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60ª Assembleia Geral da CNBB será realizada em Aparecida de 19 a 28 de abril

Mais de 400 bispos, junto com assessores e pessoal de apoio, estão chegando em Aparecida, sede do Santuário Nacional, para participar da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que será realizada de 19 a 28 de abril. Do Regional Norte1 participam os 10 Bispos titulares e 3 eméritos, junto com a Secretária Executiva. Uma assembleia eletiva, segundo informa a própria CNBB, onde os bispos irão escolher a nova presidência e os membros das 12 comissões que fazem parte de sua estrutura organizativa; dois representantes para o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e dois delegados para o Sínodo 2023. Ao longo dos 10 dias de assembleia o programa consta de 22 temas prioritários. Sobre o que irá acontecer a Assessoria de Comunicação da Conferência informará diariamente, acontecendo diariamente as coletivas de Imprensa onde serão abordadas as temáticas de cada dia. Os bispos celebrarão a Eucaristia cada dia no Santuário Nacional, que participarão de uma celebração penitencial, uma celebração inter-religiosa e um retiro espiritual. Os bispos que fizeram parte da presidência no quadriênio 2019-2023 avaliaram um tempo marcado pela pandemia da Covid-19 e pelas polarizações ideológicas, segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Desse tempo de pandemia, o presidente da CNBB destacou que a Igreja “intensificou ainda mais o seu trabalho de amparo espiritual e social. Para isso, rapidamente aprendeu a lidar com as novas ferramentas tecnológicas de comunicação, fazendo-se presente no dia a dia das pessoas de muitas formas. Criou também ações para minimizar o sofrimento daqueles que passaram pelas consequências econômicas da pandemia, referência especial à iniciativa ‘É tempo de cuidar’”. O Arcebispo de Belo Horizonte enfatizou “a escalada das polarizações, com rupturas, inclusive, dentro das famílias, provocadas por desavenças político-ideológicas. Um cenário triste, emoldurado pela disseminação crescente de notícias falsas. Um momento ápice dessas polarizações foi vivenciado no último processo eleitoral”. Diante disso, a CNBB “sempre se manteve ao lado dos pobres, fiel aos valores do Evangelho, elevando, corajosa e profeticamente, a sua voz, para denunciar ameaças à sociedade e à democracia, e descasos para com os mais pobres”, buscando fomentar a escuta e o diálogo. Dom Mário Antônio da Silva destaca do último quadriênio “o espírito de comunhão entre os membros da presidência”, a busca por semear a Esperança e preocupação da presidência com a gestão e a sustentabilidade da CNBB. Tudo isso sob a condução e iluminação do Espírito Santo, “dando-nos a possibilidade de indicar caminhos de unidade e de sinodalidade”, segundo o 2º Vice-presidente da CNBB. Ele enfatizou a importância das “inúmeras videoconferências com os regionais da CNBB, favorecendo a escuta das dores e alegrias, bem como partilha de experiências vitoriosas e outras angustiantes dos irmãos bispos junto às suas dioceses. Tudo isso nos fez sentir mais próximos e mais solidários como pastores frente às necessidades do nosso povo”. Segundo Dom Jaime Spengler, o que conduziu e orientou a ação da presidência foi “o desejo de colaborar para fomentar a razão mesma de ser da Conferência: promover a comunhão entre os Bispos”. O 1º vice-presidente disse se sentir marcado pela visita à Diocese de Roraima, onde verificaram o trabalho de acolher os migrantes venezuelanos e haitianos, desenvolvido pela diocese de Roraima e o Exército brasileiro, com a colaboração de variadas forças da sociedade”. O Secretário Geral da CNBB destacou a atuação na evangelização, num tempo em que houve uma mudança substancial no jeito de ser Igreja, que tem como fundamento a presencialidade, numa Igreja que tem impulsado as comunidades eclesiais missionárias; gestão dos bens temporais, um desafio diante de novas leis e realidades; e diálogo com a sociedade-governo, destacando “o Pacto pela Vida e pelo Brasil, como serviço dialogal com a sociedade brasileira, serviço vivenciado em união com diversas entidades na defesa da vida e da democracia”. Dom Joel Portela Amado vê como motivo de alegria a participação no Sínodo sobre a sinodalidade. De cara ao futuro, os membros da presidência destacam algumas prioridades, “investir cada vez mais na sinodalidade, acolhendo convocação vinda do luminoso magistério do Papa Francisco” segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, algo que marcará as novas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora no Brasil, que “serão construídas também a partir do exercício da sinodalidade”. Por sua parte, Dom Mário Antônio da Silva insiste na “unidade e a comunhão do episcopado”, junto com a insistência na sinodalidade. Diante das diversas crises: crise econômica, política, social, do humanismo, ética, eclesial, de fé, Dom Jaime Spengler, disse que ao pautar as ações do episcopado, “a referência maior será sempre o Evangelho do Crucificado-Ressuscitado, a Doutrina Social da Igreja e a Tradição”, buscando assim “promover o bem comum e o cuidado pela vida nas suas diversas expressões, a fim de que todos possam ter vida e vida em abundância”. Dom Joel ressaltou os desafios sociais, que, em algumas situações se agravaram: fome, situações análogas ao trabalho escravo, espoliação do meio ambiente, aborto, entre outras. Situações que define como “formas de agressão à vida, que precisa ser incansavelmente defendida”. O Secretário Geral falou de um conjunto de questões desafiadoras, uma única questão com diversas facetas, o que demanda “aprender a trabalhar em comunhão, unindo forças”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Lançado Caderno de Conflitos no Campo Brasil 2022: memória, histórias, análises, resistências

A Comissão Pastoral da Terra lançou nesta segunda-feira 17 de abril na Universidade de Brasília o “Caderno de Conflitos Brasil 2022”, que já está na 38ª edição, dentro de um dia de seminários em que tem sido discutido a partir das propostas dos povos, como ter vida digna. Um caderno que mais do que um relato sobre a violência no campo, “ele traz memória, ele traz histórias, e muito além dos dados inúmeros que são apresentados aqui, ele traz análises das realidades do campo, e ele traz também as resistências e ele traz a identidade desses povos”, um caderno que “simboliza muito mais do que simplesmente números”. No evento participou Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, Bispo da Prelazia de Itacoatiara e Presidente da Comissão Nacional da Terra (CPT). Em 2022 foram 47, 6 mulheres, os assassinatos no campo, o que faz ver que essa realidade tem que ser mudada, ainda mais no dia em que o Brasil faz memória do Massacre de El Dorado dos Carajás. Um caderno que quer fazer também memória de Dom Tomás Balduino, no ano do centenário de seu nascimento. “Com amor e com temor”, disse estar presente no lançamento pela primeira vez Dom Silvio Dutra, amor pela causa e temor por não ter muita familiaridade com esse tipo de encontros. O Bispo da Diocese de Vacaria – RS ressaltou “aquilo que está sendo feito aqui baseado, sedimentado em aquilo que cremos, nas verdades que cremos, nos valores que cremos, nas lutas que cremos”. Algo que o Bispo fundamentou no relato do Livro do Êxodo, na Gaudium et Spes e na Doutrina Social da Igreja, que anuncia e denúncia realidades que existem. Dom Silvio Dutra chamou a não ser sentinelas mudas e sim alguém que como Deus está sensível, desce e vai libertar o seu povo. Sobre a violência, algo contrário à vontade de Deus, o vice-presidente da CPT destacou, seguindo a Doutrina Social da Igreja, que “a violência nunca constitui uma resposta justa, a Igreja proclama, com a convicção de sua fé em Cristo e com a consciência de sua opção, que a violência é má, que a violência como solução para os problemas é inaceitável, que a violência é indigna do homem. A violência é uma mentira, pois é contrária à verdade da nossa fé, à verdade da nossa humanidade”, fazendo ver a necessidade no mundo atual dos profetas não armados. Antes de apresentar os dados recolhidos no Caderno de Conflitos, José Geraldo de Souza Junior, professor da Universidade de Brasília, fez uma reflexão em torno a essas temáticas, desde uma perspectiva histórica e antropológica, recolhendo histórias de luta no Brasil. O Caderno é fruto de um trabalho conjunto, segundo lembrou Tales Pinto, do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, que começou mostrando um aumento de 10,39 por cento nos conflitos no campo em relação a 2021, superando os dois mil, que vem acontecendo em diferentes modos, como foi relatado, mostrando onde se localizam esses conflitos no país. Uma violência que é contra as pessoas, vítimas de assassinatos e ameaças, o que o levou a reclamar a necessidade de políticas de proteção. São conflitos por terra, por água, conflitos trabalhistas, que se fazem presentes na vida dos povos do campo no Brasil. Uma violência presente no Vale do Javari, na fronteira entre o Brasil e o Peru, uma região com maior número de povos isolados no mundo, segundo relatou Beto Marubo, liderança Univaja. Ele foi detalhando o que acontece na região e o trabalho realizado por Bruno Pereira, sobretudo empoderando os indígenas, assassinado naquela região em 2022. Por isso foi destacado a necessidade de o Governo Brasileiro fazer a proteção desses indígenas. Um Caderno de Conflitos que tem uma enorme importância para os trabalhos de pesquisa nas universidades brasileiras, como foi mostrado no lançamento. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: “O Ressuscitado nos indicando a misericórdia como a razão de ser e itinerário da Igreja”

O Evangelho do 2º Domingo da Páscoa “a nos dizer que os discípulos viram o Senhor e que Tomé desejava ver”. Assim, depois de citar o texto iniciou o Cardeal Leonardo Steiner sua homilia, falando do ver, como eles disseram a Tomé. O Arcebispo de Manaus perguntou-se “como o viram?”, dizendo que “mostrou-lhes as mãos e o lado”, e insistindo em que “Tomé que desejava ele mesmo ver e tocar diz: ‘a marca dos pregos em suas mãos’. E sem tocar, de apenas ter visto, acreditou”. Segundo Dom Leonardo, “os discípulos viram o Senhor e Tomé desejou, ele mesmo, ver a Jesus. Tomé é admirável, pois ele mesmo deseja ver. Mais que ver, deseja tocar o lugar dos cravos, o lugar da lança. Ele desejava ver e tocar o lugar da dor e da morte. Não no ouvir dizer, no contar e recontar dos outros, mas ele mesmo. Desejava ver e tocar Jesus, ele mesmo, não outro, ele em pele e osso”. Lembrando que o Evangelho chama Tomé de “Dídimo”, que quer dizer gêmeo, o Cardeal Steiner disse que “na resposta de Tomé somos verdadeiramente irmãos gêmeos de Tomé. Também não nos basta saber de Deus, saber sobre Deus, da existência de Deus. Um Deus ressuscitado, mas longínquo, não preenche a nossa vida; não nos atrai um Deus distante, por mais que seja justo e santo. Nós também desejamos e precisamos ‘ver a Deus’, ‘tocar com a mão’. Ver e tocar a Ele ressuscitado, e o ressuscitado por nós”, recordando as palavras do Papa Francisco, na Homilia do II Domingo da Páscoa em 2018. Dom Leonardo lembrou as palavras de Santo Agostinho no Comentário ao Evangelho de São João, onde “nos diz como Tomé despertou para o ver a Jesus”. Ele questionou: “O que viu Tomé ao ser provocado a tocar as chagas e o lado aberto? O que o levou a saltar para a fé, no ver, sem tocar, para a adoração e exclamação: ‘Meu Senhor e meu Deus?”. Segundo o purpurado, “viu, como que entrou nas chagas e no lado aberto e no ver contemplou o amor sem medidas, o amor desmedido. O amor que o amara até o fim. Mesmo tendo abandonado o seu Mestre, Jesus o amara até o fim, dera vida por ele. Não houve necessidade de tocar como desejava e impusera aos outros discípulos. Ao ver, as chagas, é tocado, atingido no seu ser. Antes de tocar, é tocado, antes de ver, foi visto. Ele tinha razão no desejo de tocar e não receber notícias. Desejara um encontro, e eis que o Senhor se torna visível e se apresenta com o amor com que o amara. E na admiração, na simpatia, na afeição, na cordialidade, na reverência, exclama: ‘Meu Senhor e meu Deus’!” “Meu Senhor e meu Deus! Quanta ousadia de Tomé de desejar tomar posse de Deus: meu Senhor, meu Deus? Não que Tomé se apossar-se de Jesus, mas desejou expressar a sua disposição e disponibilidade de ser todo dele, a sua nova pertença. Senhor se assim me amaste, sou todo teu, faze de mim o que quiseres, o que de mim fizeres eu te agradeço”, afirmou o Cardeal com as palavras de Charles de Foucauld. Ele vê essa afirmação, “como se confessasse, nada mais meu, mas tudo teu, todo teu!”. Citando de novo a Homilia do Papa Francisco em 2018, Dom Leonardo lembrou que “entrando hoje, através das chagas, no mistério de Deus, entendemos que a misericórdia não é mais uma de suas qualidades entre outras, mas o palpitar do seu coração. E então, como Tomé, não vivemos mais como discípulos, discípulas vacilantes; devotos, mas hesitantes; nós também nos tornamos verdadeiros enamorados do Senhor! Não devemos ter medo desta palavra: enamorados do Senhor!”. No envio de Jesus aos discípulos, Dom Leonardo vê que eles são “enviados como misericórdia, como reconciliação. Trancados, desconfiados, amedrontados, refugiados, agora enviados, enviados como reconciliação, como misericórdia. Misericórdia que é a paz. ‘A paz esteja convosco’. O medo, a dor, levou-os a viver fechados, escondidos; haviam perdido o caminhar. Estavam feridos, vidas feridas, fechadas. E Jesus oferece-lhes a paz, indica-lhes a paz como horizonte de vida. A paz que vem pela misericórdia”. “Depois de serem erguidos, levantados, transformados com a misericórdia, os apóstolos são enviados como misericórdia”, lembro o Arcebispo de Manaus. “Sim, levanta-os e transforma-os com a misericórdia na força do Espírito Santo. Obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos. Podem perdoar, porque foram perdoados, pois receberam o Espírito Santo, o dom da Paz. É muito difícil ser misericordioso, se não nos damos conta de termos recebido misericórdia”, afirmou o Cardeal. Inspirado na Misericordiae Vultus do Papa Francisco, Dom Leonardo lembrou que “é próprio de Deus usar de misericórdia e, nisto, se manifesta de modo especial a sua omnipotência. A misericórdia divina não é, de modo algum, um sinal de fraqueza, mas antes a qualidade da onipotência de Deus. É por isso que a liturgia, numa das suas orações mais antigas, convida a rezar assim: ‘Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis…’ Deus permanecerá para sempre na história da humanidade como Aquele que está presente, Aquele que é próximo, providente, santo e misericordioso”. Citando a passagem dos Atos dos Apóstolos da liturgia do dia, Dom Leonardo lembrou que “neste segundo domingo de Páscoa celebramos a Misericórdia que Jesus oferece aos discípulos ao enviá-los: ‘recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados’. O Ressuscitado nos indicando a misericórdia como a razão de ser e itinerário da Igreja”. “A misericórdia participação no amor misericordioso do Crucificado-ressuscitado. A graça de termos sido despertados e participarmos do amor redentor. Essa participação nos faz sinal da misericórdia ao ‘partir o pão pelas casas’ e repartir de tal forma que todos possam ter o necessário, pois todos são participantes da misericórdia de Deus”, afirmou o Cardeal Steiner. Ele chamou a que “participemos da misericórdia, peçamos misericórdia, ofereçamos misericórdia. A graça da misericórdia!”. Finalmente, Dom Leonardo fez ver que “nós somos da linhagem de Tomé, pois vemos sem tocar. Vemos…
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2º Domingo da Páscoa: “É no espaço comunitário que a ressurreição se concretiza”

Anunciando que “Cristo ressuscitou e está vivo entre nós!”, iniciou sua reflexão sobre o 2º Domingo de Páscoa a Irmã Michele Silva. A religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria destacou que “o tempo pascal nos convida a vivenciarmos a alegre esperança da ressurreição em nossas vidas”.  Olhando a liturgia do dia, ela afirma que “nos apresenta o rosto misericordioso de Deus Pai e Mãe, que se revela na comunidade e deixa a sua paz, por meio da ação do seu Espírito criador e dinamizador da missão”. Na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, a religiosa destaca que “temos o retrato das primeiras comunidades cristãs que nos inspiram hoje: Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações e tinham tudo em comum; um modelo de comunidade sinodal que buscamos hoje, onde o discipulado de iguais é possível!”. “O salmista reconhece a bondade e a misericórdia de Deus: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, eterna é a sua misericórdia!”, afirma a Ir. Michele, que ressalta que a segunda leitura, da primeira carta de São Pedro, “nos traz a alegria e a esperança do Cristo ressuscitado, apesar das provações, medos e aflições que passamos nos últimos tempos, Deus sempre revela o seu amor e misericórdia para conosco e nos faz nascer de novo para uma esperança viva”. Comentando a passagem do evangelho segundo João, “nos apresenta um dos relatos da experiência do Cristo ressuscitado realizado em comunidade. É no espaço comunitário que a ressurreição se concretiza. Jesus se revela aos discípulos e discípulas no lugar onde se encontravam: fechados, com medo, mas unidos, e deseja a sua paz por três vezes! Mostra as mãos, os pés e o lado, e os envia com a força da Divina Ruah para serem continuadoras da sua missão”, segundo a religiosa. Partindo da figura de Tomé, que não estava presente e não crê, ela questiona: “quantas vezes somos incrédulas e também não nos abrimos para a ação de Deus em nossas vidas?”. A religiosa insiste em que “os sistemas opressores e nossas racionalidades nos ‘endurecem’ e não conseguimos nos abrir para o Cristo ressuscitado, na esperança de um tempo novo, só tocando o chão da realidade e caminhando em comunidade faremos processos profundos e ressuscitantes entre nós!”. Finalmente, a Ir. Michele Silva deseja “que este tempo pascal renove nossa fé, esperança e amorosidade na caminhada sinodal que estamos trilhando!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Sinodalidade é a beleza do encontro

Nos últimos dias 03 e 04 de abril os religiosos e religiosas junto com os padres diocesanos e alguns leigos e leigas da Diocese de Roraima promoveram dois dias de Retiro para a preparação a grande festa da Igreja Católica: a Páscoa de Cristo. Esses dias foram marcados por um clima de oração e meditação, onde os participantes refletiram sobre alguns encontros que Jesus vivenciou com mulheres, auxiliados pela Ir. Sofia Quintáns Bouzada, Franciscana Missionária da Mãe do Divino Pastor. No primeiro dia refletiram sobre o encontro de Jesus com a mulher que sofria com fluxos de sangue (Mc 5,25-34), evidenciando que o corpo de uma pessoa é um território, que conta uma história e traz em si marcas de várias experiências. No segundo dia a reflexão se baseou no episódio da mulher siro-fenícia (Mc 7,24-30). Uma mulher triplamente excluída, pois era mulher, pagã e estrangeira. Uma estrangeira que se inclina para pedir ajuda ao Senhor. Ela eleva a sua voz por causa do amor que sente por sua filha e mesmo que ao primeiro momento Jesus não aceitasse a sua petição ela não desiste, insiste para que sua filha fosse curada. Nesse encontro Jesus conhece uma mulher que possui uma grande fé. Os encontros de Jesus com as mulheres mostram um olhar de compaixão que se converte em troca de saberes, pois a partir desses encontros Jesus transforma também o seu modo de ser o Messias. Nos dois dias de retiro esteve presente o novo bispo da Diocese de Roraima Dom Evaristo Spengler juntamente com 94 participantes. Na noite do dia 04 de abril, como encerramento do retiro diocesano se celebrou a Missa do Crisma, na qual o bispo consagrou os óleos que serão usados para conferir os sacramentos nas diversas paróquias e áreas missionarias da Diocese.  Pe. Deivith Zanioli, MCCJ

Diocese de Alto Solimões solicita ajuda para a construção da Fazenda da Esperança

A Diocese de Alto Solimões está construindo a Fazenda da Esperança na cidade de São Paulo de Olivença. Diante da falta de recursos, a coordenação está buscando ajuda para terminar as obras das casas de acolhimento que devem atender 60 inicialmente dependentes químicos da região, segundo informou a Rede Amazônica, filiada da Rede Globo. Desde maio do ano passado a Paróquia de São Paulo de Olivença vem realizando campanhas solidárias para angariar recursos para a construção da Fazenda da Esperança da Diocese de Alto Solimões. A obra já iniciou, mas ainda faltam muitos materiais de construção para terminar as casas de acolhimento. A implantação da Fazenda da Esperança tem como objetivo acolher pessoas que enfrentam problemas com álcool e drogas nos nove municípios que fazem parte da Diocese. A Fazenda está sendo construída nas margens do Rio Camatiã e a mão de obra conta com a ajuda de moradores da cidade e missionários de outras fazendas da esperança. “Com a ajuda de Deus, com a ajuda dos irmãos, com a ajuda de toda a Diocese poder ir dando vida e vida abundante a todas essas pessoas que por diferentes motivos, por diferentes causas caíram nesse mundo da dependência das drogas”, afirmou Dom Adolfo Zon, Bispo da Diocese de Alto Solimões. A Fazenda da Esperança tem procurado ajuda nos setores público e privado, e “a prefeitura vai continuar sim ajudando na construção dessas três casas”, segundo o Prefeito de São Paulo de Olivença, Nazareno Souza Martins. Ele destacou a importância do local pois fará “ter mais tranquilidade nas famílias, que não vai precisar mais mandar esses jovens para Manaus”. O Estado do Amazonas tem destinado uma emenda no valor de 240 mil reais no orçamento. As famílias que têm dependentes químicos testemunham as dificuldades na luta pelos filhos, tendo muita gente que não consegue enviar seus filhos para Manaus. A construção da Fazenda da Esperança de Alto Solimões representa uma esperança de ter um local para interná-los. O Padre Marcelo Gualberto fez um chamado a colaborar com a construção, mostrando como contribuir, para assim ajudar a “construir um novo estilo de vida no Alto Solimões”, destacou o pároco da Paroquia de São Paulo de Olivença. Um espaço de esperança para muitas famílias, no intuito de conseguir tirar as pessoas que amam da dependência química. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Zenildo: “A esperança deve ser renovada na Ressurreição de Jesus”

A Páscoa é o ápice do ano litúrgico, é a festa da plenitude e da alegria. É o grande anuncio que há séculos ressoa entre os homens e mulheres cristãs. Com a cruz vazia, Jesus dá testemunho de amor à humanidade. Na mensagem do evangelho, Dom Zenildo destacou que “Cristo é nossa passagem. Nele e com Ele passamos de um estado de separação para um relacionamento de comunhão”. Passamos da morte para a vida. Por isso é preciso manter viva a chama da esperança. O Bispo da Diocese de Borba, na homilia pascal, ressaltou o percurso feito pelos apóstolos, desde Via-dolorosa até o túmulo vazio. Esse é um caminho de aprendizado ao cristão. Por isso a festa da vida deve ser para todos nós o momento imperdível para a renovação do empenho em defesa da Terra, nossa casa comum e promoção da vida humana. “A Páscoa é sempre motivo de autêntica alegria”. Assim, “o povo de Deus católico deve servir a Cristo com amor e alegria. Isso deve transparecer no próprio rosto feliz e confiante”. A celebração da Vigília Pascal foi o encontro com o Ressuscitado por meio da experiência salvífica da nossa fé. Fomos convidados a testemunhar a Boa notícia do Ressuscitado. Com a máxima do Papa Francisco que diz “Não deixe que ninguém tire a sua esperança, jamais!” O encorajamento por meio da música do padre Zezinho veio para concretizar a certeza do amor de Deus por nós, quando, em tom de alegria o nosso Bispo cantou… “Vitorioso! Ressuscitou! Após três dias à vida Ele voltou/ Ressuscitado, não morre mais/ Está junto do Pai/ Pois Ele é o Filho eterno/ Mas Ele vive em cada lar/ E onde se encontrar um coração fraterno/ Proclamamos que Jesus de Nazaré/ Glorioso e triunfante, Deus conosco está! Ele é o Cristo e a razão da nossa fé/ E um dia voltará”.  Com isto, alimentemos em nosso coração o ardente desejo de encontrar pessoalmente o Senhor da Vida e da Esperança! A convocação do Bispo Diocesano Dom Zenildo Luiz foi para “seguirmos cantando a alegria de sermos filhos e filhas de Deus, libertos de toda solidão e prontos para entrarmos em comunhão com o Pai, por isso devemos cantar a nossa fé no amor que nos salva, sendo peregrinos em direção à Terra Prometida, fazendo de nossa vida uma páscoa contínua”. Francelina Souza, coordenadora da Pastoral de Comunicação da Diocese de Borba – Am

Dom Leonardo: “Somos a Igreja feita da experiência da Ressurreição”

As palavras de Maria Madalena que vai cedo ao sepulcro: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”, foram destacadas pelo Cardeal Leonardo Steiner no início de sua homilia no Domingo da Páscoa. O Arcebispo de Manaus afirmou que “ainda de madrugada deixa a casa e busca consolo junto ao túmulo do Amado. Mas o túmulo vazio estava! A pedra retirada e o corpo ali já não jazia. E no vazio do túmulo não mais o via. Não que a incomodasse a morte, mas pelo desconsolo de nem sequer o corpo do Amado ter. Visita inútil na madrugada na busca de consolo. Nem o corpo lhe deixaram”. “E enquanto corria na busca de Pedro e João, Maria Madalena passa em seu coração a razão de seu desconsolo. Eu o tinha como a um Filho amado, era do meu agrado, me agradava, me era agradável, o perdi na cruz e agora o perdi no túmulo vazio”, continuou Dom Leonardo em sua reflexão. “Ele razão de minha vida, Ele amor de minha, Ele minha vida, vida da minha vida. ‘Retiram o meu Senhor e não sei onde o colocaram!’ Eu dele ouvi, mas a Ele não via, tão ocupada estava com os homens da minha vida. Apenas ouvia falar do Homem de Nazaré. Mas um dia eu o vi, rosto suave e forte, era quase como a dos outros que me visitavam e me buscavam. Continuei com meus amores e desamores”. Aprofundando nos sentimentos de Maria Madalena, o Cardeal disse que “depois que a Ele vi sobreveio o desejo de ouvir. Me inquietava, me interrogava, e já não tinha tanto tempo para os meus desamores. A sua voz era como a dos outros homens, mas não as suas palavras. Elas penetravam as entranhas, o fundo de minha alma. Ele fala de Deus, falava e balbuciava a palavra Pai. As palavras se aninharam, se calaram, silenciaram nas minhas entranhas. E de lá não mais se desaninharam”. “E quando Ele comigo se encontrou, nada de mais forte e suave, nada de mais suave e violento, nada de mais puro e transparente! Me senti completamente nua, despida, mas não envergonhada. Não me cobiçava, não me desejava, apenas me amava. Nenhum homem havia me despido assim. Tão despida, tão desvestida, tão…, sim tão eu, eu mesma, como se estivesse só diante de Deus. Foi então que vi meu coração, tão desejoso, tão amoroso, tão sedento de liberdade, de verdade, de amor”, disse Dom Leonardo, querendo interpretar os sentimentos da apóstola dos apóstolos. O Cardeal foi relatando o caminho da Madalena com Jesus, “caminhos percorri, estradas andei, não descansei e o encontrei. Na casa do fariseu entrei. Entrei sem bater, sem me conter e aos seus pés me aninhei. A ele toquei, acariciei, lavei com as lágrimas os seus pés. E ele sem desprezo nem constrangimento se deixava tocar, se deixava lavar os pés com meu arrependimento. Ao tocá-lo, ao acariciá-lo, a mim mesma tocava, acariciava e me senti perto de Deus. E desse encontro sai renascida, filha querida. Sim, me senti amada como uma Filha e esposa. E em mim vida nova, pessoa nova, nova mulher, mulher inteira; tudo novo, novo mundo, nova terra um novo céu. Mas ainda não sabia que eu tocara e acariciara o próprio Deus”. Um caminhar onde, em palavras do Arcebispo de Manaus, “eu o ouvia, com ele convivia, o servia. E sempre mais livre, sempre mais mulher, sempre mais filha, sempre mais serva, sempre mais criança, mais forte, com tanta sorte de parecer tocar a morte”. Sentimentos de dor que inundam o coração de Maria Madalena, porque “três dias faz o perdi na dor, na cruz, na morte. Perdi o amor, perdi o Pai, perdi o esposo, perdi o filho. Destruíram o meu céu e a minha terra. Restou apenas o túmulo onde guardamos seu corpo frio e inerte. O túmulo fechado ainda guardava meu consolo. E hoje ainda não amanhecido, na madrugada, no silêncio, na dormência de tudo, vi o túmulo aberto. Rompeu-se o segredo, o lugar do consolo: “Retiram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”! Também os sinais de sua presença perdi; nem mais o corpo de meu Senhor. E ao chegar perto de Pedro e João, esbaforida, sofrida, descontida, apenas sussurrei: ‘Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram’. Sim, sem nosso Senhor”. Mas também relatou o encontro com o Ressuscitado: “E outro dia no jardim esperando, chorando, no jardim me desesperando, me consolando ouvi: Maria!… Maria? No meu nome vi o meu Senhor e Deus. Só agora vi o meu Deus e Senhor. Nem teu corpo preciso, de nada mais preciso, necessito, só agora a ti Vida nova, Vida da vida, Vida escondida, suavidade de vida, germe pronto a brotar, seiva que tudo penetra, todo o universo santifica e vivifica. Tu meu Senhor e Deus; Vida em que agora abito! Como encontrar-te num túmulo se em tudo e por tudo agora estás?” Palavras em que a Madalena, segundo o Cardeal Steiner, nos diz: “quanto tempo Senhor contigo convivi, te servi, te vi, te ouvi, mas não vi que eras meu Deus. Foi preciso perder-te, foi preciso esvaziar o túmulo das minhas seguranças, foi preciso o vazio completo de tudo, foi preciso a liberdade onde meu nome ressoava para que cresse em ti meu Senhor e Deus. Somente agora creio, quando tudo perdi e te ouvi, razão do meu viver, vida de todo ser que vive. Aleluia!”. A partir do que Dom Leonardo imagina foram os sentimentos de Maria Madalena, ele afirmou que “como Maria Madalena estamos a caminho na busca do consolo e encontramos tantos túmulos abertos, encontramo-nos tão expostos nos nosso peregrinar. Somos a Igreja feita da experiência da ressurreição. Há necessidade de retirarmos a pedra e deixar que a esperança do Ressuscitado nos encontre e nos devolva vida em meio a tantas incertezas, sofrimentos, mortes. Ele nos concede a dádiva da esperança. Assim como Igreja saímos como Maria Madalena a procura “retiraram o Senhor…
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Cardeal Steiner: “Guiados pelas mulheres do Evangelho, descobrimos a aurora da luz de Deus”

Lembrando a luz de Cristo, iniciou Dom Leonardo Steiner sua homilia na Vigília Pascal, afirmando que “Guiados pelas mulheres do Evangelho, descobrimos a aurora da luz de Deus que brilha nas trevas. Não mais trevas, mas luz! Não mais noite, mas luz de um novo dia! Não mais noite nos nossos dias, nem noite de nossa humanidade. Luz que ilumina as noites, o anoitecer dos dias, a escuridão do horizonte perdido. Mesmo quando não nos apercebemos, agora há luz: a luz de Cristo!”. Lembrado o que foi cantado no Exultet, o Arcebispo de Manaus destacou que “o céu e a terra, todo universo bendiz e louva, veio a Luz, Nova vida. Nós nesta noite, irmãos e irmãs, aqui estamos a elevar nossas vozes como participantes da claridade e da clarividência de Cristo que ressuscitou”. Se referindo à noite da Páscoa, o cardeal a definiu como “a noite da comunhão e da liberdade. Noite da esperança!”, continuando com as palavras do Exultet. Segundo o Dom Leonardo, “na comunhão com todo o universo, na liberdade de verdadeiros filhos e filhas de Deus, nos deixamos tomar pelo fogo novo, pela nova luz: Cristo Senhor! Se vida nova, se novo horizonte a nos guiar nesta noite, esperança a guiar nossos dias e noites”. O Arcebispo fez ver que “as mulheres antes que se fizesse dia, foram em busca de Jesus”, lembrando as palavras do Papa Francisco na Vigília Pascal de 2022. Ele definiu Cristo como “nossa luz!”, destacando que “com ele devagar tudo se ilumina. Ele a alumiar os vazios, as dores, as mortes, os sepulcros vazios. Ele deixa ver no vazio do túmulo, na ‘removida a pedra da porta do sepulcro e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus’. Agora somos capazes de contemplar a vida com os olhos abertos, com o olhar de futuro. Já não mais desiludidos, acomodados, apáticos, lamentosos, imóveis diante da nossa finitude e dor”. Fazendo uma leitura da realidade atual, o Arcebispo de Manaus disse que “diante das guerras, das violências, das desesperanças, do pôr-se o a luz dos dias, da convivência: a luz de Cristo. O Círio aceso que introduzimos em nossa catedral desiluminada, foi difundindo luz, espargindo luz. Iluminados, tudo iluminado no resplandecer do Ressuscitado. Iluminados pela esperança. Graças à Páscoa de Jesus, podemos dar o salto do nada para a vida”, citando a Karl Rahner, quando diz que “a morte não poderá mais roubar-nos da nossa existência”. Por isso, o Cardeal Steiner, insistiu em que “O Senhor ressuscitou!: ‘Não tenhais medo!’ Levantemos o olhar, retiremos dos nossos olhos o véu da amargura e da tristeza, abramo-nos à esperança de Deus!”. Jesus “ressuscitou e fez-se o Vivente, a razão da vida e da morte. Tudo nele vive, tudo nele revive, tudo nele, se renova”, afirmou, citando as palavras da Carta aos Romanos, e novamente o Papa Francisco na Vigília de 2022, quando disse que “Não podemos fazer Páscoa, se continuamos a morar na morte; se permanecemos prisioneiros do passado; se na vida não temos a coragem de nos deixar perdoar por Deus – que perdoa tudo -, a coragem de mudar, de romper com as obras do mal, a coragem de nos decidirmos por Jesus e pelo seu amor; se continuamos a reduzir a fé a um amuleto, fazendo de Deus uma bela recordação de tempos passados, em vez de ir hoje ao seu encontro como o Deus vivo que deseja transformar-nos a nós e ao mundo”. Continuando com as palavras do Santo Padre, afirmou que “um cristianismo que busca o Senhor entre as ruínas do passado e O encerra no túmulo da rotina é um cristianismo sem Páscoa. Mas o Senhor ressuscitou! Não nos demoremos ao redor dos túmulos, mas vamos redescobri-lo, a Ele, o Vivente! E não tenhamos medo de O procurar também no rosto dos irmãos, na história de quem espera e de quem sonha, na dor de quem chora e sofre: Deus está lá!”. Uma reflexão que também foi iluminada com as palavras de Santo Agostinho na homilia aos recém batizados na Vigília da Páscoa, afirmando o Santo de Hipona que “Não é grande coisa crer que Jesus morreu; também os pagãos o creem, também os judeus e os condenados; todos o creem. Mas a coisa realmente grande é crer que ressuscitou. A fé dos cristãos é a ressurreição de Cristo”. Finalmente, o Cardeal Steiner convidou a “ressuscitados em Cristo, a Luz a iluminar os nossos dias, faz nascer o cântico de ação de graças na celebração desta noite”, seguindo as palavras cantadas no Salmo: “Dai graças ao senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Edson Damian: “Em tempos de sinodalidade, Páscoa é a esperança de nova primavera eclesial”

“Páscoa, passagem, vida nova” são as palavras com as que Dom Edson Damian inicia a Mensagem de Páscoa do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Presidente do Regional fala de “passagem da morte cruel de Jesus na Cruz para a Vida Nova da Ressurreição. Sempre passagem do que produz morte para o que gera vida, para todos e todas”. O Bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira foi explicitando o que isso representa hoje na vida do Brasil: “para 33 milhões de brasileiros atingidos pelo flagelo da fome é acordar sabendo que poderão comer. Para 9 milhões de desempregados, Páscoa é passar de um desespero do desemprego ao trabalho com um salário justo. Para milhares que ainda trabalham em regime semelhante à escravidão, Páscoa é trabalhar com direitos trabalhistas garantidos”. Para os povos indígenas, uma realidade muito presente na Diocese de São Gabriel da Cachoeira e no Regional Norte1, “Páscoa é libertação do genocídio gerado pelo garimpo para viver em terras demarcadas e homologadas, pois a morte da floresta é o fim da nossa vida”. Em relação às mulheres, “as primeiras testemunhas da Ressurreição, Páscoa é a libertação da exploração sexual, o feminicídio e de tantas outras crueldades”. “Em tempos de sinodalidade, Páscoa é a esperança de nova primavera eclesial, com a comunhão, com a participação de todos e todas na vida e missão da Igreja”, insistiu Dom Edson Damian. Junto com isso, “Páscoa é tempo de prosseguir construindo democracia com liberdade, direitos humanos, justiça social, paz para todos e todas”, disse o Presidente do Regional Norte1. Finalmente, mostrando que “Cristo Ressuscitou, ressuscitemos com Ele”, Dom Edson Damian desejou para todos e todas, “uma Feliz e abençoada Páscoa”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1