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7ª Assembleia dos diáconos do Regional Norte1 elege Raimundo Nonato Soares de Souza como novo presidente

Os diáconos permanentes do Regional Norte1 realizaram de 26 a 28, na Chácara Bom Viver, bairro Novo Israel, em Manaus, sua 7ª assembleia, com a participação de 68 pessoas, 40 diáconos e 28 esposas. O tema escolhido foi “Diaconato Social a Serviço da Vida”, e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”. O encontro, que contou com a presença do bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima, iniciou com a acolhida por parte dos diáconos da arquidiocese de Manaus daqueles que chegaram das dioceses e prelazias do interior: 05 diáconos e 02 esposas de Parintins, os mesmos números de Tefé, um diácono e sua esposa de Alto Solimões e um diácono de Borba, sendo 28 diáconos e 23 esposas de Manaus. Juntos rezaram o terço antes de iniciar os trabalhos. A assembleia foi oportunidade para ouvir as experiências e as dificuldades das dioceses e prelazias na caminhada diaconal, as necessidades e realidades, principalmente no interior do Regional, sendo feita uma lembrança dos passos dados desde a última assembleia dos diáconos. Dom Zenildo Lima refletiu sobre o tema da assembleia, colocando a importância dessa temática na vida diaconal, dando ânimo para continuar a caminhada, se colocando sempre como servidores em uma Igreja e lhes direciona naquilo que a Igreja espera de cada diácono. Partindo das palavras do bispo, os diáconos partilharam suas reflexões. Os coordenadores de cada Igreja local partilharam a caminhada em suas dioceses e prelazias, dando passo à votação da nova presidência, elegendo Raimundo Nonato Soares de Souza para levar afrente essa missão, que já foi ratificado pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. A assembleia foi encerrada com a celebração eucarística presidida por dom Zenildo Lima. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Diocese de Parintins ordena diácono Washinton Vieira: Serviço como projeto de vida para todos

Na cidade de Boa Vista do Ramos, na diocese de Parintins, onde ele está realizando o estágio pastora, foi realizada no dia 27 de julho a ordenação diaconal de Washinton Vieira Rodrigues Júnior, um dia feliz para toda a Igreja da diocese de Parintins, segundo seu bispo, dom José Albuquerque de Araújo. Ele destacou que a celebração era um momento para agradecer a Deus, “primeiramente porque todos nós somos irmãos pela fé, todos nós fazemos parte da mesma família. Desde o dia do nosso Batismo, nós somos consagrados, como cristãos, como membros da Igreja, e todos nós recebemos uma vocação”. Dom José Albuquerque destacou que “nós somos acompanhados, somos guiados, somos amparados pelo amor infinito e misericordioso do Senhor, que sempre está conosco”. Ele lembrou que a ordenação aconteceu nas vésperas do Mês Vocacional, consagrado na diocese de Parintins às juventudes, etapa em que o novo diácono descobriu sua vocação e foi acompanhado em sua história vocacional. Mas também no Jubileu dos 70 anos da diocese e em preparação ao Jubileu da Igreja universal em 2025. O bispo lembrou que ao participar de uma ordenação diaconal, os ministros ordenados, de alguma forma renovam seu diaconato, afirmando que a ordenação presbiteral, não apaga o diaconato, “cada padre, é padre e diácono sempre”, e todos somos diáconos, diaconisas, “a Igreja é a grande diaconisa, está sempre ao serviço do Evangelho”, colocando o serviço como caminho para realizar a vocação, lembrando o lema escolhido pelo novo diácono: “Servir ao Senhor com temor”, entendendo o temor profissão de fé, que nos leva a colocar Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Por isso, o bispo insistiu em não ter medo daquele que nos chamou à existência. “Servir a Cristo significa servir à Igreja, servir à Igreja significa servir ao povo de Deus”, destacou o bispo, lembrando que a passagem do lava-pés, lida na celebração, “é projeto de vida para todos nós”, pois “lavar os pés é a forma mais autêntica e verdadeira de viver a fé naquele que nos amou, nos chamou, aquele que é nosso Mestre e Senhor”. Dom José insistiu em que “o cristianismo, ele é feito de ações concretas, não apenas de boas intenções, não apenas de planejamentos, de planos pastorais”. Afirmando que isso é importante, disse que “a nossa fé tem que se traduzir no dia a dia, nos pequenos gestos”., pedindo que o Senhor ajude o novo diácono a pôr em práticas os bons propósitos assumidos na ordenação, pois a vida cristã é um caminho em que vamos renovando os nossos caminhos, os nossos propósitos, sempre em atitudes de aprendizes. Dom José Albuquerque pediu que a ordenação “seja um sinal de esperanças para as nossas juventudes”, para que os jovens possam conhecer a Jesus, se apaixonar por ele e possam levar o Evangelho em todos os lugares. Ao presbitério de Parintins, o bispo lhes pediu acolher o novo diácono, e assim viver a fraternidade, algo renovado no retiro do clero, realizado na semana previa à ordenação diaconal. Ele pediu ao clero retribuir ao povo, “todo esse amor que a gente recebe”, e ao novo diácono assumir que “a partir de hoje, a sua família é a diocese, a sua esposa é a Igreja, os seus filhos é o povo de Deus, todos aqueles com quem você vai poder celebrar a fé, administrar os sacramentos, aconselhar na direção espiritual, acompanhar o sofrimento dos doentes, acompanhar e incentivar as pastorais, as nossas lideranças leigas”, em uma experiência que definiu como cheia de consolações. “Que você possa nos ajudar a sermos servidores e servidoras do Evangelho”, pediu o bispo, chamando a reconhecer a Cristo, “no rosto daqueles que cruzam nosso caminho, de modo especial nos doentes, nos excluídos”, como algo que leva a “viver plenamente a vocação que recebemos do Senhor”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Quando há repartição, todos têm o necessário e ainda sobra”

