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Autor: Emmanuel Grieco

Cardeal Steiner: o pão descido do céu nos une

O pão descido do céu nos une, nos reúne. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a celebração de Corpus Christi (4) da Arquidiocese de Manaus. A celebração eucarística expressou a profunda comunhão e dinamismo da Igreja em Manaus com a participação de inúmeros fiéis, do clero e da vida religiosa. Com o tema “Eucaristia: Pão Vivo feito morada entre nós”. Na tarde da quinta-feira, as comunidades reuniram-se no Centro Histórico da cidade para celebrar Jesus, o Pão vivo descido do céu. O cardeal enfatizou que esse pão é o sinal profundo da presença de Deus no meio de nós. Uma presença capaz de “estar na nossa mão, de ser um conosco, de se fazer um com cada um de nós”. “Uma presença tão apocada. Uma presença tão pequenina que nós, no momento da comunhão, estendemos a nossa mão sobre uma outra mão, como um trono, como dizia nos primeiros séculos da igreja, se dizia. E de pé é como se disséssemos a Palavra do apocalipse: ‘vem Senhor Jesus’”, explicou o cardeal. Dar o próprio Corpo e Sangue Em sua homilia, o arcebispo recordou que não tememos o deserto porque sabemos da presença de Deus em nosso meio como verdadeiro alimento da nossa vida. Da mesma maneira como Deus alimentou e saciou a sede do povo que caminhou no deserto. Por isso necessitamos procurar essa presença que Deus nos dá com seu próprio Corpo e Sangue.  “Como pode dar ele o seu corpo? Como pode ele dar o seu sangue? Sim, queridos irmãos, queridas irmãs, é Jesus que nos alimenta, é Jesus que nos conduz, é Jesus que nos levanta, é Jesus que nos faz caminhar. Esse pão descido do céu, esse cálice da bênção é que nos coloca todos a caminho como povo de Deus”, disse o cardeal. Nesse caminho, somos alimentados e saciados pelo Pão da vida e assim, o deserto e o sofrimento oferecem a possibilidade de uma purificação. Esse mesmo pão descido é que nos possibilita uma profunda comunhão. E nela, “todos nós formamos o corpo do Senhor” como “visibilização de Jesus” manifestada que nos une e reúne como Igreja. Agradecer e louvar O cardeal enfatizou a celebração de Corpus Christi como um momento oportuno de expressarmos profunda gratidão e louvar a presença de Deus no meio de nós como pão descido do céu. Mesmo que a maioria de nossas mais de mil comunidades não tenham a presença da Eucaristia todo final de semana. Mas, se sustentam pela Palavra de Deus que “também é o corpo do Senhor”. “Uma comunidade viva, ninguém tinha deixado a igreja, ninguém tinha ido para outra igreja, todos reunidos, todos no fim de semana, rezava o texto e a Palavra de Deus. A Palavra de Deus que dava corpo, os fazia Igreja, fazia testemunho do apoio, da fraternidade. Depois de oito anos encontrei adultos preparados já como crianças para receberem a primeira Eucaristia. A palavra de Deus que é o corpo, nos dá comunhão, nos faz ser corpo de Jesus”, disse o cardeal recordando uma visita a uma comunidade. Padres, diáconos e ministros da Eucaristia O presidente estendeu sua gratidão aos padres que animam as comunidades entregando o Corpo do Senhor, fazendo-as cada vez mais sinal de comunhão e libertação. Uma missão que exige humildade, assim como “Deus se faz humilde, pequeno, cabe numa mão”. Além dos diáconos e ministros da Palavra e da Eucaristia pela disponibilidade construtora de comunhão, consolo, liberdade e visibilidade ao Reino de Deus, especialmente os que visitam os doentes e idosos. “Que coisa bonita, a nossa Igreja, indo ao encontro. Você que é ministro da Eucaristia, ministro da Eucaristia, levando Jesus aos nossos doentes, idosos. Aqueles que às vezes ajudaram a construir a comunidade, agora não podem vir. Nós é que vamos e levamos Jesus, o Pão descido do céu. Agradecer por essa disponibilidade, por levar Jesus, por anunciar Jesus como ministro da Palavra, ministra da Palavra”, expressou o arcebispo. Ao final da celebração, o povo de Deus percorreu as ruas do Centro acompanhados pelo Santíssimo Sacramento e retornou ao palco, na avenida Eduardo Ribeiro, para bênção final.

Cardeal Steiner inaugura nova sede do Centro dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus

Na tarde do dia 28 de maio, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, inaugurou a nova sede do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e da Natureza (CDPDHN) e da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. A retomada das atividades no novo espaço reforça o compromisso da Arquidiocese de Manaus com os direitos humanos e da natureza à luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Doutrina Social da Igreja e dos valores do Evangelho. “Queria agradecer às pessoas que vão dar continuidade ao Centro de Direitos Humanos e da Natureza. Nós já temos um passado de experiência, interrompemos e estamos retomando. Não é novidade, nós estamos retomando. Nossa igreja quer ser cada vez mais essa presença e que cada um de nós que aqui está possa dar a sua ajuda”, enfatizou o cardeal. A cerimônia contou com a participação de autoridades civis do Estado, de Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus. Dos bispos eméritos Dom Luiz Soares e Dom Gutemberg Régis, emérito da Diocese de Coari. Além de colaboradores, da Vida Religiosa e agentes de pastoral das pastorais sociais. Os serviços funcionarão de segunda a sexta, das 08 às 12h e das 14h às 17h, na Av. 7 de Setembro, 2175, Centro, próximo ao Colégio Santa Terezinha. “A minha tarefa como arcebispo é agradecer. Eu queria agradecer de modo especial a presença de dois irmãos, Dom Luiz e Dom Gutemberg. São a história da nossa Igreja na Amazônia. Representam a história, a Encarnação, a libertação da nossa Igreja que está na Amazônia”, agradeceu o arcebispo. Evangelizar pelo testemunho “Queremos evangelizar através da caridade. Queremos evangelizar através do cuidado. Queremos evangelizar através da presença do testemunho, como lembrou tantas vezes nosso saudoso Papa Paulo VI”. Foram as palavras do cardeal para recordar os presentes que a Igreja na Amazônia trabalha para que a justiça, a ética, o direito e o cuidado com a Casa Comum prevaleçam. A casa inaugurada busca atender as necessidades que a Igreja de Manaus tem no trabalho com os mais necessitados. Para que os espaço sonhado se concretizasse, a Arquidiocese contou com a ajuda da Dra. Alzira Melo Costa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT AM). Parte dos recursos utilizados na readequação do centro veio por uma destinação do MPT no valor de um milhão de reais, em acordo judicial firmado com a empresa Panasonic. “Significa a possibilidade de revertermos para a sociedade através de telhados, paredes e portas abertas para a dignidade da pessoa humana. Nós ficamos muito felizes porque junto com a igreja somos irmanados a ações que garantam a dignidade das pessoas, principalmente das pessoas mais vulneráveis. E aí estamos falando da população em situação de rua, falando dos migrantes, falando dos catadores, falando dos esquecidos, falando das meninas e meninos violados sexualmente”, destacou a procuradora. Onde mora a Caridade Durante a bênção, foi proclamado o Evangelho de João (Jo 1, 35-40) em que os discípulos perguntam onde o Mestre mora. Em sua reflexão, o cardeal apontou que a nova sede será o lugar indicado às pessoas onde se encontrará a morada do “amor, a caridade, o direito, a dignidade”. O “vinde e vede” apresentado por João será também o horizonte que apresentaremos aos irmãos irmãs que convidaremos a ir e ver que naquele lugar: “Há esperança, que há possibilidade, que há futuro, que há fraternidade, que há igreja, que há sociedade onde ninguém é excluído. Nós sabemos das grandes dificuldades que temos hoje na exclusão dos mais pobres, dos mais necessitados, mas queremos convidar a todos para dizer vinde e vede”, explicou o arcebispo. O cardeal Steiner insistiu que a inauguração dessa casa é a continuidade do trabalho de acolhimento que Igreja em Manaus já realiza. Ela é também um espaço ampliado para que os trabalhadores, à serviço dos irmãos e irmãs, possam exercer as atividades do cotidiano. Em suas palavras, “de convivialidade, de habitação e de morada” onde “todos possam chegar, mesmo que seja às 5 horas da tarde, para poderem dizer a minha existência tem sentido, a vida humana vale a pena e nós podemos acolher a todos e devolver a esperança”. Sonho concretizado O bispo auxiliar de Manaus, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, destacou que o centro é um sonho concretizado. A entrega do espaço confirma a continuação das atividades que a Igreja Católica em Manaus, na região metropolitana, com extensão ao estado do Amazonas e a Roraima, que constitui a CNBB Regional Norte 1”. É fruto de um chamado de Deus para a Igreja em Manaus para que seja “cada vez mais sinal profético do amor ao povo”. “Do povo sofrido, do povo que é deixado de lado, do povo que tem sido negado. E nós sabemos que quem está aqui tem esse compromisso com a vida, se doa em favor da vida. E por isso hoje nós estamos aqui para dar continuidade a esses sonhos, construídos por muitas mãos, por muitos corações”, destacou o bispo. O espaço do Centro dos Direitos Humanos é destinado para pessoas, famílias, grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Além disso, os serviços atendem aos povos indígenas, comunidades tradicionais e as pastorais sociais que enfrentam ameaças junto a outras pessoas, e na violação de direitos humanos e dos direitos da natureza. 64 anos da Cáritas Arquidiocesana A Cáritas Arquidiocesana de Manaus comemorou 64 anos de sua missão no dia 1º de maio de 2026. A Secretária Executiva, Daniele Rodrigues, destacou a caminhada “construída por muitas mãos, marcada pela solidariedade, pela fé e pelo compromisso inabalável com a defesa da vida humana e da dignidade humana”. E a inauguração da nova sede é símbolo de continuidade, compromisso e renovação da missão de tornar o Evangelho em ação concreta. “A Cáritas nasce do Evangelho e da ação concreta da Igreja. Somos presença solidária, escuta ativa, acolhida e promoção da dignidade humana. E esta nova casa chega para fortalecer ainda mais o trabalho que já realizamos diariamente nas comunidades, nos territórios e junto às famílias da nossa Amazônia. Aqui vamos…
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FORMISE 2026: O Sim de Maria e a vocação presbiteral missionária

