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Inicia em Manaus a 2ª Assembleia da CEAMA: “Oportunidade de crescermos em comunhão com Deus, uns com os outros e com a Amazônia”

A 2ª Assembleia da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), que está sendo realizada em Manaus de 23 a 26 de agosto de 2024, com o tema “Cristo aponta para a Amazônia: Comunhão, Missão e Participação”, e o lema “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), teve início com uma celebração eucarística e a abertura oficial do evento. Na Eucaristia, o arcebispo local, Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, comparou o Reino de Deus com “um modo de ser, um modo de conviver, um modo de amar, um modo de servir”, destacando na pessoa humana, “essa capacidade de estabelecer relações livres, recíprocas e solidárias”. Um Reino de Deus que “não conseguimos definir, mas que nos atrai”, afirmou. Segundo ele, nessa assembleia, “o Reino de Deus há de nos guiar, há de nos iluminar, perceber o como somos atraídos, não por uma organização, mas pelo Reino que fala”, insistindo em que “a beleza do Reino de Deus que nos atrai, que ele possa atingir os nossos passos nesses dias, as nossas discussões, as nossas reflexões, as nossas buscas”. Na abertura da Assembleia, onde participa o prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Michael Czerny, após dar as mais cordiais boas-vindas em nome da presidência, o Cardeal Pedro Barreto, inspirado em Karl Rahner, afirmou que “estamos vivendo um tempo de graça, um Kairos, o tempo de Deus, o momento certo e oportuno para consolidar nossa identidade como CEAMA, expressão de uma Igreja Sinodal em Missão na Amazônia”, lembrando as palavras do Relatório Síntese da Primeira Sessão da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre Sinodalidade, que afirma: “em todos os contextos culturais, os termos ‘sinodal’ e ‘sinodalidade’ indicam um modo de ser Igreja que articula comunhão, participação e missão. Um exemplo disso é a Conferência Eclesial Amazônica (CEAMA), fruto do processo missionário sinodal naquela região”. Uma referência que, nas palavras de seu presidente, motiva a CEAMA “a continuar caminhando junto e empenhada em fortalecer nossos laços em uma Igreja Sinodal em Missão”. Para isso, o cardeal Barreto vê a assembleia como “a oportunidade de crescermos em comunhão com Deus, uns com os outros e com a Amazônia”, vendo como necessária a participação de todos e de cada um. Para isso, pediu que, a exemplo de Maria, “escutemos, discirnamos e coloquemos em prática o que o Espírito nos inspira para sermos uma Igreja sinodal em Missão que peregrina na Amazônia” e, junto com isso, que “o Espírito Santo seja o protagonista”. Junto com o presidente, falaram os vice-presidentes, que definiram a assembleia como “um momento significativo para nossa Igreja aqui na Amazônia, aonde cada vez mais vamos buscando novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, como destacou a irmã Laura Vicuña Pereira Manso, que recordou a metodologia de conversa no Espírito utilizada para preparar esta assembleia, “um momento de fortalecermos, de consolidarmos esses novos caminhos que tanto buscamos aqui na Amazônia, e também fortalecer nossa caminhada na defesa da terra, na defesa da vida e na defesa dos direitos”. Mauricio López convidou a assembleia a trazer “este Povo de Deus a caminho em cada lugar onde se encontrem, para que possam trazê-lo aqui presente”. Em um momento em que “as coisas não estão melhores para a Amazônia”, com a violência presente, ele chamou a mantê-la presente na assembleia. A partir da responsabilidade de cada um, questionou “o quanto temos feito essa semente frutificar”, chamando a não enterrar os talentos de cada um para que a CEAMA dê vida em abundância, para produzir e espalhar vida, com o pouco ou muito que temos. Olhando para a segunda sessão da Assembleia Sinodal, ele disse que tem o mesmo desafio que a CEAMA: “buscar respostas concretas e substanciais que deem razão à nossa esperança e que façam o importante chamado que temos como CEAMA, uma pequena semente que cresce pouco a pouco, mas que pode continuar avançando para dar mais frutos”. Finalmente, o bispo auxiliar de Manaus e vice-presidente da CEAMA, dom Zenildo Lima, disse que a CEAMA “é mais experimentada do que conceituada, é uma experiência em construção, e porque uma experiência em construção, por vezes até temos necessidade de maior clareza”, uma dinâmica presente desde o Sínodo para a Amazônia, que diante da “necessidade de uma experiência que pudesse expressar a comunhão de todas as igrejas pan-amazônicas, não tínhamos muita clareza conceitual do que propor à Assembleia Sinodal, mas tínhamos uma certeza da experiência da qual nós tínhamos necessidade”. Por isso, a assembleia “vai trazendo mais solidez a nossas compreensões, aos conceitos, a nossa autocompreensão”, mas acima de tudo, “vai ficando mais nítida a experiência”, vendo a assembleia como momento em que “a continuidade da experiência, vai nos tornando cada vez mais conscientes do papel da Igreja nessa construção de novos caminhos para a evangelização e para uma ecologia integral”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Czerny escuta a realidade das igrejas do Regional Norte1, “para descobrir exatamente o que podemos oferecer para ajudar”

