingo inicia sua missão levando saúde no Amazonas

Os rios da Amazônia e as pessoas que moram nas comunidades indígenas e ribeirinhas poderão disfrutar em breve de mais um gesto de amor através do barco São João XXIII na Providência de Deus, um nome que lembra a figuro do Papa bom, o Papa do sorriso e da caridade, que agora será presente na vida do povo da região. O barco, que inicia seus trabalhos neste domingo 8 de dezembro, servirá as comunidades locais, levando saúde e caridade. Uma missa presidida pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, que contou com a presença do bispo de Óbidos (PA), dom Bernardo Baumann, do bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima, e do bispo emérito de Primavera do Leste-Paranatinga, dom Derek Byrne, iniciou um ato que contou com a presença de diversas autoridades do Estado do Amazonas e de outras regiões do Brasil. O barco hospital é um sinal de saúde, segundo o cardeal Steiner, que agradeceu a Deus por “todas as mãos generosas que nos ajudaram na construção deste barco, para que ele pudesse agora servir as nossas comunidades ribeirinhas”. Igualmente agradeceu os freis Franciscanos que concretizaram a ideia. O arcebispo de Manaus destacou como Deus vai em busca de Adão e Eva, que tinham se distanciado D´Ele, “vai em busca e encontra”. Uma procura que Deus também fez com Maria, “Ele procura Maria, aquela da aldeia lá de Nazaré, aquela jovem, adolescente, Deus a procura porque quer estar junto dos seus filhos e filhas”. O cardeal lembrou que “Deus teve a delicadeza de perguntar, você aceita? E ela disse sim. Sim, porque percebe que Deus a procurou, porque a buscou, e se fez um de nós”. Uma atitude que se faz presente com o barco, “nós não esperaremos, nós buscaremos. Nós desejamos ir ao encontro e desejamos perguntar onde você está para poder cuidar da sua saúde, seja da saúde do corpo, seja da saúde do espírito”. Algo que é feito, “porque ele se fez providente no meio de nós, em Jesus. É em nome de Jesus que nós vamos fazer, em nome de Jesus que lá vamos estar, em nome de Jesus que queremos ser também evangelizadores através da caridade”, fazendo um chamado a “seguir os passos de Deus e fazer essa procura e buscar todos os irmãos e as irmãs que têm necessidade”, destacando o grande número de pessoas envolvidas no projeto que vai ajudar a ser “essa expressão de Deus”, e chegar “até os lugares onde nós achamos que não tem ninguém, mas lá tem alguém que está necessitado”. O cardeal Steiner insistiu em “agradecer a todos que ajudaram, colaboraram, para que este barco possa ser realmente um sinal da nossa fraternidade, possa ser um sinal da justiça, onde todos têm direito à saúde, possa ser sinal de paz, mas possa ser também sinal de salvação”, abençoando os presentes com uma relíquia de São João XXIII que acompanhará os atendimentos do barco. Segundo lembrou dom Bernardo Baumann, os barcos hospitais, Papa Francisco, São João Paulo II e São João XXIII, foi uma ideia que surgiu em 2013, querendo dar resposta à necessidade de muitas pessoas doentes que não conseguiam chegar nas cidades para serem atendidos, por falta de dinheiro para chegar o pelas longas filas que faziam eles ter perdido a esperança, surgindo a ideia de fazer realidade um hospital que vai até o paciente. Foi assim que foi plantada “uma semente de mostarda que de repente cresceu e se tornou uma grande árvore”. O bispo de Óbidos destacou que muitas pessoas têm ajudado nesse sonho, “porque nós compreendemos também que a caridade nunca pode parar”, afirmando que quando “a gente coloca a caridade a funcionar, vai crescendo”. Em cinco anos, o barco hospital Papa Francisco já fez 500 mil atendimentos, resgatando muitas vidas, sobretudo na pandemia, sendo instrumento para levar esperança para as pessoas e levar paz para as pessoas”. Um barco que é exemplo concreto de uma Igreja em saída, segundo frei Francisco Belotti, “não apenas uma igreja que só sai, mas uma Igreja que anuncia e que também proporciona assistência à cura das pessoas, como Jesus fazia”. Ele insistiu em que, com a ajuda das pessoas, nada é impossível, agradecendo às pessoas que ajudam para a construção e funcionamento dos barcos hospital, para que os milagres possam acontecer. O frei disse que “o estado do Amazonas hoje ganha uma pérola, uma preciosidade, uma preciosidade que é para toda a população, para que as pessoas possam encontrar saúde, e possam encontrar também o seu tratamento”. O frei lembrou as palavras de São Francisco, que diz que “devemos começar fazendo o necessário, depois o possível e depois alcançar o impossível”, de São João XXIII: “o milagre acontece quando a vontade dos homens se une à vontade de Deus”, e de Gandhi: “carrego nos ombros toda a transformação que eu quero ver nesse mundo”. Palavras que inspiram o barco hospital, “um hospital que anda”, que “navega pelos rios”, ajudando as pessoas a superar as dificuldades que existem na Amazônia para chegar nos hospitais. Um barco que “vai ao encontro das pessoas”, o que é muito importante, segundo frei Belotti, que disse que o barco “é o maior e o melhor plano de saúde que pode existir em nosso Brasil”, dado que “a gente chega, consulta, faz os exames, se necessário, interna, se necessário faz cirurgias, recebe alimentação, recebe os medicamentos e ainda com a possibilidade das ambulanchas levarem até a sua residência”. Ele agradeceu ao Ministério Público de Trabalho, ao Tribunal Regional de Trabalho, ao Governo do Estado do Amazonas, à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, à Prefeitura de Manaus, ao Sistema Único de Saúde, e outras entidades e empresas, assim como à Arquidiocese de Manaus, que desde o primeiro momento abriu seus braços, abriu o coração. Ele não esqueceu dos colaboradores, que fazem seu trabalho de forma voluntária, fazendo que os milagres aconteçam todos os dias. O Procurador Regional do Ministério Público do Trabalho do Amazonas, Dr. Jorsinei Dourado do Nascimento, destacou…