Lembrando as palavras de Papa Francisco iniciou o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner o comentário às leituras do 17º Domingo do Tempo Comum: “Jesus não cria os pães e os peixes a partir do nada, não, mas opera a partir do que os discípulos lhe trazem. Um deles diz: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes: mas que é isso para tanta gente?  (v. 9). É pouco, é nada, mas a Jesus é suficiente”. “O menino saiu de casa na busca de Jesus. Como não sabia o tempo do encontro, toma cinco pães e dois peixes e pôs-se a caminho. Entra na multidão que busca o outro lado e desperta para a grandeza do outro lado de sua vida ao oferecer o que tinha, o que significa fazer parte da vida de Jesus”, disse dom Leonardo, comentando a passagem bíblica. “Jesus no evangelho de João nos oferecendo mais uma vez o outro lado. E uma multidão que busca o outro lado. Busca o outro, pois via os sinais que Jesus oferecia em favor dos doentes, dos enfermos”, lembrou o cardeal. Segundo ele, “a palavra para ‘enfermo’, em grego, tem a significação de ‘frágil’, ‘débil’, ‘não firme’. Enfermos os que se percebem frágeis, não firmes no corpo e no espírito. Muitas são a enfermidades que nos colocam na condição de fragilidade, de desencorajamento, do desenraizamento, da incapacidade de reagir, de perder a percepção do dom da vida, da convivência. Muitas as enfermidades que nos tolhem os passos, nos encurtam os braços nos não abraços, fazem desaparecer as mãos que já não se estendem na busca da entrega, da doação. Sim, a debilidade, a fragilidade da nossa humanidade a buscar em Jesus o ânimo e as forças para continuar o caminho.” “E viam os sinais da força e do ânimo que todos recebiam de Jesus. Começaram a dar-se conta que estar na presença de Jesus, em contato com ele, sentiam um vigor: que os fracos revigoravam, tornavam-se firmes. Mas, as curas, mais que milagres, eram ‘sinais’, lampejos, cintilações aos enfermos da cura da debilidade da fé”, destacou o arcebispo de Manaus. Lembrando que “Jesus conduz a todos até o monte”, que “deseja elevar, aliviar!”, o cardeal Steiner disse que “caminham até o monte onde todos podem participar do banquete do outro lado: a partilha, a repartição e na repartição do pouco a abundância do pouco que leva a um novo estilo de vida, onde sempre há tudo para todos.” Olhando para o texto, o presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), destacou que “erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão, Jesus disse a Felipe: Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”. Diante disso, “Felipe por não ter compreendido o outro lado, respondeu: ‘Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um’. Felipe não encontra saída no seu pensar e calcular. Das suas mãos e coração vazio, permanece no vazio da pergunta de Jesus. Filipe busca fora o que deveria buscar em si mesmo. Ele pensa na compra, em números. Ele está ali parado vendo a multidão e não consegue ajudar a Jesus nos sinais de quem estava no outro lado. Ele ali quase ingênuo na incapacidade de oferecer algo. Ele mãos vazias, vendo com Jesus a necessidade, a enfermidade, a debilidade, sem conseguir sair ao encontro da multidão! Felipe vê uma multidão, Ele vê a cada um na multidão e sofre por não poder um pedaço de pão para cada uma das pessoas que ali estavam, necessitadas, desalojadas”, comentou dom Leonardo Steiner. “E no calcular de Felipe se contrapõe um menino que se colocara a caminho com cinco pães e dois peixes”, sublinhou o cardeal, afirmando que “também não era suficiente para alimentar a todos, mas era o que ele tinha. E ofereceu. Sem nada ficou, ele que também estava a caminho com toda a multidão. Nós até o vemos na sua simplicidade e candura a dizer: olha tenho cinco pães e dois peixes, se ajudar… E na oferta deu tudo. Sem nada ficou, tudo deu. E nós o vemos satisfeito por ter entregado o que tinha. Saíra de casa na busca de Jesus, e como não sabia o tempo do caminho, previdente, toma cinco pães e dois peixes e se faz caminho.” Identificando atitudes, o arcebispo de Manaus disse que “Jesus, ao ver compadeceu-se, o menino ao ver compadeceu-se. Jesus viu e buscou para oferecer, o menino viu e chegou para oferecer. Na oferta Jesus saciou uma multidão, tocado pela compaixão, compadecido. A compaixão que o aproximou das pessoas agora o faz entregar o seu compadecimento: levou-o a oferecer o que possuía. Jesus vê as necessidades mais básicas, o menino vê. As