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Autor: Emmanuel Grieco

COMISE Regional Norte 1 encerra Experiência Missionária em Roraima

A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 reuniu cerca de 84 participantes em Roraima, entre os dias 10 e 19 de outubro. A programação incluiu visitas a famílias e pessoas enfermas, encontros com jovens e casais e atividades em projetos sociais. Organizada pela Comissão Missionária de Seminaristas (Comise), em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM), a experiência reuniu seminaristas, padres, religiosas, leigos e leigas para conhecer a realidade pastoral da Igreja em Roraima. A experiência teve como tema “Seminaristas em Cristo, unidos na missão”, em referência ao Mês Missionário de 2026, que tem como tema “Um em Cristo, unidos na missão” e como lema bíblico “Para que o mundo creia” (Jo 17,21). Visitas às comunidades de Boa Vista Na Área Missionária Santa Rosa de Lima, o seminarista Natan Oliveira, do terceiro ano de Teologia da Arquidiocese de Manaus, visitou famílias e conheceu o trabalho do Poço da Samaritana, projeto social que atende mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade. Durante as visitas, ele também observou a participação de migrantes venezuelanos e de pessoas de outros estados nas comunidades e nos movimentos pastorais. O padre Marciney Marques, formador do Seminário São José, em Manaus, destacou a importância da vivência nas comunidades para a formação pastoral dos seminaristas. “A gente entende que missão não é somente fazendo encontros, mas a vivência. A gente sempre diz que a missão é vida”, afirmou. Durante uma das visitas, o padre conheceu uma ministra da Eucaristia que se recuperava de uma cirurgia e permanecia em oração pelos missionários, mesmo afastada temporariamente das atividades pastorais. Vivência nas comunidades indígenas Na região do Baixo Cotingo, o seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1, conheceu comunidades indígenas e acompanhou aspectos da realidade local, como a preservação da língua e da cultura. “Eu falava na nossa reflexão como grupo que não dá para chegar com o roteiro pronto. É preciso colocar o pé no chão do povo, estar juntos e, a partir da sua realidade, fazer uma caminhada sinodal”, disse. Na comunidade Maturuca, o seminarista Gilson Ribeiro, indígena do povo Tukano, participou de encontros com jovens indígenas. “Eu estive na comunidade Maturuca fazendo essa experiência belíssima que a missão nos oferece, onde encontramos vários jovens que nos acolheram, compartilharam as suas experiências, a sua vivência, a sua cultura, e principalmente a dança e a fala que eles praticam, que nos ensinaram muito o que é ser missionário em uma área indígena”, contou. A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 foi encerrada nesta segunda-feira, 19 de outubro. Reportagem: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima.

Pastoral da Saúde realiza 1° Congresso Regional

Mais de 80 agentes de pastoral do Regional Norte 1 participaram do 1º Congresso Regional da Pastoral da Saúde, refletindo sobre a presença samaritana na Amazônia. Guiados pelo tema: “Samaritanos e samaritanas no cuidado com a vida” e o lema “Viu e sentiu compaixão” (Lc 10,33), o encontro estreitou os laços de comunhão e fraternidade para a aprofundar a missão do cuidado. O Congresso aconteceu nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório Mãe Paula, em Manaus. A programação do primeiro dia contou com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Joaquim Hudson Ribeiro. Em sua palestra, o bispo abordou a necessidade de curar as feridas visíveis e invisíveis que atravessam a existência humana pela perspectiva da Psicologia. Outra temática pertinente ao serviço da Pastoral da Saúde é o acolhimento ao luto. O Ir. Enzo Hernan, do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde (ICAPS), trabalhou formas concretas de promover cuidado