A escuta é uma atitude muito importante no Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral. Ouvir as igrejas locais para estar perto dos territórios e poder acompanhá-las melhor é algo comum, que teve mais um episódio na reunião entre o prefeito do Dicastério, Cardeal Michael Czerny, a coordenadora regional para as Américas, Cecilia Barja, e as igrejas locais do Regional Norte1, onde estavam presentes alguns dos bispos, a secretária executiva do Regional, o coordenador pastoral da Arquidiocese de Manaus e o reitor do Seminário São José. O ponto de partida foi uma pergunta: O que impede uma vida digna para as pessoas em suas dioceses? Os participantes da reunião descreveram a situação em cada igreja local. Uma realidade marcada pela presença de uma grande diversidade de povos indígenas, dos que muitos agradecem à Igreja por ter lhes ajudado em seu processo educativo, que hoje lhes permite ser estudantes universitários, mas também com muitos deles ameaçados pelo drama da bebida alcoólica, que cria dependência entre os jovens, destruindo a vida das comunidades. Nessas comunidades, como acontece na diocese de São Gabriel da Cachoeira, o suicídio, sobretudo dos jovens, é uma realidade muito presente. Igrejas com dificuldades financeiras, com insuficiência de clero e Vida Religiosa, que tem grande participação do laicato, com uma experiência dos ministérios muito positiva, que acompanha as periferias, os migrantes e os povos indígenas, cada vez mais ameaçados pelo Marco Temporal, que nega os direitos reconhecidos na Constituição brasileira. Uma região onde as mudanças climáticas têm impactado cada vez mais no povo, provocando o empobrecimento do povo e dificuldade para a Igreja se fazer presente nas comunidades. Uma região onde o narcotráfico exerce um controle cada vez maior, aumentando o uso de drogas, de álcool e a violência contra mulheres e crianças. No Regional Norte1 é cada vez mais evidente e estado mínimo por parte do poder público, pudendo se falar de governos truculentos, manipulados por grupos de poder, que acabam enfraquecendo todas as políticas públicas. Isso se traduz em condições de moradia muito precárias, ocupações nas periferias dominadas pelo narcotráfico, sucateamento da saúde, e talvez de modo proposital, um sucateamento da segurança pública. A mobilidade humana é muito grande e muitas pessoas vivem nas ocupações em condições inumanas, tendo se dado um aumento dos pedintes, da população de rua, da fome, do trabalho informal, motivado pelo esvaziamento do poder público sem serviços sociais. O garimpo ilegal é uma ameaça, difícil de ser combatido, cooptando os indígenas e as comunidades ribeirinhas. Um fenómeno ligado ao narcotráfico, ao tráfico de mulheres, a exploração sexual. Além disso, a contaminação provocada pelo garimpo provoca problemas neurológicos. Os migrantes sofrem violência nos centros de acolhida governamentais, muitas mulheres não querem ficar mais lá, muitos vivem na rua, e são vítimas de situações análogas ao trabalho escravo. Em algumas regiões, o turismo está ligado à exploração sexual e biopirataria. As queimadas, motivadas pelo grande avanço do agronegócio, é outra realidade presente. As igrejas do Regional Norte1 têm se empenhado em acompanhar as crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, existindo grande comunhão das dioceses para acompanhar e superar essa situação. Nos próximos messes, será inaugurada em Manaus uma casa de acolhida com essa finalidade de atendimento, onde também serão atendidas crianças das outras igrejas locais. Os bispos insistem em que as igrejas estão muito engajadas em dar sua contribuição para superar esse problema. Diante dessa conjuntura, o Cardeal Michael Czerny afirmou que o peso dos problemas é muito grande. O prefeito do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, afirmou que, do ponto de vista do dicastério, “não estamos lá para resolver os problemas, mas para acompanhar os processos que, em última análise, devem ser resolvidos pelo povo”. Do