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Nomeação da Ir. Regina da Costa Pedro para o Comitê Supremos das POM: “Um passo a mais para que a sinodalidade se torne uma realidade”

A Ir. Regina da Costa Pedro, diretora das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil (POM Brasil) acaba de ser nomeada como membro do Comitê Supremo das POM para um período de cinco anos, de 01 de agosto de 2024 a 31 de julho de 2029. O Comitê Supremo tem a responsabilidade de garantir o desenvolvimento eficaz de cada uma das Pontifícias Obras Missionárias, resolvendo questões que possam surgir entre elas. É composto pelo pró-Prefeito do Dicastério, cardeal Luiz Antônio Tagle, o secretário, presidente das POM, cinco bispos representando cada continente, os secretários gerais das quatro Obras Pontifícias, a administração e cinco diretores nacionais das POM. Este grupo se reúne uma vez por ano para discutir e providenciar o necessário para o bom funcionamento das Obras. A diretora das POM Brasil considera que sua nomeação “significa uma responsabilidade, sem dúvida nenhuma, mas também um reconhecimento, que eu acredito que não seja só para mim como pessoa, mas para as Pontifícias Obras do Brasil, para toda a Igreja do Brasil”. Ela insiste em que “eu represento não só a Igreja do Brasil, mas a Igreja das Américas”, destacando o fato do Brasil ter sido escolhido para fazer parte do Comitê Supremo. No mundo são 130 diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias e desses 130, seis são mulheres. Que uma delas esteja no Comitê Supremo “é muito significativo, porque me parece que aquelas decisões que o Papa Francisco está tomando de abertura da participação das mulheres em todas as instâncias, de modo particular nas instâncias de decisão, é como se isso fosse fazendo um efeito cascata nas outras decisões”. A religiosa do PIME disse que “essa decisão foi tomada pelo pro-prefeito, cardeal Tagle, mas eu acredito que já em diálogo e como uma resposta a essa abertura que o Papa Francisco está proporcionando”. É por isso que ela ressalta que “cada vez que uma mulher é escolhida na Igreja para algum serviço de maior responsabilidade, eu acredito que se abram as portas para uma participação maior dos cristãos leigos e cristãs leigas em todas as instâncias”. “A final das contas, é sempre um passo a mais para que essa sinodalidade se torne uma realidade, sinodalidade compreendida como possibilidade de que todos e todas, batizados e batizadas, possam se colocar a serviço da Igreja, de uma Igreja toda ministerial, como o Papa Francisco fala tantas vezes”, segundo a Ir. Regina. Nesse sentido, coloca que “o fato de eu estar em representatividade das mulheres é quase como se as duas coisas fossem uma coisa unida, a minha nomeação é como uma confirmação disso que já está acontecendo, e eu desejo que se realize de uma maneira sempre mais profunda essa abertura”. Para a Igreja do Brasil, mesmo reconhecendo que ela é chamada a representar as igrejas de todos os países da América, essa nomeação pode ajudar na partilha em nível maior da vivência missionária, “a vivência e as experiências que nós temos da Igreja do Brasil como projetos de animação missionária, de abertura ad gentes, tudo aquilo que nós realizamos aqui, sem dúvida eu vou levar para lá, porque é uma vivência”. A religiosa destaca que “aquilo que a gente vive é aquilo que nós partilhamos”. Para essa missão mais ampla de representar a Igreja da América acha que pode ajudar a realização do VI Congresso Missionário Americano em Porto Rico, onde participarão a maioria dos diretores da América. Ela considera que “vai ser um momento muito importante para eu também poder conversar com eles e ver quais são as expectativas que todos eles como diretores têm dessa minha representatividade no Comitê Supremo”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Pastorais Sociais do Regional Norte1 refletem sobre Ministerialidade e Sinodalidade Amazônida

