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VI Assembleia das CEBs da Prelazia de Tefé de 9 a 13 de julho: “Uma Igreja Sinodal em Saída”

A prelazia de Tefé se prepara para a VI Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base. De 9 a 13 de julho, a paróquia Santa Teresa de Alvarães acolherá este grande momento de comunhão, escuta e missão. O tema do encontro é “Uma Igreja Sinodal em Saída”, tendo como lema: “Evangelizar nas águas mais profundas”. Mil participantes Com a participação de mil pessoas, chegadas das comunidades, áreas missionárias e paróquias, o encontro tem como objetivo geral “Fortalecer a Sinodalidade da Igreja na Prelazia de Tefé.” Dentre os objetivos específicos podemos citar fortalecer e animar a caminhada das comunidades; fortalecer e dinamizar a visibilidade do protagonismo feminino nas comunidades; sensibilizar para uma convivência pacífica e organizada na casa comum; garantir a participação laical, feminino, juvenil, quilombola e indígena nas instâncias comunitárias e de poder; entender como a realidade sócio-política influencia na vivência religiosa; propor estruturas formativas contextualizadas para o laicato assumir papeis efetivos na Evangelização na Igreja e na sociedade; avivar o papel evangelizador das comunidades de base; e celebrar a caminhada Evangelizadora das Comunidades da Igreja particular de Tefé. Os subtemas a serem abordados ao longo da VI Assembleia das CEBs são os influenciadores digitais na Igreja católica, com a assessoria de José Abílio barros Ohana; Casa Comum: Ecologia Integral na Sinodalidade, com a assessoria do Pe. Dário Bossi; A Fraternidade: Caminho de compromisso para a Justiça Social – Vós sois todos irmãos, com a assessoria de Manuel do Carmo da Silva Campos; CEBs, um barco missionário que inclui todos e todas, com a assessoria de dom Zenildo Lima; e desafios e perspectivas em um mundo polarizado (dentro e fora da Igreja), com a assessoria de Daniel Seidel. Os temas têm sido trabalhados previamente nas comunidades e ao longo da assembleia serão realizados seminários simultâneos e uma plenária final no último dia, tendo uma celebração de abertura e outra de encerramento. Compromisso histórico da prelazia A prelazia de Tefé tem um longo histórico de discussões e ações voltadas aos cuidados socioambientais. Um caminho que tinha como ponto de partida o fato de que as pessoas necessitavam do ambiente natural para manter seus modos de vida. Em uma região rica em peixe e madeira, o povo enfrentou a fome e teve seus territórios invadidos e apropriados por atravessadores, grandes empresários e outros interesses externos. As comunidades estavam vulneráveis a extorsões e enganos, arrendando lagos e vendendo sua mão de obra a preços baixos, sem conseguir sair da miséria e ainda perdendo seus recursos naturais. Sem apoio do poder público, já que muitas prefeituras sequer olhavam para as comunidades ribeirinhas, a Igreja era a única fonte de apoio. Com a ajuda das pastorais e organismos, a Igreja começou a articular com os ribeirinhos movimentos de retomada dos territórios, por meio de ações formativas e de organização comunitária, promovendo o cuidado dos lagos e da pesca. As comunidades criaram comitês de organização, liderados por animadores de setor, catequistas locais e outras lideranças, que avançaram nas discussões sobre o cuidado e a proteção dos seus mananciais de alimentação e bem-viver. Unidades de conservação As terras indígenas no território da Prelazia começaram a ser homologadas. As primeiras unidades de conservação criadas na região foram de proteção integral, que hoje são coordenadas e assessoradas por pessoas formadas pela Igreja. Aos poucos, foram desenvolvidos os acordos de pesca, promovendo uma relação equilibrada entre pescadores urbanos e comunitários, além do manejo coletivo do pirarucu, com base na união entre saberes científicos e tradicionais. Também foram promovidos manejos de madeira, produtos não madeireiros, turismo de base comunitária e agroecossistemas. Atualmente, os principais problemas enfrentados na região decorrem da ausência do Estado e da falta de políticas públicas efetivas. Essa lacuna favorece a expansão de crimes ambientais e da violência, como o narcotráfico, o garimpo ilegal, a pirataria fluvial e outras formas de exploração, que cooptam ou amedrontam as populações locais.