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Missa presidida pelo cardeal Steiner encerra o ano formativo 2024 no Seminário São José

O Seminário São José de Manaus encerrou nesta quinta-feira 5 de dezembro as atividades do ano 2024 com uma missa presidida pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. Em sua reflexão, ele destacou a importância de receber o Senhor que vem, sublinhando que “o Senhor que vem é quem nos faz caminhar, o Senhor que vem está vindo sempre, como diz Santo Agostinho, Ele está vindo sempre, e é por isso que nos colocamos a caminho, mas é encaminhando que nos apercebemos que Ele está, e é encaminhando antecipadamente que já vamos vendo”. Uma realidade que segundo o arcebispo se concretiza através das leituras, através das preces, através das comunidades, das celebrações, onde “vamos vendo o nascer de Deus”. No texto do Evangelho, o cardeal destacou o ouvir a Palavra, questionando “como ouvir a Palavra se não abrirmos o livro, como ouvir a Palavra se não nos é proclamada, como ouvir a Palavra se não existe uma abertura”. O presidente do Regional Norte1 sublinhou que “a Palavra de Deus não são informações, são palavras de vida”, fazendo um chamado a nos abrirmos à palavra. Ele disse que “tudo o fazemos na nossa vida é uma tentativa de ouvir”, dado que “tudo é uma escuta que fazemos”. Nesse sentido, o cardeal falou sobre os dissabores, “não compreendemos, não entendemos, mas vamos ouvindo, as alegrias, a convivência, o esporte, o lazer, o estúdio, as celebrações, tudo é um ouvir, porque tudo é um ressoar daquilo que Deus nos deu como graça”. Uma tentativa de ouvir que nos faz perceber que “em tudo vamos devagarinho crescendo, vamos maturando e vamos abrindo horizontes e vamos crescendo na compreensão, vamos maturando nas nossas relações e vamos percebendo cada vez melhor esse chamado que Deus nos faz, vamos nos fazendo”. O arcebispo de Manaus insistiu em que “tempo do seminário é um tempo muito precioso, é muito precioso porque é um tempo da escuta, um tempo da escuta onde nós devagarinho vamos percebendo que estamos construindo uma casa sobre a rocha”. Ele se referiu à primeira leitura, que falava da “cidadela que tem muro e antemuro, quer dizer, ela é sólida, ela é cuidadosa, ela é cuidada. É tão cuidada que ninguém ousará transpor. Não é a força, mas é onde está sentada a nossa vida, a nossa existência”. O cardeal disse que “Deus vai nos dando a oportunidade de ser uma cidade fortificada”, ressaltando que “não forte, mas ela é fortificada porque bem acertada, porque bem harmoniosa, porque bem compreendida, porque bem cuidada, porque bem cultivada”. De cara ao tempo em que os seminaristas ficam fora do seminário, ele fez um chamado a entender que em casa, na comunidade de cada um, é a continuidade da vida no seminário, “não é uma pausa, é para de novo irmos lá e ouvir como vive a comunidade, como é a experiência de fé, como vive minha família, como posso conviver com a minha família, como posso compreender e ali ouvindo de novo e dando continuidade ao cultivo vocacional que cada um de nós está fazendo, até o fim”. E ainda sublinhou que “não é interromper a vida do seminário”, dado que será um tempo em que nos lugares onde cada seminarista se encontrar, “também ouviremos a Palavra, ali também veremos como a Palavra de Deus age, ali também apalparemos como a Palavra de Deus é, é graciosa, é forte, é cuidadosa”. O cardeal convidou a agradecer a Deus este semestre, “o que cada um de nós pode fazer, o que cada um de nós cultivou, vamos agradecer a Deus. Especialmente vamos agradecer a Deus por termos recebido o dom da vocação. Um coração grato cuida melhor, um coração ouve melhor, um coração grato vê melhor”. Finalmente, o arcebispo de Manaus agradeceu à equipe formadora, “por se disponibilizarem a nos ajudar na arquidiocese, mas nas dioceses e prelazias”, mostrando sua gratidão pela disponibilidade, pelo tempo, pela presença dos formadores, pedindo que “esse também seja um modo de cultivar o próprio ministério, a própria vocação”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Desafios na Preparação Matrimonial foi tema da VI Assembleia da Pastoral Familiar Regional Norte1

A Pastoral Familiar do Regional Norte1 realizou de 29 de novembro a 1º de dezembro, na paróquia São Jorge de Manaus sua VI Assembleia Regional, com o tema: “Família Peregrina da Esperança“, e o lema: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1Cor. 15, 58). Depois da acolhida e a missa de abertura, o bispo da diocese de Coari e referencial da Pastoral Familiar no Regional Norte1, refletiu sobre “O Matrimonio à luz da Sagrada Escritura”. Ao longo do encontro foi partilhado um vídeo sobre a participação do Regional no XVII Congresso Nacional da Pastoral Familiar, sendo apresentado posteriormente o balanço financeiro e sustentabilidade para evangelização da Pastoral Familiar no Regional. Os participantes refletiram sobre “o Sacramento do Matrimônio e as Normativas Canônicas sobre o Processo de Nulidades”, com a assessoria de Pietro Bianco Epis, do Tribunal Eclesiástico de Manaus, tendo a oportunidade de perguntar e resolver dúvidas. Foi feita uma partilha sobre como as igrejas locais estão realizando a preparação para o Sacramento do Matrimônio, sendo abordado posteriormente o tema da “Preparação Matrimonial como Caminho de Esperança – Aplicação do Itinerário Vivencial de Acompanhamento Personalizado para o Sacramento do Matrimônio e Documento 68”, com a assessoria de Frei José