ponto de vista do Dicastério, o desafio é realizar um acompanhamento adequado e criativo. Em vista das enormes necessidades, o Cardeal Czerny destacou que é algo que “me deixa sem palavras”, agradecendo aos participantes pelo que compartilharam. Nesse sentido, “esperamos poder ajudar de alguma forma e descobrir precisamente o que podemos oferecer para ajudar no trabalho pastoral de acompanhar essas pessoas para que possam viver uma nova realidade”, destacou. Relembrando sua presença no Panamá nos últimos dias, onde participou de um encontro regional para uma pastoral migratória coordenada da Colômbia ao Canadá, ele enfatizou que foi “uma reunião positiva por causa da possibilidade de ajudar além das dioceses e dos países”. Uma oportunidade para aproveitar a realidade, para ser uma Igreja que colabora mantendo a diversidade, um ponto-chave da reforma do Papa Francisco. Nesse sentido, ressaltou que “escutar uns aos outros já ajuda nesse sentido”, destacando a possibilidade de caminhar juntos, tornando a sinodalidade uma realidade. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Tadeu: Em Itacoatiara, “a gente vai para somar, com as pessoas que estão aí, nessa perspectiva de ser uma Igreja sinodal”

No dia 22 de agosto de 2024, o Papa Francisco nomeou dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos novo bispo da prelazia de Itacoatiara. Durante sete anos e meio foi bispo auxiliar de Manaus, que diz ter sido uma escola para se inserir dentro da Igreja na Amazônia, para sentir o cheiro das ovelhas, tendo como prioridade a família, os jovens e os padres. Em sua nova missão na prelazia de Itacoatiara vê como desafio a questão das vocações, e para isso destaca a importância da Iniciação à vida Cristã e de acompanhar os jovens. Para a Igreja de Manaus, ele deixa uma mensagem de gratidão, “me senti realmente em casa”, afirma. Em Itacoatiara, “a gente vai para somar, com as pessoas que estão aí, com as lideranças, sobretudo com os padres que aí se encontram, nessa perspectiva de ser uma Igreja sinodal, uma Igreja de comunhão, participação e a missão que se desenvolve para que realmente o Reino de Deus aconteça”. Depois de sete anos e meio como bispo auxiliar de Manaus, o Papa Francisco acaba de lhe nomear bispo da prelazia de Itacoatiara. Qual a leitura que o senhor faz desse tempo que tem servido na arquidiocese de Manaus? É impressionante essa experiência como bispo auxiliar, verdadeiramente é uma escola, porque a gente, por mais que tenha formação, nunca está preparado para ser bispo. Esse período que eu estive aqui na arquidiocese me ajudou muito, primeiro a me inserir dentro da Igreja na Amazônia, de conhecer profundamente, porque eu venho de uma outra realidade. E depois, também conhecer a dinâmica de como é que é viver como bispo, atuar como bispo. O senhor fala que aprendeu a ser bispo, o que aprendeu nesse tempo? Perceber exatamente o que é que significa ser um pastor, e sobretudo agora, nessa perspectiva, nesse ensinamento do Papa Francisco, com o cheiro das ovelhas, que significa realmente estar nos meios populares, estar mais inserido no meio do povo. O pessoal, quando eu cheguei, me perguntava quais erão minhas prioridades, e eu continuo ainda com elas, que é exatamente, a família, os jovens e os nossos padres. Agora que inicia um novo caminho na prelazia de Itacoatiara, quais podem ser os maiores desafios a enfrentar? Na realidade da prelazia, a questão das vocações. Nós temos um clero bastante pouco, ainda contamos com muitos padres vindos de fora, que tem o seu tempo, tem o seu prazo, e falta exatamente fazer crescer as vocações, e não simplesmente para o âmbito sacerdotal, mas também não temos nenhum diácono, a Vida Religiosa, que a gente precisa dinamizar mais, e a vocação para o matrimonio. O senhor afirma que entre suas prioridades está a família e os jovens, âmbitos onde a vocações são cultivadas. Quais os passos a ser dados nas famílias, entre as juventudes, para que essas vocações possam aflorar? Na perspectiva da vida de família, ajudar os novos casais, os jovens também, a se despertar para uma vida matrimonial que realmente aposta nesse projeto de vida, E daí exatamente a questão da fecundidade, da geração de novos filhos, esse cuidado que se tem de como passar a fé aos filhos, essa experiência que se dá também na comunidade. E para isso tem ajudado muito na nossa Igreja aqui, o processo de Iniciação à Vida Cristã a partir das famílias. Sobretudo como acompanhar mais os grupos de jovens, fomentar mais esses grupos a partir da experiência das pequenas comunidades onde estão inseridos e onde realmente pode despertar as vocações. Agora que já está próxima sua