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Escutar a voz de Deus clamando por Ecologia Integral

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  12 DE MARÇO: Sexta-feira da 3ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Eis que ouço uma voz que não conheço, Aliviei as tuas costas de seu fardo. cestos pesados eu tirei de tuas mãos, Na angústia a mim clamaste, e te salvei. de uma nuvem trovejante te falei, e junto às águas de Meriba te provei. Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar. Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei. Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos. eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria’. (Sl 80, 6-11.14.17)    REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Seguir a voz e o projeto de Deus é certeza de fartura e de alívio do peso do fardo que carregamos, lembra o salmista. Mas, assim como o povo de Israel tantas vezes voltou as costas e não escutou o Senhor, também o nosso mundo de hoje, escravo do “consumo exacerbado”, como diz Francisco, “é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas” (LS 230), negando-se a viver uma nova ecologia integral. Diante disso, o Papa na Laudato Si’ nos apresenta o exemplo de santos como Teresa de Lisieux, que nos inspira a “por em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade”, uma vez que a Ecologia Integral “é feita também de simples gestos cotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo” (LS 230). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA A Ecologia Integral conecta o exercício do cuidado da natureza com o da justiça para os mais pobres e desfavorecidos da terra, que são a opção preferida de Deus na história revelada. (Documento final do Sínodo para a Amazônia, 66) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

“O povo não pode pagar com a própria vida!”, denuncia o Pacto pela Vida e pelo Brasil

  As entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, dentre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do agravamento da pandemia e das suas consequências, tem se pronunciado novamente numa nota. As entidades mostram “solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos”, e reconhecem a difícil situação que o Brasil está passando, afirmando que “não há tempo a perder”. A nota denuncia os “obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade”. Além disso afirma que “a ineficiência do Governo Federal, primeiro responsável pela tragédia que vivemos, é notória”, pedindo medidas aos governadores e prefeitos, ao Congresso Nacional e ao sistema judiciário, que garanta atendimento, vacinas, auxilio emergencial digno e direitos para a população. Os signatários do Pacto pela Vida e pelo Brasil, também se dirigem à imprensa, pedindo “atue livre e vigorosamente, de forma ética, cumprindo sua missão de transmitir informações confiáveis”. Também fazem “um apelo particular à juventude”, pedindo que “assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Morre vítima da Covid-19, aos 66 anos, dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo de Cascavel – PR

Faleceu nesta quinta-feira, 11 de março, vítima da Covid-19, dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel – PR. Ele estava internado desde o dia 16 de fevereiro. Foi intubado no dia 19 de fevereiro, se recuperando bem, razão pela qual, os médicos retiraram a sedação no dia 27 de fevereiro. Na última terça-feira, 9 de março, seu estado de saúde se agravou, o que fez com que ele fosse novamente intubado, mas não resistiu.   Nascido em 9 de novembro de 1954 em Fartura – SP, foi ordenado sacerdote em 13 de maio de 1984, na diocese de Jacarezinho – PR. Em 14 de agosto de 1998, foi nomeado bispo Coadjutor de Campo Mourão (PR) pelo Papa João Paulo II tornando-se bispo titular em 21 de fevereiro de 1999, onde permaneceu até 31 de outubro de 2007, quando foi nomeado Arcebispo de Cascavel pelo papa Bento XVI. Dom Mauro é o quarto bispo brasileiro vítima da Covid-19, dois eméritos, o cardeal Eusébio Oscar Scheid, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, que faleceu no dia 13 de janeiro, e dom Aldo Pagotto, arcebispo emérito da Paraíba, que faleceu no dia 14 de abril. Também faleceu dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmares – PE, no dia 18 de julho. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, emitiu uma nota de pesar, onde manifesta seus “sentimentos à família de dom Mauro, à arquidiocese de Cascavel e aos seus amigos”. O texto afirma que “em preces, suplicamos ao Pai Misericordioso que acolha este nosso irmão e faça brilhar para ele a luz eterna”. Fonte: CNBB

Na Ecologia Integral, o caminho indicado por Deus pela voz profética de Francisco