Faustino, assessor da Pastoral Familiar no Regional Norte1. Posteriormente foram pensadas estratégias de como aplicar o itinerário em cada igreja local, em vista de avançar na Implantação do Itinerário Vivencial de Acompanhamento Personalizado para o Sacramento do Matrimônio nas igrejas locais e a formação de casais catequistas. Foram realizados diversos informes visando a dinamização da Pastoral Familiar e o trabalho de integração (sinodalidade). Finalmente, a secretária executiva do Regional Norte1 repassou o que foi vivenciado na 51ª Assembleia Regional CNBB Norte1, e dom Marcos Piatek apresentou o “Documento Final do Sínodo dos Bispos Sobre a Sinodalidade”. O casal coordenador da Pastoral Familiar Norte1, Antônio Ronildo Viana dos Santos e Rosenilda Azevedo Ferreira, destacaram que ao longo do encontro foi refletido a partir dos documentos da Igreja, do Papa Francisco, da CNBB, para ver como avançar nos trabalhos que estão sendo desenvolvidos na preparação matrimonial a partir do itinerário apresentado pela Pastoral Familiar Nacional. “Momentos importantes, reflexivos, participativos que nos desafiam a continuar firmes e animados na missão da Pastoral Familiar no nosso Regional Norte1”, destacou Ronildo. Ele destacou a vivencia sinodal no Regional Norte1 e o apoio que a Pastoral Familiar recebe da presidência, fazendo um chamado a voltar com alegria para as igrejas locais para continuar a missão. Rosenilda destacou os passos dados como Pastoral Familiar no Regional e nas igrejas locais, “tem chegado às famílias a mensagem da Pastoral Familiar, aquilo que a Igreja nos encaminha, aquilo que o Papa Francisco nos interpela para ir até as famílias que estão fora da Igreja, em parceria com as demais pastorais, movimentos, serviços e organismos”, sublinhou. No final da assembleia, dom Marcos Piatek destacou a importância da assembleia para a caminhada da Pastoral Familiar, assim como a temática e o material apresentado, um itinerário que está sendo implantado nas paróquias, “muito mais amplo, mais profundos e ele já começa a trazer frutos mais profundos e positivos na preparação do Matrimonio, uma decisão que deve abranger a vida toda, e que não pode se limitar a um ou outro encontro, exige mais tempo, mais seriedade, mas aprofundamento, e quem tem que ganhar é a própria família com tudo isso”. Na Carta Final, que recolhe os passos dados ao longo a assembleia, se diz que “urge o apoio ainda maior dos senhores bispos, padres, diáconos, religiosos(as) e agentes de pastoral, à missão da Pastoral Familiar, quanto a preparação matrimonial, a partir do “Itinerário Vivencial Personalizado” em sintonia com Igreja do Brasil e do Regional Norte 1, e demais atividades, em organicidade e comunhão com nossos irmãos e irmãs dos Movimentos, Organismos, Serviços e Pastorais afins, que atuam na vivência familiar”, mostrando a disponibilidade “para apoiar, acompanhar, estreitar e partilhar nossas práticas pastorais, a partir da Pastoral Familiar”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1  

Cardeal Steiner: “O Advento é tempo para verificar o nosso desejo de Deus”

“Com a celebração de hoje iniciamos um novo Ano Litúrgico. Nos colocamos a caminho de Belém, com o primeiro domingo do advento”, disse o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner no início de sua homilia. Segundo o presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), “o Evangelho anuncia do tempo novo que estamos por iniciar: ‘Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.’ Ao iniciarmos o caminho até Belém somos iluminados pela palavra da libertação. A libertação se aproxima, pois está por nascer o Filho que nos será dado, o Emanuel.” O cardeal lembrou as palavras de Papa Francisco: “O Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo. Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá de novo no fim dos tempos para ‘julgar os vivos e os mortos’. Por isso, devemos estar vigilantes e esperar o Senhor com a expetativa de o encontrar.” O arcebispo de Manaus vê o Advento como: “espera, expectativa, vinda! Ele virá, está por vir! Somos convidados a nos prepararmos para a Vinda do Senhor! Com o Advento, abrimos o ano litúrgico para celebrarmos a presença do Filho de Deus entre nós! Por isso, ‘haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só de pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.’ A Palavra de Jesus a nos despertar para o tempo novo que está por chegar!” “O Evangelho a nos indicar a vinda do Filho do Homem ‘com grande poder e glória’ (Lc 21,27) convidando-nos a retomar o ânimo e a levantar a cabeça porque ‘a libertação está próxima’ (Lc 21,28). A palavra ‘libertação’ (“apolytrôsis”) é o ‘resgate de um cativo’. O resgate, a libertação que a Criança de Belém nos aponta. A salvação-libertação da humanidade, concretizado nas palavras e nos gestos de Jesus, é apresentado como libertação do egoísmo, do pecado, da morte. É a libertação de tudo o que nos escraviza, domina, e nos impede de viver na dignidade de filhos e filhas de Deus”, sublinhou o cardeal Steiner. O presidente do Regional Norte1 disse que “Ele chega sem aviso, sem alarde! Sua chegada silenciosa e cândida pede acolhimento, vigilância e atenção. Assim, nos encontrará de pé, vigilantes, prontos, disponíveis para acolhê-lo! E contemplaremos o Filho de Deus reclinado na manjedoura de Belém revestido de nossa fragilidade e humanidade. Tocados pela pobreza e singeleza de Deus, nos inclinamos, como os pastores, para admirá-lo, adorá-lo e servi-lo (Lc 12,35-48). A Criança-Deus, que transforma nossa humanidade, nos envia ao encontro dos mais necessitados (Lc 14,15-24).” Citando o texto bíblico: “Levanta-vos, erguei a cabeça, vigiai e orai”, ele lembrou