A Igreja do Regional Norte1 quer avançar no caminho da ministerialidade e da sinodalidade na Amazônia. Uma temática presente no Sínodo para a Amazônia, no encontro de Santarém 2022 e que será abordada na Assembleia do Regional Norte1da Conferência Nacional dos bispos do Brasil, que será realizada em Manaus de 16 a 19 de setembro de 2024. Também no Encontro Regional das CEBs que será realizado em Roraima de 6 a 8 de setembro de 2024. Uma reflexão que se fez presente na reuniião das Pastorais Sociais realizada na sede do Regional Norte1 no dia 8 de agosto de 2024, com a assessoria da Ir. Sônia Matos. A ministerialidade nos refere ao povo de Deus, a uma Igreja povo de Deus, uma Igreja sinodal, que demanda superar a burocracia. Essa dinâmica conta com o apoio do Papa Francisco, sempre disposto  a abrir novos caminhos para a concretização de uma Igreja povo de Deus. O texto refletido pretende ajudar às comunidades, sobretudo as mais longínquas, a ter um plano de formação sistemática, buscando aprimorar os tempos dos processos de formação nos diversos ministérios. Para isso é importante a escuta do que as comunidades necessitam, sobretudo a escuta     das mulheres, e entender que assumir cada um dos ministérios é dar resposta a uma vocação. Se buscam respostas criativas para uma ministerialidade que vai além do espaço eclesial, e assim reconhecer os muitos serviços relevantes presentes na Igreja da Amazônia. O encontro das Pastorais Sociais foi oportunidade para uma primeira reflexão de um texto que pretende ajudar a entender o conceito de Ministerialidade, que muitas vezes quer paliar a carência de ministros ordenados. A Igreja do Regional Norte1 tem essa preocupação há anos. Já em 1988 fez a proposta de diversos ministérios e serviços, que tem que abranger três dimensões: o exercício e formação de lideranças, o aprofundamento e a transmissão da fé, a incidência social, algo que recolhe Evangelii Gaudium. O texto reflete sobre os serviços já existentes e faz indicações para novos ministérios: Ministério da Casa Comum, Ministerialidade feminina, Ministerialidade da assessoria. Nesse sentido, “a ministerialidade do povo de Deus na Amazônia reluz sua construção sinodal”. Uma dinâmica sinodal, vivida nas Comunidades Eclesiais de Base, que reconhece a riqueza de todas as lideranças da Igreja, respeita as referências e promove a participação de todos nas instâncias de observação, reflexão, planejamento, decisão e execução nação evangelizadora. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Faleceu dom Mário Clemente, bispo emérito da Prelazia de Tefé. Regional Norte1 envia Nota de Solidariedade

  Faleceu no dia o8 de agosto de 2024 em Belo Horizonte (MG), o bispo emérito da prelazia de Tefé, dom Mário Clemente Neto, Cssp. Nascido em Itaúna (MG), no dia 7 de agosto de 1940, tinha completado 84 anos no dia prévio ao seu falecimento. O falecimento foi comunicado pelo bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva. Segundo a nota, que relata a trajetória vital e ministerial de dom Mário Clemente, “Dom Mário atuou de forma significativa na vida do povo, sendo Povo com o Povo, pescador com o pescador, indígena com o indígena. Isto é, foi verdadeiramente inculturado na Igreja na Amazônia. Amou este Povo até o último dia de sua vida, fazendo jus a seu lema: ‘Vim para servir’”.  O texto diz que, “Dom Mário já muito fragilizado, recordava todo o seu processo de missão na Prelazia de Tefé, reafirmando seu amor e sua entrega pela mesma”. Igualmente, a nota destaca que “sua Missão foi de fato marcante, não só em sua vida, mas também na vida do povo!”. Dom Altevir agradece “imensamente toda entrega e compromisso missionário que Dom Mário teve com nossa Prelazia”, apresentando as condolências aos familiares, amigos e toda a sua Congregação. A prelazia de Tefé decretou “um dia de luto a partir do meio-dia de hoje (08), até o meio dia de amanhã (09), paralisando suas atividades e intensificando nossas orações para que Deus acolha este nosso irmão em seu Reino”.  