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Os bispos do Regional Norte1 participam da Assembleia da AAPEC e têm reunião com a equipe formativa do Seminário São José

Os bispos do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participaram nesta sexta-feira 20 de setembro da XIX Assembleia Ordinária da Associação Amazônica para Pesquisa e Educação Cristã (AAPEC), realizada na Maromba de Manaus, e da reunião com a equipe formativa do Seminário Arquidiocesano São José, onde se formam os seminaristas das igrejas locais do Regional, que aconteceu na sede do Seminário. Depois da abertura e acolhida dos participantes da XIX Assembleia Ordinária da AAPEC pelo diretor-presidente, o cardeal Leonardo Steiner, foi lida a ata da Assembleia Ordinária de 2023, deliberando posteriormente sobre a prestação de contas. Foi apresentado o Relatório académico 2024 e da visita ao Ministério da Educação. Foi debatido a possibilidade de novos cursos e foi realizada a eleição da nova diretoria da AAPEC. O Seminário São José busca formar padres no coração da Amazônia. No encontro com os bispos, os membros da equipe formativa, Pe. Pedro Cavalcante, reitor do Seminário São José, Pe. Alcimar Araujo, vice-reitor e formador da etapa de configuração, e padre Odilo Gentil, formador da etapa do discipulado, apresentaram o Seminário, os 4 formadores e os colaboradores e colaboradoras. Igualmente foram apresentados os 43 seminaristas: 16 na etapa do discipulado, estudantes de Filosofia, 23 na etapa de configuração e 4 na etapa de síntese, estudantes de Teologia. A equipe formativa refletiu sobre o desafio diante dos “formadores paralelos”, o clericalismo e da fixação com os paramentos. Foram apresentadas as diversas dimensões presentes na formação dos seminaristas: espiritual, com diversos momentos de celebração, por turmas durante a semana, e juntos aos sábados, os retiros e o trabalho dos diretores espirituais; a dimensão humano afetiva, com uma equipe de psicólogos e psicólogas, e diversas formações nesse âmbito; a dimensão intelectual, em parceria com a Faculdade Católica do Amazonas, destacando a importância de incentivar a leitura, aprender a ler o sofrimento do povo, entender a fé do povo, saber ler as entrelinhas, e a importância dos seminários e as palestras; a dimensão pastoral, com o serviço dos seminaristas nas áreas Missionárias e paróquias; a dimensão comunitária, sendo falado sobre a Festa do Seminário, realizada no dia 31 de agosto; e o Conselho Missionário dos Seminaristas (COMISE), sendo apresentada a XI Experiência Missionária, que tem como lema “Ide convidai a todos para o banquete” (Mt 22,9), e que será realizada na paróquia São Pedro de Rio Preto da Eva, de 19 a 26 de outubro. Os bispos presentes na reunião agradeceram à equipe formativa do Seminário Arquidiocesano São José pelo trabalho que eles realizam, afirmando que eles se sentem ajudados na formação dos seminaristas, pois as dioceses e prelazias nem todas teriam condição de assumir a formação por se próprio. Diante do problema do clericalismo os bispos insistiram em ajudar os seminaristas a descobrir a necessidade de ensinar aos seminaristas que devem contar com os leigos. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis no Regional Norte1: criar espaços eclesiais saudáveis

Cuidar dos vulneráveis é uma necessidade, ainda mais nos espaços eclesiais. O Papa Francisco afirma que “o abuso, em todas as suas formas, é inaceitável. O abuso sexual de crianças é particularmente grave porque ofende a vida em seu florescimento. Em vez de florescer, a pessoa abusada é ferida, às vezes de forma indelével.” Ele tem se empenhado na prevenção desse crime nos espaços eclesiais, publicando a Carta Apostólica Vos Estis Lux Mundi, a fim de estabelecer procedimentos claros e objetivos diante desta situação. No Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), foi criada a Comissão Metropolitana para a proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, anexada ao Tribunal Eclesiástico, com cinco membros, que também conta com responsáveis pelas dioceses, prelazias, o Seminário São José, a Faculdade Católica do Amazonas e a Caritas Arquidiocesana de Manaus. Para avançar nesse caminho foi elaborado o “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis”. O Regional Norte1 assumiu essa causa há 8 anos, mas ainda não tem um trabalho sistemático nos espaços eclesiais, passando com o decreto a trabalhar isso nos espaços eclesiais para evitar ter que curar depois as feridas, segundo mostraram os membros da comissão aos participantes na Assembleia Regional, realizada em Manaus de 16 a 19 de setembro. Segundo os membros da Comissão, a Igreja católica perdeu a credibilidade em consequência dos abusos e recuperará essa credibilidade com o trabalho de prevenção desses abusos. Para isso se faz necessário ser claros, falar abertamente nos espaços eclesiais: catequese, grupos de jovens, grupos de coroinhas, Pastoral Familiar, com um olhar