Prelazia de Tefé cria Área Missionária Nossa Senhora da Amazônia: “um campo de discipulado”

A prelazia de Tefé tem mais uma área missionária: Nossa Senhora da Amazônia. A instalação aconteceu no dia 5 de julho, se tornando a terceira área missionária da prelazia, junto com a área missionária São Francisco, em Tamanicoá, com 23 comunidades, administrada desde sua criação por leigos e leigas, e a área missionária São Sebastião, em Caiambé, com mais de 20 comunidades. Comunidades com pouca assistência A nova área missionária, desmembrada de duas paróquias, está em Tefé, na região das estradas, na Agrovila e da IMAD, e conta com oito comunidades. Segundo o bispo da prelazia, dom José Altevir da Silva, “são comunidades que não recebem muito a assistência e eles queriam que realmente o missionário morasse lá no meio deles.” A nova área missionária foi assumida pela congregação das Sacramentinas de Nossa Senhora, enviando três irmãs que assumiram esse trabalho pastoral junto com o povo. Na homilia da missa de instalação da área missionária, o bispo, seguindo o texto de Isaías 66, fez um convite à alegria, identificando a nova área missionária com o significado de Jerusalém para o povo exilado. “É um lugar de consolo, de esperança e de cuidado maternal”, sublinhou dom Altevir. Segundo ele, “as oito comunidades que compõem esta área, agora caminham unidas como irmãs. Não mais isoladas ou dispersas, mas reunidas em torno de uma missão comum”. A Cruz centro da missão O bispo referiu-se ao consolo do Senhor ao seu povo, a imagem da mãe que consola o seu filho. Segundo dom Altevir, na nova área missionária, “o Senhor vem consolar o seu povo por meio de uma presença organizada, comprometida e missionária.” Ele falou, seguindo o texto de Gálatas 6, sobre a Cruz como centro da missão, ressaltando que “São Paulo, ele nos recorda que a missão não é um glamour, mas entrega. Ele se gloria não em títulos ou estruturas, mas na cruz de Cristo”. Nessa perspectiva, o bispo de Tefé disse que “essa nova área missionária, Nossa Senhora da Amazônia, não nasce para ser uma administração eclesial, mas um campo de discipulado.” Uma afirmação que cobra mais sentido no Ano Jubilar, “no qual somos convidados a sermos peregrinos da esperança”, disse o bispo. Dom Altevir enfatizou que “a formação, a evangelização, a comunhão e a vida fraterna que deve ter como centro a cruz redentora. Um lugar do amor doado, do serviço e da reconciliação”. É por isso, disse o bispo, que “a pastoral de conjunto será o nosso modo de sermos igreja. Cada comunidade com seu carisma, mas caminhando na mesma direção”. Enviados em comunidade, em sinodalidade Seguindo as palavras de Lucas 10, o bispo disse que do mesmo modo que Jesus envia seus discípulos dois a dois, “assim também somos enviados em comunidade, em sinodalidade”, vendo a criação da área missionária como “uma resposta a um apelo concreto: estar presente no meio das famílias, na estrada, que muitas vezes se sentiram distantes e desassistidas.” Nessa perspectiva, dom Altevir afirmou que diante da urgência da missão, “cada fiel é chamado a assumir o seu lugar com coragem”, mostrando que “Deus não escolhe os mais capazes, Ele capacita aqueles que se dispõem a caminhar”. “A área missionária é uma expressão da comunhão e da missão. Essa área missionária Nossa Senhora da Amazônia é mais do que um território, é uma comunidade de fiéis, em caminhada, mas precisa, de tantas coisas, como por exemplo, formar-se continuamente na fé, nos sacramentos, na Doutrina Social da Igreja. Ela precisa se organizar a partir da missão, não apenas nas estruturas. Seguir os critérios da CNBB para a ação missionária: o anúncio, o diálogo, a presença, a opção pelos pobres. Escutar a prelazia que orienta com sabedoria esse processo. Viver a comunhão entre comunidades, lideranças, os agentes de pastoral e todo o povo. Despertar o compromisso de cada um, a criação da área aliás, não termina na missa. Pelo contrário, é o começo, e cada batizado deve se perguntar realmente o que Deus quer de cada um deles: a missão não é para os outros, é para todos”, disse o bispo. Finalmente, dom Altevir pediu “que Nossa Senhora da Amazônia interceda por nós. Que essa nova área missionária seja um lugar de fé viva, comunhão fraterna e missão constante. Que o povo se alegre com a nova organização pastoral. Que o Espírito suscite novas lideranças, comprometidas com o Reino de Deus”.