e esperança por meio do acolhimento da dor, a compreensão do luto e a oferta da presença junto a pessoas enlutadas. Oferecer o cuidado O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a missa de encerramento (18). Em sua reflexão, o arcebispo destacou que nós somos criados a imagem e semelhança de Deus. Por isso, oferecemos aos que mais necessitam o cuidado. O arcebispo enfatizou que no processo político em que vivemos há o perigo de misturar política e religião. Por isso é importante dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Isto não significa nos abstermos, mas sim fazer nossas escolhas pautadas nos ensinamentos do Evangelho. Isto implica reconhecer, cobrar e lutar pela ampliação da saúde no Interior, por exemplo. Isto porque cotidianamente muitos de nossos irmãos e irmãs precisam percorrer longas distâncias para chegar até à capital. O acesso a saúde pública esbarra nas peculiaridades territoriais da Amazônia. Sem esquecermos realidade precária do saneamento básico de muitos municípios. Para a Ir. Roselei Bertoldo, Secretária Executiva do Regional, o congresso foi uma oportunidade de compreender a integralidade da pessoa humana que perpassa pela dimensão política. Em sua fala, Ir. Rose apontou a importância de cuidar da saúde por dois aspectos: o pessoal, individual e o social e coletivo, consequentemente político. Nas palavras da secretária, “pensar em saúde, é pensar em políticas públicas” como saneamento básico e alimentação saudável. Nessa perspectiva, o agente de pastoral da saúde deve integrar a vida como um todo, pensar a saúde para todos, mas com um olhar especial para os mais empobrecidos. Dimensões A coordenadora regional da Pastoral da Saúde, Guadalupe Peres, enfatizou que o primeiro congresso colaborou no aprofundamento da ação libertadora de Cristo presente no mundo na área da saúde, em três dimensões: solidária, comunitária e sociotransformadora. Na primeira dimensão se trabalha a vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores em instituições de saúde, nas famílias e comunidades. Esse acompanhamento inclui portadores do vírus HIV e de enfermidades crônico degenerativas e endêmicas, neoplasias, portadores de deficiência, tóxico-dependentes, alcoolizados, vítimas da exclusão social e das inúmeras formas de violência, saúde mental, tabagismo, entre outras. Nessas realidades complexas busca-se atender a pessoa integralmente, nas dimensões física, psíquica, social e espiritual. A segunda dimensão aborda a educação para a saúde. A atuação dos agentes concentra-se na promoção, prevenção e educação para a saúde, valoriza as diversidades regionais. A pastoral se encarrega de promover debates, palestras, encontros educativos sobre prevenção de doenças, alimentação adequada, saneamento básico e higiene. Quanto a atuação na dimensão sociotrasnformadora, os agentes se aproximam dos órgãos e instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área de saúde. A presença da pastoral nessa esfera busca garantir que haja reflexão Bioética e de Humanização, formação ética e uma política de saúde acessível e responsável, participando ainda das instâncias colegiadas do Controle Social na Saúde Pública. Ressonâncias Durante o momento de partilha, os participantes destacaram a importância do silêncio como opção diante da incapacidade de transmitir uma mensagem com palavras. O silêncio torna-se uma atitude dinâmica de cuidado. Outro destaque, foi quanto a importância de cuidar de si para poder cuidar do próximo. A postura do agente de pastoral da saúde passa pelo acolhimento nas dificuldades. Os congressistas recordaram as palavras de Dom Joaquim Hudson, onde reforçava a necessidade de não ignorar as queixas do outro, como no luto presente em vários aspectos da vida humana. Além disso, apontaram as três dimensões da própria pastoral como caminho para compreender a integralidade da pessoa humana que passa pela esfera individual e coletiva.