Religioso da Congregação do Espírito Santo (Espiritanos), foi ordenado presbítero em 14 de agosto de 1966, depois de ter cursado Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. No dia 31 de julho de 1980 foi nomeado bispo coadjutor da prelazia de Tefé, recebendo a ordenação episcopal em 19 de outubro do mesmo ano. Em 15 de dezembro de 1982 sucedeu a dom Joaquim de Lange como bispo titular. Renunciou no dia 19 de outubro de 2000, sendo sucedido por dom Sérgio Castriani. No Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), foi vice-presidente. A presidência do Regional Norte1 enviou uma Nota de Solidariedade ao bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, mostrando seu pesar pelo falecimento de dom Mário Clemente Neto, Cssp, reconhecendo seu “testemunho de pastor dedicado e comprometido com a missão, com uma vida marcada pela sua pobreza evangélica e grande amor pela Amazônia e seus povos”. O Regional Norte1 se une a todos e todas os que choram a partida do bispo emérito da Prelazia de Tefé, pedindo a intercessão de Santa Teresa d´Avila e Nossa Senhora da Amazônia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Recuperar o espírito olímpico é caminho para um mundo melhor, mais fraterno

A poucos dias do encerramento das Olimpiadas, que tem captado nossa atenção nas duas últimas semanas, somos chamados a refletir sobre os eventos globais e seu significado na vida da humanidade. Nascidos na cidade de Olimpia, na Grécia, os Jogos Olímpicos eram momento de encontro e competição, com uma referência aos deuses gregos. A questão é o que hoje determina as Olimpiadas, se os Jogos Olímpicos continuam sendo marcados por aquilo que motivou seu nascimento no mundo antigo ou se outros interesses tomaram conta desse evento. Podemos dizer que aos poucos o interesse econômico tomou conta das Olimpiadas, que os ideais originários foram se perdendo aos poucos. Somos chamados a refletir como humanidade sobre aquilo que determina nosso agir, sobre nossos interesses. Perder a gratuidade, não sentir o desejo de se encontrar com o outro, de ver nele alguém com quem partilhar a vida, está se tornando algo que vai marcando nosso modo de vida e somos chamados a refletir diante dessa realidade. A competição se tornou exigência de vitória e para ganhar, muita gente está disposta fazer qualquer coisa. Frente a isso também nos deparamos com testemunhos de superação, com o exemplo de pessoas, de desportistas que respeitam o outro, que são conscientes que o adversário não é um inimigo, que a competição nos ajuda a crescer, sem precisar acabar com os outros para conseguir isso. Quem assume essas atitudes se torna exemplo para os outros, especialmente para as novas gerações, sempre à procura de referentes, mas que nem sempre são os mais apropriados em vista de seu crescimento humano. As Olimpiadas é um grande encontro de países, de culturas, de religiões, de modos de entender a vida e a realidade, um crisol de diversidade, que deveria levar à humanidade a enxergar os valores positivos presentes nos outros. Numa sociedade que pretende apagar qualquer tipo de diversidade, seja do tipo que ela for, somos chamados a testemunhar que essa diversidade é fonte de crescimento pessoal, mas também como humanidade. Recuperar o espírito olímpico, um período de paz, de harmonia entre os povos, é um desafio, que somos chamados a assumir como humanidade. Os valores humanos, mas também os valores cristãos, a unidade, a fraternidade, o esforço comum em vista do mesmo objetivo são elementos que devem ser assimilados por uma humanidade cada vez mais dividida, enfrentada, polarizada. Que cada um e cada uma de nós assuma esse modo de vida pode ser um testemunho que ajude na mudança, cada vez mais necessária, e construa um mundo melhor para todos e todas, onde saibamos caminhar juntos e descubramos que juntos somos mais. O caminho está aí, estamos dispostos a avançar nele? Seremos capazes de fazê-lo juntos? Ninguém duvide que recuperar o espírito olímpico é caminho para um mundo melhor, mais fraterno. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Eucaristia na Catedral dá início à missão de dom Tadeu como administrador apostólico da prelazia de Itacoatiara

