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Melhor mesa redonda do que piramidal

Um dos símbolos da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre a Sinodalidade em sua Primeira Sessão foram as mesas redondas, algo que pretende destacar a necessidade de uma Igreja circular, superando o clássico esquema piramidal, presente na Igreja há séculos. É verdade que isso não deveria ser algo novo depois de 60 anos do Concílio Vaticano II, que insistiu tanto em uma Igreja Povo de Deus, uma Igreja cujo fundamento é o batismo e o sacerdócio comum dos fiéis. Vantagens de uma mesa redonda Mas, como diz o ditado, há um longo caminho das palavras aos atos, e em muitos ambientes eclesiais a visão piramidal da Igreja, baseada no sacramento da Ordem Sagrada, é uma tentação e, por que não dizer, uma prática. Podemos dizer que em uma mesa redonda todos falam e escutam, todos podem olhar nos olhos de todos, não há posições de destaque. Em uma Igreja sinodal, circular, que pratica a conversação espiritual para o discernimento comunitário, é possível, a partir da diversidade de ministérios e serviços, encontrar mais facilmente caminhos comuns em vista da construção do Reino de Deus. Mas, para isso, é necessário estar em sintonia, atitude que ajuda a olhar para o futuro com esperança, a caminhar com mais entusiasmo, amando o que se é, o que se faz e aqueles com quem se compartilha a vida e a fé. Diante de tantos momentos de medo, de dúvida, de não saber qual caminho seguir, de ver o outro como inimigo, a circularidade aquece o coração e dá vigor à vida pessoal e comunitária, ao que somos e ao que se relaciona conosco e nos enriquece. Não às relações de cima para baixo As relações de cima para baixo, a ordem e o comando, aumentam o ego de poucos e causam sofrimento na grande maioria, impossibilitando a passagem do “eu” para o “nós”, para ser uma comunidade que compartilha a vida e a fé. Isso gera uma comunidade, uma Igreja, na qual ser chamado de mestre é muito mais desejável do que assumir um serviço. Em uma mesa redonda, é mais fácil compartilhar, viver em comunhão, e o outro, que eu vejo com mais facilidade, pode ser objeto de atenção, de cuidado. Os que estão na mesa piramidal farão o possível e, em muitos casos, o impossível, para chegar ao topo, para assumir o lugar de maior privilégio e menor serviço, custe o que custar e caia quem cair, para serem os primeiros e se distanciarem dos últimos, para serem e viverem como senhores e abandonarem tudo o que tem a ver com a prática do povo, dos que estão abaixo, daqueles que o sistema não permite que deem um passo à frente. Formas de se posicionar Que modelo de Igreja estou disposto a promover? Que valores evangélicos estão presentes em minha vida e pretendo mostrar para minha comunidade, para aqueles com quem me sento à mesa, seja qual for a forma que ela assume? Essas e outras perguntas semelhantes devem estar presentes na vida de todos os batizados. A Assembleia Sinodal, que está iniciando sua segunda sessão, precisa ajudar a definir como ser uma Igreja que, seguindo a Tradição, pode responder às demandas de Deus e da humanidade hoje, para saber ler os sinais dos tempos, como foi dito há cerca de 60 anos. Que ninguém duvide de que juntos, com a contribuição de todos, será mais fácil, mas para isso é necessário querer assumir a sinodalidade. As questões da Igreja são importantes, mas a dinâmica é muito mais importante. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Retiro prepara os participantes da Assembleia Sinodal para estarem “como Moisés no Sinai, na presença do Senhor”

Podemos dizer que a Segunda Sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, onde um dos seus membros é o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da CNBB, Cardeal Leonardo Steiner, já começou, não os trabalhos, que se iniciam na quarta-feira, 2 de outubro, após a missa de abertura, mas o retiro prévio, para estar “como Moisés no Sinai, na presença do Senhor”, como destacou o Secretário Geral do Sínodo, Cardeal Mario Grech. Como ser uma Igreja sinodal em missão? A reflexão começou com uma pergunta: “Como podemos ser uma Igreja sinodal em missão?”, feita por Madre Maria Ignazia Angelini. A monja beneditina convidou os membros do Sínodo a “abrir espaço para a escuta atônita que nos reposiciona e nos prepara para este novo começo de caminhar juntos”. Isso na festa de São Jerônimo, o homem rude e colérico que se deixou transformar pela Sagrada Escritura. Analisando o Evangelho do dia, ela destacou que ele mostra “o início da etapa decisiva” de Jesus, fazendo um paralelo com o Sínodo. “A missão tem sua origem na paixão, na atração invencível de Deus pelos últimos”, e no modo de estar