“O Sim de Maria e sua atualidade para a vocação presbiteral missionária” foi o tema da 1º Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE). A formação, realizado pelo Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè), busca despertar a dimensão missionária dentro do processo formativo à exemplo de Maria. O encontro aconteceu na manhã de 23 de maio de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José. A programação inclui a Celebração Eucarística, duas plenárias e círculos missionários. Para a assessora eclesiástica do conselho, Ir. Rosana Marchetti (PIME), a atividade fortalece significado da missionariedade na Amazônia, “como presbítero, como seminarista, nós vamos entender cada vez mais o valor e a importância da missão”, explicou. O FORMISE é destinado a seminaristas de diferentes etapas de formação e, no Regional Norte 1 da CNBB, acontecem dois encontros por ano. A experiência almeja “formar discípulos missionários ‘enamorados’ do Mestre“. E ainda, pastores ‘com o cheiro de ovelhas’ dispostos para servi-las e conduzi-las” ( cf. Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, Introdução, 3). As consequências do sim A Ir. Sônia Matos (ASC), explicou que o sim de Maria influencia diretamente em diversos outros sims no percurso missionário. Ao refleti-lo, nos deparamos com os projetos de Deus para a vida dela e para a nossa. Mesmo diante da incompreensão do chamado, Maria discerne pela confiança na presença de Deus e responde ao chamado. “E esse sim, ele é encarnado. Ele é inculturado, ele é misericordioso. É um sim sinodal, que nós damos juntos e juntas como discípulos, missionários e missionárias para respondermos ao projeto salvífico de Deus na nossa vida, na vida da nossa Igreja. Cuidando uns dos outros, cuidando da casa comum”, enfatizou Ir. Sônia. Mergulhar no chamado A consciência da missão como identidade cristã ajuda a formar o presbítero missionário de cada seminaristas. O Pe. Rodrigo Barcelos, refletiu a identidade do presbítero missionário não apenas como obras ou atividades, mas na capacidade de “mergulhar no chamado de Deus”. De maneira que essa identidade se traduza em disponibilidade e serviço no anúncio do Evangelho e no encontro daqueles que Deus enviou. “Na formação dos nossos seminaristas, a busca por essa identidade se faz no dia a dia. Na caminhada, na formação, na busca incessante por compreender-se já aqui como presbítero missionário. Que esse encontrar-se, então, com o Bom Pastor faça-se numa entrega diante da bondade dele na vida e na história de cada um”, enfatizou. Resgatar as histórias vocacionais Para aprofundar a espiritualidade missionária, o Pe. Michel Carlos, da Arquidiocese de Manaus, destacou regaste das histórias vocacionais dos seminaristas. Ele reforçou que o caminho do chamado é sempre relacionado a uma comunidade, à pessoas. Desse modo, a perspectiva comunitária não pode ser esquecida, pois ajuda a compreender que somos chamados e enviados na missão. “Esse eis-me aqui, essa consciência de onde nós estamos, do nosso contexto eclesial, social, mas ao mesmo tempo também essa consciência de quem nós somos e de onde nós viemos. Foi um momento de partilha muito rico, onde nós falamos, onde nós partilhamos da nossa caminhada vocacional”, finalizou o padre. Informações e fotos: COMISE Labontè.

Pentecostes 2026 Diocese de Coari: “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”

No dia 24 de maio de 2026, às 18h, o Centro Cultural de Coari recebeu a celebração da Festa de Pentecostes 2026, reunindo a comunidade católica do município em um grande momento de fé, oração e comunhão. Com o tema “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”, o evento foi realizado pelas três paróquias de Coari: Paróquia Sant’Ana e São Sebastião, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Paróquia São Pedro, contando com a participação de toda a comunidade católica coariense. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano Dom Marcos Piatek e concelebrada pelos padres Valdivino Araújo, Willian Aragão, Luís Carlos e Felipe Jorge, além da participação do diácono Sávio Paiva. A programação foi marcada por momentos de louvor, espiritualidade e animação, fortalecendo a união entre as comunidades e renovando a fé dos fiéis presentes. A Festa de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e é um dos momentos mais importantes da tradição cristã. Texto e fotos disponíveis em: https://diocesecoari.org.br/noticias/406/pentecostes-2026-em-coari

Pentecostes 2026 reúne milhares de fiéis em Boa Vista e reforça chamado à paz e à missão cristã