que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias que os discípulos da Criança de Belém experimentam; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao género humano e à sua história”, segundo diz Gaudium et Spes. Com a mesma citação: “Levantai-vos, erguei a cabeça, vigiai e orai”, afirmou que “o Evangelho a nos acordar para uma sensibilidade própria, única, capaz de despertar para a presença de Jesus-Menino que deseja nos encontrar. Deixarmo-nos encontrar por uma sensibilidade vença a nossa insensibilidade.” Ele lembrou as palavras de Papa Francisco em Evangelii Gaudium: “A situação atual do mundo ‘gera um sentido de precariedade e insegurança, que, por sua vez, favorece formas de egoísmo coletivo’. Quando as pessoas se tornam autorreferenciais e se isolam na própria consciência, aumentam a sua voracidade: quanto mais vazio está o coração da pessoa, tanto mais necessita de objetos para comprar, possuir e consumir. Em tal contexto, parece não ser possível, para uma pessoa, aceitar que a realidade lhe assinale limites; neste horizonte, não existe sequer um verdadeiro bem comum. Se este é o tipo de sujeito que tende a predominar numa sociedade, as normas serão respeitadas apenas na medida em que não contradigam as necessidades próprias. Por isso, não pensemos só na possibilidade de terríveis fenómenos climáticos ou de grandes desastres naturais, mas também nas catástrofes resultantes de crises sociais, porque a obsessão por um estilo de vida consumista, sobretudo quando poucos têm possibilidades de o manter, só poderá provocar violência e destruição recíproca.” Talvez, o advento nos possa acordar e percebermos que “nem tudo está perdido, porque nós somos capazes de tocar o fundo da degradação, também de superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se, para além de qualquer condicionalismo psicológico e social que lhes seja imposto. São capazes de se olhar a si mesmos com honestidade, externar o próprio pesar e encetar caminhos novos rumo à verdadeira liberdade. Não há sistemas que anulem, por completo, a abertura ao bem, à verdade e à beleza, nem a capacidade de reagir que Deus continua a animar no mais fundo dos nossos corações. A cada pessoa deste mundo, peço para não esquecer esta sua dignidade que ninguém tem o direito de lhe tirar”, disse, citando novamente Evangelii Gaudium. “O Advento a nos recordar as três visitas do Deus à humanidade: ‘A primeira visita foi a Encarnação, o nascimento de Jesus na gruta de Belém; a segunda acontece no presente: o Senhor visita-nos…
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Formação na Diocese de Roraima para “desenvolver e pensar uma cultura do cuidado a partir dos espaços eclesiais”

O dia 29 de novembro aconteceu na diocese de Roraima o encontro com a Vida Religiosa Consagrada, os padres, as lideranças das diversas pastorais e as secretárias das paróquias. Foi trabalhado o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, “um dia intenso de estudo, de reflexão e partilha, onde a gente pode socializar o documento, bem como encaminhar e desencadear todo um processo de formação na diocese de Roraima”, segundo a secretária executiva do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ir. Rose Bertoldo, assessora do encontro. Segundo a religiosa, “aquilo que nos pede o documento, que as igrejas locais, elas façam todo um processo de formação, tanto para dar a conhecer o documento, como também para iniciar um processo de prevenção, sensibilização, sobre o tema da proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis”. Se busca “desenvolver e pensar uma cultura do cuidado a partir dos espaços eclesiais”, destacou a religiosa, que considerou o encontro como “um momento de muito aprendizado e também de troca de experiências, onde a gente pode conhecer, aprofundar e se apropriar do documento de proteção que foi assumido pelo Regional Norte 1”. No dia 30 de novembro, no Conselho de Pastoral da Diocese de Roraima, que reúne todos os representantes dos mais diversos grupos, pastorais e organismos, foi realizado o mesmo processo de estudo e aprofundamento, no objetivo de dar a conhecer, e também a partir de todo esse estudo, toda essa reflexão, ver os desdobramentos para cada grupo, cada pastoral, cada comunidade, se comprometer a continuar os estudos e assim desenvolver uma cultura do cuidado e da proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis em todos os espaços eclesiais da diocese, afirmou a religiosa. Segundo o bispo diocesano, dom Evaristo Spengler, esse é “um tema muito caro ao Papa Francisco, e pede que todas as igrejas do mundo, todas as dioceses possam fazer um trabalho de formação, de conscientização e prevenção sobre a questão da proteção a crianças, adolescentes e adultos vulneráveis”. O bispo sublinhou que “todos os nossos padres, irmãs, agentes de pastoral, colaboradores, funcionários da diocese têm que saber que a Igreja tem um código, tem um decreto que fala sobre a proteção dos menores”. Dom Evaristo considera muito importante “todos ter essa consciência de saber que Jesus diz vinde a mim as criancinhas”. É por isso que, segundo o bispo, “nós temos que de fato proteger para deixá-las crescer sempre em um ambiente de muita tranquilidade, de paz, para serem também adultos maduros e adultos que possam de fato viver de uma forma equilibrada”, sublinhando a necessidade de seguir o mestre e proteger as crianças e os vulneráveis. O bispo diocesano lembrou que esse tema começou a ser trabalhado no episcopado de seu predecessor, dom Mário Antônio da Silva, e vem sendo um trabalho contínuo. Em 2024 já foi realizada uma formação com dom Hudson Ribeiro, e “agora com a irmã Rose pegamos dois grupos significativos em nossa diocese”, atingindo mais de 150 pessoas. Ele insistiu em que quer ser feito “um processo em cascata, que vai chegando em todas as paróquias, todas as pastorais, a todas as comunidades, para que o tema da proteção seja um tema que esteja na mente e no coração de todos aqueles que são membros e servem a Igreja de Roraima”. Dom Evaristo Spengler disse que “esse tema continuará a ser trabalhado constantemente em nosso meio, porque sabemos que o ser humano tem que se vigiar a se mesmo e criar estruturas de proteção, formando aqueles que colaboram conosco e que fazem parte da nossa Igreja e de modo especial prevenir para que os fatos não aconteçam, e quando acontecer tratar de fato a pessoa que é doente, mas também proteger a vítima, que é aquela que é mais frágil nesse momento”.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Fotos: Lucas Rossetti, Rádio Monte Roraima