Cardeal Steiner: receber de Deus todos os bens

No 29° Domingo do Tempo Comum o Evangelho apresenta Jesus diante uma armadilha dos Fariseus: se deve pagar o imposto a César, o imperador romano, ou não. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, esclareceu que se Jesus apoiasse o pagamento do tributo, seria acusado de colaborar com os romanos. No entanto, se contrário ao pagamento de imposto, seria acusado de revolucionário, inimigo do Império Romano. “Jesus, no entanto, apresenta a questão do senhorio de Deus. Ele supera a simples discussão acerca do pagamento ou não do imposto e apela para o reconhecimento de Deus de quem se recebe todos os bens. Jesus não afirma que o homem deve repartir equitativamente as suas obrigações entre o poder público e o poder religioso, mas evidencia a pertença a Deus e a entrega de toda a existência nas mãos de Deus”, esclareceu o cardeal. Libertar da dominação O arcebispo enfatizou que César é sinal da retirada de liberdade do povo. Ele representa a dominação e subjugação aos costumes romanos, com “outros templos, outros altares, ofertas e oferendas a deuses”. Por isso, devolver a César o que é negociado com a moeda dele. Nas palavras do cardeal, “Tudo o que fazeis com o modo de César, dai-lhe em tributo. Se aceitais o jugo de César, dai a ele o que é devido”. No entanto, se de Deus recebemos a liberdade, conduzidos e alimentados pelo deserto, a Deus oferecemos o que é de Deus. Nós fomos constituídos como povo de Deus, filhos e filhas de Deus. “Não haviam recebido os mandamentos, os comandamentos e ser feito povo de Deus? Não tinham atravessado o Mar Vermelho e o Jordão a pé enxuto? o que tinha o povo que não tivesse recebido do desvelamento matricial de Deus? Até a conquista de Jerusalém haviam recebido de Deus. Então, dai a Deus o que é de Deus”, refletiu o Dom Leonardo. Chamados por Deus Em sua reflexão o cardeal recordava a beleza de sermos chamados por Deus expressa por Isaías: chamei-te pelo nome. Esse chamamento feito por Deus nos configura como pertencentes “a povo que vive na liberdade de filhas e filhos de Deus”. Essa dinâmica estabelece uma relação individual de Deus com cada um de nós onde Ele é a primazia. “Ele nos toma pela mão, abre as portas, destranca os portões, concede a força, o vigor para as lides da vida. Somos todos chamados para a liberdade. Somos chamados para a irmandade. Fazemos parte da fraternidade em Jesus Cristo. O Evangelho há nos ensinar que Deus é a preferência fundamental e está sempre em primeiro lugar”, explicou o cardeal.  A partir dessa relação com Deus somos convidados a “assumirmos as responsabilidades na construção de mundo justo, fraterno e livre”. Por isso, não podemos viver “à margem da realidade social do país” e como “seguidores e seguidoras de Jesus, colaboramos na busca de mundo mais livre e libertado”. O cardeal Steiner sublinhou que devemos buscar “leis que ofereçam dignidade a todos”. Leis e obrigações  Além de respeitar as leis e cumprir com nossas obrigações tributárias, sem sucumbir aos “esquemas de corrupção”, não aceitar a dominação e a perda da liberdade. Na vivência do Evangelho, o cardeal enfatizou que construímos um mundo melhor e “uma sociedade mais harmônica, fraterna, solidária”. E hoje, em tempo de eleições, questionarmo-nos que sociedade queremos e se não estamos “substituindo Deus por outros deuses”. “O dinheiro, o poder, o êxito, a realização profissional, a ascensão social, o poder político, o poder sobre os outros. Esses deuses tomam o lugar de Deus e passam a dirigir e a condicionar a vida de tantas pessoas, às vezes também de nós mesmos. Essa troca, essa moeda traz escravidão, alienação, frustração, sentimentos de solidão, sentimento de orfandade. Perdemos Deus. E vamos percebendo que necessitamos de muito mais para sairmos da dependência. Então, demos a Deus o que é de Deus”, destacou o arcebispo. Política e religião Dom Leonardo refletiu que o ensinamento de Jesus apresenta a distinção entre a esfera política e religiosa, e a nossa missão de seguidores e seguidoras de Jesus na política. Nas palavras do cardeal, “não fazemos da religião motivo político, mas como pessoas religiosas participamos ativamente da vida política”. Sendo cidadãos ou Executivo, Legislativo e Judiciário, pagamos os impostos e devemos observar as leis justas do Estado, como a Constituição, sem esquecermos o primado de Deus. “Ao mesmo tempo, é necessário afirmar a primazia de Deus na nossa vida, na história pessoal, na história da nossa sociedade, na história do nosso país. A missão da igreja, a nossa missão como cristãos, é anunciar o reino de Deus, a presença de Deus e dar testemunho do reino de Deus junto aos homens e às mulheres com quem nós convivemos. Cada de nós pelo batismo e pela crisma é chamado a ser presença viva de fraternidade, de justiça, de perdão na sociedade”. Imagem e semelhança Santo Agostinho oferece uma leitura sobre esse Evangelho, que como César aparece na moeda, nós somos a imagem e semelhança a Deus. No entanto, pelo pecado essa imagem é corrompida e somente reestabelecida ao renascermos pelo batismo. No pensamento de Agostinho, César exige sua imagem na moeda, e Deus quer de nós “a alma iluminada e assinalada pela luz da face de Deus, pelo bem e pela bondade”. “Da pergunta dos fariseus, Jesus extrai uma interrogação mais radical e vital para cada de nós: o que podemos fazer a nós mesmos? A quem pertenço? Pertence a quem? A César ou a Deus? A família, a sociedade, os amigos, a escola, o trabalho, a política, o estado, sim, pertencemos a todos, mas primeiro pertencemos a Deus. Sim, sem dúvida, mas antes de tudo, nós pertencemos a Deus. Esta é a pertença mais fundamental e real” esclareceu o cardeal. Por isso, “animados pela força do Evangelho e pela força do Espírito Santo”, nossa missão é “construirmos a civilização do amor onde reina a justiça, a fraternidade e a bondade”. De maneira a “vivermos a dignidade e oferecermos dignidade a todos”…
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Cardeal Steiner na festa da Padroeira: Jesus pede para encher as talhas