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  11 DE MARÇO: Quinta-feira da 3ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Assim fala o Senhor: Dei esta ordem ao povo dizendo: Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes. Mas eles não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para a frente, desde o dia em que seus pais saíram do Egito até ao dia de hoje. A todos enviei meus servos, os profetas, e enviei-os cada dia, começando bem cedo; mas não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, obstinaram-se no erro, procedendo ainda pior que seus pais.  (Jr 7,23-26)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Como sempre aconteceu na história da salvação, aqueles que mais precisam de conversão são os que mais resistem a seguir a voz de Deus, transmitida pelos profetas. Hoje também vemos o Papa Francisco ser atacado dentro e fora da Igreja, acusado de ser um papa ecologista, por querer defender a vida de cada criatura e, em última análise, a sobrevivência de todos nós e da nossa “casa comum”. Ignoram os que criticam o Papa, que a sua concepção é de uma “Ecologia Integral”, que “não se dá por satisfeita com ajustar questões técnicas ou com decisões políticas, jurídicas e sociais”, mas recorda a necessidade de uma conversão também integral, que implique na mudança pessoal de cada um e cada uma, sob as bases da nova relação que Jesus vem estabelecer com o mundo. Pois, “não haverá uma ecologia sã e sustentável, capaz de transformar seja o que for, se não mudarem as pessoas, se não forem incentivadas a adotar outro estilo de vida, menos voraz, mais sereno, mais respeitador, menos ansioso, mais fraterno” (QA, 58). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA Uma Ecologia Integral é feita também de simples gestos cotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. (Laudato Si’, 230) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Dom Leonardo Steiner convoca Assembleia Sinodal na Arquidiocese de Manaus

Responder aos sonhos do Papa Francisco na Querida Amazônia, que diz “sonho com comunidades cristãs capazes de se devotar e de se encarnar na Amazônia, a tal ponto que deem à Igreja rostos novos com traços amazônicos”, é a inspiração da Assembleia Sinodal Arquidiocesana de Manaus, convocada pelo Arcebispo, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que tem como fundamento “as Assembleias Pastorais Arquidiocesanas, o magistério de Papa Francisco, o legado pastoral de dom Sérgio Eduardo Castriani, [e] o tempo da pandemia” . Movida pela Palavra, a Arquidiocese de Manaus “sente a necessidade de partilhar, refletir, discernir e assumir a dinâmica evangelizadora de modo sinodal”. Esse apelo é fruto dos desafios da realidade atual, “marcados por novas exigências e apelos aos nossos modelos evangelizadores, impulsionada pelas orientações do Sínodo para a Amazônia cujos caminhos apontados devem ser assimilados e aprofundados em nossa caminhada eclesial”. A proposta sinodal também está fundamentada nas 10 Assembleias Pastorais Arquidiocesanas celebradas até o momento, “buscando responder aos desafios à Evangelização”. Mas também lembra a necessidade de entender que hoje a missão evangelizadora “só pode ser compreendida numa perspectiva de ecologia integral”, uma ideia recolhida na Laudato Si´. Falando sobre a enculturação e a interculturalidade, o decreto de convocatória da Assembleia Sinodal afirma que a pandemia “tem levantado questionamentos sobre nossos modelos de evangelização e sobre nossas estruturas e organização”, enfatizando o crescimento e complexidade na Arquidiocese de Manaus. Nessa conjuntura, é retomado o chamado da última Assembleia de Pastoral a ser uma Igreja Sinodal, e a viver uma articulada e dinâmica comunhão. O desafio é entrar numa dinâmica de conversão sinodal, que leve a “novos caminhos eclesiais, sobretudo na ministerialidade e sacramentalidade da Igreja com rosto amazônico”, seguindo a proposta do Documento Final do Sínodo para a Amazônia. Estamos diante de um processo de busca da fraternidade, impulsionado pela “memória pascal de Jesus e de muitos dos nossos agentes de evangelização que nos deixaram nestes tempos de pandemia, particularmente a memória missionária de Dom Sérgio Castriani”. A Assembleia será realizada “segundo um itinerário de preparação partindo das comunidades, setores, Regiões Episcopais, com os devidos encaminhamentos”, e será nomeada “uma Comissão de Coordenação que oferecerá as necessárias orientações quanto a dinâmica de participação, etapas do processo sinodal desta assembleia e conteúdos orientadores”. Ainda não se conhece a data, que “será oportunamente divulgada juntamente com todos os passos do processo sinodal”.