saída da arquidiocese de Manaus. Qual a mensagem que o senhor deixaria para o povo da arquidiocese? Uma coisa muito clara é agradecer, agradecer todo tipo de acolhida que eu tive, a experiência da convivência com dom Sérgio, um homem com quem aprendi muito. Também a questão da renúncia, sobretudo pelo limite da saúde em que ele viveu pela doença que o consumiu depois até os últimos dias da sua vida. Mas exatamente, a minha mensagem é de gratidão, de gratidão exatamente porque a Igreja aqui de Manaus é muito viva, nos acolheu de uma maneira muito excepcional e nessa acolhida, eu me senti realmente em casa, pela circunstância das relações que foram se criando e os trabalhos que foi desenvolvendo, e ao mesmo tempo conhecendo e se dando a conhecer as diversas realidades que nós temos. Desde as comunidades ribeirinhas mais distantes até o grande centro, aquilo que desafia hoje a nossa cidade de Manaus. E ao povo de Itacoatiara que já lhe espera como seu pastor, qual a mensagem que quer enviar? Em primeiro lugar, estou não para começar algo novo, mas dar continuidade. Nós temos a presença de pelo menos cinco prelados que antecederam a minha presença, e que construíram a Igreja de Itacoatiara, e levaram para frente. Alguns que contribuíram em uma área e outros que contribuíram em outra área. A gente vai para somar, com as pessoas que estão aí, com as lideranças, sobretudo com os padres que aí se encontram, nessa perspectiva de ser uma Igreja sinodal, uma Igreja de comunhão, participação e a missão que se desenvolve para que realmente o Reino de Deus aconteça. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Igreja na Amazônia: compromisso para avançar juntos e sem medo

A Igreja católica na Amazônia não é uma Igreja fechada dentro dos templos, ela se preocupa com a vida dos povos, com a realidade que ela tem em volta. Isso foi mais uma vez comprovado no V Encontro da Igreja na Amazônia, realizado em Manaus de 19 a 22 de agosto com o tema “A Igreja que se fez carne, alarga sua tenda na Amazônia: Memória e Esperança”. Bispos, presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas, reunidos para encontrar caminhos, na formação, na ministerialidade, na participação das mulheres, no cuidado da Casa Comum, na corresponsabilidade e sustentabilidade, na caridade e a profecia. E para isso dar passos, sem medo, confiantes na força que vem de Deus e que nos dá o fato de caminhar juntos, em sinodalidade. Uma Igreja de homens e mulheres, que não querem e não podem continuar sendo consideradas de segunda categoria, ainda mais quando elas são a grande maioria e assumem a maior quantidade de trabalhos nas comunidades e paróquias. Mas que também querem participar dos processos de decisão, pois elas também encerram dentro de si a luz de Deus e podem iluminar o caminhar da Igreja. Uma Igreja que quer a “garantia de políticas públicas que atendam principalmente os empobrecidos”, e que por isso pede a todos e todas “identificar e escolher bem os candidatos e as candidatas” que ajudem na “consolidação da democracia e o avanço da justiça social nos municípios”. Candidatos com “um compromisso irrenunciável com a defesa integral da vida”, dos direitos humanos, da Casa Comum. Uma Igreja que quer caminhar em sintonia com os povos e as culturas da região, olhando para aquilo que ajuda os homens e mulheres a se relacionar de modo melhor, mais pleno, com o Deus que está no meio de nós. Uma Igreja que a partir dos processos de inculturação do Evangelho, que tem se dado ao longo de séculos, quer celebrar segundo seu rito, o Rito Amazônico, como acontece em outros lugares do mundo, em que a Igreja tem seus próprios ritos. Uma Igreja que mostra para os povos indígenas e para as comunidades tradicionais, para os empobrecidos, que eles têm nela uma aliada, uma mãe, uma companheira de caminho, de vida, de lutas por um mundo melhor para todos e todas, de luta pelo Reino, essa causa que levou a muitos profetas e profetizas na Amazônia a dar a vida, a ser sementes de Deus neste chão amazônico. Uma Igreja de esperança, comprometida, samaritana, cuidadora da vida em todos os níveis, onde todos e todas têm espaço, onde ninguém fica do lado de fora. De portas abertas para que todo mundo possa entrar, também sair, mas também voltar quando sente a necessidade do Pai, mesmo tendo pensado em outros momentos que longe dele a vida seria melhor. E essa Igreja está aqui, no meio de nós, como fruto de tudo o que tem sido vivido ao longo de tantos anos, na vida de tantos homens e mulheres que descobriram e testemunharam, que descobrem e testemunham, que vale a pena ser comunidade de fé neste chão, nestas águas, onde Deus está presente em tantas pessoas que foram lhe conhecendo e se apaixonando por Ele. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Cardeal Leonardo Steiner abençoa barco-hospital São João XXIII