para dentro do espaço eclesial. Isso para conseguir que os espaços eclesiais sejam espaços saudáveis. Para isso é necessário que essas temáticas entrem na pauta, dado que há um tabu imenso nos espaços eclesiais em falar sobre a sexualidade saudável. Não podemos esquecer que é responsabilidade de cada um de nós construir uma cultura sem violação de direitos. Esse é um caminho lento, que exige capacitação constante, e nesse sentido o Manual é um suporte para o Regional. Os membros da Comissão apresentaram as diversas partes do Manual insistindo em que cada igreja local tem que definir os compromissos que irá assumir e onde e como vai ser trabalhado o Manual. Igualmente foi insistido nas atitudes práticas a ser tomadas, resolvendo as dúvidas dos participantes da assembleia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Assembleia Regional Norte1: Necessidade de que as mulheres sejam reconhecidas a partir das comunidades e da Igreja local

No dia em que se encerra a Assembleia Regional Norte1, que de 16 a 19 de setembro de 2024 reuniu na Maromba de Manaus 80 representantes das igrejas locais, pastorais e organismos para refletir a partir do tema “Igreja Sinodal que caminha na Esperança”, é momento de encaminhar aquilo que pode ajudar a continuar avançando para ser uma Igreja mais sinodal e ministerial. Não podemos esquecer, segundo afirmou o bispo de Parintins, dom José Albuquerque de Araújo, na celebração eucarística do dia, que “o farisaísmo se tornou sinónimo de hipocrisia, os mais religiosos se tornaram sinónimo de gente prepotente”, sendo criticados por Jesus diante de sua atitude para com a mulher, que “é cidadã e na Igreja, ela é protagonista”. O bispo pediu para a coordenadora da Conferência dos Religiosos no Regional Norte1, Ir. Gervis Monteiro, comentar a Palavra. Analisando a passagem do Evangelho, a religiosa destacou que a mulher não tem nome, uma mulher que ouviu falar que Jesus tinha sido convidado na casa de um fariseu. Ela destacou, querendo fazer um paralelo com a Assembleia Regional e a reflexão sobre a ministerialidade, que “a mulher vem por trás e ela traz o perfume, ela se coloca aos pés de Jesus”, destacando a grande sensibilidade de Jesus, “o olhar de Jesus, a acolhida de Jesus para com a mulher”, questionando como tornar visível aquilo que as mulheres fazem hoje na Igreja. Segundo a Ir. Gervis, “Jesus, ele não tem medo de se contaminar, ele deixa, ele não está preocupado com a Lei dos fariseus”. Uma atitude que tem que nos levar hoje, afirmou a religiosa, “a ter a sensibilidade para com aquelas pessoas que necessitam”, colocando o exemplo daquela mulher sem nome, a quem Jesus eleva à dignidade de pessoa, pois para ele “todos nós somos iguais e somos chamados e chamadas a evangelizar”, a “somar e trabalhar juntos como Igreja”. Independentemente do ministério que cada um assume na Igreja, no Regional Norte1 se percebem elementos comuns a todos e todas, especialmente naquilo que tem a ver com a presença das mulheres em espaços de decisão, inclusive entre os bispos, que reafirmam a necessidade de que as mulheres sejam reconhecidas a partir das comunidades e da Igreja local. Algo que é constatado por todos, que pedem avanços na ministerialidade do laicato, sobretudo entre as mulheres, reconhecer os ministérios que as mulheres já exercem. Uma Igreja regional que aposta na defesa da vida integral e o cuidado da casa comum, na pastoral de conjunto, em processos de escuta e estudo para melhor entender os ministérios, na formação continuada do laicato nas bases, especialmente no interior, mas também formação permanente para o clero, respeitando sempre a cultura local, na vivência da Palavra, em uma evangelização que leva à conversão. Uma Igreja encarnada e libertadora, com ação transformadora, que apoia a causas indígenas, a homologação de suas terras e o resgate das culturas e línguas. Na vida da Igreja da Amazônia e do Regional Norte1 sempre teve um papel decisivo a Vida Religiosa, com congregações que estão presentes de forma continuada por mais de um século. A Vida Religiosa, representada na Assembleia por alguns e algumas provinciais, é desafiada a continuar caminhando em comunhão e assumir os processos da Igreja no Regional. Vida Religiosa que soma no exercício da missionariedade em seus diversos elementos, fortalecendo as forças evangelizadoras nas igrejas locais, abraçando a missão. Tendo como fundamento que a Igreja toda ela é ministerial, os assessores da assembleia, Pe. Raimundo Gordiano, Ir. Sônia Matos e Pe. Elcivan Alencar, insistiram em que os dons vêm do Espírito e a organização parte do povo. Daí a importância de destacar que os ministérios são confiados a partir do batismo, e que os dons, carismas e ministérios são assumidos como vocação. Ninguém pode esquecer que é o batismo a porta de entrada como testemunhas da evangelização, e que viver de modo sinodal, faz germinar e florescer a ministerialidade como espaço de serviço, dando voz e vez a todos