Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Autor: Emmanuel Grieco

Festa do Seminário São José: celebrar as vocações e a unidade com as comunidades

O último sábado do mês de agosto tem um significado muito especial para a Arquidiocese de Manaus. Nessa noite, todas as nossas comunidades são convidadas para celebrarmos a beleza e a diversidade das vocações e carismas. O acontecimento da festa do Seminário Arquidiocesano São José, a festa das comunidades, é um momento de unidade, alegria, comunhão e missão. Todos os anos, o grande encontra quer repercutir a temática do mês vocacional, alinhado com as reflexões que acontecem e todo o Brasil. Este ano o tema “Unidos e perseverantes na missão”, permeou todo trabalho e a dedicação daqueles e daquelas que se dispuseram a colocar seus dons na construção de um encontro grandioso. Em sua saudação inicial, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, recordou “as pessoas das nossas comunidades, dos movimentos, das comunidades de vida, das pastorais, que fazem parceria com essa festa do Seminário Arquidiocesano São José”. Suas palavras reforçaram que nossas comunidades “são lugares de encontro, são lugares de testemunho, são lugares de missão”. Generosidade A festa do seminário arquidiocesano é o espaço da generosidade de nossas comunidades. Seja no empenho de compra e venda dos bingos, sejam nas doações, ou ainda naqueles e naquelas que se voluntariam para que tudo corra da maneira mais agradável possível. Uma história construída e cultivada a mais de trinta anos. Anualmente, os espaços externos do Centro de Formação Maromba e do próprio Seminário São José, em Manaus, recebem centenas de pessoas para uma noite de convivência fraterna. Nos pátios do seminário, vários estandes dão forma à uma magnífica feira vocacional, uma oportunidade de conhecer com a Igreja em Manaus é dinâmica, viva e feita por muitos rostos e vozes. São essas mãos que constroem o cotidiano de nossas paróquias e áreas missionárias. Uma mostra da docilidade da missão. A Feira Vocacional reúne congregações, carismas e movimentos presentes em nossa Arquidiocese, criando um espaço de encontro, partilha e discernimento. Nelas foi possível conhecer diferentes vocações e descobrir como cada pessoa pode responder ao chamado de Deus, seja na vida laical, matrimonial, religiosa ou no Ministério Ordenado. Igrejas Locais Nosso Seminário Arquidiocesano recebe candidatos de nossas 9 Igrejas Locais que compõe o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Os 59 seminaristas, de todas as nossas igrejas locais, se empenham para que aquela casa seja o lugar da hospitalidade. Onde todas e todos se sintam acolhidos e acolhidas. Se sintam participantes da formação de nosso futuro clero. E mais ainda, para que todos se sintam uma única comunidade em Cristo que é o sentido de nossas vocações. A festa também é uma forma de colaborar com o orçamento e manutenção do processo formativo. A venda de bingos, de comidas e bebidas, o espaço para crianças, contribuem na arrecadação de fundos. E todo valor é investido na missão de configurar os jovens seminaristas a pessoa de Jesus, capazes de atuar junto com o Povo de Deus em nossas comunidades nas diversas realidades. Celebração O bispo auxiliar de Manaus, Dom frei Samuel Ferreira, participou pela primeira vez da festa desde sua chegada à Arquidiocese no ano passado. E compartilhou a alegria de “poder estar junto, celebrar com as comunidades, com o seminário”. O bispo recordou que o seminário “é o celeiro de vocações, onde se cultiva a missionariedade, o seguimento de Jesus Cristo, a fidelidade ao Evangelho”. “Queremos celebrar junto com o seminário as vocações ao Ministério Presbiteral, da qual são aqueles que estão sendo preparados para servir e evangelizar as terras amazônicas. E viver esse carisma, essa vivência de seguir o Evangelho na fidelidade da fé e da missão”, destacou bispo durante vídeo para redes sociais do seminário. A festa contou a participação de grupos musicais regionais, apresentações culturais e com a banda do próprio seminário encerrando o evento com grande alegria. Uma noite marcada pelo encontro fraterno de oração e celebração que incentivou a troca de experiências da vocação ao qual cada um e cada uma foi chamado a servir aos irmãos e irmãs, construindo o Reino de Deus e testemunhando a boa notícia do Evangelho.