Por Lauany Gonçalves Milhares de fiéis da Diocese de Roraima participaram, neste domingo (24), da Solenidade de Pentecostes 2026, realizada no Parque Anauá, em Boa Vista. A celebração, que recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, reuniu comunidades da capital, do interior e das áreas missionárias em um momento de oração, unidade e renovação da fé. Com o tema “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33) e o lema “O Espírito Santo nos faz instrumentos de paz!”, a programação iniciou às 17h com animação, louvor e atendimento de confissões. A Santa Missa iniciou com a entrada das pastorais e movimentos, além da imagem de São Francisco de Assis, em referência ao Ano Jubilar Franciscano. Em seguida, Dom Evaristo Spengler conduziu a celebração, reunindo milhares de fiéis em oração e reflexão. A celebração foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Rádio Monte Roraima FM 107,9 e pelas redes sociais da rádio e da Diocese de Roraima. Além dos fiéis, a Solenidade de Pentecostes também reuniu autoridades, incluindo o governador interino de Roraima, Soldado Sampaio. Durante a celebração, a imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi conduzida até o altar, reforçando o pedido pela paz vivido ao longo da missa. Neste ano, a celebração aconteceu no contexto do Ano Jubilar Franciscano e teve como principal reflexão o chamado à construção da paz em meio aos desafios enfrentados pela humanidade. Durante a homilia, Dom Evaristo destacou os conflitos internacionais, a violência e os desafios sociais vividos também na realidade local. “O Papa Francisco alertava que o mundo vive uma terceira guerra mundial em pedaços. A guerra é sinônimo de destruição de vidas, destruição de sonhos, de afetos, de segurança, destruição da fraternidade, destruição da paz e da esperança”, afirmou. Ao refletir sobre a realidade local, o bispo mencionou o crescimento das facções criminosas, roubos, tráfico de drogas, tráfico de armas, exploração sexual, trabalho escravo e outras formas de violência que afetam a sociedade. Segundo ele, Pentecostes é também um chamado à renovação da humanidade e ao fortalecimento de caminhos de paz. “O Espírito Santo, Dom de Deus, não abençoa a morte. O Espírito Santo dá vida, renova, transforma, constrói a comunidade, faz nascer um novo ser humano. O Espírito Santo une os distintos credos em uma única missão. É dessa força renovadora, transformadora, doadora de vida, que viemos nos alimentar nesta celebração”, disse. Durante a homilia, Dom Evaristo refletiu sobre o significado do milagre de Pentecostes e a importância da convivência fraterna, especialmente em Roraima, estado marcado pela diversidade cultural e presença de povos de diferentes origens. “Na força do Espírito não há divisão, não há exclusão, o Espírito une a todos na mesma linguagem do amor”, destacou. Ao falar sobre convivência e construção da paz, Dom Evaristo também relacionou a mensagem de Pentecostes ao período eleitoral, reforçando a importância do diálogo e do respeito às diferenças. “Algumas eleições, no Brasil, dividiram famílias, dividiram comunidades, separaram amigos. O Espírito une, o diabo divide. Saibamos defender ideias, projetos, sem transformar adversários em inimigos”, afirmou. Ao longo da homilia, Dom Evaristo ainda recordou os 11 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, reforçando o cuidado com a casa comum, e recordou São Francisco de Assis como exemplo de fraternidade e construção da paz. Como gesto concreto de solidariedade, a Diocese incentivou a doação de alimentos não perecíveis, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação foi coordenada pela Cáritas Diocesana, com ponto de arrecadação instalado no local. Segundo a secretária executiva da Cáritas, Joelma Costa, os cerca de 780 itens arrecadados serão destinados às pessoas acompanhadas pelos serviços sociais da igreja. “Essa arrecadação de alimentos vai ser distribuída entre as Cáritas paroquiais e a Cáritas Diocesana. Pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social vão receber esse gesto de solidariedade”, afirmou. Além da programação religiosa, pastorais e movimentos diocesanos participaram com a comercialização de lanches, artesanatos e artigos religiosos, fortalecendo o espírito de comunhão e participação comunitária. A celebração também contou com o rito de apagamento do Círio Pascal, símbolo do Cristo Ressuscitado, marcando o encerramento do Tempo Pascal. Dentro do contexto do Ano Jubilar Franciscano, os fiéis também puderam vivenciar a indulgência plenária franciscana, reforçando o convite à reconciliação, à renovação espiritual e ao fortalecimento da caminhada de fé. Considerada uma das maiores manifestações da fé católica em Roraima, a Solenidade de Pentecostes reuniu mais uma vez milhares de pessoas em um momento marcado pela espiritualidade, comunhão e renovação da missão cristã, reforçando o chamado para que os fiéis sejam instrumentos de paz e esperança.  FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves. Rádio Monte Roraima Fm.

Arquidiocese de Manaus reúne mais de 70 mil pessoas na Solenidade de Pentecostes 2026

Mais de 70 mil pessoas participaram da Solenidade de Pentecostes na Arquidiocese de Manaus. A celebração aconteceu no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o sambódromo, no domingo (24) em que a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. O tema escolhido para 2026 foi “O Espírito Santo faz da Igreja morada de todos e todas”. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, presidiu a celebração e nos recordou que a linguagem do amor permite que Igreja esteja em todos os povos e nações como presença consoladora aos mais necessitados. E por isso, desejos do Espírito para anunciar Jesus. “Aqueles sem rumo, aqueles sem casa, aqueles sem teto, aqueles sem família, aqueles sem justiça, aqueles sem consolo, todos eles, queridos irmãos e irmãs, a esperar a nossa presença consoladora, amorosa, amorosa”, ressaltou o arcebispo. O encontro fortalece a unidade Durante o dia, muitas equipes se dedicaram na preparação do espaço onde acontece a celebração. Essa organização reflete o compromisso de caminhar juntos da Igreja em Manaus. É a grande oportunidade de encontro entre todas as comunidades que compõem a Arquidiocese, um momento no qual a unidade prevalece diante de tantas diferenças, dons e carismas. Para compreender essa dinâmica escolhida e vivida pela Igreja em Manaus, é necessário que cada um e cada uma se sinta tocado pela mensagem de paz anunciada pelo Ressuscitado. O cardeal Leonardo Steiner recordou em sua homilia que essa não é uma paz sem tensões ou discussões, mas uma paz “que nos dá o horizonte de podermos conversar entre nós como irmãos e irmãs e conservar as nossas diferenças”. O esforço de construir essa paz em nossas relações é alcançado quando há espaço para a atuação Espírito Santo como protagonista de transformação. É pelo Espírito que fortalecemos a unidade e a paz em nossas comunidades e famílias. O seu sopro a nos recordar a maneira de agir diante de tantas realidades de violência e a necessidade de invocá-lo. “Para termos paz precisamos do Espírito Santo. Ele vai indicando caminhos, ele vai iluminando as nossas discussões, ele vai nos aproximando nossos afetos, ele vai nos dando língua e linguagem capaz de nos entendermos. Vai nos dando capacidade de entre nós estabelecermos laços que ninguém é capaz de romper. A paz só é possível no Espírito Santo”, apontou o cardeal. O perdão constrói a paz “Para haver paz é preciso perdão. E o Espírito amolece o nosso coração. O Espírito clareia as nossas ideias para que haja o perdão. O perdão entre nós lá em casa, aquele perdão que às vezes é difícil porque a ofensa foi grande, às vezes foi até abuso. E o perdão, só o perdão é capaz de nos devolver a paz. E o dom do Espírito que nos dá o perdão, que nos ajuda a dar o perdão”, enfatizou o cardeal Steiner. A cultura do perdão é um elo para a construção da paz em todo o mundo. No início da celebração, uma grande bandeira da paz entra como sinal da paz tão desejada. Hasteada ao lado do palco torna viva a esperança de dias de paz em nossas comunidades tão machucadas pelas inúmeras violências. O arcebispo nos impele a repetir a mensagem do ressuscitado: “A paz esteja convosco”. “A paz, queridos irmãos e irmãs, ameaçada também nas guerras entre nós, aquela violência nos nossos bairros, aquela violência política que cresce cada vez mais, a violência econômica. Já não sabemos mais aonde foi parar a ética, tudo uma violência, vivemos num clima sem paz”, reforçou o cardeal. Sinal concreto de amor Na Solenidade de Pentecostes em Manaus, a grande participação dos fiéis se torna sinal concreto do cuidado aos mais necessitados. A Cáritas Arquidiocesana organiza a coleta e distribuição de alimentos não perecíveis trazidos pelos participantes. Segundo informações da Cáritas, esse ano mais de 14 toneladas de alimentos foram arrecadas, esses alimentos serão distribuídos entre as Cáritas Paroquiais e chegaram as famílias em situação de vulnerabilidade social. “Mais de 14 toneladas recolhidas, recebidas, doadas. É o dom do Espírito que transforma os corações e se tornam generosos. Nós somos muito agradecidos por podermos, como Arquidiocese, ir ao encontro dos necessitados com os dons que os irmãos e as irmãs nos oferecem”, foram as palavras de agradecimento do cardeal pelos alimentos arrecadados. Com muita alegria a Cáritas informou que quantidade alimentos superou a arrecadação do ano passado em mais de 4 toneladas. A Secretária Executiva da Cáritas Arquidiocesana, Daniele Rodrigues, agradeceu a atuação voluntária de toda a Rede Cáritas e dos membros das Pastorais Sociais no recebimento dos alimentos. Um sinal de grande solidariedade que permeia a Igreja em Manaus. A unidade rompe distâncias No agradecimento pela presença de Dom Luiz Soares, arcebispo emérito e Dom Mário Pasqualotto, auxiliar emérito, e de Dom Hudson Ribeiro, o cardeal Leonardo Steiner também recordou os bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, em recuperação de uma cirurgia, e Dom Samuel Ferreira, que o acompanha no processo de recuperação. A trajetória pastoral de cada um dos bispos é de forte presença pastoral e atuação com as comunidades. E, para a Arquidiocese, são sinais de unidade e serviço na construção do Reino de Deus, sempre perpassados pelo anúncio autêntico do crucificado-Ressuscitado. “Para que ele pudesse sentir a presença de todos nós no momento da recuperação. Nós queremos lembrar dele nas nossas orações, queremos lembrar de todos os nossos doentes, queremos lembrar de todos aqueles e aquelas que passam por necessidade, para que o Espírito seja o Espírito do consolo, o Espírito do amor”, finalizou o cardeal. Convocação da XI APA Ao final da celebração, o arcebispo de Manaus convocou toda a Igreja em Manaus para a realização da XI Assembleia Pastoral Arquidiocesana (APA) com o tema: “Igreja em Manaus, Missionária e Sinodal” e o lema: “O Espírito do Senhor me ungiu e enviou” (CF Lc 4,18), com duração de ano a contar da festa de Pentecostes até o junho de 2027. Abaixo um trecho da carta com as primeiras orientações: CONVOCO A XI ASSEMBLEIA PASTORAL ARQUIDIOCESANA (XI…
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Cardeal Steiner: Pentecostes é o tempo da consolação.

No Domingo de Pentecostes a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. Em sua reflexão, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, recorda que essa solenidade “diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho”. A festa da unidade nos rememora nosso envio como consolares e consoladoras. Confira o artigo na íntegra: O primeiro anúncio do Ressuscitado: “A paz esteja convosco”. Era necessário acalmar aqueles homens tomados pelo medo e a morte. A paz! Sem a paz tudo vira conflito, acusação, tensão, desprezo da justiça, perda da fraternidade, da familiaridade, menosprezo da cultura de cada povo. A paz harmoniza, admira as diferenças, sincroniza a linguagem e os gestos. Imprime rostos admiráveis pela beleza e dignidade. Sem a paz somente a violência, a guerra, seja de armas, seja de palavras, seja da não política. Seguidores e seguidoras quem somos de Jesus, desejamos e oferecemos a paz. Depois de saudar e desejar a paz por duas vezes, para que ela se torne realidade, Jesus sopra sobre os apóstolos e diz: “Recebei o Espírito Santo!” Sim, irmãos e irmãs, o Espírito verdadeiro renovador das relações, soprador de vida, consolador dos aflitos e defensor dos fracos e desprotegidos. “Recebei o Espírito Santo”! O Libertador, abridor de portas e janelas, pois sopro de vida nova! Cheios do Espírito Santo Ouvimos nos Atos dos Apóstolos: “De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. O barulho e o vento forte a indicar a força, o vigor que encheu a casa onde se encontravam os discípulos ainda amedrontados, escondidos. Com as portas fechadas, sozinhos e perdidos, tenham diante de si todas as suas fragilidades e fracassos. Mas quando as línguas de fogo permanecem sobre eles, ao serem invadidos pelo fogo do amor do Espírito, ao receberem o sopro como vento impetuoso, aqueles homens sentem-se consolados, e transbordam a consolação de Deus. São transformados, impelidos a pregar, a anunciar. O Espírito Santo que irrompe na casa, abre janelas e portas, abre a vida daqueles discípulos revestidos de morte. Vida nova, nova força, novo vigor, nova disponibilidade. Agora o Espírito a guiar aqueles homens amedrontados e sem destino. Na força e vigor do Espírito tornam-se verdadeiros discípulos de Jesus. Agora no ânimo do Espírito compreendem, “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”; “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”; “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). “Viram, umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo”. Línguas de fogo a repousar sobre cada um deles e eles a falar diversas línguas, conforme o Espírito inspirava. Tomados, invadidos pelo Espírito Santo, falam e todos escutam o anúncio das maravilhas de Deus na sua própria língua. Falam em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava (At 2,3-4;10). Uma proclamação, um anúncio compreensível em todas as línguas, em todos os povos e nações. Que linguagem é essa que todos compreendem e entendem? O Consolador que acalma, como cantamos na Sequência; o hóspede da alma, doce alívio, pois na aflição remanso, verdadeiro descanso. Sim, a linguagem do consolo todos entendem, pois, a linguagem do amor. Todos intuem a palavra, não-palavra do consolo, do amor. Ainda mais quando nascido do Espírito. As línguas que eles falam é o Espírito quem escreve, não sobre a pedra, mas nos corações (2Cor 3,3). Assim, pois, a lei do Espírito de vida, escrita no coração e não sobre a pedra, a lei do Espírito de vida, está em Jesus em quem a Páscoa foi celebrada na plenitude da verdade” (cf. Santo Agostinho, Sermão 155). Por termos, também nós, recebido o Espírito Consolador, o Paráclito, somos enviados como paráclitos, consoladores, consoladoras. Somos na força e suavidade do Espírito chamados a dar testemunho, a nos tornar paráclitos, consoladores. O Espírito pede para darmos visibilidade ao Deus consolador, a darmos corpo à sua consolação. Não se trata de palavras, de discursos, mas de presença, de proximidade, de pele a pele. Jesus mesmo ao ser consolo era proximidade, compaixão, misericórdia, consolo. A proximidade, a compaixão e a ternura são o modo de Deus que recebemos de Jesus no Espírito Santo. Tempo da consolação A Solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo, diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho. É tempo para derramar amor no nosso tempo marcado pela violência, pela dor, pela separação, pelo desamparo. É o tempo da misericórdia, do perdão, da reconciliação, tempo da paz. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito (cf. Papa Francisco, Pentecostes, 23/05/2021). A linguagem do consolo, do amor é transformante, libertadora. Esse dom do Espírito é diferente na sua dinâmica e eficácia. As consolações do mundo são como anestésicos: oferecem um alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que muitas vezes carregamos. Insensibilizam, distraem, mas não curam pela raiz. Agem à superfície, ao nível dos sentidos, e dificilmente atingem o âmago, a intimidade da nossa intimidade. A linguagem do amor sussurra à nossa interioridade que somos amados como somos. O Espírito Santo, o amor de Deus, age no nosso espírito, desce ao mais íntimo de nós mesmos; visita o íntimo do coração, pois é hóspede amável da alma. É a ternura de Deus não nos deixa sozinhos, pois é amor consolador. (cf. Papa Francisco). O Espírito que recebemos vivifica a Igreja e suscita serviços, ministérios, vocação, ouvimos na segunda leitura. Paulo nos ensina: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.”(1Cor 12 4-6). A riqueza de diversidade na Igreja é admirável, mas um só Espírito; diversos e um só.…
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Setor Rio Solimões: Agentes de Pastoral participam de Formação sobre o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis

No dia 20 de maio, os agentes de pastoral do Setor Rio Solimões participaram da formação sobre o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, na Área Missionária Samaúma, Região Episcopal Nossa Senhora dos Navegante da Arquidiocese de Manaus. Além disso, Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus, apresentou ressonâncias da 62° Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.  O encontro reforçou a caminhada de comunhão, formação e compromisso missionário das comunidades que compõem o setor. Ambientes eclesiais seguros Pela manhã, Ir. Roselei Bertoldo, da Comissão Metropolitana para a Proteção de Crianças e Adolescentes e Adultos Vulneráveis, conduziu um importante estudo do Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O momento confirma a urgência e a importância de proporcionar ambientes seguros, acolhedores e comprometidos com a dignidade humana em nossas comunidades e espaços eclesiais. A reflexão reforçou a responsabilidade de todos e todas na proteção e no cuidado, especialmente de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. A temática evidenciou a necessidade de cultivar, cada vez mais, uma verdadeira cultura do cuidado. Esse cuidado nas áreas missionárias e comunidades paroquiais é baseada na prevenção, escuta,  respeito e na promoção da vida. Na parte da tarde, Dom Samuel trouxe alguns informes e partilhou ressonâncias da Assembleia Geral da CNBB. Suas intervenções proporcionaram um momento de atualização e reflexão sobre os caminhos e desafios da Igreja no Brasil. O encontro foi marcado pela partilha, formação e fortalecimento da missão junto às comunidades do Setor Rio Solimões.

Regional Norte 1 realiza reunião dos coordenadores de pastoral e organismos

Os coordenadores e coordenadoras de Pastorais e Organismos realizaram a 2ª reunião anual na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Manaus, na tarde de 20 de maio de 2026. O encontro abordou o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis e a avaliação das atividades de formação e assembleias oferecidas pelo regional. O momento é sinal de comunhão e partilha das vivências pastorais. Multiplicadores do Manual Em relação ao protocolo de proteção, Ir. Rosiene Gomes, articuladora das pastorais e organismos do regional, destacou a importância de que todos conheçam o documento. Esse domínio das normas e orientações é fundamental para formação de novos multiplicadores do manual. A temática deve ser amplamente trabalhada com os agentes de pastoral nas bases das comunidades para que os abusos sejam identificados, coibidos e reparados. Os participantes debateram a necessidade de ampliar as informações sobre o tema em todas as atividades pastorais. Para aprofundar os cuidados em nossos espaços eclesiais, Pe. Gutemberg Pinto comentou a iniciativa da Paróquia São Francisco, em Manaus. A ideia é que a Pastoral da Acolhida tenha um olhar mais sensível aos espaços físicos, para que não se criem possibilidades de nenhum tipo de abuso. O envolvimento contínuo com o material é o caminho escolhido pelo Regional Norte 1 para que todos as Dioceses, Prelazias e a Arquidiocese possam oferecer às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis áreas eclesiais seguras. Entre as orientações para formações e denúncias, os agentes devem procurar a comissão metropolitana para receber as instruções de como realizar o trabalho pastoral no território do regional. Os frutos do caminho pastoral Na segunda parte do encontro, os participantes compartilharam um pouco das atividades realizadas até agora com apoio do regional às comunidades. O Conselho Missionário Regional (COMIRE) evidenciou a dificuldade de acesso a alguns locais pelas distâncias geográficas ou instabilidade de sinal de internet. A articulação ainda precisa alcançar as dioceses do Alto Solimões e Roraima e Prelazia de Itacoatiara. Para a Pastoral do Menor, a formação com os educadores da pastoral passa pela metodologia dos Círculos de construção de Paz da Justiça Restaurativa. E a Pastoral da sobriedade apontou que caminha para a implantação na Diocese de Coari e na Prelazia de Tefé com formação de novos agentes. Quanto à Pastoral do Surdo, além da participação de representantes no Encontro Nacional (ENAPAS), a pastoral tem buscado ampliar ações missionárias para a comunidade surda, permitido mais visibilidade. A Pastoral do Migrante compartilhou o fortalecimento da Evangelização por meio da Celebração Eucarística em espanhol em Manaus, São Gabriel e Boa Vista. E o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tem estimulado formações com as juventudes e mulheres indígenas. Ir. Rosiene também destacou a restruturação das articulações da Pastoral da Saúde em todo o Regional. A Rede um Grito pela Vida também apontou o avanço nas articulações na região amazônica e a necessidade de aprofundar a questão dos crimes virtuais nas formações, além de políticas públicas voltada ao combate ao tráfico de pessoas. A Pastoral Vocacional apresentou a participação de todas as Dioceses e Prelazias na construção do caminho do congresso Regional e Nacional. Por fim, a Conferência dos Religiosos (CRB) realçou a organização da equipe na Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

Cardeal Steiner no Domingo da Ascensão: Jesus nos dá a certeza esperançada de que estará conosco até o fim

Tenhamos a certeza esperançada de que “Eis que eu estarei convosco todo os dias, até ao fim dos tempos”. foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, no Domingo da Ascensão do Senhor (17). A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30. A subida Jesus ressuscitado aos céus completa as manifestações e nós prepara para Solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Acompanhe a reflexão oferecida pelo arcebispo. Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração. E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também nós subamos com ele, embora não se tenha ainda realizado em nosso corpo o que nos está prometido, nos diz Santo Agostinho (Sermão da Ascensão do Senhor). Jesus, antes da ascensão, envia os discípulos entregando-lhes uma missão: “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” O Evangelho de Marcos nos diz: “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Ide, pois estarei convosco todos os dias. Enviados para difundir o Reino O Ressuscitado envia os seus discípulos a difundir o Reino novo, a Vida nova, a nova Luz em todos os povos e se eleva ao céu. Admirável que Jesus confie essa missão a um grupo pequeno, quase insignificante. “Parece demasiado audaz a missão que Jesus confia a um pequeno grupo de homens simples e sem grandes capacidades intelectuais! Contudo, este grupo restrito, irrelevante diante das grandes potências do mundo, é enviada para levar a mensagem de amor e de misericórdia, da mansidão e do consolo a todos os recantos da terra (cf. Papa Francisco, Regina Coeli, 13/05/2018). Ide e fazei discípulos! Ide e fazei seguidores! ide e fazei anunciadores; que em todos os povos haja discípulos e discípulas do Novo Reino. Em todos os povos Jesus seja anunciado, conhecido, amado e seguido. Em todos os cantos da terra possa ressoar a presença do Crucificado-ressuscitado, o novo Reino. Vida nova, novas comunidades, que na alegria de conhecer a Jesus, o significado de sua morte e ressurreição, testemunhem que todos podem participar da alegria, da beleza e do júbilo de uma vida sem fim. Não podiam vê-lo A primeira leitura aponta a estaticidade dos discípulos apesar de terem sido enviados: “Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram, então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galileia, porque ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,1-11). Os homens de branco a enviá-los, pois não devem permanecer parados olhando para o céu, mas ir e fazer discípulos em todos os povos, “batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” Discípulas e discípulos a caminho, falando, testemunhando a vida, o modo de vida, a paz, o bem, a misericórdia, a magnanimidade, a superabundância de bem e de bondade, a morte e a ressurreição de Jesus.  Não podemos guardar para nós esse tesouro extraordinário que nos foi entregue e plenifica a nossa vida. É a missão que recebemos no batismo e confirmamos pela crisma. Pelo batismo e pela crisma somos enviados a anunciar e testemunhar a Jesus e o seu Reino. A graça do batismo e o dom da crisma nos envia, nos faz missionários, missionárias, do Crucificado-ressuscitado. Homens e mulheres da Ascensão Papa Francisco nos ensinava que “a Ascensão do Senhor ao céu, enquanto inaugura uma nova forma de presença de Jesus no meio de nós, pede-nos para ter olhos e coração para o encontrar, para o servir e para o testemunhar aos outros. Trata-se de ser homens e mulheres da Ascensão, ou seja, buscadores de Cristo pelas sendas do nosso tempo, levando a sua palavra de salvação até aos confins da terra. Neste itinerário, encontramos o próprio Jesus nos irmãos, sobretudo nos mais pobres, em quantos sofrem na própria carne a dura e mortificadora experiência de antigas e novas pobrezas. Assim como inicialmente Cristo Ressuscitado enviou os seus apóstolos com a força do Espírito Santo, também hoje Ele nos envia, com a mesma força para dar sinais concretos e visíveis de esperança. Porque Jesus que nos dá a esperança, foi elevado ao céu, abriu as portas do céu e a esperança de que nós para lá iremos” (cf. Regina Coeli, 13/05/2018). Cristo foi elevado ao mais alto dos céus; contudo continua sofrendo na terra através das tribulações e aflições que experimentamos ao tentarmos viver do Evangelho. Elevado ao céu continua na terra com fome, com sede, sem casa, preso, doente, nu. Bem nos diz o evangelista: “Eu estava com fome e me destes de comer” (Mt 25,35). O Ide e batizai, tem essa grandeza de perceber a presença de Jesus em cada irmã e cada irmão que sofre e passa por necessidades. E não só as necessidades corporais, mas também as da alma. Irmãs e irmãos, Cristo está no céu, mas está também conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com Ele. Ele está conosco pela sua divindade, pelo seu poder, pelo seu amor; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como Ele, podemos realizá-lo ao menos pelo amor para com Ele (cf. Santo Agostinho, Sermão da Ascensão do Senhor). Dia Mundial das Comunicações Sociais Durante sua homilia, o cardeal recordou a celebração do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais.Ele refletiu a mensagem enviada pelo Papa Leão: “Preservar vozes e rostos humanos.” O rosto e a voz são traços únicos e próprios de cada pessoa; manifestam a sua identidade irrepetível e são elementos constitutivos de cada encontro. Os antigos sabiam-no bem. Para definir o ser humano, os gregos usavam a palavra “rosto”…
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