Dom Altevir no Corpus Christi: “Na Mesa da Vida, a Fé de um Povo que Resiste e Celebra”

O bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, presidiu a Solenidade de Corpus Christi na Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Carauari, onde se encontra realizando a visita pastoral Ele iniciou sua homilia recordando que essa festa foi instituída oficialmente em 1264 pelo Papa Urbano IV, e “nasceu do desejo de exaltar publicamente o mistério da Eucaristia — presença real de Cristo entre nós. Um milagre ocorrido em Bolsena, na Itália, onde uma hóstia sangrou nas mãos de um sacerdote que duvidava, confirmou ao mundo que Cristo está verdadeiramente presente na Eucaristia.” Segundo o bispo, “é essa presença que hoje percorre as ruas de Carauari, abençoando este povo de fé, esperança e amor. A Eucaristia é o coração pulsante da nossa Igreja. É o alimento que nos sustenta, a força que nos une, o sinal de que Deus caminha conosco.” Ele pediu que sua presença nessa paróquia “se converta em sinal de comunhão, de cuidado pastoral, de proximidade.” Segundo ele, não foi “apenas visitar, mas caminhar convosco, ouvir o povo, partilhar da realidade deste município, onde a Igreja católica se faz presente. Isso é sinodalidade: uma Igreja que caminha junto, que escuta, que se faz presente na vida do povo.” Ele destacou “como é viva esta Igreja de Carauari! Os jovens, com sua energia e entusiasmo, são uma força transformadora. Os adultos, firmes na fé, sustentam com coragem as pastorais. As mães, com suas orações silenciosas, são colunas espirituais que sustentam suas famílias. As crianças da Infância Missionária, os coroinhas, os acólitos — todos são sinais de uma comunidade que vive a fé com alegria e compromisso.” Igualmente, o bispo disse que “a visita pastoral do bispo também ecoa além dos muros da Igreja. A acolhida na Câmara Legislativa, o espaço concedido na Secretaria de Educação, a visita à escola municipal, o carinho dos religiosos da Sagrada Família — tudo isso mostra que a Igreja está presente na sociedade, dialogando com os órgãos públicos, promovendo o bem comum. Isso é testemunho de uma Igreja que não se isola, mas que ilumina o mundo com a luz do Evangelho.” Dom Altevir recordou que “a festa de hoje nos convida a renovar nossa confiança na presença real de Cristo na Eucaristia. O povo amazonense, com sua fé simples e profunda, nos ensina que Cristo está no meio de nós, nas águas dos rios, nas trilhas da floresta, nas casas humildes e nos corações que creem. A Eucaristia é o pão da esperança, o sinal de que não estamos sozinhos.” O bispo pediu que “esta procissão, que estes tapetes coloridos, que esta celebração solene sejam expressão da nossa fé viva. Que ao recebermos o Corpo e Sangue de Cristo, sejamos também nós corpo vivo de Cristo no mundo, levando consolo, justiça, paz e amor.” Dom Altevir também enviou uma mensagem à prelazia de Tefé com motivo da Solenidade de Corpus Christi, dia em que “somos convidados a renovar nossa fé e nossa esperança. O Corpo e o Sangue de Cristo, entregues por amor, são luz que ilumina os caminhos escuros e esperança que sustenta os corações aflitos.” Analisando a realidade atual, o bispo destacou que “vivemos tempos desafiadores. Nossa Amazônia, casa comum de tantos povos e culturas, está ameaçada por projetos que ferem a vida e o equilíbrio da criação: o avanço do Bloco 59 na foz do Amazonas, a exploração de petróleo, os inúmeros Projetos de Lei (PLs) no Congresso, que ameaçam nossa Amazônia, projeto de exploração de gás na região de Coari, as secas severas que nos últimos dois anos vem atingindo Tefé e o Médio Solimões, afetando comunidades tradicionais, ribeirinhos, pescadores, quilombolas e cidades inteiras. Diante disso, muitos se perguntam: onde está Deus? Diante dessas realidades, “a resposta está na Eucaristia. Cristo não nos abandona. Ele se faz pão para caminhar conosco. Ele se entrega para que tenhamos força. Ele se faz presença viva no meio do seu povo. O Corpo e o Sangue de Cristo são sinal de que Deus está conosco, mesmo nas dores, mesmo nas lutas”, disse o bispo. Ele insistiu em que “neste Ano do Jubileu da Esperança, somos chamados a olhar para a frente com coragem. A Eucaristia nos ensina que a esperança não é ilusão, mas certeza de que o amor vence. Que cada celebração, cada procissão, cada gesto de partilha seja um grito de fé: a Amazônia tem futuro, porque Deus caminha com seu povo: ‘Cristo aponta para Amazônia’”. Na mensagem, o bispo da prelazia de Tefé agradeceu a cada agente de pastoral, a cada jovem, a cada mãe que reza, a cada missionário e missionária que, mesmo em meio às dificuldades, mantém viva a chama da fé. Vocês são sinais de que a Igreja está viva, presente, comprometida com a vida e com a justiça.” Ele pediu “que esta festa nos fortaleça na fé e no compromisso com o Reino. Que o Corpo de Cristo nos una em comunhão fraterna. Como Igreja sinodal, sigamos juntos, com esperança, defendendo a vida, a dignidade e a beleza da nossa Amazônia. Que a Prelazia de Tefé assuma cada vez mais a defesa da Amazônia como um compromisso de fé, de vida e de luta — sinal claro de fidelidade ao Evangelho encarnado na história do nosso povo.”

