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Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realiza 10º Assembleia

O Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realizou, de 19 a 21 de setembro, sua 10ª Assembleia em Manaus, com o tema “Cristãos, leigos e leigas, peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino”. O encontro reuniu cerca de 25 pessoas, acompanhados pelo bispo auxiliar de Manaus e referecial para o laicato, Dom Zenildo Lima, com destaque para a primeira participação de membros da Diocese do Alto Solimões, além de integrantes da Prelazia de Tefé, da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Borba, Parintins e Roraima. O objetivo do encontro é refletir a caminhada do laicato nas dioceses e prelazias. Além do aprofundamento formativo da temática, foi abordado a experiência do conselho nacional e de pensar o serviço não somente pela dimensão institucional do conselho, mas do cuidado com os cristãos leigos, explicou Francisco Meirelles, presidente do Conselho de Leigos do Regional Norte 1 e da Arquidiocese de Manaus. “Pensando justamente o serviço não só como institucionalização do Conselho de Leigos, como organismo, mas pensar como nós fizemos aqui esses dias, de refletir justamente o cuidado com os cristãos leigos e leigas em cada diocese, prelazia, nas paróquias, nas áreas de missões, nas áreas missionárias. Então esse momento foi um momento muito bonito, que podemos partilhar”, destacou o presidente. O Deus que eleva os pobres Na partilha, os participantes repercutiram o que a Palavra de Deus diz à história de cada um e cada uma. Justamente para fazer memória daqueles cristãos leigos e leigas que, aos domingos, expressam seu comprometimento se dividido entre as atividades das comunidades e de suas famílias. Os recortes falam da prática de injustiças e exploração com os empobrecidos e pedem por novas opções à luz do Evangelho. Ir. Ângela Maria, da Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, da Diocese de Roraima, salientou a postura de Deus. Ele que “nunca mais vai esquecer o que eles fizeram”. Desse modo revela a beleza da “predileção de Deus pelos empobrecidos e empobrecidas”. Nesse cenário, Dom Zenildo recorda que o juramento de Deus confronta a experiência religiosa que anestesia o povo. É o “fazer da religião um grande sábado para que a gente possa adulterar as coisas”, em vez de tornar o povo mais atento. Esse é o contexto onde Deus não se esquece do mal feito. “É uma linguagem humana para falar de Deus com os sentimentos da gente, não é? Mas para dizer, o profeta usa essa linguagem para dizer o quanto isso foi caro para Deus. O quanto fazer mal ao pobre foi caro para Deus. Nunca mais eu vou esquecer. Eu acho que o convite da palavra é um convite para as grandes opções”, destacou. Refazer as nossas opções Val Firmino fez uma ligação entre o Evangelho do dia e a parábola do jovem rico. Nela o jovem pergunta com alcançar a vida eterna e Jesus indica que é necessário deixar tudo para segui-lo. Para dizer que a radicalidade do que foi proclamado é “viver com pouco, mas viver bem. Ser justo com aquilo que é justo”. “Justiça, onde precisa ter justiça, né? Onde estão as injustiças com os outros irmãos e irmãs, né? Não pegar o que não lhe pertence, né? E sim o que te pertence. Então, assim, para mim, eu vejo essas passagens bíblicas muito parecidas” porque o administrador esbanjava os bens de seu patrão. Dom Zenildo Lima destacou que a expressão em que o Senhor elogia o administrador desonesto gera um estranhamento. E levanta o questionamento de “como é que esse sujeito aqui aparece quase como um modelo, né?”. É indicou que esse pode ser “um convite mais profundo”, um convite para “as escolhas fundamentais”. “A partir do que a gente pauta a nossa vida? a partir do dinheiro, das estruturas, ou a partir da vida das pessoas? Esse homem, esse administrador, foi alguém que pautou toda a sua vida a partir do dinheiro, das estruturas. Agora isso vai ser retirado dele e ele percebe que ele não tem relações, que ele não tem pessoas”, salientou o bispo. Perceber as pessoas Ao fazer memória do segundo dia de assembleia, onde se refletiu sobre o trabalho do conselho, Dom Zenildo comparou com as exposições feitas pelo grupo. Isto porque “às vezes a gente se dedica muito às estruturas, às organizações, e não percebemos as pessoas”. Por isso a atividade pautou não como fortalecer estruturas, mas como “proporcionar momentos para as pessoas”. “Isso não nos faz de melhor do que os outros, o fato de nós não estejamos nesse mar de corrupções. Nós podemos estar, talvez, nessa perspectiva de vida. Não envolvidos em corrupções, mas talvez dominados e predominados pela estrutura e também nós não tenhamos feito opção pela vida e pelos outros. Aí olha Jesus, um homem absolutamente livre de estruturas. E absolutamente pautado pela vida dos outros. Por isso que a vida de Jesus é sempre encantadora para nós” sublinhou o referencial. Uma oração que alcance a vida comunitária O último dia de assembleia foi marcado por manifestações democráticas contra movimentações parlamentares opostas aos interesses populares. Por isso, Lima reforçou que rezar pelos governantes “não é submissão”, mas “é rezar pelo povo brasileiro, é rezar por essa harmoniosa convivência”. Principalmente porque Brasil é um país de “tantas diversidades e de tantos povos” e é necessário que a oração alcance essa dimensão da vida comunitária. “para eles refaçam as suas opções. E refazendo as suas opções, escolha as pessoas, escolha o bem-estar, escolha o nosso agente, escolha o nosso povo. E a gente continua aqui. O nosso papel, pessoas batizadas, seguidores de Jesus, que também somos chamados para refazer as opções e as escolhas fundamentais para a vida da vida”, finalizou o bispo. Os participantes definiram que para fortalecer o compromisso do Conselho Regional com a sinodalidade e missionariedade das Igrejas locais, a eleição da nova presidência seria feita no próximo ano. Um ano de preparação e assim, garantir um conselho mais consistente nas dinâmicas da Ação Evangelizadora.