Encher as talhas e servir. Este é um dos ensinamentos do Evangelho na Solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida (12), destacou o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Durante sua homilia no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, enfatizou que a nossa vida é sempre uma oferta de amor para o outro. Este é o horizonte vivido por Nossa Senhora que está atenta na cotidianidade. No dia em que a Igreja celebra a Padroeira do Brasil, o Evangelho aponta Nossa Senhora na cotidianidade das pessoas. Sua presença no meio do povo é sempre de atenção e por isso é capaz de nos dizer: fazei tudo aquilo que Ele vos disser. Depois da orientação de Maria, Jesus diz manda encher as talhas, isto é, “a nossa vida, queridos irmãos, não pode ser uma vida vazia”. “Jesus pede para encher a talha, irmos à fonte e voltarmos, ir à fonte que é Ele, à fonte do Evangelho, à fonte que é Deus, e irmos devagarinho com o passar dos dias, das semanas, dos anos, sermos pessoas completas, maduras. E achamos que terminou ali o ensinamento de Jesus. Mas ele diz mais. Não diz apenas para sermos pessoas maduras, completas, realizadas. Agora, servir”, sublinhou o cardeal. Servir nos completa O texto do Evangelho da Solenidade da Padroeira demostra como Maria fez a opção pelo serviço como completude de vida. De maneira que o anjo a saúda como “Cheia de graça, cheia, completa, repleta de graça, o Senhor é contigo”. Maria reforça que nossa vida se completa no serviço, como a nossa vida oferecida para os outros. É no serviço, na ajuda e no amor aos outros que nos tornamos pessoas completas. “O amor que nós recebemos é para os outros. Vejam em casa, no casamento. Vejam a relação filhos e pais, é para o outro. Nunca para nós. E quando nós pensamos em nós, é que não dá certo. O casamento é um desastre. A família se desfaz. Fica difícil viver na comunidade. Por quê? Porque a plenitude da vida que Jesus nos oferece com a sua morte e ressurreição é para os outros. É que o amor é sempre para os outros. O amor que é amor não é para mim, é sempre para ti”, explicou o arcebispo. Enchei as talhas Jesus nos diz para enchermos as talhas e “nós procuramos na continuidade com as nossas fraquezas, com os nossos pecados, sermos pessoas realizadas, pessoas de fé, pessoas que realmente vivem o Evangelho em plenitude” refletiu o cardeal. Um convite a não ter “medo de falar de Jesus e do Evangelho” na sociedade. E ao falarmos do Evangelho para os outros, e não para nós “nos tornamos cada vez melhores e cada vez mais mulheres e homens de fé”. Libertação para o povo E na primeira leitura, a rainha Ester se coloca diante do rei pedindo a libertação do seu povo que vivia no exílio. Assim como Ester não pensa nela, e pede pela vida de seu povo, Nossa Senhora se coloca diante de Jesus, diante do Pai, do Espírito Santo e pede vida para cada um de nós. “Vida para o meu povo, vida para as minhas filhas, vida para os meus filhos. Liberdade para os meus filhos, liberdade para as minhas filhas. Liberdade para ajudar, liberdade para servir, liberdade para erguer, liberdade para perdoar. Essa liberdade que Nossa Senhora pede para todos nós”, afirmou o cardeal. Socorrer a Terra Ao meditar a leitura do livro do Apocalipse (Ap 12,1.5.13a.15-16a) em que a Mulher é socorrida pela terra, o cardeal recordou que a cidade de Manaus está envolta pela fumaça. A presença da fumaça é um sinal de que “a terra que está pedindo socorro”. E por isso devemos lembrar de nossa responsabilidade “para que a terra sempre possa vir em nosso socorro e não trazer a morte, mas a vida”. “E nós não nos importamos. Continuamos a tocar fogo. Incendiamos as nossas florestas. E a terra não poderá vir em nosso socorro. Quando lembramos a Nossa Senhora, lembramos o texto do Apocalipse, a terra sempre veio em socorro da humanidade. Não pôde vir em socorro quando destruída. Quando endinheirada, quando feita negócio”, explicou o cardeal. Afinal da celebração os fiéis percorreram às ruas do Centro da cidade e retornaram ao santuário. Após a procissão, o cardeal concedeu a bênção com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e pediu que todos rezemos pela saúde do Santo Padre, o Papa Leão XIV, que passará por uma intervenção cirúrgica. Na festa da Padroeira e rainha do Brasil, ofereçamos nossas orações por nosso pontífice e por todo Brasil! Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Cardeal Steiner: vestidos com as vestes do amor para o banquete do Senhor