pessoas sentem fome e Jesus desperta os discípulos a saciarem a fome. Jesus não se limitou a oferecer a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação, a sua vida, mas cuidou da alimentação para o corpo. O menino dos cinco pães compreendeu esta compaixão, e, como se dissesse: ‘pobres e famintos! E eu com cinco pães e dois peixes’. Não resiste, não se contém e num salto entrega!” Segundo o cardeal Steiner, “somos essa multidão necessitada no corpo e no espírito. Certamente mais no espírito que no corpo. E Jesus nos conduz para o outro lado e a nos convidar como o menino a repartir, cuidar, confraternizar com o pouco, o quase nada de cada um, com os mais necessitados. Uma disponibilidade, uma generosidade, uma espontaneidade infantil que oferece; a candura do dar sem reter.” Uma situação que segundo dom Leonardo, nos lembra Papa Francisco: “O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, sobretudo, da sua graça divina, nunca esmorece. Jesus continua também hoje a alimentar, a tornar-se presença viva e consoladora, através de nós. Portanto, o Evangelho convida-nos a permanecer disponíveis e laboriosos, como aquele jovem que se dá conta de que tem cinco pães, e…
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Dom Leonardo na posse de dom Ionilton: “Nós queremos caminhar juntos nessa Amazônia”

O início da missão de dom José Ionilton Lisboa de Oliveira como bispo da Prelazia do Marajó, que aconteceu no dia 27 de julho de 2024 na cidade de Soure, sede da prelazia foi um momento para acolher e agradecer diante do vivido até agora e da missão que ele assumiu. Dom José Ionilton assume sua nova missão depois de sete anos de bispo na Prelazia de Itacoatiara, que faz parte do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Seu presidente, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, agradeceu o modo carinhoso do povo do Marajó receber seu novo bispo, que “já está se sentindo em casa”. Agradecendo a presença dos bispos e dos padres, o cardeal disse ver nisso um sinal de que “nós queremos caminhar juntos nessa Amazônia, não queremos caminhar separados”. Igualmente agradeceu a presença do Núncio apostólico, motivo de satisfação e alegria diante da “presença daquele que o Papa nos enviou”. Finalmente pediu ao povo que cuidem de seu bispo. Dom Giambattista Diquattro disse estar no Marajó, “para transmitir a proximidade e afeto do Santo Padre Francisco para com dom José Ionilton e com a prelazia do Marajó”. Ele lembrou o próximo ano jubilar, dizendo que a palavra-chave para o caminho da Igreja universal e desta Igreja será a palavra sinodalidade, ou seja, comunhão no caminho, amos a Jesus e aos irmãos, amor pela Igreja”, destacando estar inseridos na Igreja, comer o pão eucarístico, como aquilo que nos identifica como cristãos. Saudando a todos, ressaltou que “todos devemos contribuir com nossa oração, com nossa fé, com nosso coração para fortalecer a comunhão com Deus na Igreja”. O Núncio apostólico pediu ao povo para rezar pelo bispo emérito, dom José Luis Azcona, internado no hospital, segundo lhe prometeu quando lhe visitou. O arcebispo de Santarém e presidente do Regional Norte2, dom Irineu Roman, acolheu dom José Ionilton em nome dos bispos do Regional. Ele destacou a importância da colegialidade, a comunhão e a unidade entre os bispos e de todos os que fazem parte da Igreja. Ele destacou a importância de caminhar juntos, da sinodalidade, da escuta e o diálogo no Espírito Santo, agradecendo também a presença do Núncio. O antecessor de dom Ionilton, dom Evaristo Spengler, atual bispo de Roraima, lembrou os 94 anos de história da prelazia do Marajó. Ele disse que nos últimos tempos tem se colocado em evidência o Marajó de forma negativa, dizendo que “o maior tesouro dessas terras é águas é o povo marajoara, que é um povo de muita fé, é um povo acolhedor, é um povo que busca a Deus com todo seu coração, que não distingue a sua vida e a sua fé, a Igreja e a sua vida no dia a dia, é um povo que se deixa conduzir por Deus’, enfatizando a dom Ionilton que “você vem para um povo que já te ama, um povo que te acolhe”, onde diz ter encontrado Deus. Ele destacou a dimensão profética de dom Ionilton, pedindo a benção de Deus para sua nova missão. O arcebispo de Palmas e vice-presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), dom Pedro Brito, destacou a importância do barco para poder chegar nas comunidades, lhe entregando esse presente em nome da REPAM-Brasil. Por sua vez, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), da qual dom Ionilton é presidente, lhe entregou uma estola que pertenceu a frei João Xerri, dominicano, “que tem uma vida totalmente dedicada aos pobres”, destacando a simplicidade de dom Ionilton e que ele tem muito a oferecer, destacando que “nós da CPT aprendemos demais com o carinho, com a acolhida com a palavra, principalmente com o testemunho junto aos mais pobres”. Em nome da prelazia de Itacoatiara, seu chanceler, o padre Danilo Monteiro, destacou a simplicidade e maneira de amar as pessoas de dom Ionilton no tempo em que ele foi bispo de Itacoatiara, dizendo ter sido um grande profeta em meio do povo da prelazia, “e com sua maneira de viver o Evangelho foi nos revelando que isso era próprio de Deus, sua presença no nosso meio”, mostrando sua gratidão e pedindo que continue sendo abençoado por Deus, e que será para sempre seu bispo e seu amigo. Em nome dos Agostinianos Recoletos, presentes desde o início da prelazia do Marajó, que consideram sua pérola, o secretário provincial da Provincia Santo Tomás de Vilanova, disse que eles estão no Marajó como irmãos, para trabalhar juntos e perguntar a Jesus o que ele quer que eles façam por esse povo, mostrando sua disposição e dar a vida pelo Evangelho, e como bons agostinianos, continuam em comunhão, dizendo ao bispo que pode contar com sua comunhão e apoio. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Posse de dom Ionilton no Marajó: “Vamos juntos e juntas trabalhar para fazer o Reino de Deus continuar crescendo”

A cidade de Soure (PA), sede da prelazia do Marajó, acolheu na noite do sábado 27 de julho de 2024, a posse canônica de dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, nomeado pelo Papa Francisco no dia 03 de novembro de 2024. A celebração de início da missão contou com a presença do núncio apostólico, dom Giambattista Diquattro, mais 16 bispos, dentre eles o arcebispo de Santarém e presidente do Regional Norte2, do qual faz parte a prelazia do Marajó, dom Irineu Roman, do arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, onde dom Ionilton era bispo, na prelazia de Itacoatiara, o cardeal Leonardo Ulrich Steiner, e do bispo de Roraima, dom Evaristo Spengler, que foi o predecessor como bispo do Marajó. Quando há partilha, todos comem e sobra Na homilia, o novo bispo do Marajó iniciou lembrando a atitude do profeta Eliseu, em uma atitude de solidariedade com quem passa fome, questionando se nós, “sabemos ser solidários e partilhar o que temos com quem não tem?”, ressaltando que “quando há partilha, todos comem e sobra; sem partilha alguns comem e outros passam fome”. Uma ideia também presente no Salmo 144, que mostra que saciar a fome é projeto de Deus, e que “a fome é negação da vontade de Deus; injustiça; má distribuição da renda e dos bens”. Seguindo as palavras de Paulo aos Efésios, o bispo do Marajó fez um chamado a avaliarmos “a vivência de nossa vocação de leigo, consagrado, ministro ordenado, missionário”, perguntando se “Estamos sendo coerentes? Estamos dando testemunho?”. Ele refletiu sobre o chamado a se suportar, na perspectiva de “dar suporte, sustentar, apoiar, ser presença solidária”.   Jesus andante, missionário No Evangelho, dom Ionilton destacou a atitude de Jesus andante, missionário, questionando para onde devemos ir em missão. Ele destacou que a preocupação de Jesus é que o povo coma, fazendo um chamado a fazer a mesma coisa. Ele lembrou as palavras de Papa Francisco, que considera um escândalo que muitos ficam sem o pão de cada dia, mesmo sendo produzida comida suficiente; que define a fome não só como uma tragédia, mas também uma vergonha. Isso tem que levar a superar a lógica fria do mercado, a não submeter os alimentos à especulação financeira, seguindo as palavras do Papa, que chama a criar um Fundo mundial para acabar com a fome com o dinheiro usado em armas e em outras despesas militares. São atitudes que são puro Evangelho, insistiu dom Ionilton, que afirmou, seguindo a atitude do menino na passagem do Evangelho, que “Jesus quer que todos se envolvam e colaborem para saciar a fome das pessoas e aponta a partilha como o caminho para que a fome seja saciada e eliminada entre nós”, e que “não se pode estragar alimentos em uma sociedade de milhões de famintos”.   Estar aqui como aquele que deve servir No final da celebração, o novo bispo disse ter se esforçado bastante nos sete anos de bispo na prelazia de Itacoatiara para viver seu lema episcopal: “Estou no meio de vós como aquele que serve”, dizendo ter essa mesma disposição para sua nova missão: “estar aqui com vocês como aquele que deve servir, seguindo o exemplo do Mestre Jesus”. Uma missão que acolheu diante do pedido da Igreja, ressaltando que “como Religioso Vocacionista, sempre acolhi as transferências como expressão da vontade de Deus”. Ele disse estar no Marajó “para ser mais um servidor, para somar com todas as forças vivas que já estão aqui fazendo a missão evangelizadora da Igreja acontecer, de todas as vocações, Leigos e Leigas, Ministros Ordenados, Seminaristas e Irmãos e Irmãs da Vida Consagrada e das Comunidades de Vida”.   