Implantada a Pastoral Familiar na Diocese de Borba

A paróquia Nossa Senhora de Nazaré e São José em Nova Olinda do Norte acolheu nos dias 19 e 20 de setembro de 2025 o Encontro de Implantação e Estruturação da Pastoral Familiar na Diocese de Borba, que contou com mais de 50 participantes das quatro Foranias da diocese. O encontro contou com a presença da Coordenação Regional da Pastoral Familiar no Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), que foram acolhidos pelo bispo diocesano dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. Três anos de processo A implementação culmina um processo de três anos, sendo o encontro um momento de escuta, em que os participantes partilharam suas motivações e a história da caminhada pastoral na prelazia e agora diocese de Borba, fazendo memória do percurso realizado. Junto com isso, houve momentos de formação sobre a Pastoral Familiar, sua estrutura e funcionamento diocesano e paroquial, com a assessoria do casal coordenador regional, Ronildo Viana e Rosé Ferreira. Eles destacaram a importância da institucionalização da Pastoral, bem como, seu papel evangelizador junto às famílias nas realidades que elas se encontram, acolhendo, acompanhando, discernindo e integrando. A assessora e articuladora diocesana da Pastoral Familiar na diocese de Borba, irmã Olinda de Jesus, destacou o acolhimento do bispo e do coordenador de pastoral, assim como a presença de cada participante, na busca do fortalecimento da Pastoral Familiar na diocese, em sinodalidade com o Regional. Destacou ainda o compromisso que cada um deve ter com a missão, a partir dos compromissos assumidos. Atividades presentes na diocese Foi relatada a caminhada quanto Pastoral Familiar existente na diocese, com coordenações paroquiais em noventa por cento das paróquias e áreas missionárias, as atividades realizadas, como a Semana Nacional da Família e da Vida, a reza do terço em família, momentos de Espiritualidade e acolhimento das famílias em vulnerabilidade. Os participantes do encontro assumiram a necessidade de ampliar a articulação quanto Pastoral Familiar em toda a diocese. Com o apoio e benção do bispo diocesano, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, os participantes decidiram constituir a coordenação diocesana da Pastoral Familiar na diocese de Borba para os próximos três anos. Nesse tempo será trabalhada a formação, a preparação e implantação nas paróquias e áreas missionarias, de acordo com as orientações nacionais, como a Guia de Implantação, Itinerários dos Setores, e orientações da Coordenação Regional. Foi realizado um momento de escuta sobre os primeiros passos a serem dados na diocese. Foi acordado apresentar a coordenação na assembleia diocesana em novembro, elaboração do projeto evangelizador e do calendário de atividades 2026, além de mapeamento da realidade das famílias, visando subsidiar as ações pastoral. Processo coerente e comunhão O casal coordenador Regional Norte 1 destacou a importância de um processo coerente e a comunhão e anúncio sobre a Pastoral Familiar, juntos aos bispos e coordenadores de pastorais diocesanos e prelatícios. Eles recordaram que na assembleia Regional Norrte 1, realiza em Manaus de 15 a 18 de setembro de 2025, com apoio do bispo referencial, dom Marcos Piatek, apresentaram o trabalho da Pastoral Familiar como instrumento de evangelização a serviço das famílias. Também, o trabalho realizado em Autazes, por Francisco e Lúcia, casal vice coordenador regional, e o apoio do assessor regional Frei Faustino. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva indicou, com o aval da assembleia local, a equipe de articulação diocesana, composta pela irmã Olinda de Jesus e do casal formado pelo diácono permanente Ataíde e sua esposa Alcilene. Seu trabalho, em unidade e comunhão com a coordenação regional, e imprescindível para o avanço do trabalho missionário. Finalmente, os novos passos da Pastoral Familiar na diocese, foram confiados a Nossa Senhora da Amazônia, pedindo que a missão da coordenação diocesana seja duradoura, frutífera e perseverante.

Regional Norte 1 realiza 1° formação do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras

Nos dias 19 e 20 de setembro a coordenação nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) se reúne em Manaus. O objetivo do encontro é formar lideranças para atuar na implementação da pastoral no Regional Norte 1.  E inclui o planejamento um caminho para o CPP adequado às realidades de cada Igreja Local. O CPP integra a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB. Atua junto aos pescadores e pescadoras da pesca artesanal, as comunidades pesqueiras e na defesa do território. É um trabalho “desenvolvido à luz do Evangelho de Jesus Cristo“, segundo Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé e presidente nacional do CPP. Missão à luz do Evangelho  “Uma missão bonita, é uma pastoral e, por isso mesmo, ela é baseada na força do Evangelho de Jesus Cristo. E a gente perpassa meio às comunidades ribeirinhas, às comunidades pesqueiras. E, junto a essas comunidades, atuam as associações, sindicatos, colônias, mas o CPP não se encaixa dentro desses trabalhos do governo. e nem tampouco dos municípios, do Estado. Por ser uma pastoral, somos livres, à luz do Evangelho, para ajudar realmente tanto a comunidade pesqueira como também o seu território”, explicou o presidente. Esse é a primeira reunião a nível regional do processo de implementação do CPP. Ele já existe em outros regionais, como o Norte 2. Segundo Dom Altevir, os bispos do Regional Norte 1 “aceitam, apoiam e estão buscando para suas dioceses e prelazias também o funcionamento dessa pastoral social”. “E esse está sendo o primeiro passo, a sensibilização do regional Norte 1. para que o CPP possa realmente funcionar, de fato, sendo para a igreja essa força transformadora, à luz do Evangelho, na defesa do povo e também do território, lida com a pesca artesanal, mas também com as orientações de como a comunidade pesqueira se comporta diante da relação com o seu território, com o seu meio ambiente”, acrescentou. A escutar a realidade dos pescadores e pescadoras A articuladora do encontro, Juliana Martins, informou que essa implementação iniciou na Prelazia de Tefé. O grande número de comunidades pesqueiras e as realidades locais levantaram o questionamento “por que não existe uma pastoral social voltada para a luta dos pescadores e pescadoras?”.  Essa perspectiva conduziu à participação em encontros nacionais e apropriação do funcionamento do conselho em outros regionais. “A gente observou que é de fundamental importância a implementação do CPP no nosso regional, por ser uma realidade que tem grande número de comunidades pesqueiras. Então a gente começou nesse processo e hoje nós estamos aqui reunidos. Além de mim, Juliana, tem também dois agentes da Prelazia de Tefé, um representante de Coari e um representante da Diocese de Borba”, explicou. A programação do evento é direcionada ao processo de formação para novos agentes do Conselho Pastoral dos Pescadores. O intuito é que o “CPP no nosso regional vá se estruturando, vá se encorpando”. Por isso a necessidade de “de conhecer o CPP, conhecer o processo histórico do CPP, conhecer como é que o CPP atua, como é que está estruturado, tanto nacional, regional e local, como é que faz esse trabalho junto aos pescadores e pescadoras”. Itinerário formativo A dimensão formativa inclui a pastoralidade, a missão e a espiritualidade do CPP. Nesse horizonte, o conselho estimula a organização das comunidades para que “os pescadores se empoderem dos seus direitos e, a partir desse empoderamento, eles consigam acessar, conquistar direitos, acessar políticas públicas”. Um trabalho que articula a Fé e a vida para “construir mudança na vida das pessoas”, explicou a assessora temática, Ormezita Barbosa, do coletivo de formação da CPP Ceará. “um trabalho que é muito missionário, de visita missionária, de visita pastoral, de conhecer a realidade que as comunidades vivem. E a partir dessa escuta e dessa convivência com as comunidades, a gente constrói com elas e com eles, assim, aponta quais são as perspectivas que eles pensam de trabalho. Então, é muito comum as comunidades apresentarem questões relacionadas ao seu dia a dia, ao seu trabalho, ao seu acesso aos direitos”, destacou a educadora. Acolher a diversidade amazônica A pastoral surgiu em Olinda, no estado de Pernambuco, em 1968, e se expandiu pelas regiões costeiras. Segundo Gilberto Lima, secretário executivo nacional do CPP, com a presidência de Dom Altevir, ocorreu a necessidade de articular esses processos na região da Amazônia e incluir “indígenas, quilombolas, pescadores, pescadoras, ribeirinhos, costeiros de rios”. Embora seja um cenário diferente dos outros regionais, mas “onde tiver a pesca artesanal, a gente está ali para fazer esse trabalho”. “Oceano, os mangues, os estuários, onde é uma outra dinâmica. E a gente tem também dos rios, mas era sempre dos rios ali do Cerrado ou então da Caatinga. Mas é uma outra lógica. E agora a gente está aqui conhecendo. Além da gente trazer esse processo de formação, a gente vem receber também formação porque é uma outra dinâmica, um outro modo de ser e de evangelizar”, enfatizou. Por fim, a Ir. Maria Lúcia, da Congregação das Irmãs Franciscanas Bernardinas, recordou que o conselho nasceu da percepção das dores e do sofrimento, buscou organizar os pescadores e as pescadoras para juntos fazerem uma caminhada”. Ainda que seja uma missão da Igreja Católica, continuou, é também ecumênica “porque ela abarca e abraça pessoas, acolhe pescadores, pessoas que queiram, que estão nessa luta e que se comprometem também com a vida, independente do credo religioso”. “antes dela ser uma instituição, ela foi uma intuição. Uma inspiração de alguém que conheceu o Evangelho de Jesus Cristo e se pautou na vivência do Evangelho. Porque o Evangelho é promover a pessoa humana, é chegar perto das pessoas, é ser pastor. Então a missão da Pastoral dos Pescadores hoje é anunciar o Evangelho aos pescadores e às pescadoras e promover a vida onde ela está ameaçada.”

Assembleia do COMIRE Norte 1: Refletir sobre a missão da Igreja no Jubileu da Esperança

O Centro de Formação Maromba da arquidiocese de Manaus acolhe de 19 a 21 de setembro de 2025 a Assembleia do Conselho Missionário Regional Norte 1, que tem como tema “Missionários da Esperança entre os Povos”, e como lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). A assembleia conta com a assessoria do secretário nacional das Pontifícias Obras Missionárias no Brasil, padre Rafael Lopez Villasenor Aprofundar na temática do Mês Missionário O objetivo da assembleia, que reúne mais de 20 representantes das igrejas locais, e conta com a presença de vários seminaristas do Seminário São José, onde se formam os futuros presbíteros do Regional Norte 1, é “refletir e aprofundar a temática do mês missionário de 2025, em sintonia com o Ano Jubilar, com enfoque na realidade amazônica”. Segundo o bispo da prelazia de Tefé e referencial da dimensão missionária no Regional Norte 1, dom José Altevir da Silva, o encontro é oportunidade para “refletir sobre a missão da Igreja, especialmente neste Ano Jubilar da Esperança”, que faz um convite a ser “missionários da esperança entre os povos”, destacando que esse chamado, “ressoa profundamente na Amazônia, terra de um verdadeiro pluralismo cultural”. A esperança centro da fé Dom José Altevir sublinhou que “a esperança é o centro da nossa fé. Cristo é a nossa esperança viva, Ele que se faz presente entre os povos, anunciando o Reino de Deus.” Segundo o bispo, “na Amazônia essa esperança se manifesta na diversidade de culturas e na resistência dos povos que lutam e que habitam essa região.” Nessa perspectiva ele ressaltou que “como missionários, somos chamados a levar essa esperança, compartilhando a Boa Nova com paixão e ternura.” Isso porque “a Igreja na Amazônia é chamada a ser uma Igreja em saída, que se faz presente nos contextos mais desafiadores, promovendo a dignidade humana e a proteção da casa comum”. Finalmente, dom José Altevir disse que “nossa assembleia, quer destacar a centralidade da esperança no contexto missionário, com foco em nossas igrejas locais, alinhando-se ao tema proposto pelo Papa Francisco para o Mês Missionário 2025”. A missão na Amazônia A assembleia teve como ponto de partida uma visão panorâmica da realidade eclesial-missionária da Amazônia e a partilha das dioceses e prelazias, refletindo posteriormente sobre o tema central, uma reflexão que tem dado passo ao trabalho em grupo. Durante a assembleia será apresentada a Campanha Missionária, explicitando como ela pode ser trabalhada nos grupos de reflexão e como conseguir ajuda com projetos junto às POM. Igualmente, os participantes irão conhecer o Programa Missionário Nacional e suas atualizações, e a articulação das obras missionárias nas dioceses e prelazias, assim como dos Conselhos Missionários.

Bispos do Regional Norte 1 participam da assembleia da APEC e se reúnem com equipe formativa do Seminário São José

A Associação Amazônica para a Pesquisa e a Educação Crista (APEC) realizou no dia 19 de setembro de 2025 sua assembleia. A reunião contou com a participação dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) e foi apresentado os passos dados pela Faculdade Católica do Amazonas no último ano. Um olhar voltado para a Amazônia Após a leitura da ata da última assembleia e a aprovação das contas, foi dada a conhecer a memória académica, mostrando as atividades realizadas pelos mais de 600 alunos que fazem parte da Faculdade Católica no ano 2025. Uma ampla grade de atividades que busca refletir filosoficamente, teologicamente e pastoralmente, sempre com um olhar voltado para a região amazônica, seus povos e sua realidade eclesial. Os bispos do Regional Norte 1 também se encontraram com a equipe formativa do Seminário São José, onde se formam os futuros presbíteros das nove igrejas locais que fazem parte do regional. 47 seminaristas fazem parte do processo formativo do discipulado e da configuração. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 agradeceu a equipe formativa, uma gratidão que foi manifestada pelos outros bispos, destacando o fato dessa equipe ser constituída por padres de diversas dioceses, algo que enriquece o processo formativo. Igualmente, o cardeal agradeceu os bispos pelo fato de visitar o seminário periodicamente. Formar na sinodalidade Um processo formativo que tem como fundamento a sinodalidade e está em harmonia e sintonia com os bispos, segundo o reitor do Seminário São José, padre Pedro Cavalcante, que apresentou aos bispos os seminaristas em suas diversas etapas e os formadores que acompanham cada turma. Igualmente, o reitor mostrou as atividades mais destacadas durante o ano. Os bispos e os formadores foram intercambiando suas impressões com relação ao processo formativo. Não pode ser esquecido que um elemento que ajuda o Seminário é a proximidades com as igrejas locais, fomentando o envolvimento dos seminaristas na caminhada de suas igrejas de procedência. Os diversos aportes têm ajudado a continuar avançando na missão de formar padres para a Amazônia.

Nossa força na Tríplice Fronteira está em caminharmos juntos

Entre os dias 16 a 18 de setembro um grupo de 28 missionários da tríplice fronteira de Brasil, Perú e Colômbia estiveram reunidos na Reserva Ecológica Ágape em Leticia- Colômbia.  O objetivo geral do encontro foi gerar espaço de formação, fazer memória do processo histórico dos encontros dos missionários da tríplice fronteira, refletir e tecer redes de cuidado com a vida na Amazônia. A convivência nestes dias se deu em um clima de harmonia, alegría de poder estar juntos compartilhando sonhos, esperanças e desafios. Diálogo como ferramenta de comunhão Em este espaço tivemos o acompanhamento da futura secretária da REPAM Panamazônica, Clara Gricel Ximena Lombana. Ela trabalhou com os missionários sobre direitos humanos e apresentou a cartilha da REPAM de orientação de como fazer a incidência política. A sugestão é que os missionários das três jurisdições eclesiásticas priorizem o diálogo como uma ferramenta poderosa de comunhão e que tenham um plano de trabalho comum no território e que seja um processo permanente na tríplice fronteira. O ideal é construir uma proposta de formação para os missionários (religiosos, leigos), sacerdotes e lideranças das comunidades do próprio território. Foi sentida a necessidade de que as três igrejas locais fortaleçam o diálogo e juntos possam buscar caminhos pastorais na tríplice fronteira.  Estão construindo novas territorialidades políticas. É um momento global muito delicado. Os povos indígenas são profecia e é importante empoderar-los. É muito importante estar na missão com a consciência de que não somos eternos, por isto é necessário tecer redes, fazer processos coletivos, superar a autoreferencialidade pessoal e institucional e pensar novos modelos de comunidades missionárias para a manutenção das presencias dos diversos carisma na Amazônia, considerando também os missionários do próprio território. Aprender, olhar, apostar     Os missionários que habitam este território amazônico da tríplice fronteira são convidados a tirar as sandálias dos pés e sentir a terra que pisa com a mente e com o coração, aprender com as pessoas, olhar os povos originários, afros e ribeirinhos; apostar pela incidência da justiça social e direitos ambientais. Agradecemos a REPAM por escutar e acolher nosso pedido de acompanhamento e formação. Agradecemos a todos os missionários que já passaram e deixaram suas pegadas de testemunho e profecia. Agradecemos a todos os missionários que estão presentes e que no cotidiano da vida tecem relações, redes de cuidado e compromisso com a vida, especialmente com os mais necessitados. Gratidão a Equipe Itinerante pela presença alegre e mística entre nós. Pelo grupo dos Missionários da tríplice fronteira, Ir. Lizete Soares da Cunha

Cardeal Steiner: “A Sinodalidade é o modo de ser Igreja assumido pelo Regional Norte 1”

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), finalizou a 52ª Assembleia. Aproximadamente 70 pessoas, das nove Igrejas Locais, estiveram presentes em Manaus, entre os dias 15 e 18 de setembro. O encontro foi um momento de aprofundamento das dinâmicas de Sinodalidade e de construção das diretrizes nacionais e regionais para a Ação Evangelizadora. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, comentou que a sinodalidade é um modo de ser Igreja assumido pelo regional. E mesmo que já seja uma realidade presente, é possível continuar avançando nessa dinâmica. “O nosso regional se caracteriza já por ser uma igreja sinodal, mas isso não significa que não temos muito a caminhar ainda. Temos muito para caminhar. O próprio modo da Assembleia é um modo muito sinodal, a participação de todos, mas nós desejamos que esse modo sinodal esteja também presente nas comunidades, seja presente nas áreas missionárias, nas paróquias, e assim a igreja toda seja ela sinodal, onde todos participam, onde todos pelo batismo se sentem profundamente integrados na igreja, se sintam realmente povo de Deus”, explicou o arcebispo. A escuta presente na Igreja da Amazônia O cardeal Steiner participou do Sínodo da Sinodalidade. Em suas palavras, destaca que a Igreja da Amazônia possui elementos significativos para oferecer à sinodalidade na Igreja Universal. Mas que esse processo nasce da escuta e é como a igreja “pode contribuir, no sentido de nós buscarmos ouvir as pessoas, ouvir os fiéis, e da escuta, irmos como que planejando as nossas ações”. Essa compreensão levanta questionamentos de “como sermos uma igreja presente? Como anunciarmos o Reino de Deus? Como anunciarmos Jesus Cristo crucificado e ressuscitado nas diversas culturas, nas diferentes situações, nas tensões que muitas vezes existem?”. É nesse contexto “que podemos dar uma grande contribuição no sentido de sermos todos nós pessoas que escutam e porque escutam são capazes de perceber. Assim se pode anunciar o Reino de Deus. Assim se pode anunciar Jesus crucificado e ressuscitado”, reforçou o arcebispo. Prestar contas da Ação Evangelizadora O Documento Final do Sínodo norteou as discussões durante os dias de assembleia. Ele fornece pistas para que as igrejas do Regional Norte 1 identifiquem os caminhos a serem seguidos. O presidente do Regional enfatizou que é importante aprofundar o conhecimento desse documento principalmente quanto à prestação de contas da Evangelização. “Eu penso que aprofundada na nossa região ainda precisa muito a questão de fazermos uma avaliação, uma espécie de prestação de contas, não apenas financeira. Mas de como vai a nossa Ação Evangelizadora? Como estamos anunciando? Como somos presença?”, questionou o cardeal. Daí necessidade de que o caminho a ser percorrido seja de fazer que as comunidades se sintam “cada vez mais corresponsáveis pelo Anúncio, pela Evangelização, ao mesmo tempo também perceberem: não, aqui ainda precisamos caminhar, aqui ainda podemos dar mais, aqui ainda podemos participar mais”. E esse aspecto avaliativo “nos ajuda muito a sermos cada vez uma igreja mais viva, uma igreja mais presente, uma igreja mais consoladora, uma igreja mais samaritana, diante das dificuldades que existem”, destacou Steiner. Um processo coletivo A secretária executiva do regional, Ir. Rose Bertoldo, que coordenou a preparação da assembleia, avaliou o encontro como “um processo construído coletivamente e construído na Sinodalidade. Eu pude perceber que cada diocese, cada prelazia, as pastorais sociais, a vida religiosa que esteve presente, se sentiu construtora dessa Assembleia. Foi uma Assembleia de estudo, uma Assembleia muito leve, mas também com muita responsabilidade, que é a característica do Regional Norte 1”. Além disso, o Regional tem o desafio de continuar criando os processos que posteriormente se desdobrarão nas dioceses e prelazias, juntamente com as pastorais sociais e todos os organismos de participação. “E a gente vem estudando as diretrizes da ação evangelizadora que serão aprovadas em 2026 na Assembleia da CNBB Nacional, mas também já estamos apontando caminhos para a construção do nosso documento, as nossas diretrizes. A gente vai elaborar um documento inicial, já com as proposições que foram tiradas durante essa Assembleia, que depois serão complementados a partir das diretrizes nacionais e também dos encaminhamentos que a próxima Assembleia dará do documento”, explicou Ir. Rose Bertoldo. Conhecer o Documento Final Junto com isso, a expectativa é que as dioceses e prelazias continuarão a estudar o documento final do Sínodo da Sinodalidade. Esse processo continuado vai aos poucos moldando o futuro da Evangelização no Regional. “E essa é a ideia, é de dar a conhecer o documento para as nossas lideranças que estão lá nas comunidades. E também dar a conhecer tudo aquilo que a gente foi construindo como perspectiva de construção das novas diretrizes. Tendo esse olhar para a realidade, para o território do Regional Norte 1, que tem, assim, realidades que são comuns, mas também tem realidades que são específicas, dependendo de cada igreja local”, finalizou a secretária executiva.

52ª Assembleia Regional Norte 1: Procurar o caminho para promover uma evangelização sinodal

As Diretrizes da Ação Evangelizadora marcam a vida pastoral da Igreja do Brasil, também no Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Elas são iluminadoras para a caminhada da Igreja, e que ajudam para poder afirmar que “Jesus Cristo é anunciado com clareza em nossa região”, segundo disse o bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima. O horizonte do Reino de Deus A Igreja do Regional Norte 1 tem feito um chamado á conversão, a descobrir os sinais de sinodalidade, a entender que as assembleias são momentos que tratam não só como a Igreja se organiza, senão como a Igreja é. Daí a insistência em que “estamos trabalhando nossa identidade”, disse dom Zenildo, procurando que “não fique longe da nossa perspectiva o horizonte do Reino de Deus”, recordando as palavras do arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner. A evangelização da Igreja no Brasil e as diretrizes não podem esquecer que o mundo é cada vez mais urbano, uma realidade presente no Brasil e na Amazônia. Junto com isso, o “ethos religioso brasileiro”, marcado hoje pela pluralidade de religiões, de caráter individual, mutante e palpável. Algo que provoca um descompasso entre o querer da Igreja no que faz referência à evangelização e os caminhos que está tomando a sociedade, com uma Igreja que tem uma incidência cada vez menor na vida cotidiana. Diante disso missão, comunidade e iniciação cristã aparecem como elementos que não podem ser ignorados. Iniciação à Vida Cristã, comunidades de discípulos missionários, liturgia e piedade popular, cuidar das fragilidades das pessoas e da casa comum, aparecem como elementos presentes nas novas Diretrizes que estão sendo elaboradas. Tudo isso em uma sociedade marcada pela indiferença, migração e crise humanista, a manipulação das ideias e informações, o cansaço, a crise política e o novo cenário religioso. Elementos que marcam a caminhada No Regional Norte 1, nas igrejas locais e as pastorais, existem elementos que marcam a caminhada: o anúncio querigmático, a centralidade da Palavra de Deus, a Iniciação à Vida Cristã, o seguimento de Jesus Cristo, a família, o diálogo com as novas expressões religiosas, a missão, a ecologia integral, a avaliação dos processos e o fundo para a Evangelização. Diante disso o grande desafio é procurar o caminho para promover uma evangelização sinodal, para evangelizar sinodalmente. Uma dinâmica que deve partir das situações e realidades que estão nos chamando a atenção, mas também das propostas que aparecem no Instrumento de Trabalho das Diretrizes: Iniciação à Vida Cristã, comunidades de discípulos missionários, liturgia e piedade popular e cuidar das fragilidades. Se busca assumir coletivamente como Regional Norte 1 as causas comuns que devem marcar o caminho evangelizador. Existem situações que levam à reflexão na Igreja do Regional Norte 1. Dentre outras, foi destacada a realidade política, as redes sociais e a internet como espaço em disputa e como instrumento de manipulação, gerando uma espiritualidade de guerra e de combate aos outros. Junto com isso, o impacto das facções, do garimpo, da pirataria, das guerras urbanas, do narcotráfico no território e nas pessoas. Uma realidade eclesial marcada pelo individualismo, a fragilidade da identidade católica, a falta de pertença e de inserção eclesial, a preocupação com a vida comunitária, lugar privilegiado para a vivência da fé e da formação para o discipulado missionário. Igualmente foi destacada a mobilidade religiosa, o avanço de grupos evangélicos neopentecostais de modo sistemático e organizado, a espiritualidade marcada pela teologia da prosperidade e do domínio, realidades que interpelam a evangelização sinodal. Caminhos de evangelização O Documento de Aparecida fala sobre a diferença do olhar do discípulo missionário, marcado pelo amor e o comprometimento, em vista de um processo de redenção de Deus, sempre muito amoroso. Daí surgem os caminhos de evangelização, com alguns elementos destacados: a Palavra de Deus, no estudo, na celebração, nos círculos bíblicos; a Iniciação à Vida Cristã como formação para o discipulado; as comunidades, lugar de evangelização, de formação do sujeito e da promoção da vida plena, de preocupação com a ecologia integral; a identidade missionária, caminho e fundamento da evangelização sinodal; a atenção aos jovens; a opção pelos pobres, como cabeçalho do comprometimento. Os elementos que não podem ser ignorados nas Diretrizes a serem construídas partem do binômio eclesialidade-sinodalidade, que leve a recolocar as estruturas em chave de sinodalidade, com um instrumento metodológico de avaliação das iniciativas evangelizadoras. Uma dinâmica que deve ter em conta a realidade atual deve marcar as propostas evangelizadoras em vista do cuidado da vida plena. Comunidade, formação, sinodalidade “Reafirmar a comunidade” deve ser sempre o propósito na Igreja católica, segundo o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1. Algo que deve ser feito, “pessoa a pessoa, não virtual”, em uma sociedade em que diante do avança da tecnologia e da Inteligência Artificial, “as relações não estão mais sendo construídas, mesmo familiarmente”, sublinha o cardeal. Ele destaca “a questão das relações da comunidade, das relações interpessoais, cada vez mais se exige um cultivo”. Igualmente, o presidente do Regional Norte 1 ressalta a questão da formação para todos, um elemento destacado no Sínodo da Sinodalidade e na reflexão da 52ª Assembleia Regional Norte 1. Uma formação “para poder darmos as razões da nossa fé”, e que deve ser oferecida às comunidades. Junto com isso a eclesialidade sinodal, um caminho feito no Regional Norte 1, mas que deve ser aprofundado. Refletindo sobre a avaliação, o cardeal Steiner afirma que “nós poderíamos avaliar as nossas ações, nossos projetos, mas é tão difícil, quase impossível, avaliar a fé, até que ponto nós cremos”. Nesse sentido, ele disse ter a impressão de que “a fé é que nos tem, não que nós temos fé”, que “nós fomos despertados para a fé”, que “a experiência da fé é algo extraordinário que não se consegue mensurar”. Junto com isso ele vê a necessidade de abordar a questão da ideologização da fé, “que não é mais fé, é uma ideologia”. O cardeal falou dessa “espécie de segurança que se busca hoje…
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Não ter medo de caminhar juntos

As nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Manaus, Alto Solimões, Tefé, Coari, Borba, Itacoatiara, Parintins, Roraima e São Gabriel da Cachoeira, estão reunidas em assembleia. A sinodalidade, caminhar juntos, está sendo o ponto central do debate. Testemunhas da riqueza da diversidade Em um mundo dividido, polarizado, enfrentado, sermos testemunhas de que a diversidade não pode ser elemento de divisão e sim algo que nos enriquece, é um grande desafio. As guerras cada vez mais mortíferas, o clima de crispação social, inclusive familiar, o enfrentamento entre as pessoas por motivos nímios, dentre outras situações, só pode ser superado se todos nós nos convencermos que podemos caminhar juntos. Mesmo diante dos desafios a serem enfrentados, a Assembleia do Regional Norte 1 tem mostrado que em muitas comunidades da Igreja católica são vivenciadas situações que representam um verdadeiro testemunho de acolhida dos outros, de valorização de cada pessoa, de compromisso com aqueles que sofrem, com os vulneráveis e descartados pela sociedade. Juntos somos mais Caminhar juntos, porque juntos somos mais, porque o outro nunca pode ser visto como um inimigo, porque a vivência da fraternidade é caminho para nossa realização pessoal, mas também para a construção de um mundo melhor para todos e todas, para a concretização do Reino de Deus. O Documento Final do Sínodo da Sinodalidade nos fala de conversão das relações, dos processos e dos vínculos. Diante disso devemos nos fazermos algumas perguntas: Como me relaciono com os outros? Que olhar eu tenho para com aqueles que pensam diferente? Que caminhos escolho na construção da sociedade? Que vínculos eu estabeleço com os outros? Valores que geram unidade Responder a essas perguntas e assumir a necessidade de entrar no caminho da conversão em nível pessoal e comunitário pode ajudar a descobrir a riqueza de caminhar juntos. Pode nos ajudar a sentir a necessidade de construir um mundo sustentado em valores que geram unidade, que nos levam a olhar para os outros como aqueles que nos ajudam a crescer. Em um mundo que aos poucos se desmorona, a sinodalidade deve ser um testemunho que ajude as pessoas a ter um olhar diferente, a resolver os problemas a partir da escuta, do diálogo e do discernimento em comum. Não tenhamos medo de caminhar juntos, de apostar na sinodalidade, de tentar outros modos de nos relacionarmos. Editorial Rádio Rio Mar

A Sinodalidade nas igrejas locais do Regional Norte 1: um processo de assimilação e caminhar juntos

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realiza sua 52ª Assembleia de 15 a 18 de setembro de 2025 em Manaus. Com a presença de mais de 70 representantes das nove igrejas locais, das pastorais e serviços, a sinodalidade está sendo o fio condutor de um encontro marcado pela partilha da realidade local. Viver a comunhão Nas igrejas locais do Regional Norte 1 nos deparamos com sinais de sinodalidade. Não pode ser ignorado que a experiência sinodal é um processo que exige assimilação, um exercício de caminhar junto e viver a comunhão. Para avançar nesse caminho de renovação da Igreja a arquidiocese de Manaus está realizando encontros formativos, em diversos âmbitos, a partir do Documento Final do Sínodo, tendo como fruto dessa sinodalidade as diretrizes da ação evangelizadora da arquidiocese. No Regional Norte 1, um dos desafios para as igrejas locais são as distâncias e as dificuldades logísticas que essa realidade provoca. Na diocese de São Gabriel da Cachoeira, a mais extensa e indígena do Brasil, a comunhão é vivenciada entre os povos, lideranças e organizações indígenas e a Igreja do Rio Negro. Uma Igreja que incentiva a participação ativa e protagonismo dos leigos, que assume a proteção de crianças, adolescentes e crianças vulneráveis, o enfrentamento do tráfico de pessoas e o acompanhamento aos migrantes, doentes e pessoas necessitadas de diversos modos. Protagonismo juvenil Igrejas que incentivam o protagonismo juvenil, como acontece na diocese de Borba, mas também a missão, um compromisso assumido pelas pastorais, com uma equipe itinerante missionária que apoia as equipes locais, e o incentivo dos círculos bíblicos, em vista da animação bíblica da pastoral. Passos que ainda encontram desafios, como é a necessidade de avançar na conversão e na escuta. As diversas atividades diocesanas no âmbito da missão e da formação, com grande envolvimento do laicato, sobretudo das mulheres, são expressões de sinodalidade na diocese de Parintins. Uma Igreja local que tem avançado no fortalecimento das pastorais, movimentos e serviços, na maior presença nas ações sociais e no olhar mais atento ao cuidado da casa comum. O desafio é um maior diálogo com as diversas expressões religiosas em vista de ações sociais e ecológicas, avançar na prestação de contas, maior conhecimento da Doutrina Social da Igreja, superar o clericalismo e o individualismo, maior articulação entre as lideranças juvenis, e um programa de formação contínua. As assembleias diocesanas, conselhos, encontro das coordenações, encontros do clero, planos diocesanos de pastoral são realidades cada vez mais presentes nas igrejas locais. As diversas atividades e pastorais, segundo foi relatado pela diocese de Coari, são expressão de sinodalidade. Um caminho que vai adiante, mesmo reconhecendo a necessidade de uma maior escuta do povo, a presença da Igreja nos momentos de dor, e o desafio de aumentar as pastorais em saída e ajudar o povo a entender e aprofundar na sinodalidade. Governo mais sinodal e próximo Aos poucos o estilo de governo vai se tornando mais sinodal e próximo na prelazia de Itacoatiara, que fomenta a vida comunitária a partir da Iniciação à Vida Cristã, a presença missionária nas comunidades, a participação do laicato que assumem diversos ministérios e serviços, com ampla maioria de mulheres. Entre os desafios, fortalecer a escuta real para o discernimento pastoral, mais transparência na prestação de contas, dar mais voz aos jovens e mulheres nas decisões e viver uma espiritualidade sinodal no dia a dia. As expressões de sinodalidade se fazem presente na diocese de Alto Solimões, dentre elas as assembleias em diversos níveis e a grande diversidade de ministérios laicais instituídos. Para isso está se avançando na formação de ministros e na Iniciação à Vida Cristã, com grande presença dos círculos bíblicos nas comunidades. Uma Igreja que também enfrenta desafios no campo do discernimento, no anúncio, entender o batismo como manancial da vida cristã, o resgate da eclesiologia do Povo de Deus nas Comunidades Eclesiais de Base, a passagem do devocionismo desencarnado ao seguimento de Jesus, a implementação dos diversos conselhos e o avance na prestação de contas. Um exemplo de avanço na sinodalidade é o protagonismo das mulheres. Na prelazia de Tefé duas áreas missionárias são conduzidas por mulheres, algo que ajuda nesse avanço. Uma Igreja que potencia o protagonismo do laicato com os animadores e animadoras de setor, na assembleia do laicato, na VI Assembleia das CEBs, em vista de fortalecer a sinodalidade da Igreja, com a participação de mais de mil pessoas. Essa sinodalidade se faz igualmente nas pastorais ou na escuta do bispo nas visitas pastorais às paróquias e comunidades. Decidir conjuntamente a caminhada A espiritualidade cotidiana de sinodalidade anima a diocese de Roraima, uma Igreja que tem uma compreensão de Igreja que brota do batismo, onde todo o Povo de Deus é convidado a participar, especialmente na assembleia sinodal da Igreja de Roraima, em vista de decidir conjuntamente a caminhada a Igreja diocesana, que em 2025 celebra o Jubileu dos 300 anos de evangelização. Uma diocese com coordenações que valorizam a presença dos leigos, algo que se concretiza na equipe sinodal diocesana, que se faz presente nas paróquias e comunidades. Uma Igreja que vai além-fronteiras e tem estabelecido parcerias com a Igreja de Santa Elena (Venezuela), e de Lethem, na Guiana. Uma Igreja que investe em formação missionária com chave na sinodalidade, e que é desafiada no campo da pastoral urbana e no mundo digital. Para acompanhar a vida das comunidades, das paróquias, das igrejas locais, o Seminário São José da arquidiocese de Manaus, um sinal de sinodalidade, forma padres para a Amazônia. 47 jovens chegados das diversas igrejas locais são acompanhados pela equipe formativa, que ajudam a descobrir os elementos próprios que devem configurar a vida dos futuros presbíteros. Um sinal de sinodalidade que também pode ser percebido no Tribunal Eclesiástico, que presta um serviço às nove igrejas locais e é um espaço de escuta. Nessa perspectiva, o bispo auxiliar de Manaus, dom Hudson Ribeiro, afirmava na missa com que iniciou o terceiro dia que “somos convidados nessa assembleia sinodal, ao voltar…
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