No dia 22 de agosto de 2024, no final do V Encontro da Igreja da Amazônia, realizado em Manaus de 19 a 22 de agosto, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), abençoou, na presença de alguns dos participantes do encontro, o barco-hospital São João XXIII. Esse barco-hospital irá surcar os rios do Estado do Amazonas, igual acontece com os barcos-hospitais Papa Francisco e São João Paulo II, no Estado do Pará, estando previsto o início dos atendimentos no final do ano. Os barcos-hospitais surgiram para o atendimento das comunidades ribeirinhas, onde mora gente que não tem condição de ir para a cidade para receber tratamento médico. Um sonho que aos poucos foi se concretizando com a ajuda de muita gente e de muitas organizações, que há cinco anos se faz presente em 18 municípios do oeste do Estado do Pará, que já fez mais de 100 expedições, com 500 mil atendimentos gratuitos, financiado em 80% pelo Governo do Estado do Pará e 20% pela Associação Lar São Francisco. O bispo de Óbidos, sede dos barcos que atendem no Pará, dom Bernardo Johannes Bahlmann O.F.M., insiste em que “a intenção era dar acesso à saúde aos pobres e àqueles que têm carência”, relatando que há pessoas que ficaram anos esperando por uma cirurgia, algo que agora conseguem através desse projeto. Os médicos que atendem, todos são voluntários, que chegam de diversos hospitais do Brasil, públicos e particulares, sendo feitas duas expedições de uma semana por mês. Segundo o bispo, “eles ficam encantados com a região, porque eles estão vendo a beleza, eles estão vendo a necessidade, e quando retornam para seus hospitais, onde tem tudo, do bom e do melhor, eles ficam tristes”. Um trabalho que também é momento de evangelização, pois provoca questionamentos nas pessoas, porque “eles estão vendo a realidade nossa aqui”, segundo dom Bernardo. O barco-hospital São João XXIII está se construindo e equipando passo a passo, algo que demanda paciência, enfrentar questões políticas, que envolvem o Governo Federal e o Governo Estadual, o que demanda acreditar na Providência, ressalta o bispo, que fala da necessidade de uma grande articulação, buscando uma solução diante do sofrimento de tantas pessoas e salvar vidas entre as pessoas que tem mais necessidade. O barco-hospital São João XXIII, que terá como sede Manaus, em parceria com o Governo Estadual do Amazonas, percorrerá os rios Negro e Solimões, atendendo, depois de fazer um mapeamento prévio, pessoas marginalizadas que não tem acesso à saúde. Dos três barcos-hospitais existentes, o São João XXIII é o que tem maior capacidade. Contará com atendimento odontológico, oftalmológico, sala de ultrassom, raio X, tomografia, mamografia, laboratório, farmácia, dentre outros atendimentos. Será possível fazer mais de 100 cirurgias de baixa e média complexidade por dia. O barco contará com duas ambu-lanchas, pudendo buscar doentes nas comunidades, e geradores de oxigênio para os pacientes. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Carta Compromisso do V Encontro da Igreja na Amazônia Legal: Dar respostas ousadas e sem medo aos desafios

Os participantes do V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, reunidos em Manaus, de 19 a 22 de agosto de 2024, publicaram uma Carta Compromisso no final de um encontro onde dizem ter se reunido “para reafirmarmos a caminhada que nossos antecessores começaram de modo colegial e, hoje, somos nós que prosseguimos como peregrinos da esperança”. Um encontro iluminado pela “memória da caminhada sinodal da Igreja na Amazônia”, que lembrou a importância do Encontro de Santarém 1972, que convidou “a uma conversão ao Verbo Encarnado que exigiu da Igreja um total entrosamento com a realidade”. Diante dos apelos de hoje, que ajudam a acolher os avanços e desafios, inspirados no Sínodo para a Amazônia e no Encontro de Santarém de 2022, surgem caminhos de encarnação na realidade e evangelização libertadora, em vista da formação, da ministerialidade, do cuidado com a casa comum, da corresponsabilidade e sustentabilidade, da caridade e profecia. Tudo isso com ferramentas e meios para bem ler os sinais dos tempos a abrir a novos horizontes. Não se limitar a novos temas, e sim “um novo jeito de ser Igreja, em pequenas comunidades inseridas no chão da Amazônia, que evangelizam pelo testemunho, pelo serviço e pelo anúncio do Evangelho”.  Uma Igreja de processos e não de eventos, com homens e mulheres capazes de dar a vida até o fim, que está junto do povo e luta com o povo por seus direitos, corajosa. Uma Igreja com mulheres que já exercem a diaconia na animação e coordenação das comunidades. Uma Igreja que quer construir o Rito Amazônico, e que é envolvida pelo Espírito no cuidado com a Casa Comum, na defesa da vida dos povos e, sobretudo, dos pobres da terra e das águas, dos migrantes, os mais atingidos com as mudanças climáticas. Uma Igreja comprometida na defesa dos povos originários, que se sente chamada a alimentar a esperança e dar respostas ousadas e sem medo aos desafios. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Encerrado o V Encontro da Igreja na Amazônia Legal: Momento de discernimento comum em obediência ao Espírito