com Jesus, enfatizou. Junto com isso, ela enfatizou a arte do diálogo, a sede de Deus, uma lógica que não está presente na cultura atual, mediada pela “lógica dos negócios, do poder, do mercado, do fitness. Ou por lógicas evasivas”. Para isso, é necessário, como sugere o Papa Francisco, “uma narrativa que supere a solidão e os silêncios”, como forma de abordar o diálogo sinodal e, assim, conhecer “a fonte que corre e corre, embora seja noite”, nas palavras de São João da Cruz. Um lugar sagrado de encontro com o Senhor Uma assembleia que é se sentar juntos, “um lugar sagrado de encontro com o Senhor que está presente onde ‘dois ou três’ se reúnem em seu nome”, como disse o Cardeal Grech. Por isso, ele insistiu que “ou entramos nessa perspectiva de oração, de fé, de encontro com Deus, ou não assumimos um estilo sinodal autêntico, não vivemos uma experiência de sinodalidade”, porque o protagonista é o Espírito Santo. Para percorrer o caminho da assembleia, que ele confiou a Maria, o Secretário Geral do Sínodo propôs tirar “as sandálias dos pés, despojar-nos de toda resistência à voz do Espírito Santo, atravessar o deserto e caminhar junto com o povo de Deus em direção à terra da Promessa de Deus”, despojar-se de “vestimentas, abordagens e padrões que ontem poderiam ter sentido, mas hoje se tornaram um fardo para a missão e colocam em risco a credibilidade da Igreja”. Tudo isso “para que a Assembleia Sinodal que hoje inicia seu caminho seja um Pentecostes renovado, para que o Evangelho de Jesus continue a tornar fecunda a vida de toda a humanidade e para que sejamos sinodais e missionários”. Escuta paciente, imaginativa, inteligente e de coração aberto As meditações do primeiro dia do retiro continuaram com as orientações do dominicano Timothy Radcliffe, que iniciou suas palavras fazendo um apelo à busca na escuridão. Um primeiro passo para ser uma Igreja sinodal missionária, como pede a Assembleia Sinodal, é “ouvir com paciência, imaginação, inteligência e com o coração aberto”. Isso se deve ao fato de que “ouvir Deus e nossos irmãos e irmãs é a disciplina da santidade”. O dominicano usou quatro cenas de ressurreição do Evangelho de João para guiar as meditações: “Procurando no escuro”, “O quarto trancado”, “O estranho na praia” e “Café da manhã com o Senhor”, observando que “cada uma delas lança alguma luz sobre como ser uma Igreja sinodal missionária em nosso mundo crucificado”. Com relação ao primeiro, ele disse que “nosso mundo está ainda mais obscurecido pela violência do que há um ano”, e que, como Maria Madalena, “nós também estamos reunidos neste Sínodo para buscar o Senhor”, em uma sociedade ocidental indiferente e em uma Igreja na qual há dúvidas se o Sínodo conseguirá alguma coisa. Ele pediu esperança, para sermos buscadores, de maneiras diferentes, para vivermos “de uma nova maneira e falarmos em uma nova linguagem”, para “vivermos juntos mais profundamente a vida ressuscitada”, para fazermos perguntas, pois “Perguntas não são proibidas aqui”, lembrando o lema da Academia Dominicana em Bagdá. Ninguém pode ser excluído na Igreja Radcliffe chamou a imitar a compaixão de Maria Madalena, de tantos santos e santas, daqueles que, sem conhecer Cristo, estão cheios de compaixão. Algo necessário em um mundo que “está cheio de choro”, citando exemplos disso: o Oriente Médio, a Ucrânia, a Rússia, o Sudão e Myanmar.  A partir daí, enfatizou que “este sínodo será um momento de graça se olharmos uns para os outros com compaixão e virmos pessoas que estão como nós, buscando”. Isso é para superar aqueles que podem se sentir excluídos, pois “Maria Madalena também nos lembra como as mulheres são frequentemente excluídas das posições formais de autoridade na Igreja”. Para o dominicano, “santidade é estar vivo em Deus”, e por isso “o desafio para nós é ajudar uns aos outros a respirar profundamente o rejuvenescedor Espírito Santo”, convidou os participantes da Assembleia Sinodal. Refletindo sobre liderança, ele definiu como sua primeira tarefa “conduzir o rebanho para fora dos pequenos apriscos e para o ar fresco do Espírito Santo”, conclamando a “sermos pregadores do Evangelho da vida abundante”, refletindo sobre algumas possíveis atitudes dos participantes da assembleia, aos quais disse que “podemos aceitar o risco de sermos feridos porque o Senhor nos deu a sua paz”. Não se fechar num mundo estreito Radcliffe advertiu que “nosso próprio amor pela Igreja, de formas totalmente diferentes, pode fechar-nos num mundo estreito,”, citando exemplos disso, levando-nos a “olhar para o umbigo eclesiástico, observando os outros, prontos para detectar seus desvios e denunciá-los”. Para isso, ele deixou claro que “este sínodo não é um lugar para negociar mudanças estruturais, mas para optar pela vida, pela conversão e pelo perdão”. Ele conclamou os participantes a “superar toda a violência que está em nossos corações: pensamentos e palavras violentas”. Isso porque “nenhuma discórdia pode destruir nossa paz em Cristo, porque…