e todas. Ser Igreja missionária, ministerial e sinodal, faz parte da identidade da Igreja do Regional Norte1, uma dinâmica presente desde o Encontro de Santarém, em 1972. Uma Igreja com ressonância na vida social, que ainda tem muitos passos a serem traçados, pensados e assumidos. Os ministérios não podem nascer de cima para baixo, é por isso que antes de instituir, vale a pena continuar o processo de formação e tomada de consciência com relação à ministerialidade. Isso porque o caminho da sinodalidade é percorrido fazendo processos, buscando chegar juntos ao mesmo objetivo. Para percorrer esse caminho é importante ter clareza nos conteúdos, e se faz necessário reconhecer as atividades que são realizadas pelas mulheres, que são expressões de ministerialidade, insistindo em que o exercício da ministerialidade não é status, mas reconhecimento e mudança paradigmática. Para avançar na ministerialidade, as igrejas locais têm que investir em formação do laicato, pois enquanto isso não acontecer teremos uma Igreja de suplentes. Igualmente, para que essa ministerialidad possa avançar, a reflexão abordada na assembleia tem que chegar nas bases, nas comunidades, dado que a sinodalidade e a ministerialidade dizem muito às comunidades do Regional Norte1. Para avançar são propostos alguns caminhos, que tem a ver com a formação, dos seminaristas, do clero e a vida religiosa, das lideranças leigas; com a mulher, para quem se insiste em inclui-la nos espaços de decisão e serem instituídas nos ministérios; e com a vida e a casa comum, assumindo a consolação, a causa indígena, a interculturalidade e a defesa da territorialidade, a ecologia integral. As luzes para avançar nesses caminhos são a sinodalidade, a ministerialidade, as conclusões do Encontro de Santarém 2022, que insistiu na espiritualidade encarnada e libertadora. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Juntos somos mais e todos e todas somos importantes

Como é bom caminhar juntos e reconhecer a importância daquilo que é feito pelos outros, por todos e todas. Na Igreja católica isso se chama sinodalidade e ministerialidade, algo que não é fácil de ser assumido, mas que na Igreja do Regional Norte1 tem dado sentido ao caminho percorrido pelas dioceses e prelazias. Hoje se encerra a Assembleia Regional Norte1, que desde segunda-feira 16 de setembro, reuniu na Maromba de Manaus 80 representantes das nove igrejas locais que fazem parte do regional. Uma assembleia com a presença de leigos e leigas, religiosos e religiosas, diáconos, padres e bispos, onde todo mundo tem voz e vez, onde o caminho a seguir é discernido entre todos e todas, pois a voz de cada um, de cada uma, é importante, e deve ser ouvida. É importante saber escutar, sem preconceitos, dispostos a aprender com aquele em quem somos desafiados a descobrir a voz de Deus, que nos orienta e ilumina, que se faz presente em nossa vida de diversos modos e momentos, do seu jeito, e com quem nós somos chamados a entrar em sintonia, para assim enxergar o que Ele quer de cada um de nós e de todos juntos como Igreja, mas também como sociedade. Vivemos um momento histórico em que a diversidade não é valorizada. Bem pelo contrário, quem é diferente, quem pensa diferente, é atacado abertamente, o que dificulta o caminhar juntos. Falta capacidade para entender que a diversidade nos enriquece, mas para isso é decisivo querer aprender com todos e todas, também com aqueles que pensamos que nada podem nos ensinar. De todos e todas podemos aprender e somos obrigados a ter consciência disso. Quando a gente se isola, a gente se faz pequeno, vai se apequenando, perdendo aquilo que garante nossa vitalidade. Daí a importância de assumir que juntos somos mais e todos somos importantes, algo que tem a ver com todas as dimensões da vida. Não podemos continuar olhando para o outro como um inimigo, como alguém a quem temos que derrubar. A polarização não pode tomar conta da nossa vida, não podemos nos deixar dominar por uma dinâmica que vai acabando com nosso convívio. Um modo de ser e viver que deve ser cultivado e espalhado, para nos convencermos e assim convencer os outros que esse modo de se posicionar é o caminho a seguir para fazer realidade um mundo melhor para todos e todas, de construir o Reino de Deus, para quem é cristão. Vamos lá, vale a pena entrar nessa! Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Regional Norte1: Serviços e ministérios que concretizam o movimento de vida que surge do Espírito