Cardeal Steiner: a cruz é o caminho amor

Neste 22º Domingo do Tempo Comum (30), o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nos recorda o convite da liturgia de hoje a descobrir a “loucura da cruz”. O cardeal reflete que “a vida verdadeira e plena que Deus nos oferece, passa pelo caminho do amor e dom da vida: a cruz”. No Domingo passado Pedro recebia a revelação a filiação divina de Jesus, e hoje se escandaliza diante do “anúncio da paixão, do sofrimento, da morte de Jesus”.  Nas palavras do cardeal, “o final na cruz, não fazia sentido. Pedro não consegue entender que na cruz floresce a vida, que a vida é um dom, salvação”. Diante da cruz, Pedro não vislumbra “expressão mais radical e sublime de amor”, mas a condenação e o vilipêndio. “Nós como Pedro, desejamos nos afastar dos sofrimentos, das cruzes e mortes. Temos dificuldade de perceber a presença de Deus no despojamento, nas cruzes cotidianas, na negação de nós mesmos. Pouco ou nada diz a nossa finitude cercada de dor e fraqueza”, refletiu o cardeal. Desvelar-se O arcebispo nos recorda que Jesus Crucificado e o Pai se tornam um na cruz. No entanto, é preciso tempo para o desvelar dessa compreensão. Por isso, ele evocou a figura de São Paulo para explicar que “o cristão vive da cruz, da grandeza da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”. O santo proclamou “quanto a mim, que eu me glorie somente na cruz de Nosso, Senhor Jesus. Doravante ninguém me moleste, pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6,14-17). Para o cardeal Steiner, existe, na meditação da cruz, “um mistério que fala no silêncio e recolhimento da incompreensão”, mas que revela no Crucificado “um amor que salva e redime o universo”. “Quantas vezes nos nossos sofreres acabamos vazios de sentido e, no entanto, acabamos caindo nas mãos amorosas de Deus? Quantas vezes o sofrimento abre um horizonte novo que antes não vislumbrávamos, não intuímos, mas que de repente se torna clarividente? E a vida toma nova cor, novo sabor! Novo viver, já não de nós mesmos, mas de Deus”, considerou o cardeal.  O convite de Jesus, que parte de uma negação de si mesmo, se atualiza pela atratividade do Pai. Nas palavras do cardeal, “é a força do Pai” que desperta um desejo de seguimento “porque atraído, segue porque alcançado por Cristo”.  É um movimento simultâneo “da busca de Deus por nós” que se oferece “para que venhamos à vida e à graça do Evangelho”, e “da nossa parte a tentativa de correspondência ao segredo depositado em nosso coração”. Seduzidos por Deus Ao considerar a experiência de Jeremias na primeira leitura, o cardeal nos lembra que o profeta descobre a experiência de “cruz” ao se contrapor a lógica dos poderosos. Diante do sofrimento, Jeremias descreve a sua experiência de “cruz”. Seduzido por Deus, colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e de seu povo. Mesmo na desilusão, “continua a anunciar a beleza do primeiro amor, o amor de Deus pelo seu Povo”, porque “o inusitado da atração de Deus” faz acender a correspondência de amor. “Deus é tão desejoso e dadivoso no seu amor, que nos seduz. Ele é um sedutor amoroso; não desiste jamais de oferecer vida e salvação a todos os filhos e filhas. Ele no amor é sempre irresistível, pois incansável, forte, repleto de um cativante poder de convencimento. A vida cristã tem o sabor da sedução de Deus para conosco, também na cruz”, explicou o arcebispo. E nesse amor despertador, que nos seduz e nos impele o desejo de correspondência e nos oferece a clareza de compreender “que quando iluminados, quando despertados, quando atraídos, somos tomados pelo fogo do amor, pelo desejo de corresponder, pela força que nos permite estar ao lado de quem seduziu, atraiu no amor. Eis a cruz do ser cristão!” Tomar a cruz “Tomar a cruz” de Jesus e segui-lo. A cruz é a expressão de um amor total, radical, que floresce na morte. Significa a entrega da própria vida por amor. “Tomar a cruz” é ser capaz de gastar a vida – de forma total e completa – por amor a Deus e para que os irmãos e as irmãs sejam mais felizes”, explicou o cardeal. O arcebispo esclareceu que existe uma lógica da cruz que é oferecer a vida por amor, não como uma perda, mas como um ganho de plenitude de vida. É a lógica do Reino de Deus que expõe à compreensão de “que a nossa vida neste mundo não é a vida definitiva”. Nessa dinâmica de Deus, a “vida tem sentido quando assumimos os valores do Reino” e vivemos no “amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade”. Nesse horizonte, o cardeal destacou que o Evangelho de hoje nos recorda que o verdadeiro discipulado a Jesus deveria “superar os ritualismos, as meras fórmulas, as práticas pietistas, as obrigações legalistas”. Para que no seguimento a Jesus construamos um ser cristão pautado em Jesus e na sua proposta de vida que dá sentido a nossa existência. “Um convite a oferecermos a nossa vida cotidiana a Deus através dos irmãos. O verdadeiro sacrifício, vivo, santo e agradável a Deus é uma vida que se assemelha à vida de Jesus que vai até a doação unificadora da cruz”, enfatizou o cardeal.