No 28º Domingo do Tempo Comum a liturgia nos coloca diante do convite para o banquete do Reino da Vida em comunhão com a Trindade Santa. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, nos recordava a necessidade de estarmos vestidos com as vestes do amor para o banquete do Senhor. Na mesa preparada, todos e todas os convidados recordam “relação nova: nova vida, novo início, novo horizonte”. “Recorda a fecundidade, a prodigalidade, a partilha; abrem-nos para a geração, a filiação, o cuidado; expressam a grandeza da maternidade, da paternidade. As núpcias, os esponsais, visibilizam o que há de mais próprio e único em cada pessoa humana: o amor. As núpcias, os esponsais, como nos lembra a Sagrada Escritura, falam, dizem, expressam, cantam a beleza, a nobreza, a singeleza, a cordialidade, da relação entre a mulher e o homem, a relação de Deus com cada um de seus filhos e filhas. Deus, o eterno amante em busca de suas amadas, de seus amados”, sublinhou o cardeal. Convivas do amor O arcebispo refletiu que “Deus convida insistentemente a cada pessoa à participação de seu Reino, de sua vida, da sua fecundidade, de seu amor, da sua herança”. Seu convite busca “os que à primeira olhada não eram dignos, pois viviam nas encruzilhadas, nos descaminhos”. E quando os convidados rejeitam o convite “para as núpcias, mas também rejeitaram a possibilidade de uma participação maior e mais intensa da vida de quem convidou, envia seus servos “pelos caminhos e encruzilhadas em busca de quem pudesse ser conviva do amor. E que estava tudo preparado e preparado com tanto esmero”. “A festa das núpcias sempre está pronta. Mesmo que os convidados tenham esquecido, que eles sejam indignos, a festa está preparada. Mesmo que não tenha vindo ninguém e todos se neguem a vir, ela continua preparada. É impossível que não esteja preparada, pois o Amor eterno sempre envia mensageiros para convidar a todas as pessoas às núpcias. Ele está sempre à espera e à procura!”, destacou o arcebispo. Na insistência de uma oferenda de amor gratuidade e liberdade “sai pelos caminhos pessoais, pelas encruzilhadas da vida na busca dos trôpegos, dos surdos e cegos de amor; dos desvalidos, desvestidos de justiça, dos famintos de dignidade”. Essa busca nos aponta que Deus é “desejoso de encontro, de proximidade, de intimidade, de comunidade”. No caminho “busca de bons e maus; busca a todos, oferece a todos o banquete da vida, do amor!”, é o desejo de Deus para “que a casa, o Reino do amor ficasse repleto e que, assim, participássemos todos como pessoas livres, como filhos e filhas de sua bondade, magnanimidade, cordialidade, gratuidade; de seu amor!”. O amor nos faz participantes O texto nos apresenta uma última afirmação: “Com efeito, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”. A cena do Evangelho nos mostrava o incômodo do rei com aquele sem as vestes para o casamento. “Não havia ele insistido com seus servos para que saíssem pelas encruzilhadas e pelos caminhos, convidar a todos que encontrassem? Não só, convidaram bons e maus, isto é, a todos!”, questionou o cardeal. O arcebispo recordou o comentário de São Gregório para refletir essa passagem: “Que gênero de pessoas são aquelas que vêm sem o hábito nupcial? Em que consiste este hábito e como se pode adquiri-lo? (…) Aqueles que foram chamados e vêm, de alguma maneira têm fé. É a fé que lhes abre a porta; mas falta-lhes o hábito nupcial do amor.” Desvestidos das vestes sagradas do amor! Sim, a fé abre todos a porta, mas é o amor que reveste a participação do banquete amoroso. Não são os tecidos, os panos, mas a vestimenta, o amor vestido que possibilita a participação”. Nas palavras de Dom Leonardo “As vestes que trazemos, e que nos dão dignidade, e nos deixam participar do banquete da vida são as nossas obras de misericórdia”. É como São Tiago em sua carta nos diz: “A fé se não se traduz em ações, por si só está morta” (Tg 2,17). Por isso nos damos de comer aos famintos, vestimos os nus, damos de beber aos sedentos, visitamos aos doentes e encarcerados e damos guarida aos perambulam sem destinação. “E ficamos a pensar que em tantas fomes, em tanta nudez, em tantas sedes, em tantos doentes no corpo e no espírito, tantas prisões e amarras, em tantos desabrigados e desajustados sem casa. A fé que nos abre os olhos, mas é o amor estende as mãos, concede agilidade aos nossos pés. Tomados por um amor sem limites como a do Crucificado, vamos sendo revestidos, como Cristo na transfiguração. É ele que é participação, é ele que é comunhão, é ele que nos dá o prazer de estar no banquete das núpcias do Cordeiro, pois no seu amor lavados, de seu amor revestidos”, insistiu o cardeal. Desistiram do amor A nossa participação no banquete do amor “nos anima no cuidado dos que desistiram do amor”. Ainda que todos sejam chamados, nem todos participam, mas Deus nos oferece a participação. Como apresenta São Paulo aos filipenses dizendo: “Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me dá força” (Fl 4,12-13). Descobrimos que tudo podemos naquele que nos conforta. “Tudo podemos, tudo compreendemos, tudo percebemos, tudo recebemos, tudo aceitamos, tudo fazemos, tudo construímos n’Aquele que nos dá força! Tudo nele, nada sem Ele. Ele, amados irmãos e irmãs, que nos oferece a participação do banquete do amor. Pois o Amor é a Palavra feita carne e habita entre nós. E sem Ela, nada se fez; sem ela nada se faz… Ela ilumina e dá vida a toda pessoa que vem a este mundo (cf. Jo 1,1-14)”, explicou o cardeal.

