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Tag: Diocese do Alto Solimões

Dom Adolfo Zon: “A vocação de vocês é sinal do amor de Deus em nossa Igreja!”

No Mês Vocacional, o bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), reflete sobre a vocação, que ele define como “sinal do amor de Deus em nossa Igreja!” Queridos irmãos e irmãs, paz e bem! Com alegria e espírito de comunhão, dirijo-me a cada um de vocês — missionários e missionárias, lideranças, agentes de pastoral, religiosos, padres, seminaristas, jovens, famílias e comunidades de nossa querida Diocese do Alto Solimões — para partilhar uma palavra de fé e esperança neste Mês Vocacional 2025, cujo lema nos convida a mergulhar no mistério da vocação: “Chamados porque peregrinos”. A Palavra de Deus nos recorda que “todos estes morreram na fé, sem ter recebido a realização das promessas. Mas as viram de longe e as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb 11,13). Assim também somos nós: povo em caminhada, guiados pela fé, rumo ao Reino definitivo, sustentados pela promessa de Deus. Ser peregrino na fé é aceitar viver em movimento, com os pés no chão da realidade — tantas vezes marcada por desafios, como os que enfrentamos aqui na Amazônia — mas com o coração voltado para o alto, em busca de um sentido maior. E somos chamados justamente porque Deus caminha conosco, e nos chama pelo nome para colaborar com Ele na construção de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Em nossa Diocese do Alto Solimões, onde convivem povos indígenas, ribeirinhos, migrantes e tantos rostos amazônicos, a vocação tem rosto missionário. O chamado de Deus ecoa nas trilhas da floresta, nas margens dos rios, nas aldeias, comunidades e cidades. Deus continua chamando homens e mulheres dispostos a gastar sua vida em favor do Evangelho, no serviço ao povo, na defesa da vida e da Casa Comum. Neste mês vocacional, quero agradecer com carinho aos nossos padres, religiosas, religiosos, seminariatas, catequistas, animadores e leigos comprometidos. A vocação de vocês é sinal do amor de Deus em nossa Igreja! E quero convidar especialmente os jovens: escutem o chamado de Deus! Não tenham medo de seguir Jesus, seja no sacerdócio, na vida consagrada, no matrimônio ou no serviço pastoral. Ele caminha com vocês! Aos pais, comunidades e lideranças, peço: sejam terra boa onde brotam vocações. Ajudem nossos jovens a sonhar com os sonhos de Deus. E a todos nós, peço que neste mês intensifiquemos a oração pelas vocações, como nos pede Jesus: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe” (Lc 10,2). Que Maria, Nossa Senhora da Assunção e estrela da evangelização na Amazônia, interceda por nossa Igreja em missão, e que o Espírito Santo nos dê coragem para sermos peregrinos da esperança e servidores do Evangelho. Com minha bênção e carinho pastoral, Dom Adolfo Zon Pereira, SX – Bispo da Diocese do Alto Solimões

1° Nortão de Catequese: o caráter querigmático e mistagógico da Catequese como folêgo da Evagelização