Trabalhar juntos A todos e todas, ele fez um pedido: “vamos juntos e juntas trabalhar para fazer o Reino de Deus continuar crescendo neste chão da Prelazia de Marajó. Vamos continuar sendo uma Prelazia Evangelizadora, Missionária, Ministerial, Samaritana e Ecológica”. Dom Ionilton disse chegar para ser bispo de todos, “mas deverei ser, de modo especial, o bispo de quem mais precisar de ajuda e apoio”, o bispo “de modo especial dos empobrecidos, excluídos e marginalizados, os preferidos de Jesus”, dando continuidade “à missão dos dois últimos irmãos bispos, Dom José Luis Azcona, OAR e Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, com as necessárias adaptações que a realidade eclesial e social exigirem”. Igualmente, o bispo disse chegar para continuar encarnando na realidade da Prelazia do Marajó as orientações do Papa Francisco, da CNBB Nacional e Regional Norte 2, do Sínodo para a Amazônia, das decisões do Encontro da Igreja na Amazônia (Santarém 2022), e as decisões da última Assembleia da Prelazia do Marajó em 2022. Ele enviou sua saudação ao povo da prelazia, aos servidores da Cúria, e lideranças eclesiais, ao administrador da prelazia no tempo da vacância de bispo, aos membros dos diversos conselhos, com quem disse querer contar. Citando Santo Agostinho, “Para vocês sou bispo; com vocês sou cristão”, pediu que rezassem pelo seu serviço na prelazia, agradecendo a presença dos padres, consagrados, missionários, leigos e leigas, do Núncio apostólico e dos bispos, e daqueles que chegaram da prelazia de Itacoatiara, de sua Congregação Vocacionista, e de sua família, dos agentes da Comissão Pastoral da Terra, e de todos os que colaboraram na organização da celebração. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1  

Dom Ionilton inicia sua nova missão no Marajó com a presença do Nuncio apostólico e mais de 15 bispos

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira inicia sua missão como bispo da Prelazia do Marajó (PA), com a celebração da posse que será realizada na catedral da prelazia, na cidade de Soure, neste sábado 27 de julho. Nomeado no dia 03 de novembro de 2023, dom José Ionilton era bispo da Prelazia de Itacoatiara (AM). Na celebração, que acontece às 19 horas no horário local, e será transmitida pelas redes sociais da Prelazia do Marajó, participa o Nuncio apostólico, dom Giambattista Diquattro, e mais de 15 bispos do Regional Norte2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do qual faz parte a igreja local do Marajó, do Regional Norte1, onde dom José Ionilton foi bispo desde 2017, e de outros regionais do Brasil. Da celebração participam vários agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que tem dom José Ionilton Lisboa de Oliveira como presidente, padres, religiosas, representantes do laicato, familiares e amigos de dom Ionilton chegados de vários estados do Brasil. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Mons. Lucio Ruiz: Sínodo digital, “um novo capítulo do que significa e sempre significou a missão na Igreja”

Um lugar para ser missionado, é assim que o Secretário do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, Monsenhor Lucio Ruiz, vê o ambiente digital. Isso é algo que ele promoveu com o Sínodo digital, despertando interesse em todas as partes do mundo e em todos os níveis da Igreja, gerando “a esperança de que um novo capítulo possa ser aberto para o que significa e sempre significou a missão na Igreja”. Por essa razão, ele insiste que “a primeira coisa importante é entender que o digital não é um instrumento, mas uma cultura”, para tomar medidas para incorporar o digital no grande fluxo missionário da Igreja, em um ambiente, as redes, no qual as pessoas estão procurando respostas, o significado que a Igreja é chamada a oferecer. Não se deve esquecer que 30% dos participantes do Sínodo digital eram não crentes ou pessoas que haviam se afastado, e que isso trouxe novos batismos e pessoas que retornaram à Igreja. Isso requer uma linguagem que seja compreendida, porque “o chamado à nossa porta que a missão digital faz é prestar atenção em como, ao mudar a linguagem, podemos também alcançar as pessoas novamente, podemos alcançar pessoas que não estavam escutando antes”. O desafio será “saber como viver nesses ambientes” e “ser capaz de unir instituição e carisma”. Conhecer a cultura digital é um dos desafios apresentados no Instrumentum laboris para a Segunda Sessão da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre a Sinodalidade. Existe um desejo entre a hierarquia de conhecer a cultura digital? Como o grupo de estudos sobre Missão no ambiente digital, do qual o senhor faz parte, pode ajudar a aumentar esse interesse? O interesse pela cultura digital e as possibilidades que ela apresenta para a evangelização, para a missão, especialmente para aqueles que estão mais distantes, para aqueles que estão buscando, para aqueles que estão sofrendo, para aqueles que têm perguntas. Com todas as pessoas que encontrei durante esse período do Sínodo digital, esse interesse existe, é forte, e está expresso no capítulo 17 do Relatório Síntese da Primeira Sessão da Assembleia Sinodal, porque é a primeira vez que a ideia de missão em ambientes digitais aparece em um documento da Igreja. Nunca antes se falou em missão no ambiente digital, considerando-o como um lugar aonde temos que ir em missão. E é por isso que o Sínodo abriu uma porta na Igreja, pois estamos verificando que em todo o mundo esse interesse está surgindo, bispos, conferências episcopais, dioceses, estão ligando, querendo saber sobre missionários digitais, e isso nos dá esperança de que um novo capítulo pode ser aberto para o que a missão na Igreja significa e sempre significou. O trabalho do grupo 3, que é o grupo que o Papa criou com o Dicastério para a Comunicação, o Dicastério para a Educação, o Dicastério para a Cultura e o próprio Sínodo, é a manifestação do que o próprio Sínodo quer fazer, porque o