Diocese de Roraima oficializa doação de terras e fortalece regularização fundiária em Boa Vista

Em um gesto histórico, a Diocese de Roraima formalizou a doação de uma área de 199,86 hectares remanescente da antiga Fazenda Auazinho, localizada na Gleba Cauamé. A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira (25), durante a abertura da 2ª Semana Nacional de Regularização Fundiária na sede do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). A faz parte do projeto “Solo Seguro”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e beneficiou cerca de 1.100 famílias em três bairros de Boa Vista: Nova Canaã, Cambará e Professora Araceli Souto Maior. A decisão da Diocese reflete um gesto jubilar alinhado aos valores da Igreja Católica e às orientações do Papa Francisco, que defende os “três T” – terra, teto e trabalho – como direitos sagrados pelos quais vale a pena lutar. O bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, destacou o significado desse ato como um gesto jubilar. “Inspirados pelo Papa Francisco, que enfatizam os direitos sagrados à terra, ao teto e ao trabalho, entendemos essa doação como uma resposta às demandas sociais e uma contribuição à paz social, promovendo o direito à moradia digna e segurança jurídica para essas famílias”, afirmou o bispo. O prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, ressaltou os resultados positivos da doação para o processo de regularização fundiária. “Durante a minha gestão, entregamos 1.954 títulos definitivos, e agora, com essa doação, teremos a oportunidade de regularizar cerca de 1.100 imóveis, mais de 50% do que já realizamos até agora. Isso garante que todas essas famílias tenham acesso ao documento que garantir a posse de fato e de direito sobre seus imóveis, residenciais ou comerciais. Com o título definitivo, os moradores terão segurança jurídica, acesso a crédito e avaliação de imóveis”, explicou o prefeito. A Diocese também superou consideráveis ​​desafios para viabilizar a doação, conforme relatado o econômico Vivaldo Barbosa. “Mesmo para doar, enfrentamos dificuldades, como encargos tributários e de cartórios. Graças ao apoio do Tribunal de Justiça, conseguimos isentar esses custos, garantindo a gratuidade do processo para os ocupantes das terras”, comentou. Além de promover a segurança jurídica, a ação marca um importante avanço no desenvolvimento social e urbano de Boa Vista, como enfatizou o juiz auxiliar do CNJ, Rodrigo Gonçalves de Souza. “Essa parceria entre o Poder Judiciário, a Prefeitura e a Diocese possibilita a regularização fundiária, promovendo a inclusão social e a redução de desigualdades. Estima-se que cerca de metade dos domicílios no Brasil enfrente incertezas quanto à titularidade das propriedades. Esse processo é um exemplo para o país”, destacou o magistrado. Os próximos passos incluem o recadastramento das famílias, a precisão dos lotes e a emissão dos títulos definitivos. O prefeito garantiu que o processo será gratuito para famílias de baixa renda e que a Prefeitura, por meio da Emhur (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional), conduzirá o levantamento diretamente nas áreas beneficiadas. Com a formalização da doação, a Diocese de Roraima reafirma seu compromisso com a justiça social, enquanto a Prefeitura de Boa Vista avança no desafio de garantir segurança jurídica e qualidade de vida para milhares de moradores da capital. Semana Nacional do Solo Seguro A cerimônia integrou as ações da Semana Nacional de Regularização Fundiária, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa busca acelerar processos de regularização urbana e rural, com foco na Amazônia Legal, e foi considerada crucial para o desenvolvimento socioeconômico da região. Com a formalização da doação, a Prefeitura de Boa Vista iniciará o recadastramento das famílias e a medição dos lotes, garantindo que o processo seja gratuito para moradores de baixa renda. Este gesto reforça o compromisso da Diocese de Roraima com a justiça social e a promoção da dignidade humana, em consonância com o chamado do Papa Francisco para um Jubileu de perdão e solidariedade.  FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa -Diocese de Roraima e Rádio monte Roraima Fm

Papa Francisco nomeia frei Samuel Ferreira de Lima, OFM, bispo auxiliar de Manaus