Dom Altevir: “O Espírito Santo nos pede um coração aberto, simples e terno”

Mensagem de Pentecostes do Bispo da Prelazia de Tefé Queridos padres, diáconos, religiosos e religiosas, cristãos leigos e leigas da nossa amada Prelazia de Tefé, Neste dia sublime de Pentecostes, celebramos a presença viva e transformadora do Espírito Santo na Igreja nascente. Ela, filha da Missão, e a Missão que tem sua origem no coração da Santíssima Trindade. Assim como outrora os apóstolos, reunidos em oração, receberam o fogo divino que os encheu de coragem para anunciar o Evangelho, hoje também somos chamados a acolher essa mesma graça, permitindo que ela nos conduza sem reservas. O Espírito Santo nos pede um coração aberto, simples e terno. Não há espaço para resistências, para medos ou hesitações quando se trata de permitir que Ele atue em nós. Cada padre, diácono, religioso e religiosa, cada leigo e leiga são instrumentos preciosos nas mãos de Deus. Somos convocados a ser sinais vivos de amor, esperança e fé, especialmente em nossa querida Amazônia, onde a beleza da criação e os desafios da missão exigem de nós um testemunho vibrante e autêntico. A Prelazia de Tefé, com suas 14 paróquias, duas Áreas Missionárias e mais de 500 comunidades espalhadas entre cidades, rios e igarapés, é um espaço fecundo para a ação do Espírito Santo. Que Ele nos fortaleça, nos impulsione e nos conceda a mesma coragem que tomou conta dos apóstolos naquele dia abençoado. Que possamos anunciar o Evangelho com palavras, com vida e com entrega sincera. Feliz dia de Pentecostes! Que o fogo do Espírito Santo aqueça nossos corações e ilumine nossos caminhos. Com minha bênção e oração, Dom Altevir, CSSp, Bispo da Prelazia de Tefé

Dom Altevir no Dia das Comunicações Sociais: “Utilizar os meios de comunicação com responsabilidade”