Sínodo, no capítulo 17, diz que isso deve ser feito. O Grupo 3, o que ele tem que responder é como fazer isso, e é por isso que as perguntas que são colocadas ali são orientadas para pensar, refletir, perguntar à Igreja como realizar a missão digital. O Relatório Síntese da Primeira Sessão da Assembleia Sinodal define a cultura digital como uma dimensão crucial do testemunho da Igreja. Que medidas devem ser tomadas para tornar isso concreto? A primeira coisa importante é entender que o digital não é uma ferramenta, mas uma cultura. Não é um dispositivo que temos de aprender a manusear melhor, que nos permite produzir vídeos, postagens ou coisas que são úteis para o trabalho pastoral, mas é um ambiente para habitar e, portanto, é uma missão que temos de realizar. Quando começamos a pensar nessa realidade como um lugar, percebemos o valor do testemunho. Missão, estar presente e dar testemunho da vida de um cristão nesse lugar. Se, em vez disso, continuarmos a pensar nele como um instrumento, só nos referiremos a especialistas, a cursos para manejá-lo melhor e usá-lo para determinadas coisas. Se, por outro lado, fizermos a transição de instrumento para cultura, perceberemos que temos uma expressão para viver nossa fé, dar testemunho dela e levá-la a outras pessoas. O conceito de missionários digitais está se tornando cada vez mais difundido, e como eles podem contribuir para a comunicação do Evangelho no campo da missão? Podemos dizer que já existem frutos concretos dessa missão digital? O fato de o Sínodo chamar de missão e de missionários todas as atividades que ocorrem nas redes, nos espaços digitais, significa que ele as está incorporando ao grande fluxo missionário da Igreja. Não é algo que possa ser feito ou que tenha que ser feito, mas a missão é a vida da Igreja. E isso pode colaborar muito na missão, mesmo ad gentes, porque sendo a cultura digital que permeia todos os ambientes de nossa cultura, com inteligência, com criatividade, com ousadia e com sua própria linguagem, usando seu próprio tempo, usando sua própria narrativa, ela nos permite alcançar pessoas que de outra forma não seriam alcançadas de nenhuma outra maneira. Quando você vê pessoas navegando na Web em busca de respostas, em busca de significado, poder estar presente, dar respostas, oferecer a possibilidade de escutar, apresentar uma mensagem de esperança em um mundo que está procurando um sentido para a vida, isso é um fruto concreto do que pode ser a missão digital. E foi isso que experimentamos durante esse tempo, nesse projeto “A Igreja escuta você”, que está em andamento há dois anos e meio, vimos exatamente isso. Quando fizemos a experiência do Sínodo digital, 30% das 150.000 pessoas que participaram da primeira fase, que foi de apenas dois meses de trabalho, eram descrentes, ou pessoas que estavam distantes, com raiva da Igreja. E elas quiseram participar porque, depois de tantos anos se sentindo rejeitadas, sentiram-se escutadas. E vimos nas respostas como elas queriam continuar, como queriam se aprofundar. Houve até pessoas que, sentindo-se tocadas pela proximidade da Igreja…
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No Brasil, nem todas as vidas têm o mesmo valor

  A apresentação do Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2023, realizada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na segunda-feira 22 de julho, em Brasília, mostra que no Brasil, nem todas as vidas têm o mesmo valor. Os números relatam o aumento dos assassinatos, que em 2023, chegaram em 208, da morte de crianças menores de 04 anos, que chegou em 1040, com 670 que poderiam ter se evitados, dos suicídios, que foram 180. Os povos indígenas no Brasil têm sido historicamente massacrados, quase sempre com a cumplicidade do Estado, que não faz respeitar os direitos garantidos na Lei Suprema do país. Os ataques contra os povos indígenas se tornaram uma constante, e essa violência não pode ser tolerada, ainda menos naturalizada. O poder público não reage, a sociedade permanece indiferente, e poderíamos dizer que os indígenas se tornaram para grande parte do povo brasileiro cidadãos de segunda categoria. A Igreja católica, mesmo sabendo que tem católicos com essas atitudes que acabamos de dizer, tem se empenhado, especialmente através do Conselho Indigenista Missionário, no acompanhamento e defesa dos povos indígenas. Uma defesa que não pode ser ignorada, pois são os povos originários aqueles que melhor cuidam da obra criadora de Deus. Se nós dizemos acreditar no Deus Criador, não podemos ignorar àqueles que melhor cuidam daquilo que Deus colocou ao dispor da humanidade, de toda a humanidade. Defender a vida tem que ser uma obrigação sempre para quem se diz cristão, e o empenho nessa defesa tem que ser durante toda a vida e em favor de todos. Somos desafiados a nos posicionarmos contra qualquer tentativa de desrespeito para com a vida, especialmente para com a vida dos pequenos, daqueles que são descartados, atacados porque são considerados um empecilho pelo poder político e econômico, que tem no lucro seu objetivo fundamental. O Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2023, vai relatando com detalhe os diversos tipos