O encontro da Diocese de São Gabriel da Cachoeira com o Papa

Numa audiência marcada pela simplicidade, pela partilha cultural e pelo uso fluido da língua portuguesa, o Santo Padre recebeu no sábado (3) a comitiva da Diocese de São Gabriel da Cachoeira. A Delegação recebida no Palácio Apostólico, no Vaticano, contou com a presença de dom Raimundo Vanthuy Neto, bispo de São Gabriel da Cachoeira, do bispo emérito Dom Edson Taschetto Damian, de irmã Letícia, e de sacerdotes do Colégio Pio Brasileiro de Roma. O encontro permitiu trazer o coração da Amazônia diretamente ao centro da Igreja Católica. Durante a conversa, foram expostas as proporções impressionantes da diocese: com uma área de 294 mil quilômetros quadrados, a diocese é geograficamente maior do que o estado de São Paulo, aproximando-se da dimensão territorial da Itália. Abrange cerca de 400 comunidades espalhadas pela bacia do Rio Negro, onde convivem 24 etnias indígenas diferentes e se falam 18 línguas distintas. Cerca de 94% da população local é composta por povos indígenas, que mantêm viva a essência de guardiões da floresta e da biodiversidade. Desafios Pastorais e Logísticos nas Águas do Rio Negro Dom Vanthuy destacou que a gestão pastoral de um território desta envergadura apresenta obstáculos logísticos consideráveis. Sendo uma diocese essencialmente fluvial, a locomoção depende de embarcações e canoas, exigindo dos missionários e bispos longas jornadas para superar as cachoeiras e alcançar as comunidades mais remotas. O processo de evangelização e formação assenta fortemente no papel fulcral dos catequistas indígenas. O bispo de São Gabriel da Cachoeira afirmou que para consolidar a fé e a liderança nas comunidades, realizam-se encontros formativos prolongados que chegam a durar 15 dias consecutivos, reunindo dezenas de indígenas vindos de várias regiões. Apesar das dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas pelos povos coletores — que vivem essencialmente da caça e da pesca em comunidades onde o dinheiro circula escassamente —, o trabalho pastoral continua a expandir-se com o apoio de congregações religiosas e diocesanas. Dom Vanthuy disse que questionado sobre projetos e apoios financeiros, o Papa indicou caminhos de abertura e soluções para dar continuidade à missão na Igreja do Rio Negro. A preservação da Amazônia e o diálogo intercultural Um dos pontos altos do encontro com o Santo Padre foi a reflexão sobre a preservação ecológica. Dom Edson e Dom Raimundo sublinharam perante o Pontífice que a região do Rio Negro é uma das áreas mais bem preservadas de toda a Amazônia, com menos de 10% da sua floresta derrubada. Os povos indígenas, através da sua cultura e sabedoria ancestral, assumem-se como os verdadeiros protótipos dos “guardiões da terra e da floresta”. Esta realidade dialoga de perto com os ensinamentos da Igreja, nomeadamente documentos como a exortação Querida Amazônia (fruto do Sínodo para a Amazônia), que valoriza a “semina Verbi” (as sementes do Verbo já presentes nas culturas antes da chegada dos missionários). O respeito pelas tradições, pelos casamentos interétnicos e pela vida comunitária reflete valores profundamente humanos e cristãos partilhados por estes povos. Símbolos da Amazônia e gestos de afeto no Vaticano O encontro ficou também marcado pela troca de presentes significativos que transportaram a identidade amazônica até ao Papa. Uma mitra tecida com palmeira de tucum e decorada com sementes de açaí; paramentos litúrgicos (cálice, patena e cibório) fabricados em pau-brasil, provenientes de uma das raras regiões onde a espécie permanece protegida graças à tutela indígena; cachecóis e peças artesanais produzidas por comunidades locais e pelo artesanato peruano. Dom Vanthuy e dom Edson destacaram que num ambiente de grande proximidade e simplicidade, o Papa interagiu afetuosamente com todos os membros da comitiva em português, manifestando interesse profundo pelas fotografias, pelas realidades locais e pelas sugestões pastorais deixadas pelos bispos. Esta visita histórica reforça os laços entre a Igreja universal e as periferias geográficas e existenciais da Amazônia, reafirmando o compromisso mútuo com a fé, a dignidade humana e a defesa da Casa Comum. A memória salesiana, o papel das mulheres e os desafios da Amazônia profunda Durante a entrevista nos estúdios da Rádio Vaticano – Vatican News, a Irmã Letícia, Filhas de Maria Auxiliadora”, natural da região norte (com raízes familiares em Boa Vista, Roraima) e de ascendência agostiniana, destacou a emoção de reviver a história missionária do Rio Negro. A religiosa relembrou a convivência próxima com a Irmã Cleusa Rodi Coelho, a grande mártir do Rio Purus, sugerindo que o seu processo de canonização deveria avançar pelo exemplo marcante de entrega e dedicação que deixou à Igreja. A conversa também evocou a chegada dos missionários salesianos a partir de 1915 e das irmãs salesianas em 1923, que se diferenciaram de outros colonizadores por escolherem morar com os povos indígenas, protegê-los contra a exploração econômica abusiva e partilhar conhecimentos. Foi recordada ainda a importância de figuras históricas e intelectuais como o pesquisador indígena Gersen Baniwa — autor da tese doutoral A Educação Escolar Indígena no Alto Rio Negro: Entre a Utopia e a Realidade —, que documentou a chegada dos missionários e o impacto ambíguo dos antigos internatos na preservação ou abafamento das línguas nativas. O protagonismo feminino e a educação na Bacia do Rio Negro A presença feminina foi apontada como um dos pilares fundamentais da ação pastoral na região. Se no passado as mulheres eram frequentemente relegadas a planos secundários, hoje a realidade transformou-se de forma muito positiva. Irmã Letícia sublinhou que o Rio Negro oferece atualmente novas perspetivas de estudo, recordando que hoje temos indígenas com graus acadêmicos de mestrado e doutorado. As mulheres indígenas ocupam agora cargos de destaque como professoras e diretoras de escolas e colégios e lideram frentes cruciais no auxílio à catequese e no suporte comunitário, contrariando o tradicional machismo cultural da região. O diálogo com o Papa Com mais de vinte minutos de escuta atenta por parte do Pontífice, dom Vanthuy descreveu a audiência como um momento de enorme simplicidade, espontaneidade e proximidade no Palácio Apostólico. O bispo de São Gabriel da Cachoeira pediu ao Papa uma bênção especial para a Igreja do Rio Negro, para os missionários e para o país durante o fim de semana…
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Assessoria de Comunicação da CNBB publica “Nota de Esclarecimento” sobre informações falsas envolvendo o nome da instituição

A Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou no domingo, 27 de setembro, uma Nota de Esclarecimento, sobre informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da instituição e o processo eleitoral. Na nota, a CNBB esclarece que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. “A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, reforça um trecho do documento. Na nota, a CNBB afirma que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência. “Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, conclui a nota. A CNBB, no documento, reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz. Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Cardeal Steiner: Jesus nos convida a participar do Reino de Deus