De 24 a 27 de julho de 2025, em Castanhal, no Pará, acontece o 1° Nortão de Catequese, com o tema: Iniciação à Vida Cristã na Amazônia: Anúncio, Mistagogia e Ecologia Integral. A reflexão busca oferecer elementos para as Igrejas Locais em seus processos catequéticos, fortalencendo a pluralidade da idetidade amazônica. Representação do Regional Norte 1 O evento contará com a presença do Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 23 catequistas, 2 irmãs Consagradas e 2 padres das dioceses de Parintins, Alto Solimões, São Gabriel da Cachoeira, Borba, Roraima, Coari, Prelazia de Tefé e Arquidiocese de Manaus. Dentro dos 5 painéis, nosso regional apresentará 3: Catequese Ribeirinha (Diocese de Parintins), Catequese Indígena (Diocese de São Gabriel da Cachoeira) e Catequese Urbana (Arquidiocese de Manaus), partilhado nossas experiências. Chegada dos participantes Padre Jânio Negreiros, do clero da Diocese de Parintins e coordenador de catequese do Regional Norte 1, expressou a expectativa dos participantes “com muita alegria que nós assim acompanhamos esse início e da chegada dos das nossas catequistas, assessores da catequese, dos nossos bispos, dos conferencistas, dos que vão conduzir as oficinas as e também os painéis”. Destacou também a Catedral de Castanhal como “lugar extraordinário de convivência”, visto que ela é “toda pensada no aspecto bíblico” e é como “um ver a bíblia desenhada, expressada nas paredes” e “toda sua estrutura pensada dessa forma” favorecendo um “ambiente acolhedor” e aumentando a “expectativa dos nossos catequistas”. Novo olhar para catequese na Amazônia O evento reunirá aproximadamente 500 catequistas, juntamente com as religiosas e religiosos, padres, diáconos e bispos que estarão juntos tratando das diversas temáticas e desenvolvendo o tema geral. O coordenador enfatizou que isto traz um “novo olhar para uma realidade em nossa Amazônia”. O padre explicou que o encontro acolhe “todos os regionais do Norte para esse momento realmente inaugural, inicial” de algo que “foi pensando pelos nossos bispos no ano passado, em agosto, e assim foi levado adiante essa preparação” e culminou “para vivenciar esse primeiro momento”. Por fim, padre Jânio manifestou que o evento “é algo de grande significado pra nossa catequese na nossa região amazônica”. E por isso “queremos que seja um encontro de partilha, de aprendizado e que possa trazer realmente um fôlego para Evangelização”. E “especialmente para o processo inicial da fé das nossas crianças, adolescentes e adultos que estão no processo de Iniciação à Vida Cristã e também o trabalho pastoral, bíblico dentro das nossas pastorais e movimentos de nossas prelazias, dioceses e arquidioceses”. As temáticas das quatro conferências serão: “A Igreja deve crescer na Amazônia (QA, 66): Querigma, um anúncio de Esperança“, (Cardeal Leonardo Steiner,OFM); “Aceitar corajosamente a novidade do Espírito (QA, 69): Fundamentos para catecumenatos amazônicos”, (Victor Paiva, OFS); “Cuidar da Amazônia (QA, 51): Catequese a serviço de uma ecologia integral” (Moema Miranda, OFS); e “A este mundo, só a poesia poderá salvar (QA, 46): A literatura na transmissão da fé”, (Dom Antônio Fontinele), respectivamente, e finalizará com a peregrinação Jubilar até a Igreja Catedral.

Frei Paolo: os indígenas me ajudaram a ser um franciscano melhor

Após 26 anos de missão entre os Ticunas de Belém de Solimões, frei Paolo Maria Braghini voltou para a Itália. Ele não apenas anunciou o Evangelho com palavras, mas o viveu com gestos concretos de amor, solidariedade e justiça. O frade menor capuchinho Paolo Maria Braghini voltou para a Itália depois de 26 anos de missão entre os Ticunas de Belém do Solimões, na Amazônia Brasileira. O missionário italiano natural da Lombardia, dedicou sua vida missionária ao povo Ticuna, o mais numeroso da Tríplice Fronteira Colômbia, Peru e Brasil países onde vivem os indígenas Ticunas. Frei Paolo visitou recentemente a Rádio Vaticano – Vatican News e contou sua experiência de vida na Amazônia, onde foi irmão, amigo e servidor desse povo indígena, partilhando suas alegrias, dores, lutas e experiências. “Recebi este chamado junto aos frades capuchinhos de estar na Amazônia. Eu entre os frades capuchinhos da Amazônia tive o privilegio de viver a maioria dos meios vinte e poucos anos lá junto aos povos indígenas. Sempre em fraternidade. Ao longo desses anos aprendemos muito com os povos indígenas. Cheguei lá frade capuchinho franciscano, mas os indígenas me ajudaram a ser um franciscano melhor. Nós convivemos mais com os Ticunas que é mais numeroso. Uma realidade de pobreza e apesar da pobreza material essas comunidades, os povos indígenas têm uma riqueza cultural e humana impressionante”, disse o frade capuchinho. Fonte: Vatican News

Dom José Albuquerque e dom Adolfo participam do Jubileu dos Bispos em Roma

Está acontecendo em Roma ao longo desta semana o Jubileu dos seminaristas, dos bispos e dos presbíteros. Neste dia 25 de junho aconteceu o jubileu dos bispos, com a participação do bispo da diocese de Parintins, dom José Albuquerque de Araújo, e do bispo da diocese de Alto Solimões e vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), dom Adolfo Zon. O bispo da diocese de Parintins, que é membro da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está participando junto a coordenação da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (OSIB) dos três jubileus que acontecem nesta semana. O jubileu dos bispos iniciou com uma peregrinação na Basílica de São Pedro, por volta de 10 horas da manhã, hora local de Roma, e às 11 horas foi celebrada a Eucaristia, com a presença de mais de 400 bispos do mundo inteiro, sendo mais de 30 os bispos brasileiros participantes. Após a missa, que foi presidida pelo prefeito emérito do dicastério dos bispos, cardeal Marc Ouellet, aconteceu a catequese com o Papa Leão XIV, seguida de uma breve Liturgia da Palavra, tendo como ponto alto “a renovação da fé, rezando juntos o Creio, visto que nós estávamos sobre o túmulo de São Pedro. Um momento muito bonito de eclesialidad”, segundo dom José Albuquerque. Sobre a catequese do Papa, que durou uns 25 minutos, o bispo disse que “é sempre muito prazeroso escutar o Papa, ele é muito profundo e não faz grandes rodelos. Dá para perceber que ele vai diretamente aos pontos principais da sua fala.” Depois da catequese, os bispos tiveram um almoço fraterno no Seminário Maior da diocese de Roma. O bispo destaca que para o jubileu dos presbíteros, que acontece na quinta e sexta-feira, o número de presbíteros brasileiros é grande, com celebração eucarística pela manhã e catequese na parte da tarde, com a participação do Papa Leão XIV. Ele insiste em que os dias de jubileu tem sido uma experiência de forte comunhão eclesial, ainda mais porque é o primeiro momento que nós estamos tendo contato com o novo Papa, mesmo guardando a saudosa memória do Papa Francisco. Dom José Albuquerque de Araújo disse que ele teve a oportunidade de visitar o túmulo de Papa Francisco, na Basílica Santa Maria Maior. Ele ressaltou que “é impressionante a fila, o número de fiéis que estão lá para passar alguns segundos na frente do local onde o Papa Francisco está sepultado.

Frei Paolo Maria Braghini: Após 26 anos de missão entre os Ticunas volta para Itália

Os 26 anos de missão de frei Paolo Maria Braghini entre os Ticunas de Belém do Solimões é motivo de gratidão e profunda admiração para a diocese de Alto Solimões. Nascido na Itália, o frade capuchinho tem dedicado sua vida missionária, com coração franciscano, ao povo Ticuna, o mais numeroso da Tríplice Fronteira Colômbia, Peru, Brasil, países em que vive esse povo indígena. No coração da Amazônia, com humildade, coragem e fé, frei Paolo fez-se irmão, amigo e servidor deste povo indígena, partilhando suas alegrias, dores, lutas e esperanças. Sua presença constante e amorosa ajudou a fortalecer a identidade cultural e espiritual dos Ticunas, promovendo não apenas a evangelização, mas também o respeito às tradições e à dignidade humana. Ao longo desses 26 anos, frei Paolo não apenas anunciou o Evangelho com palavras, mas o viveu com gestos concretos de amor, solidariedade e justiça. Seu testemunho de vida é sinal de esperança e exemplo luminoso de missão encarnada, se identificando plenamente com a cultura e aprendendo a língua ticuna, que ele introduziu na vida pastoral, litúrgica e espiritual desse povo. A diocese de Alto Solimões pede que sua caminhada continue sendo abençoada, e que sua história entre os Ticunas inspire novas vocações missionárias a se doarem com o mesmo zelo e entrega ao Reino de Deus. Antes de voltar para Itália o frade visitou o Seminário São José da arquidiocese de Manaus, onde se formam os seminaristas da diocese de Alto Solimões, entre os quais estão vários ticunas. Fomentar as vocações indígenas entre esse povo indígena foi uma das suas preocupações. No dia em que a Igreja celebrou a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, ele presidiu a celebração da Eucaristia, momento em que os seminaristas puderam escutar e partilhar um pouco de sua rica experiência missionária na diocese de Alto Solimões. Frei Paolo Braghini exortou os seminaristas com palavras fortes e cheias de vida: “Não sejam estéreis, mas fecundos. Sejam santos, capazes de santificar o povo (os outros).” Os seminaristas da diocese de Alto Solimões se despedem do frade com gratidão, pedindo a intercessão de Maria Santíssima para que o acompanhe e ilumine em sua nova missão. Eles agradecem a vida doada com tanto amor nestes 26 anos à Igreja local de Alto Solimões, em particular aos Ticunas.

Implantação da Pastoral da Sobriedade na paroquia de Benjamin Constant

Aconteceu no auditório Benjamin Constant, no dia 24 de abril, o encontro promovido pela Paróquia Imaculada Conceição para a implantação da Pastoral da Sobriedade. Estiveram presentes várias outras instituições e, nos receberam com muito carinho e cheios de boa vontade e esperança com propósito de ajudar com parcerias, fornecendo seus serviços e formando redes. O objetivo do encontro foi “Prevenção, Recuperação Intervenção, Reinserção e Políticas públicas voltadas para Dependência química ou outras dependências”.  Também tivemos a oportunidade de apresentar a Pastoral ao Padre João Evandro da Paróquia São Sebastião em Atalaia do Norte. Visitamos Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese de Alto Solimões e almoçamos com ele, onde ouvimos dele uma rica orientação sobre o trabalho da Pastoral da Sobriedade que é um Organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Pastoral da Sobriedade Regional Norte 1

Fomação da Pastoral da Saúde Norte 1 em São Paulo de Olivença

A Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizou de 4 a 6 de abril de 2025 uma formação na paróquia São Paulo Apóstolo e, São Paulo de Olivença, diocese de Alto Solimões, com a assessoria da coordenadora regional Guadalupe Peres. Conhecer a Pastoral da Saúde O encontro, após a acolhida e oração inicial, conduzida pela coordenadora da Pastoral da Saúde da paróquia, irmã Glória e o pároco, padre Marcelo Gualberto, começou com a reflexão sobre o que é pastoral e o que é saúde, abordando a missão da Pastoral, seus valores e o objetivo geral. No segundo dia foi abordada a dimensão solidária, que mostrou que se trata de uma pastoral que pretende ser vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores nas instituições de saúde, na família e comunidade, e visa atender a pessoa integralmente, nas dimensões física, psíquica, social e espiritual. Igualmente foi refletido sobre a dimensão comunitária e a educação para a saúde, uma dimensão que atua na promoção, prevenção e educação para a saúde, valoriza as diversidades regionais, promove debates, palestras, encontros educativos sobre prevenção de doenças, alimentação adequada, saneamento básico e higiene. Finalmente, no último dia do encontro foi refletido sobre a dimensão sociotransformadora, que mostra que atua junto aos órgãos e instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área de saúde, para que haja reflexão bioética e de humanização, formação ética e uma política de saúde acessível e responsável, participando ainda das instâncias colegiadas do controle social na Saúde Pública. Importância do SUS Aprofundando no significado do controle social, foi mostrado o papel do Conselho de Saúde, a importância de os agentes estarem dentro dos conselhos de saúde dos municípios, a função do Conselho de Saúde e dos conselheiros. Igualmente, foi aprofundado sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), que é um sistema público de saúde que oferece atendimento gratuito a todos os cidadãos brasileiros, enfatizando que é o maior sistema público de saúde do mundo. Os participantes da formação conheceram os princípios doutrinários e éticos do SUS, que são universalidade, equidade e integralidade. Estes princípios orientam o Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir o acesso igualitário e de qualidade a todos os brasileiros. A universalidade nos mostra que todos os brasileiros têm direito à saúde, independentemente de sexo, raça, ocupação ou outras características. A equidade busca diminuir desigualdades, investindo mais onde a carência é maior. A integralidade considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Envio de 12 agentes 12 voluntários agentes da Pastoral da Saúde da paróquia São Paulo Apóstolo foram enviados na missa do domingo 6 de abril. Um envio que mostra que “assim continuamos a Missão de Priorizar a Vida e testemunhar o Evangelho no mundo da saúde”, segundo Guadalupe Peres. A coordenadora regional ressaltou que “a Pastoral da Saúde é toda a ação do povo de Deus comprometido em acolher, promover, cuidar, educar, defender e celebrar a vida humana. É a ação libertadora de Cristo presente no mundo na área da saúde, em três dimensões: solidária, comunitária e sociotransformadora.”

Clero das Igrejas Particulares de Alto Solimões, Tefé e Coari realizam seu Retiro Anual

O Retiro anual reúne o clero das três Igrejas, para rezar, partilhar e alimentar a Espiritualidade do presbítero. Momento de revigorar a comunhão e sinodalidade entre as três Igrejas Locais, e neste ano de 2025 tem como tema: “A missão nasce e se alimenta de uma memória agradecida, para sermos peregrinos da esperança”. A abertura do retiro aconteceu com a celebração Eucarística na noite da 27 de janeiro de 2025, presidida por Dom Marcos Piatek, bispo da Diocese de Coari. No dia 28 iniciou-se propriamente dito, o retiro anual do Clero das Igrejas, tendo Coari como local do encontro, e irá até o dia 31 de janeiro. Este é o terceiro ano consecutivo que a Diocese Alto Solimões, Diocese de Coari e a Prelazia de Tefé, realizam o retiro anual do clero juntas; sinal de comunhão e de sinodalidade entre estas Igrejas. Esta dinâmica iniciou no ano de 2022, e este primeiro ano, o orientador foi Dom Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, que convidou o grupo a rezar a partir dos Discípulos de Emaús, construindo junto com todos, um Projeto Missionário, elaborado sob a força da oração. Já o segundo ano quem orientou foi o Pe. Antônio Niemiec, então secretário das Pontifícias Obras Missionárias – POM, a partir do tema: “A identidade do Missionário Presbítero”. O mesmo ressaltava que em cada fase da vida, os clérigos são convidados a visitar o âmago da sua existência, onde se encontram as motivações mais profundas de sua vocação presbiteral. “A missão nasce e se alimenta de uma memória agradecida, para sermos peregrinos da esperança”, é o tema deste ano, orientado pelo Pe. Siro Stocchetti, italiano, comboniano, e atua na Área Missionária São Daniel Comboni, na Arquidiocese de Manaus. Nesta primeira manhã, o orientador, depois da oração invocando a presença do Espírito Santo, se dirigiu aos participantes, que este ano reúne cerca de 40 padres, sendo 19 deles da Prelazia de Tefé, e ainda conta com a participação dos bispos diocesanos destas Igrejas: Dom Adolfo Zon Pereira, Dom Marcos Piatek e Dom Altevir José Altevir da Silva. Este primeiro momento do retiro, o orientador Pe. Siro, trouxe a reflexão sobre o papel do orientador, que é propor um caminhar espiritual, apresentando passo a passo; um itinerário, com metas, ou seja, onde cada um se encontra e onde quer chegar. A partir do tema, o mesmo dizia que é preciso alimentar a Memória deste Deus que fez história com cada um, e que os possibilita seguir a missão com serenidade e confiança. Ao falar do objetivo do retiro, dizia ainda que é necessário: “encontrar com Jesus que me revela o Pai”, citando São Tomás de Aquino, com a frase: “ver em todas as coisas a presença de Deus”, e afirmava que todo encontro com o Senhor, causa em cada um, mudança, levando à conversão. Pe. Siro falou da importância do silêncio, especialmente, o silêncio interior. Destacou a importância da oração, ou seja, Deus falando com cada um. E confirmou que o Espírito Santo é o verdadeiro protagonista do retiro.  Ao indicar o texto de Mc 6,30-32, para cada um entrar no retiro, chamou a atenção para o exercício de autoescuta, recorrendo ao ponto de partida: como cada um se encontra? Na primeira meditação, Pe. Siro apresentou como tema, “o encontro do desejo de Deus com o meu desejo”. Por citações bíblicas, indicadas para este caminho: Ap 3,20 e Lc 19, 1-10, com o foco no versículo 5, “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua Casa”. E ao concluir disse que os participantes devem contemplar Jesus que está à sua porta, pedindo licença para entrar. “Se alguém ouvir a minha voz, abrir a porta, eu entrarei em sua casa, cearei com ele e ele Comigo”. Enviando todos para à meditação pessoal, convidou-os a pedir a graça de Deus rezando: “Concede-me Senhor, contemplar-te em teu desejo de me encontrar, a graça de fortalecer o meu desejo de me encontrar contigo para ser testemunha do teu amor na missão que me confiastes. Dom José Altevir da Silva, CSSp

4 Seminaristas de Alto Solimões recebem Leitorado e admissão às Sagradas Ordens

Quatro seminaristas da diocese de Alto Solimões, Camilo Jailton Martins dos Santos, Hércules Vitorino Amaro, Adelson Quirino Dias e Alex Cacau Pedrosa, deram neste 15 de dezembro um passo a mais em seu caminho vocacional. O primeiro deles, que concluiu recentemente o segundo ano de Teologia foi instituído no Ministério do Leitorado, e os outros três, que concluíram o primeiro ano de Teologia, foram admitidos às Sagradas Ordens. Camilo, indígena do povo Kokama é da paróquia São Pedro Apostolo de São Paulo de Olivença, a mesma paróquia de Adelson, que é indígena Kambeba. Hércules é do povo tikuna e pertence à paróquia São Francisco de Assis de Belém do Solimões, e Alex e da paróquia Santo Antônio de Lisboa de Santo Antônio do Iça. A celebração, realizada na catedral dos Santos Anjos de Tabatinga, foi presidida pelo bispo diocesano, dom Adolfo Zon, que definiu a Palavra de Deus do terceiro domingo do advento como “um oásis no deserto”. Ele destacou na primeira leitura o chamado a estar alegres e o anúncio que faz o profeta Sofonias da chegada de Deus e sua presença em nossa existência. O bispo falou sobre a história da evangelização na região e dos primeiros missionários que semearam a Palavra de Deus. Ele disse que a celebração era um motivo de alegria, pois filhos da terra deram um passo a mais em seu caminho vocacional. Dom Adolfo Zon explicou o significado do rito de admissão às Sagradas Ordens, afirmando que “a Igreja, a comunidade, ela se compromete em criar as condições para que estes três irmãos nossos possam um dia aceder às Sagradas Ordens”, um compromisso da Igreja que também se dá para com quem recebe o Leitorado. São passos que são dados como fruto do discernimento, segundo dom Adolfo Zoo bispo, que falou das exigências que nascem do compromisso assumido, que tem as suas renúncias, mas tem também as suas alegrias. Ele pediu o compromisso e a oração “para que estes jovens, filhos das nossas famílias, possam perseverar até o fim e o dia de amanhã ser ordenados e estar ao serviço das nossas comunidades para elas crescer”. Igualmente se referiu ao rito do Leitorado, um Ministério que tem a ver com a Palavra de Deus, refletindo sobre a importância do Ministério da Palavra e de outros ministérios, como o Ministério do Catequista, seguindo o pedido do Papa Francisco, nas comunidades da diocese de Alto Solimões. Falando sobre a alegria, o bispo disse que ela é luz do Senhor, pois é o Senhor que suscita, é o Senhor que anima, é o Senhor que conduz para onde Ele quer. Igualmente, o bispo refletiu sobre a pergunta feita a João Batista no Evangelho do dia: “E nós que devemos fazer?” Ele colocou diversos exemplos para entender o que está nos sendo pedido hoje a partir do texto evangélico, ressaltando que “a presença de Deus em nossa vida traz consequências”, mas também chamando a refletir sobre as atitudes que devem estar presentes na vida dos batizados como fruto da escuta da Palavra e da luz de Cristo que ilumina e dá sentido à nossa vida. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1