No 59º Dia Mundial das Comunicações Sociais, “uma data instituída pelo Papa Paulo VI em 1967 e vivenciada pela Igreja no dia da festa litúrgica da Ascensão do Senhor”, o bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, enviou uma mensagem. Segundo ele, “é um momento de reflexão sobre o papel fundamental da comunicação na evangelização e no fortalecimento da comunhão entre os fiéis”. Dom Altevir lembrou que na prelazia de Tefé, “contamos com a graça de termos a Rádio Rural de Tefé, rádio de longo alcance que nos permite levar a Palavra de Deus a muitos corações, atingindo lugares distantes e aproximando-nos daqueles que, por diversas circunstâncias, não podem estar fisicamente presentes na comunidade, e também aos comunitários que sempre estão ligadinhos ouvindo nossos programas. A comunicação é, assim, um instrumento valioso para espalhar o amor, a fraternidade e a esperança”. O bispo lembrou o tema deste ano para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, proposto pelo saudoso Papa Francisco, “Partilhai com mansidão a esperança que está em vossos corações”. Segundo ele, “nos convida a refletir sobre a importância de comunicar com verdade e mansidão, especialmente em um mundo onde a desinformação e a concentração do controle das redes sociais ameaçam a autenticidade das relações. E neste dia da Solenidade da Ascensão do Senhor ao céu, dia que a Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais, somos chamados a ser testemunhas da esperança, a utilizar os meios de comunicação com responsabilidade e a promover um diálogo sincero e respeitoso”. Finalmente, ele pediu aos párocos e membros dos Conselhos Paroquiais, que “possam motivar, apoiar e criar onde ainda não tem, a PASCOM, oferecendo os meios, equipamentos e formação necessários de modo que possamos, como Igreja, renovar nosso compromisso com a comunicação inspirada pelo Evangelho, promovendo um ambiente de escuta, acolhimento e partilha”.  Para isso, o bispo pediu, “que o Espírito Santo nos guie para sermos instrumentos da verdade e da paz em todos os espaços onde nos comunicamos”.

Formação da Pastoral da Saúde em Fonte Boa: “A Serviço da Vida e da Esperança

No último sábado, 26 de abril aconteceu a Formação da Pastoral da Saúde na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Município de Fonte Boa, na Prelazia de Tefé. Com a assessoria da coordenadora Regional da Pastoral da Saúde, Guadalupe Peres, o tema abordado foi: “Pastoral da Saúde a serviço da Vida e da Esperança”. Durante o encontro foi abordado o que é Pastoral, o que é Saúde e o que é Pastoral da Saúde. Foi refletido sobre o Símbolo da Pastoral da Saúde, sua estrutura organizacional e o objetivo e finalidade da Pastoral Familiar. Igualmente, foi apresentado aos participantes do encontro formativo onde e quando acontece a Pastoral da Saúde, sua missão a as três dimensões que fazem parte da Pastoral da Saúde: Dimensão Solidária, Dimensão Comunitária, Dimensão Sociotransformadora. Ao longo da formação foi definido quem pode participar da Pastoral da Saúde e o perfil do agente da Pastoral da Saúde, sua atuação na visitação hospitalar e domiciliar, sua participação e o papel do Conselho de Saúde. O encontro foi encerrado com a Oração do Agente da Pastoral da Saúde.

Prelazia de Tefé celebra Missa dos Santos Óleos e agradece pelo pontificado de Francisco

A prelazia de Tefé reuniu-se na noite da Terça-feira da Oitava da Páscoa para uma missa em sufrágio pelo Papa Francisco e dos Santos Óleos. A celebração iniciou com uma memória do pontificado, marcado por “simplicidade, inclusão e reformas que impactaram profundamente a Igreja católica.” Celebração do povo de Deus Uma celebração de todo o povo de Deus, segundo o bispo da prelazia, dom José Altevir da Silva, que iniciou sua homilia saudando os cristãos leigos e leigas, que ele definiu como “o povo privilegiado de Deus”, e depois as autoridades, Vida Religiosa e o clero. Ele disse ser uma celebração de ação de graças, mas também com um sentimento de orfandade, diante da partida de Papa Francisco, mas pedindo que “a sua presença seja continuada nos compromissos de cada fiel diante do que ele vinha assumindo durante o seu pontificado.” No pontificado de Papa Francisco, dom Altevir destacou sua grande confiança em Maria, mas também seu legado de simplicidade e de profecia, que chamou a dar continuidade. O bispo refletiu sobre alguns ritos que fazem parte das cerimônias após a morte do Papa, como é a destruição do anel, símbolo de poder. Ele disse que “algo pragmático pode acabar, como um anel, mas o paradigmático, a essência, a evangelização, que o Papa Francisco nos deixou, não existe martelo no mundo que vá destruir. Por isso, sigamos em frente, animados pela herança bendita que ele nos deixou.” Momento profundo de comunhão Sobre a Missa dos Santos Óleos, que a Igreja de Tefé realiza nesta data, dada a impossibilidade de fazê-lo na Quinta-Feira Santa, o bispo enfatizou que “é um momento profundo de comunhão, de renovação.” Um momento para que os presbíteros lembrem o dia de sua ordenação, mas também para abençoar os óleos com que serão ungidos os novos batizados, os crismados, os enfermos. Comentando o evangelho do dia, onde é proclamado o ano da graça do Senhor, dom Altevir lembrou o Jubileu da Esperança que a Igreja vive neste ano de 2025. Um texto que, segundo ele, “é de fato um projeto de vida missionária de Jesus, que também é o nosso projeto. Essas palavras revelam a missão de Cristo, que também é a missão da igreja. E de modo especial, a missão de cada um de nós”, sublinhado que “não tem outra missão a não ser essa que Jesus Cristo nos deixou.” Aproximar-se daqueles que necessitam do amor de Deus O bispo disse aos presbíteros que “como Cristo, nós devemos nos aproximar, meus irmãos presbíteros, nos aproximar realmente daqueles que necessitam de nós, que necessitam do amor de Deus, porque a renovação das promessas sacerdotais, ela vai recordar para nós que o ministério sacerdotal é diferente de algo funcional. Ele é, acima de tudo, presente do amor de Deus para conosco. É vocacional e não é algo funcional, não é uma função, é uma vocação, uma vocação de amor, de serviço. Como Cristo, nós devemos então estar no mundo, sem ser do mundo, levando a imagem de Deus àqueles que mais necessitam. Ou melhor ainda, descobrindo Deus presente naqueles que a sujeira da sociedade, a discriminação e a indiferença tentam encobrir.” Dom Altevir sublinhou a necessidade de mais do que o levar, “descobrir Deus aonde o ser humano se encontra, muitas vezes no porão da humanidade. Deus está com ele.” Junto com isso, o bispo falou sobre os óleos como instrumento que “nos ensina o caminho da santidade.” Ele disse pedir a Deus que “essa celebração, ela renove o ardor missionário em cada sacerdote, em cada presbítero a alegria da sua vocação, que restaure, que lhe leve ao primeiro amor.” Para isso, o bispo pediu que “a poeira da sociedade, do luxo, da ganância, da indiferença, jamais atingirá a beleza que Deus colocou em seu ser.” Para dom Altevir, “ser presbítero é de fato ser um espelho de Deus no meio dos que mais necessitam.” Ele pediu seguir o exemplo de Papa Francisco, “esse testemunho de vida e de doação.”