Igreja no Brasil participa da mobilização em defesa da vida das mulheres organizada pelo CELAM

  A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência e a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e um conjunto de organizações da Igreja no Brasil se somam à Campanha Continental da Igreja Católica Latino-americana contra o tráfico de pessoas e se comprometem na defesa da vida das mulheres. Num mundo onde há quem pense que tudo é comprado e vendido, a Igreja da América Latina e do Caribe, através da Rede CLAMOR, lançou, no Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas 2021,  a Campanha Continental contra o Tráfico de Pessoas 2021, que tem como lema “A vida não é uma mercadoria, trata-se de pessoas”. O arcebispo da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, em mensagem divulgada no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, chamou a atenção  para as graves violências e o feminicídio que fazem vítimas as mulheres e devem ser enfrentadas com urgência e determinação. Mobilização pela vida das mulheres Participam também desta mobilização a Cáritas Brasileira, o Serviço Pastoral dos Migrantes, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, o Instituto de Migrações e Direitos Humanos, a Pastoral da Mulher Marginalizada e a Pastoral Carcerária. A mobilização alerta para as várias formas de violência contra as mulheres que se agravam com a pandemia de Covid-19. Segundo a campanha, as mulheres continuam migrando forçadamente em busca de melhores condições de vida para suas famílias e são as maiores vitimas do tráfico humano. No compromisso de proteger as mulheres vítimas,  a campanha reafirma o acompanhamento às sobreviventes das diversas violências. Na página do Facebook, no endereço abaixo, é possível ter acesso aos materiais para disseminar as mensagens da campanha. Fonte: https://www.cnbb.org.br/igreja-no-brasil-se-soma-a-mobilizacao-puxada-pelo-celam-na-defesa-da-vida-das-mulheres/

A criação nos revela o carinho de Deus pelo seu povo.

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  10 DE MARÇO: Quarta-feira da 3ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.   Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. ele faz cair a neve como a lã e espalha a geada como cinza.   Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. (Sl 147,12-13.15-16.19-20)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Na Laudato Si’ lemos que “o divino e o humano se encontram no menor detalhe da túnica sem costura da criação de Deus, mesmo no último grão de poeira do nosso planeta” (LS, 9). Por isso rendemos louvores ao Criador, que tudo fez por amor, já que nenhum outro povo recebeu Dele tanto carinho, como reza o salmista. Eis por que toda a Criação nos remete a Deus e, por sua vez, os sacramentos que Ele nos deixou “são uma plenificação da Criação, na qual a natureza é elevada para ser lugar e instrumento da graça, para ‘abraçar o mundo num plano diferente’” (Querida Amazônia, 81).  Somos capazes de encontrar Deus em cada criatura, nos tornando defensores e cuidadores da vida em todos os sentidos, pois que cada uma delas é sacramento vivo do Criador? AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA O rosto amazônico é o de uma Igreja com uma clara opção pelos (e com os) pobres e pelo cuidado da criação. (Instrumetum laboris do Sínodo para a Amazônia, 109) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Missa de 7º Dia de Dom Sérgio Castriani, “testemunha da Palavra sem som, sem voz”

  A Igreja de Manaus se encontrou na noite desta terça-feira, 9 de março, para celebrar a Missa de Sétimo Dia do seu Arcebispo Emérito, Dom Sérgio Eduardo Castriani, uma “celebração de ação de graças”, segundo Dom Leonardo Steiner, que comentando o Evangelho de João e o Livro do Profeta Isaias, tendo também como referência o lema episcopal de Dom Sérgio, centrou sua homilia na Palavra. Dom Leonardo afirmava que “Dom Sérgio recebeu a Palavra, e ela o enviou, o enviou como pai e pastor”, refletindo sobre como através da Palavra, Dom Sérgio aproximou Deus ao povo nos sacramentos, insistindo em que “a Palavra o fez e deixou ser pastor”. O arcebispo definia seu predecessor como “o missionário tomado pela Palavra”, e dizia que “a Palavra nele se fez carne, e se tornou com o passar dos anos, especialmente na doença visível, testemunha da palavra sem som, sem voz”. Dom Leonardo dizia que “sumiu o som, sumiu a voz, mas permaneceu a Palavra, percutia e ensinava a Palavra com seus gestos, com a sua presença”. O Arcebispo de Manaus lembrava as palavras do Profeta Isaías, “fiz dele uma testemunha para os povos, um guia e mestre para as nações”. Também lembrava que “Dom Sérgio aprendeu a duras penas que os pensamentos de Deus não eram os seus, que os seus caminhos, não eram o caminho de Deus”, fazendo assim referência à limitude que Dom Sérgio teve que aceitar diante da doença, que o fez renunciar com 65 anos de idade ao seu ministério episcopal. Dom Leonardo insistia em que “a Palavra falava nele sem palavras”, em que “ele foi missionário da Palavra e a Palavra o missionava”, pedindo que “possamos também nós ser Palavra anuncio, Palavra testemunho, e em tudo realizar a vontade do nosso Pai Celeste”. O final da celebração foi momento para que diferentes representantes da Igreja e da sociedade de Manaus fizessem sua homenagem e mostrassem sua gratidão àquele que foi seu Arcebispo ao longo de quase sete anos. O laicato o definia como “alguém incansável em sua missionariedade, sempre estava junto do seu povo”, como aquele que estava “ajudando, motivando, orientando ao caminho do seguimento de Jesus Cristo”. A Vida Religiosa destacava que “sua vida de Pastor é um testemunho para todas aquelas e aqueles que abraçam a consagração como vocação e entrega de vida na missão”, afirmando que em função da missão, Dom Sérgio foi “presença misericordiosa nos lugares mais distantes e no meio aos mais vulneráveis”. Uma jurista, que faz parte do grupo que todos os meses se encontrava com Dom Sérgio Castriani em sua casa, um momento que definia como “um diálogo fraterno”, destacava “a sua acolhida e sabedoria, que mesmo não tendo formação jurídica, suas ponderações eram frutos do grande conhecimento intelectual e de sua intensa comunhão com Deus”. Os povos indígenas agradeciam que ele “nos disse que precisamos falar de fato aquilo que nós vivemos, falar aquilo que nós sentimos”, fazendo referência ao momento de escuta do Sínodo em que “ele ficou do nosso lado”. Algo que ele também fez quando chegou em Manaus, “no momento em que nós estávamos fortalecendo o movimento indígena”, sempre ajudando “a chamar a atenção a uma realidade presente aqui”. Os indígenas agradeciam sua sensibilidade e escuta, “por caminhar conosco lado a lado, por ficar feliz com as conquistas, por estar junto na luta por direitos”. Na homenagem dos diáconos permanentes era destacado sua presença na sua missão e na vida das suas famílias, enfatizando “seu apoio, confiança e respeito, sempre dispensados a cada um de nós a às nossas famílias”. Também os padres expressavam seu “sentimento de estima e de gratidão a Deus por ter dado Dom Sérgio Castriani como pastor e guia de nossa Igreja particular”. Ele era definido como “homem simples e de grande saber, destacou-se como grande expoente missionário da Amazônia, aonde escolheu viver seus dias, doando-se e defendendo seus povos e nossa cultura com apropriados e convincentes posicionamentos”. Quem foi seu arcebispo é visto pelos padres de Manaus como “alguém sempre disposto a escutar e acolher a todos”, e também como “alguém que participava de maneira particular de nossos sofrimentos pessoais e nunca deixava que nos sentíssemos sós”. Também foram lidas as mensagens do Bispo da Prelazia de Tefé, Dom Fernando Barbosa, ausente por rações de saúde. Uma Igreja que Dom Sérgio “sempre tanto amou”, e onde “sempre se fez presente, mesmo na distância geográfica, através do carinho que todos tinham por ele”, e aproveitava a menor oportunidade para regressar. Uma Igreja onde, segundo a mensagem, “Dom Sérgio aprendeu a viver de forma tão singela e doada, e despiu-se de sua cultura”, assumindo seu ser missionário que vai ao encontro do irmão que necessita. Do mesmo modo, a comunidade judaica do Amazonas enviou sua mensagem, onde rogava ao Altíssimo “que receba a sua bondosa alma no Jardim do Eden, ao lado dos justos, na morada dos bem-aventurados”. Finalmente, era lida a mensagem do Papa Francisco, onde afirmava que Dom Sérgio Castriani deixou “recordação de uma existência de vida, adesão coerente e generosa a sua vocação como pai atento às necessidades do próximo e pastor fiel ao Evangelho e à Igreja”.   Também no final da celebração, acontecia um gesto bonito da parte da Arquidiocese de Manaus e de seu arcebispo, Dom Leonardo Steiner. Foi no momento em que o Arcebispo de Manaus entregava ao Pe. Mellon, coordenador de pastoral da Prelazia de Tefé, que representava seu bispo, o báculo, a mitra e a cruz pectoral de Dom Sérgio, que vão ficar naquela Igreja onde Dom Sérgio deixou seu coração, lá onde ele foi bispo durante 14 anos. Mais uma lembrança para uma Igreja que caminhou com alguém que sempre foi ao encontro do seu povo. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1  

Diocese de Roraima acolhe abertura do processo de canonização do Bem-aventurado José Allamano

A Diocese de Roraima deu início neste domingo, 7 de março, o inquérito de canonização do Bem-aventurado José Allamano, fundador dos missionários e das missionárias da Consolata, presentes em Roraima desde há mais de 70 anos. A ele é atribuída a cura milagrosa do indígena Sorino, da etnia Yanomami. Ao longo de mais de uma semana, de 7 a 15 de março, a diocese de Roraima tem elaborado uma programação da fase diocesana do processo de canonização. Na abertura, que contou com a presença do bispo diocesano, Dom Mário Antônio da Silva, foi composta a comissão do tribunal. Além do bispo, fazem parte dela o padre Lúcio Nicoletto, vigário geral da diocese de Roraima, padre Raimundo Vantuy Neto, chanceler da Cúria da Diocese de Roraima, padre Michelangelo Piovano, missionário da Consolata e notário, Elizabete Sales de Lucena Vida, secretária da Cúria diocesana e doutor Augusto Affonso Botelho Neto, médico. Além da comissão, também estiveram presentes o padre Giacomo Mazzotti, missionário da Consolata, o diácono Augusto Monteiro, as irmãs missionárias da Consolata Renata Conti e Maria José. A abertura do inquérito acontece, segundo Dom Mário Antônio, em tempo de pandemia, mas também no tempo quaresmal que nos faz recordar que “é tempo de graça, tempo favorável, tempo de conversão e de santidade, é oportuno para progredir no conhecimento de Jesus Cristo correspondendo no Seu amor por uma vida santa”. O bispo lembrava que “José Allamano, o nosso querido beato, ele que ensinava os que desejam tornar-se verdadeiramente santos, Deus os ajuda e santifica. Deixou um testemunho de santidade vivendo de maneira heroica as virtudes cristãs”. Na solenidade, o postulador da causa de canonização, padre Giacomo Mazzotti, missionário da Consolata, apresentou oficialmente a petição para o presumido milagre. O pedido foi acolhido por Dom Mário Antônio, que após relembrar alguns pontos da história da vida e santidade do Bem-aventurado José Allamano, diz esperar a oração e apoio de todos que acompanharão este processo durante estes dias. Fonte: http://imc.consolata.org.br/abertura-do-inquerito-bem-aventurado-jose-allamano-a-caminho-da-canonizacao/

Núcleo de Mulheres da REPAM é espaço de encontro, de confiança e de escuta das mulheres amazônicas

O Dia Internacional da Mulher tem sido oportunidade para o Núcleo de Mulheres da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, apresentar um calendário (abaixe aqui) elaborado em conjunto entre as mulheres da Pan-Amazônia. O grupo, que vem refletindo sobre o papel e a importância da presença da mulher na Igreja, está formado por mulheres que tem “a consciência de um território onde estamos pisando, um território específico onde realizamos as ações, e isso nos leva a um caminho sinodal”, segundo Dorismeire Almeida de Vasconcelos. Tendo como fundamento sua identidade, conhecimento e liderança, as mulheres, que na Pan-Amazônia, segundo a auditora sinodal, assumem 70% do trabalho social e missionário, tem encontrado no grupo, um espaço de encontro, de confiança e de escuta, garantindo a presença para todas as mulheres da Pan-Amazônia. Não podemos esquecer que “elas são vítimas de uma alta taxa de violência, de sobrecarga laboral e afetiva, são vitimadas com a violação de seus direitos”. O grupo surgiu dentro do processo sinodal, “a partir da nossa diversidade cultural, da nossa organização social e da nossa experiência de Igreja, tanto como leigas quanto consagradas”, afirma Dorismeire. Ela destaca entre as propostas realizadas, refletir as realidades e experiências concretas das mulheres na Pan-Amazônia e projetar uma leitura teológica contextual, do modo que foi feito no Sínodo, que permita resgatar as vozes, propostas e apostas das mulheres neste território. O núcleo está dividido em cinco subcomissões internas, pós-pandemia e pós-sínodo, mulheres e violências, teologia e espiritualidade, formação sociopolítica pastoral, diaconato e ministérios, para estudar os documentos da Igreja buscando elaborar linhas de ação para o trabalho em diferentes áreas, descobrindo as ações das mulheres nos territórios em defesa da vida, no anúncio da Boa Nova, no acompanhamento e enfretamento dos desafios da realidade nos diferentes contextos, semeando sempre sinais de esperança. Trata-se, segundo Dorismeire, “de consolidar um espaço de reflexão, articulação e ação das mulheres da Pan-Amazônia, que ofereça respostas às principais preocupações que ameaçam a vida e subsistência das mulheres”. Junto com isso, “buscar encarnar os diferentes rostos ancestrais e construir um sentimento e pensamento coletivo desde seu ser mulheres, conectado à Criação, fortalecendo a missão social e eclesial das mulheres, prevenindo a violência e garantindo os direitos, aportando uma mudança de paradigma desde a lógica do cuidado”. O dia 8 de março é momento de “fazer memória” segundo Tania Ávila. A teóloga boliviana, que foi perita no Sínodo para a Amazônia, vê essa data como “um dia que nos toca seguir resistindo e reclamando para que tenha vida digna para as mulheres”. Ela destacava a importância das vozes de mulheres da Amazônia, recolhidas num vídeo. São mulheres que vão “somando, nos dando força, fluindo”. O Núcleo de Mulheres da REPAM também conta com a presença de mulheres indígenas. Uma delas, Anitalia Pijachi, relatava as dificuldades vividas na Amazônia colombiana durante a pandemia, mostrando as dificuldades de acesso aos direitos básicos. Tem sido um tempo para “aprender a saber resistir na nossa selva”. Estamos diante de um momento que mostra a “necessidade de estarmos mais unidos em comunidade, de procurar a sabedoria dos anciãos”. Ela denunciava o governo, “que não escuta o que acontece na Amazônia colombiana”, enfatizando que estamos vivendo “um tempo de incerteza”. “Esta pandemia tem mostrado, mais uma, vez que somos os mais esquecidos pelo Estado”, afirmava Yessica Patiachi desde a Amazônia peruana, denunciando a “falta de política clara de saúde para as comunidades indígenas”. Ela lembrava que os povos originários “temos levantado nossa voz de protesta e denunciamos quando nossos direitos são vulnerados”. Ao mesmo tempo denunciava as ameaças e perseguições, “só por defender e proteger a floresta”, o que tem provocado a morte de muitos indígenas no Peru. A líder indígena faz um chamado à luta, a não se deixar enganar pelas falsas promessas das grandes empresas, que só deixam consequências fatais. Yessica Patiachi destaca a grande capacidade de resiliência, o que a leva afirmar que “vamos continuar defendo nossa floresta diante de grandes interesses, mesmo que o Estado faça a vista grossa diante de grandes concessões extrativistas, reclamando a necessidade de consulta prévia aos povos indígenas”. No tempo de pandemia, as comunidades têm voltado à medicina tradicional, destacando “a participação da mulher indígena, que junto com os anciãos são a parte vital da transmissão de conhecimentos ancestrais”. Ela, que tem sido escolhida como conselheira, querendo “ser uma voz importante para mostrar o sentir e as demandas das mulheres indígenas”, destaca a importância da REPAM como aliado importante para a resistência indígena. 8 de março é momento de “fazer memória das lutas”, segundo Rose Bertoldo, que apresentava e compartilhava o calendário, “que as mulheres da Pan-Amazônia têm construindo coletivamente”. Segundo a auditora sinodal, estamos diante de “um material de formação e informação que nos inspira passar por todo o ano como uma presença criativa e propositiva”. O calendário tem sido construído a partir de palavras, mandalas, frases, cores e fotos, tendo a terra, o fogo, a água e o ar “como elementos que nos sustentam nessa caminhada, nessa construção”, segundo a religiosa. “O calendário recolhe a inspiração que cada mulher teve nessa construção coletiva, recolhe muitos sinais dos povos da Amazônia, que tem grande diversidade”, afirma Rose Bertoldo. Estamos diante de um instrumento que teve a capacidade de “incluir muitos olhares da Pan-Amazônia, que nos possibilita ampliar para outras mulheres”. Por isso, ela ressalta que “o que aprece no calendário é expressão dessa presença do Espírito que habita na Amazônia e está presente e ativa em cada ser”. Daí a religiosa coloca como objetivo “que está rica diversidade nos impulsione a continuar a cuidar de todas as formas de vida na nossa casa comum”. O Núcleo de Mulheres REPAM é “um espaço que tem a fortaleza de nos permitir pensar juntas, sonhar juntas e construir juntas”, afirma Maria Eugenia Carrizo. Ela define o futuro “como tempo para pensar juntas que Igreja sonhamos, o que pensamos como futuro de nossa Igreja, qual o rosto amazônico que desejamos que ela tenha e em função disso a mirada ministerial, numa…
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