Uma celebração eucarística na Catedral de Nossa Senhora do Rosário marcou o início da missão de dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos como administrador apostólico da prelazia de Itacoatiara. Uma celebração que iniciou com a leitura pelo chanceler, padre Danilo Monteiro, da nomeação do Papa Francisco, que se estenderá até a posse do novo bispo prelado. Dom Tadeu saudou os presentes na celebração, mostrando sua disposição para preparar a prelazia para o novo prelado, pedindo que “na oração, na comunhão e na participação elevemos a Deus a nossa prece por aquele nosso Santo Padre destinará à frente desta Igreja”. Na homilia, o administrador apostólico chamou a se perguntar o que significa ter fé, por que cremos e onde está baseada nossa fé católica, em que de fato os católicos creem, como devem rezar e viver nesse mundo nossa fé. Dom Tadeu definiu a fé como “um dom precioso de Deus, que não conseguiremos apreciar e valorizar devidamente sem o conhecer, sem a nossa experiência com Deus, sem a nossa relação com Ele crescer”. Ele destacou a importância de nos darmos conta de que não estamos sozinhos na fé, considerando uma graça de Deus “crer com toda a Igreja e como a Igreja crê”. Dom Tadeu disse ser uma grande graça para ele sua nomeação pelo Papa Francisco como administrador apostólico da prelazia de Itacoatiara, “retomar com renovado empenho o ministério pastoral a que fui chamado”, o que se concretiza na prática de planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, sejam eles humanos, financeiros ou materiais.  Envolve, segundo dom Tadeu, “a tomada de decisões estratégicas, a otimização de processos, mas sobretudo a liderança das pastorais, movimentos e serviços, com um único objetivo, melhor evangelizar, melhor sermos discípulos missionários de Jesus”, algo que quer fazer junto o clero e as lideranças, “estudar os métodos de gerenciamento dos nossos recursos humanos, dos nossos recursos financeiros e dos nossos recursos materiais, para atingir mais o povo de Deus a nós confiado”, o que disse exigir “paciência, discernimento, planejamento, organização e controle das atividades, enfatizando sempre que somos servos do povo de Deus”. Para isso, o administrador diocesano disse contar com a proximidade e a solicitude de todos os fiéis, dizendo querer se empenhar com dedicação sempre maior a todos os que lutam pelo Reino de Deus aqui nesta porção da Igreja na Amazônia para a difusão do Evangelho, agradecendo o apoio e compreensão de todos, se confiando às orações para que seja frutuosa a administração. No final da celebração o pároco da catedral e coordenador de Pastoral da prelazia, desejou as boas-vindas ao novo administrador, mostrando a alegria em recebê-lo, afirmando que sua chegada “traz consigo uma renovação de esperança e fé para toda nossa Igreja particular de Itacoatiara”, definindo dom Tadeu como “um pastor dedicado e zeloso, pronto a guiar-nos pelos caminhos de Cristo Bom Pastor”. O padre Acacio definiu a presença de dom Tadeu como algo que “simboliza um tempo de graça, renovação espiritual, e ao mesmo tempo de preparação para a chegada do novo bispo, que continuará conduzindo a prelazia de Itacoatiara”. O coordenador de Pastoral disse confiar que no tempo em que dom Tadeu permaneça como administrador, “nossa prelazia de Itacoatiara, continuará a fortalecer cada mais em sus missão de evangelizar e promover o amor de Cristo”. Reconhecendo os desafios, o padre Acacio disse confiar na orientação do administrador para superar cada um deles, mostrando o desejo de compartilhar as experiências realizadas, em vista de “juntos construir cada vez mais uma prelazia convicta de sua fé, solidária e comprometida com os valores do Evangelho”, lhe assegurando as orações e apoio incondicional de todos, e o desejo de se envolver cada vez mais na missão e no caminho comum com o administrador. Para isso, ele pediu para o administrador, “que Deus lhe conceda a força, a coragem e a ousadia necessária para exercer seu ministério com sabedoria e compaixão”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Como as pessoas que buscam a Jesus, também nós estamos a caminho, estamos à procura”