No 26º Domingo do Tempo Comum o Evangelho apresenta o convite de Jesus a estabelecermos uma relação de fidelidade, proximidade e participação no Reino de Deus. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, explicou que a primeira leitura (Ez 18,25-28) ajuda a compreendermos o que Jesus nos conta com a parábola do convite do pai ao trabalho na vinha (Mt 21,28-32). No texto, o profeta Ezequiel aponta que afastar-se do mal e praticar o bem preserva a vida. “O profeta busca acordar os israelitas exilados na Babilônia para a vida extraordinária de serem um povo escolhido, o povo de Deus. Os exilados são convidados a permanecer na fidelidade, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. O verdadeiro israelita é levado à fonte da palavra, a palavra da aliança. Tenha vida, proximidade e viva na justiça”, explicou o cardeal. Já na parábola, Jesus retoma a necessidade de estabelecer uma relação de participação com o Reino. Diante do convite do pai para ir trabalhar na vinha surgem duas respostas aparentemente contraditórias: “Não, eu não vou, mas vai. Sim, pai, mas não vai”. O arcebispo esclareceu que essa dinâmica de respostas deseja superar a ideia de religião pautada apenas em prática exterior, habitual e ritual, para uma atitude que recai sobre a vida e estabeleça uma “relação profunda com Deus”. “O primeiro filho se nega, mas vai a trabalho. O segundo afirma que vai, mas não vai para a vinha. Jesus ensina que podemos dizer sim, mas acabamos não trabalhando na vinha do Senhor. Não deixamos que Deus trabalhe em nós. Pode ser que digamos não, mas com o passar do tempo nos aproximamos e aceitamos o convite de Deus”, esclareceu o arcebispo. Animar e esperar Comentando a parábola do Evangelho, o cardeal Steiner recordou-nos os ensinamentos de Papa Francisco de como “Deus é paciente com cada um de nós”. Mesmo diante do nosso não, Deus permanece ao nosso lado para nos animar e esperar. Essa espera de Deus “nos deixa livres de nos distanciarmos dele e até cometermos erros”, porque “Ele respeita a nossa liberdade, mas continua a nos convidar”. “Ele aguarda com confiança o nosso sim para nos acolher novamente nos seus braços paternos maternos e nos cobrir com sua misericórdia que não tem limites. A fé em Deus pede que renovemos todos os dias, renovemos todos os dias a escolha do bem em vez do mal. A escolha da verdade em vez da mentira. A escolha do amor ao próximo em vez do egoísmo”. Convite do Pai  Escolher o amor é convite do Pai direcionado a cada um de nós. As palavras do cardeal sublinham que “aqueles que se convertem a essa escolha, depois de ter experimentado o pecado, encontrarão os primeiros lugares no reino dos céus”. Ele reforçou é um convite, “nada de ordem, nada de comando, nada de obrigação”. Isto porque é um convite cheio de ternura e beleza onde o pai “falou não ao rosto como um homem, mas ao coração como Deus, penetrando até a inteligência por meio dos sentidos”. “Queridos irmãos e irmãs, é o hoje. É sempre um hoje, não um ontem, não um amanhã. É sempre hoje, pois hoje é o meu existir, é o meu viver, é a minha vida. É o meu conviver, é viver em Deus hoje. Santo Agostinho nos diz que Deus é sempre um hoje porque é amor. Mas esse hoje, num texto antigo se diz, isto é, durante toda a vida porque a vida é sempre um hoje. Uma vida inteira, toda a vida no hoje, ir para a vinha do Senhor, participar da vida de Deus”, enfatizou o cardeal Steiner. Despertar a fé A proposta do texto evangélico nos insere na perspectiva da fé como um “um longo caminho que passa também, às vezes, pelo esquecimento”. Mesmo que a cotidianidade nos conduza a indiferença, “de repente acordamos e vamos: é o despertar da fé”. Mesmo que tenhamos aprendido a experimentar a presença de Deus, no “movimento de contínuo sair e deixar-se embeber pela beleza do Evangelho, às vezes também se manifesta na nossa vida como não vou”.  “Esquece, adormece, no entanto, pela presença de Deus acordamos e vamos. É um processo extraordinário que nos plenifica, é um processo de conversão que nos atrai. São às vezes aquelas percepções no nosso dia a dia que não precisamos de Deus. Os sentimentos de que podemos viver a partir de nós mesmos e não precisamos da graça da vinha do Senhor. Uma espécie de achar que podemos viver de nós mesmos e aí nos distanciamos do amor de Deus, mas Deus na sua insistência continua nos acordar e então dizemos sim e vamos”, insistiu o cardeal. Corrigir vontades Dom Leonardo evocou Santo Agostinho para indicar a necessidade de corrigir nossas vontades e alinhá-las com a vontade de Deus. “É quando dizemos não, mas nos convertemos, nos plenificamos e dizemos eu vou”, disse o arcebispo. Essa realidade ir e não ir nos aponta para “uma mudança de vida, de preparação, de conversão, de atenção para estar junto da benevolência de Deus manifestada em Cristo Jesus”, como também em João Batista. E mesmo na recusa, à escuta do convite de Jesus, não consegue rejeitar a graça e diz, eu vou, Senhor, vem”. Essa realidade toca os pecadores, cobradores de impostos. Os cobradores de impostos e as prostitutas serão predecessores no reino de Deus, porque “pareciam não escutar, mas escutaram a Jesus”. O cardeal exemplificou com as figuras de“Zaqueu, nós temos Mateus, nós temos o publicano que sobe ao templo e pede misericórdia”. “Esses homens que eram pecadores, eram como que prostitutas do Estado e ouvindo a palavra de Jesus se convertem, aceitam e aceitam fazer parte do mistério do povo de Deus. Ir e servir no reino de Deus, caríssimos irmãos e irmãs, é aceitar Jesus, viver com Jesus, seguir a Jesus. Estamos quase na dinâmica cotidiana de não vou, mas sempre de novo nos sentimos atraídos e atraídas e vamos”, disse o arcebispo. O caminho  O caminho para corresponder ao…
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Nota Pública: em defesa da vida diante das queimadas, da fumaça e do calor extremo em Manaus