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Papa Francisco recebe presidente e grupo de mulheres da CEAMA, “que está crescendo com uma atitude eminentemente sinodal”

O Papa Francisco não para, é surpreendente ver a agenda de alguém com quase 88 anos. Poucas horas depois de voltar da Bélgica, ele começou a segunda-feira com várias audiências que começaram pouco depois das 7h. Em uma das audiências recebeu o presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), cardeal Pedro Barreto, a quem depois se juntou um grupo de mulheres de diferentes partes do mundo, mulheres que, articuladas pela CEAMA, refletem sobre a figura da mulher na vida da Igreja. A CEAMA é um exemplo de sinodalidade A audiência ocorreu no dia em que se iniciou o retiro antes da Segunda Sessão do Sínodo sobre Sinodalidade, que começa seus trabalhos na quarta-feira, 2 de outubro. Não podemos nos esquecer de que, no Relatório Síntese da Primeira Sessão da Assembleia Sinodal, realizada em outubro de 2023, a CEAMA é vista como um exemplo de sinodalidade. O Relatório Síntese diz sobre a CEAMA: “Sem subestimar o valor da democracia representativa, o Papa Francisco responde às preocupações de alguns de que o Sínodo poderia se tornar um órgão deliberativo de maioria, privado de seu caráter eclesial e espiritual, colocando em risco a natureza hierárquica da Igreja. Alguns temem ser forçados a mudar; outros temem que nada mude e que haja pouca coragem para seguir a tradição viva. Algumas perplexidades e oposições também escondem o medo de perder o poder ou os privilégios que dele derivam. De qualquer forma, em todos os contextos culturais, os termos ‘sinodal’ e ‘sinodalidade’ indicam um modo de ser Igreja que articula comunhão, missão e participação. Um exemplo disso é a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), fruto do processo sinodal missionário nessa região”. Um Papa animado pela renovação da Igreja Ao sair da audiência, o cardeal peruano destacou que viu o Papa Francisco “animado por tudo o que ele está fazendo em nível de Igreja nesse processo de renovação”. O Cardeal Barreto falou ao Papa sobre a Conferência Eclesial da Amazônia, enfatizando que “está muito perto de seu coração, mas ao mesmo tempo ele está ciente de que é como uma pequena planta que está crescendo e crescendo com uma atitude eminentemente sinodal”. Depois deste encontro com o Papa Francisco, o presidente da CEAMA disse que “me sinto muito mais forte, porque é o Espírito Santo que está guiando a Igreja através dele, e através, neste caso para a Amazônia, da CEAMA”, mostrando sua alegria pelo encontro. A Igreja é mulher, mãe Sobre a audiência com as mulheres, o cardeal a definiu como “uma experiência inédita, ter nove mulheres de diferentes continentes”, destacando a presença da irmã Laura Vicuña Pereira Manso, uma das vice-presidentes da CEAMA, enfatizando o fato de “ver o Papa tão feliz com elas, escutando-as e encorajando-as. Afirmou que a Igreja é mulher, mãe que acolhe a todos”, destacou o cardeal, ‘encorajando-nos a continuar caminhando juntos na Igreja sinodal’. A Ir. Laura Vicuña Pereira Manso, catequista franciscana, expressou sua alegria pelo encontro com o Papa Francisco. A vice-presidente da CEAMA destacou o fato de serem mulheres de todo o mundo, com as quais “reafirmamos o caminho sinodal que a Igreja vem fazendo das mulheres que estão nas periferias das periferias”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: Segunda Sessão da Assembleia Sinodal, “a sinodalidade em vista da missão”

O arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, é um dos membros da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre a Sinodalidade, que realiza de 2 a 27 de outubro sua Segunda Sessão. A poucas horas de iniciar os trabalhos, o cardeal lembra os passos dados até agora no processo sinodal.   Ele destaca que “continuamos o caminho da sinodalidade proposto por Papa Francisco”, relatando os passos dados desde o início do processo: “Nos reunimos nas nossas igrejas particulares, nas conferências episcopais, nas conferências continentais e entramos na Primeira Sessão do Sínodo. O Sínodo na Primeira Sessão nos ofereceu um Documento de Síntese, depois nós refletimos mais uma vez nas nossas igrejas particulares”. O cardeal Leonardo Steiner enfatiza que “agora iniciamos a Segunda Sessão, uma Igreja sinodal em missão, tomando a missionariedade como centro da sinodalidade, a sinodalidade em vista missão”, sublinhando que “será uma riqueza para todos nós”. Aquele que é chamado o cardeal da Amazônia, disse que “nós que vivemos na Amazônia, que já procuramos entrar dentro desse espírito sinodal para a missão, queremos também dar a nossa contribuição, uma Igreja sinodal em missão”. Não podemos esquecer que na Igreja da Amazônia essa é uma dinâmica presente desde o Encontro de Santarém, realizado em 1972, que marcou as linhas prioritárias da evangelização na Amazônia: encarnação na realidade e evangelização libertadora. Uma dinâmica impulsionada no Sínodo para a Amazônia, que realizou sua Assembleia Sinodal em outubro de 2019, e reforçada em 2022, na comemoração dos 50 anos do Encontro de Santarém. O arcebispo de Manaus enfatiza “a missão, anunciar o Reino de Deus, Jesus Cristo crucificado, ressuscitado, a plenitude do Reino de Deus, que é anunciado. Nós não anunciamos a Igreja, nós anunciamos Jesus crucificado, ressuscitado, o Reino de Deus plenificado”. Finalmente, o cardeal Steiner destaca que “a Segunda Sessão, certamente há de nos oferecer elementos práticos, há de nos ajudar na orientação para continuarmos e sermos uma Igreja cada vez mais sinodal, para sermos uma Igreja sempre mais missionária, que anuncia o Reino de Deus e a sua justiça”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

7ª Assembleia Rede CLAMOR: “Uma oportunidade singular de articulação, de fortalecimento, e sobretudo de interação”

A sede do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho (CELAM), em Bogotá (Colômbia), acolhe de 24 a 29 de setembro de 2024 a 7ª Assembleia da Rede CLAMOR (Rede Eclesial Latino-americana e Caribenha de Migração, Deslocamento, Refúgio e Tráfico de Pessoas), ligada ao CELAM, que tem como tema “Deus caminha com seu povo”, e conta com mais de 100 participantes de 32 países. Um momento emocionante, segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers. Ele destacou a presença de “representações de tantos países, e ao mesmo tempo verificando os desafios que temos na área das migrações, das fronteiras”. Segundo o bispo, “é um momento de fortalecermos as redes, os vínculos, e a CNBB não poderia não estar, porque ela esteve no início da Rede CLAMOR, e agora queremos fortalecer ainda mais os nossos trabalhos, principalmente no Brasil, para que possamos responder aos grandes desafios em todas as áreas migratórias, seja ad extra do nosso país como ad intra”, sendo assim, “um momento oportuno para fortalecermos esses vínculos”. Dom Ricardo Hoepers manifestou que “neste final de semana queremos dar o nosso abraço, a nossa benção, em unidade e oração por todos os refugiados e migrantes”. Segundo a Ir. Rosita Milesi vê a assembleia “é uma oportunidade singular de articulação, de fortalecimento, e sobretudo de interação entre tantos países”. A religiosa destaca “a oportunidade de fortalecer nossas relações entre as nossas organizações, e entre vários países e mesmo continentes”. Uma riqueza que considera “muito singular, porque por mais que leiamos, por mais que possamos ver imagens, notícias, a verdade é que a relação pessoal é algo que tem uma riqueza muito particular, e muitos de nós crescemos efetivamente, nos enriquecemos ao ouvir, ao compartir com outras pessoas de várias nacionalidades, de várias procedências, e sobretudo ouvir os depoimentos de pessoas vítimas de tráfico, pessoas migrantes, pessoas refugiadas, que aqui estão conosco”. São pessoas que “nos sensibilizam muito além de um simples conhecimento, nos sensibilizam para a vida real, para aquilo que marca a vida das pessoas, aquilo que é muitas vezes um caminho de sofrimento que não conseguimos imaginar, e ouvindo estas pessoas é que o nosso sentimento, o nosso amor, a nossa compaixão, como o Papa Francisco sempre fala, se fortalece e se sensibiliza mais em favor dos irmãos refugiados, migrantes e vítimas de tráfico de pessoas”, sublinhou a religiosa. Uma assembleia que “tem sido um momento muito forte de articular e fortalecer o trabalho em rede”, também entre as comissões da Rede CLAMOR: a comissão de prevenção ao tráfico de pessoas, comissão de articulação e serviços, a comissão de formação e a comissão de incidência, bem como a comissão de comunicação, disse a Ir. Rose Bertoldo. Ela disse que “a assembleia ajudou a perceber o trabalho que está sendo feito em América Latina e o Caribe, mas também agora alargando para os cinco continentes onde também tem a presença de pessoas que trabalha com a migração e com o tema do tráfico de pessoas”. A secretária do Regional Norte1 destacou como uma dimensão muito forte, conhecer o trabalho da Rede COATNET, a rede de enfretamento ao tráfico de pessoas, que é coordenada e articulada pela Caritas Internacional, que se soma às demais redes da Vida Religiosa Consagrada, à Rede Talitha Kum e também à Rede CLAMOR, que tem o objetivo de articular, de contribuir para o fortalecimento das redes de prevenção ao tráfico de pessoas, dando visibilidade a esse trabalho de prevenção a partir das datas relacionadas com o tráfico de pessoas. Finalmente, a Ir. Rose Bertoldo insistiu na importância de que na assembleia, cada comissão vai fazer um plano de ação para a continuidade do trabalho 2024-2025. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Acabar com a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças depende de todos nós

A exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças são um crime cada vez mais presente na sociedade, que demanda o compromisso de todos e todas em vista de seu enfrentamento e erradicação. Na última segunda-feira, 23 de setembro, foi comemorado o Dia Mundial contra a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças, mais uma oportunidade para conscientizar e sensibilizar os governos, a sociedade e as empresas sobre o tráfico de pessoas. O tráfico de mulheres e crianças é uma grave violação dos direitos humanos, e não podemos ficar em silêncio diante dessa realidade, denunciar a exploração sexual e o tráfico de pessoas em todas as suas formas se torna uma exigência, que ninguém pode renunciar a ela, pois estamos diante de uma história antiga, que manifesta a desigualdade, discriminação e violência. Violar a dignidade das pessoas é algo que não é aceitável, tratar os outros como mercadoria que pode ser comprada e vendida pelo maior lance, sempre que necessário, é uma realidade que não pode continuar mais em nossa sociedade. Não podemos esquecer que as principais vítimas são as mulheres e meninas. É por isso que desde 1999, todo 23 de setembro é lembrado esse crime e a necessidade de combatê-lo. Estamos falando de um crime altamente lucrativo, que reporta altos benefícios, gerando 32 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Lucro gerado em consequência dos cerca de 2,5 milhões de pessoas que são traficadas em todo o mundo. Entre as vítimas, 65% são mulheres e meninas, e 92% das vítimas de tráfico são traficadas para fins de exploração sexual. A exploração sexual de crianças e adolescentes ocorre principalmente no ambiente familiar, por pessoas próximas e de confiança das crianças e da família. Nos últimos anos, as redes sociais são ferramentas poderosas tanto para a exploração quanto para a conscientização. Os traficantes estão usando cada vez mais a tecnologia para traçar o perfil de suas vítimas, recrutar, controlar e explorá-las, especialmente depois da pandemia da COVID-19. Nesse combate, é fundamental educar as crianças e as adolescentes sobre o uso seguro da internet, mostrando a necessidade de denunciar comportamentos suspeitos. Igualmente, o mundo virtual se tornou um instrumento de conscientização, que permite atingir um público mais amplo. Se faz necessário ações preventivas e de combate em busca da erradicação. Cada um, cada uma de nós, temos que tomarmos consciência da necessidade de nos envolvermos no combate. Também depende de nós que esse crime possa ser superado e que a sociedade atual possa ser um mundo melhor para todos e todas, especialmente para os mais vulneráveis. Estar do lado das vítimas sempre é uma exigência para todos nós, nada justifica nenhum tipo de exploração e tráfico, e para isso as vítimas esperam nosso compromisso. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

COMIRE Norte1 realiza sua assembleia em Manaus

Mais ou menos 20 representantes das igrejas locais do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se reuniram na Maromba de Manaus, de 20 a 22 de setembro de 2024, para participar da Assembleia do Conselho Missionário Regional (COMIRE), que deu início com uma mística de abertura, a apresentação das atividades e uma escuta das igrejas locais, organismos, instituições e Pontifícias Obras Missionárias (POM). Os participantes partilharam os ecos do Congresso Missionário Nacional, realizado em Manaus em novembro de 2023, refletindo sobre o tema da Campanha Missionária 2024, “Ide, convidai a todos para o banquete”. Igualmente, a assessora da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ir. Eliane Santana, apresentou o Programa Missionário Nacional. Foi estudado o Regulamento do COMIRE e indicada a Equipe de Coordenação, que será apresentada à Presidência e os bispos do Regional Norte1 da CNBB para sua aprovação. Está formada por Helen Prestes, padre Gutemberg Gonçalves Pinto, Aparecida Severo da Silva, Jussara Goes Fonseca, Ângelo Prestes Marques, irmã Valéria Opreni. A assembleia foi encerrada com a Missa de envio. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Encontro Nacional de atualização para psicólogos abordou formação humano-afetiva dos seminaristas

75 representantes dos diversos regionais da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), dentre eles a psicóloga Maria de Nazaré Souza Gomes Castro, que acompanha os seminaristas do Seminário Arquidiocesano São José, onde se formam os seminaristas do Regional Norte1, e o bispo de Parintins e membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom José Albuquerque de Araújo, participaram de 20 a 22 de setembro de 2024, do Encontro Nacional de atualização para psicólogos, realizado em Guarulhos (SP). Realizado pela Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB Nacional), tem como tema “A Contribuição da Formação Humano-Afetiva para a dimensão pastoral dos futuros presbíteros”. Um encontro anual que, cada ano aborda uma das dimensões da formação, e que neste ano está centrado na dimensão pastoral do processo formativo. O encontro tem sido assessorado pelo bispo de Santo Amaro (SP), dom José Negri, doutor em Psicologia, e pelo padre Henrique Batista, da diocese de Osasco (SP), também doutor em Psicologia. Segundo dom José Albuquerque de Araújo, ambos refletiram sobre a importância da formação humano-afetiva, de modo especial, a atuação e acompanhamento dos psicólogos e psicólogas nas diversas etapas”. O bispo de Parintins considera o resultado muito proveitoso, destacando que “estamos, a partir deste ano, refletindo nesses encontros quais situações precisa melhorar nas nossas Diretrizes para a formação presbiteral no Brasil”, a partir do Documento 110 da CNBB. O bispo lembra que, a partir do ano que vem, essas Diretrizes vão ser revisadas, uma vez que o tempo ad experimentum do texto já foi ultrapassado. Nessa perspectiva, buscando aprovar as Diretrizes, esses encontros servem para poder refletir sobre o acompanhamento dos psicólogos, procurando ouvir contribuições para a melhoria desse texto, afirmou dom José Albuquerque de Araújo. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: “O desejo de ser maior, sufoca, destrói, desvia do caminho de ser seguidor, seguidora de Jesus”

No 25º Domingo do Tempo Comum, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferêcia Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Leonardo Steiner, lembrando “Jesus no Evangelho a nos recordar o ensinamento: ‘O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens e eles o matarão. Mas, três dias após a morte, ele ressuscitará’.” Segundo o cardeal “esse ensinamento é um caminho.” Recordando o texto do evangelho, ele disse que “atravessam a Galileia e chegam a Cafarnaum. Enquanto caminhavam, estando a caminho, Jesus introduz os discípulos no caminho do verdadeiro seguimento. No atravessar a Galileia e chegar a Cafarnaum o anúncio do sofrimento e da morte e da ressurreição. E enquanto caminhavam dos discípulos buscam compreender o significado, a força, a fraqueza do ensinar: morrer e viver. O anúncio no caminhar faz nascer dúvidas, incertezas, proposições, não conclusões. No não entender do novo ensinamento, vem a percepção de um caminho desastroso.” Diante disso o arcebispo questionou “A morte deveria instaurar o novo reino? Qual o lugar de cada discípulo haveria de ocupar nesse novo reino? Qual o cargo que cada um exerceria no novo reino?” “Jesus não intervém, deixa que eles discutam, reflitam ao caminhar o novo reino. E eles o entenderam apenas como o reino do poder, dos títulos, dos lugares a ocupar. Não conseguiam perceber que há um morrer para o poder, para os títulos, para os lugares a ocuparem. No novo reino, não servem títulos, poder, lugar especial. Para entrar na vida nova que o Reino oferece, há necessidade de percorrer o caminho novo: a do ser menor, servidor. O caminho para chegar à casa onde se está em casa e onde há apenas familiaridade, convivência, serviço mútuo, conversa solta, acolhimento, prazer de estar em casa. Ali na casa não há poder, nem títulos valem; a casa é o lugar que acolhe, não se ocupa nenhum lugar, pois todos tem lugar”, sublinhou o cardeal. Citando o texto evangélico: “Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: O que discutíeis pelo caminho? Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior”, o arcebispo de Manaus disse que “ao chegarem em casa, na vila da graça, na casa de Jesus e de todos, percebem na pergunta de Jesus que as discussões estavam distantes da casa de todos. Por isso o silêncio. O silêncio que recolhe o discutido e o não discutido, o que estava fora do caminho da vida nova, do reino novo. Haviam discutido, poder e se dão conta, na casa da simplicidade, na moradia comum, que o espaço é outro, o conviver é outro: é servir, ser o último.” Analisando o relato, o cardeal Steiner, afirmou que “Jesus se senta, chama os discípulos, como uma mãe que chama o filho para uma conversa de vida, de afeto. Ali na proximidade, na intimidade, coração a coração, ensina”, disse citando o texto: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Nessa atitude, ele destacou “quanta delicadeza de Jesus em relação aos discípulos, sem grito, sem acusação, sem dar lição de moralista, sem desfazer, se faz próximo e revela o segredo da vida que Ele anuncia: servir! O primeiro a servir, o primeiro lugar é servir, o título é servir, a autoridade do servir. Ali na intimidade de quem deseja mostrar a grandeza da nossa humanidade e divindade, Ele aponta para o horizonte do ser o último, aquele, aquela que serve a todos.” Imaginando a reação de Jesus, o cardeal disse que “em seguida, deve ter saído pelas ruas de Cafarnaum a buscar uma criança e a traz para perto dos discípulos. Na criança apresenta o modo de viver e de ser na vida que ele pode ofertar, oferecer”, citando um novo versículo: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que estará acolhendo”. Diante dessa atitude, ele perguntou: “O que significa acolher a Jesus como uma criança?”, dando um exemplo concreto e iluminador: “a simplicidade e inocência da criança. A criança a vida no frescor, na limpidez e na pureza de sua origem, de sua fonte. Viver no vigor da simplicidade e da inocência original, assim como nossos primeiros pais se relacionavam e confraternizavam entre si, com o Criador e com todas as criaturas. A soberba, a vanglória, a ambição pelo primeiro lugar, ofuscam a limpidez das relações. Ao abraçar a criança e indicá-la como caminho aos discípulos, Jesus mostra que os pequenos e pobres, os simples e humildes são o nosso futuro, o caminho dos céus. É que a humildade, a simplicidade, a liberdade, o ser que tende para a maturidade é a nossa autonomia, a liberdade, a humildade da cruz, do Pão.” Segundo o cardeal, inspirado em Fernandes e Fassini, “o abraço de Jesus à criança está indicando, também, que a regência do mundo e da história, a partir Dele – o Menino Deus, de sua Encarnação – não está mais com os poderosos, mas com os pequenos, os humildes, as crianças, os anawin. Por isso, Jesus ensina os discípulos não só a acolher a criança, como também a ser, a reger-se como criança. Não nos convida a sermos crianças, infantis, ingênuos, nem mesmo viver como se fôssemos crianças, mas a serem como crianças. Como na dinâmica, no modo de viver sem ressentimentos, sem escondimentos, mas na suavidade e força da criança de Belém. Portanto, fugirmos do fingir ser criança. Ser verdadeiramente como criança, toda a possibilidade de ser. Tornar-se como criança pede virada, conversão, transformação radical: limpo, puro, inocente, ainda sem fala, sem interpretação: somente ser! Ou fala sem falar, pela doçura da presença silenciosa.” “A grandeza do ser-criança está na sua simplicidade. Simples é o que não tem dobras, isto é, o que não está enrolado em si mesmo, mas o que é um, o que é exposto e disposto na coragem e na jovialidade de ser, muito bem descrito por Guimarães Rosa, em sua obra ‘Corpo de Baile’”, disse dom Leonardo. Segundo…
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Dom Tadeu inicia sua missão como bispo de Itacoatiara, que lhe acolhe como Igreja com rosto missionário e sinodal

A Catedral de Nossa Senhora do Rosário acolheu na manhã deste sábado 21 de setembro de 2024, a celebração de posse do novo bispo da prelazia de Itacoatiara, dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, que no dia 22 de agosto de 2024 foi nomeado pelo Papa Francisco para assumir essa missão, depois de quase oito anos como bispo auxiliar de Manaus. A celebração, que contou com a presença de mais seis bispos, dezenas de padres, religiosos e religiosas, e o povo das comunidades, áreas missionárias e paróquias da prelazia, iniciou com a presidência do arcebispo de Manaus e presidente do Regional, cardeal Leonardo Steiner, que agradeceu mais uma vez pela missão que ao longo de quase oito anos, realizou dom Tadeu como bispo auxiliar de Manaus, e lhe animou em sua nova missão, passando para ele a presidência da celebração. Na homilia, dom Tadeu iniciou suas palavras cumprimentando os bispos, presbíteros e diáconos, a vida consagrada, as autoridades e toda a assembleia “congregada na força da fé e do amor de Deus”, desejando a todos “muita saúde e muita paz”. Ele lembrou o chamado do apóstolo Pedro aos batizados “a dar a razão da sua esperança a todo aquele que a pedir”, sublinhando que “nossa fé é um dom precioso de Deus, que só conseguiremos apreciar e valorizar devidamente se o conhecermos. A consciência das origens e dos fundamentos de nossa fé e de nossa pertença à Igreja Católica nos faz encontrar a alegria de sermos cristãos”.   