No 18º Domingo do Tempo Comum, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), iniciou sua homilia destacando “a Palavra de Deus a nos conduzir para dentro do mistério do verdadeiro alimento, do Pão verdadeiro, o Pão da vida eterna”. Segundo ele, “a presença de Deus em Jesus nas terras da Galileia era cheia de sabedoria e misericórdia. Jesus curava, ensinava, transformava. Tornou-se um profeta, um consolo, uma proximidade. O Evangelho a nos ensinar que Jesus se apresenta como sustentá-lo do caminho, como razão da vida, pois alimento transformativo e plenificador”, lembrabdo que Ele se apresenta hoje como o “verdadeiro pão do céu que o Pai dá. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. “A multidão que procura a Jesus e o segue para outro lado. Necessitada de direção, faminta, busca alguém que cuide. As pessoas, depois dos pães e dos peixes, continuam a buscar a Jesus que desaparecera. Colocam-se a caminho, buscam e o encontram em Cafarnaum, na vila da compaixão”, afirmou o cardeal Steiner. É por isso que “quando o encontram perguntam: quando chegaste aqui? Ele não responde, pois percebe que as pessoas o procuram pelo pão e os peixes. Por isso, alerta: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará.”  Nessa situação, “saciada a fome física, Jesus anuncia o pão que desceu do céu (cf. Jo 6,41), que sacia de modo definitivo a vida humana. Apresenta-se como o verdadeiro pão que desceu do céu, capaz de manter em vida não por um momento ou durante um trecho do caminho, mas para a eternidade. Ele é o alimento de vida eterna, porque é o Filho unigênito de Deus, vindo para doar a vida em plenitude, para introduzir na vida do próprio Deus”, disse o arcebispo de Manaus. Citando Santo Agostinho, o cardeal ressaltou que nos faz perceber o verdadeiro alimento ao ensinar a partir do evangelho que escutamos: “Vós me buscais não porque vistes os sinais, mas porque comestes aqueles pães. Procurai não o alimento que perece, mas o nutrimento que permanece para a vida eterna. Vos me buscais por outra coisa; deveis ao contrário buscar a mim por mim mesmo. Jesus indica este alimento é ele, como se evidencia no que segue: e que o Filho do homem vos dará. Esperavas, creio eu, sentar novamente para comer uma vez mais o pão para engordar. Mas ele fala do alimento que não se perde, que permanece para a vida eterna, como havia afirmado primeiro à Samaritana: ‘Se tu soubesses quem é aquele que te pede de beber, talvez, tu pedirias pedido a ele, e ele te daria água viva’. (…) Ele respondeu: se tu soubesses quem é aquele que te pede de beber, certamente tu terias pedido a ele, e ele daria a água viva, que dela bebe não terá mais sede; mas quem bebe desta água ainda terá sede. E aquela mulher, que estava cansada de andar em busca de água, se alegrou e expressou o desejo de receber aquele dom, esperando que assim não haveria mais de padecer a sede do corpo. E assim através do diálogo, veio à bebida espiritual. O Senhor usa aqui o mesmo método.” (Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de São João, 25,11) “As pessoas que buscam a Jesus, estavam distantes daquele pão celeste, e eram incapazes de sentir fome dele. A boca do coração estava enferma… Com efeito, este pão exige a fome interior do homem”, disse inspirado novamente no santo de Hipona. “Somente quem é atraído por Deus Pai, quem o ouve e se deixa instruir por Ele pode acreditar em Jesus, encontrá-lo e alimentar-se dele para ter a vida em plenitude, a vida eterna”, afirmou o cardeal, que lembrou as palavras do Papa Bento: “O Senhor… afirmou que é o pão descido do céu, exortando-nos a crer nele. Com efeito, comer o pão vivo significa acreditar nele. Quem crê, come; é saciado