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Encerrou-se o I Congresso Brasileiro de Teologia Pastoral, marcado pela Sinodalidade, diálogo, Palavra, discernimento, comunicação e memória

Encerrou-se na noite desta quinta-feira, 6 de maio, o I Congresso Brasileiro de Teologia Pastoral, que ao longo de quatro dias tem refletido a través de conferencias, seminários, painéis, comunicações, sobre o tema “Discernir a pastoral em tempos de crise: realidades, desafios e tarefas”, convocando milhares de pessoas de todos os cantos do Brasil, especialmente alunos de muitas faculdades de teologia. Na Conferência de Encerramento, três representantes da comissão organizadora faziam um primeiro balance, analisando os Horizontes Pastorais do Congresso. O primeiro foi o professor Edward Guimarães, reconhecendo a complexidade da tarefa, ainda mais diante do que ele definia como “o turbilhão das provocações de cada conferência, seminário, painel, comunicação, narrativa de experiência pastoral, perguntas e comentários nos chats”.  Nessa perspectiva, ele destacava três elementos: o primeiro “concretizar a passagem de uma ‘fé ideia’ para uma ‘fé que se faz relação’”, afirmando, e para isso lembrava as palavras de Dom Leonardo Steiner, que “a fé cristã que se apresenta ou que se configura como ideia se torna, frequentemente, uma fé ideologizada, fundamentalista, subjetivista”. Frente a isso, insistia em que “nosso Deus é relação de amor cujo projeto salvífico universal se revela na experiência da gratuidade”. Isso demanda “diálogo, testemunho da justiça, opção pelos pobres e pelas periferias sociais e existenciais, cuidado e a defesa da vida humana e da casa comum”, afirmava o professor. Um segundo elemento em destaque, “se situa no nível do discernimento dos sinais dos tempos”, e junto com isso “com a criação de novos mecanismos e com a ressignificação dos mecanismos já existentes”, salientando a importância da sinodalidade, que pode se concretizar na “criação de uma Assembleia, mais ainda, de uma Conferência Eclesial da Igreja do Brasil”. Uma sinodalidade que ajude a superar as práticas clericalistas e faça realidade uma Igreja toda ministerial. Um terceiro elemento era situado no desafio de “pensar novos caminhos para a Igreja na cidade”, apostando em “recuperarmos o sentido da Igreja como sacramento do Reino e da vida cristã como comunidade de partilha da fé e da vida fraterna”.    Entre os desafios, o teólogo destacava “promover a necessária solidariedade emergencial diante da grave crise” provocada pela Covid-19. Nessa perspectiva, “urge a concretização de uma Igreja profeticamente samaritana, capaz de coloca-se toda a serviço da vida”, afirmando que “a crise da pandemia deixou claro que não há evangelização que seja impulsionada pelo dinamismo do Reino sem que se faça a opção de colocar-se ao lado do mais fraco, dos mais pobres”. Junto com isso ressaltava o desafio de “colocar-se ao lado e em defesa dos povos originários, que hoje estão entre as maiores vítimas”, consequência da violência contra eles e da perda de direitos duramente conquistados. Daí “urge a concretização de uma Igreja profeticamente em saída e em defesa dos direitos dos povos originários”. Um terceiro desafio, segundo o professor, é “uma Igreja que entende que fechar a porta dos templos, não significa fechar a Igreja, uma Igreja que teimosamente alimenta e sustenta a chama da esperança”. Nesse ponto, Edward Guimarães destacava a importância da Igreja, inspirada pelo Papa Francisco, que clama com toda a humanidade “um pacto emergencial pela educação global, uma nova economia, uma economia que não mata, uma economia que não é gerenciada pela lógica do lucro”. Ele falava de “uma Igreja que é capaz de sair de si, de não ser autorreferencial e dar as mãos”. Lucimara Trevizan destacava em primeiro lugar a animação bíblica da vida e da pastoral, afirmando a Palavra como “alma da ação pastoral e evangelizadora”. Segundo ela, a “Palavra é o que anima toda a ação pastoral”, definindo-a como uma seiva, a força vivente, o hálito da vida que provém de Deus. Nesse ponto Lucimara insistia em que “é necessário que a Palavra seja a seiva que nutre, por dentro, a globalidade da vida pessoal e eclesial”, algo que se faz visível nos “serviços, organismos, estruturas”. Por isso, se faz necessário “fazer da Palavra de Deus a alma de tudo o que somos e fazemos”, de escutar e se deixar se gerar pela Palavra, destacando um elemento que perpassou vários momentos do Congresso, a Pastoral como escuta. Um segundo elemento, destacado especialmente por Lucimara Trevizan foi a Iniciação à Vida Cristã, definida como “itinerário para ser e viver como cristão”, como algo que não diz respeito somente à catequese, sendo considerada como uma realidade muito mais ampla do que preparação aos sacramentos. Lucimara lembrava as palavras do padre Taborda SJ diz que afirma que “iniciar é encarinhar o iniciando pela pessoa de Jesus, pois seguir a Jesus é abrir-se a seu mistério numa relação de amor. E o amor acontece num duplo movimento: receber e dar”. A iniciação expressa a gratuidade da fé, é algo que “não é mero saber, soma de conhecimentos intelectuais, mas aceitação de uma mensagem inseparável de determinada experiência e prática, a que precisamos ser introduzidos”.   A comunicação e seus desafios foi um terceiro elemento em destaque na perspectiva de Lucimara Trevizan, fazendo referência ao seminário “A Igreja e os desafios da comunicação”, onde foi enfatizado que comunicação não se confunde com informação. A comunicação exige a cultura do encontro e implica uma Igreja em saída. Também a comunicação supõe um planejamento, e perceber a necessidade da diversidade de linguagens e conteúdo, insistindo em que é preciso comunicar com uma linguagem compreensível, ser profundo e simples, uma linguagem que comunique a vida, que é a linguagem do Amor. Junto com isso, Lucimara Trevizan destacava que a comunicação precisa libertar, desde as periferias, ser uma comunicação profética, em rede e que gera esperança, uma comunicação alinhada ao que a Igreja comunica, para resolver o desalinhamento que há entre os diferentes meios de comunicação católicos. Uma terceira análise foi realizada por Geraldo de Mori, SJ, que fazia sua análise partindo das ideias de um livro de Bruno Forte, “A teologia como companhia, memória e profecia”. O membro da comissão organizadora diz ver a teologia como “companhia de vida com os homens e as mulheres de nosso tempo, com suas…
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Un coração de mãe, cuidado que preserva a vida

Se tem alguém que sabe cuidar, essas são as mães. Num tempo em que o cuidado se tornou uma urgência, em que o descuido para com a vida tem provocado gravíssimas consequências, comemorar o Dia das Mães tem que nos levar a descobrir com elas como é que a gente pode cuidar melhor dos outros. O sentimento de preocupação com o bem estar dos filhos, mas também dos outros, é algo muito presente na vida de quem é mãe, mas também de quem tem sentimentos maternais, uma atitude que vai além do fato de ter gerado um filho. Uma mãe sofre quando vê que o filho passa por momentos de dificuldade e tenta encontrar o melhor caminho para que essa situação possa ser superada. As vezes carrega no colo, outras puxa a orelha, dá um conselho, ou simplesmente escuta e dá a entender que está com ele, do seu lado. A explicação de tudo isso está no amor, um sentimento que inclusive faz parte do linguajar da gente, que diante de uma expressão sublime de amor, diz que isso é amor de mãe. As mães são a melhor concreção do amor de Deus, aquele a quem a gente chama de Pai, mas que seria mais acertado chamar de Mãe, pois do mesmo modo em que ninguém ama igual uma mãe, também ninguém ama igual Deus. O que fazer para aprender a amar com um coração de mãe? Como aprofundar nas atitudes que nos levam a cuidar dos outros de um jeito único? Como fazer realidade no meio de nós a necessidade de promover o cuidado como atitude fundamental na vida da humanidade? Como sentir a necessidade de cuidar de verdade, mesmo que isso nos leve a perder o sono? O significado das comemorações não está na aparência e sim naquilo que esses momentos representam na vida da gente. Comemorar o Dia das Mães só com presentes grandiosos, nos afasta do significado fundamental de um dia importante na vida das famílias, mas sobretudo na vida da grande família humana, essa que nos leva a ter um sentimento de fraternidade que vai além dos laços de sangue, e que nos faz descobrir que há pessoas que tem sentimentos maternais, sentimentos de amor e de cuidado para com a gente. Descobrir quem é mãe para com a gente e aprender a ter esses sentimentos e atitudes de mãe, tem que ser um desafio cada vez maior, a ser enfrentando por todos, se de verdade queremos superar as crises que hoje estão colocando nossa vida em xeque. Esse cuidado que preserva a vida é uma atitude inadiável, que deveria ser assumida por todos e todas. Não entrar nessa dinâmica faz com que o mundo seja cada vez pior, com que o enfrentamento que divide se torne cada vez mais presente, com que a morte se instale como realidade cada vez mais difícil de superar. Apostemos na vida, no cuidado, aprendamos a ter um coração de mãe, também a gente, que não é mãe, mas que pode ir assumindo, mesmo em pequenas doses, o que significa fazer visível na vida dos outros um amor de mãe. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1-Editorial Rádio Rio Mar

Dom Leonardo propõe a misericórdia como caminho pastoral: “Quando nós vamos juntos ao encontro dos pobres, nossas divisões desaparecem”

Desafios e perspectivas para a pastoral no Brasil hoje, foi o tema abordado por Dom Leonardo Ulrich Steiner dentro da dinâmica do I Congresso Brasileiro de Teologia Pastoral, que acontece virtualmente de 3 a 6 de maio, com o tema Discernir a pastoral em tempos de crise: realidade, desafios, tarefas. Sabendo que os desafios são muitos e as perspectivas esperançosas, o arcebispo de Manaus começava refletindo sobre a fé, que “é a fidelidade do amor de Deus em Jesus Cristo, a fidelidade que é própria de Deus”, que se faz presente na vida da humanidade de diferentes modos, afirmando que “não é nós tenhamos a fé, é a fé que tem a nós”.   Ao falar sobre evangelização e pastoral, as vê “como duas palavras que guardam buscas e propõem dinâmicas do ser Igreja”, mas sabendo que tem suas diferenças. Se trata de “assumir a missão que Jesus nos confiou”, e seguindo o proposto pelo Papa Paulo VI em Evangelii Nuntuandi, descobrir que “a finalidade da evangelização é esta mudança interior, converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e coletiva dos homens”. Ele destacava a importância do conteúdo e dos meios, e que a partir do Documento de Aparecida, a evangelização se abre aos conceitos de discipulado e de missionariedade. Para a compreensão do Concilio Vaticano II a pastoralidade é um elemento fundamental, segundo Dom Leonardo Steiner, que refletia sobre o conceito de pastor, “aquele que apascenta”, o que o levava a apresentar a pastoral “como dinâmica do cuidado, do cultivo do dom recebido”, tendo como referência a Jesus Bom Pastor, que veio para servir e dar a vida. Segundo o arcebispo de Manaus, “podemos falar da pastoral como a totalidade das ações da Igreja, não como uma soma de ações justapostas, mas aquela perspectiva da mediação em Cristo e da sua redenção a partir do processo encarnatório, do qual a Igreja participa”. “A Igreja no Brasil tem percorrido um rico caminho de reflexão na busca do planejamento da pastoral”, afirmava Dom Leonardo, que fazia uma análise das Diretrizes para a Ação Evangelizadora e dos documentos surgidos a partir delas, na última década, inspirados no Documento de Aparecida e no Magistério do Papa Francisco. As atuais diretrizes tentam responder à cultura urbana, presente além das cidades, e foram pensadas a partir da missionariedade, sendo sustentadas em quatro pilares. Ele destaca como fundamental nessas diretrizes o estado permanente de missão, a Palavra e a Iniciação à Vida Cristã, colocando como exemplo a iniciação do povo Xavante. Reconhecendo a existência de muitos desafios para a pastoral no Brasil, fazia uma analise sobre o modo da ciência e da técnica, determinado pelo cálculo e o resultado, que torna tudo um objeto, inclusive o homem e Deus. O tornar absoluto o empírico, “coloca em questão o modo de existir humano, a própria existência de Deus”, insistia Dom Leonardo Steiner. Ele abordava a tensão entre o pensamento calculante e o pensamento reflexivo. Junto com isso, o arcebispo abordava a questão, ao seu modo de ver importante, das figuras de Deus, “nós vivemos de figuras, não de imagens”, afirmando que se permanecemos na figura de Deus, “criamos um ídolo e nos relacionamos com um ídolo, vivemos de uma ideologia religiosa”. Dom Leonardo denunciava que “hoje temos uma figura que não corresponde ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, nem a Jesus Cristo, somos cheios de milagres, de promessas, de curas, de dinheiro, de compra e venda”.  Ele também abordava algo que considera uma questão fundamental para a pastoral, que é a morte de Deus, um desafio colocado por Nietzsche, que hoje se faz presente no que chamamos de pós-moderno, de mudança de época, na insistência do cuidado de se mesmo, numa vida que não transcende mais, coisificada, o existir humano sem perspectiva de Mistério. Ao falar sobre o anúncio, afirmava que “existe uma segurança relacional que faz anunciar mais o moralismo que o Reino de Deus”. Em referência aos meios de comunicação destacava a forte influência dos meios de comunicação católicos, o que leva os fieis a esquecer o Concilio Vaticano II ou defender certas opções políticas, insistindo no desafio de “ajudar esses meios preciosos para estarem ao serviço do Evangelho da libertação”. O arcebispo insistia na presença da Igreja nas periferias geográficas e existenciais, nas universidades, no mundo intelectual, no mundo da cultura, do esporte, da política, da justiça, afirmando que “estamos entregando as nossas periferias, o nosso interior às igrejas neopentecostais”, que leva a uma exploração econômica, psíquica, espiritual. A sinodalidade é atingida pela tensão entre a Igreja e as igrejas particulares. Essa sinodalidade se faz presente em diversas expressões, pedindo uma maior participação do Povo de Deus na construção das Diretrizes para a Ação Evangelizadora. Também abordava a questão das agressões à mãe Terra, cada vez mais dominada pela mentalidade calculante, que despreza o valor da natureza o dos povos indígenas que a cuidam, considerados de segunda categoria. A formação do clero, vida religiosa, dos leigos e leigas é um grande desafio, “para que possam dar as rações da própria esperança”. Entre as perspectivas, citava a Palavra de Deus, como alimento e horizonte, vendo a necessidade de aprofundar na hermenêutica, que ajude a não ver a Palavra de Deus “como um livro de normas”, um tema presente na última assembleia da CNBB. Se faz necessário refletir sobre a celebração da Palavra nas comunidades, buscando elementos de inculturação. Também falta muito por avançar na dinâmica da Iniciação à Vida Cristã e na dinâmica de autonomia das comunidades e da presença estável da Igreja nas comunidades distantes do interior, reconhecendo as culturas indígenas. Ao mesmo tempo insistia na necessidade de valorizar as expressões da religiosidade popular, que define como lugar teológico e eclesial. Os ministérios conferidos aos leigos, uma reflexão presente em Querida Amazônia, que ajudem a ter uma Igreja marcadamente laical, afirmando que “os desafios da Amazônia, exigem da Igreja um esforço para conseguir ser uma presença capilar”, algo só possível com a ajuda dos leigos, que precisam de formação. Outro desafio é…
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Faleceu Dom Aloísio Hilário de Pinho, bispo emérito da diocese de Jataí – GO

Faleceu nesta terça-feira, 4 de maio, dom Aloísio Hilário de Pinho, bispo emérito da diocese de Jataí – GO, em decorrência de um infarto. Nascido em Mariana – MG, em 14 de janeiro de 1934, entrou no seminário dos Orionitas em 1955, sendo ordenado padre em 19 de março de 1963 em Roma, onde tinha cursado a Teologia, na Universidade Gregoriana. Após realizar diferentes serviços na sua congregação, foi nomeado bispo da diocese de Tocantinópolis – TO, sendo ordenado em 20 de dezembro de 1981 pelo cardeal Paulo Evaristo Arns. Foi bispo dessa diocese até 1999, em que foi transferido para a diocese de Jataí – GO, onde permaneceu até apresentar sua renúncia, aceita em 16 de dezembro de 2009. Em nota de pesar, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, recordava “a fidelidade à Igreja, características do ministério de dom Aloísio, que tinha como lema episcopal “na caridade sincera”. Sabemos também que dom Aloísio dedicou-se à celebração dos sacramentos, especialmente o da Crisma, que lhe permitiu um contato direto com a juventude da diocese de Jataí (GO)”. A CNBB tem mostrado sua união e solidariedade “com todos os que conviveram com dom Aloísio”, enviando sua saudação “ao atual bispo da diocese de Jataí (GO), dom Nélio Domingos Zortea, aos familiares de dom Aloísio, e a todas as comunidades da diocese de Jataí”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Os bispos da Amazônia se posicionam contra o PL 510/2021, que possibilita a ocupação irregular das terras públicas

O Sínodo para a Amazônia, e os documentos que emergiram das suas reflexões, fizeram da Igreja Católica uma das principais instituições em defesa da Amazônia e dos seus povos. Nesta perspectiva, 63 bispos da Amazônia brasileira, dentre eles todos os bispos titulares e auxiliares e dois eméritos do Regional Norte 1, querendo ser uma Igreja que “sob a perspectiva da ecologia integral, busca dialogar com a sociedade pela defesa dos interesses dos mais pobres, da justiça social e da preservação do meio ambiente”, enviaram uma carta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na qual pedem a retirada do Projeto de Lei 510/2021, “que altera regras de regularização fundiária em terras da União”. Na carta, os bispos mostram diferentes estudos onde são recolhidos os graves impactos contra a Amazônia e os seus povos que a aprovação desta lei traria. A isto se acrescenta, como se afirma na carta, as intenções do governo brasileiro na recente Cúpula Internacional do Clima, onde mostrou as suas intenções de preservar a Amazônia, algo que está agora sendo posto em causa. Face a esta situação, os bispos da Amazônia brasileira afirmam que aprovar o Projeto de Lei 510/2021, “significa concordar que o nosso patrimônio natural seja objeto de ocupação irregular para posterior desmatamento e titulação”, que isto ” pode acirrar ainda mais os conflitos no campo e aumentar a procura por terras”. Portanto, “deve-se, sim, punir os que roubam o patrimônio público, e não premiá-los“, dizem os bispos, que argumentam que “a criação de unidades de conservação são essenciais para a conservação da Amazônia e o uso sustentável dos recursos da região”, bem como a convocação de “audiências públicas” para discutir esta questão, “requisito que não deve ser cumprido enquanto estivermos em pandemia”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Belém do Solimões se vestiu de festa para a ordenação do frei capuchinho, Marcos Darlan Gomes Pereira

Neste domingo, 2 de maio, em Belém do Solimões, diocese de Alto Solimões, uma das comunidades onde a Igreja da Amazônia tem conseguido dar passos significativos para fazer realidade uma Igreja com rosto amazônico e indígena, um dos pedidos do Sínodo para a Amazônia, aconteceu a ordenação diaconal de frei Marco Darlan Gomes Pereira, presidida pelo bispo de Alto Solimões, Dom Adolfo Zon. Nascido na Amazônia, na prelazia de Itaituba – PA, o novo diácono faz parte da comunidade capuchinha de Belém de Solimões, onde vai continuar trabalhando, agora como diácono, no meio do povo ticuna. A ordenação de frei Marcos Darlan Gomes Pereira, que faz parte da Custódia dos Frades Menores Capuchinhos do Amazonas e Roraima, contou com a presença do superior da Custodia, frei Carlo Maria Chistolini, e da comunidade capuchinha local, com seu pároco frei Paolo Braghini. Também estava presente Antelmo Pereira Ângelo, o primeiro diácono permanente do povo ticuna, ordenado em março de 2020, que atualmente serve as comunidades ticunas da paróquia de Belém do Solimões. Nessa tentativa de fazer realidade um trabalho missionário inculturado e intercultural, proposta pelo Sínodo para a Amazônia, a ordenação aconteceu como encerramento do encontro com os jovens ticuna, celebrado desde qunta-feira até domingo, onde foram trabalhadas essas dimensões. Na sua homilia, Dom Adolfo Zon, recolhendo as ideias do Papa Bento XVI nas suas encíclicas Deus Caritas est e Caritas in Veritate, insistia em que a missão do diácono é estar ao serviço da caridade, não qualquer caridade, e sim uma caridade organizada e inteligente. Em suas palavras, o bispo de Alto Solimões destacava a importância de uma Igreja ministerial, que caminhando sinodalmente, tem que responder com seu serviço aos desafios que a humanidade e a sociedade de hoje apresentam. Fotos: Veronica Rubi Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Faleceu Dom Geraldo Dantas de Andrade, Bispo Auxiliar Emérito de São Luís do Maranhão

Faleceu no dia 1º de maio, festa de São José Operário, aos 89 anos, dom Geraldo Dantas de Andrade, bispo auxiliar emérito de São Luís do Maranhão – MA, segundo comunicou, por meio de nota assinada pelo arcebispo metropolitano dom José Belisário da Silva, a arquidiocese de São Luís do Maranhão. O bispo falecido será sepultado neste domingo, 2 de maio, na Catedral da Sé, numa celebração que será restrita, dados os protocolos e recomendações de prevenção à Covid-19. Nascido no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1931, dom Geraldo foi ordenado padre pela Congregação do Sagrado Coração de Jesus (SCJ) em 18 de dezembro de 1957, em Taubaté (SP). Foi nomeado Bispo de Titular de Cibaliana e Auxiliar da arquidiocese de São Luís em 18 de fevereiro de 1998. Recebeu a ordenação episcopal no dia 18 de abril desse mesmo ano das mãos de dom Paulo Eduardo Andrade Ponte, dom José Nelson Westrupp e dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges. Dentre as atividades como bispo, dom Geraldo foi vigário geral da arquidiocese de São Luís e reitor do Seminário Interdiocesano do Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão). Seu lema episcopal é “Sei em quem acreditei”. Em 15 de setembro de 2010 foi aceito seu pedido de renúncia, tornando-se bispo auxiliar emérito. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em nota assinada pela presidência, manifestou seu pesar pelo falecimento do Bispo Auxiliar Emérito de São Luís do Maranhão, mostrando solidariedade aos familiares e amigos, à Igreja local e à Congregação do Sagrado Coração de Jesus. A presidência da CNBB agradece pela vida de Dom Geraldo e pede para ele a intercessão de nossa mãe Maria e São José Operário. Fonte: CNBB

Dom Fernando faz a benção da imagem de São José no Seminário de Tefé

Na tarde do dia 1° de Maio, festa de São José Operario, o bispo de Tefé, Dom Fernando Barbosa, fez a bênção da imagem de São José erguida em frente ao Seminário e a placa que marcará o Ano de São José. A Prelazia de Tefé também está comemorando os 100 anos do prédio do Seminário e do jubileu da Prelazia. A celebração contou com a presença de alguns padres e representantes das diferentes pastorais da Prelazia. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Dom Ionilton sauda os trabalhores e trabalhadoras do Regional Norte 1

Quero saudar todos os Trabalhadores e todas as Trabalhadoras da Arquidiocese de Manaus, de nossas Prelazias e Dioceses do Regional Norte 1 da CNBB, em suas Comunidades Ribeirinhas, Urbanas e Estrada e de todas as Paróquias. Obrigado pelo que vocês são e fazem no mundo do trabalho: Pescadores, Agricultores, Profissionais da Educação, da Saúde física e mental, do Transporte fluvial, rodoviário e aéreo, da Construção Civil, da Comunicação, dos Serviços Públicos, da Música, do Esporte, da Cultura, Costureiras, Garis, Comerciários, Industriários, Domésticas, Secretárias, Profissionais Liberais… Um agradecimento, também, a quem presta serviço voluntário nas Associações, Movimentos Populares, Sindicatos, ONGs – Organizações Não Governamentais. Estendo este agradecimento especial aos Agentes Voluntários de Pastorais, Organismos, Movimentos de nosso Regional e às Lideranças de nossas Comunidades Ribeirinhas, de Estrada e Urbanas. Nossa comunhão com os Trabalhadores e as Trabalhadoras que estão desempregados, desempregadas; Nossa palavra de incentivo para nossos Leigos Trabalhadores e nossas Leigas Trabalhadoras se filiarem ao Sindicato de sua classe trabalhadora, para ajudar na luta pela preservação de seus direitos e pela conquista de direitos retirados. Encerro com a letra do canto de Padre Zezinho: “Trabalhadores, Trabalhadoras, Deus também é Trabalhador!”. São José Operário, rogai por nós! Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV – Bispo da Prelazia de Itacoatiara e Referencial para o Laicato

Início da peregrinação da imagem de São José: “A Igreja quer chegar ao coração de todos os católicos”

Dentro das atividades do Ano de São José, a Arquidiocese de Manaus tem organizado a peregrinação da imagem de São José em todas as paróquias e áreas missionárias. Cada uma das Regiões Episcopais em que está dividida a Arquidiocese, Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora dos Navegantes, estão dando início às atividades. Coincidindo com a festa de São José Operário, neste 1º de maio, a Catedral Nossa Senhora da Conceição acolhia a celebração da Região Episcopal Nossa Senhora dos Remédios, que contou com a participação do clero, a vida religiosa e os leigos e leigas das paróquias e áreas missionárias. Monsenhor José Carlos Sabino de Andrade destacava a importância deste momento, lembrando que o Ano de São José é uma iniciativa do Papa Francisco, o que tem sido aderido pela Arquidiocese de Manaus e pela Região Episcopal Nossa Senhora dos Remédios. Monsenhor Sabino afirmava que “evidentemente, São José é um dos santos mais populares que existem para o povo brasileiro”, algo que está muito presente na devoção do povo, dado que “São José era um homem extraordinário”, segundo o Vigário Episcopal. Na sua homilia, Monsenhor Sabino destacava a figura de São José como “um modelo, um referencial” no mundo do trabalho, que ele definia como aquilo que “edifica, enobrece e dá ao ser humano mais dignidade”. O trabalho é algo que nos refere a Deus, “que criou todas as coisas com muito amor e ternura”, algo que fez parte da vida de Jesus, “que acompanhou seu pai na carpintaria e noutros trabalhos que lhe encomendavam”. Refletindo sobre o trabalho, o Vigário Episcopal disse não poder se imaginar “ninguém sem se empenhar em usar os dons e talentos, dados por Deus, para construir, edificar e fazer com que o mundo seja melhor”, insistindo em que “todo trabalho feito com dignidade é abençoado por Deus”, e caminho de santificação. Dentro das realidades muitos duras enfrentadas no mundo do trabalho, Monsenhor Sabino destacava o desemprego, uma situação cada vez mais presente no Brasil, que tem aumentado neste tempo de pandemia, fazendo com que o desemprego atinja mais de 14% da população ativa do país, situação que ele definia como uma tragedia, que provoca fome, fazendo um chamado à responsabilidade pessoal, buscando resolver essa situação. Conhecer a figura de São José se torna uma necessidade segundo o Vigário Episcopal, vendo a peregrinação da sua imagem como um modo em que “a Igreja quer chegar ao coração de todos os católicos”. Na Carta Patris corde, o Papa Francisco “lembra de tantos pais que não conseguem oferecer o básico aos seus familiares”, e também de “tantos pais ausentes que não conseguem acompanhar a vida dos filhos”, lembrava Monsenhor Sabino, que convidava a ler a carta do Papa para o Ano de São José. A celebração, como recordava o Vigário Episcopal, inicia uma peregrinação que vai se prolongar até 13 de março de 2022. A imagem vai visitar todas as paróquias, áreas missionárias e comunidades, sendo acompanhada por um livrinho que recolhe o Angelus em honra de São José, o Tríduo em honra de São José e trechos da Carta Patris corde, assim como o calendário com as datas do percurso da imagem. Estamos diante de uma oportunidade, segundo Monsenhor Sabino, para que “aprendamos também nós, neste Ano Josefino, a recorrer, ainda com mais fervor, a São José e peçamos a ele que alcance de Deus a graça de imitarmos as suas virtudes”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1