O Papa Francisco nomeou nesta segunda-feira, 25 de novembro, frei Samuel Ferreira de Lima, OFM, bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus. Nascido no Rio de Janeiro no dia 28 de maio de 1967, ele fez sua profissão solene na Ordem dos Frades Menores em 24 de setembro de 1993 em Petrópolis – RJ, sendo ordenado presbítero em 27 de janeiro de 1996 em São João de Meriti – RJ. O bispo eleito tem formação técnica em Química, é licenciado em Filosofia pela Universidade São Francisco, de São Paulo – SP, e bacharel em Teologia pelo Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis – RJ. Frei Samuel estudou Espiritualidade Franciscana e tem especialização Lato Sensu em Formação Humana pela Faculdade Vicentina de Curitiba – PR, além de diversos cursos. Enviado pela Ordem Franciscana, o bispo eleito da arquidiocese de Manaus foi missionário em Angola de 1996 a 2006, onde foi capelão do Mosteiro Sagrado Coração de Jesus, em Luanda, professor de Filosofia, Doutrina Social da Igreja e Pedagogia, vigário paroquial, formador, assistente das Irmãs Clarissas, mestre dos professos, guardião, ecônomo e conselheiro da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola, na Missão Católica da Katepa – Malange. Na volta ao Brasil, frei Samuel foi guardião, ecônomo, moderador da Evangelização Missionária, vice mestre dos postulantes, assistente das Irmãs Clarissas, mestre de Noviços, Vigário Paroquial e assistente da OFS, definidor da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, mestre dos pós-noviços, animador do SAV, membro da Capelania ecumênica do Hospital Nossa Senhora do Rocio, mestre dos noviços, e vigário da casa. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: “O reino que Jesus prega e visibiliza não é o reino da violência e da força das armas”

Lembrando que encerramos o Ano Litúrgico e no próximo domingo começamos novo caminho com o início do Advento, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, iniciou sua homilia. Segundo ele, “a liturgia celebra nossa fé na presença de Deus e a nossa salvação! Com as celebrações dominicais e solenidades, nos colocamos a caminho com toda a Igreja, o Povo de Deus, e experimentamos a beleza e grandeza do mistério da nossa salvação. Somos uma comunidade que anuncia, testemunha, evangeliza, uma comunidade que se sabe missionária, pois Jesus Cristo é a razão de seu existir; é celebradora.” Recordando a conversa entre Pilatos e Jesus: “Tu és o rei dos judeus?” Tu és rei? “O meu reino não é deste mundo”, o arcebispo, se referindo às palavras “Rei, reino!”, explicitou que “a palavra rei na sua origem tem o sentido de conduzir, governar, guiar ou reger (latim rex, regis e vem da raiz indo-europeia reg). Conduzir, guiar, orientar reger um povo. Sinal da unidade, experiência de povo que caminha não disperso, mas no sentir de uma viver comum, sentir comum.” Citando o texto: “O meu reino não é deste mundo”, o cardeal Steiner questionou: “De que reino é Jesus então?”, respondendo que “o reino que dá testemunho do ‘eterno e universal: reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino de justiça, do amor e da paz’”, lembrando as palavras do Prefácio de Cristo Rei. Segundo o presidente do Regional Norte1, “a realeza de Jesus aparece sem poder nem glória“, afirmando com palavras do Papa Francisco que “está na cruz, onde parece mais um vencido do que um vencedor. A sua realeza é paradoxal: o seu trono é a cruz; a sua coroa é de espinhos; não tem um cetro, mas lhe põem uma cana na mão; não usa vestidos sumptuosos, mas é privado da própria túnica; não tem anéis brilhantes nos dedos, mas as mãos trespassadas pelos pregos; não possui um tesouro, mas é vendido por trinta moedas.” “O mundo, a realidade, o céu e a terra, o reino eterno e universal se deixa guiar, firmar, transformar pelo amor. Por isso, a cátedra real, o lugar da realeza, da nobreza do reino é a cruz. Nenhum lugar, mais salutar e amoroso que a cruz. Aquele amor que criou novo céu e nova terra, o novo Povo de Deus”, afirmou. Segundo o arcebispo de Manaus, “a solenidade de Jesus Cristo Rei do universo, nos deixa celebrar a manifestação plena e definitiva de Cristo e nele o universo. Ele pela morte e ressurreição se fez Senhor da história e de todo o universo. Mas meu reino não é deste mundo. Os Evangelhos a nos mostrar a Jesus: preso, amarrado, insultado, acusado e levado diante de Pilatos foi julgado e morreu crucificado. Mas a vida, a ação, as palavras de Jesus, deixaram para trás qualquer resquício de poder, injustiça, dominação, violência.” “O reino que Jesus prega e visibiliza é outro. Não é o reino da violência e da força das armas. Acima dos reinos é possível experimentar o reino da verdade”, disse o arcebispo. Segundo o ele, “aquele Reino que é a ensinamento essencial de Jesus: “Deus é amor” (1Jo 4,8). Esse é o Reino que anuncia e transforma a humanidade, pois reino de amor, justiça e paz. É o reino e o seu reinado: o do amor. Esse é o Reino que deve se estender até os confins da terra e o fim dos tempos”, segundo o arcebispo. Ele lembrou novamente as palavras de Papa Francisco: “A história ensina-nos que os reinos fundados no poder das armas e na prevaricação são frágeis e mais cedo ou mais tarde desabam. Mas o reino de Deus é fundado no seu amor e enraizado nos corações, o reino de Deus enraíza-se nos corações – conferindo a quem o acolhe paz, liberdade e plenitude de vida. Todos nós queremos paz, todos nós queremos liberdade e plenitude. E como se faz? Deixa que o amor de Deus, o reino de Deus, o amor de Jesus se enraíze no teu coração e terás paz, terás liberdade e plenitude.” “O Reino do amor que restaura todas as coisas. O reino do amor onde Jesus provou da nossa miséria humana, da nossa condição inumana: a injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos. Por ter experimentado até a morte, tudo restaura, purifica, transforma. É o novo Reino. Um Reino que alcança os confins do universo, abraçar e salvar todo o ser vivente. Não condena, conquista pelo amor da cruz, concede a liberdade, abre caminho com o amor humilde, que tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta (cf. 1Cor 13,7)”, disse o cardeal Steiner. O arcebispo de Manaus sublinhou: “Sim, o Reino do qual Jesus é o regente, o guia, é o do amor. O Reino que nasce do amor