de modo invisível, e igualmente de modo invisível renasce. Ele renasce a partir de dentro e, no seu íntimo, torna-se um homem novo.” Dom Leonardo sublinhou que “como as pessoas que buscam a Jesus, também nós estamos a caminho, estamos à procura. Procuramos felicidade, plena realização, vida plena”. Citando o Comentário ao Evangelho dos Dehonianos, disse: “Temos fome de vida, de amor, de felicidade, de justiça, de paz, de esperança, de transcendência e procuramos, de mil formas, saciar essa fome; mas continuamos sempre insatisfeitos, tropeçando na nossa finitude, em respostas parciais, em tentativas falhas de realização, em esquemas equívocos, em falsas visões de felicidade e de realização, em valores efêmeros, em propostas que parecem sedutoras, mas que só geram escravidão e dependência. E Jesus a nos indicar o caminho: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará”. Como nos aconselhar nos abrir para o alimento que plenifica, transforma, vivifica, transfigura: o pão da vida eterna, Jesus. Ele o “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”. “Eu sou o pão da vida”! A sua vida na nossa vida, a nossa vida alimentada da vida de Jesus!! Talvez, por isso acrescenta: “Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.” Na primeira leitura o cardeal Steiner destacou que “o livro do Êxodo (16,2-4.12-15) a nos recordar o cuidado de Deus para com o seu povo no oferecer o alimento no deserto. O caminho da liberdade rumo à terra da promessa era exigente e despojado. Começam a murmurar contra Deus que os conduzia pelo deserto. No deserto, na falta de tudo, o povo sente saudades da escravidão. A falta de alimento e de água criou…
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Enfrentar o Tráfico de Pessoas depende de todos, mas sobretudo de mim

  Na terça-feira, 30 de julho, foi comemorado o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, uma data que tem que nos levar a refletir, mas também tem que nos comprometer em uma luta que é de todos, que ninguém pode ignorar, olhar para o outro lado. Estamos diante de um crime que está próximo de nós, especialmente na Amazônia, uma região onde muitos homens e mulheres se tornam vítimas do tráfico de pessoas, mas que também é rota de tráfico internacional de pessoas. O tráfico de pessoas é uma realidade interligada com outros tráficos, o tráfico de drogas, o tráfico de armas, que tem se espalhado até os locais mais distantes e que de diversos modos vai captando suas vítimas, que entram nas redes de tráfico de pessoas, tendo grandes dificuldades para sair delas, algo que muitas vezes não acontece. Diante dessa realidade, somos desafiados a fazer tudo o que está em nossa mão para ajudar as pessoas a não se tornar vítimas do tráfico humano, mas também a denunciar para que aquelas que se tornaram vítimas possam sair dessa realidade. A indiferença, uma atitude cada vez mais presente na sociedade atual, faz com que o sofrimento das vítimas aumente, gerando dor nelas e em suas famílias, que também sofrem as consequências desse crime. O cuidado com o outro, especialmente com as vítimas, deveria ser assumido como uma obrigação, especialmente quem se diz cristão. No Brasil, a Igreja vem lutando no enfrentamento ao tráfico de pessoas de diversos modos, mas especialmente através da Rede um Grito pela Vida e a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Seu trabalho é importante, mas todos devemos entrar nessa dinâmica, que nos leva a assumir as dores das vítimas, a nos mexer diante do sofrimento do próximo. Somos chamados a entender as manobras das redes do tráfico de pessoas, seus modos de agir, para poder ajudar às possíveis vítimas, entre as que podem estar pessoas que fazem parte das nossas comunidades. A vulnerabilidade, a falta de expectativa, a falta de conhecimento, a dificuldade para encontrar emprego, são situações que favorecem o agir das redes, que vão captando pessoas que sofrem essas situações, se aproveitando da necessidade ou da falta de conhecimento para captar suas vítimas. Diante da dificuldade é sempre mais fácil ser tentado por promessas que nada tem a ver com o que realmente acontece. O que estou disposto fazer para enfrentar esse crime? Até que ponto sou consciente das consequências do tráfico de pessoas? São perguntas que cada um, cada uma de nós tem que se fazer. Não podemos permanecer indiferentes diante de uma realidade cada vez mais estendida em nossa sociedade. Sejamos conscientes que enfrentar o Tráfico de Pessoas depende de todos, mas sobretudo de mim. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB – Editorial Rádio Rio Mar 

Cáritas da Prelazia de Tefé faz entrega de doações às vítimas do barco incendiado em Uarini

Nesta quarta-feira, 31 de julho de 2024, Dom José Altevir da Silva, presidente da Cáritas e bispo da Prelazia de Tefé, juntamente com a equipe da Cáritas da Prelazia, foram até o município de Uarini com o objetivo de entregar as doações recebidas através da campanha promovida pela Cáritas da Prelazia de Tefé, às vítimas do acidente fluvial ocorrido no Rio Solimões, nas proximidades do município de Uarini. As vítimas viajavam no barco M. Monteiro, que saiu de Manaus no dia 27 de julho e tinha como destino Tabatinga. O incêndio aconteceu nas proximidades do município de Uarini e deixou ao menos três mortos, sendo resgatadas com vida outras 183 pessoas foram resgatadas com vida. O acidente aconteceu no fim da tarde de segunda-feira, 29 de julho. A presença de dom Altevir trouxe consigo a solidariedade e o apoio da Prelazia a todos aqueles que estão passando por este momento de sofrimento. Em sua visita, o bispo ressaltou a importância da união e da solidariedade em tempos difíceis, reafirmando o compromisso da Igreja em estar ao lado das pessoas afetadas, oferecendo não apenas apoio material, mas também espiritual. Dom Altevir ainda em sua fala, ressaltou e agradeceu principalmente a ação solidária e imediata da população de Uarini no atendimento às vítimas, atendendo-as como verdadeiros cristãos comprometidos com a defesa da vida. As doações entregues são fruto da generosidade de muitas pessoas que se mobilizaram em resposta à tragédia, demonstrando a força e a união das pessoas. Dom Altevir agradeceu a todos os que contribuíram com a campanha e também as instituições (Mamirauá, SEMA/DEMUC e FAS), que contribuíram com combustível, possibilitando que as doações chegassem até as pessoas. A Prelazia de Tefé reafirma seu compromisso de continuar ajudando os irmãos e irmãs necessitados, na certeza de que juntos, somos mais fortes e capazes de superar os desafios que se apresentam, mantendo sempre a fé e a solidariedade como pilares fundamentais de nossa atuação. Prelazia de Tefé

Seminário São José inicia segundo semestre de 2024: “aqui é o lugar das perguntas, mas é o lugar do aprendizado”

O Seminário São José da Arquidiocese de Manaus, onde se formam os seminaristas do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), retomaram as atividades formativas depois de um tempo de férias e iniciaram o segundo semestre com uma missa presidida pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. Voltar às atividades formativas é uma retomada do caminho vocacional, “esse desejo interior de corresponder ao chamado que cada um de nós recebeu”, segundo o cardeal Steiner, que fez um convite a “ser profundamente agradecidos pelo chamado que recebemos, agradecidos por de novo juntos estarmos diante de mais um semestre.” Seguindo as palavras do Evangelho, o arcebispo de Manaus disse que o seminário é um espaço da escuta, é um espaço da pergunta, questionando: “quantas coisas temos para perguntar”. Ele respondeu que são muitas, e que “às vezes acontece de juntos encontrar as respostas As vezes não encontramos respostas sozinhos, mas encontramos respostas juntos, porque o Mistério da fé, às vezes não quer respostas, quer fidelidade. Se soubéssemos as respostas, não precisaríamos de fé.” “Recebemos o dom da fé, porque diante do caminho que temos percorrido até agora, nós podemos voltar nosso olhar para Deus e continuarmos a perseverar”, disse o presidente do Regional Norte1 aos seminaristas, insistindo em que “aqui o é lugar das perguntas, mas é o lugar do aprendizado”. Partindo da parábola da semente, o cardeal Steiner afirmou que “é na parábola da semente que nós vamos percebendo o quanto correspondemos ou deixamos de corresponder à graça que nós recebemos”, sublinhado que isso “não no sentido moral, mas no sentido do seguimento de Jesus, o sentido de configuração com Jesus, o sentido de gratidão por termos sido chamados.” Aprofundando na parábola, o arcebispo de Manaus perguntou: “no dia a dia da nossa vida, a semente cai em quantos espaços”, destacando que “ela gostaria de receber outro espaço livre, generoso, fecundo, aberto, sem pedras, sem espinhos, onde possa germinar e dar bom fruto, e nós podemos ser esse espaço, essa terra”. Nesse sentido, dom Leonardo pediu “que este semestre que estamos iniciando seja para nós um semestre muito fecundo, um semestre realizador, um semestre onde nós abrimos cada vez mais perspectivas, cada vez mais horizontes.” O cardeal Steiner fez um convite aos seminaristas: “vamos compreender em maior profundidade o sentido de estar ao serviço das comunidades, o sentido de ser padre, cada vez em maior profundidade, não como um sonho, mas como uma possibilidade de realização de pessoas chamadas”. Comentando a primeira leitura, ele destacou a vocação diante da fraqueza, “e diante da fraqueza pensarmos que Deus castigou.” Diante disso, o arcebispo de Manaus enfatizou que “o castigo não vem de Deus, o castigo vem da nossa fraqueza, da nossa infidelidade, se é que podemos chamar de castigo, talvez seja melhor chamar de ausência, porque nos distanciamos, porque nos ausentamos, então não participamos mais da grandeza de Deus”. Segundo ele, “Deus sempre de novo é benevolente, Deus sempre de novo se mostrando a vontade, para que nós sempre de novo participar da sua atividade, e assim no seguimento de Jesus sermos a ele conformados, configurados”. Finalmente, o cardeal Steiner pediu que “Deus nos conceda a graça da fidelidade, Deus nos conceda a graça de nos servirmos uns aos outros, nos ajudarmos uns aos outros e percebermos que vamos crescendo na medida em que queremos corresponder ao chamado do ministério.” Iniciam o segundo semestre do ano 2024 no Seminário São José de Manaus 42 seminaristas: dois da diocese de Borba, dois da diocese de Roraima, cinco da diocese de Coari, sete da diocese de Alto Solimões, três da prelazia de Itacoatiara, quatro da diocese de São Gabriel da Cocheira, quatro da diocese de Parintins, e 15 da arquidiocese de Manaus. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Tadeu é nomeado administrador apostólico da Prelazia de Itacoatiara

Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos foi nomeado nesta segunda-feira 29 de julho de 2024 administrador apostólico da prelazia de Itacoatiara (AM). A nomeação acontece depois da posse canônica de dom José Ionilton Lisboa de Oliveira como bispo da prelazia do Marajó (PA), acontecida no último sábado 27 de julho. Nascido em Corumbá (MS), no dia 3 de dezembro de 1967, ele pertence à Congregação dos Salesianos de Dom Bosco. Ordenado presbítero no dia 7 de dezembro de 1996, foi mestre de noviços, diretor de colégio e de faculdades salesianas, formador de seminaristas salesianos e diretor do Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo. Foi vice inspetor e pároco. Foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus em 12 de outubro de 2016, sendo ordenado bispo no dia 12 de dezembro do mesmo ano. No Regional Norte1 e na arquidiocese de Manaus, dom Tadeu é o referencial da juventude, sendo vigário episcopal da Região Nossa Senhora dos Navegantes, que corresponde às Zonas Centro Sul e Leste de Manaus e os municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Manaquiri. Na arquidiocese acompanha a Vida Religiosa, os Movimentos e Novas Comunidades.  Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1