Cardeal Steiner: como Pedro proclamar que Jesus é o Filho de Deus

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), nos recorda que o Evangelho do 21º Domingo do tempo Comum é um convite a sermos como “Pedro: proclamarmos que Jesus é o Filho de Deus”. A afirmação nasce espontânea à pergunta de Jesus “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” e revela como Jesus é visto entre povo.  O modo de Jesus nas “palavras, gestos, proximidade, milagres” desperta para “presença de João Batista, de Elias, de algum dos profetas” como “uma pessoa enviada”. “É o dizer, o opinar, o avaliar em geral; a percepção, a intuição de uma pessoa ligada à tradição, à história do povo. Pensar que fosse João Batista, Elias, Jeremias tinha um alto significado. Um profeta em Israel era uma pessoa chamada, escolhida de Deus, o recordador da Aliança, o despertador do Povo para voltar à beleza do primeiro amor. Os discípulos eram bons ouvintes, sabiam o que o povo pensava e sentia”, ressaltou o cardeal. E vós Na continuidade do diálogo, Jesus direciona sua pergunta a cada um dos discípulos para que revelem suas próprias percepções. Nas palavras do cardeal, “Vós que andais comigo, vós que participais da minha vida, vós que a cada dia me ouvis, me conheceis de perto: quem, sou eu para vós?”. O mesmo questionamento se aplica particularmente para cada um de nós nos dias de hoje, quando pensamos no que Jesus significa para nós e não construímos dele por meio de uma “resposta da opinião pública, da opinião corrente, do WhatsApp.” Em seguida, o arcebispo nos recordou que Simeão vem do hebraico Shim’on, de shamá, que significa “ele ouviu”; ele é bom “ouvinte”, afirmou. E como bom ouvinte, Simão olha para Jesus e confessa: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Isto é, como “bom ouvinte sonoriza, verbaliza o que ouviu e viu”. Pedro não vê “um profeta, um Batista reencarnado”, mas “o Messias, o Filho de Deus”. Nessa confissão de Pedro nos reúne como “comunidade dos que creem” fundamentada em Cristo que é a “razão da nossa vida”. “A confissão de Pedro é a nossa confissão. A capela de madeira envelhecida e pendida no alto da colina, tem sua confissão; a pequena igreja fechada junto à estrada de terra, tem a sua confissão. Ali está uma comunidade, uma igreja, ou esteve uma igreja, uma comunidade de fé. É ou era o lugar de encontro porque Cristo é a pedra, o fundamento. Continua a confessar a presença de Cristo. Nós, mesmo nas nossas incapacidades e traições somos uma confissão de Cristo”, refletiu o cardeal. Onde vais? Diante de nossas contradições e contratestemunhos seguimos visibilizando a “confissão de Pedro: ‘Tu és o Filho de Deus’”. Em sua reflexão, o cardeal Steiner nos convidou a “dizer: ‘Tu és o Filho de Deus’”. E desse modo, “o Pai do céu” pode “revelar aos corações distraídos e endurecidos a presença inefável do Filho e a suavidade do Espírito”. É a partir dessa confissão que Jesus muda o nome do discípulo que “de Simão, passa a Pedro; Pedro-pedra; pedra-Pedro!”. “Pedro é pedra, é rocha, e por ser pedra também é pedrisco. Pedrisco, pois é um homem fraco e frágil, trai a Jesus. Às vezes não compreende o que Jesus faz. Diante da prisão de Jesus deixa-se dominar pelo medo e nega a Jesus. Na fraqueza se arrepende e chora amargamente (cf. Lc 22, 54-62). Não tem a coragem de estar aos pés da cruz. Esconde-se com os outros no cenáculo, com medo de ser aprisionado (cf. Jo 20,19). Em Antioquia, tem vergonha de estar com os pagãos convertidos, e Paulo exorta-o à coerência (cf. Gl 2,11-14); e segundo a tradição do Quo vadis, procura fugir diante do martírio, mas ao longo do caminho encontra Jesus e readquire a coragem de voltar atrás”. Pedro edifica a Igreja O arcebispo de Manaus também recordou que Papa Francisco indicou o significado da mudança do nome: “Pedro é uma rocha: em muitos momentos é forte e firme, genuíno e generoso. Deixa tudo para seguir Jesus (cf. Lc 5,11), reconhece-o como Cristo, Filho de Deus vivo (cf. Mt 16,16), mergulha no mar para ir depressa ao encontro do Ressuscitado (cf. Jo 21,7). Além disso, com franqueza e coragem, anuncia Jesus no Templo, antes e depois de ser preso e flagelado (cf. At 3,12-26; 5,25-42). A tradição nos fala também da sua firmeza diante do martírio, que teve lugar precisamente aqui (cf. Clemente Romano, Carta aos Coríntios, V,4). O papa refletiu que Pedro é também uma pedra: é uma rocha e inclusive uma pedra, adequada para oferecer apoio aos outros: uma pedra que, fundamentada em Cristo, serve de sustentáculo para os seus irmãos na edificação da Igreja (cf. 1Pd 2,4-8; Ef 2,19-22). Também isto encontramos na sua vida: responde ao chamamento de Jesus com André, seu irmão, Tiago e João (cf. Mt 4,18-22); confirma a disponibilidade dos Apóstolos a seguir o Senhor (cf. Jo 6,68); cuida de quem sofre (cf. At 3, 6); promove e encoraja o anúncio comum do Evangelho (cf. At 15,7-11). É “pedra”, é ponto de referência fiável para toda a comunidade” (Papa Francisco, Angelus, 29/06/2023). Nossa fraqueza Ao meditar as palavras da segunda leitura, da Carta de São Paulo aos Romanos (11,33-36), o cardeal nos lembra que “Deus na sua sabedoria conta com a fragilidade de Pedro e na sua sabedoria conta a nossa fragilidade para a edificação do Reino de Deus”. Ele afirmou que “Jesus quer continuar a construir a sua Igreja, esta casa com fundamentos sólidos, mas onde não faltam fendas, e que precisa continuamente ser concertada. Sempre”. “A Igreja tem sempre necessidade de ser reformada, concertada. Sem dúvida não nos sentimos rochas, mas apenas pequenas pedras. Contudo, nenhuma pequena pedra é inútil, aliás, nas mãos de Jesus a pedra mais pequenina torna-se preciosa, porque Ele a recolhe, a conserva com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção”, explicou o cardeal.  E por isso “cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus toma parte na construção…
Leia mais

Atualização Teológica do Clero à luz do Concílio Vaticano II

Nas manhãs dos dias 12, 13 e 14 de agosto aconteceu a Atualização Teológica do Clero no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Cerca de 70 presbíteros participaram simultaneamente da atualização e do Encontro Regional dos Presbíteros. As reflexões permearam o tema da “Eclesiologia à luz do Concílio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. Os presbíteros, na construção da unidade, devem compreender que a Missão e estruturas visíveis não podem estar em contradição. À luz do Evangelho, a conversão supõe um pecado e convida a mudança de rota. Mas é importante ressaltar que o pecado não é só pessoal, mas também estrutural, que nasce do próprio comportamento da pessoa diante das situações em que escolhemos não agir em harmonia com os ensinamentos evangélicos de Jesus. Daí é possível comparar que clericalismo é inseparável do elitismo social, pois assume as relações de poder como subordinação aos interesses particulares. Sinodalidade Do ponto de vista da sinodalidade, a assessoria de Pe. Aquino Jr. apontava para a necessidade de compreender a sinodalidade como a verdadeira diaconia social. Isto quer dizer viver a fraternidade em todas as relações e fermentar o mundo com a “lógica da fraternidade”.  Sem esquecermos que a Igreja está no mundo e interage com ele em todas as suas dimensões, não se desliga da encarnação, sua Missão é plenamente configurada no mundo e à serviço do mundo para que o Reino de Deus aconteça em plenitude. O encontro quer favorecer o entendimento da Evangelização pautada na pessoa de Jesus que não se descola das realidades de cada uma de nossas Igrejas Locais. Os critérios de escolha dos modelos pastorais do clero devem insistir que, como cristãos, devemos nos preocupar com as situações que tocam o cotiano de cada local e da vida das pessoas. Além dos presbíteros da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Coari, São Gabriel da Cachoeira, Borba e Parintins; e das Prelazias de Tefé e Itacoatiara; o encontro formativo contou com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Samuel Ferreira e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bem como de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; e Dom Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia Itacoatiara. Povo de Deus Compreender a Igreja como Povo de Deus peregrino na história é o caminho mais assertivo para entender o ministério presbiteral. O jeito de viver e entender o dinamismo eclesial pós-Concílio Vaticano II convida a identificar algumas mudanças necessárias. Como por exemplo adotar uma linguagem ministerial, que fuja a tentação de reduzir o ministério presbiteral apenas ao culto, mas o compreenda como construtor de comunidades. Outro horizonte de reflexão é quanto à forma ensinar, santificar e governar. O estilo adotado precisar ser de proximidade com a comunidade, assim os presbíteros não devem alimentar um papel de superioridade ou agir como uma casta separada, que torna o sagrado como uma casca inalcançável. Isto se reflete, por exemplo na ideia equivocada de que os outros ministérios e carismas são submetidos a uma suplência do ministério ordenado. Além da necessidade de romper a autoreferencialidade e estimular a conversão missionária. Ensinar, santificar e governar O resgate do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar nos recordo que a “Igreja não é uma elite de consagrados”, nos dizia Papa Francisco. É a compreensão de que os presbíteros são também parte do Povo de Deus e não uma parte separada que conserva a vitalidade do ministério. Essa perspectiva deve tocar também as comunidades cristãs, seminários e ambientes de formação para o ministério ordenado, de modo a superarmos a cultura da clericalização. O que implica em uma Pastoral Vocacional, mas eclesial que individual, isto é, chamada ao serviço eclesial. É preciso assumir uma responsabilidade compartilhada para que as mudanças aconteçam desde as pequenas coisas do cotidiano. Essa mudança de compreensão das relações não se dá pela força, mas se solidifica na caridade e na verdade do seguimento a pessoa de Jesus  em comunhão e unidade com a Igreja, a partir do Concílio Vaticano II. Texto: Emmanuel Grieco Imagens: Emmanuel Grieco, Rose Bertoldo e Arquidiocese de Manaus.

Eleita nova coordenação da Comissão Regional Norte 1 de Presbíteros

Os padres presentes no terceiro dia (13) do Encontro Regional de Presbíteros, reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, elegeram a nova coordenação da Comissão Regional do Presbíteros (CRP) do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A eleição aconteceu no final da tarde, após a reunião entre os grupos de presbíteros da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Os nomes escolhidos para a condução e organização das atividades pelos próximos quatro anos foram: Coordenador: Pe. Gilson Pinto, da Arquidiocese de Manaus; Vice-coordenador: Pe. Edinaldo Nascimento dos Santos, da Diocese de Coari; Secretário: Pe Elcivan Alencar, da Diocese de Coari, e Tesoureiro: Pe. Michel Carlos da Silva, da Arquidiocese de Manaus.

Dom José preside missa de Abertura do Encontro Regional dos Presbíteros

De 11 a 14 de agosto os Presbíteros do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estarão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, para realizar o encontro regional. A missa de abertura foi presidida por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial da Comissão Regional de Presbítero.As manhãs de programação serão destinadas a uma formação com o tema “Eclesiologia à luz do Concilio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. A atualização teológica é organizada pela Pastoral Presbiteral da Arquidiocese de Manaus e corresponde ao processo de formação permanente do clero diocesano. Em sua homilia, Dom José Albuquerque destacou que o encontro é um tempo oportuno de formação. É o tempo dedicado a compartilhar as vivências de cada uma das realidades nas quais nossos padres estão inseridos, e buscar juntos caminhos consistentes de Evangelização, mas também de cuidado mútuo, de recordar os laços de fraternidade. Eleição da nova Comissão Regional Recordando o mês Vocacional, Dom José refletiu que um padre realizado em sua vocação é um dos melhores métodos de despertar a vocação em outros jovens. A programação também conta com momentos dedicados a oração e prevê a Eleição da nova Comissão Regional de Presbíteros e a definição de data do próximo encontro Regional. O encontro regional contará com a assessoria de Pe. Francisco Aquino Jr, da Diocese de Limoeiro do Norte (CE). O presbítero é Doutor em Teologia pela Universidade de Múnster-Alemanha, professor de Teologia da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) e do PPG-TEO da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Cardeal Steiner: fazer a travessia para a margem da doação, da generosidade, da fé

No 19º Domingo do Tempo Comum, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus nos recordou a necessidade de fazermos a travessia para a margem da doação, generosidade e da fé. A liturgia apresenta o momento após a multiplicação dos pães em que Jesus envia os discípulos para a outra margem e sobe a montanha para orar a sós. “Ele busca a solidão para encontra-se a sós com o Pai. E no encontro com o Pai, não mais sós. O Pai é seu repouso, seu conforto, a sua sabedoria, a sua inspiração. No encontro do silêncio da noite pode ouvir o Pai. Solidão, pois só com o todo, tudo ali no encontro com o Pai. O Pai e eu somos um: comunhão, coração no coração do Pai. Jesus que recolhe o dom do tudo no pouco e oferece ao Pai. Agradece ao Pai, louva e bendiz o Pai. O Pai a sua inspiração, pois desejo de fazer sua vontade”, refletiu o cardeal. Jesus percebe a dificuldade dos discípulos de aportarem a outra margem por conta das ondas agitadas e do vento contrário. Aqueles homens “tocados pela beleza da partilha”, ao “percorrem o caminho da outra margem entram em crise. Os discípulos “haviam percebido em Jesus a transformação, a abundância, o cuidado”, mas não suportam as “contrariedades, as dificuldades nas ondas agitadas e no vento forte”. A presença de Jesus O cardeal Steiner continuou sua reflexão apontando o significado da noite, das ondas e dos ventos contrários e a presença de Jesus diante das dificuldades. A “noite” revela a insegurança dos discípulos de Jesus diante dos caminhos quem devem percorrer. Já as “ondas”, demostram as hostilidades e os embates “contra o barco da vida”. E os “ventos contrários” são “as resistências ao projeto de Jesus, o Reino dos céus”. “Os discípulos sentem-se perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as forças contrárias à vida com Jesus. Difícil permanecer na atenção e na sintonia da doação do pouco, tudo. Naquele pouco do pão houve pão para todos. Em meio às intempéries Jesus se faz presente. Ele se apresenta caminhando com a noite, com as ondas e os ventos contrários. Ele ‘caminha sobre o mar’”, explicou o cardeal. Sou Eu “No meio da agitação, em meio a visão o pavor e o medo, vem-lhes ao encontro a palavra: “Sou eu”! Não tenhais medo, coragem, calma, tranquilizai-vos sou eu, apenas eu. Estavam agitados demais, inquietos demais, para perceberem que era Jesus”, refletiu o cardeal. Jesus se aproximou dos discípulos “andando sobre as ondas agitadas e o vento contrário” e ao avistá-lo “foram tomados de pavor, e gritaram de medo”. A revelação de sua identidade faz com que Pedro queira aprender a “caminhar na liberdade das ondas agitadas e do vento contrário”. E reconhecimento de suas agitações e incompreensões necessitam de Jesus. Mesmo diante do “Vem!” de Jesus, Pedro desceu da barca e foi ao encontro de Jesus, “o vento, o medo, a dúvida, a mente distraída, o leva para o fundo”. “O sou Eu, no mar agitado da vida, nas agitações e dúvidas interiores que a cotidianidade desperta também em nós o caminhar sobre, desfazendo-nos das aflições e às vezes até das angústias. Também nós suplicamos: deixa-me ir ao teu encontro. E Ele benevolamente, amavelmente nos diz “vem!” E pensamos que Ele retira os dessabores, as mortes, as aflições naquele vem”, ressaltou o arcebispo. Salva-me Ao perceber que estavam afundando Pedro invoca “Senhor, salva-me”!. Essa súplica de Pedro revela também “os nossos impulsos e debilidades” ao percorrermos “o caminho da fé”. E em nossos naufrágios do caminhar “com confiança dizemos: salva-me”. E no caminho “ao encontro de Jesus ressuscitado” apresentamos nossa fragilidade e pobreza, a inquietude que é “vitoriosa, no meio das tempestades e dos perigos em que vivemos” porque Jesus “estende sempre a mão e nos ergue”. O cardeal nos convidou a repetir as palavras de Pedro como uma oração: “Senhor, salva-me!”. E recordou as palavras de Papa Francisco, “Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona; a mão forte e fiel do Pai, que quer sempre e só o nosso bem. A fé é manter o coração voltado para Deus, para o seu amor, para a sua ternura de Pai, no meio da tempestade. Na escuridão, na tristeza, caminho perturbado, bloqueado por forças adversas, digamos “Senhor, salva-me”. Na pobreza da fé “Senhor, salva-me”, pois Ele passou pela morte nos salvou. Ele sempre está ao nosso lado. (cf. Papa Francisco, Angelus, 9/08/2020) Presença sutil Na primeira leitura da liturgia (1Rs 19,9a.11-13a), Dom Leonardo recordou a presença sutil de Deus quando Elias é convidado a perceber a passagem de Deus. E destacou a presença Dele “na suavidade da brisa”. Nessa mesma reflexão trouxe o texto de Martin Buber que traduziu a passagem bíblica revelando a sutileza da “presença de Deus, de Jesus, mesmo em meio aos tormentos e desilusões”: “E falou: Para Fora De pé, para a montanha, diante da minha face! E Passando Ele: Um vendaval tempestuoso imenso e violento, Fendendo montanhas, esmigalhando rochas, De lá, da sua face: Ele, não, na tempestade – E após a tempestade, um terremoto: Ele, não, no terremoto – E após o terremoto, um fogo: Ele, não, no fogo – Mas, após o fogo, A voz do silêncio suspenso.” (Em: Zwischen Rosen und Schatten). “Deus não é o grande rumor, não é o furacão, não é o incêndio, não é o terremoto, mas é a brisa ligeira, é aquele “fio de silêncio sonoro” que não se impõe mas pede para ser ouvido: “Sou eu”! Naquele “coragem, sou eu”, a suavidade de uma brisa suave, um silêncio sutil!  Aquele silêncio de Jesus: vem! Aquele silêncio suspenso a ergue Pedro que se sentia tragado pelas águas. Suspende a Pedro, mantém, sem violência, na suavidade de uma presença que conduz à outra margem”, evidenciou o cardeal. Dia dos Pais Nesse domingo o Brasil recorda o Dia dos Pais, por isso o arcebispo insistiu para que rezemos pelas nossas mães e pelos nossos pais durante mês vocacional. Segundo…
Leia mais

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

Dom Evaristo Spengler celebra 10 anos de Ordenação Episcopal

O bispo diocesano de Roraima, dom Evaristo Spengler, OFM, celebra nesta quinta-feira (6) 10 anos de ordenação episcopal. Ordenado bispo em 2016 por dom Leonardo Ulrich Steiner, iniciou seu ministério episcopal na então Prelazia do Marajó, no Pará. Em 2023, foi nomeado pelo Papa Francisco para conduzir a Diocese de Roraima. A vocação sacerdotal de dom Evaristo começou ainda na infância. Segundo a irmã do bispo, Angela Spengler, desde criança ele manifestava o desejo de ser padre, participava dos grupos vocacionais da paróquia em Gaspar (SC) e, aos 14 anos, ingressou no seminário. Para a família, o compromisso com a missão sempre fez parte de sua trajetória. A irmã destaca que dom Evaristo manteve, ao longo dos anos, a dedicação aos mais vulneráveis e a coerência com os valores que o levaram ao sacerdócio. “Ele tem uma caminhada muito bonita. Sempre foi muito íntegro naquilo que defende e nas lutas em favor dos menos favorecidos. É uma vocação muito bonita, que despertou ainda na infância e continua presente na pessoa, no padre e no bispo que ele se tornou. Para nossa família, é motivo de alegria saber que ele desenvolve um trabalho dedicado a quem mais precisa”, disse Angela Spengler. Proximidade com o povo O vigário episcopal da Diocese de Roraima, padre Celso Puttkamer, ressalta que, nesses dez anos de episcopado, dom Evaristo tem se destacado pela disponibilidade no serviço pastoral e pela proximidade com o povo. “Ao longo desses dez anos, temos testemunhado a generosidade com que o senhor entrega a sua vida, sem medidas. Também temos visto um pastor que não se cansa de servir e que caminha conosco nas alegrias e nas dores. Acima de tudo, reconhecemos em seu coração a ternura e o acolhimento. Em seu olhar manso, encontramos o abraço de Deus Pai; em sua palavra, a força que nos anima e nos fortalece. Obrigado, Dom Evaristo, por ser, entre nós, o rosto visível do Bom Pastor”. Ao recordar sua caminhada, dom Evaristo afirmou que guarda com carinho a experiência vivida no Marajó, onde iniciou o ministério episcopal, e destacou a acolhida recebida em Roraima. “Conheci aqui um grande povo de Deus, que vive uma belíssima história e caminha na comunhão. Peço a bênção de Deus para que continuemos ouvindo o Espírito Santo e avancemos cada vez mais na missão da Igreja”, afirmou. Atualmente, dom Evaristo conduz a Diocese de Roraima com foco na evangelização, na promoção de uma Igreja sinodal e na defesa dos povos indígenas, migrantes e demais populações em situação de vulnerabilidade. Texto de Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.