O V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, que reuniu desde segunda-feira, 19 de agosto, mais de 80 participantes em Manaus, com o tema “A Igreja que se fez carne, alarga sua tenda na Amazônia: Memória e Esperança”, foi encerrado com um chamado a assumir compromissos que possam ajudar no anúncio do Evangelho e na construção do Reino da Igreja na região. Um encontro que à luz das leituras da Festa de Nossa Senhora Rainha, nos leva a “despertar em nós algumas atitudes”, segundo o arcebispo de São Luiz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O arcebispo refletiu sobre quatro atitudes, sendo a primeira a alegria, “ajudar a nosso povo a vir à luz, a encontrar a luz”. Ele lembrou as partilhas ao longo do encontro, “as nossas dificuldades, os nossos desafios: o individualismo, clericalismo, a espiritualidade desencarnada da realidade, a ameaça do Marco Temporal, a situação do agronegócio, da monocultura, da mineração destruindo a casa comum e a vida das pessoas”, e diante disso, “o Senhor nos pede que não percamos a alegria, sem alegria a vida se torna difícil e dura”, e ter consciência que “nós estamos solidários uns com os outros”. Uma segunda atitude é “essa certeza de que o Senhor está contigo, Deus nos acompanha e também nos defende, e nos proporciona sempre o bem”, sobretudo quando caminhamos juntos. Como terceira atitude, dom Gilberto ressaltou “não temas, não tenhais medo de uma história difícil”, advertindo sobre os muitos medos, dentre eles o medo à missão, ao fracasso, à doença, à morte, pudendo “sentir medo de nossas incompreensões e incoerências”. Por isso, o presidente da CEA sublinhou que “o medo sufoca a vida, paralisa as força, nos impede de caminhar”. Finalmente, a exemplo de Maria, acolher a graça de Deus e nos deixamos conduzir por ela, “despertar em nós a confiança em Deus e a alegria de sabermos acolhidos por Ele”, e nos deixarmos ser acompanhados por Deus. O arcebispo afirmou que “só se pode ser alegre em comunhão com os que sofrem, em solidariedade com os que choram. Só pode ser feliz para acordar felizes os outros”. Os compromissos nascidos do V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, estruturados em passos, pistas e responsáveis, são divididos em seis caminhos: Caminhos da formação; Caminhos da ministerialidade; Caminhos de Participação das Mulheres; Caminhos do cuidado da Casa Comum; Caminhos da corresponsabilidade e sustentabilidade; Caminhos da Caridade e a Profecia. Para a Igreja na Amazônia a COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro de 2025, tem uma grande importância. A Conferência das Partes é o encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em vista do debate e das soluções. A Igreja do Brasil, que em 2025 terá como tema da Campanha da Fraternidade a Ecologia Integral, está se mobilizando em vista da COP 30, e tem criado uma equipe de coordenação. O Papa Francisco, na Laudate deum, afirma que “as alterações climáticas são um dos principais desafios que a sociedade e a comunidade global têm de enfrentar”. Nessa perspectiva, a Igreja do Brasil quer “fortalecer o grau de incidência da Igreja em vista da conversão ecológica e da transformação socioambiental do planeta, à luz da Doutrina Social da Igreja.” Foram apresentados os atores e escalas, os cenários, as diretrizes e as ações previstas. Durante a COP30 está previsto a realização do Jubileu da Igreja da Amazônia, com diversas atividades que estão sendo propostas a ser realizadas no tempo da COP. Uma Igreja que, em palavras do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, tem “a admiração pela perseverança diante de desafios tão difíceis”, da Igreja do Brasil. É por isso, que ele manifestou seu compromisso de partilhar com o resto da Igreja do Brasil a realidade da Igreja da Amazônia. Dom Gilberto Pastana encerrou o encontro agradecendo a participação, a partilha, a colaboração e o discernimento comum em obediência ao Espírito, em um processo que tem que nos levar a uma conversão permanente, na pastoral, no relacionamento e nas estruturas, sempre ao serviço da vida, a assumir a missão da Igreja em sinodalidade. Palavras que antecederam a celebração de envio, encerrada com a benção de um dos grandes profetas da Igreja da Amazônia, o bispo emérito do Xingú, dom Erwin Kräutler. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Papa Francisco nomeia dom Tadeu bispo da Prelazia de Itacoatiara

Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos foi nomeado pelo Papa Francisco nesta quinta-feira, 22 de agosto de 2024, bispo da prelazia de Itacoatiara (AM). Ele tinha sido nomeado administrador apostólico no dia 29 de julho de 2024, depois da posse canônica de dom José Ionilton Lisboa de Oliveira como bispo da prelazia do Marajó (PA). Nascido em Corumbá (MS), no dia 3 de dezembro de 1967, o novo bispo da Prelazia de Itacoatiara pertence à Congregação dos Salesianos de Dom Bosco. Ordenado presbítero no dia 7 de dezembro de 1996, foi mestre de noviços, diretor de colégio e de faculdades salesianas, vice inspetor, pároco, formador de seminaristas salesianos e diretor do Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo. Ordenado bispo no dia 12 de dezembro de 2016, tem sido bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus durante mais de sete anos, serviço para o que foi nomeado em 12 de outubro de 2016. No Regional Norte1 e na arquidiocese de Manaus, dom Tadeu é o referencial da juventude, sendo vigário episcopal da Região Nossa Senhora dos Navegantes, que corresponde às Zonas Centro Sul e Leste de Manaus e os municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Manaquiri. Na arquidiocese acompanha a Vida Religiosa e os Movimentos e Novas Comunidades. O Regional Norte1 da CNBB, em mensagem assinada pela Presidência, disse acolher “com grande alegria sua nomeação como bispo da Prelazia de Itacoatiara (AM)”. Dom Tadeu, que tem sido bispo auxiliar de Manaus durante sete anos e meio, já conhece a realidade da Amazônia, disse o texto, afirmando que “tem nos ajudado ao longo desse tempo tanto na Arquidiocese de Manaus como na caminhada de nosso Regional”, mostrando alegria “com sua disponibilidade em permanecer no chão amazônico.” Finalmente, desejam “que esta nova missão que a Igreja está a lhe confiar através de Papa Francisco, possa ser uma experiência que lhe ajude a continuar construindo o Reino na querida Amazônia”, suplicando “a Nossa Senhora do Rosário, padroeira da Prelazia de Itacoatiara, que lhe conduza no pastoreio dessa Igreja local.” Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Mensagem do V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, para as Eleições 2024: “Votemos responsavelmente pela Amazônia!”

Os participantes do V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, reunidos em Manaus de 19 a 22 de agosto de 2024, lançaram uma Mensagem por ocasião das Eleições Municipais do próximo 6 de outubro, mostrando suas “esperanças e preocupações a respeito das eleições municipais que se aproximam”. Segundo o texto, “essas eleições têm uma importância particular pela proximidade dos candidatos e candidatas com os eleitores, bem como com suas preocupações mais concretas”, afirmando que “espera-se a garantia de políticas públicas que atendam principalmente os empobrecidos”. Para isso, se pede “identificar e escolher bem os candidatos e as candidatas”, identificando aquilo que é esperado dos prefeitos e vereadores. A mensagem destaca a indispensabilidade do equilíbrio e a complementariedade entre os poderes Legislativo e Executivo, em vista da “consolidação da democracia e o avanço da justiça social nos municípios”. Para os candidatos se pede “um compromisso irrenunciável com a defesa integral da vida”, dos direitos humanos, da Casa Comum. Igualmente, colocar “o bem comum acima de seus interesses pessoais ou corporativos”. “Votemos responsavelmente pela Amazônia!”, clama a mensagem, mostrando a urgência de diversos pedidos. Igualmente é destacada a importância da Ficha Limpa, de avaliar as informações sobre os candidatos, combater a desinformação e repudiar quaisquer formas de violência e divisão. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Rito Amazônico e Ministerialidade: Muito mais que uma mediação pastoral