de violência: Contra o Patrimônio; Contra a Pessoa; por Omissão do Poder Público; Contra os Povos Indígenas Livres e de Pouco Contato. Os números não podem ser ignorados, mesmo que muitos se empenhem em disfarçá-los, em dizer que não é bem assim. Mas são números que recolhem dados objetivos, colocando em evidência a crueldade com que os povos indígenas são tratados no Brasil. A febre da ganância não pode falar mais alto do que a defesa da vida, a vida dos povos indígenas não pode ficar subjugada aos interesses económicos de pequenos grupos de poder, amparados pelo poder político. Somos desafiados a escolher o lado, a assumir a causa indígena como sociedade, como Igreja católica. Se a gente não tem claro isso, se ignoramos essa defesa, estamos nos afastando do conceito de humanidade, mas também estamos nos afastando de Deus. Devemos lutar para que todas as vidas tenham o mesmo valor, para que as injustiças e preconceitos, secularmente presentes na sociedade brasileira fiquem para trás, para nunca duvidar do valor da vida, de cada vida, de todas as vidas, especialmente da vida dos pequenos, daqueles que muitos querem descartar, mas que sempre foram e serão os prediletos de Deus. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Dom Ionilton a caminho de sua nova missão como bispo da Prelazia do Marajó

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, depois de ter se despedido de Itacoatiara na tarde desta terça-feira, está a caminho de sua nova missão na prelazia do Marajó, estando prevista sua chegada em Soure, sede da prelazia, na quinta-feira, 25 de julho. O bispo da prelazia do Marajó, nomeado pelo Papa Francisco no dia 03 de novembro de 2023, iniciará sua missão na celebração que acontecerá no sábado, 27 de julho, às 19 horas, onde se espera a presença do núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, de bispos, padres, representantes da Vida Religiosa e do laicato do Regional Norte1, assim como do Regional Norte2 da CNBB. Nos últimos dias aconteceram diversas celebrações de ação de graças na prelazia de Itacoatiara, onde iniciou sua missão no dia 20 de julho de 2017. Dom Ionilton teve o serviço como marca e identidade, segundo o pároco da Catedral Nossa Senhora do Rosário e coordenador de pastoral, padre Acácio Rocha, que, diante de sua nomeação como bispo da prelazia do Marajó, lembrou as palavras de dom Ionilton, que sempre disse ao clero de Itacoatiara: “não fomos ordenados para nós mesmos, fomos ordenados para o serviço da Igreja, e onde a Igreja precisar devemos estar disponíveis para colaborar com a missão da Igreja”. Em nome da prelazia, o coordenador de pastoral expressou “nossa gratidão pelo seu serviço pastoral e missionário em nossa prelazia de Itacoatiara”, destacando o cuidado com a vida e seus direitos que o bispo fez ao longo de quase sete anos. Ele foi relatando o que foi feito por dom Ionilton em sua missão episcopal na prelazia, que definiu como “um testemunho vivo do amor de Cristo e do poder transformador do Evangelho”. afirmando que “suas ações, gestos e palavras deixam uma marca indelével em nossas mentes e em nossos corações”, e pedindo a benção da Virgem do Rosário em sua nova missão. Dom Ionilton, com grande emoção, agradeceu o tempo em que tem pastoreado a Igreja de Itacoatiara, dizendo ter feito todo seu esforço para assumir seu lema episcopal: “Estou no meio de vocês como aquele que serve”. Reconhecendo os erros e pedindo perdão por eles, agradeceu aos leigos e leigas das 13 paróquias e mais de 250 comunidades, que abraçaram a missão evangelizadora na prelazia; aos ministros ordenados, “que me acolheram, me animaram a viver a missão”; aos seminaristas; à Vida Consagrada. Ele lembrou algumas frases pronunciadas no dia do início de sua missão em 30 de julho de 2017, analisando os passos dados nesse tempo. Ele pediu evitar falar mal do novo bispo que a prelazia de Itacoatiara irá receber, nem que o trabalho do novo bispo seja comparado com o que ele fez, pedindo à Igreja de Itacoatiara que acolham e observem as orientações do novo bispo, e ao clero que “não deixem navegar sozinho ao novo bispo nas água da nossa prelazia”. Igualmente, pediu a todos aqueles que fazem parte da prelazia que cuidem dos pobres, em quem Jesus está. Ele fez um convite a amar, dizendo que “o amor é a senha que abre a porta do céu”. Pouco antes de sair da prelazia, dom Ionilton lembrou que “nossa Igreja é missionária por natureza”, e que, depois de sete anos em Itacoatiara a Igreja lhe chama para ser missionário em outra parte da Amazônia, onde disse ir confiante, porque é missão, dizendo querer abraçar com entusiasmo a nova missão que a Igreja lhe confia. Para a prelazia de Itacoatiara, ele pediu a benção de Deus, agradecendo a todas as pessoas que caminharam com ele, pedindo que “lutem pelo Reino de Deus, lutem pela defesa da vida, lutem pela justiça, lutem pela paz, sejamos cada vez mais solidários, especialmente com quem mais precisa”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Inicia Curso de Realidade Amazônica em Manaus, “para começar o processo de integração nesta terra”

A Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), a Comissão Episcopal da Amazônia (CEA) e em comunhão com a Rede Eclesial Panamazônica (REPAM), realiza no Centro de Formação de Lideranças da Arquidiocese de Manaus, Maromba, de 21 de julho a 04 de agosto, o Curso de Realidade Amazônica. São 23 participantes, procedentes de diversas regiões do Brasil e de diferentes países da África, da Ásia, da América Latina e da Europa, que irão trabalhar na arquidiocese de Manaus, nas dioceses de Alto Solimões, Parintins e Roraima, e na prelazia de Tefé: 12 religiosas, uma leiga, dois leigos e sete padres. “Ao mesmo que é uma tradição antiga, já é uma história longa, ele foi iniciado em 10991, mas cada ano tem sido uma renovação. Pelo grupo que chega, que vem sempre de lugares diferentes, de lugares mais distantes”, segundo a professora da Faculdade Católica do Amazonas, Elisângela Maciel, coordenadora do curso. A experiência dos anos passados ajuda a trocar conteúdos, ampliar e intercalar questões. No grupo deste ano, o grupo maior, de diferentes congregações, irá trabalhar em diversas localidades da prelazia de Tefé. Alguns deles já tem alguns meses na Amazônia, “mas com esse anseio de fazer a missão, de abraçar a região”, salienta a professora. Diante disso, ela afirma que “a proposta do curso é aprofundar isso que eles já trazem, esse chamado que eles já trazem, e dar esse subsídio, dar essas ferramentas necessárias para que eles possam atuar da melhor maneira, com esse conteúdo, mas também com algumas práticas que a gente vai trocando ao longo do curso com atividade pastoral”, na área ribeirinha e na periferia de Manaus. Se trata de dar “experiências diferentes, ao mesmo tempo que dar um conteúdo cada vez mais aprofundado para que eles possam depois utilizar nas diversas realidades que eles vão enfrentar”, afirma Elisângela Maciel. Um dos participantes do curso é o voluntário leigo Marista, Pedro Figueiredo, chegado de Porto Alegre (RS), que mostra sua importância para “conhecer a Amazônia, um pouco da Amazônia, um pouco dos elementos da cultura da Amazônia, para começar o processo de integração nesta terra”. O curso busca formar agentes de evangelização a serviço da vida na Amazônia, desde a encarnação na realidade. Um espaço formativo de acolhida, reflexão e aprendizados para o serviço missionário na região amazônica. Se oferece “um conjunto de informações mais sistematizadas sobre a própria região amazônica, concentrando sua reflexão sobre o humano, o meio ambiente, a vida e a ação evangelizadora da Igreja”. A partir de uma metodologia sinodal, decolonial e intercultural, se estuda a realidade socioambiental, político-econômica, cultural e eclesial da Amazônia, buscando elaborar com os agentes um instrumental teórico-metodológico, necessário para o conhecimento e inserção na realidade. À luz da fé, o curso quer descobrir propostas concretas de ação libertadora e encarnação na realidade, e junto com isso estreitar a comunhão com as Igrejas, povos e culturas da Pan-amazônia, numa visão mais ampla desta vasta região. Igualmente, o curso quer abrir-se ao grande patrimônio espiritual dos povos da Amazônia e sua pluralidade. O curso será realizado numa metodologia participativa, e está destinado a agentes de pastoral inseridos nas comunidades eclesiais e serviços pastorais na região amazônica; a leigos e leigas, religiosas e religiosos, presbíteros, diáconos vindos de outras regiões para servir na Amazônia, atores sociais envolvidos com as questões amazônicas. Ao longo do curso será feito uma análise de conjuntura abordando diversas realidades; uma abordagem da antropologia e geografia amazônica; a história, cultura e sociedade da Amazônia; a espiritualidade e vozes da Amazônia. Junto com a parte teórica, os participantes do curso realizarão uma experiência pastoral nas comunidades. Na missa de abertura, o padre Cândido Cocavelli, diretor administrativo da Faculdade Católica do Amazonas, fez um chamado a ser atraídos por Jesus, por sua palavra, por seu ensinamento, que tocam, transformam vidas e atraem, a exemplo de Maria Madalena, no dia em que a Igreja celebra sua festa. Seguindo as palavras de dom Hélder Câmara, definiu os missionários e missionárias como homens e mulheres de fronteira, chamados a lançar seu olhar na realidade do mundo para enxergar no rosto do povo o rosto do Crucificado, numa Amazônia onde há muitos crucificados, que precisam ser descidos da Cruz. Ele disse aos participantes do Curso de Realidade amazônica que não podemos nos tornar insensíveis diante da vida que é espoliada, que é tirada, numa Amazônia onde está sendo desfigurada a obra do Criador, por aqueles que exploram, que devastam, que ceifam vidas, poluindo os rios, destruindo a natureza e a vida das pessoas. Junto com Madalena, fez um convite a ser anunciadores da Ressurreição, se tornar novas criaturas. Igualmente falou sobre a necessidade de reconhecer a presença feminina na Igreja, a relevância do trabalho das mulheres, mas sobretudo a maternidade, enxergar no rosto das mulheres uma Igreja que não mede esforços para servir: catequistas, ministras, que sustentam a vida de fé de tantas comunidades no interior e nas periferias das cidades da Amazônia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1