Domingo de Ramos na Prelazia de Tefé: A canoa que virou jumentinho

O cuidado da casa comum, do nosso Planeta, é uma necessidade cada vez mais urgente. Daí a importância da Campanha da Fraternidade de 2025, que tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral”. As consequências da falta de cuidado são cada vez mais evidentes. Um exemplo disso é o acontecido na Vila de Tamaniquá, município de Juruá, na prelazia de Tefé. Consequências das mudanças climáticas Em um fenómeno que até agora não era comum, segundo relatam os moradores, por duas vezes o rio encheu e vazou de uma vez, muito rápido subiu muito e rápido, de modo que estão perdendo a mandioca que plantaram. Uma situação que, de diversos modos, se repete em diversos locais da Amazônia. Foi nessa comunidade que o bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, celebrou o Domingo de Ramos. Ele disse: “eu deixei a procissão de Ramos na catedral, para participar com os ribeirinhos atingidos pela cheia inesperada.” Chegando lá, o bispo viu a situação dos moradores, que “estão tentando salvar o que a água não levou, enfrentando água até o peito”, segundo esses moradores contaram para dom Altevir. Nessa situação, o bispo contou que “não tendo terra para fazer a procissão, sugeri fazermos de canoa, a remo”, algo que ele disse ter sido significante. Para realizar a procissão se deu uma situação semelhante àquela que os evangelhos relatam. A coordenadora da comunidade Nossa Senhora Aparecida, dona Rita, uma mulher de quase 70 anos, analfabeta, que está à frente da comunidade por mais de 30 anos disse que tinha poucas canoas, pois os homens tinham levado para o roçado para salvar a roça. A comunidade ia precisar Quando uma outra mulher, dona Ana, foi pedir algumas canoas para os vizinhos, ela desamarrou as canoas e disse para eles palavras semelhantes àquelas que os discípulos disseram ao desamarrar o jumentinho que carregou Jesus: a comunidade ia precisar delas, mas logo ia devolver. Dom José Altevir da Silva, na homilia, refletia sobre isso, lembrando as palavras de Jesus aos seus discípulos caso alguém perguntasse por que estavam desamarrando o jumentinho: “o Senhor precisa dele”. O bispo conta que no momento da procissão com os ramos, “os coroinhas, seguindo o rito, levaram uma bacia de plástico com água para benzer os ramos. Eles estavam certos, foi assim que aprenderam. Mas na hora da benção, eu pedi para fazermos a oração sobre o rio e a partir do rio benzemos os ramos”, destacando mais uma vez esse momento como algo “muito rico em significado.” Comunidades acompanhadas por mulheres Na maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia, as mulheres cuidam da vida de fé desse povo. Na simplicidade, elas se tornam verdadeiras testemunhas da presença de Deus no meio das pessoas. É nesses lugares que o povo sofre em maior medida as consequências das mudanças climáticas. Nessas situações, as pessoas descobrem em Deus e na comunidade a força para continuar lutando pela vida em plenitude para todos e todas. É ali que cobra sentido a reflexão em torno à conversão ecológica. Da superação do pecado ecológico depende que essas pessoas possam continuar morando nesses locais. As mudanças climáticas têm consequências concretas na vida do povo, especialmente dos mais vulneráveis. Quando não reconhecemos isso, nos afastamos de Deus e do irmão, daqueles que hoje, de diversos modos, continuam sendo crucificados.