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) assinou uma Nota Pública em defesa da vida diante das queimadas, da fumaça e do calor extremo que afetam as populações amazônicas. A nota foi apresentada na manhã do dia 25 de setembro, durante a reunião do Clero da Arquidiocese de Manaus, no Centro de Formação Maromba, em Manaus (AM). A capital amazonense e a região metropolitana têm sofrido com esse cenário. Por isso, a Igreja em Manaus solicita às autoridades públicas o fortalecimento de ações de prevenção, fiscalização e combate às queimadas e incêndios florestais em todo estado do Amazonas. Comissão de Ecologia Integral A presença dos membros da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus reafirmou o compromisso coletivo no cuidado da casa comum. Nessa perspectiva, cada cristão, comunidade e sociedade somos convidados a refletir a responsabilidade pelo cuidado da Criação, especialmente aqueles que tem seu cotidiano afetado pela péssima qualidade do ar, as altas temperaturas e a baixa umidade.  Nosso Regional Norte 1 reafirma seu compromisso com anúncio do Evangelho, a defesa da Dignidade Humana e cuidado da Casa Comum. Confira a nota:

COMIRE Regional Norte 1 define nova coordenação, equipe do PMN e articuladores da POM

O Conselho Missionário Regional Norte 1 (COMIRE Norte 1) definiu sua nova coordenação pelos próximos dois anos (2026-2028). Outra definição importante foi a dos membros da equipe do Programa Missionário Nacional (PMN) e do Articulador Regional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), com uma equipe ampliada. As novas composições são fruto da Assembleia Eletiva realizada nos dias 18 e 19 de setembro, no Centro de Formação da Maromba, em Manaus. Durante a assembleia, os missionários de nossas Igrejas Locais aprofundaram a mensagem do Papa Leão XIV para o mês missionário de 2026 e o Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis. Um reflexo da opção das Igrejas do Regional Norte 1 pela cultura do cuidado com espaços de prevenção. Na manhã do dia 17, os participantes dedicaram-se à escuta sobre a caminhada dos organismos missionários em nossa região, partilhando experiências, desafios e perspectivas para a missão. Assessorados pela diretora da POM no Brasil, Ir. Regina Pedro, a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial das Missões permeou as discussões sobre aspectos da missão. Durante a missa de encerramento, a diretora destacou a riqueza das contribuições e a característica sinodal observada nas intervenções. Reino de Deus O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, nos recordava que “nós estamos levando um modo de viver, que é o modo de Jesus, o Reino de Deus”. Ele explicou que esse modo de viver tem as suas características, e são elas que deveriam nos entusiasmar. Por isso, a vocação principal do nosso Regional é nos despertar para a missionariedade e viver a unidade em prol da missão, despertando as comunidades para a missão. Como missionários e missionárias, nos colocamos sempre a anunciar Jesus. Porque ele é a visibilização, a concretização do Reino de Deus. O arcebispo também refletiu que, pela graça de Deus, cada um de nós recebeu uma vocação. E cada vocação recebida deve animar nossas comunidades para serem cada vez mais missionárias. Programa Missionário Nacional A expectativa do Programa Missionário Nacional (PMN) é unificar o caminho das ações missionárias de dioceses, paróquias, congregações e movimentos em todo o país. Nascido do processo de escuta das assembleias regionais, a equipe de formadores do PMN é responsável pela animação e articulação do programa nas igrejas locais. Cada uma de nossas Igrejas Locais terá duas pessoas de referência para fazer a articulação de divulgação do programa em seus territórios. Os membros da equipe, discernidos na Assembleia Regional, são responsáveis pelos Conselhos Missionários em suas Igrejas Locais. Alguns dos indicados receberam formação específica promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias, pela Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e pelo Centro Cultural Missionário, o que garantirá uma fecunda colaboração no processo de animação e formação missionária. Indicações considerando as Igrejas Locais: • Diocese do Alto Solimões: Leonan Barros e Aparecida Severo. • Prelazia de Tefé: Aparecida Severo e Ir. Terezinha Ferreira. • Diocese de Coari: Pe. Raimundo Gordiano e Marinilton Correa. • Diocese de Borba: Ademir Jackson e Ir. Silvana Pauletti. • Prelazia de Itacoatiara: Imaculada e José Kennedy. •Diocese de Parintins: Pe. Ozéias Cativo e José Kennedy. • Diocese de Roraima: Helen Prestes e Pe. Gutemberg Pinto. • Diocese de São Gabriel da Cachoeira: Ir. Raimunda e Pe. Raimundo Gordiano. • Arquidiocese de Manaus: Rosa Maria e Pe. Gutemberg Pinto. POM em saída Com a criação do Articuladores Regionais, o projeto “POM em Saída: Itinerário de atualização das Pontifícias Obras Missionárias” assume sua robustez sinodal. A figura do articulador regional encarrega-se do papel de aproximar as POM das bases eclesiais, daí a necessidade de ser um o profundo conhecedor das Obras. Em nosso regional, o articulador trabalhará com uma equipe ampliada. Os articuladores regionais são um canal direto entre a POM e os anseios dos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além disso, o articulador deve incentivar o surgimento e a formação de articuladores diocesanos, e a implementação das Obras onde ainda não existem. Outro serviço é a integração entre a Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF), Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e a Pontifícia Obra da União Missionária (PUM). E por fim, a integração com a coordenação do COMIRE para atuação em conjunto. Indicações: Articulador Regional: Pe. Matheus Marques da Costa – da equipe de Coordenação do COMIRE. Equipe Ampliada: Essa indicação prevê: