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Pastorais do Regional Norte1 partilham a caminhada e refletem sobrem as Pastorais Sociais, “um exercício do viver o Evangelho”

Os representantes das Pastorais do Regional Norte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1) se encontraram na sede do Regional no dia 12 de dezembro para um encontro de partilha do caminho percorrido ao longo do ano e de formação sobre a Espiritualidade das Pastorais Sociais. Com a assessoria do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, os participantes refletiram sobre o “Espírito das Pastorais Sociais: Viver o Evangelho de Jesus Cristo”. Ele destacou a riqueza da Doutrina Social da Igreja, que não é muito conhecida, relatando que na Assembleia Sinodal do Sínodo da Sinodalidade foi abordada a necessidade de retomarmos a Doutrina Social da Igreja, uma dinâmica assumida pelo Regional Norte1. Isso sem esquecer as resistências dentro da Igreja à Doutrina Social da Igreja. A Doutrina Social tem introduzido novos conceitos: pecado social (João Paulo II), pecado ecológico (Francisco). “A Doutrina Social da Igreja é presença das nossas comunidades na nossa sociedade”, insistiu o cardeal, apresentando o Ano da Misericórdia como chave de leitura das Pastorais Sociais, segundo o texto de Mateus 25: “Foi a mim que o fizeste”. Segundo o presidente do Regional Norte1, Pastoral Social é mais do que uma assistência social, é um exercício do viver o Evangelho, é um modo da fé de estar junto dos irmãos e irmãs, é muito mais do que organização. É um exercício do amor, até dar a vida, sendo as pastorais sociais uma relação do amor, que leva dignidade. É defender a vida e dedicar tempo aos pobres, escutá-los, acompanhá-los nos momentos difíceis. Um elemento importante é assumir que a necessidade de a partir deles transformar a situação, não levamos soluções e sim ajudamos as pessoas a se libertarem, destacou o cardeal Steiner. De fato, para muitas pessoas, a própria pastoral se torna nossa espiritualidade, ela é um cuidado especial para com os pobres e marginalizados, com os descartados. O arcebispo de Manaus analisou o significado de sociedade, insistindo na dimensão da Igreja como comunidade dos seguidores, como fraternidade. As Pastorais sociais acolhem e saem ao encontro de todas as pessoas, não existe limite no cuidado da pessoa, buscam transformar todas as estruturas da convivência humana, cuidar de quem ninguém cuida, segundo disse a Madre Teresa de Calcutá. Um cuidado das pessoas, dos filhos e filhas de Deus, uma comunidade que olha para além de si mesma, que está profundamente inserida na sociedade, insistindo em que o testemunho é a melhor forma de evangelização, segundo disse o Papa Paulo VI em Evangelii Nuntiandi. Isso sempre feito no Espírito da gratuidade. Retomando o Ano da Misericórdia, o cardeal Steiner definiu a Misericórdia como Pastoral, definindo a Misericórdia como o que mantem viva à Igreja. A Misericórdia é expressão da fidelidade e ternura de Deus, pois seguindo Santo Agostinho, “Deus, não pode não nos amar”. Para Deus, não ser misericordioso é ser infiel a si mesmo, e a Misericórdia não é relação de perdão, é relação de ternura, é amor matricial, um amor revelado por Jesus para com cada e todo ser humano, um amor universal, com lonjura, um amor que vai além das pessoas, que chega a todas as criaturas. A partir da Misericórdia muda a pergunta pelo próximo presente na parábola do Samaritano, o homem se deixa atingir nas suas vísceras, ele é pego por dentro. Lembrando as palavras de Santo Tomás de Aquino, o cardeal Steiner falou da misericórdia como “ter o coração aflito por causa da aflição de outra pessoa”, fazendo um chamado a “ser, nós, aqueles anjos que sobrem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos os últimos, que caso contrário ficariam para trás”, segundo diz o Papa Francisco. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “Ao caminharmos para Belém somos despertados para a proximidade de Deus”

“Devagar se faz luminosidade na coroa do Advento”, disse Dom Leonardo Steiner no início da homilia do II Domingo do Advento, recordando que “as velas acessas, nossos desejos, nossos propósitos, a nossa disponibilidade, crescem na medida do caminhar para o lugar do nascer de Deus: Belém! Palavra de Deus, iluminando o caminho para chegar a Belém”. Segundo o Arcebispo de Manaus, “no II Domingo do Advento, Isaías e João Batista anunciam que Deus, o Salvador e Consolador, está para chegar! Por isso, sinalizam, alertam, despertam: Preparai o caminho e endireitai as estradas! Confessai vossos pecados e convertei-vos!”. Assim na leitura de Isaías destacou que “no livro da Consolação, anuncia esperança aos israelitas, reacende nos exilados o mistério da eleição divina. É anúncio, recordação, de que Deus continua amar seu povo, apesar das infidelidades e dos pecados”.  Lembrando o texto, “Consolai, consolai, meu povo!”, o cardeal destacou que “a desolação havia assaltado o coração do Povo de Israel. O coração tornara-se árido e seco como o deserto. Não temem a destruição e, por isso, não percebem a ameaça da aniquilação. A aniquilação traz a desertificação das fontes criativas da vida, espalha o deserto nos corações, acaba com o alento da esperança. As fontes da esperança haviam secado, minguara o viço e o vigor de ser o povo eleito. O povo eleito estava abatido, aniquilado, tornaram-se escravos novamente”. Segundo Dom Leonardo, “o profeta a nos conduzir pelo caminho do consolo e da esperança, pois Deus oferece a salvação, o perdão. Ao caminharmos para Belém somos despertados para a proximidade de Deus. Deus envia a palavra da consolação, por meio do profeta para nosso coração às vezes desolado e atormentado, esquecido e afastado”, segundo aparece no texto. “É a consolação dita ao coração, ao âmago do ser humano, onde pulsa a cadência do existir. O profeta em nome de Deus fala ao Povo como o amado fala à amada, a mãe ao filho”, prosseguiu. Com relação a Deus, ele afirmou que “é Pai misericordioso e Pastor magnânimo, disposto a livrar o Povo mais uma vez da escravidão. Mais uma vez deseja conduzi-lo à terra da promessa. Deus deseja perdoar, Deus quer redimir seu povo amado. A primeira leitura nos convoca a sair da depressão e encoraja a erguer o ânimo e nos dispormos a trilhar o novo caminho: todo o vale será elevado! Convoca à humildade, à minoridade, à pobreza, à cruz: toda colina será rebaixada. Promete, ao mesmo tempo, que a graça do Senhor tornará fácil aquilo que parece difícil aos olhos humanos: ‘A sinuosidade será endireitada e as sendas escarpadas, suavizadas’. E o Senhor promete revelar-se em seu esplendor: A glória do Senhor se descobrirá. O homem fraco será revigorado, toda carne, todos os mortais, frágeis, verão o Senhor”, inspirando no Comentário ao Evangelho de Fernandes, M.A., e Fassini, D. O cardeal ressaltou que “a Primeira Leitura nos desperta para a vida nova, para a libertação, a salvação, nos envia ao Evangelho: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!”. Palavras que ele define como “um convite à conversão, a uma vida nova: os caminhos do Senhor, as estradas de Deus. O nome João significa ‘graça de Deus’. A graça de Deus que se faz pregação no deserto e oferece o batismo de conversão. A graça de Deus se manifesta no deserto anunciando a graça de Deus. Deserto foi o lugar do nascimento do Povo de Deus pela Aliança. Foi no deserto que Deus se manifestou e fez nascer um Povo. O deserto lugar da purificação, da escuta no silêncio e na solidão. E o rio Jordão a memorar o ingresso na terra da promessa, especialmente a passagem da libertação definitiva da escravidão egípcia. A passagem para o lugar dos eleitos e protegidos de Deus”. De João, o Batista, o cardeal disse que “é mensageiro, o anjo enviado, que hoje nos provoca a nos prepararmos para o batismo não mais da conversão, mas do Espírito. A conversão, a mudança de vida, abertura para o Espírito que transforma todas as realidades. O anjo, o mensageiro a nos colocar a caminho de Belém pelo caminho da Criança, da inocência, da purificação, da elevação: caminho do Senhor. A Graça de Deus que se faz ouvir a ‘voz’. É a Voz que clama, voz potente, que rompe a nossa surdez e chega aos que estão longe de Deus. A voz que clama no deserto, pois convoca à travessia, à liberdade, à libertação, à Terra nova, o Reino de Deus inaugurado com o nascer da Criança de Belém. Então, endireitar as estradas: da escassez de fraternidade, da penúria do amor, da indigência do perdão, da desolação da esperança”. Segundo o arcebispo, “somos convidados a trilhar novos caminhos pela conversão, o perdão dos pecados”, lembrando que “Papa Francisco nos diz que conversão significa buscar a Deus e o seu reino. Desapego das coisas mundanas e busca de Deus e do seu reino. O abandono das comodidades e da mentalidade mundana não é um fim em si mesmo, não é uma ascese somente para fazer penitência. O desapego não é um fim em si mesmo, mas visa a busca do reino de Deus, a comunhão com Deus, a amizade com Deus. A conversão é uma graça: ninguém se converte com as próprias forças. É uma graça que Deus nos dá, e, portanto, devemos pedi-la a Deus; pedir a Deus que nos converta e nos abramos à sua beleza, à sua bondade e ternura. Ele é terno, nos ama intensamente, como o bom Pastor, que procura a ovelha perdida e carrega nos ombros a machucada”, inspirado nas palavras do Papa no mesmo domingo em 2020. Daí ele fez um convite: “deixemo-nos tomar pela conversão, pela mudança de vida e a graça de Deus nos reconcilia, irmana ao chegarmos a Belém. Tudo ali na admiração da presença inefável de Deus”. O cardeal Steiner disse que “o convite de João, o Batista, ‘preparai’, ‘endireitai’ é um caminhar com os outros. Não é um caminho solitário, mas um estar com os outros, em…
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Cardeal Steiner: “Pedir a nossa Mãe que converta esses homens e essas mulheres que destroem a nossa Amazônia”

Milhares de pessoas acompanharam Nossa Senhora da Imaculada Conceição no dia de sua festa nas ruas de Manaus, mais uma expressão de fé e da religiosidade popular tão presente na vida do povo amazonense, que desse modo honrou sua padroeira. Uma celebração que iniciou com a procissão que percorreu as ruas do centro da capital do Amazonas, tendo duas paradas significativas, a primeira no Hospital da Beneficência Portuguesa, onde o povo rezou pelos enfermos, e a segunda para realizar a benção do Presépio colocado na frente do Teatro Amazonas, no ano em que é comemorado 800 anos do primeiro Presépio de Francisco de Assis. Um caminhar pelas ruas com Nossa Senhora que segundo o cardeal Leonardo Steiner é orgulho e sinal de gratidão, e que tem como motivo, lembrando as palavras do Evangelho do dia: “eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Segundo o arcebispo de Manaus, “nenhuma mulher recebeu o convite como Nossa Senhora”, insistindo em que “só ela recebeu o convite para que Deus pudesse nascer, só ela concebeu a Deus no seu ventre, só ela trouxe ao mundo o Filho de Deus, ninguém mais”. Segundo o cardeal, “por isso a levamos pelas ruas da nossa cidade, por isso a louvamos e agradecemos porque nela, que trouxe o Filho de Deus, finalmente contemplamos o rosto de Deus”, ressaltando que “ela continua a nos indicar o caminho de Jesus”. “Uma Mãe a quem recorremos, a quem não tememos, a quem sempre de novo recorremos nos nossos sofrimentos, que às vezes são muitos”, destacou dom Leonardo Steiner. O arcebispo convidou o povo a “pedir a nossa Mãe que converta o coração dos incendiadores das nossas florestas; nós queremos pedir a nossa Mãe que converta esses depredadores dos nossos rios; nós queremos pedir a nossa Mãe, que nos trouxe o Filho de Deus, que converta esses homens e essas mulheres que destroem a nossa Amazônia; nós queremos pedir a nossa Mãe, ela que nos trouxe Jesus e soube dizer sim, eis aqui a serva do Senhor que olhe pelos nossos pobres”. O cardeal Steiner fez um chamado a pedir pelos nossos pobres, “aqueles que não são atendidos na saúde, aqueles que padecem com a saúde”. Mas também convidou a agradecer, “porque olhando para ela, reavivamos em nós a confiança, junto dela encontramos consolo, porque é a Mãe de Jesus e se fez assim a nossa Mãe”. O cardeal lembrou a nudez de Adão no texto da primeira leitura do dia, mas seguindo o Evangelho, “nos sentimos todos revestidos, não estamos nus, estamos revestidos da divindade na nossa humanidade, não estamos nus, porque ela nos aponta a Jesus nossa esperança”, insistindo com as palavras da segunda leitura, que não estamos nus “porque somos todos filhos e filhas de Deus, não estamos nus porque fomos revestidos da dignidade de filhos e filhas de Deus, não existe dignidade maior”. Um levar a imagem pelas ruas da cidade, que foi feito “com louvor e gratidão, e com gratidão queremos permanecer junto a ela’, insistiu o cardeal, que fez um chamado a que “não nos afastemos de Nossa Senhora, permaneçamos sempre perto; nos momentos mais difíceis, abramos a ela o nosso coração; nos momentos em que não sabemos a quem recorrer, recorramos a Nossa Senhora”, convidando a rezar cada dia, ao menos um Ave Maria, destacando o rezo do Terço como expressão bonita da  nossa fé. O cardeal encerrou sua homilia reforçando o chamado a continuarmos perto de Nossa Senhora, “porque ela sempre haverá de nos revestir da nossa dignidade de filhos e filhas de Deus, e sempre nos indicará o caminho de Jesus. Tudo porque ela aceitou o convite de Deus: eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Isso porque “nós queremos também fazer da nossa vida um serviço à Palavra de Deus”, pedindo que “deixemos que a Palavra de Deus entre dentro de nós e nos transforme, e possamos todos nós também dizer nos momentos mais difíceis: eis Senhor aqui o teu servo, eis Senhor aqui a tua serva”. Uma celebração que foi encerrada com a abertura do Sínodo da Juventude da Arquidiocese de Manaus, uma das propostas da Assembleia Sinodal Arquidiocesana encerrada em 2022. Diversas expressões juvenis presentes na Igreja de Manaus entraram em procissão com os símbolos do Sínodo, sendo animados pelo arcebispo a ir ao encontro de todos os jovens, também daqueles que estão afastados da Igreja. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Regional Norte1 mostra solidariedade diante da Páscoa do Padre José Ailton Costa da Silva

O Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1) emitiu uma Nota de Solidariedade com a Diocese de Roraima e a Diocese de Afogados da Ingazeira pela Páscoa do Padre José Ailton Costa da Silva, acontecida às 12h28min, do dia 07 de dezembro de 2023, no Hospital Geral de Roraima – HGR. Na nota, o Regional Norte1 agradece a Deus por todo o bem que ele realizou em sua vida, de modo especial como missionário na Diocese de Roraima, enviado pela Diocese de Afogados da Ingazeira de 2009 a 2019, missão retomada no início de 2023. Era Administrador da Área Missionária São Raimundo Nonato, na cidade de Boa Vista – RR. Segundo comunicou em nota a Diocese de Roraima, o Padre Aílton nasceu em Carnaíba – PE, em 09 de março de 1963, filho de uma família de seis irmãos, quatro vivos. Ainda jovem, foi ativo participante da vida da Igreja do Pajeú – PE. Entrou no Seminário da Diocese de Afogados de Ingazeira, fazendo seus estudos de Filosofia e Teologia em Olinda e Recife, concluindo-os no Seminário da Paraíba. Foi ordenado presbítero por Dom Francisco Austregésilo, em 03 de junho de 1995. Tinha um grande amor à sua família, à qual teve a oportunidade de encontrar em sua última viagem. Pode encontrar-se com seu pai, o sr. Apolônio Tomaz da Costa, no último final de semana, quando esteve no Pajeú – PE, por ocasião da posse de Dom Limacedo como Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira. O Pe. José Aílton chegou em Roraima em 2009, na companhia do então Pe. Egídio Bisol, hoje Bispo emérito da Diocese de Afogados da Ingazeira. Juntos, abriram a missão das Igrejas Irmãs de Vicenza e de Afogados da Ingazeira com a nossa Diocese. Permaneceu entre nós até 2019 e retornou para assumir a missão em nossa Diocese, em fevereiro deste ano, na companhia do Pe. Claudivan Siqueira. O Pe. Aílton era desportista e estava. com a passagem comprada para participar da corrida de São Silvestre em São Paulo. Comunicava isso com alegria e entusiasmo. Era um homem sensível, simples e de relações fraternas. O amor à Virgem Maria e a disponibilidade à missão foram marcas da vida e fecundidade no ministério presbiteral deste servo de Deus, Pe. Aílton Costa da Silva. O Regional Norte1 se une a sua família de sangue, amigos e amigas que choram sua partida inesperada, deixando saudades, e pede que a Imaculada Conceição interceda pelo nosso irmão e lhe conduza à casa do Pai. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Com Maria ser intrumento de Deus na vida do povo

Manaus está de festa, a Festa da Padroeira, a Festa da Imaculada Conceição, um tempo para caminhar com Maria e aprender com ela a dizer a Deus que seja feita em cada um e cada uma de nós sua vontade. É tempo para caminhar com ela, com a Mãe, para descobrir os caminhos da espera, que no Advento nos dizem que Deus quer se fazer próximo da gente, que Ele está no meio de nós. Com Maria vamos descobrindo um modo de ser para Deus, de superar os medos que nos impedem sair dos nossos planos, de confiar mais e de nos deixarmos guiar pela voz de quem sempre nos conduz ao bem. Maria nos mostra que a fé nos da coragem para ir além de onde nossos sentimentos humanos nos falam, que os medos são superados quando sabemos que Deus está com a gente. Em Maria podemos descobrir os rostos de tantas mulheres que enfrentam as dificuldades no dia a dia. São elas que se tornam instrumento de Deus na vida dos outros, é nelas que Deus continua se encarnando, se fazendo próximo da vida das pessoas, orientando com a palavra, com a presença, com o estar junto, ajudando a encontrar qual é a vontade de Deus na vida de cada um e cada uma. Maria é uma mulher comprometida com a vida, com a vida em plenitude e para todos e todas. Ela sempre apostou e continua apostando na vida e em tudo aquilo que gera vida em nosso mundo. Uma tarefa que somos chamados a assumir cada um e cada uma de nós se queremos realmente caminhar com ela. Não podemos esquecer que caminhar com Maria é assumir seu jeito, seu modo de vida, deixando para trás tudo aquilo que nos afasta dessa vida em abundância. É para isso que caminhamos com ela, como aquele que segue àqueles que nos guiam, que nos orientam no caminho a seguir. Ir em procissão com Maria é levar ela para vida social, mostrar que seu exemplo pode ajudar o mundo de hoje a assumir uma outra maneira de se relacionar no convívio cotidiano, olhando para aqueles com quem vou me encontrando no cotidiano com o olhar de Deus. É por isso que somos chamados a nos questionarmos, quem é Maria para mim? Qual o olhar que eu tenho para com ela? Como seu modo de olhar a vida vai se tornando uma referência para mim? Até que ponto suas atitudes influenciam minhas decisões, meu modo de me relacionar com os outros? A Festa da Padroeira é mais uma oportunidade de nos sentirmos Igreja a exemplo de Maria, de deixar que ele se faça presente em nosso caminhar eclesial, de deixar transparecer nas ações pastorais tudo o que habita o coração da Mãe. É assim que vamos nos identificando com a primeira discípula para nos tornarmos discípulos missionários que testemunham a través de Maria o Deus conosco, o Deus que estamos nos preparando mais uma vez para enxergá-lo e acolhê-lo de modo imediato. Do mesmo modo que Maria acolheu o Deus encarnado, ela nos desafia a que Ele possa continuar sendo acolhido. Quando pensamos que isso é complicado pensemos nela, naquela que nos mostra como superar as dificuldades para que Deus pudesse estar no meio de nós para sempre. Com Maria, essa é nossa missão hoje. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Campanha da Fraternidade: Colocar o olhar para o irmão

O Seminário da Campanha da Fraternidade do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem como tema Fraternidade e Amizade Social e como lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”, foi realizado na Maromba de Manaus de 1º a 03 de dezembro e contou com a participação de mais ou menos 25 pessoas das nove igrejas locais que fazem parte do Regional, abordou no último dia o Agir. Segundo Francisco Meirelles, presidente do Conselho Regional do Laicato e assessor da parte do Agir, “a Campanha da Fraternidade nos convida nesse agir para a gente alargar o espaço da nossa tenda. Nessa amizade social devemos alargar o espaço da nossa tenda”. No agir, ele destacou três dimensões: a pessoal, a comunitária e a social, insistindo em pontos estratégicos para o Regional que possam levar essa Campanha da Fraternidade para o agir em cada dimensão. Para concretizar isso na vida cotidiana, “os desafios são diversos e a gente precisa realmente olhar como desafio o ponto pessoal, é o meu transformar, é aproveitar esse período quaresmal que vamos vivenciar em 2024 como processo de renovação e espiritualidade pessoal”, destacou Francisco Meirelles. Segundo ele, “eu me transformando pessoalmente no meu agir, eu consigo também enfrentar o desafio de olhar para o outro, e que a gente tire essa palavra o outro e colocar olhar para o irmão”. O assessor insistiu em olhar o meu irmão, aquele irmão que pensa diferente de mim, aquele irmão que tem atitudes diferente daquilo que a gente imagina, mas que o diferente possa construir laços de comunhão e fraternidade, que com esse diferente a gente possa fazer uma Igreja sinodal, de conversa, de partilha e de olhar para uma sociedade justa, que seja solidaria, e como diz na Fratelli tutti, uma sociedade que olha para a ação política social para esse irmão que tanto necessita e que tanto precisa, e que a gente as vezes esquece e deixamos de lado”. Agora é tempo de concretizar o que foi refletido e tornar realidade na prática, nas igrejas locais, nas paróquias e comunidades, nas pastorais, organismos e movimentos, essa amizade social que a Campanha da Fraternidade nos propõe para 2024. Luis Miguel Modino, assessor de comunicaão CNBB Norte1

Ir. Gervis Monteiro: “Para vivermos a amizade social, nós temos que nos espelhar na pessoa de Jesus”

Em 2024, a Campanha da Fraternidade completa 60 anos e tem como tema Fraternidade e Amizade Social, e como lema “Vós sois irmãos e irmãs” (Mt. 23,8). O Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil (CNBB Norte1), realiza de 1º a 03 de dezembro de 2023 na Maromba de Manaus um seminário de estudo, algo que já é costume. A Campanha da Fraternidade 2024 “busca trazer a pessoa de Jesus, principalmente em Mateus, quando os fariseus e mestres da lei querem impor nas pessoas uma carga pesada”, afirmou a Ir. Gervis Monteiro, assessora do Iluminar, que tem como referência a Palavra de Deus e o Magistério. Segundo a religiosa paulina, “Jesus chega e fala com os discípulos, dizendo para eles devem observar sim o que esses mestres da lei e os fariseus falam, porque na realidade eles estão falando da lei, mas ao mesmo tempo, eles não vivem aquilo que falam”. A religiosa destacou que “Jesus mostra-nos que devemos ser coerentes, aquilo que falamos deve também estar na nossa prática”. Ela ressaltou que “para vivermos a amizade social, nós temos que primeiramente nos espelhar, olhar, buscar essa fonte, essa raiz na pessoa de Jesus, olhando para as atitudes, para os gestos de Jesus, e assim podermos abrir essa amizade, que é social e primeiramente entre nós”. A Ir. Gervis Monteiro afirmou que “primeiramente, para que a nossa sociedade, as nossas comunidades, nossa forma de evangelizar, nós temos que nos debruçar na Palavra, principalmente nos evangelhos, onde Jesus traz para nós o jeito de ser cristão, de ser humano, de viver um para o outro, e assim criar laços e criarmos uma cultura da paz, uma cultura do encontro”. Segundo a assessora do Seminário da Campanha da Fraternidade 2024 do Regional Norte1, “para criar essa cultura do encontro, nós temos que primeiro nos encontrar como pessoas, como filhos, como imagem de Deus”. São elementos presentes no Texto Base da Campanha, onde diz que “nós precisamos ter a consciência que Jesus é o único Mestre”. Na volta às comunidades, a religiosa espera dos participantes do seminário, “olhar para essa campanha como algo da Igreja”, fazendo um chamado a pegar o Texto Base, a Palavra de Deus e aprofundar, buscar os meios na prática, “nos reunindo, rezando juntos, partilhando juntos, buscando dialogar, compreendendo um ao outro nas suas diferenças, para poder realmente nós depois trabalharmos em unidade”. A assessora insistiu na consciência da importância de sermos batizados na Trindade Santa como caminho para “vivermos essa paz, essa unidade de sermos filhos e filhas de Deus, vivendo essa amizade social”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Padre Alcimar Araújo: A CF “é um convite a alargar a nossa tenda para acolher muitas outras pessoas”

O Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), está realizando na Maromba de Manaus, de 1º a 3 de dezembro o Seminário da Campanha da Fraternidade 2024, que tem como tema Fraternidade e Amizade Social, e como lema “Vós sois todos irmãos e irmãs”, com a participação de mais ou menos 25 pessoas das nove igrejas locais que fazem parte do Regional. A Campanha da Fraternidade, que em 2024 está fazendo 60 anos, “ela é o maior projeto de Pastoral de Conjunto que o Brasil tem”, segundo o padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Caritas Arquidiocesana de Manaus e um dos assessores do encontro. Uma campanha que chega até as últimas comunidades, e que “é necessário retomá-la como espaço de conversão, como instrumento de conversão na Quaresma, pessoal, comunitário, eclesial e social”, insistiu. Padre Alcimar, que aprofundou no ver, na análise da realidade social e eclesial, destaca que “é um desafio construir a sociedade a partir desse projeto da fraternidade”, dizendo ser “muito importante que a gente retome isso porque isso é uma característica da Igreja, a vida comunitária, a vida fraterna, a vida solidária, a vida partilhada, a importância de uma para o outro. Se a gente como Igreja não vive, não semeia, não testemunha tudo isso que brota do Evangelho, do nosso seguimento de Jesus, a gente faz uma Campanha vazia e só de palavras”. Uma Campanha que “é para nós, é para a Igreja, é para a Igreja do Regional, é para a Igreja do Brasil”, afirmou o assessor. Segundo ele, nós somos convidados, nós somos convocados a voltar a Jesus, a voltar ao Evangelho, à originalidade do Evangelho, e viver de verdade a fraternidade, a bondade a misericórdia, o amor”. A Campanha da Fraternidade, “é um convite a alargar a nossa tenda para acolher muitas outras pessoas”, segundo Padre Alcimar Araújo. Ele lembrou que “estamos em um mundo extremamente plural, diverso, e a gente não pode ignorar essa diversidade, a gente tem que se abrir a isso, a ter a capacidade de dialogar, ter a capacidade de conversar, de ir ao encontro”. O assessor destacou o convite do Papa Francisco a “construir pontes e fazer uma cultura do encontro”, algo que ele considera muito desafiante para nós, chamando a ser sal, luz e fermento na sociedade. Igualmente destacou que a Campanha é um chamado a perceber os sinais presentes na sociedade que precisam ser estimulados, fazendo um chamado a “promover outros sinais, outros encontros, outros caminhos de fraternidade, caminhos de comunhão para que a gente, em confronto com a sociedade, possa ajudá-los junto com a gente a construir um mundo melhor”. Algo que é expressão do reinado de Deus que deve espalhado por tudo quanto é lugar, o que ele vê como responsabilidade da Igreja, esperando propostas que possam criar “esses espaços de alargamento da tenda e de ir ao encontro dessas pessoas que pensam diferente da gente, que tem outro olhar sobre si e sobre o mundo, sobre a sociedade, mas ajudá-los a entender que todos somos irmãos e irmãs”. Em uma Igreja sinodal, “ao retomar o tema da fraternidade, a gente está retomando uma coisa que é essencial a nossa fé”, segundo padre Alcimar Araújo. Ele a considera “uma questão fundamental para sobrevivência da Igreja como fermento, como sal, como luz, como testemunha de que a fraternidade, nós acreditamos nisso, nós vivemos isso, buscamos isso”, destacando que “não é fácil, porque o diferente nos confronta, o diferente às vezes causa em nós algum tipo de rejeição”. Viver no caminho da fraternidade leva a ver o diferente como um complemento, uma visão nova, um modo diferente de viver, segundo o assessor. Ele coloca como tarefa “oferecer a todos o que somos, o que temos, o que acreditamos e testemunhamos”, considerando sua retomada como algo fundamental para a vida comunitária da Igreja, dado o individualismo exacerbado imperante, presente nas comunidades e que tem dificultado a relação comunitária, o que demanda superar a auto referencialidade. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Seminário da Campanha da Fraternidade: “Treinamento, tomada de consciência e esquentar o coração”

A Maromba de Manaus acolhe de 1º a 3 de dezembro de 2023 0 Seminário da Campanha da Fraternidade 2024, que tem por tema Fraternidade e Amizade Social e como lema Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23,8). Com a participação de mais ou menos 25 representantes das nove igrejas locais que formam o Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), é um momento de “treinamento, tomada de consciência e esquentar o coração”, segundo dom Adolfo Zon, bispo da diocese de Alto Solimões, vice-presidente do Regional Norte1 e bispo referencial das Pastorais Sociais. Em 2024, a Igreja do Brasil realiza sua 60ª Campanha da Fraternidade, sempre uma necessidade para o povo, que precisa de fraternidade, e que em 2024 deveria mexer no fundamento da sociedade, segundo dom Adolfo Zon. Ele vê o seminário como uma oportunidade para que as dioceses e prelazias possam realizar um trabalho de formação nas bases sobre uma temática importante que vai ajudar na vivência da Quaresma que a Igreja nos propõe. O vice-presidente do Regional Norte1 destaca a Campanha da fraternidade como modo de aprofundar na Doutrina Social da Igreja. Diante da postura contrária de alguns grupos em relação à Campanha da Fraternidade o bispo referencial das Pastorais Sociais no Regional Norte1 disse que “a Campanha da Fraternidade é uma oportunidade ímpar de que as comunidades e as pessoas possamos não só tomar consciência e refletir sobre a dimensão sociotransformadora da fé”. O bispo de Alto Solimões afirma que “a Quaresma, ela fala de conversão, e assim como temos que ter uma conversão pessoal, temos também que realizar todos juntos uma conversão como povo, como comunidade, como Igreja”. Segundo dom Adolfo, “a Campanha da Fraternidade sempre nos traz à tona uma temática que envolve todos os sujeitos da sociedade”. Ele insistiu em que “a metodologia que a Campanha desenvolve temos um olhar ao nosso redor como está a situação, um julgar ou um discernir, nos deixando interpelar pela Palavra de Deus e pelo Magistério”. Isso em vista de poder realizar “as transformações que precisamos para nosso crescimento como pessoas e como grupos”, sublinhou. A fraternidade é uma experiência vivida de diversos modos, que nos ajudam “a concretizar algo que é muito próprio da nossa Igreja”, afirmou o bispo. Ele lembrou que a fraternidade marcou a vida da Igreja nos três primeiros séculos, fazendo um chamado a vivenciar hoje a amizade social, para que “entre todos possamos construir um novo projeto alicerçado na fraternidade”, que considera superior à liberdade e à igualdade. Dom Adolfo Zon fez um chamado a construir fraternidade, “onde todos os povos e todas as pessoas possam ser respeitadas em sua subjetividade”. Segundo o padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Caritas Arquidiocesana de Manaus, que é um dos assessores do Seminário, a Campanha da Fraternidade é instrumento de vivência penitencial para a Quaresma, indo ao encontro do povo, de todas as pessoas que fazem parte da sociedade. Ele ressaltou que os temas da Campanha da Fraternidade perpassam a vida do povo através dos diferentes instrumentos que fazem parte da Campanha, segundo recolhem os objetivos apresentados aos participantes do encontro. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

“A Economia, ela está morta, porque a Economia, ela devia estar ao serviço das pessoas”, afirma cardeal Steiner na inauguração da 1ª Casa de Francisco e Clara na Amazônia

A primeira Casa de Francisco e Clara na Amazônia foi inaugurada nesta quinta-feira 30 de novembro na comunidade São Mateus, no Bairro Zumbi dos Palmares, periferia de Manaus. Uma oportunidade para apresentar o livro “Realmar a Economia”, que contou com a presença do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, e com um bom número de participantes da comunidade local, da Arquidiocese de Manaus, e da representante da Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara, Gabriela Consolaro. Uma Casa de Francisco e Clara no chão da Amazônia Essa casa no chão da Amazônia era um sonho dessa articulação, segundo Consolaro, que a definiu como “uma experiência mística, profética, mas sobretudo popular e comunitária”, com protagonismo feminino, que mostra que “a Igreja é de fato povo de Deus que se movimenta, que se organiza, que pensa, que consegue refletir um sistema e consegue se movimentar para fazer outras realidades acontecerem, realidades inclusivas, plurais, acolhedoras, de trabalho comunitário, de mão na terra e sorriso no rosto”. Com relação ao livro, ela que é uma das autoras, o vê como resultado de toda uma caminhada, com 30 autoras e autores que transitam por todos os temas existentes na Economia de Francisco e Clara, insistindo em que quer contribuir ao “chamado do Papa Francisco que nos convida a construir uma sociedade e uma Igreja realmente sinodal, ecológica, comprometida, com os pés que ficam neste chão”, mostrando alguns elementos presentes no livro, onde aparece um outro jeito de viver a vida. Gabriela Consolaro refletiu sobre o fato de ter adicionado Clara no Brasil ao movimento da Economia de Francisco, algo nem sempre compreendido e aceito fora do Brasil, mas que destaca a importância do feminino nessa realidade. A Economia só tem sentido ao serviço Partindo do título do livro, o cardeal Steiner insistiu em que a alma que dá sentido, denunciando que “a Economia, ela está morta, porque a Economia, ela devia estar ao serviço das pessoas”. Segundo o arcebispo de Manaus, “a Economia não está mais ao serviço das pessoas, a Economia está explorando as pessoas, especialmente os pobres. A Economia não está mais ao serviço da casa de todos, está ao serviço de algumas pessoas que vão lucrando cada vez mais”. Um título que significa “dar à Economia de novo uma alma”, destacando que “a Economia só tem sentido quando está ao serviço, quando ajuda a criar fraternidade, quando ajuda a criar justiça, quando ajuda as pessoas a terem vida digna”. O cardeal lembrou que na história houve tempos em que a Economia tinha alma porque estava ao serviço das pessoas. Ele pediu ajudar o Papa Francisco a buscarmos uma nova Economia, destacando o grande esforço realizado em um processo longo que faça com que possa entrar uma nova cultura, uma mudança diante do constante crescimento no mundo inteiro dos pobres, da fome, da migração por causa da fome, da violência. Segundo o arcebispo, ter acrescentado no Brasil o nome de Clara ajuda a entender o que significa a fraternidade e a preocupação pelo meio ambiente, uma dimensão de grande importância na Amazônia, onde a questão da economia tem a ver com a falta de cuidado pelo meio ambiente. A periferia organizada transforma um sistema que mata Um envolvimento nessas questões que está sendo promovido na Arquidiocese de Manaus, segundo Frei Paulo Xavier Ribeiro, coordenador da Comissão de Ecologia Integral, que leve a “colocar a ecologia integral dentro de todas as pastorais, dentro de todo o processo de evangelização”, algo que ele considera desafiador, mas que pode ser ajudado pela criação da Casa de Francisco e Clara para poder assumi-lo, destacando o papel fundamental da juventude nesse assumir. O frei vê necessário a incidência política, na medida em que “a política é uma forma de nos exercermos a caridade”, fazendo um chamado ao compromisso e entrar no caminho aberto pelo Papa Francisco com a Laudato Si´. Nessa dinâmica, a Ir. Elis Santos, outra das autoras do livro, destacou a importância das periferias, apresentadas como contraponto, uma resistência, pois “a periferia organizada é capaz de transformar esse sistema que quer nos matar”, uma experiência vivida no Bairro Zumbi dos Palmares, onde o povo foi formando políticas públicas, comunidades eclesiais, que os fez ressurgir como periferia mobilizada. A religiosa insistiu na importância da valorização dos saberes da periferia, dos povos indígenas e tradicionais, saberes únicos que tem marcado a construção da Casa Amazônica de Francisco e Clara. Ela denunciou o apagamento da identidade indígena por um processo colonial violento, mas também fez ver que aos poucos foi se recuperando essa identidade. Uma casa que é fruto de uma história, como foi relatado por diversas vozes, nascida do chamado do Papa Francisco em 2019, que no Brasil se concretizou nos passos dados pela Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara, que acredita que é das periferias que vai brotar um mundo novo, e que nas casas de Francisco e Clara territorializa suas propostas, e que em Manaus tem envolvido mulheres e homens que enfrentaram um grande desafio. Uma pequena semente plantada Uma semente semeada em abundância, mesmo nem toda dando fruto, segundo o cardeal Steiner, fazendo um chamado a na Economia de Francisco e Clara perseverar na semeadura. Reconhecendo o muito sol, pedra, espinhos, pássaros, que não são todas as sementes que conseguem dar fruto, ele insistiu em que “nós queremos que na nossa semeadura a semente cresça e dê muito fruto”. O arcebispo disse que “uma nova economia é um processo longo, assim como foi um processo longo para chegarmos até hoje nesta verdadeira destruição que a economia está fazendo”, o que demanda perseverar na semeadura. Dom Leonardo Steiner disse ser uma iniciativa pequena, igual a semente, fazendo um chamado a que “a gente persevere, acredite na força da semente, acredite que é possível uma nova economia, uma economia da fraternidade, uma economia onde todos tenham oportunidade, uma economia da solidariedade, uma economia da partilha”, pedindo a Deus “a graça de caminhar juntos e construirmos esse mundo novo tão necessário, que no Evangelho…
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