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

Na Igreja da Amazônia, a ministerialidade especifica-se de modos poucos comuns em outras realidades eclesiais. São expressões ministeriais que tem a ver com uma Igreja Sinodal com rosto amazônico, uma Igreja sustentada no Batismo, uma Igreja em que as mulheres assumem espaços de responsabilidade, que historicamente não tinham um rosto feminino à sua frente. Mulheres chanceler: uma novidade na práxis Na diocese de Roraima, a chancelaria é assumida pela Ir. Sofia Quintans Bouzada, enquanto na prelazia de Tefé é uma leiga, Juliana de Souza Martins, que desempenha esse serviço. Isso é uma novidade na práxis, que de modo nenhum contradiz o Direito Canônico, mas que tem que ser visto como um processo de mudança neste momento histórico que a Igreja universal e a Igreja da Amazônia estão vivendo. As reformas que o Papa Francisco vai introduzindo na Cúria Vaticana, com nomeação de mulheres para postos de responsabilidade, aos poucos também vão se fazendo presentes em algumas igrejas locais. O serviço da chancelaria, tradicionalmente assumido por padres, agora exercido por mulheres, é um exemplo disso. Segundo a chanceler da prelazia de Tefé, “com todo esse convite do Papa, a gente percebe também que os nossos bispos também se abrem a esse novo.” É uma aposta dos bispos para as mulheres estar nesses espaços, como é a chancelaria, que mostra que “nossos bispos também estão neste caminho de abertura da Igreja, para esse momento novo com a inserção das mulheres nessas funções”, sublinha Juliana de Souza Martins. As mulheres maioria nas comunidades Ninguém pode esquecer que “as mulheres fazemos parte das comunidades de base, somos a maioria nas comunidades, somos as que alentamos os processos, acompanhamos as pastorais, estamos como verdadeiras diaconisas nas igrejas locais”, segundo a Ir. Sofia Quintans. A religiosa afirma que assumir esses serviços “é simplesmente reconhecer aquilo que já fazemos no dia a dia na igreja local, nas comunidades de base.” A chanceler da diocese de Roraima, afirma que “com nossa competência e nosso modo de ser e estar, ajudamos também para que esta Igreja seja inclusiva, integre a todos, todos, todos, como disse o Papa Francisco, e haja processos novos de relação, processos de inclusão e outra nova sensibilidade incorporada nos processos eclesiais, nas tomadas de decisão, na formação, em tudo.” A Ir. Sofia insiste em que “a mulher faz parte da Igreja, fazemos parte da Igreja faz muito tempo, e nos reconhecermos como chanceleres é algo que é possível na Igreja faz muito tempo. Só que temos inércias incorporadas e se faz necessário quebrar essas inércias.” De fato, as mulheres na chancelaria enfrentam diversos desafios, que em primeiro lugar surgem da grande responsabilidade assumida, da confiança depositada nelas para vivenciar um processo que é uma corresponsabilidade com o Ministério Pastoral do bispo. A chanceler da diocese de Roraima destaca a necessidade do respeito muito profundo à caminhada histórica da Igreja local, “e tentar fazer de ponte com as comunidades, as paróquias, áreas missionárias, áreas indígenas, com a caminhada pastoral da Igreja, com a realidade local e os novos desafios da realidade migratória, dos povos indígenas e também com os desafios dos missionários”, sublinhando que a importância da Cúria ser um lugar de hospitalidade, de encontro e de Igreja em saída, de fazer uma caminhada em conjunto, sinodal. A capacidade e o papel das mulheres Olhando para a Igreja da Amazônia, Juliana de Souza Martins reflete sobre o desafio de reconhecer que o papel da chanceler e do chanceler é um papel importantíssimo, fundamental, dentro da cúria, dar visibilidade. No plano da ministerialidade feminina, uma dinâmica que teve um grande impulso no atual pontificado, se faz necessário da parte das mulheres, “nos dar conta da capacidade e do papel que nós temos dentro da Igreja. Às vezes, com o desafio, por sermos ainda uma Igreja muito masculina, muito paternal.” Ela reconhece o sofrimento das mulheres, mas também os passos já dados, os avanços, afirmando que “é algo muito presente, muito enraizado ainda dentro da nossa Igreja e às vezes isso acaba nos limitando no nosso pensar e no nosso agir. Mas eu acredito que se nós permanecermos firmes enquanto mulheres, nos reconhecermos como figuras transformadoras, importantíssimas para a evangelização da nossa Igreja, eu acredito que é nesse caminho que a gente deve continuar e persistir.” Reconhecer os serviços das mulheres A Ir. Sofia faz um chamado às mulheres para um reconhecimento mútuo, um apoio mútuo, para assumir que “temos qualidades e competências, além de uma experiência espiritual muito forte que sustenta a Igreja toda.” Ela também insiste em “reconhecer os nossos serviços que já estamos a vivenciar na Igreja, dentro das comunidades, dentro das pastorais, de lideranças, com ministérios reconhecidos.” Trata-se de “abrir caminho para outros ministérios que podem ser mesmo reconhecidos, ocupando os espaços, sem ter que pedir licença, dando-nos confiança mútua, mulheres e homens, homens e mulheres, tentando vivenciar essa experiência de missão conjunta, de missão em equipe”, com “conhecimento, responsabilidade, visibilidade, confiança mútua, vivenciando tudo juntos e juntas, em igualdade, com a mesma dignidade, mas em igualdade”, concluiu a religiosa.

Pastoral da Juventude Regional Norte 1 realiza 1ª Etapa da Assembleia

Nos dias 22 e 23 de março de 2025, aconteceu de forma online a 1° Etapa da Assembleia Regional da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 – Amazonas e Roraima. Os participantes da assembleia realizaram o primeiro passo metodológico: o Ver. Durante o encontro, aconteceu um momento de escuta da realidade do Regional durante o triênio e escuta das realidades das igrejas locais que compõem o Regional.  Igualmente, foi refletido sobre o tema, lema e iluminação bíblica da assembleia que irão nortear nossos passos até a conclusão da Assembleia. Para finalizar, foi realizado o envio dos delegados para a 2° Etapa da assembleia, que acontecerá de forma presencial de 6 a 8 de junho, em Manaus. Entre a etapa online e presencial, serão formados subgrupos do delegados, que terão como missão responder o instrumental de trabalho. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1, com informações da PJ