O V Encontro da Igreja na Amazônia Legal, que está sendo realizado em Manaus de 19 a 22 de agosto, é um espaço de reflexão sobre diversos passos que a Igreja na Amazônia está dando. Um deles é o Rito Amazônico, algo que foi se configurando a partir do desejo de uma Igreja com rosto amazônico, que acompanha a vida da Igreja na região desde a chegada do Evangelho, no século XVI. O Encontro de Santarém, em 1972, pode ser considerado um divisor de águas nessa configuração de uma Igreja com rosto amazônico. Ao longo dos últimos 50 anos foram se dando passos, sendo o Sínodo para a Amazônia, em 2019, o momento em que surgiu a proposta de um rito amazônico, segundo recolhe o número 119 do Documento Final. O Rito Amazônico deve se somar aos outros 23 ritos presentes na Igreja. Segundo Agenor Brighenti, é um rito que quer ser muito mais que um rito litúrgico, pois não pode ser reduzido à inculturação da Liturgia ou do Missal Romano. Nessa perspectiva está sendo trabalhado sobre sacramentos e sacramentais, a Iniciação à Vida Cristã, a Liturgia das Horas, o Ano Litúrgico, os Ministérios, o Espaço Litúrgico, as Estruturas e organização da Igreja. O objetivo é que seja um rito que configure um modelo de Igreja para a Amazônia. O teólogo brasileiro insiste em que um rito não se cria, ele é elaborado a partir dos processos de inculturação do Evangelho e de encarnação da Igreja, fruto de um longo processo de comunidades insertas na realidade, algo que vem sendo feito desde a chegada dos primeiros missionários. Dada a grande extensão e diversidade da região, Brighenti questionava: “É possível um só rito para toda a Amazônia?”. Ele defende a necessidade de respeitar e potencializar a diversidade, que em uma Amazônia múltipla possa se encontrar um denominador comum, mas suficientemente aberto para que cada região possa encarnar seu específico nesse rito. Desde 2020 vem se dando passos com aportes de diversos especialistas e comissões de trabalho, que deu passo ao Marco Geral do Rito Amazônico e a recolhida de registros de experiências de inculturação, buscando criar os componentes do Rito Amazônico que leva a elaborar os Rituais do Rito Amazônico. Um processo que irá até março de 2025, com três anos ad experimentum para avaliar e ajustar o Rito Amazônico. A prática da Ministerialidade é uma realidade presente na Igreja da Amazônia. “Não se pode pensar nos ministérios somente como mediação pastoral, são mais que isso”, segundo a Ir. Sônia Matos, que igualmente insiste em que “não pode pensar em ministérios por causa da falta de ministros ordenados, seria desviá-los de seu significado e fundamento”. A religiosa faz um chamado a partir do sacerdócio comum que deriva do batismo, que leve a entender os ministérios como trilhas para encarnar o Evangelho e a vivência da Igreja. “Para uma Igreja com rosto amazônico é necessário uma ministerialidade amazônida de fato, através de uma vivência eclesial que siga a capilaridade-sinodalidade dos rios”, destaca a superiora da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo. Na Amazônia, dada a história da região, não pode ser esquecido que “as mulheres são sujeitos nas paróquias e nas dioceses, com múltiplas formas de serviço pastoral e ricas experiências de ministerialidade”. Diante disso, aparece o desafio de ser um carisma reconhecido pelo Bispo diante da vocação para um serviço específico na Igreja, um reconhecimento que supera a discriminação de gênero. São ministérios a serviço da vida da comunidade, e nesse sentido, conferir o ministério diaconal às mulheres é reconhecer e legitimar a diaconia que elas “de fato” já exercem nas comunidades, nas coordenações, ministérios da Palavra e da Eucaristia, na animação litúrgica, no cuidado com os pobres. É por isso que “com o reconhecimento, de fato e de direito, as mulheres sairiam do papel de suplência pastoral e de exclusão nas instâncias de decisão, para assumir um ministério a partir de sua dignidade ministerial”, sublinhou a religiosa. Ela defende que a Igreja na Amazônia continua em busca de respostas criativas aos desafios de cada momento histórico, em vista do serviço da missão evangelizadora e da transformação social. Uma dinâmica que leva a refletir sobre o modelo de Igreja a levar adiante na Amazônia. Junto com os ministérios já existentes, aparece a possibilidade de novos ministérios: Ministério da Casa Comum e Ministério da assessoria, dentre outros. “A ministerialidade do povo de Deus na Amazônia reluz sua construção sinodal”, segundo a religiosa. Uma dinâmica sinodal que reconhece a riqueza de todas as lideranças na Igreja e promove a participação de todos. Isso leva a Ir. Sônia Matos a pedir que a Igreja da Amazônia se amazonice, “a través de uma ministerialidade autóctone, pluriforme, pluricultural, para encarnar o Evangelho”, para viver a catolicidade com o rosto e o jeito amazônico, deixando de lado a tentação da uniformidade e da auto referencialidade, para se tornar uma comunidade ministerial, como jeito de viver e testemunhar o Reino. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1