verdadeiro, único, gratuito que pendeu da cruz. O amor límpido, transparente, doado, salvífico, transformador. Rei, pois guia pelo amor, conduz pelo amor, rege pelo amor. Nada de força, de dominação, de escravidão, segregação, tudo convergindo, voltando, se expandindo de um amor que salva e vivifica, amoriza, santifica. Um amor expansivo, atrativo! Amor irradiador e ao mesmo tempo atrativo onde tudo tem sentido, tudo se reconcilia, se harmonisa, reconcilia, se diviniza, no Rei. O Rei do universo.” Lembrando a Solenidade de Cristo rei do Universo, o cardeal disse: “O reino do amor atinge, mais que a nossa humanidade. Transforma toda a realidade, a realidade do universo. Tudo participa do amor, da fraternidade que Jesus com sua morte e ressurreição oferece”. Sim, o Reino “eterno e universal: reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino de justiça, do amor e da paz”, citando o Prefácio de Cristo Rei. Por isso, com muito aberto, diz o Papa Francisco: “As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: «Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida» (Sab11, 26). Isto, segundo o cardeal Steiner, “gera a convicção de que nós e…
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Assembleia da Diocese de Coari em Manacapuru prepara o Jubileu da Esperança

A diocese de Coari realizou de 14 a 17 de novembro de 2024, em Manacapuru a IX Assembleia Diocesana de Pastoral, a instância mais ampla de responsabilidade e participação na vida pastoral da diocese. A assembleia foi oportunidade para discernir os sinais dos tempos, compreender as necessidades das comunidades e, com sabedoria e amor, orientar as ações pastorais e missionárias, tendo como objetivo avaliar, refletir, rezar, trocar as experiências, celebrar a Eucaristia, vivenciar a eclesialidade e planejar a ação missionária. A assembleia pastoral é composta por membros como o bispo diocesano, vigário geral, presbíteros, diáconos, coordenadores das pastorais, representantes de comunidades religiosas, movimentos, serviços, coordenadores das comunidades, lideranças e representantes leigos de cada paróquia. A assembleia pretende ser uma representatividade das comunidades, tanto urbanas quanto ribeirinhas e rurais. Nela são definidos prioridades, objetivos e programas de ação evangelizadora. Tudo isso, sabendo que a Igreja por sua natureza é missionaria e por isso o Papa Francisco nos convida a sermos uma “Igreja em saída”, vivendo num clima de sinodalidade, participação, comunhão e missionariedade, algo que foi refletido no recém finalizado Sínodo sobre a Sinodalidade. A assembleia, onde participaram 234 pessoas, entre leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres, diáconos, seminaristas e o bispo, foi realizada na paroquia Nossa Senhora de Nazaré, em Manacapuru, e teve como tema “No Jubileu da Esperança, buscamos a conversão, renovando a vocação e a missão”. No clima do próximo Ano Jubilar, a assembleia iniciou no dia 14 com uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, na igreja de São Francisco. No dia 15 de novembro, as atividades iniciaram com a celebração da Eucaristia, na Igreja Matriz, e a reflexão do coordenador diocesano de pastoral, padre Valdivino Araújo sobre o Ano Jubilar da Esperança, aprofundando o bispo diocesano, dom Marcos Piatek, na tarde do dia 15 sobre a conversão e reconciliação, uma das propostas fundamentais do Papa Francisco para o Ano Jubilar da Esperança. O bispo apresentou a teologia do sacramento da reconciliação, à luz do pensamento de Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja e padroeiro dos confessores, para finalizar o dia com a celebração do sacramento da reconciliação, uma oportunidade para sentir de perto o convite à conversão do Ano Santo da Esperança. A assembleia refletiu também sobre vocação e ministérios, com a assessoria da Ir. Neidiane Monteiro, Pia Disciplina do Divino Mestre e do padre Delaci Araújo. O “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis”, foi apresentado pelo Pe. Elcivan Alencar, encerrando o dia com a noite cultural. No último dia da assembleia a reflexão teve como tema a “Missão que exige conversão, como resposta com serviços e ministérios à vocação”, com a assessoria do padre Raimundo Gordiano e Jose Kennedy, da arquidiocese de Manaus. Os participantes da assembleia aprofundaram sobre as coisas práticas que tocam a vida evangelizadora no dia a dia da diocese de Coari. A assembleia definiu os lugares de peregrinação no Ano Santo do Jubileu da Esperança na diocese de Coari: a Catedral Sant’Ana de Coari, Santuário São Francisco, em Anamã, e a Igreja Matriz da Paroquia Nossa Senhora de Nazaré, em Manacapuru. A X Assembleia Diocesana de Pastoral será realizada de 28 a 30 de novembro de 2025, na Paroquia São Pedro, em Coari. A IX Assembleia Diocesana de Pastoral da diocese de Coari foi encerrada com a missa campal, presidida pelo bispo diocesano e concelebrada pelos padres da diocese de Coari, pelos missionários redentoristas que trabalham na Paroquia Nossa Senhora de Nazaré e alguns convidados. A celebração foi momento para agradecer a Deus por toda a obra evangelizadora realizada na diocese de Coari. Igualmenye, foi momento para agradecer a Deus pelo encerramento do Jubileu dos 160 anos da fundação da Paroquia de Nossa Senhora de Nazaré, em Manacapuru, que acolheu a assembleia. No final da Eucaristia, o bispo diocesano, dom Marcos Piatek, agradeceu a Deus, aos participantes, à paroquia Nossa Senhora de Nazaré, às famílias que acolheram os participantes nas suas casas, às pessoas que cuidaram da logística desde alimentação até a limpeza, aos padres, religiosas e a todos os participantes, pedindo que esta IX Assembleia Diocesana de Pastoral possa trazer abundantes frutos no crescimento do Reino de Deus na diocese de Coari. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Com informações da diocese de Coari

Cardeal Steiner: “Os pobres a nos provocar na busca do sol e das estrelas que aquecem e iluminam”

No 33º Domingo do Tempo Comum, dia em que se celebra a Jornada Mundial dos Pobres, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua reflexão afirmando que “o Evangelho da liturgia de hoje desperta o sentimento de desastre, de tragédia, de fim”. Questionando se “Nada mais?”, ele respondeu com o texto bíblico: “Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol ficará escuro, a lua não refletirá o seu esplendor; cairão os astros do céu”. Segundo o cardeal, “a percepção de que os contornos da realidade, as estruturas, os arranjos, chegaram a fim; sim o fim de um mundo, mesmo de um céu e de uma terra. As forças do céu são abaladas. O que permanece?” “O sol, a lua, os astros, as estrelas, nos remetem para a criação. O sol, a lua, os astros, que desde os primórdios do tempo brilham na sua ordem e transmitem luz, sinal de vida. A luz, sinal de vida que agora parece descer à decadência, à escuridão, à perda do esplendor, o decair das belezas celestes. Da beleza, do esplendor ao caos, à escuridão, à perda de vida. Como se entrássemos na decadência e na escuridão e o caos se precipitasse sobre a face da terra. O sinal do fim. O sinal de um fim?”, disse o arcebispo de Manaus. O cardeal Steiner sublinhou que “nesse cair e quase destruir, podemos ter a percepção de um abandono da parte de Deus, a experiência da ausência de Jesus no meio nós, diante dos tormentos, violências que se abatem. É aquela ausência percebida pelos primeiros cristãos quando enfrentaram as perseguições, as dores, a morte. Tudo parecia caminhar para o fim. Era um fim! Como se Jesus estivesse ausente, ou pelo menos quase imperceptível. Esse mistério de abandono que às vezes toma conta de muitos cristãos quando o sol se põe na violência, a lua se esconde e se faz escuridão, as estrelas-ideias começam a cair. No entanto, o Evangelho a nos animar: Deus não está ausente, não se escondeu, não se subtraiu, apenas retração do Mistério de um amor que resgatou o universo.” “No caos, no decair das estrelas, na escuridão do sol e da luz, o fim, o Evangelho a nos indicar o caminho de um novo céu e uma nova terra”, disse o presidente do Regional Norte1, citando o texto evangélico: “vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória”. Segundo ele, “novo sol, nova lua, novos astros, novas estrelas, pois nova luz, novo horizonte, a iluminar a e incandescer os nossos dias”. O cardeal lembrou as palavras de Papa Francisco: “A luz que há de resplandecer naquele último dia será única e nova: será a do Senhor Jesus, que virá na glória com todos os santos. Naquele encontro veremos finalmente o seu Rosto na plena luz da Trindade; um Rosto resplandecente de amor, diante do qual também cada ser humano aparecerá na verdade total”. “E a vida nova que surge vem de modo novo, na suavidade de um renascer, sem destruir”, disse o arcebispo, citando o texto de Marcos: “aprendei da figueira esta parábola: quando os seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto”. Segundo ele, “a seiva da vida nova nascida da cruz e da ressurreição tem seu modo próprio, como a seiva da figueira: os ramos começam a lançar brotos, os brotos crescem produzem flores e flores, o fruto. Tudo num tempo próprio, não mais da força bruta, da obrigação, da violência, mas na suavidade de vida, como uma brisa suave de uma manhã que desperta a vida após a noite, a escuridão. Tudo numa harmonia de graça e beleza do Crucificado-ressuscitado.” “Talvez, o Evangelho esteja a nos dizer que é o tempo novo que está por chegar, por ser. O tempo em que os discípulos e discípulas de Jesus são despertados para o crescimento dos ramos novos e frutos novos. Crescer na força da fé, da esperança e do amor, seiva a fecunda os ramos e fazer crescer brotos novos, mas também frutificar”, disse o arcebispo. Citando o texto: “Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória”, o cardeal ressaltou: “Sim, Ele o Filho do Homem, o vindouro, o esperado e o desejado, em cujo Advento germinará a justiça, a verdade, a liberdade: novo céu e nova terra.”   Novo céu e nova terra, pois “Ele enviará os anjos dos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra”, disse, lembrando o texto de Marcos. Segundo o cardeal, “esse dito do Evangelho enche de consolação as discípulas e os discípulos de Jesus em todos os tempos, levando-os a viver não só de temor e de tremor, face ao retorno de Cristo, mas também de esperança, pois do Amor. Nosso encontro definitivo com Cristo será não só como com o Juiz, mas, acima de tudo, como com o Mestre, o Amigo, o Esposo. Eis nossa esperança!” Com as palavras de Fernandes e Fassini, o arcebispo lembrou que “O Evangelho, portanto, em vez de um julgamento ou condenação, por parte de Jesus, quer revelar, antes, e acima de tudo, o final, a consumação de toda história. Essa consumação não será outro senão a aparição de Jesus Cristo Crucificado, o homem novo, o novo Adão, o homem verdadeiramente humano, o homem de todos os homens, o homem universal, que inaugurará um novo céu e uma nova terra. Ele, o Crucificado de Deus, eis a justiça divina! (Cf. 2 Pd 3,13; Ap. 21,1). Esse será seu “poder e seu esplendor”. Nesse poder e esplendor todos poderão se espelhar e se julgar, ver sua verdade e sua mentira. Então, estará implantada a verdade e a justiça acerca do homem e de sua história, o juízo, o julgamento de Deus.” “Em Jesus encontramos o sentido de toda história pessoal, da humanidade, do universo. Como…
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