A sinodalidade e a ministerialidade é algo presente na vida das igrejas do Regional Norte1. Na assembleia regional que acontece em Manaus de 16 a 19 de setembro, com o tema “Igreja Sinodal que caminha na Esperança”, tem sido oportunidade para partilhar os sinais desse modo de ser Igreja. Nas igrejas locais, é comum que todos os batizados e batizadas participem dos processos de planejamento, e em muitos lugares, surgiram paróquias com a coordenação de religiosas e leigos e leigas. Uma Igreja que valoriza e reconhece o serviço de todos e todas, como parte essencial da evangelização, especialmente a colaboração direta dos leigos e leigas. Uma Igreja que precisa de todos os ministérios e serviços, marcada pela diversidade de carismas e serviços, que pede o reconhecimento e oficialização de novos ministérios, identificados nas linhas pastorais que norteiam a missão evangelizadora. Uma Igreja que fomenta a formação, a defesa da vida, ações de cuidado com a casa comum, dentre outras. Uma Igreja descentralizada, itinerante e missionária, presente nas comunidades, muitas delas lideradas por mulheres, que pensam a caminhada e assumem os diversos ministérios. Se faz necessário refletir que não é suficiente criar ministérios se depois os novos ministros e ministras também vão centralizar e manter o modelo existente.   Igualmente, assumir que a ministerialidade feminina na Igreja Local será uma bênção e deve ser reconhecido como sinal da graça de Deus. Mesmo sendo visível o caminho sinodal em muitas igrejas locais, caminhar juntos, viver a sinodalidade não é fácil, pois ainda existem algumas instâncias eclesiais que não seguem aquilo que é proposto como caminho a seguir. A Igreja do Regional Norte1 é uma Igreja discípula missionária e discípula da Palavra, com comunidades sinodais nutridas pela Palavra. Pode se dizer que, nessa Igreja, o Espírito é como um olho d’água que joga para nós o movimento de vida, que se concretiza em serviços e ministérios de diversos tipos: ligados à Casa Comum, do catequista, da consolação, litúrgicos, de assessoria, de cuidado com a vida, da mulher, considerando algo necessário que seja reconhecido aquilo que as mulheres fazem há muitos anos. Um caminhar junto que vai sendo construído aos poucos, e que a Assembleia Regional Norte1, refletiu em diversos grupos, buscando descobrir aquilo que é reafirmado e assumido no caminhar juntos e juntas. Os desafios existem, mas a esperança tem que falar mais alto para poder concretizar essa Igreja que na sinodalidade quer ser discípula e missionária. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Bispos do Regional Norte1 instituem Ministério de Catequista: “Um sopro do Espírito na nossa Igreja”

No dia 10 de maio de 2021, o Papa Francisco assinou a Carta Apostólica sob forma de Motu Próprio “Antiquum Ministerium”, pela qual se instituiu o Ministério de Catequista. Aos poucos, catequistas têm sido instituídos nesse ministério, um passo dado no Regional Norte1 na celebração realizada nesta quarta-feira 18 de setembro, como parte da Assembleia Regional que está sendo realizada em Manaus de 16 a 19 de setembro de 2024, com o tema “Igreja Sinodal que caminha na Esperança”. Na celebração, presidida pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Steiner, ele lembrou que em 2012, no Sínodo para a Nova Evangelização, a Igreja do Brasil pediu a instituição do ministério de catequista, algo que foi lembrado ao Papa Francisco posteriormente em diversos momentos pela Presidência da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), dado que esse é o ministério mais importante. Segundo o cardeal, “é tão extraordinário nós vermos e percebermos como nossa Igreja está na mão dos catequistas, é tão extraordinário ver que onde tem bons catequistas, boas catequistas, que as nossas comunidades são vivas, porque o catequista é para a comunidade, a catequista é para a comunidade, é da comunidade que nascem os catequistas”, mostrando o que acontece na África, onde são os catequistas que dirigem as comunidades, o que foi testemunhado pelo bispo da diocese de Roraima, dom Evaristo Spengler, que foi missionário em Angola, mostrando o grande compromisso dos catequistas para sustentar a fé, sobretudo no tempo da guerra que assolou o país, quando grande parte das comunidades do país não podiam contar com a presença dos presbíteros. Um testemunho que levou o presidente do Regional Norte1 a dizer que “talvez nós, no Brasil, não demos a importância devida a esse ministério”, afirmando que “com a instituição do ministério, talvez nós consigamos retomar a importância do catequista, da catequista, na vida das nossas comunidades”. Catequistas que muitas vezes continuam perseverantes, mesmo quem vai avançando em sua idade, que “tem o dom de transmitir a vida do Evangelho”, pessoas com idade demais na transmissão do caminho do Evangelho, que conseguem entusiasmar. “Ao instituirmos hoje aqui em nosso Regional esses irmãos e irmãs como catequistas, que já são, mas agora instituídos conforme o nosso Ritual, que nós possamos cada vez mais mostrar às nossas comunidades a grandeza desse ministério”, destacou o cardeal Steiner. Ele lembrou a importância de pessoas que “permanentemente na comunidade estão introduzindo às pessoas, não são catequistas de passagem, foram instituídos para a comunidade”. O arcebispo de Manaus enfatizou que “é uma grandeza poder levar as pessoas até a presença de Jesus”. Seguindo o texto da Primeira Leitura do dia, “nos despertar para que só o amor realmente permaneça em nós”, disse o arcebispo de Manaus. Segundo ele, “a esperança nós precisamos enquanto caminhamos, porque às vezes caminhamos na desesperança diante de tantas dificuldades. Mas o que permanece mesmo é a caridade. A fé não precisaremos depois, a fé não permanece, mas permanece o amor, porque é no amor que vive a Trindade, e definitivamente seremos inseridos no amor da Trindade, viveremos no amor da trindade para sempre”, sublinhou o cardeal, que fez um chamado a levar essa grandeza para os irmãos e irmãs, pois diante das crises e quedas, “permanecêramos sempre de novo na atração de um amor que é para sempre”. Aos que receberam o ministério de catequista, ele pediu “que possam nos ajudar nesse caminho”, ressaltando que “a Igreja vive desses ministérios, porque desses ministérios todos nós participamos”, dizendo que “o primeiro catequista da diocese deve ser o bispo”. Ele pediu “que nós possamos no nosso Regional, cada vez mais, iluminar a vida das nossas comunidades com o ministério da catequese e que esse ministério nos ajude realmente a sermos uma Igreja viva, uma Igreja da esperança, uma Igreja que realmente é missionária, uma Igreja que quer levar o Reino de Deus, que quer viver o Reino de Deus, uma Igreja que não deixa de lado o profetismo, uma Igreja que sabe estar ao lado dos pequenos, dos pobres, uma Igreja que sempre de novo acolhe a todos, não tem medo de acolher a todos, porque todos, todos, são destinados a participar da vida da Trindade, e isso para sempre”. Cada bispo instituiu no ministério de catequista a catequistas das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1. Uma dessas catequistas é Vagna Gomes, coordenadora da Iniciação à Vida Cristã na diocese de Roraima. Ela afirma que “essa instituição vem como um sopro do Espírito na nossa Igreja para reconhecer o serviço do catequista”. São catequistas que hoje são desafiados a “sentir o outro”, para “partilhar a Palavra de Deus a partir da experiência da vida”, ressaltando a importância de sentir a realidade que o catequista está evangelizando. “Um serviço que sai da comunidade para servir à comunidade, alguém do povo que não deixa de ser do povo, não deixa de ser comunidade”, sublinhou a catequista instituída. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Pastorais no Regional Norte1: Sinais de sinodalidade e ministerialidade

As pastorais, que assumem o trabalho evangelizador nas igrejas locais do Regional Norte1, são um elemento decisivo na caminhada. Na Assembleia Regional, que acontece de 16 a 19 de setembro na Maromba de Manaus, foi apresentado os passos dados pelas pastorais presentes no Regional. Diversas pastorais mostraram o percurso percorrido no último ano: Pastoral da AIDS, Rede um Grito pela Vida, Pastoral Vocacional, Animação Bíblico Catequética, Pastoral Familiar, Pastoral do Migrante, Pastoral da Juventude, Pastoral da Pessoa Idosa, Conselho do Laicato, Pastoral do Menor, CEBs, Caritas, Conselho Indigenista Missionário, Comissão Pastoral da Terra, Comissão dos Presbíteros, Conselho Missionário Regional, Pastoral da Saúde e Pastoral Carcerária. Cada pastoral deu a conhecer, junto com os passos dados, os elementos que ajudam a identificar a ministerialidade nas pastorais, relatando os ministérios presentes e os passos que estão sendo dados para o avanço dessa ministerialidade, tendo como fundamento o Documento Final do Sínodo para a Amazônia, a Querida Amazônia e o Documento de Santarém 2022. As pastorais mostraram o papel fundamental das mulheres no trabalho evangelizador da Igreja, as mulheres são grande maioria entre os agentes das pastorais. Essas pastorais exercem diversos serviços, e, em muitos casos, exercem o ministério da escuta, do cuidado, especialmente com os vulneráveis. A ministerialidade se manifesta na participação coletiva, feminina e colegiada. Uma Igreja ministerial construída a partir das diversas vocações, que devem ser acompanhadas, que se concretiza assumindo os diversos ministérios, fomentando o protagonismo de todos e todas. Essa reflexão sobre a ministerialidade tem sido assumida por algumas pastorais, adotando ministérios que vão além do espaço eclesial. Vivenciar o Ano Jubilar, que não pode se esquecer que é uma experiência bíblica, é um dos elementos mais importantes da Igreja em 2025. Depois da abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma, no dia 24 de dezembro de 2024, as igrejas locais são convidadas a fazer essa abertura em nível local e programar seu calendário de atividades. O seguimento das atividades em Roma poderá ser realizado a través do site criado pelo Vaticano, apresentado aos participantes da Assembleia Regional Norte1. O Regional também quer programar alguma atividade, a ser realizada durante a Assembleia Regional 2025, para comemorar o Jubileu, sendo feitas algumas propostas. O Jubileu, que em 2025 tem como tema “Peregrinos da Esperança”, é uma peregrinação, que pode ser até um lugar, mas também até as pessoas, um caminhar com esperança. Para aprofundar no Jubileu, existem algumas propostas, como são as elaboradas pela arquidiocese de Manaus, apresentadas como possibilidades para outras igrejas locais: o estudo dos cadernos do Concilio Vaticano II, a leitura da bula de indicação do ano Jubilar 2025 e o texto Misericordiae Vultus, seminários sobre o Ano Jubilar, instituir os missionários da misericórdia, e especial atenção ao Sacramento da Reconciliação. Os participantes da Assembleia Regional Norte1 também conheceram o processo e conclusões da 6ª Semana Social Brasileira, que refletiu sobre Economia, Soberania e Democracia, sendo apresentados os passos dados ao longo do processo, marcado por Terra, Teto e Trabalho como grandes temas. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ministerialidade no Regional Norte1: Modo de expressar a identidade como Igreja e responder aos sinais dos tempos

As assembleias, que em 2024 está sendo realizada de 16 a 19 de setembro na Maromba de Manaus, sempre são um momento marcante na caminhada da Igreja do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1). Em 2024, 80 representantes das nove igrejas locais e das pastorais participam da assembleia, mais uma expressão da profunda comunhão existente no Regional, que se concretiza em tantas iniciativas comuns que acontecem. Um Igreja Regional iluminada pela metáfora do corpo e seus membros, que São Paulo usa na Carta aos Coríntios, passagem lida na Eucaristia do dia, presidida pelo bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira, dom Edson Damian. Ele destacou que “a fonte de tudo está no batismo”, da diversidade que garante a unidade, lembrando que a assembleia tem como um dos seus objetivos “descobrir e reconhecer novos ministérios, tão necessários para as nossas comunidades”, insistindo em que as mulheres participem deles, que desde a primeira Igreja tem sido protagonistas na missão da Igreja, também na Igreja da Amazônia. Dom Edson Damian disse que ao longo da história a Igreja foi discernindo a criação de novos ministérios para responder às necessidades que iam surgindo. Igualmente, em vista da Segunda Sessão da Assembleia Sinodal, o bispo emérito de São Gabriel da Cachoeira, disse que o cardeal Steiner, que irá participar como membro, “certamente levará em seu coração a caminhada da nossa Igreja, a nossa sinodalidade, e também as conclusões dessa nossa assembleia”. Além disso, os estigmas da Amazônia e dos povos que a habitam. Igualmente, dom Edson Damian, comentando o Evangelho do dia, destacou três palavras do Papa Francisco que definem o jeito de agir de Deus: proximidade, misericórdia e ternura. Para isso o bispo pediu “que o Espírito Santo nos ensine, nos ajude, a ser semelhantes ao nosso amado irmão Jesus, agindo sempre com proximidade, misericórdia e ternura”. A caminhada do Regional se concretiza de diversos modos ao longo do ano, algo que foi recolhido no Relatório da Presidência, apresentado pelo bispo de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte1, dom Adolfo Zon, e a secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo. São os passos dados em nível universal, continental, nacional e regional, que mostram a vida que palpita nas pastorais e nas igrejas locais. Refletindo sobre a temática da assembleia, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner aprofundou a questão da “Igreja sinodal na Esperança, discípula missionária”. Ele partiu do conceito de evangelização, enfatizando que “o que nós anunciamos é o Reino de Deus”, afirmando que Jesus não pregou a Igreja, pregou o modo de ser, que é o Reino de Deus. O presidente do Regional disse que “nossas igrejas têm razão de ser porque existem comunidades que visibilizam o Reino de Deus e sua justiça”. Falando sobre missionariedade, o cardeal refletiu sobre a importância de ser enviado, de entender que a missão é recebida. Em uma Igreja discípula, com comunidades discípulas, pois, recordando as palavras do Papa Bento XVI: “discipulado e missão os dois lados de uma mesma moeda”. Se faz necessário ardor missionário para ser instrumento do Espírito na Igreja, “os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança de lado e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais”, segundo afirma Papa Francisco na Evangelii Gaudium. Falando sobre o atual processo sinodal, em que o cardeal Steiner é membro da assembleia sinodal, ele destacou que “a sinodalidade está presente na Amazônia há décadas”, vendo no Encontro de Santarém 1972 um momento decisivo nesse caminhar juntos, enfatizando que “quanto mais a Igreja é sinodal mais a autoridade cresce”. Uma Igreja Povo de Deus, que “visibiliza o todos a caminho: todos a serviço, todos a celebrar, todos a buscar, todos a anunciar, todos na fé”. Não podemos esquecer que “sinodalidade tem a ver com Povo de Deus, constituído por todos os batizados”, disse o cardeal. Ele citou Lumen Gentium, que chama a “serem casa