“O Sim de Maria e sua atualidade para a vocação presbiteral missionária” foi o tema da 1º Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE). A formação, realizado pelo Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè), busca despertar a dimensão missionária dentro do processo formativo à exemplo de Maria. O encontro aconteceu na manhã de 23 de maio de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José.
A programação inclui a Celebração Eucarística, duas plenárias e círculos missionários. Para a assessora eclesiástica do conselho, Ir. Rosana Marchetti (PIME), a atividade fortalece significado da missionariedade na Amazônia, “como presbítero, como seminarista, nós vamos entender cada vez mais o valor e a importância da missão”, explicou.
O FORMISE é destinado a seminaristas de diferentes etapas de formação e, no Regional Norte 1 da CNBB, acontecem dois encontros por ano. A experiência almeja “formar discípulos missionários ‘enamorados’ do Mestre“. E ainda, pastores ‘com o cheiro de ovelhas’ dispostos para servi-las e conduzi-las” ( cf. Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, Introdução, 3).

As consequências do sim
A Ir. Sônia Matos (ASC), explicou que o sim de Maria influencia diretamente em diversos outros sims no percurso missionário. Ao refleti-lo, nos deparamos com os projetos de Deus para a vida dela e para a nossa. Mesmo diante da incompreensão do chamado, Maria discerne pela confiança na presença de Deus e responde ao chamado.
“E esse sim, ele é encarnado. Ele é inculturado, ele é misericordioso. É um sim sinodal, que nós damos juntos e juntas como discípulos, missionários e missionárias para respondermos ao projeto salvífico de Deus na nossa vida, na vida da nossa Igreja. Cuidando uns dos outros, cuidando da casa comum”, enfatizou Ir. Sônia.

Mergulhar no chamado
A consciência da missão como identidade cristã ajuda a formar o presbítero missionário de cada seminaristas. O Pe. Rodrigo Barcelos, refletiu a identidade do presbítero missionário não apenas como obras ou atividades, mas na capacidade de “mergulhar no chamado de Deus”. De maneira que essa identidade se traduza em disponibilidade e serviço no anúncio do Evangelho e no encontro daqueles que Deus enviou.
“Na formação dos nossos seminaristas, a busca por essa identidade se faz no dia a dia. Na caminhada, na formação, na busca incessante por compreender-se já aqui como presbítero missionário. Que esse encontrar-se, então, com o Bom Pastor faça-se numa entrega diante da bondade dele na vida e na história de cada um”, enfatizou.

Resgatar as histórias vocacionais
Para aprofundar a espiritualidade missionária, o Pe. Michel Carlos, da Arquidiocese de Manaus, destacou regaste das histórias vocacionais dos seminaristas. Ele reforçou que o caminho do chamado é sempre relacionado a uma comunidade, à pessoas. Desse modo, a perspectiva comunitária não pode ser esquecida, pois ajuda a compreender que somos chamados e enviados na missão.
“Esse eis-me aqui, essa consciência de onde nós estamos, do nosso contexto eclesial, social, mas ao mesmo tempo também essa consciência de quem nós somos e de onde nós viemos. Foi um momento de partilha muito rico, onde nós falamos, onde nós partilhamos da nossa caminhada vocacional”, finalizou o padre.

Informações e fotos: COMISE Labontè.