Segundo o bispo de Itacoatiara, “é importante dar-nos conta de que não estamos sozinhos na nossa fé”, que “é graça de Deus crer com toda a Igreja, e como a Igreja crê”, lembrando da figura de São Mateus, no dia de sua festa, que ‘apresenta-se como um publicano perdoado e chamado por Jesus”. Ele disse que “a vocação de apóstolo não se baseia em méritos pessoais, mas unicamente na misericórdia do Senhor. Só quem se dá conta da sua pobreza, da sua pequenez, aceitando-a como o ‘lugar’ onde Deus derrama a sua misericórdia infinita, está em condições de se tornar apóstolo, de tocar as almas em profundidade, porque comunica o amor de Deus, o seu amor misericordioso”. O bispo lembro que Paulo diz que “o verdadeiro apóstolo está cheio de humildade, de mansidão, de paciência”, enfatizando que “o Deus revelado pela palavra e pela ação de Jesus é um Deus misericordioso, que acolhe os que andam perdidos, oferecendo-lhes uma nova ocasião para se reconstruírem, por meio da graça, até atingirem a perfeita unidade da fé”, lembrando as palavras da primeira leitura, que diz que é a “medida completa da plenitude de Cristo”. Dom Tadeu Canavarros lembrou sua primeira vez na Amazônia, em Iauretê, na divisa do Brasil com a Colômbia, e o convite a voltar, afirmando que “jamais pensei em voltar nessas condições”. Ele fez memória do texto de Lucas que fala sobre a luz, dizendo que “é tão natural para a Igreja ser missionária quanto para a luz, iluminar. Se a luz não ilumina, não é luz. De modo semelhante, se não é missionária, a Igreja não é Igreja”, ressaltando que “encaro essa nomeação como uma nova e grande missão”.   Ele refletiu sobre o ser missionários desde diferentes pontos: ser missionários de humanidade, não para fazer qualquer conquista, e sim “para compartilhar a vida com as pessoas que nos acolhem; somo-lo para servir, quaisquer que sejam as circunstâncias e as situações”, citando exemplos disso, afirmando, inspirado em Paulo VI, que “somos enviados a servir os homens e as mulheres que encontramos no nosso caminho, na sua diversidade”. Ser missionários de misericórdia e de fraternidade, lembrando com Querida Amazônia, que “nosso sonho missionário é a consequência da nossa resposta vocacional: Porque missionários de humanidade, somos também missionários de misericórdia e de fraternidade”. O bispo lembrou que “hoje o mundo sofre por toda a parte”, mostrando exemplos disso, que desafia a levar “uma mensagem de paz e de desenvolvimento, de perdão e de fraternidade”. Isso, “não só como um discurso ou uma prédica, mas na nossa própria vida, na nossa própria vida quotidiana, no nosso testemunho”. Ele destacou que “as nossas respostas devem ser dadas o mais depressa possível, procurando acompanhar a vida das pessoas e buscando as soluções possíveis juntamente com elas. E a nossa resposta será sempre a do Evangelho, da dignidade da pessoa humana, do respeito pela vida e pela criação. O mundo de hoje precisa tanto de fraternidade e de amor!” Ser missionários para os últimos, estar próximos de todos, mas com o coração e a vida com os últimos. O bispo fez um chamado a “abrir o coração a tantas pessoas que vivem em situação de precariedade e de sofrimento, para estar próximos dos que não têm voz, para fazer valer a justiça que merecem, para curar as feridas da vida com a fraternidade e a solidariedade, e para estar longe daquela indiferença que, além de não ajudar, humilha”. E aos últimos, a exemplo dos santos e santas, “nunca omitir o anúncio da Boa Nova de Jesus que nos fala do Deus Bom e Misericordioso que é nosso Pai”, citando o que ele aprendeu de São João Bosco, que “acima de tudo, um sacerdote com o coração repleto de Deus, com um coração de educador que procurava sempre suscitar nos seus rapazes o sentido de Deus e a confiança n’Ele”. Ser missionários porque discípulos, afirmando que “nunca podemos esquecer que a raiz e a força do nosso ser missionários vem do ser discípulos”. O bispo lembrou do ano jubilar, que pede “que a Igreja seja testemunha fiel deste anúncio em todas as partes do mundo”. Para isso, dom Tadeu pediu que “sejamos corajosos anunciadores da incomensurável misericórdia e gratuidade da parte de Deus, manifestada sobretudo aos mais pobres e necessitados”, pedindo o auxílio de Maria. No final da celebração o coordenador de Pastoral, padre Acácio Rocha, apresentou o rosto missionário e sinodal da prelazia de Itacoatiara, representado em diferentes símbolos que manifestam a riqueza que transparece…
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