espiritual, sacerdócio santo”, afirmando que a Sinodalidade não é uma questão restrita a organização ou funcionamento eclesial, mas pertence à própria natureza da Igreja. Uma Igreja sinodal tem que ser “lugar aberto, onde todos se sintam em casa e possam participar”, uma Igreja da proximidade, que leva em consideração os ministérios, carismas, serviços e dons do Povo de Deus. Uma Igreja que tem que levar em consideração as comunidades, “é lá que acontece a vida da Igreja”, sublinhou o cardeal Steiner. Comunidades chamadas a ser “um lugar aberto, onde todos se sintam em casa e possam participar”, tendo como fundamento a encarnação e libertação, os povos originários, a casa comum, os sonhos do Papa Francisco na Querida Amazônia, as palavras do Papa Paulo Vi, Cristo aponta para a Amazônia, ressaltando de novo a importância das comunidades e de fortalecer nelas a ministerialidade, elemento que será refletido ao longo da assembleia na busca da encarnação e libertação. A ministerialidade é o tema a ser discutido durante a assembleia, com a assessoria da Ir. Sônia Matos, e os padres Elcivan Alencar e Raimundo Gordiano, que iniciaram sua fala mostrando como essa dinâmica foi marcando a vida das igrejas do Regional e sua vocação. O número 94 da Querida Amazônia afirma que “uma Igreja de rostos amazónicos requer a presença estável de responsáveis leigos, maduros e dotados de autoridade, que conheçam as línguas, as culturas, a experiência espiritual e o modo de viver em comunidade de cada lugar, ao mesmo tempo que deixem espaço à multiplicidade dos dons que o Espírito Santo semeia em todos”, palavras que fundamentam a ministerialidade, advogando por uma Igreja marcadamente laical. Mesmo diante dos fundamentos teóricos, existem dificuldades para concretizar a ministerialidade, mas a Igreja do Regional continua caminhando, centrada naquilo que é essencial, que façam remar juntos, segundo os ventos do Espírito, para aportar no Reino, sendo a ministerialidade o modo para em sinodalidade caminharmos segundo o Espírito, é o Espírito que vai guiando as velas. Uma Igreja sustentada no batismo, que se entende como Povo de Deus, sendo os ministérios…
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Dom Zenildo Lima, dom Hudson e dom Vanthuy participam em Roma do Encontro de novos bispos

158 bispos chegados de todo o mundo participam em Roma, de 15 a 21 de setembro de 2024, do encontro dos novos bispos: “Pastores enraizados em Cristo a serviço de uma Igreja chamada a habitar o presente e guardar o futuro”. Do curso participam os bispos auxiliares de Manaus, dom Zenildo Lima e dom Hudson Ribeiro, e o bispo de São Gabriel da Cachoeira, dom Raimundo Vanthuy Neto. Também participa o bispo de São Félix do Araguaia (MT), dom Lúcio Nicoletto, que até ser nomeado bispo era missionário na diocese de Roraima. Cada dia é marcado por uma temática: o serviço do bispo para a custódia e transmissão da fé; a Igreja no mundo em diálogo; o serviço do bispo para o desenvolvimento humano integral; reunião com Pedro; Igreja Identidade e missão. Um curso para refletir sobre a visão teológica geral do Papa Francisco sobre a transmissão da fé, a colegialidade e a sinodalidade; encontros com membros de diversos dicastérios; conhecer o relacionamento entre a Santa Sé e os diversos países; o diálogo inter-religioso e intercultural; o Sínodo dos Bispos e o Jubileu; a gestão pastoral das divisões e dos conflitos devidos a étnicos e/ou políticos, propondo itinerários de reconciliação e paz; o apostolado dos leigos; evangelização e missão; a unidade do ministério episcopal; os abusos na Igreja; o fenómeno da migração; Igreja e cultura digital; Igreja e Inteligência Artificial, dentre outros temas. Segundo dom Zenildo Lima, “para nós que já participamos de um encontro formativo oferecido pela CNBB temos agora a expectativa de considerar a tarefa evangelizadora numa perspectiva mais ampla, considerando a universalidade da Igreja e da tarefa missionária”. O bispo auxiliar de Manaus destaca “a possibilidade de compartilhar com irmãos de outras realidades bem diversas como se tem vivido o início do ministério episcopal”.  Durante o encontro, os bispos terão a possibilidade de se encontrar com o Papa Francisco na manhã da quinta-feira, que “para nós é sempre um reencontro com os caminhos traçados para a evangelização na Amazônia”, lembrando o Sínodo para a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, em vista de novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral, que em sua assembleia sinodal, realizada em outubro de 2019, contou com a participação como auditores de dom Zenildo e dom Vanthuy. Lembrando da Assembleia do Regional Norte1, que está sendo realizada em Manaus de 16 a 19 de setembro, o bispo auxiliar de Manaus, disse que “nos sentimos em comunhão com nosso regional que apenas iniciou também sua Assembleia Regional, na busca de caminhos para uma ministerialidade que corresponda ao caminho sinodal de nossa Igreja da região”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Assembleia Regional Norte1: “Uma Igreja onde cada comunidade busca viver o Evangelho”

Leigos e leigas representando as diversas pastorais, a Vida Religiosa, presbíteros, diáconos e também os bispos estão reunidos na Maromba de Manaus para a Assembleia do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que reúne 80 participantes de 16 a 19 de setembro. Um encontro que acontece sinodalmente, segundo sublinhou o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Steiner, na Eucaristia de abertura. Ele quis trazer presente “os nossos bispos que estão em Roma, dom Zenildo, dom Hudson, dom Vanthuy, participando do encontro dos bispos novos, eles que tantas vezes nos ajudaram nas iluminações, nas discussões, nos ajudaram também na parte de síntese, nos ajudaram a encaminhar a nossa vida eclesial”. Ele pediu “que a nossa Igreja sinodal possa estar sempre a caminho na esperança”, enfatizando que “a busca de Jesus se dá na esperança de sermos salvos”. Na homilia, o cardeal destacou que na primeira leitura do dia aparece como erão as comunidades cristãs no começo. Segundo o presidente do Regional, “ali onde existe a finitude humana, existe também a fraqueza humana”, ressaltando que o texto ajuda a descobrir “aquilo que é fundamental, alimentar-se de Jesus”, pois “a comunidade celebra porque busca viver de Jesus, da sua Palavra”. O cardeal disse que “nós sabemos das fraquezas do nosso Regional, nós sabemos onde estamos, onde nos encontramos, mas sabemos mais, nós sabemos que desejamos ser uma Igreja sinodal que vive da Palavra e do Pão. Nós sabemos como Igreja que não nos reunimos em torno de nós mesmos, mas nos reunimos em torno de Jesus, que nos alimentamos de sua Palavra e dele que é pão”. É por isso, que ele pediu “que essa nossa assembleia possa expressar essa alegria de estarmos juntos porque vivemos de Jesus e de sua Palavra, e nos alimentamos da Palavra e do Pão”. No texto do Evangelho, ele destacou que “é cheio de esperança”, mostrando “um pagão que busca em Jesus a salvação de quem está a servir”. Lembrando o tema da assembleia: “Igreja Sinodal que caminha na Esperança”, o arcebispo de Manaus afirmou que “caminha na esperança porque caminha no seguimento de Jesus, caminha na esperança porque procura fazer do caminho de Jesus a razão da sua vida, a razão da vida das nossas comunidades. Não é uma Igreja aérea, é uma Igreja de comunidades, é uma Igreja onde cada comunidade busca viver a sua fé, busca viver o Evangelho. A maioria das nossas comunidades vivendo da Palavra de Deus”. Uma presença-palavra que cura, que transforma, que se ouve dizer, “mas se torna presença, uma presença transformativa, cheia de esperança para as nossas comunidades”, enfatizou o cardeal, se perguntando: “Se não tivéssemos a Palavra de Deus, o que seria das nossas comunidades?”. No fato de que “na assembleia nos reunirmos em torno de Jesus e sermos uma Igreja sinodal”, está “a diversidade das vocações e dos ministérios que aqui se encontram, porque queremos ser cada vez mais uma Igreja missionária, sermos cada vez mais uma Igreja discípula, uma Igreja que vai aprendendo”. Desde 1972, lembrando o Encontro de Santarém, “uma Igreja que busca o caminho do discipulado e o caminho da missionariedade”, destacou o cardeal. Segundo o presidente do Regional, “sabemos que estamos no bom caminho e que não erramos no caminho permanecendo fiéis ao discipulado e à missionariedade”. É por isso que o cardeal pediu que “permaneçamos fiéis nessa busca”. Falando sobre a temática da assembleia, ele sublinhou que “nós durante nossa assembleia, nós desejamos aprofundar na ministerialidade das nossas igrejas”, pedindo “que esta ministerialidade seja realmente refletida, aprofundada, para que as nossas comunidades, cada vez mais, em torno de Jesus, sejam sinais de esperança”. O cardeal Steiner, lembrou sua viagem como presidente do Conselho Indigenista Missionário, na semana passada, ao Mato Grosso do Sul, onde os indígenas estão retomando as suas terras e o conflito é enorme, as mortes são muitas. Segundo o presidente do Regional, “eles desejam voltar à terra dos antepassados, porque é a terra da promessa, mas o agronegócio os recebe a bala”, ressaltando que “eles não perderam a esperança”. Finalmente, o cardeal insistiu em que “nós como Igreja sejamos sinais de esperança neste mundo em que vivemos da nossa Amazônia, com tantos conflitos, com tantas queimadas, com tanta fumaça, nós não queremos perder a esperança. Que Deus nos dê essa graça, e possamos anunciar sempre o Reino novo que é o Reino da esperança”, concluiu. Os trabalhos da assembleia iniciaram com a apresentação dos participantes, que representam as nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1, e também dos representantes das pastorais. Posteriormente, a secretária executiva do Regional, Ir. Rose Bertoldo apresentou a programação da assembleia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1